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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

6 fatos sobre depressão que todo mundo precisa saber


O psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que, em cada 100 pessoas com depressão grave, 15 cometem suicídio. O número é preocupante, mas pode ser revertido se preconceitos forem combatidos e informações forem divulgadas. Todos os anos, a ABP realiza uma caminhada no dia 10 de setembro para lembrar o “dia mundial da prevenção ao suicídio” e, nos locais em que acontece esse tipo de ação, segundo ele, a incidência tem parecido menor.

A seguir, você confere fatos que todo mundo deveria saber para lidar melhor com o problema.

Depressão é uma doença, não “frescura”

Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem sofre de depressão é entender e fazer com que os outros entendam que ela não é “frescura”, mas uma doença, como hipertensão ou diabetes.

Isso significa que precisa ser tratada por um psiquiatra, capaz de orientar e, se necessário, medicar adequadamente o paciente. A psicoterapia em conjunto pode ser muito útil, mas o tratamento médico é essencial.

Preconceito só atrapalha a cura

“Psiquiatra é médico de louco e eu não estou doido”. Esta frase, lembrada por Silva, resume boa parte do preconceito que ainda existe em torno da depressão, dos transtornos mentais e até mesmo dessa especialidade da medicina. Por vergonha ou medo de que conhecidos fiquem sabendo, pacientes evitam procurar ajuda ou perdem um apoio importante dos entes queridos.

Com um amigo deprimido, não adianta só conversar

Outro efeito nocivo do tabu é a desconsideração da gravidade do quadro. Muita gente acredita, por exemplo, que basta conversar com a pessoa deprimida para resolver o problema. Nada mais ilusório.

É claro que o apoio, o consolo e a compreensão são estritamente necessários, mas frases como “Calma, vai passar” ou “Deixa isso para lá” não acrescentam e, dependendo da situação, podem ser prejudiciais. Se o paciente estiver com ideias suicidas, por exemplo, a melhor forma de ajudar é incentivá-lo a ir ao médico.

E falar coisas como “Poxa, mas você não está nem tentando ficar feliz” ou “Você poderia se esforçar mais para melhorar” é, na opinião do médico, maldade. “Isso é a mesma coisa que, se você usa óculos, alguém pedir para que tire as lentes e ordenar que enxergue tudo sem elas”, afirma o psiquiatra.

Os sintomas podem ser físicos e psíquicos

A tristeza e o desânimo podem ser sintomas da depressão, mas não são os únicos. De acordo com Antônio Geraldo da Silva, é possível haver sinais físicos, como perda ou ganho de peso, dores inexplicáveis no corpo e insônia ou sonolência em excesso.

Entre os sintomas psíquicos estão: desânimo intenso, cansaço, apatia, falta de vontade de fazer suas tarefas, falta de prazer, de alegria, choro fácil, temperamento explosivo, irritabilidade.

O diagnóstico, claro, precisa ser feito pelo médico, já que a chamada “síndrome depressiva” tem sintomas que podem ser confundidos com outras enfermidades, como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo.

Qualquer pessoa pode ter depressão

Assim como grande parte das outras doenças, a depressão não “escolhe” alvos específicos. Segundo o psiquiatra, homens e mulheres, crianças, adultos e idosos podem ser acometidos pelo mal.

Esse fato vai de encontro com outro preconceito muito comum: o que diz que “pessoas bem-sucedidas ou ricas não deveriam ficar deprimidas”. Por esse raciocínio, quem não tem motivos aparentes para sofrer deveria ser imune.

A realidade, no entanto, é mais complexa. Há pessoas que têm mais propensão à doença devido à genética. Há outras que podem sofrer com o problema devido a suas condições de vida e o ambiente em que convivem.

De acordo com o médico, fatores como o uso de álcool e drogas, uma rotina muito estressante e noites sem dormir podem aumentar a incidência da enfermidade.

Depressão é uma das principais causas de afastamento do trabalho

Apesar de todo estigma existente em torno da depressão, ela é uma das principais doenças que acometem a humanidade atualmente. Dados de 2013 divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que mais de 350 milhões de pessoas no planeta têm depressão – o que representa 5% da população mundial.

De acordo com estudo publicado na revista científica PLOS Medicine, no ano passado, ela é a segunda maior causa de invalidez, no mundo, ficando atrás apenas das dores nas costas.

Antônio Geraldo da Silva estima que 20% das pessoas já tiveram, têm ou ainda terão a doença ao longo da vida. Por isso, ele ressalta a importância de falar mais sobre o tema, dentro das empresas, na família, nos governos e na sociedade como um todo.

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/6-fatos-sobre-depressao-que-todo-mundo-precisa-saber/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Saiba quais hábitos adotar para chegar até os cem anos de idade

População idosa cresce no país, e centenários já são quase 24 mil.

Expectativa de vida do brasileiro ainda é baixa em relação a outros países.

Nos últimos 20 anos, a população idosa no país saltou de 4,8% para 7,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 190 milhões de brasileiros, 14 milhões têm 65 anos ou mais.

Se forem considerados os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica como “terceira idade” indivíduos a partir dos 60 anos, os idosos já somam 11% da população brasileira. E a faixa etária que mais cresce é a acima dos 80 anos: de 2000 para 2010, houve um aumento de 60%.

Nesse grupo, há quase 24 mil centenários. A maioria se concentra na Bahia (3.525), seguida por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597). Apesar disso, a expectativa de vida média do brasileiro – 73,5 anos – ainda é baixa se comparada com outros países. Os espanhóis, por exemplo, vivem 83 anos.


O desequilíbrio no Brasil entre homens e mulheres (72 anos para eles e 79 para elas, contra uma diferença de até cinco anos nos países desenvolvidos) se deve à quantidade de mortes violentas provocadas por crimes ou acidentes. A cada dez mortes violentas, nove são de homens jovens, entre 18 e 25 anos.

Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache e o endocrinologista Alfredo Halpern, é possível viver mais e melhor – e superar a expectativa média atual. Kalache destacou que 80% da nossa vida depende do estilo e dos hábitos que mantemos, contra apenas 20% da genética.

Para ter longevidade com saúde, é recomendado consumir mais alimentos integrais, fazer check-ups regulares (monitorar a pressão, o colesterol, a glicose e outras taxas no sangue), reduzir o sal, o açúcar e a gordura, e praticar exercícios regularmente.

Dicas para viver mais e melhor

1 – Tenha uma alimentação balanceada

Açúcar, farinha e arroz refinados, álcool (sobretudo o destilado, como cachaça, rum e uísque), sal e gordura fazem parte preponderante do prato do brasileiro. Nenhum desses alimentos deve ser proibido, mas o ideal é consumi-los com equilíbrio.

O sal está diretamente associado à hipertensão e, em excesso, pode desregular a pressão e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Já o açúcar é fonte direta de energia e calorias. Quando consumido em exagero, porém, transforma-se em gordura e é acumulado pelo corpo, prejudicando o equilíbrio do metabolismo. A ingestão de açúcar demais é a principal causa de diabetes tipo 2, desenvolvida geralmente na fase adulta.

Além disso, o preparo de frituras e gorduras está diretamente relacionado com problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. A gordura também aumenta o mau colesterol (LDL), que pode entupir as artérias.

O maior problema, de acordo com os médicos, é o prato sem cores. Por isso, a orientação é incluir na dieta alimentos verde-escuros (brócolis e couve-manteiga) – que são ricos em betacaroteno, substância que dá origem à vitamina A –, e vermelhos (uva, morango, cereja e açaí) – que têm antioxidantes capazes de eliminar os radicais livres.

Acrescente também beterraba, pimentões, banana, jabuticaba, abóbora e manga. Quanto mais cores, melhor.

As sementes oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas) também são ricas em nutrientes e ajudam a prevenir problemas cardiovasculares. Peixes de carne mais escura (salmão e sardinha), por sua vez, são ricos em ômega 3, importante para o equilíbrio das gorduras no sangue.

Outro elemento que deve ser introduzido na dieta é o azeite de oliva, que, quando usado em temperatura ambiente e doses moderadas, diminui o colesterol ruim e aumenta a gordura boa na circulação sanguínea.

2 – Perdoe e saiba lidar com o estresse e a ansiedade

O bom humor é essencial para viver com qualidade. Guardar rancor interfere diretamente na saúde, e, segundo estudos, situações de angústia podem mexer com as células. O estresse, a ansiedade e a raiva acumulada são capazes de levar à hipertensão, a problemas cardiovasculares, e prejudicar principalmente o sistema de defesa.

O estresse também contribui para a produção de radicais livres, que são como uma ferrugem nas veias e artérias e nos deixam mais suscetíveis a doenças.

3 – Meça a pressão sempre

Uma das bases do envelhecimento saudável é prevenir e tratar precocemente as doenças crônicas. Para isso, é importante saber como anda a sua saúde, o seu corpo, e se há algum sinal de perigo.

A indicação é um exame básico, tanto para homens quanto para mulheres, uma vez por ano a partir dos 50 anos. Nessa checagem, é preciso que você faça:

- Medição de pressão (para evitar a hipertensão)

- Medição do açúcar no sangue (para prevenir diabetes)

- Medição de colesterol (contra problemas cardiovasculares)

- Exames para câncer (mamografia, papanicolau, toque retal, etc)

Além disso, é fundamental que você respeite a cartela de vacinação e fique atento principalmente às vacinas oferecidas à terceira idade, quando o sistema imunológico está mais fraco.

4 – Pratique exercícios regularmente

A atividade física frequente é uma condição para envelhecer bem. Uma boa medida é praticá-la 5 vezes por semana, por pelo menos meia hora.

A cada ano, perdemos cerca de 1% a 2% do nosso tônus muscular. Além de enfraquecerem, os músculos também se encurtam, e as atividades do dia a dia passam a ser mais trabalhosas. Nossa capacidade cardiovascular também diminui se estivermos em uma condição sedentária.

A dica dos médicos é estimular a capacidade cardiovascular com exercícios aeróbicos (que fazem suar) e fortalecer os músculos com musculação.

5 – Esteja no peso ideal

Engordar é aumentar as chances de desenvolver uma série de doenças crônicas. Ao chegar ao peso ideal, é fundamental que você o estabilize.

O ganho de peso está diretamente relacionado ao aumento da circunferência abdominal e, consequentemente, a uma maior resistência periférica à insulina, condição que prejudica o funcionamento do pâncreas e o controle de fabricação de energia.

Engordar também contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois o acúmulo de massa gorda aumenta a quantidade de colesterol ruim (LDL) no sangue. E a sobrecarga que a gordura impõe às articulações leva a problemas como artrose, que não mata, mas incapacita e reduz a qualidade de vida.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/12/saiba-quais-habitos-adotar-para-chegar-ate-os-cem-anos-de-idade.html

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dia 11 de outubro - Dia Mundial de Combate à Obesidade

No dia 11 de outubro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma epidemia. O excesso de peso faz milhares de vítimas todos os anos, por isso a data tem o objetivo de conscientizar a população a mudar os hábitos alimentares e estimular medidas preventivas.


A obesidade é uma doença crônica que precisa ser tratada com a união entre reeducação alimentar, atividade física e, quando necessário, apoio psicológico. Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo têm Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 30, o que caracteriza obesidade tipo I. Esse fator pode desencadear problemas de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão, disfunções cardíacas e nas articulações, entre outras.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes, 80% das pessoas que tem diabetes são obesas. Segundo dados recentes, 24% da população adulta dos Estados Unidos tem síndrome metabólica, uma complicação decorrente da obesidade. Eles são o país que tem a situação mais complicada: 61% da população, a partir de 25 anos, tem sobrepeso (IMC entre 25 e 30).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1,6 bilhão de adultos no mundo está com excesso de peso e ao menos 400 milhões desses são obesos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a doença já atinge 11% da população brasileira, sendo que a cada dez crianças em idade escolar, três são obesas. E se os hábitos não forem revistos, o número de obesos pode crescer ainda mais, já que mais de 40% dos adultos apresentam sobrepeso.


Segundo a Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade, uma criança obesa tem até 30% de chances de se tornar um adulto obeso, o que significa que, no Brasil, grande parte da população poderá ser obesa daqui a alguns anos.

Pasmem, um obeso de 20 anos poderá ter a vida encurtada em 15 anos.

Uma pessoa pode ser definida como obesa quando o seu peso supera 20% do peso considerado ideal. Através do cálculo de Índice de Massa Corpórea, IMC- é possível saber se alguém está acima ou abaixo dos parâmetros ideais de peso para sua estatura.  Para calcular seu IMC é necessária aplicação de uma fórmula que leva em conta seu peso e altura. Divida seu peso (em kg) pela sua altura ao quadrado (em m). O ideal é estar entre 20 - 25. Acima de 25 é considerado sobrepeso e acima de 30 - obesidade. Aqui no blog, na barra lateral tem uma calculadora de IMC.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dia 21 de setembro - Dia Nacional de Luta das Pessoas Portadoras de Deficiências


O Dia Nacional de Luta das Pessoas Portadoras de Deficiências é comemorado desde 1982. Essa comemoração tem como um dos objetivos principais mostrar a importância da luta de todos os portadores de deficiência seja física, mental ou sensorial (cegos e surdos-mudos). Esta luta busca a garantia da acessibilidade, como o direito de ir e vir pelos diversos espaços de forma digna e com segurança; o acesso aos ambientes de arte e lazer sem necessitar sentar-se nas últimas fileiras, o respeito, o exercício da cidadania sem preconceito e discriminação. A luta deste dia é por uma sociedade da inclusão.



A Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF) traz o conceito de que as “as deficiências são problemas nas funções ou nas estruturas do corpo com um desvio importante ou perda”. “Trata-se de um problema de relações sociais e não simplesmente de condições médica...”, ou seja, resultante da interação entre as condições socioeconômicas, culturais e morais e os aspectos biomédicos que cercam a vida dos deficientes (OMS, 2001; Farias & Buchalla; 2005).


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente no Brasil existem mais de 25 milhões de pessoas com deficiência. Segundo o Instituto, daqueles que declararam algum tipo de deficiência, aproximadamente 70% afirmaram não sair de casa por problemas socioeconômicos ou por falta de informações.


Ainda segundo a pesquisa, apenas 3% das pessoas com deficiências, na faixa de 14 a 60 anos, são atendidas pelos serviços formais de educação, de saúde e de reabilitação. A Educação a Distância (EAD), por sua flexibilidade e utilização de tecnologias assistivas, pode e é um dos pilares de acesso a uma formação adequada para estas pessoas.

Conforme os números da deficiência no Brasil, 14,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. A maior proporção se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor no Sudeste (13,1%). Dos quase 25 milhões de deficientes no Brasil, a maioria é do sexo feminino (53,79%). A deficiência que mais atinge a população no Brasil é a visual (48,13%, contemplando 11,8 milhões de pessoas). No Brasil, 7 milhões de portadores de necessidades especiais são analfabetos.
  


sexta-feira, 24 de junho de 2011

SUS gasta R$185 milhões com internações por acidentes no trânsito

 Só no ano passado, foram gastos mais de R$ 185 milhões com a internação de vítimas de acidentes no trânsito no SUS. Os homens são as principais vítimas de acidentes. Eles respondem por 78,3% do total do número de internações. Estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam que, a cada ano, 1,3 milhão de pessoas morrem por causa de acidentes de trânsito e cerca de 50 milhões sobrevivem com sequelas. No Brasil, segundo os registros mais recentes de óbitos, foram 38.273 mortes no trânsito em 2008, quase dez mil a mais que o registrado oito anos antes.
 
Os ministérios da Saúde e das Cidades firmaram, em maio de 2011, o Pacto Pela Vida, um compromisso para estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões no trânsito nos próximos dez anos. O governo federal prepara um plano nacional de ações, que será lançado ainda este ano.

O impacto dos acidentes de trânsito no atendimento da rede pública de saúde e a necessidade de reforçar ações de prevenção em todo o país foram citados durante palestra do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no 14º Congresso Nordestino de Neurocirurgia, realizada na última sexta-feira (17), em Teresina, Piauí. Segundo ele, o país vive epidemia de acidentes de motocicletas, que resultam em mortes, lesões e aumento da demanda e custos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Padilha ressaltou a necessidade de concentrar esforços não só em tratamento e no atendimento do paciente, mas principalmente em prevenção e promoção da saúde. Com os avanços em saneamento básico e na prevenção de doenças infecciosas no país, aumentou a proporção de óbitos por doenças crônicas e degenerativas.

A principal causa de morte no Brasil hoje são as doenças cerebrovasculares (como o AVC), seguido pelas neoplasias e causas externas, como violência e acidentes de trânsito.

Fonte: isaude.net

terça-feira, 14 de junho de 2011

No Dia Mundial do Doador de Sangue, OMS pede colaboração

No Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado nesta terça-feira (14), a OMS (Organização Mundial da Saúde) pede que mais pessoas em todo o mundo tomem a decisão de se voluntariar como doador e salvar vidas.
O tema este ano é "Mais Sangue, Mais Vida" e reforça a necessidade classificada pela OMS como urgente de que mais pessoas realizem doações de sangue de forma regular --não apenas esporádica.
Dados mostram um total de 92 milhões de doações de sangue por ano em todo o mundo. Dos 80 países com baixas taxas de doação de sangue (menos de dez doadores para cada mil habitantes), 79 são nações em desenvolvimento. No Brasil, só 1,9% da população doa sangue regularmente.
De acordo com a OMS, a doação de sangue beneficia mulheres com complicações durante a gravidez e durante o parto; crianças com anemia severa em resultado de malnutrição e malária; pessoas com graves traumas provocados por acidentes; e pacientes com câncer e que passam por algum tipo de cirurgia.
A decisão de doar sangue pode salvar diversas vidas, uma vez que componentes como as células vermelhas, as plaquetas e o plasma são separados e direcionados para pacientes com complicações distintas de saúde.

Fonte: folha.com.br

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dia 31 de Maio é o Dia Mundial Sem Tabaco

O tabagismo é considerado um problema de saúde pública mundial, uma pandemia.

A campanha para acabar com o fumo visa diminuir a taxa de 6 milhões de mortes em 2011, segundo informa a Organização Mundial da Saúde (OMS). Se nada for feito, em 2030 serão 8 milhões ao ano.

Segundo a OMS, 10% dos que morrem por causa do tabagismo são fumantes passivos. Em 2011, estima-se que sejam 600 mil.

O tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer e 20% das mortes por ataque cardíaco.

Vale lembrar e/ou relembrar que:

- O tabagismo é o mais importante Fator de Risco para doença obstrutiva do coração, cérebro e pernas;
- Existem 1,2 bilhão/fumantes (1/3 da população maior de 15 anos);
- É a principal causa de morte evitável;
- No Brasil são 30 milhões de fumantes;
- No Brasil 23 pessoas morrem por hora por doenças relacionadas ao tabagismo;
- Mortes prematuras / ano: 200 mil;
- Mortes indiretas (fumante passivo) / ano: 35 mil;
- O fumo modificou a mortalidade cardiovascular, hoje ela está declinando no homem (que está abandonando o habito de fumar) e aumentando na mulher ( que está fumando mais o que o homem);
- Crianças com 7 anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros durante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças.

Risco de desenvolver doenças:

- Angina e infarto: nos fumantes risco 1,7 x maior;
- Morte Súbita (35-54 anos) como primeira manifestação da doença cardíaca: no fumante risco 2 a 3 x maior;
- Derrame cerebral: risco 2 a 5 x maior;
- Cancer de Pulmão: risco 12 a 20 x maior;
- Enfisema e Bronquite: risco 10 x maior.
- Fumantes que utilizam pílula anticoncepcional tem um risco de ter Infarto; Embolia Pulmonar; Tromboflebite, 10 vezes maior.

Dados obtidos no Journal of Occupatinal Medicine mostram que:

Fumantes exigem 114% mais tempo de internação;
Faltam ao trabalho 40% mais que os não fumantes;
Custam 26% mais em despesas com saúde.

sábado, 30 de abril de 2011

Você sabia? - Transtornos Mentais

Mais de 23 milhões de brasileiros sofrem algum transtorno mental, ou seja, 12% da população nacional.

Pelo menos 5 milhões de brasileiros (3% da população) sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a política de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão, ansiedade e a transtornos de ajustamento.

Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por distúrbios mentais ou comportamentais. Os problemas de saúde mentais ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dia 26 de Abril - Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial

Hoje é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, a doença cardiovascular mais frequente na população. Acredita-se que a pressão alta atinja 30% da população brasileira e, como aumenta progressivamente com a idade, pode chegar a comprometer a saúde de 50% das pessoas com mais de 60 anos.

A pressão alta é a origem de 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC ou derrame) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, segundo o Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP).

Em pessoas com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, obesidade, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença acomete mais cedo e com características de maior resistência ao tratamento. O consumo indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 5 gramas de sal, ou 2 gramas de sódio por dia para adultos; enquanto a média de consumo nacional é de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro do indicado.

A hipertensão é caracterizada pela pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A doença é perigosa pois não tem sintomas recorrentes e só é descoberta quando há ocorrência de uma crise, que pode ser diagnosticada a partir de dores de cabeça, infarto ou até AVC.

A principal medida para diminuir a pressão é reduzir o consumo de sódio da alimentação. Muitas vezes a pressão alta é atrelada ao sal, mas na verdade é o sódio que é o responsável. Em 5 g de sal, são 2g de sódio.

Embutidos e enlatados apresentam muito sódio para conservação. A salsicha do cachorro quente, por exemplo, tem 680 mg de sódio em 2 unidades (ou 64 g), isso corresponde à 28% do que um adulto deve consumir em um dia inteiro.

Não se iluda pensando que só alimentos salgados são ricos em sódio. As bolachas escondem grande quantidade de sódio para conservação. Em 8 unidades de bolacha wafer você pode ter 10% das suas necessidades diárias.

Outro grande vilão é o adoçante usado tanto em refrigerantes diet, quanto em sucos sem açúcar. Ele possui compostos de sódio. Um saquinho de suco diet tem 10% de suas necessidades diárias de sódio.

Os congelados também possuem muito sódio, usado para conservação. É importante olhar bem as informações nutricionais antes da compra. Uma lasanha à bolonhesa pode ter 40% das necessidades diárias de sódio, ou 955mg, em um pedaço de 162g

O miojo é outro alimento com muito sódio, não o macarrão em si, mas o tempero é praticamente só sódio. O pacote completo tem, em média, 2.130 mg de sódio, ou 89% das necessidades diárias de um adulto.

Azeitonas (verdes e pretas) estão no topo da lista dos alimentos com mais sódio. Em cerca de 30 g, são 925 mg ou 46% das necessidades diárias

Comida japonesa é saudável, desde que você não abuse do Shoyu. Em sua versão tradicional, em 15g, são 855 mg de sódio, ou 36% das necessidades diárias. Já a versão light tem 24%.

Fique de olho nas embalagens, mantenha uma alimentação mais equilibrada e saudável, pratique exercícios físicos, fique longe do cigarro e viva com mais saúde e alegria!