A expectativa de vida no Brasil aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos, um aumento real de 11,2 anos. O avanço foi apontado no Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o crescimento foi possível em razão das medidas de combate à desnutrição, redução da mortalidade materna e infantil, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos, melhoria do atendimento às mães e bebês, enfrentamento das doenças crônico-degenerativas e das chamadas mortes violentas, entre outras ações na área de atenção básica e urgência e emergência.
O ministro comentou a diferença na melhoria de indicadores de saúde, educação e renda. “Partimos de um cenário de muita desigualdade. Se olharmos, por exemplo, a mortalidade infantil, fizemos uma redução de 70% entre 1980 e 2012. No entanto, ela não reduziu igual. A queda foi maior no Norte e no Nordeste, onde era muito mais acentuada. E isso acaba acontecendo em praticamente todas as situações. Se tivéssemos partido de um patamar mais homogêneo do país, talvez a capacidade de resposta das políticas públicas pudesse também acompanhar um ritmo mais homogêneo”, avaliou.
O relatório colocou o Brasil na 79ª posição do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 187 países, com um valor de 0,744 (categoria de Alto Desenvolvimento Humano). Entre 1980 e 2013, o valor do IDH do Brasil aumentou 36,4%. O índice está acima da média de 0,735 para os países do grupo de Alto Desenvolvimento Humano e acima da média de 0,740 para os países da América Latina e Caribe.
Também houve crescimento na expectativa da vida nos últimos anos: em 2010, a estimativa era de 73,1 anos, já no ano passado passou para 73,9 anos. Os resultados seriam ainda melhores se o PNUD utilizasse dados atualizados para a elaboração do relatório. A instituição internacional usou uma projeção de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para chegar ao índice de 73,9 anos. Caso considerasse as estatísticas de 2013, já disponibilizados pelo IBGE, a esperança de vida ao nascer seria de 74,8 anos. Se fossem considerados esses números a outros dados defasados, como o de escolaridade, o país sairia da 79ª posição para a 67ª.
De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, mais importante do que analisar o posto no ranking é considerar o verdadeiro IDH do país. “A gente passaria de 0,744 para 0,764, que é o avanço real, como está o Brasil hoje. Vários países têm seus indicadores com estatísticas atualizadas, similares às brasileiras, que estavam disponíveis e podiam ser utilizadas. O Brasil vem se esforçando em melhorar essa captação de dados por organismos internacionais. Não estamos tratando de dados alternativos ou não reconhecidos”, afirmou.
O relatório mostra que as desigualdades no Brasil estão diminuindo. O IDH do Brasil ajustado à desigualdade (IDHAD) ficou em 0,542 em 2013, com uma perda de 27% em relação ao IDH. Essa perda vem caindo ao longo dos últimos anos: era de 29,6% em 2006. Das três dimensões analisadas no IDHAD, a desigualdade na expectativa de vida ao nascer é a menor, com um índice de 14,5%, seguido da desigualdade na educação (24,7%) e da desigualdade na renda (39,7%).
Para o ministro da Educação, Henrique Paim, o relatório mostra que, em relação à expectativa de anos de estudo, o Brasil está melhor que os outros membros do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) e nações vizinhas, como o Chile. “Isso revela que há um esforço do país do ponto de vista de inclusão, de melhoria da frequência escolar. Esse processo está reconhecido no relatório”, observou.
Avanços – Vários fatores contribuíram para o aumento da expectativa de vida no Brasil. Entre 1996 e 2006, o país reduziu pela metade o índice de desnutrição infantil – passou de 13,4% para 6,7%. Entre as ações de combate à desnutrição, destacam-se a expansão da oferta de doses de vitamina A e de sulfato ferroso, além da melhoria da vigilância nutricional em municípios com índice de desnutrição superior a 10%. Além disso, um estudo do Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontou que a desnutrição crônica caiu 51,4% entre as crianças do Bolsa Família em cinco anos – passando de 17,5% para 8,5% entre 2008 e 2012.
Outro ponto forte foi a imunização da população. Atualmente, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos (25 vacinas, 13 soros heterológos e quatro soros homólogos) distribuídos em 34 mil postos vacinação. Desde 2010, foram incluídas novas vacinas para proteger a população, como a meningocócica C conjugada, tetraviral e a contra o vírus HPV.
Já o Programa Farmácia Popular disponibiliza 113 itens (entre medicamentos e produtos de saúde) na rede pública e 25 em drogarias particulares. Desde 2011, mais de 26 milhões de pessoas já foram beneficiadas. Além dos itens gratuitos para tratamento de diabetes, hipertensão e asma, os demais produtos podem ter até 90% de desconto na compra. Para idosos, também são disponibilizadas fraldas geriátricas.
Houve ainda redução de 82,2% do risco de morte devido a aborto e ampliação da estratégia Rede Cegonha, implantada em 2011 para incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mães e filhos, desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do filho. A Rede Cegonha tem garantido atendimento de qualidade a 2,6 milhões de gestantes pelo SUS em 5.488 municípios.
Para atendimentos de urgência e emergência, a rede de assistência do SUS conta com 269 unidades de referência habilitadas em alta complexidade em traumatologia e ortopedia; 333 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionando – 243 delas construídas com recurso do governo federal; e 3.182 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que cobrem 146.286.020 habitantes (72,76% da população).
Ações – Com o objetivo de prevenir e reduzir em 2% ao ano mortes prematuras (30-69 anos) por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o Ministério da Saúde tem buscado melhorar indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Desde o seu lançamento, em 2011, até 2012 a meta foi superada - com redução de 3% das mortes. Na ultima década, com a melhoria de indicativos da saúde, o percentual de redução foi de 20%.
“Ao mesmo tempo em que a gente consegue um enfrentamento muito considerável em relação ao tabagismo, nós temos dificuldade em relação à obesidade e ao sedentarismo, que são fatores importantes para doenças crônicas. Nós vamos ter que trabalhar cada vez mais e ampliar o acesso para que as pessoas possam ter diagnóstico e tratamento precoce às enfermidades”, comentou o ministro.
Outra prioridade é reduzir as mortes no trânsito, sobretudo de motociclistas. Para isso foi lançado, em junho de 2010, o projeto Vida no Trânsito, que prevê repasse de recursos para melhoria dos sistemas de informações e ações educativas. Hoje em dia, a ação está presente em todas as capitais, no Distrito Federal e nos municípios de Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Gonçalo (RJ), São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu (PR).
Fonte: Agência Saúde
http://blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/34202-onu-registra-aumento-da-expectativa-de-vida-no-brasil
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
São Caetano: Idosos a partir de 80 anos terão cuidadores
Idosos de baixa renda a partir dos 80 anos e moradores de São Caetano terão, a partir de 2015, cuidadores públicos. O compromisso é do secretário de Saúde da cidade, Mário Chekin, que pretende lançar no próximo ano o programa Convivendo Melhor na Quarta Idade, com políticas públicas voltadas para este público específico.
No município, 3,5% da população, ou 5.283 pessoas, atingiram ou ultrapassaram os 80 anos, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em uma década, a população nesta faixa etária cresceu 80,5% no município. Em 2000, as 2.927 pessoas com 80 anos ou mais representavam 2% da população são-caetanense. Para se ter uma ideia, em Santo André, no mesmo período, também houve crescimento acima de 80% do número de moradores nesta idade, mas eles, hoje, representam somente 1,9% dos habitantes da cidade.
Chekin explica que em todo o País faltam políticas públicas para a chamada quarta idade. “Foi uma solicitação do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) para que começássemos a pensar neste público, principalmente naqueles que tem mobilidade reduzida.”
Para formar os cuidadores, que irão atuar na casa dos idosos, a Prefeitura garantiu parceria com a USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). A instituição deve criar até o fim deste semestre, segundo o secretário, curso técnico voltado para a formação desses profissionais. A expectativa é que os primeiros certificados sejam entregues no começo de 2015. “A partir daí, eles estarão aptos para contratação pela administração municipal e posterior atuação na casa dos que necessitarem”, destaca Chekin.
Além dos cuidadores, o secretário pretende ainda, em parceria com a iniciativa privada, realizar adaptações nos imóveis onde os idosos vivem. “A pessoa que usa cadeira de rodas, por exemplo, tem dificuldade porque os batentes das portas são muito estreitos. Além disso, é preciso instalar barras no banheiro para facilitar o uso e piso que evite quedas”, exemplifica o secretário.
Remédio em casa
A cidade também planeja entregar medicamentos em casa, inclusive aqueles retirados na Farmáciade Alto Custo no Hospital Estadual Mário Covas. “Vamos discutir com o Estado de que forma isso pode ser feito.”
Para os idosos que estão bem de saúde, os Cises (Centros Integrados de Saúde e Educação) da terceira idade também devem receber intervenções e melhorias, beneficiando moradores a partir dos 60 anos. Mas o foco do programa Convivendo Melhor será mesmo a quarta idade. “Trata-se de iniciativa inédita no País, que não tem políticas para essa população, mas precisa pensar nisto com urgência, já que a expectativa de vida vem aumentando rapidamente”, opina o secretário.
População aprova projeto e cobra realização nos prazos prometidos
A população de São Caetano que se aproxima ou já ultrapassou os 80 anos aprova o projeto para implantação de ações voltadas à quarta idade. Mas, ao mesmo tempo, cobra que as políticas públicas realmente saiam do papel.
A pensionista Carmem Gomes, 75 anos, é bastante ativa, mas acredita que é necessário oferecer opções para pessoas que têm mobilidade reduzida por acidentes ou por desgaste natural da idade e precisam de ajuda. “O que tenho visto é que muitos idosos estão perdendo seus filhos e ficando sozinhos no mundo. É essencial que o poder público cuide dessas pessoas, pois não tem quem olhe por eles.”
A aposentada Maria de Lourdes Stoev, 83, mudou-se recentemente para a Capital, mas já pensa em voltar para São Caetano ao saber do projeto. “Há alguns dias tomei um tombo quando estava voltando do banco e não estou com o joelho muito bom. Se tivesse esse projeto e ele pudesse me ajudar, seria ótimo, pois não tenho ninguém por perto. Minha filha mora na Alemanha e não pode me socorrer caso eu precise, infelizmente.”
Fonte: www.coisadevelho.com.br
No município, 3,5% da população, ou 5.283 pessoas, atingiram ou ultrapassaram os 80 anos, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em uma década, a população nesta faixa etária cresceu 80,5% no município. Em 2000, as 2.927 pessoas com 80 anos ou mais representavam 2% da população são-caetanense. Para se ter uma ideia, em Santo André, no mesmo período, também houve crescimento acima de 80% do número de moradores nesta idade, mas eles, hoje, representam somente 1,9% dos habitantes da cidade.
Chekin explica que em todo o País faltam políticas públicas para a chamada quarta idade. “Foi uma solicitação do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) para que começássemos a pensar neste público, principalmente naqueles que tem mobilidade reduzida.”
Para formar os cuidadores, que irão atuar na casa dos idosos, a Prefeitura garantiu parceria com a USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). A instituição deve criar até o fim deste semestre, segundo o secretário, curso técnico voltado para a formação desses profissionais. A expectativa é que os primeiros certificados sejam entregues no começo de 2015. “A partir daí, eles estarão aptos para contratação pela administração municipal e posterior atuação na casa dos que necessitarem”, destaca Chekin.
Além dos cuidadores, o secretário pretende ainda, em parceria com a iniciativa privada, realizar adaptações nos imóveis onde os idosos vivem. “A pessoa que usa cadeira de rodas, por exemplo, tem dificuldade porque os batentes das portas são muito estreitos. Além disso, é preciso instalar barras no banheiro para facilitar o uso e piso que evite quedas”, exemplifica o secretário.
Remédio em casa
A cidade também planeja entregar medicamentos em casa, inclusive aqueles retirados na Farmáciade Alto Custo no Hospital Estadual Mário Covas. “Vamos discutir com o Estado de que forma isso pode ser feito.”
Para os idosos que estão bem de saúde, os Cises (Centros Integrados de Saúde e Educação) da terceira idade também devem receber intervenções e melhorias, beneficiando moradores a partir dos 60 anos. Mas o foco do programa Convivendo Melhor será mesmo a quarta idade. “Trata-se de iniciativa inédita no País, que não tem políticas para essa população, mas precisa pensar nisto com urgência, já que a expectativa de vida vem aumentando rapidamente”, opina o secretário.
População aprova projeto e cobra realização nos prazos prometidos
A população de São Caetano que se aproxima ou já ultrapassou os 80 anos aprova o projeto para implantação de ações voltadas à quarta idade. Mas, ao mesmo tempo, cobra que as políticas públicas realmente saiam do papel.
A pensionista Carmem Gomes, 75 anos, é bastante ativa, mas acredita que é necessário oferecer opções para pessoas que têm mobilidade reduzida por acidentes ou por desgaste natural da idade e precisam de ajuda. “O que tenho visto é que muitos idosos estão perdendo seus filhos e ficando sozinhos no mundo. É essencial que o poder público cuide dessas pessoas, pois não tem quem olhe por eles.”
A aposentada Maria de Lourdes Stoev, 83, mudou-se recentemente para a Capital, mas já pensa em voltar para São Caetano ao saber do projeto. “Há alguns dias tomei um tombo quando estava voltando do banco e não estou com o joelho muito bom. Se tivesse esse projeto e ele pudesse me ajudar, seria ótimo, pois não tenho ninguém por perto. Minha filha mora na Alemanha e não pode me socorrer caso eu precise, infelizmente.”
Fonte: www.coisadevelho.com.br
terça-feira, 29 de maio de 2012
Estudos procuram fórmula para chegar bem aos cem anos
Ela andou de bicicleta até os cem anos, caminhou sozinha até os 115 e fumou até os 117. Costumava comer 1 kg de chocolate por semana e bebeu um copo de vinho por dia até sua morte, aos 122 anos.
A longevidade de pessoas como a francesa Jeanne Calment (1875-1997), a que mais tempo viveu, tem sido estudada por grupos internacionais e foi discutida durante o Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, que terminou no sábado (26) no Rio.
Genes? Dieta? Exercícios? Atitudes positivas? Vida social? A ciência já sabe que a genética responde por até 30% da longevidade.
O resto está associado a estilo de vida e fatores socioambientais, muitos dos quais passíveis de mudanças e adaptações.
Os pesquisadores entendem que a longevidade extrema, acima de 110 anos, é para poucos. Há 70 supercentenários no mundo (65 mulheres e cinco homens). Outros 400 alegam essa condição, mas não têm documentos que a comprovem.
Só no Brasil, já são quase 24 mil centenários, segundo o IBGE. Bahia (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597) são os Estados com a maior concentração.
PREPARO
Na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), um projeto reúne 245 idosos acima de 80 anos, sem queixas específicas, e os prepara para a chegada ao centenário. Ali, fazem exames, adequam medicações e recebem orientações sobre sono, memória, dieta e atividade física.
"Muitos dos nossos pacientes serão centenários a partir deste ano. Estamos avaliando o quanto é possível manter a sobrevida sem incapacidade física, mental, emocional e social", afirma a médica Maysa Seabra Cendoroglo, professora de geriatria e gerontologia da Unifesp.
E é possível viver muito e chegar ao fim com independência? "A busca por essa resposta vem sendo motivo de muitos estudos. As propostas apontam para a necessidade de se manter uma boa dieta, uma atividade física permanente e prolongada e um estímulo cognitivo", explica a médica.
Mas isso adianta mesmo para quem não tenha "bons" genes? "Sim. Pode ser que você não chegue aos cem anos, mas vai chegar aos 80, aos 90, ativo, independente. O que importa é fazer o máximo que eu posso até o finzinho."
Também é possível ser feliz aos cem anos, mesmo com doenças e após a perda de filhos, diz a psicóloga alemã Dagmara Wosniak, que fez um estudo com 56 centenários de Heidelberg. Quase metade deles vivia em instituições e 82% dependiam do auxílio de enfermeiras.
A extroversão, a cognição e uma rede social preservada (família e/ou amigos) foram os fatores mais associados à felicidade nessa fase da vida, segundo ela. "O otimismo aumenta a vontade de viver."
POLíTICAS
O aumento da longevidade também tem levado os especialistas da área a propor abordagens diferentes para cada grupo etário de idosos.
"Um idoso de 65 anos não é o mesmo de um com 80, que não é o mesmo de um de cem. Hoje colocamos tudo no mesmo saco", diz o médico Alexandre Kalache, que já dirigiu o programa de envelhecimento da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Para ele, o Brasil vai mal na execução de políticas que possibilitem um envelhecimento saudável, seja na prevenção de doenças que incapacitam o idoso seja em instrumentos que o protejam e que garantam seus direitos.
Resultados preliminares do estudo Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), desenvolvido pela USP, já refletem um cenário nada cor-de-rosa. O trabalho monitora como os idosos de São Paulo estão envelhecendo.
Três grupos acima de 60 anos vêm sendo acompanhados. Um grupo começou a ser seguido em 2000, outro em 2006 e o último, há dois anos.
Segundo a médica Maria Lúcia Lebrão, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, os "novos" idosos parecem estar mais doentes, com menos mobilidade, por exemplo.
"A previsão é que as novas gerações de idosos sejam menos saudáveis. Temos ao nosso favor as novas tecnologias. Mas será que elas trazem mais qualidade de vida?"
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1096774-estudos-procuram-formula-para-chegar-bem-aos-cem-anos.shtml
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Dia 21 de setembro - Dia Nacional de Luta das Pessoas Portadoras de Deficiências
O Dia Nacional de Luta das Pessoas Portadoras de Deficiências é comemorado desde 1982. Essa comemoração tem como um dos objetivos principais mostrar a importância da luta de todos os portadores de deficiência seja física, mental ou sensorial (cegos e surdos-mudos). Esta luta busca a garantia da acessibilidade, como o direito de ir e vir pelos diversos espaços de forma digna e com segurança; o acesso aos ambientes de arte e lazer sem necessitar sentar-se nas últimas fileiras, o respeito, o exercício da cidadania sem preconceito e discriminação. A luta deste dia é por uma sociedade da inclusão.
A Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF) traz o conceito de que as “as deficiências são problemas nas funções ou nas estruturas do corpo com um desvio importante ou perda”. “Trata-se de um problema de relações sociais e não simplesmente de condições médica...”, ou seja, resultante da interação entre as condições socioeconômicas, culturais e morais e os aspectos biomédicos que cercam a vida dos deficientes (OMS, 2001; Farias & Buchalla; 2005).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente no Brasil existem mais de 25 milhões de pessoas com deficiência. Segundo o Instituto, daqueles que declararam algum tipo de deficiência, aproximadamente 70% afirmaram não sair de casa por problemas socioeconômicos ou por falta de informações.
Ainda segundo a pesquisa, apenas 3% das pessoas com deficiências, na faixa de 14 a 60 anos, são atendidas pelos serviços formais de educação, de saúde e de reabilitação. A Educação a Distância (EAD), por sua flexibilidade e utilização de tecnologias assistivas, pode e é um dos pilares de acesso a uma formação adequada para estas pessoas.
Conforme os números da deficiência no Brasil, 14,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. A maior proporção se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor no Sudeste (13,1%). Dos quase 25 milhões de deficientes no Brasil, a maioria é do sexo feminino (53,79%). A deficiência que mais atinge a população no Brasil é a visual (48,13%, contemplando 11,8 milhões de pessoas). No Brasil, 7 milhões de portadores de necessidades especiais são analfabetos.
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