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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
For seniors, any exercise may be better than none - Reuters
(Reuters Health) - Even 15 minutes a day of brisk walking, cycling or swimming could help older adults live longer, according to a review of past research that found any physical activity is better than none.
For people over age 60, meeting current U.S. guidelines for moderate-to-vigorous exercise was linked to a 28 percent lower risk of dying over about 10 years, compared to being completely sedentary. But even lower levels of exercise were tied to a 22 percent reduction in mortality risk.
“When our older patients cannot do 150 minutes of moderate-intensity physical activity a week because of chronic diseases, we (the 2008 guidelines) recommend them to be as physically active as their abilities and conditions allow,” said lead author Dr. David Hupin of the department of clinical and exercise physiology, University Hospital of Saint-Etienne, France, by email.
But, Hupin’s team writes in the British Journal of Sports Medicine, the 150-minutes per week of moderate-to-vigorous exercise suggested in the 2008 Physical Activity Guidelines for Americans could be too much for some older adults, discouraging them from exercising. The authors point out that more than 60 percent of older adults don’t meet that requirement.
For the new study, Hupin’s team looked at whether less exercise could still be beneficial. They analyzed data from past studies covering a total of 122,417 men and women between the ages of 60 and 101 in the U.S., Taiwan and Australia.
The studies evaluated participants' physical activity levels and their risk of dying from any cause over about 10 years. Theyalso factored in participants’ self-reported health status, physical or mental illnesses, weight, cholesterol and other details.
Hupin’s team standardized participants' exercise amount and intensity into units known as Metabolic Equivalent of Task, or METs, representing the amount of energy expended per minute in a specific activity. Resting expends 1 MET, moderate activity like walking uses 3 to 5.9 METs and vigorous exercise like running uses more than 6 METs.
A weekly exercise “dose” was low if it totaled 1 to 499 METs, moderate at 500 to 999 METs and high if it was more than 1,000 METs.
The mortality rate was 22 percent lower among people in the low METs category than among those who did no exercise at all beyond the activities of daily living.
For people in the moderate METs category - which is equivalent to the recommended 150 minutes per week of moderate-to-vigorous exercise - there were 28 percent fewer deaths compared to those with no exercise.
People who expended at least 1,000 METs per week had a 35 percent lower mortality rate.
The link between exercise and mortality risk was especially strong for cardiovascular disease and less so for cancer, the researchers note.
Older women showed an even greater benefit from exercise than men, with their mortality risk decreasing by 32 percent compared to men’s 14 percent in the low-METs category. One reason could be that women underestimated their exercise level and men overestimated theirs, the authors write.
The researchers recommend 15 minutes per day of exercise based on these results, but Hupin said adults who couldn’t even meet that goal would benefit by merely moving around more on a consistent basis.
“Scientific evidence is now emerging to show that there may be health benefits from light physical activity and from replacing sedentary activities with light intensity activities, when the dose of (moderate-to-vigorous physical activity) is held constant,” Hupin said. “They must become less sedentary: cooking or working at a standing desk, rather than sitting.
“Age is not an excuse to do no exercise,” he said.
Thomas Buford, who directs the Health Promotion Center at the University of Florida in Gainesville, said that while the study offered great examples of exercise, such as walking briskly, bicycling and swimming or gymnastics, he agreed that even increasing exercise in small bouts would help.
“For each individual, they would have to be tailored depending on their physical abilities,” Buford said by email.
SOURCE: bit.ly/1HEXnpf British Journal of Sports Medicine, online August 3, 2015.
http://www.reuters.com/article/2015/08/21/us-health-elderly-fitness-mortality-idUSKCN0QQ1M620150821
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Acupuntura e o Idoso
O mundo está envelhecendo. Nas últimas décadas, a terceira idade é o grupo populacional que mais cresce nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mas o que significa envelhecer? Ficar mais velho não é apenas sentir o tempo passar; nem significa virar doente. Problemas de saúde podem aparecer, mas há soluções. Se tiverem hábitos saudáveis e procurarem se manter ativas física e intelectualmente poderão ter um envelhecimento saudável com boa qualidade de vida, minimizando as alterações próprias da idade e prevenindo doenças que incidem mais após os 60 anos.
O organismo do idoso tem menor capacidade de adaptação e demora mais tempo para recuperar-se que um organismo mais jovem. A incidência de várias doenças é maior nas pessoas com mais de 60 anos, e a presença de mais de uma doença é freqüente. O uso concomitante de vários medicamentos e a redução da função dos órgãos, em especial do fígado e dos rins, aumentam o risco de efeitos indesejáveis dos medicamentos e de intoxicações.
Essa é uma das razões porque a acupuntura potencialmente teria um papel importante no tratamento do idoso. Como ela praticamente não tem contra-indicação e tem efeitos benéficos na redução da dor, na ansiedade, no sono, nos sintomas de depressão leve entre outros, possibilitaria ao idoso reduzir a quantidade de medicação, diminuindo também os seus vários efeitos colaterais, como por exemplo a gastrite desencadeada pelos antiinflamatórios, proporcionando ainda uma melhor qualidade de vida.
A acupuntura é utilizada há milênios no tratamento de doenças. No idoso, especialmente no idoso frágil, o tratamento por acupuntura tem peculiaridades. Um dos principais preceitos de acupuntura recomenda aplicá-la conforme as condições da pessoa. Idosos frágeis e crianças devem ser agulhados com menor profundidade de inserção e por menos tempo. Estimulação excessiva pode cansar o paciente. A moxabustão, ou estimulação de pontos de acupuntura através de calor gerado pela queima de uma erva chamada artemísia, pode ser indicada para fortalecer o organismo. Não se recomenda o uso da acupuntura em certas situações extremas, como desidratação, hemorragia severas, nem em pessoas muito debilitadas, famintas ou que comeram recentemente, muito sedentas ou muito assustadas. O idoso pode responder mais lentamente ao tratamento.
A acupuntura hoje é reconhecida como especialidade médica. A medicina moderna tenta desvendar os mecanismos da acupuntura e comprovar cientificamente suas diversas aplicações no ser humano. Em 1997, o National Institute of Health (NIH), o principal instituto de saúde americano, realizou conferência de consenso sobre o uso e eficácia de acupuntura na prática médica reconhecendo sua utilidade como tratamento complementar no manejo de fibromialgia, epicondilite, osteoartrite, lombalgia, síndrome do túnel do carpo, reabilitação de AVC (acidente vascular cerebral), cefaléias, cólicas menstruais, asma, dor dental pós-operatória, náuseas e vômitos pós-operatórios e pós-quimioterapia. Outros problemas como tensão pré-menstrual, rinites, síndrome do cólon irritável, estresse, herpes zoster e neuralgia pós-herpética, hérnia de disco, obesidade e parar de fumar podem ser tratados conjuntamente com acupuntura.
Destacamos três áreas de atuação da acupuntura em geriatria: dor, reabilitação de AVC e terapia adjuvante em doenças diversas, como depressão leve, câncer e doenças respiratórias. Entretanto, sempre é bom ressaltar que é fundamental procurar o diagnóstico ou os diversos diagnósticos pela medicina ocidental e tratá-los devidamente para otimizar os resultados e não mascarar doenças severas.
O saudável, o frágil e doenças associadas
A população idosa é muito heterogênea. Há idosos ativos e produtivos aos 70-80 anos e idosos com a mesma idade totalmente dependentes para as atividades de vida diária. Além das alterações fisiológicas próprias da idade, é freqüente a ocorrência de mais de uma doença no indivíduo idoso. Diabetes não-insulino dependente, hipertensão arterial, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência coronariana, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência arterial periférica, acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson e demências, osteoartrite (OA) e osteoporose, depressão, catarata, glaucoma, surdez e câncer são algumas delas com prevalência acima dos 60 anos.
Podemos classificar os idosos em três grupos, conforme sua condição geral de saúde: idosos saudáveis (60 a 75% dos idosos), idosos doentes cronicamente (20 a 35%) e idosos frágeis (2 a 10%). Os idosos saudáveis têm doença crônica mínima ou não tem doença crônica, e são funcionalmente independentes. Os idosos cronicamente doentes têm muitas doenças não curáveis, geralmente são funcionalmente independentes ou minimamente dependentes, freqüentemente tomam vários medicamentos, e ocasionalmente são hospitalizados. Os idosos frágeis têm muitas doenças crônicas severas, são funcionalmente dependentes e perderam muito de sua reserva fisiológica.
A medicina tradicional chinesa e o envelhecimento bem sucedido
Há séculos a medicina tradicional chinesa (MTC) preocupa-se com o envelhecimento. Segundo o Nei Jing, principal tratado de MTC escrito há cerca de 2500 anos, o homem começa a envelhecer gradualmente a partir dos 40 anos. Para manter a saúde, é recomendado um modo de vida constante e regular com quantidades adequadas de trabalho e repouso, evitar excessos de qualquer espécie (de alimentos, álcool, trabalho, sexo), praticar exercícios adequados à constituição física do corpo, manter o espírito calmo e atitude positiva perante a vida, e estar atento e procurar adaptar-se às mudanças climáticas. Seguindo estes preceitos o indivíduo preveniria doenças, fortaleceria o organismo e poderia chegar até aos 100 anos. Estes preceitos milenares são válidos e atuais até hoje, e são a chave do envelhecimento bem sucedido.
A Dor nos idosos
Dor é uma das queixas mais comuns de idosos relatadas durante consultas médicas. Pacientes acima de 60 anos queixam-se duas vezes mais de dor que pacientes com menos de 60 anos. Estudos sugerem que 25-50% de idosos sofrem de dor crônica e que 45 a 80% de pacientes institucionalizados tem dor substancial, muitas vezes subtratada. A dor crônica pode comprometer a qualidade de vida do paciente e cursar com depressão, fadiga, diminuição de socialização, falta de apetite, distúrbios de sono, diminuição de ambulação, distúrbios de marcha e polifarmácia (uso de mais de um medicamento para atingir um objetivo terapêutico). O tratamento pode ser por vezes inadequado pela dor ser subestimada pelo médico, pelo receio do médico de induzir adição a analgésicos, e também ser complicado por efeitos colaterais de medicamentos em pacientes mais suscetíveis e por interações medicamentosas inadvertidas.
No idoso são freqüentes as dores articulares, as dores musculares, muitas vezes associadas à osteoartrite, as neuropatias periféricas, as dores por câncer, as coronariopatias, bem como dores isquêmicas por doença vascular periférica e cãibras em membros inferiores. Patologias típicas da terceira idade, como arterite temporal e polimialgia reumática devem ser lembradas na investigação de cefaléias e de dores difusas pelo corpo, respectivamente.
Freqüentemente o idoso tem mais de uma queixa dolorosa. Pesquisa com 58 idosos candidatos ao Grupo de Atendimento Multidisciplinar ao Idoso Ambulatorial (Gamia) do Hospital das Clínicas/ FMUSP revelou que 46 (79,3%) candidatos referiam dor, dos quais 16 (34,7%) referiam dor em uma localização, 17 (36,9%) duas dores e 13 (28,4%) três ou mais queixas dolorosas.
O tratamento da dor tem como objetivos clínicos: tratar especificamente sua causa, reduzir a dor, melhorar a capacidade funcional, o sono, o humor e a socialização do paciente. Na seleção dos tratamentos é de suma importância considerar a causa e o mecanismo fisiopatológico envolvido, o estado funcional e emocional do paciente, suas condições clínicas e doenças associadas, e o tratamento em si. No caso de tratamento medicamentoso, considerar a farmacologia da droga a ser usada.
Naqueles casos em que a causa da dor não é remediável ou é parcialmente tratável, freqüentemente está indicado abordagem multidisciplinar. Estratégias farmacológicas e não farmacológicas combinadas geralmente resultam em melhor controle da dor com doses menores de medicamentos e menos efeitos colaterais. A acupuntura é extremamente útil neste contexto. Diversos estudos mostram sua utilidade no tratamento de pacientes idosos com OA e dor no joelho, lombalgia, artrose de articulação coxo-femoral, síndrome dolorosa miofascial cervical, dorsal e do ombro. Pacientes portadores de neuropatias diabética, do trigêmeo e pós-herpética também podem se beneficiar do tratamento com acupuntura. Os resultados mostram redução na intensidade e freqüência da dor, melhora na qualidade de vida, no sono, e diminuição na quantidade de medicamentos utilizados.
Doenças comuns na Geriatria podem ser tratadas pela Acupuntura
O acidente vascular cerebral (AVC), muitas vezes erroneamente chamado de derrame cerebral, é uma causa comum de incapacidade no idoso. O AVC pode ser de originário da diminuição do fluxo sangüíneo (isquemia) ou hemorrágica.
A Organização Mundial de Saúde considera desde 1979 a paresia (diminuição de força) pós AVC uma condição clínica possível de tratamento por acupuntura. A acupuntura mostrou-se efetiva na redução de severidade da paresia, dependendo da localização e da extensão do AVC. A acupuntura pode ser benéfica tanto para os casos agudos como crônicos de AVCs, especialmente se associada com fisioterapia. Melhores resultados são observados quando a acupuntura é instituída dentro de 24 a 36 horas após o episódio do acidente isquêmico. Nos casos de acidente hemorrágico, é recomendado esperar até que o sangramento tenha sido controlado e o quadro estabilizado, em geral após duas a três semanas.
O tratamento consiste em pelo menos 3 sessões semanais nos casos agudos e 2 vezes por semana nos casos crônicos, num total de 20 a 40 tratamentos, durante mais ou menos 2 meses. Pode ser potencializado com estimulação elétrica. A técnica de acupuntura escalpeana, ou agulhamento do couro cabeludo, também é utilizada no tratamento de AVC com bons resultados.
A depressão é uma doença freqüente no idoso. O quadro clínico caracteriza-se por ansiedade, expressa por medo intenso sem que haja uma causa objetiva, perda de interesse ou prazer nas atividades habituais e passatempos, irritabilidade, tristeza, cansaço ou fadiga, perda de energia, diminuição da auto-estima, falta de esperança, idéias de culpa, indecisão, queixas somáticas, pensamento lento, diminuição da atenção e da memória, alterações do sono, do apetite, diminuição do interesse sexual e, nos casos graves, pensamentos recidivantes de morte e suicídio. O diagnóstico da depressão é difícil na maioria das vezes, pois nem sempre se apresenta de maneira clara. A depressão pode ser secundária a outras doenças, como hipotireoidismo, câncer e demência, além de efeito colateral de certos medicamentos.
O tratamento da depressão envolve psicoterapia e tratamento medicamentoso. A maioria dos antidepressivos provoca efeitos colaterais como tonturas, sonolência, prisão de ventre, excitação emocional, variações do apetite, secura na boca, taquicardia, alteração do sono, retenção urinária e até dependência física ou psíquica, entre outros. No idoso, a diminuição das funções fisiológicas inerente ao envelhecimento associada à presença de várias doenças simultâneas e seus tratamentos específicos aumenta a chance de interações medicamentosas e de efeitos colaterais. Mesmo assim, os medicamentos são o tratamento mais eficaz.
A acupuntura, quando associada à terapia medicamentosa e ou apoio psicológico, pode apresentar efeitos benéficos adicionais na redução de sintomas da depressão leve e da ansiedade, como abreviar o tempo de melhora de sintomas depressivos, já que os antidepressivos demoram duas a quatro semanas para aliviar a depressão. Nos casos leves pode diminuir o uso de drogas e conseqüentemente diminuir as complicações advindas dos medicamentos. A duração e a freqüência do tratamento variam conforme a gravidade e características do indivíduo. Estudo alemão recente com 43 pacientes com depressão menor e 13 pacientes com ansiedade generalizada demonstrou melhora de 60,7% e 85,7%, respectivamente, após pelo menos 10 aplicações.
Pacientes com câncer ou com sintomas secundários à radio ou quimioterapia podem beneficiar-se da associação da acupuntura ao tratamento do câncer no alívio destes sintomas. Entre agosto de 1999 e maio de 2000, 123 pacientes receberam acupuntura em centro oncológico americano. As principais indicações de acupuntura foram dor (53%), xerostomia – boca seca- (32%), ondas de calor (6%) e náuseas ou perda de apetite (6%). Não houve efeitos colaterais e 60% dos pacientes tiveram melhora de pelo menos 30% na intensidade dos sintomas. Outros estudos mostraram bons resultados no tratamento de xerostomia.
A asma e bronquite crônica também podem ser tratadas em associação com acupuntura. Estudos preliminares demonstraram benefício adicional da acupuntura em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), inclusive nos pacientes com dispnéia severa, ensejando futuros estudos. A acupuntura também pode ser utilizada no tratamento de disfunção sexual masculina e de incontinência urinária.
Autores: Dr. João Carlos Pereira Gomes, Dra. Célia Y. Portiolli Faelli, Dr. Hong Jin Pai
Documentário Envelhescência - Um Novo Olhar sobre o Envelhecimento
Envelhescência é um documentário que conta a história de cinco paulistas e um catarinense que se reinventam após completarem 60 anos de vida.
Aprender a surfar, virar maratonista, fazer uma nova tatuagem… Estes podem ser planos para depois dos 60 anos sim! O mundo mudou, mude sua forma de pensar e de viver, sua maturidade tem muito a acrescentar a todos à sua volta e ao seu prazer! Encontre-se na envelhescência!
LANÇAMENTO NO CINEMA
Venha conferir o documentário Envelhescência! As histórias dos simpáticos personagens têm como pano de fundo o altruísmo e a alegria de viver e conviver descartando a reclusão comumente imposta pelo avanço da idade. A premier será no Centro Cultural Banco do Brasil – SP, que cedeu o seu cinema para a sua primeira série de exibições públicas: 17/06 às 19h; nos dias 18/06 e 19/06, às 13h e 15h; dias 20/06 e 21/06, às 13h; e no dia 22/06, às 13h e 15h.
O trailer já postado aqui no blog: http://biafisio.blogspot.com.br/2015/04/envelhescencia-video-trailer.html
Aprender a surfar, virar maratonista, fazer uma nova tatuagem… Estes podem ser planos para depois dos 60 anos sim! O mundo mudou, mude sua forma de pensar e de viver, sua maturidade tem muito a acrescentar a todos à sua volta e ao seu prazer! Encontre-se na envelhescência!
LANÇAMENTO NO CINEMA
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O trailer já postado aqui no blog: http://biafisio.blogspot.com.br/2015/04/envelhescencia-video-trailer.html
quarta-feira, 3 de junho de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
Envelhescência - video trailer documentário
Um novo ensaio sobre o envelhecimento!
Como encara a sua velhice? Como você pensou que seria envelhecer? 6 histórias de vida que inspiram uma nova leitura sobre a terceira idade. Conheça o emocionante filme Envelhescência que vai ser lançado em breve.
terça-feira, 3 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
E você, está se preparando para a velhice ou vai se deixar surpreender? - Palestra com Dr. Alexandre Kalache - Café Filosófico CPFL
Café Filosófico CPFL - gravado em Março de 2014.
Existe hoje um novo marco politico do envelhecimento ativo. estamos preparados individualmente e socialmente para a velhice?
Segundo o médico Alexandre Kalache, a velhice pode ser maravilhosa, uma vez que já não temos mais as pressões de construir uma carreira, criar filhos, dar conta de mil tarefas e demandas… Desde que você tenha boa saúde, renda suficiente, conhecimentos, apoio familiar e amigos, o tal do capital social.
Mas pode também ser uma etapa da vida com solidão, sofrimento, inseguranças. portanto, é fundamental se sentir protegido e amparado. mas no brasil a prevenção deixa a desejar.
Segundo Kalache, é necessário o desenvolvimento de uma cultura do cuidado, pois estamos sofrendo uma “síndrome da insuficiência familiar” e precisamos melhorar nossas relações intergeracionais.
Existe hoje um novo marco politico do envelhecimento ativo. estamos preparados individualmente e socialmente para a velhice?
Segundo o médico Alexandre Kalache, a velhice pode ser maravilhosa, uma vez que já não temos mais as pressões de construir uma carreira, criar filhos, dar conta de mil tarefas e demandas… Desde que você tenha boa saúde, renda suficiente, conhecimentos, apoio familiar e amigos, o tal do capital social.
Mas pode também ser uma etapa da vida com solidão, sofrimento, inseguranças. portanto, é fundamental se sentir protegido e amparado. mas no brasil a prevenção deixa a desejar.
Segundo Kalache, é necessário o desenvolvimento de uma cultura do cuidado, pois estamos sofrendo uma “síndrome da insuficiência familiar” e precisamos melhorar nossas relações intergeracionais.
Pesquisa contribui para índices menores de fragilidade na velhice
Quanto menor o nível educacional, pior é o desenvolvimento cognitivo e o estado físico do indivíduo. E quanto maior a reserva neurológica – obtida por meio leitura, jogos e até mesmo palavras cruzadas, que ajudam a aumentar a atividade cerebral e a formar conexões neuronais – menor é a chance de demência. Este é o resultado das primeiras fases do projeto Fragilidade em Idosos Brasileiros (Fibra), realizado no Rio de Janeiro, e coordenado por Roberto Alves Lourenço, da FAPERJ.
Países em desenvolvimento, como o Brasil, estão vendo crescer a expectativa de vida de sua população, que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu de 71,9 para 74,9 anos entre 2003 e 2013. “Estamos vivendo um processo de envelhecimento populacional importante, que tem sido muito acelerado no País”, afirma Roberto Alves Lourenço, geriatra e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Mas se, por um lado, a população vive mais, por outro, esse processo faz aumentar a incidência das doenças associadas ao envelhecimento. Observando isso, o projeto Fragilidade em Idosos Brasileiros (Fibra), realizado em todo o território nacional e coordenado por Lourenço no Rio de Janeiro, procura analisar como anda a saúde dos idosos fluminenses. Para isso, ele contou com subsídios do programa de Apoio a Projetos de Extensão e Pesquisa (ExtPesq), da FAPERJ.
“Envelhecer significa perder reserva funcional, massa muscular e agilidade. O envelhecimento começa aos 40 anos e geralmente por volta dos 65 anos, essa perda de reserva já percorreu um caminho importante”, explica. Por isso mesmo, o Fibra promove avaliações clínicas para que se consiga perceber os quadros de fragilidade antes mesmo que eles se manifestem. Para isso, o Fibra, que está sendo desenvolvido no Serviço de Geriatria Professor Mario A. Sayeg, da Policlínica Piquet Carneiro, da Uerj, analisa três fatores relacionados ao envelhecimento: prevalência da fragilidade e dos seus fatores associados; prevalência da demência e de seus fatores associados; e prevalência da perda de massa muscular e de seus fatores associados.
No Rio de Janeiro, foram avaliados pelo projeto 847 voluntários, acima de 65 anos, residentes da Zona Norte, escolhidos aleatoriamente pela equipe. Na primeira fase da pesquisa, realizada em 2009, os médicos visitaram cada um dos selecionados e os submeteram a um questionário para avaliar-lhes a aptidão mental e a alguns testes físicos, como o de velocidade de marcha.
“Nesse teste, o idoso teria que caminhar 4,6 metros, com o tempo cronometrado. Assim como o teste de força de pressão manual, em que se mede a força do indivíduo num aparelho chamado dinamômetro, a média de velocidade alcançada pode servir como indicador de importantes desfechos de saúde para o indivíduo”, explica Lourenço. E acrescenta: “Da mesma forma, quanto mais lenta e mais fraca a pressão manual, maiores são as chances de cair, de ser internado, e maiores os índices de mortalidade.”
De acordo com o resultado dos testes, o pesquisador e sua equipe indicaram aos idosos mais frágeis uma dieta rica em proteínas e aminoácidos e exercícios físicos para o fortalecimento muscular. “Nunca é tarde para a prática de exercícios; na velhice, eles são imprescindíveis para a saúde.” Nessa primeira fase, também foi avaliada a funcionalidade, ou seja, a capacidade de o idoso se alimentar sozinho, se locomover e realizar atividades corriqueiras no dia a dia.
O resultado dessa primeira fase indicou que o índice de prevalência de fragilidade física entre o grupo estudado foi de 9,2% e que esse índice está associado à escolaridade; quanto menor o nível educacional, pior é o desenvolvimento cognitivo e o estado físico do indivíduo. “Isso acontece porque esse baixo nível educacional geralmente está associado a piores condições socioeconômicas, a piores condições de moradia, de trabalho, de alimentação e à falta de tempo para a prática de exercícios físicos.”
A segunda fase do teste, realizada em 2011 na mesma clínica da Uerj, analisou a prevalência de demência no grupo selecionado. Testes cognitivos complexos, avaliados por neuropsicólogos e geriatras, analisaram o estado mental dos voluntários. No resultado, 16,9% dos idosos mais velhos e com menor escolaridade apresentaram pior desempenho. “Uma das hipóteses é que quanto maior a reserva neurológica – obtida por meio de estímulos culturais, como leitura, jogos e até mesmo palavras cruzadas, que ajudam a aumentar a atividade cerebral e a formar conexões neuronais – menor é a chance de demência. A interação social também ajuda muito”, acrescenta o pesquisador.
Os resultados da terceira fase do teste, para avaliação de perda de massa muscular, realizada em 2014, serão divulgados em meados de 2015, em dissertações de mestrado, teses de doutorado e em artigos de importantes revistas científicas, nacionais e internacionais. “Esperamos que o conhecimento proporcionado pelos resultados de nosso projeto de alguma forma contribua para que o aumento da expectativa de vida seja acompanhado de qualidade de vida, com índices de fragilidade cada vez menores”, finaliza Lourenço.
Fonte: FAPERJ: http://www.faperj.br/?id=2856.2.9
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Gerontofobia - você conhece?
O medo de envelhecer pode ser um problema. Entenda a gerontofobia
O envelhecimento faz parte do desenvolvimento do ser humano. Porém, para algumas pessoas, estar perto de idosos ou identificar em si mesmo marcas de que o tempo está passando –como rugas– pode ser assustador. A gerontofobia caracteriza a rejeição à velhice e, consequentemente, aos que que estão passando por ela.
De acordo com Marcelo Betinardi, psiquiatra do Instituto Abuchaim, em Porto Alegre (RS), os motivos que levam a essa recusa variam muito, já que dependem das experiências do indivíduo com a velhice e de como o idoso é tratado por quem está a sua volta ao longo dos anos.
“Um dos temores do ser humano é a morte, e a velhice é um prenúncio dela. Ao ver esse estágio da vida se aproximar, a pessoa percebe que há finitude e começa a negá-la, tentando não deixar que isso aconteça com ela, seja com exercícios físicos ou cirurgias plásticas, por exemplo”, diz.
Ainda, sem registro no CID-10 (Classificação Internacional das Doenças), a gerontofobia não é considerada diagnóstico. No entanto, é possível percebê-la na conduta do indivíduo.
“Chamamos de fobia porque é um medo excessivo e desproporcional ao risco oferecido por tal coisa. No caso, o envelhecimento. Pessoas que discriminam idosos, que estão preocupadas demais com a aparência, adultos que se comportam como jovens são exemplos. É claro que não podemos generalizar, pois um conjunto de fatores é que vai determinar se o que você tem é gerontofobia ou não”, explica Dinah Akerman, psiquiatra pela USP (Universidade de São Paulo).
A psicanalista e membro da SBPRJ (Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro) Maria Cristina Amendoeira cita o romance “O Retrato de Dorian Gray” (1890), de Oscar Wilde, para explicar esse temor: na história, um retrato do protagonista “envelhece”, enquanto o próprio Dorian Gray se mantém jovem.
“Não existe uma idade para despertar esse sentimento, que é inconsciente. Mas, a partir de certos momentos, quando começamos a perder pessoas próximas ou mesmo quando vemos nossos pais envelhecerem, e isso significa o nosso próprio envelhecimento, nos deparamos com o fim da ilusão de que a vida é eterna. Muitas pessoas não sabem lidar com as mudanças que cada fase traz, começam a pensar de forma fixa em como será a sua velhice, e é aí que está o problema”, fala.
A psicoterapeuta Maura de Albanesi diz que, apesar de não existir uma idade certa para a fobia se manifestar, alguns acontecimentos podem influenciar.
“Não é regra, claro, mas mulheres que estão perto dos 30 anos e ainda não casaram ou tiveram filhos começam a se achar velhas. Já para os homens, esse sentimento vem pelo lado profissional, quando não conseguem o status desejado. O que as pessoas precisam entender é que o que conta é o estado de espírito de cada um. Precisamos nos sentir ativos, sempre com algo a oferecer e compartilhar, seja com 30, 60 ou 90 anos”.
Assim como a maioria dos traumas e doenças psicológicas, o medo de envelhecer também só é caracterizado como um problema quando existe prejuízo psicossocial progressivo. Ou seja, quando a preocupação em ficar velho atrapalha a vida e prejudica o indivíduo.
Segundo os especialistas, o estigma ligado às pessoas mais velhas está diretamente relacionado à gerontofobia. “Basta observar como os idosos são tratados nas diversas partes do mundo. No oriente ou em tribos indígenas, por exemplo, são sábios; já no ocidente, são vistos como pessoas que dão trabalho, lentas…Isso tudo gera recusa porque ninguém que passar por isso”, diz Betinardi.
Diante de um cenário de medo de chegar à terceira idade, é preciso observar que, além de ser uma etapa do ciclo da vida, entrar na velhice traz mudanças, assim como qualquer outra passagem, como, por exemplo, da infância para adolescência, e assim por diante.
“A primeira vantagem que devemos perceber é que se chegamos à velhice, é porque estamos vivos. Todos os momentos de passagem têm coisas boas e ruins. O envelhecimento traz questões para serem vividas, afinal, você, muitas vezes, abre mão de espaço no trabalho para pessoas mais jovens, aprende a valorizar outros aspectos mais nobres do dia a dia e a cultivar mais as relações afetivas. E tudo isso só traz qualidade de vida”, fala Maria Cristina. “É preciso saber envelhecer”, completa.
Não deixe esse medo chegar
A psicóloga do Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), Lara Souza, aconselha a não pular fases da vida. Com isso, você evita a angústia de sentir saudade de algo que não viveu.
“Se você não vive plenamente cada momento, pode querer retornar e desenvolver um medo por não conseguir, afinal, aquele tempo já passou”, afirma.
Para tratar a gerontofobia, não existe remédio. A terapia ajuda, mas existem ações práticas para entender e ver esse temor longe de você.
“Envelhecer não significa adoecer. Desde cedo, é preciso colocar crianças e jovens em convívio com as outras idades para perceberem que é uma coisa natural. Muitos jovens vivem como se nunca fossem ficar velhos. Essa convivência com as outras gerações também mantém o idoso ligado aos acontecimentos atuais e faz parte de um envelhecimento sadio”, explica Maria Cristina.
Fonte: Coisa de Velho
O envelhecimento faz parte do desenvolvimento do ser humano. Porém, para algumas pessoas, estar perto de idosos ou identificar em si mesmo marcas de que o tempo está passando –como rugas– pode ser assustador. A gerontofobia caracteriza a rejeição à velhice e, consequentemente, aos que que estão passando por ela.
De acordo com Marcelo Betinardi, psiquiatra do Instituto Abuchaim, em Porto Alegre (RS), os motivos que levam a essa recusa variam muito, já que dependem das experiências do indivíduo com a velhice e de como o idoso é tratado por quem está a sua volta ao longo dos anos.
“Um dos temores do ser humano é a morte, e a velhice é um prenúncio dela. Ao ver esse estágio da vida se aproximar, a pessoa percebe que há finitude e começa a negá-la, tentando não deixar que isso aconteça com ela, seja com exercícios físicos ou cirurgias plásticas, por exemplo”, diz.
Ainda, sem registro no CID-10 (Classificação Internacional das Doenças), a gerontofobia não é considerada diagnóstico. No entanto, é possível percebê-la na conduta do indivíduo.
“Chamamos de fobia porque é um medo excessivo e desproporcional ao risco oferecido por tal coisa. No caso, o envelhecimento. Pessoas que discriminam idosos, que estão preocupadas demais com a aparência, adultos que se comportam como jovens são exemplos. É claro que não podemos generalizar, pois um conjunto de fatores é que vai determinar se o que você tem é gerontofobia ou não”, explica Dinah Akerman, psiquiatra pela USP (Universidade de São Paulo).
A psicanalista e membro da SBPRJ (Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro) Maria Cristina Amendoeira cita o romance “O Retrato de Dorian Gray” (1890), de Oscar Wilde, para explicar esse temor: na história, um retrato do protagonista “envelhece”, enquanto o próprio Dorian Gray se mantém jovem.
“Não existe uma idade para despertar esse sentimento, que é inconsciente. Mas, a partir de certos momentos, quando começamos a perder pessoas próximas ou mesmo quando vemos nossos pais envelhecerem, e isso significa o nosso próprio envelhecimento, nos deparamos com o fim da ilusão de que a vida é eterna. Muitas pessoas não sabem lidar com as mudanças que cada fase traz, começam a pensar de forma fixa em como será a sua velhice, e é aí que está o problema”, fala.
A psicoterapeuta Maura de Albanesi diz que, apesar de não existir uma idade certa para a fobia se manifestar, alguns acontecimentos podem influenciar.
“Não é regra, claro, mas mulheres que estão perto dos 30 anos e ainda não casaram ou tiveram filhos começam a se achar velhas. Já para os homens, esse sentimento vem pelo lado profissional, quando não conseguem o status desejado. O que as pessoas precisam entender é que o que conta é o estado de espírito de cada um. Precisamos nos sentir ativos, sempre com algo a oferecer e compartilhar, seja com 30, 60 ou 90 anos”.
Assim como a maioria dos traumas e doenças psicológicas, o medo de envelhecer também só é caracterizado como um problema quando existe prejuízo psicossocial progressivo. Ou seja, quando a preocupação em ficar velho atrapalha a vida e prejudica o indivíduo.
Segundo os especialistas, o estigma ligado às pessoas mais velhas está diretamente relacionado à gerontofobia. “Basta observar como os idosos são tratados nas diversas partes do mundo. No oriente ou em tribos indígenas, por exemplo, são sábios; já no ocidente, são vistos como pessoas que dão trabalho, lentas…Isso tudo gera recusa porque ninguém que passar por isso”, diz Betinardi.
Diante de um cenário de medo de chegar à terceira idade, é preciso observar que, além de ser uma etapa do ciclo da vida, entrar na velhice traz mudanças, assim como qualquer outra passagem, como, por exemplo, da infância para adolescência, e assim por diante.
“A primeira vantagem que devemos perceber é que se chegamos à velhice, é porque estamos vivos. Todos os momentos de passagem têm coisas boas e ruins. O envelhecimento traz questões para serem vividas, afinal, você, muitas vezes, abre mão de espaço no trabalho para pessoas mais jovens, aprende a valorizar outros aspectos mais nobres do dia a dia e a cultivar mais as relações afetivas. E tudo isso só traz qualidade de vida”, fala Maria Cristina. “É preciso saber envelhecer”, completa.
Não deixe esse medo chegar
A psicóloga do Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), Lara Souza, aconselha a não pular fases da vida. Com isso, você evita a angústia de sentir saudade de algo que não viveu.
“Se você não vive plenamente cada momento, pode querer retornar e desenvolver um medo por não conseguir, afinal, aquele tempo já passou”, afirma.
Para tratar a gerontofobia, não existe remédio. A terapia ajuda, mas existem ações práticas para entender e ver esse temor longe de você.
“Envelhecer não significa adoecer. Desde cedo, é preciso colocar crianças e jovens em convívio com as outras idades para perceberem que é uma coisa natural. Muitos jovens vivem como se nunca fossem ficar velhos. Essa convivência com as outras gerações também mantém o idoso ligado aos acontecimentos atuais e faz parte de um envelhecimento sadio”, explica Maria Cristina.
Fonte: Coisa de Velho
sábado, 8 de novembro de 2014
Avaliação das Funções Cognitivas, Qualidade de Sono, Tempo de reação e Risco de quedas em Idosos Institucionalizados - artigo
Artigo - Avaliação das Funções Cognitivas, Qualidade de Sono, Tempo de reação e Risco de quedas em Idosos Institucionalizados
Revista: Estudos Interdisciplinares dobre o Envelhecimento
http://seer.ufrgs.br/index.php/RevEnvelhecer/article/view/26009/31003
Só 30% dos idosos com mais de 80 anos envelhecem bem em São Paulo - matéria da Folha
Estudo inédito feito pela USP mostra que só 30% dos idosos com mais de 80 anos envelhecem bem em São Paulo.
A pesquisa avaliou 363 idosos de várias regiões do município, acompanhado no SABE (Projeto Saúde, Bem Estar e Envelhecimento). A amostra representa a população octogenária da cidade, população esta que mais cresce entre os idosos.
Matéria completa:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/10/1527138-so-30-dos-idosos-com-mais-de-80-anos-envelhecem-bem-em-sao-paulo.shtml
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Envelhecendo na percepção das pessoas longevas ativas e inativas fisicamente - artigo
Artigo: Envelhecendo na percepção das pessoas longevas ativas e inativas fisicamente
Revista Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento UFRGS - V. 19, N. 1 (2014)
Disponível para download no link abaixo
http://seer.ufrgs.br/index.php/RevEnvelhecer/article/view/40524/31006
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Envelhecimento populacional no Brasil: uma realidade nova - Artigo
Artigo: Envelhecimento populacional no Brasil: uma realidade nova - Alexandre Kalache
Para acessar e fazer download acesse o link abaixo:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X1987000300001&script=sci_arttext
Para acessar e fazer download acesse o link abaixo:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X1987000300001&script=sci_arttext
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
15º CURSO DE CUIDADORES - CRI NORTE ( De 03/09/2014 à 08/10/2014)
Em 2011 o CRI Norte iniciou ações voltadas aos cuidadores informais. Dentre as ações desenvolvidas no Programa de Cuidadores é realizado o Curso de Orientação aos Cuidadores Informais; um curso com grande procura e que já capacitou 741 participantes, entre eles, cuidadores informais, profissionais de saúde e demais interessados no assunto.
Nos meses de setembro e outubro o CRI Norte promoverá a 15ª edição do Curso de Orientação aos Cuidadores Informais, com objetivo de atender as principais demandas apresentadas, a de informar e orientar o cuidador da pessoa idosa sobre o processo de envelhecimento e os cuidados desenvolvidos no domicílio; prevenir a sobrecarga e o impacto dos cuidados prestados; preservar o autocuidado do cuidador.
O curso é coordenado pelo Serviço Social e as palestras são ministradas pela equipe multiprofissional, com a abordagem de temas relevantes como: Aspectos sociais do envelhecimento, como lidar com as dificuldades de comunicação e engasgo, finitude, cuidados com os pés da pessoa idosa, doenças mais comuns na velhice, saúde bucal, entre outros.
PROGRAMAÇÃO
03/09/2014
8:30 às 10:15 horas - Introdução do Curso / Aspectos Sociais do Envelhecimento
Vanessa de Oliveira Santos – Assistente Social
10:30 às 12:00 horas - Doenças mais comuns na Velhice
Anna Carolina Augusto Peres da Silva – Geriatra
10/09/2014
9:00 às 10:15 horas – Como lidar com as dificuldades de comunicação e engasgo
Daniela Horikawa – Fonoaudióloga
10:30 às 12:00 horas - Alimentação Saudável para idosos dependentes
Amabile G. Bezerra - Nutricionista
17/09/2014
9:00 às 10:15 horas - Cuidar com qualidade e o planejamento do cuidado
Cuidados específicos para idosos com demências
Manoela Pires Couto – Enfermeira
24/09/2014
8:00 às 9:00 horas - Como prevenir Quedas e Como transferir o idoso no domicílio
Claudia de Oliveira Raizaro – Fisioterapeuta
9:00 às 10:15 horas - Como lidar com as alterações de comportamento
Estratégias para estimular a memória / A Importância da Independência
Mariana G. Della Pietra - Terapeuta Ocupacional
10:30 às 12:00 horas - Cuidados especiais com a Saúde Bucal
Isabel Tiete Matos – Cirurgiã Dentista
01/10/2014
9:00 às 10:15 horas - Finitude
Natália Moraes – Psicóloga
10:30 às 11:45 horas – Envelhecimento, atividade física e qualidade de vida
Danilo Damásio dos Santos – Educador Físico
08/10/2014
9:00 às 10:15 horas – Espiritualidade e o Cuidador
Ana Paula Maeda – Nutricionista
10:30 às 12:00 horas – Escutas Criativas para um Cuidador Integrativo
Paulo Betencourt – Musicoterapeuta
12:00 Encerramento
Local: Auditório Dr.Luiz Roberto Barradas Barata – CRI NORTE
Entrada de pedestres: Rua Voluntários da Pátria, 4301 ou Rua Augusto Tolle, 978 - Santana
Entrada de veículo: Rua César Zama, 01 (somente para embarque e desembarque)
Vagas Gratuitas e limitadas - Inscrições de 01/08/2014 à 30/08/2014
Informações: 11 2972-9271
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Dica de Livro: Cuidados de Longa Duração para a População Idosa: um novo risco social a ser assumido? Ana Amélia Camarano em PDF
Neste livro, Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), afirma que a demanda por cuidados está aumentando e a capacidade da família brasileira de cuidar de seus membros idosos está se reduzindo. Informa que o Estado brasileiro avançou no que diz respeito à garantia de uma renda familiar mínima para a população idosa, mas a provisão de serviços de saúde e de cuidados formais ainda é uma questão não equacionada. Fala sobre os tipos de cuidado, entre eles, o de longa duração, o informal, o formal e o institucional. Cuidado de longa duração é todo tipo de atenção prestada por longo tempo à pessoa com doença crônica ou deficiência que não pode cuidar de si mesma. Cuidado informal predomina em todo o mundo, e, geralmente, é prestado por cônjuges e/ou filhos. O cuidado formal é oferecido pelo Estado ou pelo setor privado. E o cuidado institucional refere-se a residências institucionais e, frequentemente, é utilizado como último recurso quando ocorre perda de capacidade mental e funcional do idoso. Cita as políticas de renda e saúde, que devem levar em consideração todo o ciclo de vida - promoção da saúde e acesso universal aos serviços de saúde durante toda a vida -, além da organização do Programa de Saúde da Família (PSF), com ampliação da cobertura e da equipe, especialmente no que diz respeito a profissionais qualificados para atividades de reabilitação. Com relação à renda, conclui que é necessário garantir o acesso dos idosos aos benefícios da seguridade social.
Arquivo disponível para leitura e/ou download no link abaixo.
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/pessoaidosa/livro_cuidados_prolongados_ipea.pdf
quarta-feira, 9 de julho de 2014
ENAGE 2014 - CRI NORTE - De 11 A 15 de agosto de 2014
O Centro de Referência do Idoso da Zona Norte - CRI Norte, comprometido em disseminar os conhecimentos na área de Geriatria e Gerontologia e com isso contribuir com a educação continuada de profissionais e estudantes que atuam nos serviços da Rede de Assistência à Saúde, realizará de 11 a 15 de agosto, o ENAGE – Envelhecimento Ativo do CRI Norte.
Na 9ª edição do evento, com o tema Serviços de saúde para idosos: gerenciamento, promoção e linhas de cuidado, propomos uma reflexão sobre a importância de uma gestão qualificada para a atuação interdisciplinar na promoção de ações inovadoras no cuidado ao idoso.
O evento científico, que já faz parte do calendário gerontológico e é referência para os profissionais que atuam na área da saúde do estado de São Paulo, contemplará em sua programação encontros que tratarão de temas específicos em saúde pública:
11/08 - Gestão de Serviços de Saúde;
12/08 - Encontro de Assistentes Sociais;
13/08 - Jornada Odontológica e
14 e 15/08 - Simpósio de Geriatria e Gerontologia.
Na programação do evento, além da abordagem de especialistas sobre as atualizações e inovações no tratamento de doenças abordando linhas de cuidado para o idoso, propomos um diálogo sobre gestão de serviços de saúde que abordará temas relevantes como a gestão de pessoas e o modelo de gestão proposto pelas Organizações Sociais de Saúde.
Será uma satisfação tê-lo conosco nesse momento de troca de experiências.
http://www.crinorte.org.br/enage-2014/
PROGRAMAÇÃO ENAGE 2014 - DE 11 A 15 DE AGOSTO
GESTÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE
Dia: 11 de agosto de 2014 (segunda-feira)
Horário: 08h30 às 17h
08h30 às 09h – Credenciamento
09h às 10h30 – Tema da mesa: A importância da gestão de pessoas nos serviços de saúde.
9h às 10h: Gestão de pessoas
Palestrante: José Luiz Bichuetti
10h às 10h30: Perguntas
10h30 às 11h – Coffee
11h às 12h30 – Tema da mesa: O papel das OSS na gestão dos serviços de saúde
11h às 12h: Gestão por Organização Social de Saúde
Palestrante: Silvio Possa
12h às 12h30: Perguntas
12h30 às 14h – Almoço ou Simpósio Satélite
14h às 15h30 – Tema da mesa: As dificuldades do uso da tecnologia nos Serviços de Saúde
14h às 15h: O uso da tecnologia nos serviços de saúde
Palestrante: Chao Lung Wen
15h às 15h30: Perguntas
15h30 às 16h – Coffee
16h às 17h – Tema da mesa: O Faturamento no sistema de saúde público
16h às 16h40: Dúvidas e erros no faturamento SUS
Palestrante: Newton Cesar Ribeiro
16h40 às 17h: Perguntas
ENCONTRO DE ASSISTENTES SOCIAIS
Dia: 12 de agosto de 2014 (terça-feira)
Horário: 08h30 às 17h
08h30 às 09h – Credenciamento
09h às 10h30 – Desafios Sociais – Um olhar ao envelhecimento
9h às 9h30: Idoso que mora só
Palestrante: Naira de Fátima Dutra Lemos
9h30 às 10h: Reunião de família: quando e porque realizar?
Palestrante: Letícia Andrade
10h00 às 10h30: Perguntas
10h30 às 11h – Coffee
11h às 12h30 – Previdência Social no Brasil
11h às 12h: Longevidade e previdência: cenário do idoso no Brasil
12h às 12h30: Perguntas
12h30 às 14h – Almoço ou Simpósio Satélite
14h às 15h30 – Participação social
14h às 14h30: Seguridade Social no Brasil
Palestrante: Maria Carmelita Yazbek
14h30 às 15h: Oficina: Orientações sobre os benefícios previdenciários
15h às 15h30: Perguntas
15h30 às 16h – Coffee
16h às 17h – Atuação do Assistente Social
16h às 16h40: Serviço Social e a consolidação de direitos: desafios contemporâneos
Palestrante: Maria Lucia Martinelli
16h40 às 17h: Perguntas
JORNADA ODONTOLÓGICA
Dia: 13 de agosto de 2014 (quarta-feira)
Horário: 08h30 às 17h
08h30 às 09h – Credenciamento
9h às 9h50: Estomatologia
Palestrante: Wagner Seroli
09h50 às 10h40: Soluções protéticas sobre implantes para uma melhor eficiência mastigatória”
Palestrante: Renato de Paiva Mandetta
10h40 às 11h: Perguntas
11h às 11h30 – Coffee
11h30 às 12h30: Terapêutica medicamentosa em Odontologia
Palestrante: Luis Figueira
12h30 às 12h45 Perguntas
12h45 às 14h – Almoço
14h às 15h30 – Dor Orofacial
Palestrante: José T. T. Siqueira
15:30h às 16h: Perguntas
SIMPÓSIO DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA
Dia: 14 de agosto de 2014 (quinta-feira)
Horário: 08h30 às 17h
08h30 às 09h – Credenciamento
09h às 10h30 – Tema da mesa: O idoso frágil: como tratar?
9h às 9h30: Abordagem da fisioterapia
Palestrante: Tiago Alexandre
9h30 às 10h: Abordagem da nutrição
Palestrante: Clarice Cavalero Nebuloni
10h00 às 10h30: Perguntas
10h30 às 11h – Coffee
11h às 12h30 – Tema da mesa: Imunização contra Herpes Zoster
11h às 12h: Perspectivas da imunização da população idosa
12h às 12h30: Perguntas
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h30 – Tema da mesa: Mídia e Saúde
14h às 15h: Contribuição do jornalismo na educação e na saúde da população
Palestrante: Claudia Collucci
15h às 15h30: Perguntas
15h30 às 16h – Coffee
16h às 17h – Tema da mesa: Medidas de Proteção do Idoso
16h às 16h40: Curatela e Interdição da Pessoa Idosa: quando e como requerer
Palestrante: Cláudia Maria Beré
16h40 às 17h: Perguntas
SIMPÓSIO DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA
Dia: 15 de agosto de 2014 (sexta-feira)
Horário: 08h30 às 17h
08h30 às 09h – Credenciamento
09h às 10h30 – Tema da mesa: Memória e envelhecimento: possibilidades de avaliação e intervenção
9h às 9h30: Oficina de memória
Palestrante: Silvia Tamai
9h30 às 10h: Investigando queixas cognitivas: como avaliar o idoso
Palestrante: Mônica Sanches Yassuda
10h00 às 10h30: Perguntas
10h30 às 11h – Coffee
11h às 12h30 – Tema da mesa: Cuidados paliativos
11h às 12h: Cuidados Paliativos: quando iniciar a intervenção, somente no final da vida?
Palestrante: Marilia Othero
12h às 12h30: Perguntas
12h30 às 14h – Almoço ou Simpósio Satélite
14h às 15h30 – Tema da mesa: Velhices e contemporaneidade
14h às 15h: Envelhecer como direito: como construir esta possibilidade?
Palestrante: Karla Giacomin
15h às 15h30: Perguntas
15h30 às 16h – Coffee
16h às 17h – Tema da mesa: Linha de cuidado: contando minha história
16h às 16h40: O olhar do paciente sobre o atendimento interdisciplinar
Palestrante: equipe assistencial do CRI Norte
16h40 às 17h: Perguntas
Para se inscrever basta acessar o link abaixo, selecionar os dias de interesse, se cadastrar e imprimir o boleto. A taxa de inscrição por dia de evento é R$ 50,00.
http://www.crinorte.org.br/enage-2014/inscricoes.html
sexta-feira, 9 de maio de 2014
São Caetano: Idosos a partir de 80 anos terão cuidadores
Idosos de baixa renda a partir dos 80 anos e moradores de São Caetano terão, a partir de 2015, cuidadores públicos. O compromisso é do secretário de Saúde da cidade, Mário Chekin, que pretende lançar no próximo ano o programa Convivendo Melhor na Quarta Idade, com políticas públicas voltadas para este público específico.
No município, 3,5% da população, ou 5.283 pessoas, atingiram ou ultrapassaram os 80 anos, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em uma década, a população nesta faixa etária cresceu 80,5% no município. Em 2000, as 2.927 pessoas com 80 anos ou mais representavam 2% da população são-caetanense. Para se ter uma ideia, em Santo André, no mesmo período, também houve crescimento acima de 80% do número de moradores nesta idade, mas eles, hoje, representam somente 1,9% dos habitantes da cidade.
Chekin explica que em todo o País faltam políticas públicas para a chamada quarta idade. “Foi uma solicitação do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) para que começássemos a pensar neste público, principalmente naqueles que tem mobilidade reduzida.”
Para formar os cuidadores, que irão atuar na casa dos idosos, a Prefeitura garantiu parceria com a USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). A instituição deve criar até o fim deste semestre, segundo o secretário, curso técnico voltado para a formação desses profissionais. A expectativa é que os primeiros certificados sejam entregues no começo de 2015. “A partir daí, eles estarão aptos para contratação pela administração municipal e posterior atuação na casa dos que necessitarem”, destaca Chekin.
Além dos cuidadores, o secretário pretende ainda, em parceria com a iniciativa privada, realizar adaptações nos imóveis onde os idosos vivem. “A pessoa que usa cadeira de rodas, por exemplo, tem dificuldade porque os batentes das portas são muito estreitos. Além disso, é preciso instalar barras no banheiro para facilitar o uso e piso que evite quedas”, exemplifica o secretário.
Remédio em casa
A cidade também planeja entregar medicamentos em casa, inclusive aqueles retirados na Farmáciade Alto Custo no Hospital Estadual Mário Covas. “Vamos discutir com o Estado de que forma isso pode ser feito.”
Para os idosos que estão bem de saúde, os Cises (Centros Integrados de Saúde e Educação) da terceira idade também devem receber intervenções e melhorias, beneficiando moradores a partir dos 60 anos. Mas o foco do programa Convivendo Melhor será mesmo a quarta idade. “Trata-se de iniciativa inédita no País, que não tem políticas para essa população, mas precisa pensar nisto com urgência, já que a expectativa de vida vem aumentando rapidamente”, opina o secretário.
População aprova projeto e cobra realização nos prazos prometidos
A população de São Caetano que se aproxima ou já ultrapassou os 80 anos aprova o projeto para implantação de ações voltadas à quarta idade. Mas, ao mesmo tempo, cobra que as políticas públicas realmente saiam do papel.
A pensionista Carmem Gomes, 75 anos, é bastante ativa, mas acredita que é necessário oferecer opções para pessoas que têm mobilidade reduzida por acidentes ou por desgaste natural da idade e precisam de ajuda. “O que tenho visto é que muitos idosos estão perdendo seus filhos e ficando sozinhos no mundo. É essencial que o poder público cuide dessas pessoas, pois não tem quem olhe por eles.”
A aposentada Maria de Lourdes Stoev, 83, mudou-se recentemente para a Capital, mas já pensa em voltar para São Caetano ao saber do projeto. “Há alguns dias tomei um tombo quando estava voltando do banco e não estou com o joelho muito bom. Se tivesse esse projeto e ele pudesse me ajudar, seria ótimo, pois não tenho ninguém por perto. Minha filha mora na Alemanha e não pode me socorrer caso eu precise, infelizmente.”
Fonte: www.coisadevelho.com.br
No município, 3,5% da população, ou 5.283 pessoas, atingiram ou ultrapassaram os 80 anos, segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em uma década, a população nesta faixa etária cresceu 80,5% no município. Em 2000, as 2.927 pessoas com 80 anos ou mais representavam 2% da população são-caetanense. Para se ter uma ideia, em Santo André, no mesmo período, também houve crescimento acima de 80% do número de moradores nesta idade, mas eles, hoje, representam somente 1,9% dos habitantes da cidade.
Chekin explica que em todo o País faltam políticas públicas para a chamada quarta idade. “Foi uma solicitação do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) para que começássemos a pensar neste público, principalmente naqueles que tem mobilidade reduzida.”
Para formar os cuidadores, que irão atuar na casa dos idosos, a Prefeitura garantiu parceria com a USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). A instituição deve criar até o fim deste semestre, segundo o secretário, curso técnico voltado para a formação desses profissionais. A expectativa é que os primeiros certificados sejam entregues no começo de 2015. “A partir daí, eles estarão aptos para contratação pela administração municipal e posterior atuação na casa dos que necessitarem”, destaca Chekin.
Além dos cuidadores, o secretário pretende ainda, em parceria com a iniciativa privada, realizar adaptações nos imóveis onde os idosos vivem. “A pessoa que usa cadeira de rodas, por exemplo, tem dificuldade porque os batentes das portas são muito estreitos. Além disso, é preciso instalar barras no banheiro para facilitar o uso e piso que evite quedas”, exemplifica o secretário.
Remédio em casa
A cidade também planeja entregar medicamentos em casa, inclusive aqueles retirados na Farmáciade Alto Custo no Hospital Estadual Mário Covas. “Vamos discutir com o Estado de que forma isso pode ser feito.”
Para os idosos que estão bem de saúde, os Cises (Centros Integrados de Saúde e Educação) da terceira idade também devem receber intervenções e melhorias, beneficiando moradores a partir dos 60 anos. Mas o foco do programa Convivendo Melhor será mesmo a quarta idade. “Trata-se de iniciativa inédita no País, que não tem políticas para essa população, mas precisa pensar nisto com urgência, já que a expectativa de vida vem aumentando rapidamente”, opina o secretário.
População aprova projeto e cobra realização nos prazos prometidos
A população de São Caetano que se aproxima ou já ultrapassou os 80 anos aprova o projeto para implantação de ações voltadas à quarta idade. Mas, ao mesmo tempo, cobra que as políticas públicas realmente saiam do papel.
A pensionista Carmem Gomes, 75 anos, é bastante ativa, mas acredita que é necessário oferecer opções para pessoas que têm mobilidade reduzida por acidentes ou por desgaste natural da idade e precisam de ajuda. “O que tenho visto é que muitos idosos estão perdendo seus filhos e ficando sozinhos no mundo. É essencial que o poder público cuide dessas pessoas, pois não tem quem olhe por eles.”
A aposentada Maria de Lourdes Stoev, 83, mudou-se recentemente para a Capital, mas já pensa em voltar para São Caetano ao saber do projeto. “Há alguns dias tomei um tombo quando estava voltando do banco e não estou com o joelho muito bom. Se tivesse esse projeto e ele pudesse me ajudar, seria ótimo, pois não tenho ninguém por perto. Minha filha mora na Alemanha e não pode me socorrer caso eu precise, infelizmente.”
Fonte: www.coisadevelho.com.br
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Cursos de saúde focam no envelhecimento da população
O envelhecimento da população brasileira tem pautado as discussões nos cursos de graduação ligados à área de saúde. Na Medicina, por exemplo, o tratamento aos idosos já não é mais exclusividade dos geriatras. Os cursos também passam a incorporar novas tecnologias - com o desafio de transformá-las em aliadas de um tratamento mais humanizado.
Para o diretor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Antônio Carlos Lopes, a boa formação é holística. "Isso contempla o bom atendimento para o idoso em todas as áreas", diz. Lopes critica a inserção de aparatos tecnológicos na profissão. "Algumas técnicas esfriaram a relação. Na mão de um médico mal preparado é um perigo", diz.
Na Psicologia, os profissionais passam a dar mais atenção para os idosos que vão para casas de repouso. "É preciso lidar não só com transformações da vida, mas com a internação do idoso", diz a coordenadora do mestrado em Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Inara Leão. Ela destaca ainda a preocupação com grupos e não só com os indivíduos. "O psicólogo vai trabalhar, provavelmente, com escola e não mais com um aluno, assim como há cada vez menos espaço para abrir um consultório e uma tendência de trabalhar com políticas públicas e em empresas", afirma.
http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2014/04/22/cursos-de-saude-focam-no-envelhecimento-da-populacao.htm#fotoNav=26
quinta-feira, 13 de março de 2014
Hoje, dia 13/03 é o DIA MUNDIAL DO RIM!
O Dia Mundial do Rim é uma ação global de conscientização sobre a importância de prevenir as doenças renais.
Para 2014, o tema do Dia Mundial do Rim será “1 em 10. O Rim envelhece, assim como nós”. A
ideia central do tema é chamar a atenção para a alta prevalência da Doença Renal Crônica (DRC), que pode chegar a 10% da população, especialmente entre os idosos, porque o risco de desenvolvimento da doença aumenta com o envelhecimento. Nesse ano, a Campanha conta com o apoio do Governo Federal, através do Ministério da Saúde. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem considerado as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) com um dos principais desafios em saúde pública para as próximas décadas. Essas doenças estão intimamente relacionadas com os hábitos de vida da sociedade contemporânea, bem como com o envelhecimento da população mundial. Nesse contexto, a OMS traçou estratégias para a redução da mortalidade por essas doenças até 2022. O Brasil foi um dos primeiros países a aderir oficialmente a esse programa. Através das ações da SBN junto ao Ministério da Saúde, a DRC passou a ser considerada um dos pilares do Plano de Enfrentamento das DCNT no território brasileiro.
A DRC é caracterizada pela perda progressiva e irreversível das funções renais. A sua real prevalência
não é totalmente conhecida, mas cerca de 10% da população adulta tem algum grau de perda de função renal. Esse percentual pode aumentar para 30% a 50% em pessoas acima de 65 anos, deixando evidente que o risco para o seu aparecimento aumenta substancialmente com o envelhecimento. Segundo o IBGE, cerca de 10% da população brasileira tem mais de 65 anos de idade. Por esta razão, para este ano, o tema central da Campanha aborda o paralelismo entre o envelhecimento e a DRC. Tendo em vista tratar-se de uma Campanha cujo objetivo é a prevenção, torna-se fundamental dar publicidade aos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Entre esses fatores, deve-se destacar a hipertensão arterial, o diabetes melitus, obesidade, tabagismo e presença de história familiar de doença renal. Segundo o governo brasileiro, considerando a população brasileira maior de 18 anos, mais de 20% tem hipertensão arterial, cerca de 8% tem diabetes, 18% é tabagista e cerca de 50% metade tem excesso de peso. Os desfechos mais alarmantes da DRC são a mortalidade por doença cardiovascular e a necessidade de Terapia Renal
Substitutiva (TRS). Para se ter uma ideia da gravidade cardiovascular da DRC, um jovem de 30 anos que esteja em diálise tem a mesma chance de morrer do coração que um senhor de 80 anos com a função renal esperada para a sua idade. A TRS consiste de hemodiálise, diálise peritoneal e transplante. De acordo com dados da SBN, em 2012 havia cerca de 100 mil brasileiros em diálise. Desses, 30% tinham mais de 65 anos de idade, sendo essa frequência três vezes mais elevada do que na população geral.
Ainda de acordo com dados da SBN, em torno de 90% dos pacientes em diálise são tratados pela modalidade hemodiálise, sendo 85% desse tratamento financiado pelo Sistema Único de Saúde, com um gasto anual estimado em R$ 2,2 bilhões. Apesar do tratamento substitutivo através da diálise, a mortalidade desses indivíduos é em torno de 15% ao ano, sendo maior no início da terapia, por conta do diagnóstico tardio. Um dado chocante, e que contribui de forma significativa para essa mortalidade é que cerca de 70% dos pacientes que iniciam diálise desconheciam ser portadores da doença. Por esses motivos, o diagnóstico precoce é fundamental. Todo e qualquer paciente que apresentar um dos fatores de risco mencionados (hipertensão, diabetes melitus, idade avançada, história familiar), em qualquer nível de atendimento de saúde, devem ser triados para a DRC através do exame de urina e da dosagem de creatinina no sangue.
http://www.diamundialdorim.com.br/index.php
http://www.sbn.org.br/leigos/index.php?outrasCampanhas2014&menu=6
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Em 2030, São Paulo terá mais idosos que jovens, diz Seade
Daqui a 16 anos, quando a população chegará a 12.242.972, haverá 20,1% de idosos e 13,18% de jovens
A proporção de jovens e idosos na capital de São Paulo vai se inverter em 2030, segundo uma projeção da Fundação Sistema Estadual de Análise Dados (Seade). Hoje, a cidade tem 19,73 % de pessoas com até 15 anos e 13,18 % com mais de 60 anos, para o total de 11.513.836 de habitantes. Em 2030, quando a população chegará a 12.242.972, haverá 20,1% de idosos e 13,18% de jovens.
Pelo estudo, nos próximos 16 anos, haverá crescimento anual de 45.571 pessoas e crescimento médio de 0,38%, com o envelhecimento constante dos cidadãos paulistanos. Esse aumento de idade média deverá ocorrer em praticamente todos os distritos da cidade, segundo a Seade.
A idade média na capital deverá aumentar 4,37 anos, ao passar de 34,71 anos, em 2014, para 39,08 anos, em 2030. O envelhecimento maior pela idade média dos moradores será nos distritos de Vila Andrade (6,03 anos) e Anhanguera (5,91 anos), e os menores no Pari (2,38 anos) e Belém (2,42 anos).
Daqui a 16 anos, os distritos com as maiores idades médias da população deverão ser os mesmos de hoje: Alto de Pinheiros (42,48 anos e 47,23 anos, respectivamente) e Jardim Paulista (42,32 anos e 47,00 anos).
Atualmente, a Consolação é o distrito com menos jovens, com 9,5% de pessoas nessa faixa etária. No primeiro lugar hoje aparecem Parelheiros e Jardim Ângela, com 25% da população. No futuro, Consolação e Alto de Pinheiros serão os distritos com menos jovens (10,4% e 10,3% respectivamente).
Acesse dados completos sobre população, taxa anual de crescimento e densidade demográfica dos distritos do município de São Paulo no link abaixo:
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,em-2030-sao-paulo-tera-mais-idosos-que-jovens-diz-seade,1121482,0.htm
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