Diagnóstico precoce e tratamento correto podem curar e devolver qualidade de vida ao paciente e seus familiares
Hidrocefalia em adultos
Deficiência progressiva da memória, instabilidade para caminhar e dificuldade para reter a urina. Às vezes tidos como problemas “normais” em idosos, essas manifestações devem ser encaradas como alerta para a busca de ajuda médica: a presença dos três sintomas juntos pode indicar a hidrocefalia, doença altamente limitante provocada pelo aumento de líquido cefalorraquidiano (liquor) nas cavidades cerebrais chamadas ventrículos.
No Brasil há aproximadamente 11 mil novos casos em adultos por ano, atingindo igualmente homens e mulheres, principalmente a partir dos 65 anos. Mas, considerando que a doença é subdiagnosticada, o número é provavelmente maior.
A hidrocefalia ocorre quando o liquor, que circula pelo cérebro atuando como um sistema de proteção, não consegue ser reabsorvido. Normalmente, há cerca de 250 ml desse líquido circulando e sendo reabsorvido pelo cérebro de um indivíduo adulto, quantidade que se refaz em média três vezes por dia. Diferentemente da hidrocefalia infantil, em que ocorre a expansão da cabeça porque ainda não há consolidação óssea da caixa craniana, no adulto o liquor não reabsorvido acumula-se nos ventrículos, comprimindo estruturas cerebrais importantes e causando os três sintomas.
A hidrocefalia pode ocorrer pelo excesso de produção de liquor, causado por fatores como traumas cranianos, acidente vascular cerebral (AVC), tumores cerebrais, cirurgias cerebrais prévias e hemorragia das meninges. Também pode ser provacada quando há oclusão dos aquedutos (canais por onde circula o liquor), seja por defeito congênito ou por tumores - são casos mais raros e podem acometer pessoas de todas as idades.
A grande maioria das ocorrências de hidrocefalia em adultos idosos, porém, está associada à incapacidade do cérebro de reabsorver adequadamente o liquor, por razões ainda desconhecidas. É denominada Hidrocefalia de Pressão Normal Idiopática (sem causa definida), porque apesar do aumento dos ventrículos, a pressão do liquor é normal.
A hidrocefalia sem causa definida é também a de diagnóstico mais complexo, pois a tríade de sintomas característicos da doença (comprometimento de memória e/ou funções cognitivas, marcha irregular e incontinência urinária) está presente em outras doenças do idoso. "Mais de 90% dos pacientes que apresentam a tríade de sintomas têm hidrocefalia", diz o dr. Reynaldo André Brandt, neurocirurgião do Einstein e presidente da mesa diretora da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.
“Trata-se de uma doença extremamente limitante. O paciente não consegue se locomover e fica preso ao leito, com incontinência que favorece infecções urinárias de repetição", observa o dr. Ivan Hideyo Okamoto, neurologista do Einstein.
Diagnóstico
O diagnóstico de hidrocefalia é feito pela história clínica e por exames de imagem que mostram os ventrículos aumentados. Quando há suspeita de HPNI, é realizado o teste terapêutico denominado Tap-Test. Inicialmente, o paciente passa por avaliação da memória cognitiva e por testes de marcha. No outro dia é submetido à punção de cerca de 30 ml de liquor retirado da coluna vertebral, o que reduz temporariamente a retenção nos ventrículos.
Os testes são repetidos após a punção. Se o paciente mostrar melhora nas funções que estavam afetadas, a HPNI fica caracterizada. "O Tap-Test é importante para a confirmação diagnóstica, pois aumenta a segurança na indicação de um procedimento cirúrgico para pacientes de mais idade", explica o dr. Okamoto.
O Einstein foi a instituição pioneira na aplicação do Tap-Test de forma sistematizada e sem a necessidade de internação. O paciente passa pela avaliação neuropsicológica e pelo teste de marcha e, no dia seguinte, retorna para ser submetido à punção do liquor. Alguns minutos depois é reavaliado para verificar se a resposta à punção foi positiva. "Fazer a reavaliação logo após a punção melhora significativamente a precisão do exame, já que o liquor pode voltar a se acumular nos ventrículos em cerca de duas horas", destaca o dr. Brandt.
Cirurgia eficaz e segura
A cirurgia de derivação ventrículo-peritoneal (DVP) é a indicação preferencial para o tratamento da hidrocefalia. Trata-se de um procedimento adotado já há muitas décadas com índices de eficácia e segurança superiores a 80%. Consiste na colocação de um cateter no ventrículo cerebral, ligado a uma válvula e a outro cateter, implantado na altura do pescoço e que chega até a cavidade peritoneal, na região do abdômen.
A válvula tem a função de regular o fluxo, abrindo toda vez em que há aumento dos ventrículos e drenando o excesso de liquor - levado através do cateter até a cavidade peritoneal. Os sintomas desaparecem por completo logo após o procedimento e os índices de recidiva são extremamente baixos.
O avanço da tecnologia possibilitou a criação de válvulas reguláveis que, caso seja necessário, podem ser ajustadas sem procedimentos invasivos. Antes delas qualquer problema nas válvulas exigia que fossem substituídas com a realização de nova cirurgia.
A frequente confusão dos sintomas da hidrocefalia com os de doenças como Alzheimer retarda e, muitas vezes, impede a detecção da doença. Mas, com diagnóstico precoce e tratamento correto, a hidrocefalia pode ser completamente curada, resgatando a qualidade de vida do paciente e de sua família.
Fonte: Dr. Ivan Okamoto, neurologista - CRM:62356 e Dr. Reynaldo André Brandt, neurocirurgião - CRM: 13760
Fonte: Einstein.com.br
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Hospital encontra excesso na indicação de cirurgia de coluna
Um programa do hospital Albert Einstein está reavaliando indicações de cirurgias de coluna. Em dois anos, dos 1.679 pacientes que chegaram com pedido médico para a operação, só 683 (41%) foram confirmados como realmente necessários.
Os resultados foram apresentados anteontem em fórum internacional de qualidade e segurança do paciente, em Londres.
O programa atende pacientes particulares e de planos de saúde (Bradesco, Marítima e SulAmérica), que são encaminhados pelo próprio convênio para uma segunda opinião médica.
Além do diagnóstico, o acordo entre o hospital e os planos prevê reabilitação para os casos não cirúrgicos.
A iniciativa está causando polêmica entre os cirurgiões cujos diagnósticos foram questionados. O caso foi discutido na câmara técnica de implantes da AMB (Associação Médica Brasileira), que o encaminhou ao Conselho Federal de Medicina.
"Isso fere um preceito básico da ética médica que é um médico interferir ou mudar a conduta de outro. A indicação de cirurgia é prerrogativa do médico do paciente", afirma o neurocirurgião Marcelo Mudo, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.
O excesso de cirurgias de coluna e as sequelas (perda da mobilidade, por exemplo) que ocorrem quando ela é mal indicada são largamente documentados em estudos. Os procedimentos custam até R$ 200 mil e mais da metade desse valor se refere a dispositivos (pinos, parafusos etc).
Nos EUA, o número e os custos dessas cirurgias dispararam na última década e elas estão agora na mira do governo federal. Há a suspeita de que os médicos estejam indicando mais porque ganham benefícios da indústria.
Segundo o médico Claudio Lottenberg, presidente do Einstein, o projeto é uma tentativa de evitar esses conflitos e padronizar procedimentos. "Queremos o melhor para o paciente e para o sistema de saúde como um todo, não para a fábrica de implantes."
Os planos de saúde que participam da iniciativa economizaram R$ 54 milhões com as cirurgias não realizadas. Lottenberg diz que o grupo segue estritamente protocolos clínicos e não há intenção de favorecer convênios.
O médico Mario Ferretti, gerente de ortopedia do Einstein, afirma que a maioria das indicações cirúrgicas desnecessárias era relativa a diagnósticos associados a outras doenças não detectadas.
"O paciente pode até ter uma hérnia de disco, mas pode ser que outras patologias, como fibromialgia ou esclerose múltipla, sejam a real causa da dor na coluna."
No hospital, a equipe de atendimento tem ortopedistas, fisiatras e fisioterapeutas. "Não colocamos cirurgiões de propósito, para não ter viés. Os clínicos estão capacitados a fazer o diagnóstico. Se há dúvida, acionamos os cirurgiões", diz Ferretti.
Segundo dados do projeto, pacientes que adotaram tratamentos não invasivos, como fisioterapia, tiveram redução da dor e relataram melhoria de qualidade de vida.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1265817-hospital-encontra-excesso-na-indicacao-de-cirurgia-de-coluna.shtml
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Peso da indústria pode estimular mais cirurgias de coluna
Cirurgias de coluna, especialmente as de hérnia de disco, estão na mira do governo dos EUA. Os custos com esse procedimento passaram de US$ 345 milhões em 1997 para US$ 2,24 bilhões em 2008.
Como pano de fundo, há os conflitos de interesses entre cirurgiões e a indústria de próteses (pinos, placas e outros materiais), que já estão sendo investigados pelo Congresso.
A suspeita é que os médicos estariam indicando cirurgias desnecessárias em troca de comissões.
Um relatório divulgado em 2011 pelo "Wall Street Journal" mostrou que cinco cirurgiões do Norton Hospital, no Kentucky, receberam, cada um, US$ 1,3 milhão da Medtronic, líder em dispositivos para cirurgia na coluna.
A empresa afirmou que o dinheiro se refere a royalties, porque os médicos ajudaram no desenvolvimento dos dispositivos. O curioso é que esses médicos estão entre os que mais indicam as cirurgias no sistema público de saúde americano, o Medicare.
Só os parafusos usados para perfurar a coluna custam US$ 2.000 cada um. Mas, segundo o Medicare, o custo de fabricação não passa de US$ 100.
"Você pode facilmente colocar US$ 30 mil em materiais durante uma cirurgia de hérnia de disco", diz Charles Rose, cirurgião de coluna da Universidade da Califórnia que criou o grupo "Associação de Ética Médica" para combater os conflitos de interesse.
"Muitas cirurgias estão sendo feitas em situações em que não há evidência de que vão funcionar", afirmou à Folha Rosemary Gibson, autora do livro "The Treatment Trap".
TAMBÉM NO BRASIL
No Brasil, a situação é parecida, segundo o cardiologista Bráulio Luna Filho, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina). "O problema é que ninguém denuncia. Mas o que anda acontecendo é criminoso."
Segundo ele, o Cremesp discute criar uma resolução estadual que discipline os conflitos de interesses na área de medicamentos e de dispositivos.
"Sabemos dos exageros, mas fazemos de conta que não sabemos", diz Guilherme Barcellos, pesquisador especializado em conflitos de interesse.
Em 2010, o CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou uma resolução que proíbe comissões para a prescrição de materiais implantáveis, órteses e próteses. A resolução também impede que o médico exija a marca do material a ser usado.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1090514-peso-da-industria-pode-estimular-mais-cirurgias-de-coluna.shtml
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Tratamentos pouco invasivos contra dores na coluna ganham espaço
Há muito mais entre os remédios e as cirurgias para tratar as dores nas costas, problema que, segundo pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, atinge um terço dos brasileiros adultos.
Os tratamentos pouco invasivos, feitos com agulhas ou incisões mínimas, estão ganhando espaço em consultórios e hospitais.
Segundo o médico fisiatra João Amadera, entre os 300 pacientes atendidos no centro especializado em tratamento de coluna aberto no fim do ano passado no Hospital do Coração, só um foi encaminhado para cirurgia.
Nos outros casos, fisioterapia e injeções de medicamentos diretamente no ponto de origem da dor bastam.
Outra opção é a "queima" de nervos que podem ter tido um crescimento anormal e se tornam fonte de dor. Depois disso, o paciente pode ser encaminhado para fisioterapia.
"O importante é quebrar o ciclo da dor e corrigir a postura", afirma Amadera.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
O exame físico detalhado e o histórico da dor dão pistas melhores sobre a origem do problema do que a análise isolada de exames de imagem, diz o neurocirurgião Joel Augusto Ribeiro Teixeira.
Para ele, ainda é comum uma visão simplista das dores da coluna. "Parece que sempre é hérnia de disco ou dor muscular. Ou se opera ou faz fisioterapia. Mas há muitos estágios intermediários", afirma o médico, coordenador do centro de terapias minimamente invasivas da coluna do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Teixeira diz que o tratamento da dor na coluna deve ser escalonado: primeiro é preciso tentar as terapias conservadoras, como o uso de remédios e fisioterapia. Os procedimentos minimamente invasivos vêm depois e, em último caso, a cirurgia.
No entanto, de acordo com o fisiatra João Amadera, muitos pacientes recebem indicação de cirurgia sem necessidade. "Menos de 5% das hérnias de disco precisam de cirurgia. Cerca de 90% são reabsorvidas sozinhas."
O comerciante de tecidos Marcos Antonio Pereira de Barros, 51, escolheu a terapia minimamente invasiva para tratar dores causadas por uma hérnia de disco que o incomoda há oito anos. "Já tinha tentado de tudo. Ficava com dor depois de ficar sentado ou em pé por mais de dez minutos do mesmo jeito."
Barros, que mora em Santa Cruz do Capibaribe (PE), se submeteu a duas sessões para receber injeções de medicamentos no HCor, em São Paulo. "O incômodo melhorou 85%. Estou fazendo pilates também."
Luís Eduardo Munhoz da Rocha, presidente do Comitê de Coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, afirma que os tratamentos pouco invasivos têm indicações pontuais, e o mais importante é mudar hábitos e fortalecer a musculatura que sustenta a coluna. "Hoje está muito em voga o minimamente invasivo. Nem tudo é resolvido assim."
terça-feira, 3 de abril de 2012
Mulher desloca duas vértebras depois de espirrar
Quase inacreditável!!
Uma mulher de 28 anos se recupera de uma cirurgia delicada no pescoço, que ela teve que fazer depois que um espirro deslocou duas de suas vértebras. As informações são do site australiano “Ninemsn”.
“Eu senti um espirro vindo e prendi a respiração, como se faz na hora de espirrar, e doeu”, contou Monique Jeffrey. “Quando eu espirrei, senti algo se mover e foi uma dor torturante. Espirrei duas vezes e, no segundo, pensei ‘ai, meu Deus!’”.
Na hora, Monique se sentiu travada e só conseguia mexer o braço direito. Tudo que conseguiu fazer foi mandar uma mensagem de celular ao marido pedindo ajuda. Ele a levou ao hospital, onde, inicialmente, disseram que ela estava com torcicolo.
Mas logo ficou claro que o problema era mais grave, quando o braço de Monique começou a formigar. Ela passou por uma tomografia e o exame mostrou que duas vértebras estavam deslocadas. Nas palavras do neurocirurgião que a atendeu, foi uma lesão “muito azarada e muito rara”.
A australiana de Melbourne precisou passar por uma cirurgia que colocou quatro pinos no seu crânio e agora terá de usar um aparelho de proteção por três meses para que o pescoço volte ao normal.
A cirurgia, que teve de ser feita sem anestesia, foi “pior que trabalho de parto”, nas palavras de Monique. Seu filho de dez meses, aliás, passará os próximos meses com os avós em Hobart, na Tasmânia, porque ela não conseguirá cuidar dele.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/mulher-desloca-duas-vertebras-depois-de-espirrar.html
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Após reavaliação médica, Minotauro realiza cirurgia no braço e deve voltar em julho
Após uma reavaliação dos médicos norte-americanos, Rodrigo Minotauro foi submetido a uma cirurgia no braço que fraturou na derrota diante de Frank Mir e promete retorno ao octógono em junho. A decisão foi tomada após uma análise da evolução do quadro médico do lutador ao longo desta semana. O lutador sofreu a lesão no último fim de semana, durante sua luta no UFC 140.
Responsável pela cirurgia no brasileiro, o médico norte-americano Thomas Hackett realizou uma incisão na parte posterior do tríceps, com a manutenção da integridade total do bíceps, informou o blog do lutador brasileiro. "Tínhamos decidido pelo tratamento conservador, mas iria comprometer os nervos da mão. Fizemos a melhor escolha. Estou muito bem depois da cirurgia. O médico garante que em junho estou lutando", afirmou Minotauro, em seu Twitter.
Minotauro foi derrotado por Frank Mir em Toronto, pelo UFC 140. Na finalização do norte-americano, com uma kimura, ele teve o úmero fraturado. A princípio, a opção dos médicos foi por um tratamento convencional, sem intervenção cirúrgica, mas após nova avaliação decidiu-se pela operação.
"Obrigado a todos pela força. Foi muito importante pra mim. A cirurgia foi um sucesso gracas a Deus!", agradeceu o lutador brasileiro pelo microblog. Nas próximas duas semanas, Minotauro já poderá realizar movimentos passivos de flexão e extensão do cotovelo, entre outros exercícios de reabilitação.
E dá-lhe fisioterapia!!!
Fonte: Uol.com.br
Responsável pela cirurgia no brasileiro, o médico norte-americano Thomas Hackett realizou uma incisão na parte posterior do tríceps, com a manutenção da integridade total do bíceps, informou o blog do lutador brasileiro. "Tínhamos decidido pelo tratamento conservador, mas iria comprometer os nervos da mão. Fizemos a melhor escolha. Estou muito bem depois da cirurgia. O médico garante que em junho estou lutando", afirmou Minotauro, em seu Twitter.
Minotauro foi derrotado por Frank Mir em Toronto, pelo UFC 140. Na finalização do norte-americano, com uma kimura, ele teve o úmero fraturado. A princípio, a opção dos médicos foi por um tratamento convencional, sem intervenção cirúrgica, mas após nova avaliação decidiu-se pela operação.
"Obrigado a todos pela força. Foi muito importante pra mim. A cirurgia foi um sucesso gracas a Deus!", agradeceu o lutador brasileiro pelo microblog. Nas próximas duas semanas, Minotauro já poderá realizar movimentos passivos de flexão e extensão do cotovelo, entre outros exercícios de reabilitação.
E dá-lhe fisioterapia!!!
Fonte: Uol.com.br
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
UFC confirma que Minotauro não passa por cirurgia e volta em 2012
Peso-pesado brasileiro vai usar tala especial e, segundo médico indicado pela companhia, precisará de até nove meses de recuperação
Por SporTV.com Los Angeles
De acordo com o Twitter oficial da organização, Minotauro usará uma nova tala ajustável de plástico, que permitirá ao brasileiro movimentar o cotovelo direito. Duas vezes por dia, o peso-pesado terá de usar um mecanismo de ultrasom por 20 minutos. O Dr. Itamura estipulou o retorno do lutador ao octógono para, no máximo, daqui a nove meses, o que significa que Minotauro estaria em ação novamente no UFC em setembro.
Minotauro sofreu uma fratura no úmero, longo osso que liga à escápula aos ossos do antebraço, durantesua luta com Frank Mir, no UFC 140, no último sábado. As indicações iniciais de sua equipe eram que o lutador baiano, ex-campeão interino dos pesos-pesados,precisaria de cirurgia para se recuperar. Nesta segunda, Minotauro se consultou com o médico do UFC junto ao irmão gêmeo, Rogério Minotouro.
Rodrigo Minotauro com a nova tala especial, em registro de seu irmão, Minotouro (Foto: Reprodução/Twitter)
Por SporTV.com Los Angeles
O brasileiro Rodrigo Minotauro não vai mesmo precisar de cirurgia para recuperar-se de fratura no úmero, sofrido na derrota para Frank Mir no último sábado, no UFC 140. O Ultimate divulgou na noite desta segunda-feira o diagnóstico do Dr. John Itamura, indicado pela própria organização para atender o peso-pesado baiano.
De acordo com o Twitter oficial da organização, Minotauro usará uma nova tala ajustável de plástico, que permitirá ao brasileiro movimentar o cotovelo direito. Duas vezes por dia, o peso-pesado terá de usar um mecanismo de ultrasom por 20 minutos. O Dr. Itamura estipulou o retorno do lutador ao octógono para, no máximo, daqui a nove meses, o que significa que Minotauro estaria em ação novamente no UFC em setembro.
Minotauro sofreu uma fratura no úmero, longo osso que liga à escápula aos ossos do antebraço, durantesua luta com Frank Mir, no UFC 140, no último sábado. As indicações iniciais de sua equipe eram que o lutador baiano, ex-campeão interino dos pesos-pesados,precisaria de cirurgia para se recuperar. Nesta segunda, Minotauro se consultou com o médico do UFC junto ao irmão gêmeo, Rogério Minotouro.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Britânico tem dedão do pé implantado no lugar do polegar
Da BBC
Um britânico que cortou o polegar da mão esquerda acidentalmente decidiu ter o dedão do pé amputado e implantado em seu lugar.
James Byrne, de 29 anos, perdeu o polegar enquanto serrava madeira em dezembro do ano passado.
Depois de uma tentativa fracassada de reimplantar o dedo, cirurgiões plásticos do Hospital Frenchay, em Bristol, transplantaram o dedão do pé esquerdo de Byrne para sua mão.
Segundo o cirurgião Umraz Khan, a perda do dedo do pé não é um impedimento tão grande como perder um polegar, então o ganho é maior que a perda.
"O Dr. Khan reimplantou meu polegar, mas ele tinha sido muito danificado e, apesar de termos tentado de tudo, incluindo sanguessugas, para fazer com que o sangue fluísse novamente, não conseguimos", disse Byrne.
"O Dr. Khan disse: 'Você vai ter um polegar nem que eu tenha que tirar seu dedão do pé'. Eu pensei que ele estivesse brincando, mas ele estava falando sério e nove meses depois, aqui está."
"Eu estou satisfeito com o fato de que ele (o dedo) funciona. Meu trabalho como pedreiro estaria destruído sem o uso da minha mão, porque não conseguiria pegar um tijolo sem o polegar, mas agora espero poder voltar ao trabalho em alguns meses."
Fisioterapia
Byrne terá de passar por fisioterapia para ajudá-lo a se adaptar ao uso do novo polegar.
O Hospital Frenchay é um centro regional de microcirurgia e é renomado por ajudar pacientes que requerem este tipo de procedimento.
"James terá de reaprender a se equilibrar sem o dedão do pé esquerdo, mas ele conseguirá andar e correr normalmente", disse o Dr. Khan.
"Já sem o polegar, James não poderia fazer coisas básicas como segurar uma caneta ou abrir a porta. Ainda estamos na fase inicial, mas é possível que ele precise de outras cirurgias para fazer com que o dedão se pareça mais com um polegar."
Fonte: http://www.globo.com/
Um britânico que cortou o polegar da mão esquerda acidentalmente decidiu ter o dedão do pé amputado e implantado em seu lugar.
James Byrne, de 29 anos, perdeu o polegar enquanto serrava madeira em dezembro do ano passado.
Depois de uma tentativa fracassada de reimplantar o dedo, cirurgiões plásticos do Hospital Frenchay, em Bristol, transplantaram o dedão do pé esquerdo de Byrne para sua mão.
Segundo o cirurgião Umraz Khan, a perda do dedo do pé não é um impedimento tão grande como perder um polegar, então o ganho é maior que a perda.
"O Dr. Khan reimplantou meu polegar, mas ele tinha sido muito danificado e, apesar de termos tentado de tudo, incluindo sanguessugas, para fazer com que o sangue fluísse novamente, não conseguimos", disse Byrne.
"O Dr. Khan disse: 'Você vai ter um polegar nem que eu tenha que tirar seu dedão do pé'. Eu pensei que ele estivesse brincando, mas ele estava falando sério e nove meses depois, aqui está."
"Eu estou satisfeito com o fato de que ele (o dedo) funciona. Meu trabalho como pedreiro estaria destruído sem o uso da minha mão, porque não conseguiria pegar um tijolo sem o polegar, mas agora espero poder voltar ao trabalho em alguns meses."
Fisioterapia
Byrne terá de passar por fisioterapia para ajudá-lo a se adaptar ao uso do novo polegar.
O Hospital Frenchay é um centro regional de microcirurgia e é renomado por ajudar pacientes que requerem este tipo de procedimento.
"James terá de reaprender a se equilibrar sem o dedão do pé esquerdo, mas ele conseguirá andar e correr normalmente", disse o Dr. Khan.
"Já sem o polegar, James não poderia fazer coisas básicas como segurar uma caneta ou abrir a porta. Ainda estamos na fase inicial, mas é possível que ele precise de outras cirurgias para fazer com que o dedão se pareça mais com um polegar."
Fonte: http://www.globo.com/
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Médico espanhol realiza primeiro transplante de pernas no mundo
Esqueci de postar aqui no blog sobre essa tão importante notícia; mas aqui está a notícia um pouquinho atrasada. Este médico é pioneiro e especialista no assunto...
O cirurgião espanhol Pedro Cavadas concluiu na segunda-feira, dia 11, no Hospital La Fe de Valência, na Espanha, o primeiro transplante bilateral de pernas realizado no mundo, segundo informaram fontes do centro médico.
A intervenção realizada por Cavadas, com apoio da equipe de profissionais do hospital público La Fe, começou na noite de domingo e terminou na manhã da segunda-feira.
Trata-se da primeira vez no mundo que se realiza um transplante destas características e para realizá-lo foi fundamental a coordenação entre a Organização Nacional de Transplantes (ONT) e as equipes de profissionais da Fundação Pedro Cavadas e de médicos da rede pública valenciana.
Para realizar a intervenção, de "alta complexidade", não havia antecedentes nem experiências prévias, segundo as fontes, que não divulgaram dados sobre o paciente operado.
Segundo as fontes, Cavadas avalia ser necessário esperar pelo menos 48 horas para poder divulgar mais informações e apelaram à confidencialidade da doadora e do paciente.
O Diário Oficial da Comunidade Valenciana publicou em 4 de maio de 2010 a autorização concedida ao Hospital La Fe de Valência pela Secretaria de Saúde para o transplante de membros inferiores por um período de quatro anos.
Em 18 de agosto de 2009, o cirurgião Pedro Cavadas já havia realizado o primeiro transplante do mundo de rosto que incluiu mandíbula e língua, em um homem de 43 anos que recebeu alta cerca de um mês depois da intervenção.
O cirurgião é também o autor do primeiro transplante bilateral de antebraços e mãos em uma mulher colombiana, Alba Lucía, que foi operada em novembro de 2006 e que recebeu alta um ano e meio depois.
Além disso, em novembro de 2008, o médico conseguiu reimplantar a perna direita em um jovem de 20 anos que havia sido amputada em um acidente de trabalho.
domingo, 7 de junho de 2009
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