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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Curta metragem: A dama e a Morte - La Dama y la Muerte video


Curta metragem de animação espanhol indicado ao Oscar, que mostra a luta entre o médico e a morte, como uma metáfora ao absurdo propósito médico de preservar a vida a qualquer custo mesmo quando a pessoa deseja morrer (em paz). Com elementos cômicos, o vídeo nos faz refletir sobre esse assunto ainda tão tabu.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oliver Sacks publica carta comovente sobre a vida com câncer terminal


Oliver Sacks, escritor, neurologista e professor do curso de medicina da Universidade de Nova York, publicou uma carta aberta no jornal americano The New York Times sobre seus últimos meses de vida. Diagnosticado com câncer em fase de metástase, Sacks, de 81 anos, conta que se sentia bem e com saúde, até descobrir a disseminação do tumor pelo seu corpo. "Há nove anos fui diagnosticado com um tumor raro no olho, um melanoma ocular. A radiação e a cirurgia que removeu o tumor me deixaram cego daquele olho, porém, em casos raros ele se torna uma metástase. Eu estou entre os 2% desafortunados", diz no início do texto.

Apesar da doença terminal, Sacks se mostra grato pela vida e fez de sua carta um comovente texto de despedida. "Eu me sinto feliz por ter usufruído mais nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora estou face a face com a morte. O câncer ocupa um terço do meu fígado, e mesmo que ele avance devagar, este tipo da doença não pode ser parado."

"Agora, cabe a mim escolher como viver os anos que me restam. Tenho que viver da maneira mais rica, intensa e produtiva possível", diz Sacks antes de citar o filósofo David Hume, que ao descobrir que morreria aos 65 anos, escreveu sua autobiografia em um dia, em 1776. O escritor se diz sortudo por ter vivido mais de 80 anos, tendo trabalhado no que amava e sendo produtivo. "Nos últimos 15 anos publiquei cinco livros e terminei minha autobiografia (um pouco maior que as poucas páginas de Hume) que será publicada este ano. Também tenho diversos outros livros quase finalizados."

"Nos últimos dias, pude ver minha vida de outro ângulo, como uma paisagem, e com um forte senso de conexão entre as partes. Isso não significa que me entreguei. Pelo contrário, me sinto intensamente vivo, e eu quero e espero, no tempo que me resta, aprofundar minhas amizades, me despedir das pessoas que amo, escrever mais, viajar se eu tiver forças, e alcançar novos conhecimentos. Mas também haverá tempo para um pouco de diversão (e até algumas tolices)."

"Tenho um novo senso de perspectiva. Não há tempo para o que é trivial. Tenho que focar em mim, no meu trabalho e nos meus amigos", diz o escritor que promete ficar distante do noticiário, da política e dos problemas ambientais em seus últimos meses de vida. "Isto não é indiferença, mas desapego - ainda me importo com o Oriente Médio, com o aquecimento global, com a igualdade, mas estas coisas não são mais para mim, elas pertencem ao futuro. E eu fico feliz de ver jovens talentosos - como o que diagnosticou minha metástase. Sinto que o futuro está em boas mãos."

"Não posso fingir que não tenho medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Eu amei e fui amado; doei-me e muito me foi dado; eu li, viajei, pensei e escrevi. Eu me relacionei com o mundo, o relacionamento especial entre escritores e leitores. Acima de tudo, eu fui um ser humano ciente, um animal pensante, neste belo planeta, e só isso já foi um enorme privilégio e aventura", finaliza o escritor.

Abaixo a carta original (em inglês)

My Own Life - Oliver Sacks on Learning He Has Terminal Cancer
Publicado originalmente no NYT em 19 de fevereiro de 2015


A MONTH ago, I felt that I was in good health, even robust health. At 81, I still swim a mile a day. But my luck has run out — a few weeks ago I learned that I have multiple metastases in the liver. Nine years ago it was discovered that I had a rare tumor of the eye, an ocular melanoma. The radiation and lasering to remove the tumor ultimately left me blind in that eye. But though ocular melanomas metastasize in perhaps 50 percent of cases, given the particulars of my own case, the likelihood was much smaller. I am among the unlucky ones.

I feel grateful that I have been granted nine years of good health and productivity since the original diagnosis, but now I am face to face with dying. The cancer occupies a third of my liver, and though its advance may be slowed, this particular sort of cancer cannot be halted.

It is up to me now to choose how to live out the months that remain to me. I have to live in the richest, deepest, most productive way I can. In this I am encouraged by the words of one of my favorite philosophers, David Hume, who, upon learning that he was mortally ill at age 65, wrote a short autobiography in a single day in April of 1776. He titled it “My Own Life.”

“I now reckon upon a speedy dissolution,” he wrote. “I have suffered very little pain from my disorder; and what is more strange, have, notwithstanding the great decline of my person, never suffered a moment’s abatement of my spirits. I possess the same ardour as ever in study, and the same gaiety in company.”

I have been lucky enough to live past 80, and the 15 years allotted to me beyond Hume’s three score and five have been equally rich in work and love. In that time, I have published five books and completed an autobiography (rather longer than Hume’s few pages) to be published this spring; I have several other books nearly finished.

Hume continued, “I am ... a man of mild dispositions, of command of temper, of an open, social, and cheerful humour, capable of attachment, but little susceptible of enmity, and of great moderation in all my passions.”

Here I depart from Hume. While I have enjoyed loving relationships and friendships and have no real enmities, I cannot say (nor would anyone who knows me say) that I am a man of mild dispositions. On the contrary, I am a man of vehement disposition, with violent enthusiasms, and extreme immoderation in all my passions.

And yet, one line from Hume’s essay strikes me as especially true: “It is difficult,” he wrote, “to be more detached from life than I am at present.”

Over the last few days, I have been able to see my life as from a great altitude, as a sort of landscape, and with a deepening sense of the connection of all its parts. This does not mean I am finished with life.

On the contrary, I feel intensely alive, and I want and hope in the time that remains to deepen my friendships, to say farewell to those I love, to write more, to travel if I have the strength, to achieve new levels of understanding and insight.

This will involve audacity, clarity and plain speaking; trying to straighten my accounts with the world. But there will be time, too, for some fun (and even some silliness, as well).

I feel a sudden clear focus and perspective. There is no time for anything inessential. I must focus on myself, my work and my friends. I shall no longer look at “NewsHour” every night. I shall no longer pay any attention to politics or arguments about global warming.

This is not indifference but detachment — I still care deeply about the Middle East, about global warming, about growing inequality, but these are no longer my business; they belong to the future. I rejoice when I meet gifted young people — even the one who biopsied and diagnosed my metastases. I feel the future is in good hands.

I have been increasingly conscious, for the last 10 years or so, of deaths among my contemporaries. My generation is on the way out, and each death I have felt as an abruption, a tearing away of part of myself. There will be no one like us when we are gone, but then there is no one like anyone else, ever. When people die, they cannot be replaced. They leave holes that cannot be filled, for it is the fate — the genetic and neural fate — of every human being to be a unique individual, to find his own path, to live his own life, to die his own death.

I cannot pretend I am without fear. But my predominant feeling is one of gratitude. I have loved and been loved; I have been given much and I have given something in return; I have read and traveled and thought and written. I have had an intercourse with the world, the special intercourse of writers and readers.

Above all, I have been a sentient being, a thinking animal, on this beautiful planet, and that in itself has been an enormous privilege and adventure.


Fonte: http://www.nytimes.com/2015/02/19/opinion/oliver-sacks-on-learning-he-has-terminal-cancer.html?_r=1







segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Dia 13 de outubro - Dia do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional

Hoje, dia 13 de outubro é celebrado o Dia do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional.
A todos os meus colegas de profissão: Feliz Dia do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional!!!
Que possamos a cada dia mostrar mais nossa relevância na sociedade. Que sejamos a cada dia e sempre mais valorizados e requisitados!!!
Que possamos mostrar a diferença que nosso trabalho faz, não apenas na reabilitação do movimento, mas na vida de todas as pessoas que passam pelas nossas mãos!!! Como eu digo sempre: Fisioterapia é a Reabilitação da Vida!
Parabéns a nós!













sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vídeo: THE MIRROR - A jornada da infância à velhice no espelho do banheiro

O vídeo a seguir mostra a trajetória da vida de um menino desde a infância até a velhice. E tudo é mostrado através do espelho do banheiro.





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ONU registra aumento da expectativa de vida no Brasil

A expectativa de vida no Brasil aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos, um aumento real de 11,2 anos. O avanço foi apontado no Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o crescimento foi possível em razão das medidas de combate à desnutrição, redução da mortalidade materna e infantil, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos, melhoria do atendimento às mães e bebês, enfrentamento das doenças crônico-degenerativas e das chamadas mortes violentas, entre outras ações na área de atenção básica e urgência e emergência.

O ministro comentou a diferença na melhoria de indicadores de saúde, educação e renda. “Partimos de um cenário de muita desigualdade. Se olharmos, por exemplo, a mortalidade infantil, fizemos uma redução de 70% entre 1980 e 2012. No entanto, ela não reduziu igual. A queda foi maior no Norte e no Nordeste, onde era muito mais acentuada. E isso acaba acontecendo em praticamente todas as situações. Se tivéssemos partido de um patamar mais homogêneo do país, talvez a capacidade de resposta das políticas públicas pudesse também acompanhar um ritmo mais homogêneo”, avaliou.

O relatório colocou o Brasil na 79ª posição do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 187 países, com um valor de 0,744 (categoria de Alto Desenvolvimento Humano). Entre 1980 e 2013, o valor do IDH do Brasil aumentou 36,4%. O índice está acima da média de 0,735 para os países do grupo de Alto Desenvolvimento Humano e acima da média de 0,740 para os países da América Latina e Caribe.

Também houve crescimento na expectativa da vida nos últimos anos: em 2010, a estimativa era de 73,1 anos, já no ano passado passou para 73,9 anos. Os resultados seriam ainda melhores se o PNUD utilizasse dados atualizados para a elaboração do relatório. A instituição internacional usou uma projeção de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para chegar ao índice de 73,9 anos. Caso considerasse as estatísticas de 2013, já disponibilizados pelo IBGE, a esperança de vida ao nascer seria de 74,8 anos. Se fossem considerados esses números a outros dados defasados, como o de escolaridade, o país sairia da 79ª posição para a 67ª.

De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, mais importante do que analisar o posto no ranking é considerar o verdadeiro IDH do país. “A gente passaria de 0,744 para 0,764, que é o avanço real, como está o Brasil hoje. Vários países têm seus indicadores com estatísticas atualizadas, similares às brasileiras, que estavam disponíveis e podiam ser utilizadas. O Brasil vem se esforçando em melhorar essa captação de dados por organismos internacionais. Não estamos tratando de dados alternativos ou não reconhecidos”, afirmou.

O relatório mostra que as desigualdades no Brasil estão diminuindo. O IDH do Brasil ajustado à desigualdade (IDHAD) ficou em 0,542 em 2013, com uma perda de 27% em relação ao IDH. Essa perda vem caindo ao longo dos últimos anos: era de 29,6% em 2006. Das três dimensões analisadas no IDHAD, a desigualdade na expectativa de vida ao nascer é a menor, com um índice de 14,5%, seguido da desigualdade na educação (24,7%) e da desigualdade na renda (39,7%).

Para o ministro da Educação, Henrique Paim, o relatório mostra que, em relação à expectativa de anos de estudo, o Brasil está melhor que os outros membros do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) e nações vizinhas, como o Chile. “Isso revela que há um esforço do país do ponto de vista de inclusão, de melhoria da frequência escolar. Esse processo está reconhecido no relatório”, observou.

Avanços – Vários fatores contribuíram para o aumento da expectativa de vida no Brasil. Entre 1996 e 2006, o país reduziu pela metade o índice de desnutrição infantil – passou de 13,4% para 6,7%. Entre as ações de combate à desnutrição, destacam-se a expansão da oferta de doses de vitamina A e de sulfato ferroso, além da melhoria da vigilância nutricional em municípios com índice de desnutrição superior a 10%. Além disso, um estudo do Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontou que a desnutrição crônica caiu 51,4% entre as crianças do Bolsa Família em cinco anos – passando de 17,5% para 8,5% entre 2008 e 2012.

Outro ponto forte foi a imunização da população. Atualmente, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos (25 vacinas, 13 soros heterológos e quatro soros homólogos) distribuídos em 34 mil postos vacinação. Desde 2010, foram incluídas novas vacinas para proteger a população, como a meningocócica C conjugada, tetraviral e a contra o vírus HPV.

Já o Programa Farmácia Popular disponibiliza 113 itens (entre medicamentos e produtos de saúde) na rede pública e 25 em drogarias particulares. Desde 2011, mais de 26 milhões de pessoas já foram beneficiadas. Além dos itens gratuitos para tratamento de diabetes, hipertensão e asma, os demais produtos podem ter até 90% de desconto na compra. Para idosos, também são disponibilizadas fraldas geriátricas.

Houve ainda redução de 82,2% do risco de morte devido a aborto e ampliação da estratégia Rede Cegonha, implantada em 2011 para incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mães e filhos, desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do filho. A Rede Cegonha tem garantido atendimento de qualidade a 2,6 milhões de gestantes pelo SUS em 5.488 municípios.

Para atendimentos de urgência e emergência, a rede de assistência do SUS conta com 269 unidades de referência habilitadas em alta complexidade em traumatologia e ortopedia; 333 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionando – 243 delas construídas com recurso do governo federal; e 3.182 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que cobrem 146.286.020 habitantes (72,76% da população).

Ações – Com o objetivo de prevenir e reduzir em 2% ao ano mortes prematuras (30-69 anos) por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o Ministério da Saúde tem buscado melhorar indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Desde o seu lançamento, em 2011, até 2012 a meta foi superada - com redução de 3% das mortes. Na ultima década, com a melhoria de indicativos da saúde, o percentual de redução foi de 20%.

“Ao mesmo tempo em que a gente consegue um enfrentamento muito considerável em relação ao tabagismo, nós temos dificuldade em relação à obesidade e ao sedentarismo, que são fatores importantes para doenças crônicas. Nós vamos ter que trabalhar cada vez mais e ampliar o acesso para que as pessoas possam ter diagnóstico e tratamento precoce às enfermidades”, comentou o ministro.

Outra prioridade é reduzir as mortes no trânsito, sobretudo de motociclistas. Para isso foi lançado, em junho de 2010, o projeto Vida no Trânsito, que prevê repasse de recursos para melhoria dos sistemas de informações e ações educativas. Hoje em dia, a ação está presente em todas as capitais, no Distrito Federal e nos municípios de Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Gonçalo (RJ), São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu (PR).

Fonte: Agência Saúde
http://blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/34202-onu-registra-aumento-da-expectativa-de-vida-no-brasil

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Depois de amputação de braços e pernas, jovem lança livro de superação


Pedro Pimenta era saudável, estudioso, esportista e baladeiro, como todo adolescente de 18 anos. Em 2009 ele foi internado e diagnosticado com meningococcemia - infecção generalizada causada por uma bactéria. Os médicos deram 1% de chance de sobreviver. Pedro conseguiu, mas amputou os quatro membros - os braços, acima do cotovelo, e as pernas acima do joelho. Dez meses depois nunca mais sentou numa cadeira de rodas, mora sozinho na Flórida, Estados Unidos, onde faz faculdade de economia, e acaba de lançar o livro Superar é Viver (Leya). "Essa bactéria não é rara e nosso corpo a elimina, mas o meu sistema imunológico estava muito baixo", explica Pedro. No hospital, ele ficou em coma induzido por uma semana e, quando acordou ouviu e viu a notícia. "Quando abri os olhos meus braços e pernas estavam gangrenados. Num dia sou um cara de 1,80 metros, no outro meus membros estavam apodrecidos. Foi um choque", afirma ele, que teve que fazer enxertos tirando pele da barriga e colocando nas pernas. Mas nada desanimou o rapaz. "Quando acordei do segundo coma perguntei sobre o show do AC/DC que teria em São Paulo. Minha família já tinha comprado ingressos duas semanas antes. Consegui a liberação do meu médico para ir de ambulância e voltar imediatamente - isso dois meses depois da cirurgia. Isso me deu mais energia para suportar o resto", diz Pedro.

"Fui condenado a uma vida na cadeira de rodas, sem ter independência. Uma das coisas que me ajudou muito foi estudar música eletrônica no hospital no computador - eu conseguia mexer com os restos dos braços. Até ganhei um concurso internacional de remixes. Por isso não tive depressão, porque tracei metas para manter minha cabeça distraída". Sua 'nova vida' com próteses começou em 2010, seis meses depois de sair da internação. "Comecei a assistir à vídeos de amputados que andavam uma barbaridade. No fim, sempre via a logotipo de uma empresa - poxa, eu sou um baita cliente para uma empresa de próteses. Conheci o vice-presidente da empresa e comecei a fazer um tratamento em Oklahoma (EUA), para ex-soldados feridos do Iraque e Afeganistão que viviam sem cadeira de rodas. Ele me disse: 'você tem que se adaptar o mundo e não o contrário'. Isso mudou minha vida. Foi um treinamento bruto e saí de lá muito mais forte. Desde dezembro de 2010 não uso mais cadeira de rodas. Se você quer chegar a esse nível tem que ser uma pessoa regrada, porque gastamos cinco vezes mais energia do que uma pessoa normal para andar", diz ele.

Quando entrava num restaurante ou lugares públicos fazendo tudo sozinho, as pessoas olhavam para Pedro com ar de admiração e foi assim que começou a receber convites para dar palestras. Em 2012 se mudou para a Flórida para fazer faculdade de economia, conseguiu uma namorada, dirige carro sem adaptação, escova os dentes, faz sua própria comida, enfim, vive uma vida normal. "No início eu colocava minhas próteses em 40 minutos, hoje consigo em cinco minutos. Cheguei num nível de independência que não poderia imaginar", diz ele, que vê mais problema em subir escadas e não em encontrar namoradas. "Arrumei uma namorada muito rápido e isso é como você se enxerga, tendo ou não mãos e pernas", afirma. O que mais mudou dentro de você? "Hoje sou um cara mais atento às dificuldades alheias, ao sofrimento do outro. Quero fazer algo filantrópico porque tenho muito prazer quando sirvo de mentor a outro amputado. Isso para mim é uma missão de vida, servir de exemplo positivo para as pessoas. Na minha casa não tem nada adaptado, lavo, cozinho, limpo a casa e, em vez de ficar desesperado e mandar tudo para o inferno, quebrei tudo em desafios pequenos. Uso a mentalidade para me considerar um cara normal e dizer não às adaptações. Nunca fiz terapia na vida. Sou muito teimoso, mas acredito que quem resolve meus problemas sou eu mesmo", diz.

Trechos do livro:

“Neste livro vou contar minha história de vida: como um garoto paulista de classe média, que como tantos outros ainda não tinha definido que carreira seguir, sofreu uma terrível fatalidade, aprendeu a encarar as consequências e se tornou um homem que supera suas dificuldades com determinação e trabalho duro. Mas não se engane: apesar do curto espaço de tempo — pouco mais de quatro anos — esse foi um processo árduo repleto de momentos de medo, insegurança e muita dor. Encaro meus braços e pernas como ferramentas que perdi. Elas foram substituídas por outras que não funcionam tão bem, mas que me possibilitam fazer quase tudo que fazia antes. De modo diferente, mas que de forma alguma condicionam a minha felicidade”.

“Não há nada mais compensador que testemunhar a transformação das personalidades ao fim do trabalho, saber como fui importante para mudar suas mentalidades. Minha vida é uma luta diária, acompanhada sempre pela dor. Não mato um leão, mas um zoológico por dia. Em vez de me entregar à tristeza, penso em como posso dedicar ainda mais tempo e esforço para avançar com meus projetos e planos”.

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/bruno-astuto/noticia/2014/08/depois-de-ter-bracos-e-pernas-bamputadosb-jovem-lanca-livro-de-superacao.html

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Changing batteries - Trocando as baterias - video animação em 3D

Trata-se de uma belíssima animação da Malásia, que conta a comovente história de uma idosa que vive sozinha em sua casa, até a chegada de uma encomenda curiosa: um pequeno robô para ser seu amigo eletrônico.
Um vídeo para refletir não apenas sobre o poder da amizade, mas da simbologia universal da bateria como representação desta força vital, da energia que nos mantém vivos, nos faz movermo-nos, viver e renovar a esperança na vida, no trabalho, na amizade, no amor e tudo mais...
Impossível não pensar na vida atual, em que solitários se relacionam cada vez mais com pessoas virtuais, via redes sociais. Que muitos perfis falsos nas redes sociais são inclusive robôs que servem para disseminar propagandas ou vírus. Que muitos agem como autômatos diante de um fone celular, um tablet, notebook, quando conectados ao mundo digital.
O mais comovente na história é esta sutil ironia de a máquina ter a consciência de que todos somos alimentados por baterias, e quando a dele acaba, a sua amiga idosa sempre troca a gasta por uma nova, permitindo que ele viva eternamente. Entretanto, quando a situação se inverte, é tocante ver uma máquina colocando suas pilhas novas e usadas no bolso da idosa, tentando reanimá-la. Um pequeno robô que age como uma ingênua criança descobrindo os mistérios da vida.
Quantas pessoas hoje em dia têm como melhores amigos seus equipamentos eletrônicos? Quantos vivem como robôs, de forma mecânica? Quantos humanizam suas máquinas, através das trocas - não de bateria, mas - de experiências de vida em rede?
Há que se pensar na educação mecanizada, quando esta é calcada apenas na distribuição de equipamentos eletrônicos - babás digitais - para substituir o papel social do educador, seja pai ou professor.
Até prova em contrário, as máquinas não têm alma, mas necessitam da troca ou recarga de baterias para sobreviver. As pessoas, que possuem alma, necessitam da troca de energia e também de experiências com outras pessoas para um melhor viver.
Um belo vídeo para refletir sobre o valor da amizade, das pessoas, das máquinas, da vida, da educação e muito mais.

domingo, 25 de maio de 2014

Fotógrafa revela a aparência do corpo humano depois dos 100 anos



A fotógrafa Anastasia Pottinger quis provar que, mesmo depois de um século de vida, a beleza está em todos nós.

O ensaio, intitulado “Centenarians” (“Centenários”, em português), começou de forma surpreendente – uma mulher de 101 anos de idade pediu a Pottinger para ser fotografada nua. Colocou uma única condição – que não fosse possível ser identificada através da fotografia.

Dessa imagem, a fotógrafa partiu para uma série intensa, captada em preto e branco, e que parece preservar as marcas de uma vida longa. A passagem do tempo, a experiência, mas também a sabedoria, a postura paciente que os mais velhos adquirem e, claro, a ideia de mortalidade, estão também presentes.

A fotógrafa garante que as reações às fotografias têm sido muito positivas, com “os espectadores visivelmente comovidos com o que vêem“.”Eles se perguntam ‘é assim que eu vou ficar?’ ou se lembram de um ente querido – mas a resposta parece ser universalmente emocional”, conclui.



















http://anastasiapottingerphotography.com/


terça-feira, 23 de julho de 2013

Pesquisa aponta meios de manter a saúde mental ao longo da vida - artigo


Com o objetivo de verificar a hipótese de que o declínio da capacidade mental pode não estar relacionado apenas a distúrbios neuropatológicos comuns, mas também às atividades cognitivas adotadas ao longo da vida, pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, de Chicago, acompanharam 294 idosos durante seis anos.

Denominado “Life-span cognitive activity, neuropathologic burden, and cognitive aging” o estudo demonstrou que no período foi verificado que aqueles que cultivaram o hábito frequente de práticas como ler e escrever apresentaram ritmo de perda da memória 32% mais lento do que a população que fazia com menos frequência.

Abaixo o link do estudo. Acessem:

http://www.neurology.org/content/early/2013/07/03/WNL.0b013e31829c5e8a.short?sid=39bf8bf1-0bf5-46f4-a760-0739386d39e3

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A morte é um dia que vale a pena viver - Ana Claudia Quintana Arantes - vídeo


Por um lado, aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares. Por outro, resgatar a biografia de pacientes. Esse é o exercício diário de Ana Claudia Quintana Arantes, médica formada pela FMUSP e especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. Foi a responsável pela implantação das políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar. Atualmente trabalha em consultório e como médica assistente do Hospice do Hospital da Clinicas da FMUSP, na Unidade Jaçanã.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Trailer do filme Amor

Indicado ao Oscar na categoria: Filme estrangeiro.
Trailer legendado de "Amor" (Áustria/Alemanha, 2012), dirigido por Michael Haneke. Georges e Anne são octogenários, professores de música, cultos e independentes. No entanto, quando Anne sofre um pequeno derrame, os dois terão de lidar com as mudanças trazidas pela doença dela e o amor que une o casal será posto à prova.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A cada década de vida, mais exercício

O quadro abaixo, publicado pela Dra. Sandra Matsudo, Médica do esporte, numa importante revista de circulação nacional, mostra que, ao longo da vida, as alterações fisiológicas podem e devem ser preservadas com atividade física regular, mesmo que seja como auxiliar a tratamentos médicos.







sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Indicação de Filme: UP Altas Aventuras - Carl e Ellie



O desenho UP- Altas Aventuras mostra uma história adulta e repleta de lições de vida. A animação traz a mensagem de que tudo é possível, ainda mais quando o amor prevalece ao longo de toda uma vida.
Lindo! Vale a pena que todos os adultos assistam!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O que é e para que serve o sono

Passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo.

Dormir bem é essencial para nos mantermos saudáveis, com melhor qualidade de vida e até aumento da longevidade.
O processo do sono é regido por um relógio biológico ajustado num ciclo de 24 horas, que pode sofrer interferências de fatores externos como iluminação, ruídos, odores, tipo de colchões, vida social, entre outros...
A melatonina é um hormônio produzido no cérebro pela glândula pineal começa a ser secretada assim que o sol se põe, como um aviso para o organismo se preparar para dormir.
Quando o processo tem início, a temperatura corporal cai de 1 a 2º C e a pressão arterial também sofre uma leve queda. Daí ao primeiro cochilo é um piscar de olhos.
Em 1953, descobriu-se a existência de uma fase de sono profundo, quando sonhamos, batizada de REM - rapid eye movement - movimento rápido dos olhos. Hoje, se sabe que o sono se divide em cinco fases, repetidas em ciclos, durante a noite.
Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida, ou seja, sem o merecido descanso, nosso organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas.

As 5 fases do sono

1ª fase
É a fase do adormecimento. Essa fase pode durar de alguns instantes até 15 minutos e ocupa de 3 a 5 % da noite de sono. Funciona como uma espécie de zona de transição entre estar acordado e dormindo. O cérebro produz ondas irregulares e rápidas e a tensão muscular diminui. A respiração fica suave e os pensamentos do mundo desperto flutuam pela mente. Se for acordada, a pessoa reagirá rapidamente, negando que estava dormindo.

2ª fase
É a fase de um sono mais leve. A temperatura corporal e os ritmos cardíaco e respiratório diminuem. As ondas cerebrais ficam mais lentas. Essa fase ocupa a metade do tempo total do sono, durando cerca de 20 minutos cada ciclo. As ondas do cérebro alongam-se, regularizam-se e são afetadas somente por alguma atividade elétrica isolada e repentina. Nessa fase, a pessoa cruza definitivamente o limite entre estar acordada e dormindo. Se alguém levantar suavemente a pálpebra de uma pessoa nessa fase de sono, ela não acordará. Os olhos não respondem a um estímulo.

3ª fase
O corpo começa a entrar no sono profundo. As ondas cerebrais tornam-se amplas e lentas. É uma fase rápida. Corresponde a uma média de 5% do tempo de sono.

4ª fase
É o sono profundo, onde o corpo se recupera do cansaço diário. Essa fase é fundamental para a liberação de hormônios ligados ao crescimento e para a recuperação de células e órgãos. Dura cerca de 55 minutos, não mais que 20% da noite. A pessoa fica totalmente inconsciente. Está tão fora do mundo que nem uma tempestade poderá acordá-la.

5ª fase: Sono REM
A atividade cerebral está a pleno vapor e desencadeia o processo de formação dos sonhos. Os músculos ficam paralisados, as frequências cardíaca e respiratória voltam a aumentar e a pressão arterial sobe. É o momento em que o cérebro faz uma espécie de faxina geral na memória. Fixa as informações importantes captadas durante o dia e descarta os dados inúteis. Durante o REM, os músculos longos do tronco, os braços e as pernas estão paralisados, mas os dedos das mãos e dos pés podem contrair-se. O fluxo sanguíneo em direção ao cérebro aumenta e a respiração fica mais rápida e entrecortada.
REM é a fase dos sonhos. Se a pessoa for acordada, provavelmente recordará fragmentos de suas fantasias. Depois de 10 minutos de REM volta-se a descer às fases de sono quieto.
Nas primeiras horas da noite predominam as fases 3 e 4. Pela manhã, percorre-se de quatro a cinco vezes o circuito do sono completo.

Qual a quantidade de sono necessária?

Não há fórmula para definir qual a duração adequada de um bom sono noturno. Podemos supor que sete horas e meia sejam uma média adequada, porém alguns indivíduos, uma ou duas em cem, sintam-se bem com um sono de cinco horas ou somente uma pequena minoria precisa do dobro.
A quantidade e a qualidade do sono mudam com a idade.
Nos primeiros meses de vida os bebês dormem até 18 horas por dia. Com 10 anos de idade, uma criança precisa de nove a dez horas de sono. Na adolescência dorme-se nove horas e meia e em aproximadamente 60% do tempo um sono profundo e contínuo. Na idade adulta, normalmente sete horas e meia fornecem um descanso adequado. Na velhice, a quantidade e a qualidade do sono diminuem, normalmente seis horas por noite, com mais despertares.

terça-feira, 14 de junho de 2011

No Dia Mundial do Doador de Sangue, OMS pede colaboração

No Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado nesta terça-feira (14), a OMS (Organização Mundial da Saúde) pede que mais pessoas em todo o mundo tomem a decisão de se voluntariar como doador e salvar vidas.
O tema este ano é "Mais Sangue, Mais Vida" e reforça a necessidade classificada pela OMS como urgente de que mais pessoas realizem doações de sangue de forma regular --não apenas esporádica.
Dados mostram um total de 92 milhões de doações de sangue por ano em todo o mundo. Dos 80 países com baixas taxas de doação de sangue (menos de dez doadores para cada mil habitantes), 79 são nações em desenvolvimento. No Brasil, só 1,9% da população doa sangue regularmente.
De acordo com a OMS, a doação de sangue beneficia mulheres com complicações durante a gravidez e durante o parto; crianças com anemia severa em resultado de malnutrição e malária; pessoas com graves traumas provocados por acidentes; e pacientes com câncer e que passam por algum tipo de cirurgia.
A decisão de doar sangue pode salvar diversas vidas, uma vez que componentes como as células vermelhas, as plaquetas e o plasma são separados e direcionados para pacientes com complicações distintas de saúde.

Fonte: folha.com.br