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quarta-feira, 25 de março de 2015

III Curso de Atualização em Programas de Práticas Corporais e Exercícios Físicos na Saúde do Idoso


Estão abertas as inscrições para o Terceiro Curso de Atualização em Programas de Práticas Corporais e Exercícios Físicos na Saúde do Idoso, promovido pelo Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Coordenado por Douglas Cerqueira Ferdinando, do Serviço de Geriatria do HC, o curso busca suprir uma necessidade na área da saúde que é de encontrar profissionais que possam atuar em ambientes e equipes multidisciplinares, dando condições de atender o público idoso de forma holística em ambientes que até pouco tempo não eram comuns, tais como: Unidades Básicas de Saúde, hospitais, clínicas, além de atender melhor os clientes idosos em suas residências ou em pequenos grupos estruturados em condomínios, instituições de longa permanência ou Casas Dia.

O curso abrangerá aspectos biopsicossociais da relação da atividade física no processo de envelhecimento de forma que este se torne o mais saudável possível.

As aulas acontecerão entre 6 de abril e 26 de outubro, sempre às segundas-feiras, das 18 horas às 21h30, na Escola de Educação Permanente (EEP) do HC.

Os interessados podem se inscrever até o dia 1º de abril enviando currículo para cursosmulti.eep@hc.fm.usp.br.

Há uma taxa de inscrição no valor de R$ 100,00. O valor total do curso é de R$ 2200,00, divididos em 08 parcelas de R$ 275,00.

A programação completa do curso pode ser acessada no link abaixo:

http://hcfmusp.org.br/portal/cursos/?aid=2&cid=100421

terça-feira, 17 de março de 2015

Por que ficar sentado é ruim para você? vídeo


Ficar sentado por períodos curtos de tempo ajuda na recuperação do stress e após exercícios físicos. Porém hoje em dia, nosso estilo de vida faz com que fiquemos sentados por muito mais tempo do que nos movimentamos,
O vídeo abaixo mostra por que ficar sentado é ruim para nossa saúde.





sábado, 8 de novembro de 2014

Só 30% dos idosos com mais de 80 anos envelhecem bem em São Paulo - matéria da Folha


Estudo inédito feito pela USP mostra que só 30% dos idosos com mais de 80 anos envelhecem bem em São Paulo.

A pesquisa avaliou 363 idosos de várias regiões do município, acompanhado no SABE (Projeto Saúde, Bem Estar e Envelhecimento). A amostra representa a população octogenária da cidade, população esta que mais cresce entre os idosos.


Matéria completa:

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/10/1527138-so-30-dos-idosos-com-mais-de-80-anos-envelhecem-bem-em-sao-paulo.shtml

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Demência é principal causa de morte entre mulheres na Inglaterra



A doença que mais mata mulheres na Inglaterra e no País de Gales é a demência, segundo números oficiais.

De acordo com os dados, a demência mata três vezes mais que o câncer de mama e milhares de vezes mais que um infarto ou um derrame.

Os analistas dizem que o número crescente de mortes por essa doença acontece porque agora os médicos estão mais conscientes dela e estão incluindo a demência nos certificados de óbito com mais frequência.

No caso dos homens, porém, a causa mais comum de morte é problema cardíaco, e a demência é a terceira na lista de doenças que mais matam.

O fato de o cérebro ir ‘atrofiando’ aos poucos na demência faz a vida dele ser mais curta. A doença pode ser registrada como a única causa da morte, mas é frequentemente considerada uma condição subjacente. Muitas pessoas com demência acabam morrendo de pneumonia.

Dados

Os dados, publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês), mostraram que mais de meio milhão de pessoas morreram na Inglaterra e no País de Gales em 2013 em decorrência da doença.

O câncer ainda é a causa principal de morte dos dois gêneros quando se considera todos os tipos de câncer juntos. Perto de uma em cada três mortes no ano passado foram de algum tipo de câncer.

Os dados mais recentes confirmam uma mudança dramática nas causas de morte na última década.
Entre 2003 e 2013, a porcentagem de mortes por doenças cardíacas – que incluem infartos - caiu de 22% para 16% entre as mortes em homens. Nas mulheres, o índice caiu de 15% para 10%.

Tratamento e prevenção dessas doenças também melhoraram nesse período, o que significa que as pessoas estão mais propensas a sobreviverem a infartos e mais pessoas conseguem até preveni-los.
Enquanto isso, a demência aumentou de 2% para 6% nas causas de morte em homens e de 5% para 12% nas causas de morte em mulheres.

O relatório do Instituto Nacional de Estatística diz que "parte do aumento dessa porcentagem nas últimas décadas deve-se a uma melhor compreensão do que é a doença."

"Isso significa que os médicos podem estar mais preparados para registrar a demência como causa da morte", prossegue o relatório.

Para Hilary Evans, do grupo de pesquisa em Alzheimer no Reino Unido, "os números evidenciam que a demência é um grande problema e que não podemos escondê-lo mais".

"Precisamos agora voltar nossas atenções para a demência, nosso grande desafio de saúde, e investir em pesquisas que vão nos levar a uma melhor prevenção da doença e a um melhor tratamento dela."

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141028_demencia_mulheres_rm.shtml?ocid=socialflow_facebook

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Como descartar corretamente os exames de imagem (Raio X)

Por conter o metal prata em sua composição, as chapas de raio X não devem ser descartadas juntamente com o lixo comum. 
Por conta disso, o Hospital das Clínicas instalou, em 2010, um posto de coleta no Instituto Central da entidade (Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, Cerqueira César, 3069-6000). Ali, das 8h às 17h, recebe material de pacientes, profissionais e população em geral. 
O montante arrecadado no Hospital das Clínicas é encaminhado ao Fundo Social de Solidariedade do Governo do Estado. Na reciclagem, a prata acaba separada do plástico – e ambos podem ser reaproveitados. Até hoje, a instituição já recebeu 13 mil quilos do material.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cinco hábitos saudáveis reduzem pela metade o risco de AVC em mulheres


Segundo nova pesquisa, entre esses hábitos estão alimentar-se bem, exercitar-se e não exagerar no álcool

Adotar um estilo de vida saudável pode de reduzir pela metade o risco de acidente vascular (AVC) isquêmico entre o sexo feminino. Segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira, mulheres que se alimentam corretamente, praticam exercícios, consomem álcool com moderação, têm um peso saudável e não fumam são 54% menos propensas a apresentar o problema.

O estudo, divulgado na revista médica Neurology, foi feito na Suécia com 31 696 mulheres de 60 anos, em média. Todas responderam a um questionário com 350 perguntas sobre alimentação e estilo de vida. A partir disso, os pesquisadores as acompanharam por dez anos.

O estudo considerou que um estilo de vida saudável incluía os seguintes fatores: beber álcool moderadamente (até três a nove doses por semana); seguir uma dieta saudável (medida pela quantidade e frequência do consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis); praticar atividade física (pelo menos 40 minutos de exercícios aeróbicos por dia e uma hora de atividades de força por semana); manter um peso saudável (com IMC de até 25); e não fumar.

Entre as participantes do estudo, apenas 589 (ou 1,8%) apresentavam todos esses fatores de estilo de vida saudável. Por outro lado, 1 535 (4,8%) mulheres não mantinham nenhum desses cinco hábitos.

Hábitos — A pesquisa mostrou que cada fator de vida saudável é capaz de, sozinho, diminuir o risco de sofrer um derrame. Seguir uma dieta correta, por exemplo, contribui com uma redução de 13% desse risco, enquanto não fumar evita 17% dos casos de AVC em um período de dez anos, por exemplo. Já a prática de atividade física pode prevenir 9% dos derrames. Além disso, segundo o estudo, todos os cinco hábitos, juntos, reduzem em 54% o risco de AVC em mulheres em comparação com não apresentar nenhum desses fatores.

“Pelo fato de as consequências de um derrame serem devastadoras e irreversíveis muitas vezes, a prevenção é muito importante. Os nossos resultados são animadores pois indicam que dieta e estilo de vida saudáveis podem reduzir o risco do problema substancialmente, e esses fatores são escolhas que as pessoas podem fazer ou então melhorar”, diz Susanna Larsson, pesquisadora do Instituto Karolinska, na Suécia, e coordenadora do estudo.

Como evitar - dicas:

Controlar a hipertensão

A hipertensão é a principal desencadeadora do AVC, isquêmico ou hemorrágico. Ela pode causar lesões nas paredes internas das artérias, tornando-as menos elásticas e mais predispostas a entupimento e endurecimento. "O tratamento da hipertensão, feito por meio de medicamentos, dieta e prática de atividade física, diminui em 90% o risco de um derrame em hipertensos", afirma Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo ela, um estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 80,5% dos pacientes admitidos por AVC isquêmico no pronto-socorro apresentavam antecedente de hipertensão arterial.

Exercitar-se

A prática de atividades físicas pode ajudar no controle do peso, na saúde do coração e na redução do risco de diabetes, hipertensão arterial e formação de coágulos sanguíneos — condições que podem levar ao derrame. Assim, exercitar-se melhora diversos fatores que aumentam o risco de AVC.

Monitorar o peso

A obesidade e o sobrepeso podem desencadear hipertensão e diabetes, fatores de risco do AVC. "Quem está acima do peso tem maior probabilidade de sofrer um derrame", diz Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e nível de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.

Reduzir o colesterol

Altos níveis de LDL (conhecido como colesterol "ruim") no sangue favorecem a aterosclerose, que se caracteriza pela formação de placas de gordura nas paredes das artérias. A doença estreita e enrijece esses vasos e dificulta o fluxo sanguíneo. A lesão na parede das artérias pode, ainda, levar à formação de coágulos e, logo, ao AVC isquêmico. Uma dieta saudável e pobre em gorduras saturadas e trans ajuda a proteger a saúde cardiovascular.

Tratar o diabetes

O diabetes é o segundo principal fator de risco do AVC, por piorar a hipertensão arterial e contribuir na formação da aterosclerose. "O diabetes enrijece a parede arterial, que favorece o acúmulo de gordura no vaso, aumenta os níveis de insulina no sangue e altera o sistema circulatório e metabólico", diz Caio Focássio, cirurgião vascular da Santa Casa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Esse cenário facilita o surgimento de coágulos, que podem chegar ao cérebro, obstruir uma artéria e, assim, levar ao AVC isquêmico.


Seguir uma dieta balanceada

Alimentar-se bem é crucial para controlar o peso, a hipertensão, o diabetes e o colesterol. De acordo com Adriana Conforto, os três principais mandamentos de uma dieta anti-AVC são ingerir sal moderadamente (isto é, consumir no máximo 3 colheres [café] rasas por dia), comer oito a dez porções de frutas, verduras e legumes diariamente e, por fim, manter distância de alimentos gordurosos, principalmente aqueles com altos níveis de gorduras saturadas — como frituras e manteiga.

Ter uma gravidez saudável

A pré-eclâmpsia, doença que atinge entre 6 e 10% das gestantes, aumenta a pressão arterial e causa uma perda de proteínas pela urina na fase final da gravidez. Segundo a Associação Americana do Coração, mulheres com pré-eclâmpsia têm duas vezes mais probabilidade de sofrer um derrame — condição que, por sua vez, atinge três em cada 10 000 grávidas. A recomendação geral é que mulheres enquadradas no grupo de risco (aquelas com hipertensão crônica, diabetes e obesidade, por exemplo) tomem doses baixas de aspirina a partir do segundo trimestre de gestação. O médico decidirá o melhor para cada caso.

Manter a saúde cardíaca em dia

Doenças cardíacas podem formar coágulos no sangue e levar ao AVC isquêmico. São exemplos de moléstias relacionadas ao derrame a fibrilação atrial crônica, que é quando o coração bate num ritmo anormal e irregular, e a trombose coronariana, na qual uma artéria é bloqueada por um coágulo. A fibrilação atrial costuma ser controlada com medicamentos anticoagulantes e a trombose coronariana, popularmente conhecida como infarto do miocárdio, com antiagregantes. "Sobreviventes de um infarto do miocárdio podem ter mais placas de gordura pelo corpo, que levam aos coágulos. Esses trombos podem causar tanto um novo infarto, quanto um AVC. A diferença entre os dois é a localização da obstrução arterial", explica Álvaro Pentagna, neurologista do hospital São Luiz Itaim, em São Paulo.

Não fumar

Substâncias presentes no cigarro, como a nicotina, favorecem a degradação da parede arterial e, por isso, a formação de placas de gordura aderidas nos vasos. "Além disso, o cigarro tem componentes que promovem a coagulação, facilitando a formação de trombos e, consequentemente, do derrame", explica o cirurgião vascular Caio Focássio.

Beber álcool com moderação

O consumo exagerado de álcool faz com que o organismo desenvolva distúrbios de coagulação, como a aterosclerose, atrapalhando a circulação sanguínea. "Beber muito álcool favorece hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e transtornos metabólicos que comprometem a circulação sanguínea cerebral, predispondo ao AVC", diz a médica Elizabeth Batista, coordenadora de neurologia do hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro.

A neurologista Adriana Conforto recomenda a dose máxima de álcool diária de 30 gramas para o homem (equivalente a duas latas de cerveja ou duas taças de vinho de 150 ml ou duas doses de uísque de 50ml) e 15 gramas para a mulher (metade dessas doses).

Ficar atenta à combinação entre anticoncepcional e enxaqueca com aura

O estrogênio, hormônio presente na pílula, estimula a formação de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. Apenas o uso do anticoncepcional, porém, não eleva significativamente o risco do derrame. "Quando a mulher já tem um histórico de enxaquecas com aura, aquela que prejudica a visão nas crises, e toma anticoncepcional, precisa ficar atenta ao risco de AVC. Essas duas situações elevam a probabilidade de formação de coágulos", explica o neurologista Álvaro Pentagna.


Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cinco-habitos-saudaveis-reduzem-pela-metade-o-risco-de-avc-em-mulheres

domingo, 28 de setembro de 2014

Atividade física de três a quatro vezes por semana ajuda a prevenir doenças


Aprofundada com detalhada discussão a “Diretriz sobre a Modificação do Estilo de Vida para Redução do Risco Cardiovascular”, da American Heart Association, foi publicada na edição de setembro de uma das mais importantes revistas de cardiologia do mundo: a "Circulation". Um estilo de vida saudável é a mais importante ação proposta na prevenção de doenças cardiovasculares, sem dúvida a principal causa das doenças degenerativas e de mortalidade em todo o mundo.

Avaliaram-se evidências de que determinados padrões alimentares, ingestão de nutrientes e os níveis e tipos de atividade física pode desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, através dos seus efeitos sobre os conhecidos fatores de risco cardiovasculares modificáveis: a pressão arterial, as gorduras no sangue, a obesidade e principalmente a vida sedentária.

A perda e manutenção do peso são fundamentais para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares, tudo ligado à mudança do estilo de vida, fundamentalmente na alimentação e na atividade física, que foi sugerida ser de 40 minutos por vez três a quatro vezes por semana e de intensidade moderada.

O sódio (principal componente do sal) foi avaliado como um simples nutriente porque pouco dele é encontrado naturalmente nos alimentos. Porém, é adicionado a alimentos, principalmente durante a preparação, para a preservação, e/ou no momento do consumo. Por conseguinte, é teoricamente possível alterar o consumo de sódio, sem alterar a ingestão de alimentos ou a dieta padrão global. Além disso, o outro eletrólito o potássio foi analisado como um único nutriente, pois a ingestão dele pode reduzir a pressão arterial independente de outros nutrientes ou alimentos.

Um efeito do sódio sobre a pressão arterial é a sua modulação pela ingestão concomitante de potássio. Poderiam se beneficiar com a redução da pressão arterial, os indivíduos que consumam uma dieta padrão que enfatize a ingestão de vegetais, frutas e grãos integrais; produtos de baixo teor de gordura do leite, aves, peixes, legumes, azeite de oliva e nozes e limitação na ingestão de doces, bebidas adoçadas com açúcar e carnes vermelhas.

É importante adaptar este padrão dietético para necessidades de calorias adequadas e preferências alimentares pessoais e culturais, como também nas condições médicas especiais como o diabete. Para a atividade física, a forte evidência epidemiológica liga níveis mais altos de atividade física aeróbica para reduzir as taxas de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas, como diabete tipo 2. Várias evidências indicam uma relação inversa dose-dependente entre níveis de atividade física e as taxas de doenças cardiovasculares.

Os mecanismos que relacionam a atividade física e diminuição das taxas de doenças cardiovasculares incluem efeitos benéficos sobre o perfil das gorduras do sangue, diabete 2 e pressão arterial. A busca de evidências relacionadas incluiu apenas revisões sistemáticas e meta-análises de ensaios clínicos randomizados ou ensaios clínicos controlados individuais em adultos maiores de 18 anos de idade.

http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/09/atividade-fisica-de-tres-quatro-vezes-por-semana-ajuda-prevenir-doencas.html

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

VI Simpósio e XI Jornada Gerontológica do IPGG - Dias 03 e 03 de novembro de 2014


VI Simpósio e XI Jornada Gerontológica do IPGG

Tema: "RETRATOS, OLHARES E MANEJOS DA DEPRESSÃO NO IDOSO"

Data: 03 e 04 de Novembro de 2014

Das 08:30 às 16:00 horas

Local: Centro de convenções rebouças

Mais informações e inscrições:

http://sistema.saude.sp.gov.br/sde/evento-apresenta.php?evento_id=131&menu_atual=principal

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

15º CURSO DE CUIDADORES - CRI NORTE ( De 03/09/2014 à 08/10/2014)


Em 2011 o CRI Norte iniciou ações voltadas aos cuidadores informais. Dentre as ações desenvolvidas no Programa de Cuidadores é realizado o Curso de Orientação aos Cuidadores Informais; um curso com grande procura e que já capacitou 741 participantes, entre eles, cuidadores informais, profissionais de saúde e demais interessados no assunto. 

Nos meses de setembro e outubro o CRI Norte promoverá a 15ª edição do Curso de Orientação aos Cuidadores Informais, com objetivo de atender as principais demandas apresentadas, a de informar e orientar o cuidador da pessoa idosa sobre o processo de envelhecimento e os cuidados desenvolvidos no domicílio; prevenir a sobrecarga e o impacto dos cuidados prestados; preservar o autocuidado do cuidador. 

O curso é coordenado pelo Serviço Social e as palestras são ministradas pela equipe multiprofissional, com a abordagem de temas relevantes como: Aspectos sociais do envelhecimento, como lidar com as dificuldades de comunicação e engasgo, finitude, cuidados com os pés da pessoa idosa, doenças mais comuns na velhice, saúde bucal, entre outros. 

PROGRAMAÇÃO

03/09/2014
8:30 às 10:15 horas - Introdução do Curso / Aspectos Sociais do Envelhecimento
Vanessa de Oliveira Santos – Assistente Social
10:30 às 12:00 horas - Doenças mais comuns na Velhice
Anna Carolina Augusto Peres da Silva – Geriatra

10/09/2014
9:00 às 10:15 horas – Como lidar com as dificuldades de comunicação e engasgo
Daniela Horikawa – Fonoaudióloga
10:30 às 12:00 horas - Alimentação Saudável para idosos dependentes
Amabile G. Bezerra - Nutricionista 

17/09/2014
9:00 às 10:15 horas - Cuidar com qualidade e o planejamento do cuidado
Cuidados específicos para idosos com demências 
Manoela Pires Couto – Enfermeira

24/09/2014
8:00 às 9:00 horas - Como prevenir Quedas e Como transferir o idoso no domicílio
Claudia de Oliveira Raizaro – Fisioterapeuta

9:00 às 10:15 horas - Como lidar com as alterações de comportamento
Estratégias para estimular a memória / A Importância da Independência
Mariana G. Della Pietra - Terapeuta Ocupacional

10:30 às 12:00 horas - Cuidados especiais com a Saúde Bucal
Isabel Tiete Matos – Cirurgiã Dentista

01/10/2014
9:00 às 10:15 horas - Finitude
Natália Moraes – Psicóloga

10:30 às 11:45 horas – Envelhecimento, atividade física e qualidade de vida
Danilo Damásio dos Santos – Educador Físico

08/10/2014
9:00 às 10:15 horas – Espiritualidade e o Cuidador
Ana Paula Maeda – Nutricionista

10:30 às 12:00 horas – Escutas Criativas para um Cuidador Integrativo
Paulo Betencourt – Musicoterapeuta

12:00 Encerramento


Local: Auditório Dr.Luiz Roberto Barradas Barata – CRI NORTE
Entrada de pedestres: Rua Voluntários da Pátria, 4301 ou Rua Augusto Tolle, 978 - Santana
Entrada de veículo: Rua César Zama, 01 (somente para embarque e desembarque)

Vagas Gratuitas e limitadas - Inscrições de 01/08/2014 à 30/08/2014
Informações: 11 2972-9271

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

6 fatos sobre depressão que todo mundo precisa saber


O psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que, em cada 100 pessoas com depressão grave, 15 cometem suicídio. O número é preocupante, mas pode ser revertido se preconceitos forem combatidos e informações forem divulgadas. Todos os anos, a ABP realiza uma caminhada no dia 10 de setembro para lembrar o “dia mundial da prevenção ao suicídio” e, nos locais em que acontece esse tipo de ação, segundo ele, a incidência tem parecido menor.

A seguir, você confere fatos que todo mundo deveria saber para lidar melhor com o problema.

Depressão é uma doença, não “frescura”

Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem sofre de depressão é entender e fazer com que os outros entendam que ela não é “frescura”, mas uma doença, como hipertensão ou diabetes.

Isso significa que precisa ser tratada por um psiquiatra, capaz de orientar e, se necessário, medicar adequadamente o paciente. A psicoterapia em conjunto pode ser muito útil, mas o tratamento médico é essencial.

Preconceito só atrapalha a cura

“Psiquiatra é médico de louco e eu não estou doido”. Esta frase, lembrada por Silva, resume boa parte do preconceito que ainda existe em torno da depressão, dos transtornos mentais e até mesmo dessa especialidade da medicina. Por vergonha ou medo de que conhecidos fiquem sabendo, pacientes evitam procurar ajuda ou perdem um apoio importante dos entes queridos.

Com um amigo deprimido, não adianta só conversar

Outro efeito nocivo do tabu é a desconsideração da gravidade do quadro. Muita gente acredita, por exemplo, que basta conversar com a pessoa deprimida para resolver o problema. Nada mais ilusório.

É claro que o apoio, o consolo e a compreensão são estritamente necessários, mas frases como “Calma, vai passar” ou “Deixa isso para lá” não acrescentam e, dependendo da situação, podem ser prejudiciais. Se o paciente estiver com ideias suicidas, por exemplo, a melhor forma de ajudar é incentivá-lo a ir ao médico.

E falar coisas como “Poxa, mas você não está nem tentando ficar feliz” ou “Você poderia se esforçar mais para melhorar” é, na opinião do médico, maldade. “Isso é a mesma coisa que, se você usa óculos, alguém pedir para que tire as lentes e ordenar que enxergue tudo sem elas”, afirma o psiquiatra.

Os sintomas podem ser físicos e psíquicos

A tristeza e o desânimo podem ser sintomas da depressão, mas não são os únicos. De acordo com Antônio Geraldo da Silva, é possível haver sinais físicos, como perda ou ganho de peso, dores inexplicáveis no corpo e insônia ou sonolência em excesso.

Entre os sintomas psíquicos estão: desânimo intenso, cansaço, apatia, falta de vontade de fazer suas tarefas, falta de prazer, de alegria, choro fácil, temperamento explosivo, irritabilidade.

O diagnóstico, claro, precisa ser feito pelo médico, já que a chamada “síndrome depressiva” tem sintomas que podem ser confundidos com outras enfermidades, como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo.

Qualquer pessoa pode ter depressão

Assim como grande parte das outras doenças, a depressão não “escolhe” alvos específicos. Segundo o psiquiatra, homens e mulheres, crianças, adultos e idosos podem ser acometidos pelo mal.

Esse fato vai de encontro com outro preconceito muito comum: o que diz que “pessoas bem-sucedidas ou ricas não deveriam ficar deprimidas”. Por esse raciocínio, quem não tem motivos aparentes para sofrer deveria ser imune.

A realidade, no entanto, é mais complexa. Há pessoas que têm mais propensão à doença devido à genética. Há outras que podem sofrer com o problema devido a suas condições de vida e o ambiente em que convivem.

De acordo com o médico, fatores como o uso de álcool e drogas, uma rotina muito estressante e noites sem dormir podem aumentar a incidência da enfermidade.

Depressão é uma das principais causas de afastamento do trabalho

Apesar de todo estigma existente em torno da depressão, ela é uma das principais doenças que acometem a humanidade atualmente. Dados de 2013 divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que mais de 350 milhões de pessoas no planeta têm depressão – o que representa 5% da população mundial.

De acordo com estudo publicado na revista científica PLOS Medicine, no ano passado, ela é a segunda maior causa de invalidez, no mundo, ficando atrás apenas das dores nas costas.

Antônio Geraldo da Silva estima que 20% das pessoas já tiveram, têm ou ainda terão a doença ao longo da vida. Por isso, ele ressalta a importância de falar mais sobre o tema, dentro das empresas, na família, nos governos e na sociedade como um todo.

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/6-fatos-sobre-depressao-que-todo-mundo-precisa-saber/

Sabonete e outros bactericidas podem trazer risco à saúde, aponta estudo


Um novo estudo divulgado pela Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês) indica que o triclosan e o triclocarban, dois assassinos de germe comumente empregados em sabonetes, detergentes e outros produtos antibacterianos de uso diário, representam um sério risco à saúde.

Fórmulas com essas substâncias podem interferir no sistema endócrino dos seres humanos e afetar o desenvolvimento de fetos, aponta o relatório apresentado na quinta (14) durante evento nacional da Associação sobre temas emergentes na ciência.

Grávidas e crianças são os grupos mais vulneráveis. Os pesquisadores detectaram triclosan em todas as amostras de urina de mulheres grávidas que analisaram e em cerca de metade das amostras de sangue do cordão umbilical. Isso significa que a substância é transferida das mães para os fetos. Triclocarban também apareceu em muitas das amostras.

"Se você cortar a fonte de exposição, eventualmente, o triclosan e triclocarban seriam rapidamente eliminados pelo corpo humano, mas a verdade é que fazemos uso universal destes produtos químicos, e, portanto, também sofremos uma exposição universal", diz o doutor Rolf Halden, principal investigador do estudo pela Universidade Estadual do Arizona.

PERIGO OCULTO
Há um crescente corpo de evidências que mostram que os compostos podem levar a problemas de desenvolvimento e reprodutivos em animais e, potencialmente, em humanos.

Em estudos com animais foi demonstrado que essas substâncias atrapalham a regulação dos hormônios da tireóide (que afetam o metabolismo e o desenvolvimento do cérebro), a síntese de testosterona (diminuindo a contagem de espermatozóides) e ação do estrógeno (causando início precoce da puberdade).

A exposição ao triclosan também é associada ao enfraquecimento de músculo do coração e dos músculo esqueléticos. Em pesquisa da Universidade da Califórnia em Davis, peixes expostos ao triclosan no ambiente aquático eram incapazes de nadar corretamente. E ratos tiveram redução de 25% nas contrações dos músculos do coração 20 minutos após terem sido expostos a uma pequena dose.

Além disso, algumas pesquisas sugerem que os aditivos podem contribuir para a resistência aos antibióticos, um problema crescente de saúde pública.

Para piorar, a maioria destes produtos vai parar no esgoto, atingindo cursos de água e sendo transportados amplamente por todo o ambiente.

Triclosan é um dos produtos químicos mais frequentemente detectados em riachos em todo os EUA e ambos, triclosan e triclocarban, são encontrados em altas concentrações nos sedimentos de lodo de esgoto, onde podem persistir por décadas.

REGULAÇÃO
Nos Estados Unidos, o Food and Drug Administration (FDA) e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) estão revendo o uso e os efeitos desses compostos.

Recentemente, Minnesota se tornou o primeiro estado americano a aprovar uma proibição sobre o uso de triclosan em determinados produtos; a lei entrará em vigor em janeiro de 2017.

Algumas empresas, como a Johnson & Johnson e Procter & Gamble anunciaram que estão retirando o composto de alguns produtos.

No Brasil, o triclosan é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A concentração máxima permitida é de 0,3% em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Não há, contudo, qualquer tipo de recomendação de limitação ou condições de uso.

Já o triclocarban consta na lista de substâncias que os produtos de higiene pessoal e cosméticos não devem ter, salvo algumas exceções - ele pode aparecer em produtos destinados a serem enxaguados em uma concentração máxima no produto final de 1,5%.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/sabonete-outros-bactericidas-podem-trazer-risco-saude-795618.shtml?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_psustentavel

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ONU registra aumento da expectativa de vida no Brasil

A expectativa de vida no Brasil aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos, um aumento real de 11,2 anos. O avanço foi apontado no Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o crescimento foi possível em razão das medidas de combate à desnutrição, redução da mortalidade materna e infantil, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos, melhoria do atendimento às mães e bebês, enfrentamento das doenças crônico-degenerativas e das chamadas mortes violentas, entre outras ações na área de atenção básica e urgência e emergência.

O ministro comentou a diferença na melhoria de indicadores de saúde, educação e renda. “Partimos de um cenário de muita desigualdade. Se olharmos, por exemplo, a mortalidade infantil, fizemos uma redução de 70% entre 1980 e 2012. No entanto, ela não reduziu igual. A queda foi maior no Norte e no Nordeste, onde era muito mais acentuada. E isso acaba acontecendo em praticamente todas as situações. Se tivéssemos partido de um patamar mais homogêneo do país, talvez a capacidade de resposta das políticas públicas pudesse também acompanhar um ritmo mais homogêneo”, avaliou.

O relatório colocou o Brasil na 79ª posição do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 187 países, com um valor de 0,744 (categoria de Alto Desenvolvimento Humano). Entre 1980 e 2013, o valor do IDH do Brasil aumentou 36,4%. O índice está acima da média de 0,735 para os países do grupo de Alto Desenvolvimento Humano e acima da média de 0,740 para os países da América Latina e Caribe.

Também houve crescimento na expectativa da vida nos últimos anos: em 2010, a estimativa era de 73,1 anos, já no ano passado passou para 73,9 anos. Os resultados seriam ainda melhores se o PNUD utilizasse dados atualizados para a elaboração do relatório. A instituição internacional usou uma projeção de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para chegar ao índice de 73,9 anos. Caso considerasse as estatísticas de 2013, já disponibilizados pelo IBGE, a esperança de vida ao nascer seria de 74,8 anos. Se fossem considerados esses números a outros dados defasados, como o de escolaridade, o país sairia da 79ª posição para a 67ª.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, mais importante do que analisar o posto no ranking é considerar o verdadeiro IDH do país. “A gente passaria de 0,744 para 0,764, que é o avanço real, como está o Brasil hoje. Vários países têm seus indicadores com estatísticas atualizadas, similares às brasileiras, que estavam disponíveis e podiam ser utilizadas. O Brasil vem se esforçando em melhorar essa captação de dados por organismos internacionais. Não estamos tratando de dados alternativos ou não reconhecidos”, afirmou.

O relatório mostra que as desigualdades no Brasil estão diminuindo. O IDH do Brasil ajustado à desigualdade (IDHAD) ficou em 0,542 em 2013, com uma perda de 27% em relação ao IDH. Essa perda vem caindo ao longo dos últimos anos: era de 29,6% em 2006. Das três dimensões analisadas no IDHAD, a desigualdade na expectativa de vida ao nascer é a menor, com um índice de 14,5%, seguido da desigualdade na educação (24,7%) e da desigualdade na renda (39,7%).

Para o ministro da Educação, Henrique Paim, o relatório mostra que, em relação à expectativa de anos de estudo, o Brasil está melhor que os outros membros do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) e nações vizinhas, como o Chile. “Isso revela que há um esforço do país do ponto de vista de inclusão, de melhoria da frequência escolar. Esse processo está reconhecido no relatório”, observou.

Avanços – Vários fatores contribuíram para o aumento da expectativa de vida no Brasil. Entre 1996 e 2006, o país reduziu pela metade o índice de desnutrição infantil – passou de 13,4% para 6,7%. Entre as ações de combate à desnutrição, destacam-se a expansão da oferta de doses de vitamina A e de sulfato ferroso, além da melhoria da vigilância nutricional em municípios com índice de desnutrição superior a 10%. Além disso, um estudo do Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontou que a desnutrição crônica caiu 51,4% entre as crianças do Bolsa Família em cinco anos – passando de 17,5% para 8,5% entre 2008 e 2012.

Outro ponto forte foi a imunização da população. Atualmente, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos (25 vacinas, 13 soros heterológos e quatro soros homólogos) distribuídos em 34 mil postos vacinação. Desde 2010, foram incluídas novas vacinas para proteger a população, como a meningocócica C conjugada, tetraviral e a contra o vírus HPV.

Já o Programa Farmácia Popular disponibiliza 113 itens (entre medicamentos e produtos de saúde) na rede pública e 25 em drogarias particulares. Desde 2011, mais de 26 milhões de pessoas já foram beneficiadas. Além dos itens gratuitos para tratamento de diabetes, hipertensão e asma, os demais produtos podem ter até 90% de desconto na compra. Para idosos, também são disponibilizadas fraldas geriátricas.

Houve ainda redução de 82,2% do risco de morte devido a aborto e ampliação da estratégia Rede Cegonha, implantada em 2011 para incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mães e filhos, desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do filho. A Rede Cegonha tem garantido atendimento de qualidade a 2,6 milhões de gestantes pelo SUS em 5.488 municípios.

Para atendimentos de urgência e emergência, a rede de assistência do SUS conta com 269 unidades de referência habilitadas em alta complexidade em traumatologia e ortopedia; 333 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionando – 243 delas construídas com recurso do governo federal; e 3.182 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que cobrem 146.286.020 habitantes (72,76% da população).

Ações – Com o objetivo de prevenir e reduzir em 2% ao ano mortes prematuras (30-69 anos) por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o Ministério da Saúde tem buscado melhorar indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Desde o seu lançamento, em 2011, até 2012 a meta foi superada - com redução de 3% das mortes. Na ultima década, com a melhoria de indicativos da saúde, o percentual de redução foi de 20%.

“Ao mesmo tempo em que a gente consegue um enfrentamento muito considerável em relação ao tabagismo, nós temos dificuldade em relação à obesidade e ao sedentarismo, que são fatores importantes para doenças crônicas. Nós vamos ter que trabalhar cada vez mais e ampliar o acesso para que as pessoas possam ter diagnóstico e tratamento precoce às enfermidades”, comentou o ministro.

Outra prioridade é reduzir as mortes no trânsito, sobretudo de motociclistas. Para isso foi lançado, em junho de 2010, o projeto Vida no Trânsito, que prevê repasse de recursos para melhoria dos sistemas de informações e ações educativas. Hoje em dia, a ação está presente em todas as capitais, no Distrito Federal e nos municípios de Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Gonçalo (RJ), São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu (PR).

Fonte: Agência Saúde
http://blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/34202-onu-registra-aumento-da-expectativa-de-vida-no-brasil

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Depois de amputação de braços e pernas, jovem lança livro de superação


Pedro Pimenta era saudável, estudioso, esportista e baladeiro, como todo adolescente de 18 anos. Em 2009 ele foi internado e diagnosticado com meningococcemia - infecção generalizada causada por uma bactéria. Os médicos deram 1% de chance de sobreviver. Pedro conseguiu, mas amputou os quatro membros - os braços, acima do cotovelo, e as pernas acima do joelho. Dez meses depois nunca mais sentou numa cadeira de rodas, mora sozinho na Flórida, Estados Unidos, onde faz faculdade de economia, e acaba de lançar o livro Superar é Viver (Leya). "Essa bactéria não é rara e nosso corpo a elimina, mas o meu sistema imunológico estava muito baixo", explica Pedro. No hospital, ele ficou em coma induzido por uma semana e, quando acordou ouviu e viu a notícia. "Quando abri os olhos meus braços e pernas estavam gangrenados. Num dia sou um cara de 1,80 metros, no outro meus membros estavam apodrecidos. Foi um choque", afirma ele, que teve que fazer enxertos tirando pele da barriga e colocando nas pernas. Mas nada desanimou o rapaz. "Quando acordei do segundo coma perguntei sobre o show do AC/DC que teria em São Paulo. Minha família já tinha comprado ingressos duas semanas antes. Consegui a liberação do meu médico para ir de ambulância e voltar imediatamente - isso dois meses depois da cirurgia. Isso me deu mais energia para suportar o resto", diz Pedro.

"Fui condenado a uma vida na cadeira de rodas, sem ter independência. Uma das coisas que me ajudou muito foi estudar música eletrônica no hospital no computador - eu conseguia mexer com os restos dos braços. Até ganhei um concurso internacional de remixes. Por isso não tive depressão, porque tracei metas para manter minha cabeça distraída". Sua 'nova vida' com próteses começou em 2010, seis meses depois de sair da internação. "Comecei a assistir à vídeos de amputados que andavam uma barbaridade. No fim, sempre via a logotipo de uma empresa - poxa, eu sou um baita cliente para uma empresa de próteses. Conheci o vice-presidente da empresa e comecei a fazer um tratamento em Oklahoma (EUA), para ex-soldados feridos do Iraque e Afeganistão que viviam sem cadeira de rodas. Ele me disse: 'você tem que se adaptar o mundo e não o contrário'. Isso mudou minha vida. Foi um treinamento bruto e saí de lá muito mais forte. Desde dezembro de 2010 não uso mais cadeira de rodas. Se você quer chegar a esse nível tem que ser uma pessoa regrada, porque gastamos cinco vezes mais energia do que uma pessoa normal para andar", diz ele.

Quando entrava num restaurante ou lugares públicos fazendo tudo sozinho, as pessoas olhavam para Pedro com ar de admiração e foi assim que começou a receber convites para dar palestras. Em 2012 se mudou para a Flórida para fazer faculdade de economia, conseguiu uma namorada, dirige carro sem adaptação, escova os dentes, faz sua própria comida, enfim, vive uma vida normal. "No início eu colocava minhas próteses em 40 minutos, hoje consigo em cinco minutos. Cheguei num nível de independência que não poderia imaginar", diz ele, que vê mais problema em subir escadas e não em encontrar namoradas. "Arrumei uma namorada muito rápido e isso é como você se enxerga, tendo ou não mãos e pernas", afirma. O que mais mudou dentro de você? "Hoje sou um cara mais atento às dificuldades alheias, ao sofrimento do outro. Quero fazer algo filantrópico porque tenho muito prazer quando sirvo de mentor a outro amputado. Isso para mim é uma missão de vida, servir de exemplo positivo para as pessoas. Na minha casa não tem nada adaptado, lavo, cozinho, limpo a casa e, em vez de ficar desesperado e mandar tudo para o inferno, quebrei tudo em desafios pequenos. Uso a mentalidade para me considerar um cara normal e dizer não às adaptações. Nunca fiz terapia na vida. Sou muito teimoso, mas acredito que quem resolve meus problemas sou eu mesmo", diz.

Trechos do livro:

“Neste livro vou contar minha história de vida: como um garoto paulista de classe média, que como tantos outros ainda não tinha definido que carreira seguir, sofreu uma terrível fatalidade, aprendeu a encarar as consequências e se tornou um homem que supera suas dificuldades com determinação e trabalho duro. Mas não se engane: apesar do curto espaço de tempo — pouco mais de quatro anos — esse foi um processo árduo repleto de momentos de medo, insegurança e muita dor. Encaro meus braços e pernas como ferramentas que perdi. Elas foram substituídas por outras que não funcionam tão bem, mas que me possibilitam fazer quase tudo que fazia antes. De modo diferente, mas que de forma alguma condicionam a minha felicidade”.

“Não há nada mais compensador que testemunhar a transformação das personalidades ao fim do trabalho, saber como fui importante para mudar suas mentalidades. Minha vida é uma luta diária, acompanhada sempre pela dor. Não mato um leão, mas um zoológico por dia. Em vez de me entregar à tristeza, penso em como posso dedicar ainda mais tempo e esforço para avançar com meus projetos e planos”.

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/bruno-astuto/noticia/2014/08/depois-de-ter-bracos-e-pernas-bamputadosb-jovem-lanca-livro-de-superacao.html

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Caminhada pode amenizar sintomas da doença de Parkinson



Caminhadas regulares podem melhorar funções motoras, humor, cansaço, condicionamento físico e alguns aspectos das habilidades mentais de pessoas com doença de Parkinson, em gradação leve a moderada. A constatação foi obtida em estudo realizado por pesquisadores da Universidade Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Neurology.

De acordo com a pesquisa, uma caminhada rápida melhora a função motora e o humor em 15%, a atenção em 14% por cento, reduz o cansaço em 11% e aumenta o condicionamento físico e aeróbico em 7%. No teste de função motora, os participantes melhoraram a uma média de 2,8 pontos, que é considerado uma diferença clinicamente importante.

Portanto, o estudo indica que pessoas que possuem a doença, em gradação leve a moderada, que não têm demência e são capazes de caminhar de forma independente, podem seguir as orientações de exercícios recomendados para adultos saudáveis com segurança o que, segundo os pesquisadores, inclui 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada.

Fonte: SBGG - Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Changing batteries - Trocando as baterias - video animação em 3D

Trata-se de uma belíssima animação da Malásia, que conta a comovente história de uma idosa que vive sozinha em sua casa, até a chegada de uma encomenda curiosa: um pequeno robô para ser seu amigo eletrônico.
Um vídeo para refletir não apenas sobre o poder da amizade, mas da simbologia universal da bateria como representação desta força vital, da energia que nos mantém vivos, nos faz movermo-nos, viver e renovar a esperança na vida, no trabalho, na amizade, no amor e tudo mais...
Impossível não pensar na vida atual, em que solitários se relacionam cada vez mais com pessoas virtuais, via redes sociais. Que muitos perfis falsos nas redes sociais são inclusive robôs que servem para disseminar propagandas ou vírus. Que muitos agem como autômatos diante de um fone celular, um tablet, notebook, quando conectados ao mundo digital.
O mais comovente na história é esta sutil ironia de a máquina ter a consciência de que todos somos alimentados por baterias, e quando a dele acaba, a sua amiga idosa sempre troca a gasta por uma nova, permitindo que ele viva eternamente. Entretanto, quando a situação se inverte, é tocante ver uma máquina colocando suas pilhas novas e usadas no bolso da idosa, tentando reanimá-la. Um pequeno robô que age como uma ingênua criança descobrindo os mistérios da vida.
Quantas pessoas hoje em dia têm como melhores amigos seus equipamentos eletrônicos? Quantos vivem como robôs, de forma mecânica? Quantos humanizam suas máquinas, através das trocas - não de bateria, mas - de experiências de vida em rede?
Há que se pensar na educação mecanizada, quando esta é calcada apenas na distribuição de equipamentos eletrônicos - babás digitais - para substituir o papel social do educador, seja pai ou professor.
Até prova em contrário, as máquinas não têm alma, mas necessitam da troca ou recarga de baterias para sobreviver. As pessoas, que possuem alma, necessitam da troca de energia e também de experiências com outras pessoas para um melhor viver.
Um belo vídeo para refletir sobre o valor da amizade, das pessoas, das máquinas, da vida, da educação e muito mais.

Marca-passo sai do corpo de idoso no interior do Acre


Há quase um mês, o dispositivo de marca-passo implantado no idoso Raimundo Henrique de Araújo, de 66 anos, saiu parcialmente do seu corpo. Ele mora em Cruzeiro do Sul (AC) e espera um encaminhamento do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para que uma cirurgia seja feita em Rio Branco.

Portador de marca-passo há seis anos, Raimundo Henrique relata que passou quatro anos com o primeiro marca-passo [encarregado por regular a frequência cardíaca com estímulos elétricos]. Há dois anos, substituiu por este aparelho que desde que foi implantado, segundo ele, provoca dores constantes. No último mês, o local apresentou inflamação e parte do aparelho saiu do corpo.

“Sai uma secreção. O outro marca-passo que eu tinha ninguém notava, era apenas a marca da cirurgia, mas esse, desde que foi colocado, fica esse caroço em cima do meu peito. Eu não posso mais nem trabalhar de tanta dor. Não consegui me aposentar e meu auxílio doença ainda foi cortado, procuro os responsáveis e nenhuma solução é dada”, lamenta.

A maior dificuldade enfrentada pelo idoso é para conseguir o encaminhamento pelo TFD. “Fui no médico e ele me encaminhou para o TFD. Lá, avaliaram, mas até agora nada foi feito, já estou com quase um mês nessa situação. Vou em um lugar, me mandam para outro. Não vou mais procurar ninguém, cansei, não fazem nada por mim”, desabafa.

Máquina quebrada em Rio Branco
Ao G1, o coordenador da Secretaria de Saúde, em Cruzeiro do Sul, Charles André, disse que a demora no encaminhamento se dá porque uma peça de uma máquina necessária para cirurgia está quebrada em Rio Branco. Segundo ele, caso a peça não chegue até o próximo mês na capital o idoso deve ser encaminhado para outro estado.

A reportagem procurou também a Secretaria Estadual de Saúde, na capital, e foi informada que a máquina que está quebrada é utilizada para fazer cateterismo. Por isso, todos os pacientes que necessitam do serviço estão sendo encaminhados pelo TFD para outro estado através da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC).

No caso de Raimundo Henrique, a Secretaria informa que ele havia sido encaminhado pelo TFD em Cruzeiro do Sul como sendo um caso ambulatorial, que poderia ser atendido em Rio Branco porque não haveria necessidade de utilização do encaminhamento.

Segundo a Sesacre, nesse período é que o aposentado piorou e será cadastrado na CNRAC para que encontre uma unidade em outro estado que o atenda com urgência. Segundo o órgão, o prazo para que o pedido seja aceito é de até 48h, após o envio do relatório médico informando a necessidade do procedimento fora do estado.

http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2014/07/marca-passo-sai-do-corpo-de-idoso-no-interior-do-acre.html

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Homem perde a memória a cada 4 dias e anota a vida em cadernos - link matéria Estadão

Intoxicação por inseticida pode ter causado lesão no cérebro do aposentado Otávio Aparecido Costa Sanches de 54 anos, morador de Lins, cidade do interior de São Paulo.

O esquecimento começou em 2010, piorou em 2011, com esquecimento a cada 7 dias, então em 2012 começou a escrever os principais fatos em cadernos, e hoje, a cada 4 dias, ele esquece tudo o que aconteceu em sua vida. Não sai mais de casa sozinho, pois já se perdeu algumas vezes sem saber como voltar para casa.

Ainda não há um diagnóstico conclusivo. Fala-se em Alzheimer e  hipoperfusão temporal direita, uma lesão no cérebro, que pode ter sido causada por intoxicação provocada por organofosforado, um tipo de inseticida utilizado no controle de pragas.

Abaixo, o link da matéria completa.
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,homem-perde-memoria-a-cada-4-dias-e-anota-a-vida-em-cadernos,1527274