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quarta-feira, 12 de março de 2014

HC convida pessoas que tiveram AVC a participarem de estudo


Pesquisa vai avaliar a recuperação da força nas mãos

Pessoas que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral) há pelo menos seis meses e que sentem fraqueza em uma das mãos podem ajudar a avaliar os efeitos da estimulação do cérebro ou dos nervos durante o processo de melhora da força. O convite para participar do estudo é do Laboratório de Neuroestimulação da Divisão de Neurologia do Hospital das Cínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Poderão fazer parte da pesquisa pessoas com mais de 18 anos de idade, que apresentaram apenas um derrame, comprovado por tomografia ou ressonância. Os interessados deverão telefonar para (11) 2661-7955, das 8h às 15h, de segunda a sexta-feira, para agendar a avaliação inicial. A responsável pela pesquisa é a neurologista Adriana Conforto, chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Laboratório de Neuroestimulação do HCFMUSP.

Do Portal do Governo do Estado
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=236048

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Interessante - Novas barras removíveis são solução de baixo custo para idosos


A terapeuta ocupacional Danielle Aline Barata Assad desenvolveu um equipamento que auxilia pessoas que sofreram acidente vascular cerebral, traumatismo cranioencefálico ou até mesmo idosos e demais pacientes com área motora comprometida.

A novidade é uma barra de apoio modular removível elaborada para ser aplicada ao lado de camas e vasos sanitários. O objeto auxilia na sustentação de quem levanta, fornecendo apoio para as mãos neste movimento. " Sem a barra, a pessoas, geralmente se apoiam nos móveis ou pedem para algum familiar levantá-las. Então, elas acabam tendo que ter sempre alguém por perto pra fazer o movimento. A barra é desmontável e, por isso, se adapta ao tamanho do ambiente em que será colocado," afirma a pesquisadora.

O equipamento foi desenvolvido pensando principalmente na população de baixa renda. " As barras que eu pesquisei têm que ser chumbadas na parede" , conta a terapeuta ocupacional. Durante sua trajetória acadêmica, ela percebeu que muitas vezes estas pessoas vivem em casas alugadas ou emprestadas e os donos não permitem fixar estes objetos. Além disso, outro problema é que as barras disponíveis no mercado são vendidas em tamanhos que não se adaptam à disponibilidade de espaço de suas casas.

Outro detalhe importante é o modo de se remover a base do objeto do chão. A nova barra é fixada por um adesivo termoreversível, constituído de cera de abelha, parafina e breu. Por isso, basta apenas o aquecimento de um secador de cabelo, por exemplo, para ela se desgrudar do chão. Na etapa de desenvolvimento, Danielle teve de optar entre a fixação por ventosas ou por este composto. A implantação de ventosas foi descartada porque esta peça exige superfícies lisas para grudar.

Desenvolvimento do objeto

Toda a idealização do produto final foi feita baseada em um questionário, aplicado a 100 voluntários no início da pesquisa. As respostas indicaram que os locais de maior necessidade deste apoio eram o banheiro e o quarto.

Depois desta etapa, foi realizada uma pesquisa com base nas normas estabelecidas para o desenvolvimento de barras de apoio. A escolhida foi a NBR 9050, que normatiza a acessibilidade de edificações e indica medidas e materiais com os quais pode ser feito o produto.

A outra fase da pesquisa consistiu na escolha dos materiais, de acordo com sua disponibilidade no mercado, preço e respeito à norma. " Verificamos que o alumínio atendia às nossas necessidades."

O trabalho foi resultado do mestrado pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia, uma parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), todas da USP.

http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/35480/ciencia-e-tecnologia/novas-barras-removiveis-sao-solucao-de-baixo-custo-para-idosos

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Marcha Ceifante



Marcha ceifante. Encontrada em pacientes com doença do neurônio motor superior ou neurônio 1, como por exemplo em acidentes vasculares cerebral. (sd.piramidal)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Consumo de frutas cítricas pode evitar AVC


http://noticias.r7.com/videos/consumo-de-frutas-citricas-pode-evitar-avc/idmedia/4f9694f9fc9b276801ee456b.html

Video mostrando fisioterapia neurológica na USJT. E ainda por cima com meu professor Semaan! Que saudade dessa época de faculdade...

domingo, 23 de outubro de 2011

Campanha Mundial AVC 2011



A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar morre de um Acidente Vascular Cerebral.

Isso, no entanto, é mais do que uma estatística de saúde pública. Atrás dos números são vidas reais. A Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization -WSO) está pedindo medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa e lançou no ano passado a campanha de 2 anos "Um em cada seis" no Dia Mundial do AVC, 29 de Outubro.

O objetivo da campanha é colocar a luta contra o Acidente Vascular Cerebral como tema central da agenda global de saúde. O tema "Um em cada seis" foi escolhido pelos líderes da WSO para destacar o fato de que no mundo de hoje, um em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida. Todos estão em risco e a situação pode piorar com a complacência e a inércia.

A campanha "Um em cada seis" comemora não apenas o fato de que o AVC pode ser prevenido, mas que os sobreviventes de AVC podem recuperar-se totalmente e manter sua qualidade de vida com os cuidados e apoio adequados a longo prazo. A campanha de dois anos tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC agindo em seis desafios básicos:

1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto.

2. Seja fisicamente ativo e exercite-se regularmente.

3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.

4. Limite o consumo de álcool.

5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.

6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC.

O AVC é a segunda principal causa de morte entre pessoas acima dos 60 anos de idade, e a quinta causa principal causa dos 15 aos 59 anos. O AVC também afeta crianças, incluindo recém-nascidos. A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral. Na verdade, o AVC é responsável por mais mortes anualmente do que os atribuídos à Aids, tuberculose e malária juntos - três doenças que foram referências de sucesso em campanhas de saúde pública, capturando a atenção da mídia mundial e que, consequentemente, provocou líderes mundiais , governos e diversos setores da sociedade civil para agir.

No Brasil o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. A Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e Academia Brasileira de Neurologia estão unidas nesta luta e de 23 a 29 de outubro de 2011 farão campanhas de alerta para a população em todo o país.

Participe das ações desta campanha fazendo contato pelo email contato@redebrasilavc.org.br. O material para a campanha será fornecido.

 
Fonte: http://www.redeavc.org.br/

terça-feira, 30 de agosto de 2011

AVE - Acidente Vascular Encefálico

Pra entender um pouco mais o que houve com o técnico Ricardo Gomes.
 
No Brasil, o AVE - acidente vascular encefálico (também chamado AVC - acidente vascular cerebral e popularmente conhecido como derrame) já provocou 84.068 internações no 1º semestre de 2011 e é considerado a maior causa de internações e morte no Brasil, segundo a Academia Brasileira de Neurologia. Acontece quando uma área do cérebro deixa de exercer as suas tarefas corretamente por conta de uma alteração no recebimento de sangue.
Quando existe um entupimento nos vasos do cérebro (AVE isquêmico), uma parte do órgão pode deixar de receber sangue. A falta de nutrientes nesse local leva à morte das células. Esse tipo de AVE responde por 80% dos casos e apresenta maior taxa de sobrevida, podendo deixar sequelas motoras e/ou neurológicas.
No caso de Ricardo Gomes, o AVE foi do tipo hemorrágico, ou seja, com vazamento de sangue causado por um rompimento de um dos vasos do cérebro. A hemorragia pode acontecer tanto em uma região profunda (central) do cérebro como na periferia.
Este tipo de vazamento representa apenas um quinto dos casos de AVE em geral e a maioria deles acontece na região mais interna do cérebro. Quando ocorrem na periferia do órgão (subaracnoide), 80% são causados por aneurismas. De maior complexidade, geralmente tem prognóstico mais reservado e menor taxa de sobrevida devido a gravidade.
"A mortalidade mundial por aneurisma é de 42% para os casos de AVC hemorrágico. Se for um AVC por crise hipertensiva, a taxa é de 32%", alerta o especialista Mirto Nelso Prandini, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

AVC 1 (Foto: Arte/G1)

Pressão no crânio
Com o sangue derramando ao redor da área do vazamento, a pressão dentro do crânio aumenta. Com isso, células do cérebro podem morrer e o coração começa a ter dificuldade para enviar sangue com oxigênio para o local.
"Isso é ruim, pois quanto mais pressão, menos sangue entra nos lugares certos. Há a isquemia (falta de oxigênio) nos tecidos, o coração não tem mais força para bombear mais", explica o médico.
O sangue que vaza forma imediatamente um hematoma. O coágulo formado fora do vaso é uma defesa do corpo para conter o vazamento. “Ele ocorre fora do vaso, é diferente do entupimento dentro do vaso. Com o tempo o organismo pode absorver o coágulo e eliminá-lo”, explica Jamary Oliveira Filho, coordenador do Departamento de Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia e professor da Universidade Federal da Bahia.
As hemorragias na região temporal (lateral) do cérebro são mais preocupantes quando ocorrem no lado esquerdo, já que existem chances de sequelas na fala e na compreensão. “O paciente passa a não entender o que dizem para ele, existe uma dificuldade de comunicação”, explica Jamary. Caso ocorra no lado direito, pode ocorrer alteração na visão.

"Tempo é cérebro"
Quem sofre um AVC costuma se queixar de dores de cabeça fortes, que chegam de repente. Muitas vezes um dos lados do corpo da pessoa pode ficar paralisado – é comum notar como a boca entorta ou como braços e pernas ficam fracos. Às vezes, o paciente também pode relatar perda de visão ou dificuldade para enxergar.
A partir dos primeiros sintomas, a ajuda médica deve ser buscada imediatamente. “Tempo é cérebro”, diz Jamary. “Se o atendimento for rápido, o indivíduo pode ter uma recuperação rápida, até mesmo sem sequelas.”
Para Félix Pahl, médico do Núcleo de Neurologia e Neurociência do Hospital Sírio-Libanês, a rapidez também vale para as cirurgias, quando necessárias. "O importante é que o tratamento seja o mais precoce possível e, em algumas situações, é preciso operar rápido."

Tratamento
O tratamento inicial inclui cirurgia em alguns casos e medicamentos que deverão ser tomados conforme prescrição médica e por tempo prolongado. Desde o início do tratamento, ainda no leito da UTI, a fisioterapia se faz necessária, estendendo-se para os cuidados domiciliares. O tratamento de reabilitação visa restabelecer o máximo possível, uma função perdida, evitar deformidades em articulações, reeducação de mobilidade nas atividades funcionais básicas (mudanças de decúbito, sentar e transferências), promover a conscientização corporal, estimulando o máximo possível o lado plégico (paralisado), melhora do equilíbrio em pé e reeducação da marcha, independência física, ou em casos irreversíveis, adaptar o paciente em suas novas limitações. É importante saber, que a recuperação deste paciente dependerá não só do tipo e extensão da lesão, mas também da colaboração e entendimento do indivíduo.
A terapia da aspirina (81 mg por dia ou 100 mg a cada dois dias) é recomendada para prevenção de AVCs em todos os homens que têm fatores de risco e em mulheres abaixo de 65 anos que têm risco, desde que os benefícios superem os riscos.


Fonte: http://www.g1.com/
Ação AVC, Academia Brasileira de Neurologia.