Escoliose
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
As mochilas, as bolsas e as carteiras: escolhas X saúde das crianças
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos próximos anos, 85% da população terá problemas na coluna, como resultado de má postura, mochilas pesadas e o uso de salto alto enquanto crianças.
De acordo com um trabalho realizado pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) em estudantes entre 9 e 12 anos, 77,5% já apresentam dor nas costas e 30% desenvolvem alteração postural, sendo que 70% desses jovens usavam mochilas acima do peso recomendado, que não deve exceder 10% do peso corporal da criança.
O excesso de peso nas mochilas leva a modificações na postura, como hipercifose torácica, hiperlordose lombar e escoliose, na tentativa de manter o equilíbrio. A combinação do aumento do peso e dessas alterações posturais pode causar dores lombares, dores na coluna cervical, dores nos ombros e contraturas musculares.
O alerta da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica é incisivo: qualquer reclamação de dor nas costas em crianças ou adolescentes não deve ser ignorada.
Para evitar transtornos desse tipo, a mochila deve ser leve, não pesar mais do que meio quilo quando estiver vazia. Opte ainda por modelo com estrutura rígida e acolchoado nas costas. E mais: modelos com duas alças, que devem ser largas e ajustada rente às costas, de preferência com tira para a cintura. Vale lembrar que a largura da mochila não deve exceder os limites dos ombros.
Outra dica para os pais: as alças devem ser tensionadas para que a mochila fique bem próxima ao corpo e aproximadamente cinco centímetros acima da linha da cintura, sempre lembrando que as duas alças devem ser usadas. O uso em um ombro só e as bolsas carteiro podem provocar alteração postural chamada escoliose (desvio lateral inadequado da coluna).
Todos os compartimentos devem ser usados de modo que os objetos mais pesados fiquem no centro da mochila e mais próximos das costas. Os livros e outros materiais devem ficar dispostos de maneira que não fiquem soltos lá dentro, provocando movimentos de desequilíbrio.
Para dimunuir o peso da mochila, deve-se levar somente o material necessário para o dia. O ideal é separar o material no dia anterior. Optar por cadernos de capa fina ou ficharios. Utilizar o armário na escola (caso haja) para não precisar carregá-lo diariamente.
A mochila com rodinhas é uma alternativa, porém é preciso ter cuidado com a alça do carrinho, que deve estar a uma altura apropriada e as costas da criança devem ficar retas ao puxá-la. Tem que ser usada em trajetos curtos porque o ato de puxar força as articulações de ombro e braço.
A mochila não é a única a causar problemas na coluna. As carteiras da sala de aula são grandes vilãs também. Elas devem ter o tamanho adequado para cada idade e deve-se tomar cuidado para sentar sempre com as costas eretas e não se debruçar sobre a mesa.
Os problemas de má postura podem ser tratados quando diagnosticados precocemente, através da mudança dos hábitos, adequação do tipo e peso das mochilas. Em caso de persistência das dores, um ortopedista deve ser consultado, para que um tratamento adequado seja recomendado, como realização de fisioterapia e RPG.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Raio X Escoliose
A escoliose é uma alteração/deformidade tridimensional da coluna vertebral. Ocorre uma inclinação lateral e também rotação das vértebras. Pode ser diagnosticada pelo exame físico e através do Raio X. Em casos leves, podem-se usar coletes e fisioterapia - cinesioterapia, reeducação postural como tratamento; porém em casos graves, onde a inclinação é muito acentuada e compromete até órgãos internos o tratamento pode ser cirúrgico. O ortopedista é o profissional que deve avaliar essa necessidade. A fisioterapia pode trazer ótimos resultados se aplicada de maneira correta, individualizada e prolongada.
Fonte: arquivo pessoal. Publicação autorizada pelo paciente.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Reeducação Postural - Como cuidar da sua postura
Com os desgastes da vida moderna, adotamos comportamentos inadequados que favorecem o aumento de sobrecarga e tensões nos tendões, articulações e músculos, deixando-nos mais sensíveis às dores osteo-musculares, que ocorrem como consequências destas sobrecargas.
A incidência dos problemas relacionados com as dores da coluna é tão frequente e usual que deve ser estudada como se fosse uma doença epidêmica e social. Todos os autores que estudam esse tema, afirmam que, em torno de 80% da população já teve ou terá pelo menos um episódio de dor na coluna ao longo da vida.
Está comprovado que as dores da coluna são mais frequentes entre 25 e 45 anos de idade, em ambos os sexos, atingindo assim o ser humano no período de maior produtividade. Segundo estudos, a melhora da lombalgia pode ser vista em 50% das pessoas na primeira semana independente do tratamento. 90% dos casos de lombalgia melhoram em até 6 semanas e os outros 10% após 6 meses.
A dor nas costas pode ser considerada crônica quando está presente por mais de 3 meses. E deve ser prevenida, uma vez que, seu tratamento é complexo e envolve uma equipe multidisciplinar, como fisioterapeuta, médico, psicóloga, nutricionista entre outros.
A prevenção é a melhor maneira de evitar este sofrimento e está baseada em hábitos saudáveis, exercícios regulares e controle da postura.
Causas de dores na coluna: posturas incorretas, sedentarismo, obesidade, fatores psicológicos e emocionais, trauma, excesso de peso, movimentos repetitivos, tabagismo, além de suscetibilidade individual.
Anatomia da coluna vertebral: a coluna vertebral é dividida em coluna cervical (7 vértebras), torácica ou dorsal (12), lombar (5), sacro (5) e cóccix (4). A coluna vertebral possui as funções de permitir o movimento e a deambulação, sustentação da cabeça, manutenção do equilíbrio do corpo além de proteger a medula espinhal.
Quando vista de lado, mostra curvaturas que são fisiológicas (normais) chamadas de cifose e lordose, que são responsáveis pela flexibilidade e capacidade de absorver choques. Existe lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e cifose sacral.
A diminuição ou ausência da curvatura é chamada de retificação.
A cifose exagerada é anormal e se chama hipercifose, e a lordose exagerada também é anormal e é chamada hiperlordose.
De costas a coluna vertebral deve ser reta, e se observada nesta posição apresentar uma inclinação para o lado, dizemos que a coluna apresenta uma escoliose.
Entre as vértebras existem discos intervertebrais, que são compostos pelos anéis fibrosos (que impedem a exteriorização do núcleo pulposo) e pelo núcleo pulposo. Eles servem como amortecedores, protegendo as articulações de lesões de compressão, permitindo movimentos bem como limitando movimentos das vértebras. Na lombar os discos são maiores, porque é onde temos mais sobrecarga. Entre os 30 a 50 anos de idade, inicia-se o processo de envelhecimento do disco, ocorrendo uma desidratação dos discos e podendo ocorrer microtraumatismos, devido a má postura que adotamos. Além disso, os anéis vão ficando mais rígidos, mais propensos à lesão e à herniação do núcleo de encontro as raízes nervosas ou medula.
Quando ocorre o deslocamento do núcleo pulposo e o rompimento do anel fibroso, é o que chamamos de Hérnia de Disco, que será sintomática se houver a compressão de raízes nervosas ou medula. A coluna cervical e a lombar são as regiões mais afetadas pela Hérnia de Disco. Os sintomas são: dores na coluna com irradiação ou localizada (cuja intensidade varia de caso para caso), formigamentos, diminuição da sensibilidade, fraqueza muscular, reflexo diminuído, aumento da dor ao tossir ou espirrar.
Quando a dor na lombar irradia para os membros inferiores, ela é chamada de Lombociatalgia. E quando a dor é na cervical e irradia para a cabeça e/ou membros superiores, ela é chamada de Cervicobraquialgia.
O Abaulamento Discal e a Protrusão Discal precedem a Hérnia Discal, ou seja, se não tratado o abaulamento e a protrusão poderão evoluir para uma Hérnia de Disco. A diferença entre eles é que no abaulamento e na protrusão discal, o deslocamento do núcleo pulposo não provoca o rompimento do anel fibroso, somente o estiramento do anel, sendo o abaulamento menor que a protrusão.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Coluna Vertebral
A coluna vertebral constitui o eixo do corpo.
Ela é composta de 33 a 34 vértebras divididas da seguinte maneira:
7 vértebras cervicais.
12 vértebras torácicas ou dorsais.
5 vértebras lombares.
5 vértebras sacrais (unidas).
4 a 5 vértebras coccígeas (unidas).
Entre as vértebras estão os discos intervertebrais, os "amortecedores".
Ela é composta de 33 a 34 vértebras divididas da seguinte maneira:
7 vértebras cervicais.
12 vértebras torácicas ou dorsais.
5 vértebras lombares.
5 vértebras sacrais (unidas).
4 a 5 vértebras coccígeas (unidas).
Entre as vértebras estão os discos intervertebrais, os "amortecedores".
A coluna apresenta curvas fisiológicas (normais) conhecidas como lordose e cifose. Lordose é o nome dado à curva da região cervical e lombar. Cifose é o nome dado à curva da região torácica e sacral. A acentuação dessas curvas (aumento ou diminuição) leva a alterações posturais, deformidades e consequentemente dor. O aumento das curvaturas recebe o nome de hipercifose e hiperlordose. A deformidade da coluna lateralmente é conhecida como escoliose.
Abaixo algumas figuras para ilustrar o texto.
domingo, 7 de junho de 2009
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