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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
For seniors, any exercise may be better than none - Reuters
(Reuters Health) - Even 15 minutes a day of brisk walking, cycling or swimming could help older adults live longer, according to a review of past research that found any physical activity is better than none.
For people over age 60, meeting current U.S. guidelines for moderate-to-vigorous exercise was linked to a 28 percent lower risk of dying over about 10 years, compared to being completely sedentary. But even lower levels of exercise were tied to a 22 percent reduction in mortality risk.
“When our older patients cannot do 150 minutes of moderate-intensity physical activity a week because of chronic diseases, we (the 2008 guidelines) recommend them to be as physically active as their abilities and conditions allow,” said lead author Dr. David Hupin of the department of clinical and exercise physiology, University Hospital of Saint-Etienne, France, by email.
But, Hupin’s team writes in the British Journal of Sports Medicine, the 150-minutes per week of moderate-to-vigorous exercise suggested in the 2008 Physical Activity Guidelines for Americans could be too much for some older adults, discouraging them from exercising. The authors point out that more than 60 percent of older adults don’t meet that requirement.
For the new study, Hupin’s team looked at whether less exercise could still be beneficial. They analyzed data from past studies covering a total of 122,417 men and women between the ages of 60 and 101 in the U.S., Taiwan and Australia.
The studies evaluated participants' physical activity levels and their risk of dying from any cause over about 10 years. Theyalso factored in participants’ self-reported health status, physical or mental illnesses, weight, cholesterol and other details.
Hupin’s team standardized participants' exercise amount and intensity into units known as Metabolic Equivalent of Task, or METs, representing the amount of energy expended per minute in a specific activity. Resting expends 1 MET, moderate activity like walking uses 3 to 5.9 METs and vigorous exercise like running uses more than 6 METs.
A weekly exercise “dose” was low if it totaled 1 to 499 METs, moderate at 500 to 999 METs and high if it was more than 1,000 METs.
The mortality rate was 22 percent lower among people in the low METs category than among those who did no exercise at all beyond the activities of daily living.
For people in the moderate METs category - which is equivalent to the recommended 150 minutes per week of moderate-to-vigorous exercise - there were 28 percent fewer deaths compared to those with no exercise.
People who expended at least 1,000 METs per week had a 35 percent lower mortality rate.
The link between exercise and mortality risk was especially strong for cardiovascular disease and less so for cancer, the researchers note.
Older women showed an even greater benefit from exercise than men, with their mortality risk decreasing by 32 percent compared to men’s 14 percent in the low-METs category. One reason could be that women underestimated their exercise level and men overestimated theirs, the authors write.
The researchers recommend 15 minutes per day of exercise based on these results, but Hupin said adults who couldn’t even meet that goal would benefit by merely moving around more on a consistent basis.
“Scientific evidence is now emerging to show that there may be health benefits from light physical activity and from replacing sedentary activities with light intensity activities, when the dose of (moderate-to-vigorous physical activity) is held constant,” Hupin said. “They must become less sedentary: cooking or working at a standing desk, rather than sitting.
“Age is not an excuse to do no exercise,” he said.
Thomas Buford, who directs the Health Promotion Center at the University of Florida in Gainesville, said that while the study offered great examples of exercise, such as walking briskly, bicycling and swimming or gymnastics, he agreed that even increasing exercise in small bouts would help.
“For each individual, they would have to be tailored depending on their physical abilities,” Buford said by email.
SOURCE: bit.ly/1HEXnpf British Journal of Sports Medicine, online August 3, 2015.
http://www.reuters.com/article/2015/08/21/us-health-elderly-fitness-mortality-idUSKCN0QQ1M620150821
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Efeitos da Atividade Física na memória declarativa, capacidade funcional e qualidade de vida em idosos - Artigo
Efeitos da atividade física na memória declarativa, capacidade funcional e qualidade de vida em idosos - Effects of physical activity in declarative memory, functional capacity and quality of life in elderly
Resumo:
A expectativa de sobrevida da população idosa tem aumentado nos últimos anos, podendo o processo de envelhecimento ser acompanhado por declínio das capacidades funcionais, físicas e cognitivas dos idosos. Dentro da função cognitiva, a memória apresenta-se como uma das suas principais queixas. Os objetivos do estudo foram analisar a memória declarativa, a capacidade funcional e qualidade de vida de idosos ativos e insuficientemente ativos, a fim de observar se a atividade física interfere
positivamente nestas variáveis. Trata-se de estudo transversal, do qual fizeram parte dois grupos de comparação, idosos ativos (G1) e insuficientemente ativos (G2), com idade acima de 60 anos, residentes no município de Santa Maria-RS. A avaliação foi composta pelos seguintes instrumentos: Teste de Memória Emocional, Índice de Katz e Avaliação da Qualidade de Vida: SF-36. Como resultados, foi encontrado que os idosos do grupo G1 apresentaram melhores escores tanto na memória como na qualidade de vida quando comparados aos do grupo G2. Já no quesito capacidade
funcional para atividades básicas de vida diária, avaliado pelo Índice de Katz, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos, mas quando observados os resultados da variável capacidade funcional avaliado pelo SF-36, o G1 apresentou melhores resultados com diferença estatisticamente significativa quando comparado ao G2. Devido à importância da atividade física no retardo dos declínios decorrentes do envelhecimento, torna-se necessário criar estratégias para a participação dos idosos em grupos de atividades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida,
independência e participação.
Para acessar e baixar o artigo completo clique no link abaixo:
http://www.scielo.br/pdf/rbgg/v17n3/1809-9823-rbgg-17-03-00541.pdf
domingo, 28 de setembro de 2014
Atividade física de três a quatro vezes por semana ajuda a prevenir doenças
Aprofundada com detalhada discussão a “Diretriz sobre a Modificação do Estilo de Vida para Redução do Risco Cardiovascular”, da American Heart Association, foi publicada na edição de setembro de uma das mais importantes revistas de cardiologia do mundo: a "Circulation". Um estilo de vida saudável é a mais importante ação proposta na prevenção de doenças cardiovasculares, sem dúvida a principal causa das doenças degenerativas e de mortalidade em todo o mundo.
Avaliaram-se evidências de que determinados padrões alimentares, ingestão de nutrientes e os níveis e tipos de atividade física pode desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, através dos seus efeitos sobre os conhecidos fatores de risco cardiovasculares modificáveis: a pressão arterial, as gorduras no sangue, a obesidade e principalmente a vida sedentária.
A perda e manutenção do peso são fundamentais para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares, tudo ligado à mudança do estilo de vida, fundamentalmente na alimentação e na atividade física, que foi sugerida ser de 40 minutos por vez três a quatro vezes por semana e de intensidade moderada.
O sódio (principal componente do sal) foi avaliado como um simples nutriente porque pouco dele é encontrado naturalmente nos alimentos. Porém, é adicionado a alimentos, principalmente durante a preparação, para a preservação, e/ou no momento do consumo. Por conseguinte, é teoricamente possível alterar o consumo de sódio, sem alterar a ingestão de alimentos ou a dieta padrão global. Além disso, o outro eletrólito o potássio foi analisado como um único nutriente, pois a ingestão dele pode reduzir a pressão arterial independente de outros nutrientes ou alimentos.
Um efeito do sódio sobre a pressão arterial é a sua modulação pela ingestão concomitante de potássio. Poderiam se beneficiar com a redução da pressão arterial, os indivíduos que consumam uma dieta padrão que enfatize a ingestão de vegetais, frutas e grãos integrais; produtos de baixo teor de gordura do leite, aves, peixes, legumes, azeite de oliva e nozes e limitação na ingestão de doces, bebidas adoçadas com açúcar e carnes vermelhas.
É importante adaptar este padrão dietético para necessidades de calorias adequadas e preferências alimentares pessoais e culturais, como também nas condições médicas especiais como o diabete. Para a atividade física, a forte evidência epidemiológica liga níveis mais altos de atividade física aeróbica para reduzir as taxas de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas, como diabete tipo 2. Várias evidências indicam uma relação inversa dose-dependente entre níveis de atividade física e as taxas de doenças cardiovasculares.
Os mecanismos que relacionam a atividade física e diminuição das taxas de doenças cardiovasculares incluem efeitos benéficos sobre o perfil das gorduras do sangue, diabete 2 e pressão arterial. A busca de evidências relacionadas incluiu apenas revisões sistemáticas e meta-análises de ensaios clínicos randomizados ou ensaios clínicos controlados individuais em adultos maiores de 18 anos de idade.
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/09/atividade-fisica-de-tres-quatro-vezes-por-semana-ajuda-prevenir-doencas.html
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Caminhada pode amenizar sintomas da doença de Parkinson
Caminhadas regulares podem melhorar funções motoras, humor, cansaço, condicionamento físico e alguns aspectos das habilidades mentais de pessoas com doença de Parkinson, em gradação leve a moderada. A constatação foi obtida em estudo realizado por pesquisadores da Universidade Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Neurology.
De acordo com a pesquisa, uma caminhada rápida melhora a função motora e o humor em 15%, a atenção em 14% por cento, reduz o cansaço em 11% e aumenta o condicionamento físico e aeróbico em 7%. No teste de função motora, os participantes melhoraram a uma média de 2,8 pontos, que é considerado uma diferença clinicamente importante.
Portanto, o estudo indica que pessoas que possuem a doença, em gradação leve a moderada, que não têm demência e são capazes de caminhar de forma independente, podem seguir as orientações de exercícios recomendados para adultos saudáveis com segurança o que, segundo os pesquisadores, inclui 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada.
Fonte: SBGG - Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Ficar muitas horas vendo TV no sofá diminui força nas pernas de idosos
Pesquisa constatou que idosos assistem, em média, 7 horas ao dia.
Especialista indica exercícios que podem ser feitos na sala.
Quanto mais tempo passam sentados em frente da televisão, menos força muscular os idosos têm nas pernas. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
O levantamento levou em conta dados de 159 pessoas de 54 a 92 anos que vivem em instituições para idosos da cidade de São Caetano do Sul. O grupo, cuja média de idade é de 74 anos, participa de um programa de atividades físicas oferecido pelo Celafiscs.
Os resultados são preocupantes: cada idoso passa em média 433 minutos diários em frente à televisão, o que equivale a mais de 7 horas diante do aparelho. Além disso, eles andam em média 1.422 passos por dia, menos de um terço do que seria recomendado para essa idade.
Um cálculo que dividiu os participantes em dois grupos iguais – os que assistem à TV por mais tempo e os que assistem à TV por menos tempo – concluiu que o grupo que passou mais tempo no sofá apresentou capacidade muscular dos membros inferiores 26% inferior ao outro grupo.
Durante uma semana, todos os idosos usaram um pedômetro, equipamento que mede a quantidade de passos dados ao longo do dia. Além disso, foram submetidos a testes de aptidão física e capacidade funcional.
Os testes incluíram a medida da força muscular, do equilíbrio, da flexibilidade e da agilidade. O objetivo foi determinar até que ponto os idosos conseguem realizar suas atividades cotidianas de maneira independente: como sentar e levantar, esticar o braço para pegar um objeto posicionado no alto ou agachar-se para pegar um objeto no chão.
Segundo o professor de educação física Timóteo Leandro de Araújo, pesquisador do Celafiscs, os idosos analisados praticam atividades físicas por apenas 13 minutos diários, contrariando a recomendação que é de no mínimo 30 minutos. “Tirando o tempo em que passam dormindo, eles ficam 96% do dia em atividades motoras de intensidade leve ou sedentária”, diz Araújo.
Ele lembra que o grupo analisado ainda tinha a “vantagem” de participar de um programa de atividades físicas três vezes por semana, caso contrário, o resultado teria sido ainda mais preocupante.
Para o especialista, é importante estimular uma mudança no cotidiano dos idosos, com mais desafios motores. “Assim que se levantam e tomam café, vão direto para a sala e não saem mais. Muitas vezes, acabam ficando muito tempo porque não conseguem mais se levantar do sofá sem ajuda, é sempre um trabalho”.
Exercícios em frente à TV
Para os idosos que não abrem mão da TV, uma alternativa é aproveitar o tempo da programação para fazer algumas atividades físicas leves. Segundo Araújo, é possível fazer exercícios de equilíbrio e força na sala de casa, no caso de o idoso não poder frequentar uma instituição especializada.
De acordo com o especialista, para aprimorar o equilíbrio, o idoso pode ficar em pé ao lado da parede e dobrar um dos joelhos formando um “quatro”, com o calcanhar atrás do joelho, encostando o pé à parede caso seja preciso. Apoiando as mãos no braço do sofá, recomenda-se fazer uma série de oito agachamentos. Outro exercício possível é ficar nas pontas dos pés e, em seguida, apoiar-se nos calcanhares, fazendo um balanço.
Especialista indica exercícios que podem ser feitos na sala.
Quanto mais tempo passam sentados em frente da televisão, menos força muscular os idosos têm nas pernas. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
O levantamento levou em conta dados de 159 pessoas de 54 a 92 anos que vivem em instituições para idosos da cidade de São Caetano do Sul. O grupo, cuja média de idade é de 74 anos, participa de um programa de atividades físicas oferecido pelo Celafiscs.
Os resultados são preocupantes: cada idoso passa em média 433 minutos diários em frente à televisão, o que equivale a mais de 7 horas diante do aparelho. Além disso, eles andam em média 1.422 passos por dia, menos de um terço do que seria recomendado para essa idade.
Um cálculo que dividiu os participantes em dois grupos iguais – os que assistem à TV por mais tempo e os que assistem à TV por menos tempo – concluiu que o grupo que passou mais tempo no sofá apresentou capacidade muscular dos membros inferiores 26% inferior ao outro grupo.
Durante uma semana, todos os idosos usaram um pedômetro, equipamento que mede a quantidade de passos dados ao longo do dia. Além disso, foram submetidos a testes de aptidão física e capacidade funcional.
Os testes incluíram a medida da força muscular, do equilíbrio, da flexibilidade e da agilidade. O objetivo foi determinar até que ponto os idosos conseguem realizar suas atividades cotidianas de maneira independente: como sentar e levantar, esticar o braço para pegar um objeto posicionado no alto ou agachar-se para pegar um objeto no chão.
Segundo o professor de educação física Timóteo Leandro de Araújo, pesquisador do Celafiscs, os idosos analisados praticam atividades físicas por apenas 13 minutos diários, contrariando a recomendação que é de no mínimo 30 minutos. “Tirando o tempo em que passam dormindo, eles ficam 96% do dia em atividades motoras de intensidade leve ou sedentária”, diz Araújo.
Ele lembra que o grupo analisado ainda tinha a “vantagem” de participar de um programa de atividades físicas três vezes por semana, caso contrário, o resultado teria sido ainda mais preocupante.
Para o especialista, é importante estimular uma mudança no cotidiano dos idosos, com mais desafios motores. “Assim que se levantam e tomam café, vão direto para a sala e não saem mais. Muitas vezes, acabam ficando muito tempo porque não conseguem mais se levantar do sofá sem ajuda, é sempre um trabalho”.
Exercícios em frente à TV
Para os idosos que não abrem mão da TV, uma alternativa é aproveitar o tempo da programação para fazer algumas atividades físicas leves. Segundo Araújo, é possível fazer exercícios de equilíbrio e força na sala de casa, no caso de o idoso não poder frequentar uma instituição especializada.
De acordo com o especialista, para aprimorar o equilíbrio, o idoso pode ficar em pé ao lado da parede e dobrar um dos joelhos formando um “quatro”, com o calcanhar atrás do joelho, encostando o pé à parede caso seja preciso. Apoiando as mãos no braço do sofá, recomenda-se fazer uma série de oito agachamentos. Outro exercício possível é ficar nas pontas dos pés e, em seguida, apoiar-se nos calcanhares, fazendo um balanço.
Idosos que se exercitam têm 7 vezes mais chance de envelhecer em forma
Estudo britânico acompanhou 3,5 mil idosos durante oito anos.
'Envelhecimento em forma' foi considerado a ausência de doença crônica.
A atividade física regular pode triplicar as chances de se envelhecer bem e em forma, de acordo com estudo divulgado em 26 de novembro.
Depois de oito anos acompanhando um universo de 3.500 pessoas de 64 anos em média, cientistas britânicos mostraram que aqueles que tiveram uma atividade física regular moderada, ou vigorosa, têm sete vezes mais chances do que as pessoas sedentárias de envelhecer em forma.
Essas possibilidades continuam a se triplicar entre os 10% de ex-sedentários que retomaram os exercícios entre 2002 e 2010, de acordo com o estudo publicado no "British Journal of Sports Medicine", editado pelo mesmo grupo do "British Medical Journal" (BMJ).
Ao término do intervalo estudado, uma em cada cinco pessoas era considerada "bem de saúde, enquanto quatro em cada dez desenvolveram uma patologia crônica, uma em cada cinco sofria de depressão, ou déficit cognitivo e um terço de uma incapacidade pelo menos parcial".
Os cientistas dirigidos pelo doutor Mark Hamer, epidemiologista da University College de Londres, levaram em conta outros fatores principais suscetíveis de influenciar o envelhecimento, como o cigarro, o álcool, o estado civil, ou os recursos financeiros.
Embora não haja consenso sobre o tema, avaliou-se que o "envelhecimento em forma" pode ser definido como a ausência de doença crônica, de déficit cognitivo "importante", ou de "limitação importante" das capacidades físicas, assim como gozar de boa saúde mental.
'"Esse estudo", concluem, "apoia as políticas de saúde pública tendentes a estimular os idosos a realizar uma atividade física, mesmo em uma idade avançada".
'Envelhecimento em forma' foi considerado a ausência de doença crônica.
A atividade física regular pode triplicar as chances de se envelhecer bem e em forma, de acordo com estudo divulgado em 26 de novembro.
Depois de oito anos acompanhando um universo de 3.500 pessoas de 64 anos em média, cientistas britânicos mostraram que aqueles que tiveram uma atividade física regular moderada, ou vigorosa, têm sete vezes mais chances do que as pessoas sedentárias de envelhecer em forma.
Essas possibilidades continuam a se triplicar entre os 10% de ex-sedentários que retomaram os exercícios entre 2002 e 2010, de acordo com o estudo publicado no "British Journal of Sports Medicine", editado pelo mesmo grupo do "British Medical Journal" (BMJ).
Ao término do intervalo estudado, uma em cada cinco pessoas era considerada "bem de saúde, enquanto quatro em cada dez desenvolveram uma patologia crônica, uma em cada cinco sofria de depressão, ou déficit cognitivo e um terço de uma incapacidade pelo menos parcial".
Os cientistas dirigidos pelo doutor Mark Hamer, epidemiologista da University College de Londres, levaram em conta outros fatores principais suscetíveis de influenciar o envelhecimento, como o cigarro, o álcool, o estado civil, ou os recursos financeiros.
Embora não haja consenso sobre o tema, avaliou-se que o "envelhecimento em forma" pode ser definido como a ausência de doença crônica, de déficit cognitivo "importante", ou de "limitação importante" das capacidades físicas, assim como gozar de boa saúde mental.
'"Esse estudo", concluem, "apoia as políticas de saúde pública tendentes a estimular os idosos a realizar uma atividade física, mesmo em uma idade avançada".
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Dia do Desafio - 29 de maio

O Dia do Desafio foi criado no Canadá e é difundido mundialmente pela The Association For International Sport for All (TAFISA), entidade de promoção do esporte para todos, sediada na Alemanha. É uma campanha de incentivo à prática de atividades físicas em benefício da saúde e acontece anualmente na última quarta-feira do mês de maio, por meio de ações comunitárias. O SESC SP coordena o evento no Continente Americano desde 2000. O evento propõe que as pessoas interrompam suas atividades rotineiras para praticar qualquer tipo de atividade física por - no mínimo - 15 minutos consecutivos. A partir disso, é esperado que a prática diária de exercícios se torne um hábito permanente na vida da população.
O importante é se mexer.
terça-feira, 21 de maio de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Os Benefícios dos exercícios de dupla tarefa e melhoria da funcionalidade e cognição de idosos.
O processo de envelhecimento é uma das conquistas da sociedade moderna. Aumentamos nossa expectativa de vida nos últimos 100 anos mais do que qualquer momento da história. Papaléo Neto (2006) relata que o processo de envelhecimento e sua conseqüência natural, a velhice, continuam sendo uma das grandes preocupações da humanidade desde o início da civilização. Mas foi no Século XX que se observou grande avanço no campo da ciência do envelhecimento, embora ainda haja uma longa estrada para elucidar os fenômenos do processo de envelhecimento, suas causas e conseqüências.
O Brasil será em 2030 o sexto país com maior número de idosos no mundo. O envelhecimento é um processo irreversível, inerente do ser humano. Sendo considerado um processo normal de qualquer ser vivo. Jacob Filho (2009) cita que o envelhecimento é um processo comum praticamente a todos os seres vivos que, no seu transcorrer, provoca modificações de ordem somática e psíquica que determinam alterações da relação do individuo com o meio que o cerca. Em síntese, o envelhecimento pode ser entendido como um processo de redução da reserva funcional, sem comprometer, na quase totalidade dos mecanismos, a função necessária para as atividades do cotidiano. A existência de uma limitação funcional evidente, mesmo em um nonagenário, deve ser entendida, portanto, como o efeito de um processo fisiopatológico, portanto de uma doença mais do que uma evolução atribuível ao processo natural de envelhecimento.
O Quadro abaixo é bem interessante que demonstra o “ciclo vicioso” que acomete muitos idosos.
Segundo Lisboa (2012) além de declínio físico, com alterações musculosesquelético, nervoso, somatossensorial, visual, vestibular e cardiorrespiratório, o processo de envelhecimento pode ser acompanhado pelo declínio das capacidades cognitivas, dependendo de seus hábitos de vida. Realizar tarefas simultâneas pode ser algo muito difícil para alguns idosos. Atividades como andar e conversar no celular, ou olhar para o sinal (semáforo) e caminhar pode ser uma tarefa quase impossível para alguns idosos. analisando o cotidiano das pessoas, o tempo todo estamos sujeitos a desempenharmos atividade de dupla tarefa (DT), seja no âmbito social, pessoal ou em atividades laborais
O desempenho da DT também é conhecido como “desempenho simultâneo” e envolve a execução de uma tarefa primaria, que é o foco da atenção e uma tarefa secundária executada a mesmo tempo (Teixeira & Alouche, 2007). Em geral as duplas tarefas realizadas no dia a dia são tarefas motoras associadas a tarefas cognitivas. Caso haja um prejuízo do desempenho da tarefa primária na execução da dupla tarefa, implica que não há automatização desta tarefa primária e essa piora no desempenho é denominada conseqüência da atividade dupla. Esse prejuízo na tarefa primária e/ou na tarefa secundária ocorre porque as duas tarefas competem por demandas similares para o seu processamento.
Geralmente, segundo Voos e Col. (2008), a realização da DT é mais difícil que a realização das tarefas isoladamente. Isso ocorre quando há interferência entre as tarefas, ou seja, ambas competem pela mesma classe de recursos de processamento de informação no sistema nervoso central (SNC). Nessa situação, há interação negativa entre tarefas: quanto mais atenção for alocada para a realização de uma tarefa, pior será o desempenho na outra. A demanda atencional reflete o grau de competição entre representações corticais sobrepostas das duas tarefas (hipótese do campo cortical). A eficiência na realização de uma das tarefas pode determinar o grau de interferência com a tarefa concorrente. Uma alteração cognitiva ou motora (ou em ambos), durante uma DT, pode ser um importante indicador do estado funcional em que se encontra o idoso (Amaral, 2012).
Atividades que envolvam exercícios de DT são importantes no processo de envelhecimento saudável. Programas específicos devem fazer parte da rotina de treinamento de idosos. Realizar exercícios com tarefas simultâneas (DT) como exemplo caminhar em linha reta, toda vez que o professor mostrar a bola verde o idoso deve continuar caminhando e olhar para cima e para baixo. Quando o professor mostrar a bola vermelha o idoso continua caminhando e olhar para lado direito e esquerdo (as atividades devem ser pré-acordadas antes de iniciarem os exercícios). Esse exemplo além de trabalhar o equilíbrio dinâmico, trabalha a marcha, cognição e sistema vestibular. O aprimoramento das funções fisiológicas e psicológicas são resultados de um sistema crescente e progressivo do treinamento de exercícios de DT (Amaral, 2012).
O Sistema Nervoso Central (SNC) apresenta diversas características, entre elas a plasticidade, que corresponde à capacidade de o córtex cerebral alterar a organização funcional como resultado da experiência. O estudo deste processo de neuroplasticidade serve de base para o processo de recuperação direcionando o tratamento e auxiliando na escolha da melhor conduta para restabelecer a função perdida (Ribeiro e Christovão, 2012)
Em nossa prática profissional percebemos o ganho dos idosos no quesito funcionalidade, redução de quedas e melhoria cognitiva quando os mesmo são submetidos aos exercícios de dupla tarefa. Esses ganhos são relatados pelo próprios idosos que comentam que melhoram muito em suas atividade diárias, que estão “mais espertos”, perdem menos o equilíbrio e se sentem mais seguros para sair, passear e realizar suas tarefas cotidianas.
Um estudo que orientei realizado por uma aluna do curso de especialização Marina Lisboa (2012) ela concluiu que os benefícios dos exercícios de dupla tarefa ultrapassam as questões cognitivas e de capacidade funcional. A melhoria da autonomia, diminuição de quedas e qualidade de vida foram constatadas ao longo do estudo.
É importante relatar que os exercícios de Dupla Tarefa devem fazer parte de um programa de exercícios físicos para idosos, que devem contar além dos exercícios de DT, exercícios de força muscular (musculação) e exercícios aeróbios.
Abaixo algumas sugestões de exercícios de DT:
• Caminhar em linha reta (distância de 10 metros) olhando para cima e para baixo falando os dias de semana. Voltar caminhando olhando para os lado direito e esquerdo falando os dias da semana de trás para frente (domingo, sábado, sexta-feira e etc).
• Caminhar em linha reta (distância de 10 metros) passando uma moeda de um bolso para o outro. Voltar realizando a mesma tarefa falando os meses do ano.
• Caminhar em linha reta (distância de 10 metros) passando uma bolinha em volta do corpo falando o maior número de frutas que lembrar. Voltar passando a bola em volta do corpo falando o maior número de cores. Estimular o aluno a não repetir as frutas e as cores.
Anderson Amaral
Mestrando em gerontologia, atividade física e saúde
Especialista em geriatria e gerontologia – Unati/UERJ
Especialista em Neurociências e Longevidade – Ipub/UFRJ
Pesquisador do Grupo de Estudos – LABFIT / UFRRJ
Coordenador da CEAFES
Referências Bibliográficas:
Amaral, A. – Os Benefícios das Atividades Físicas para um Envelhecimento Saudável – Ed. Apolo Cursos - Rio de Janeiro, 2012.
JACOB FILHO, W. Fatores Determinantes de um Envelhecimento Saudável – Envelhecimento e Saúde. Boletim Instituto de Saúde, no 47, Abril de 2009, São Paulo, pp. 27 – 32.
LISBÔA, M.M. – Exercícios de Dupla Tarefa e Melhoria da Cognição de Idosos Fisicamente Independentes – Monografia de conclusão de Curso de Especialização em Treinamento Personalizado e Funcional – UNIFOA, 2012
PAPALEO NETO, M. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006, pp. 2 – 13.
RIBEIRO, A.P., CHRISTOVÃO, C.F. – Neuroplasticidade: Aprendizado Motor após AVE, Capitulo 2 do livro Reabilitação Motora no AVE, Ed. Rubio, 2012
TEIXEIRA N.B; ALOUCHE S.R. O desempenho da Dupla Tarefa na doença de Parkinson. Revista Brasileira de Fisioterapia, São Carlos, v. 11, n. 2, p. 127-132, mar./abr. 2007.
VOOS, M.C. e Col. Os Componentes Motor e Visual de uma Tarefa-Dupla devem ser Associados ou Isolados durante o Treinamento? Fisioterapia e Pequisa, 2008 15 (1), pp. 33 – 39.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Atividade física pode desacelerar a perda de memória em pessoas com Alzheimer
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/atividade-fisica-pode-desacelerar-a-perda-de-memoria-em-pessoas-com-alzheimer
Uma série de pesquisas já apontou para a relação entre a prática de atividade física e um menor risco de Alzheimer ou então sintomas menos severos da doença. Agora, um novo estudo da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, descobriu um dos mecanismos que podem ser responsáveis por essa relação. De acordo com o trabalho, um hormônio produzido em quantidades saudáveis durante o exercício moderado, como ao longo de uma caminhada rápida, por exemplo, tem um efeito protetor sobre as células nervosas e pode proteger a memória de um paciente com Alzheimer. As conclusões foram publicadas na edição deste mês do periódico Journal of Alzheimer's Disease.
O hormônio apontado pelos autores desse estudo como um possível aliado das pessoas que têm doença de Alzheimer é o hormônio liberador de corticotrofina (CRF, sigla em inglês). Essa substância é responsável por desencadear o processo de stress no organismo de um indivíduo e é encontrada em grandes quantidades em pessoas que têm problemas como ansiedade ou depressão. No entanto, níveis normais do hormônio são benéficos à saúde, já que, de acordo com os pesquisadores, ajudam na sobrevivência das células nervosas e na atividade cerebral. Pessoas com Alzheimer, porém, apresentam baixos níveis da substância.
Testes - A equipe responsável por essa nova pesquisa testou, em camundongos com Alzheimer, uma droga experimental que impede o hormônio liberador de corticotrofina de ligar-se ao receptor CRFR1, o que acaba bloqueando a ação do hormônio. Com isso, os pesquisadores observaram que os animais apresentaram uma resposta anormal ao stress.
Os autores, então, submeteram parte dos camundongos a uma rotina de exercícios físicos moderados. Esses animais, segundo o estudo, conseguiram restaurar a atividade normal do hormônio liberador de corticotrofina, permitindo que ele surtisse um efeito protetor sobre a memória. Isso aconteceu porque as atividades físicas aumentaram a densidade das sinapses, os pontos de contato entre os neurônios que permitem a comunicação entre eles e cuja redução está associada aos sintomas do Alzheimer.
De acordo com Marie-Christine Pardon, que coordenou o estudo, esses resultados mostram que a atividade física não só pode desacelerar o processo de perda de memória em pessoas com Alzheimer, mas também é capaz de melhorar a resposta desses indivíduos ao stress.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
A cada década de vida, mais exercício
O quadro abaixo, publicado pela Dra. Sandra Matsudo, Médica do esporte, numa importante revista de circulação nacional, mostra que, ao longo da vida, as alterações fisiológicas podem e devem ser preservadas com atividade física regular, mesmo que seja como auxiliar a tratamentos médicos.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Nike lança Programa Mundial para Promover Atiividade Física
A NIKE lançou em 22 de setembro, em Nova York, o Programa "Design to Move".O programa é resultado de vasta consulta feita a comunidade científica internacional, que teve dentre outros com a colaboração do Conselho Internacional de Ciências do Esporte (ICSSPE), do American College of Sports Medicine (ACSM) e da Sociedade Internacional de Atividade Física e Saúde (ISPAH).
Com grande e importante grupo de instituições parceiras, onde se destacam a American Academy of Pediatrics, a Associação das Escolas Superiores de Educacao Física (AISEP), a Associação Mundial de Esporte para Mulheres e Meninas, da Partneship for a Healthier America, além das mencionadas anterioremente, o Programa tem como foco o combate ao sedentarismo entre crianças e adolescentes, como mecanismo importante de fazer frente a epidemia de obesidade.
Acesse o site:
Download do relatório completo do programa:
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sedentarismo faz com que 34% dos jovens sofram de dores nas costas
Passar muito tempo sentado em frente à TV ou ao computador, uso errado do notebook, vida sedentária e posturas incorretas fazem com que as pessoas tenham dores nas costas cada vez mais cedo. O problema incomoda 34% dos jovens de 16 a 24 anos, segundo uma pesquisa realizada pela empresa Mintel, do Reino Unido. Os dados são do jornal Daily Mail.
O levantamento realizado com britânicos constatou que a proporção de jovens com dores na coluna é semelhante à dos aposentados, já que 38% dos voluntários com mais de 65 anos relatam o desconforto. Dois quintos dos britânicos de todas as idades sofrem de dor nas costas.
“Muito tempo sentado enfraquece o tônus muscular e isso pode levar a dor nas costas”, disse a porta-voz da empresa de pesquisa, Michelle Strutton. “Muitos jovens levam uma vida sedentária e a falta de esporte pode muito bem contribuir para a dor nas costas, bem como a má postura”, completou.
E aqui no Brasil, não está muito diferente... As pessoas estão cada vez mais sedentárias, a obesidade vem aumentando de maneira alarmante até mesmo nas crianças e isso só pode trazer consequências desastrosas: aumento de doenças e dores no geral.
A receita para mudar esse quadro é simples: alimentação saudável, prática de atividade física regular e correção das posturas viciosas que geram dor.
Vale a pena tentar! Seu corpo e sua saúde agradecem!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Vistos com desconfiança, jogos eletrônicos podem queimar até 500 calorias
Para muitos ter de sair de casa para ir para academia é um martírio. Já imaginou se divertir dentro de casa e, de quebra, queimar calorias? Essa é a proposta tentadora dos jogos eletrônicos. Ainda que sejam vendidos com games que ajudam na queima calórica, o Xbox e o Wii ainda são vistos com desconfiança por quem está em busca de uma nova atividade física. No entanto, segundo a professora da Bio Ritmo e personal trainer, Mariane Herdy, eles são sim eficazes para emagrecer e podem queimar até 500 calorias.
Mas como na prática de qualquer atividade física alguns cuidados se tornam necessários. Para Fernando Vanderlinde, fisioterapeuta, fundador do site GameSaude e autor do livro "VideoGames na Saúde e Reabilitação", quem deseja levar os jogos a sério deve consultar um profissional para avaliar a saúde, assim como faria se estivesse iniciando qualquer outra modalidade. "Claro que quem brinca com esses jogos de vez em quando não precisa de uma avaliação, mas quem pretende fazer atividades com eles duas vezes por semana ou todos os dias é importante", avalia.
A vestimenta adequada também deve ser usada, mesmo estando dentro de casa. "É preciso estar com uma roupa confortável e um bom tênis. Nunca se deve praticar as atividades de salto alto ou descalço para evitar impactos nas articulações", recomenda Vanderlinde. Herdy também indica deixar sempre uma garrafa d'água à disposição para se hidratar durante os exercícios.
Ainda que os jogos sejam, em sua grande maioria, muito divertidos fazendo com que a pessoa que está praticando até esqueça da atividade, Herdy determina um tempo-limite para praticar os games. "O ideal é não ultrapassar uma hora, pois as pessoas costumam passar a tarde inteira jogando e no final ficam com lesões musculares por não respeitarem os limites do corpo", adverte.
A postura também não deve ser esquecida por quem optou pelos games. "Esses jogos não tem capacidade de mensurar fadiga e não são todos que captam se a postura de quem está jogando está correta", afirma Vanderlinde que recomenda sempre que possível praticar a atividade ao lado de um profissional qualificado.
Que as atividades propostas nos jogos eletrônicos queimam calorias é inegável, no entanto, para Vanderlinde, a perda calórica depende muito da seriedade e frequência dos exercícios. "Tem alguns games que propõe atividades e desafios por 30 dias e para ter um bom resultado é necessário seguir essa rotina à risca", explica.
Games X Academias
Se você já está pensando em cancelar a matrícula e comprar os jogos é necessário avaliar muito antes de trocar o treino pelos games. "A academia conta com aparelhos e profissionais que são treinados para auxiliar, corrigir a postura, enquanto os games não proporcionam esse ambiente", alerta Vanderlinde.
Mas atividade lúdica pode ser usada para complementar o treino da musculação e ajudar a entrar em forma. "Muitos desses jogos são aeróbicos e muito divertidos, como os de dança. E quando a pessoa já tem um acompanhemnto profissional ele pode até indicar os melhores games para o que ele deseja melhorar", exemplifica.
Teste
Herdy veio a convite do UOL Dieta e Boa Forma testar alguns dos jogos que são comercializados para estes videos games. A personal trainer avaliou a queima calórica, a habilidade motora, batimentos cardíacos e a diversão que esses jogos proporcionam para quem quer tornar deles um hábito saudável.
Xbox
Para este videogame a personal trainer avaliou dois jogos o "Just Dance 3" e o "Your Shape Fitness Evolved". No primeiro jogo os participantes devem seguir os movimentos para dançar cada tipo de música e segundo contém exercícios para grupos musculares específicos e outras atividades variadas que vão de dança indiana ao boxe.
Considerado um dos jogos mais divertidos pela personal, o "Just Dance 3" foi avaliado como um jogo difícil para quem é mais sedentário, mesmo ao optar pelo nível de iniciante. "Os movimentos são rápidos e exige um pouco mais de resistência do coração e coordenação motora", justifica Herdy. Já no quesito queima calória, a atividade aeróbica pode eliminar de 300 a 400 calorias por 30 minutos de jogo.
Já no "Your Shape Fitness Evolved", Mary testou o Bodycamp, uma espécie de circuito que envolve exercícios de flexão, saltos, abdominais e exercícios funcionais. Para a personal o jogo é muito interessante, mas não é indicado a iniciantes. "Ele não exige tanta coordenação, mas sim tônus muscular, além de oferecer uma resistência cardiovascular maior e força motora também", explica. A queima calórica pode atingir até 500 calorias.
Nos exercícios para partes específicas do corpo, que também são encontrados neste game, a queima calórica verificada é menor e o máximo pode chegar até 300 calorias. Herdy fez exercícios para perna e abdominais, mas também não os indica para quem está iniciando por exigir muita força muscular.
Wii Fit
Na opinião de Mary, os jogos do Wii Fit são mais fáceis para quem está iniciando a prática de alguma atividade física. "Eles não exigem muita coordenação motora, a resistência é mais tranquila e a pessoa não sai muito cansada depois de jogar", conta. A personal trainer avaliou o programa de corrida, boxe e o bambolê.
A corrida foi considerada fácil e indicada para pessoas de qualquer idade. A média de queima calórica varia de 300 a 400 calorias jogando por 30 minutos. Já o boxe é um pouco mais complicado, pois exige coordenação entre os braços e pernas. A queima calórica também é mantida entre 300 e 400 calorias ao jogar por 30 minutos.
Para Herdy, o bambolê foi o jogo mais divertido disponível no videogame. "É um jogo bem fácil e que não exige muita resistência ou coordenação motora", afirma ela, que avalia que a queima calórica do jogo não ultrapassa 300 calorias se praticado por 30 minutos.
domingo, 10 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Nova lei exige atestado médico semestral para frequentar academia
É de extrema importância e necessidade o atestado médico para a prática de qualquer atividade física e mais ainda a fiscalização das academias no que diz respeito a isso, o que nem sempre acontece, mas acredito que o exagero na realização de exames que agora, deverão ser feitos semestralmente pode ter um efeito contrário ao de estimular a prática de atividades físicas. Salvo em casos específicos, os atestados médicos e exames deveriam continuar sendo realizados anualmente. Qual a sua opinião?
Desde maio, alunos de academias da cidade de São Paulo têm que se submeter a exames médicos semestrais, de acordo com a lei 11.383/1993, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab.
As academias terão que manter os atestados médicos anexados às fichas dos alunos. O documento deve autorizar a prática de exercícios específicos, além de expor qualquer restrição física.
E o não cumprimento da lei pode levar à multa e fechamento do estabelecimento, segundo a Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela fiscalização.
A nova lei obriga ainda que menores de 18 anos apresentem uma autorização dos pais ou responsáveis para frequentar a academia. Segundo o hebiatra Maurício de Souza Lima, do Hospital Sírio Libanês, ter que assinar o documento pode conscientizar os pais da importância de avaliar a atividade dos filhos.
A intensidade do exercício precisa ser controlada de acordo com o nível de crescimento. Musculação, só depois dos 16 para as meninas e dos 18 para os meninos.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1099204-nova-lei-exige-atestado-medico-semestral-para-frequentar-academia.shtml
sábado, 5 de maio de 2012
Exercício diário diminui risco de Alzheimer em idosos, mostra estudo
Constância ajuda a regredir risco até para os maiores de 80 anos.
Atividades domésticas podem ser encaradas como ginástica.
A atividade física diária pode reduzir o risco de declínio cognitivo e de ter a doença de Alzheimer mesmo em pessoas com mais de 80 anos de idade, segundo um novo estudo realizado por pesquisadores do Centro Médico Universitário Rush, em Chicago, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (18) na edição online da revista “Neurology”, o jornal da Academia Americana de Neurologia.
"Os resultados do nosso estudo indicam que todas as atividades físicas, incluindo o exercício, bem como outras atividades, como cozinhar, lavar pratos e fazer limpeza estão associados a um risco reduzido de doença de Alzheimer," afirma o professor da Ciências Neurológicas da Universidade Rush Aron S. Buchman, principal autor do estudo.
"Estes resultados apoiam os esforços para incentivar todos os tipos de atividade física, mesmo em adultos muito velhos que não são capazes de fazer exercícios comuns, mas podem ainda se beneficiar com um estilo de vida mais ativo", reitera Buchman.
Para medir a quantidade de exercício diária que pode trazer tais benefícios, os pesquisadores pediram a 716 idosos sem demência, com idade média de 82 anos, para usar um dispositivo chamado actigráfico, que monitora a atividade pelo pulso, por dez dias.
Todos os exercícios e momentos foram registrados. Aos participantes também foram dados testes cognitivos para medir a memória e a habilidades de pensamento. E também foram pedidos para relatarem suas atividades físicas e sociais feitas no período.
Durante 3,5 anos de acompanhamento, 71 participantes desenvolveram Alzheimer.
A pesquisa descobriu que as pessoas que não faziam mais do que 10% de atividade física recomendada tinham mais do que o dobro da probabilidade (2,3 vezes) de desenvolver Alzheimer comparado as pessoas que faziam mais exercícios, e tinham quase o triplo (2,8 vezes) de chance de desenvolver a doença do que as pessoas que faziam bastante atividade física.
"Desde que o actigráfico foi anexado ao pulso, atividades como cozinhar, lavar os pratos, jogar cartas e até mesmo mover uma cadeira de rodas com os braços foram consideradas benéficas", disse Buchman.
"Essas atividades são de baixo custo, facilmente acessíveis e livres de efeitos colaterais, o que indica que fazer atividades pode ser possível em qualquer faixa etária, incluindo pessoas com idade avançada para, possivelmente, evitar a doença de Alzheimer."
O número de americanos com mais de 65 anos de idade com a doença irá dobrar para 80 milhões até 2030.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/exercicio-diario-diminui-risco-de-alzheimer-em-idosos-mostra-estudo.html
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Saiba quais hábitos adotar para chegar até os cem anos de idade
População idosa cresce no país, e centenários já são quase 24 mil.
Expectativa de vida do brasileiro ainda é baixa em relação a outros países.
Nos últimos 20 anos, a população idosa no país saltou de 4,8% para 7,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 190 milhões de brasileiros, 14 milhões têm 65 anos ou mais.
Se forem considerados os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica como “terceira idade” indivíduos a partir dos 60 anos, os idosos já somam 11% da população brasileira. E a faixa etária que mais cresce é a acima dos 80 anos: de 2000 para 2010, houve um aumento de 60%.
Nesse grupo, há quase 24 mil centenários. A maioria se concentra na Bahia (3.525), seguida por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597). Apesar disso, a expectativa de vida média do brasileiro – 73,5 anos – ainda é baixa se comparada com outros países. Os espanhóis, por exemplo, vivem 83 anos.
O desequilíbrio no Brasil entre homens e mulheres (72 anos para eles e 79 para elas, contra uma diferença de até cinco anos nos países desenvolvidos) se deve à quantidade de mortes violentas provocadas por crimes ou acidentes. A cada dez mortes violentas, nove são de homens jovens, entre 18 e 25 anos.
Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache e o endocrinologista Alfredo Halpern, é possível viver mais e melhor – e superar a expectativa média atual. Kalache destacou que 80% da nossa vida depende do estilo e dos hábitos que mantemos, contra apenas 20% da genética.
Para ter longevidade com saúde, é recomendado consumir mais alimentos integrais, fazer check-ups regulares (monitorar a pressão, o colesterol, a glicose e outras taxas no sangue), reduzir o sal, o açúcar e a gordura, e praticar exercícios regularmente.
Dicas para viver mais e melhor
1 – Tenha uma alimentação balanceada
Açúcar, farinha e arroz refinados, álcool (sobretudo o destilado, como cachaça, rum e uísque), sal e gordura fazem parte preponderante do prato do brasileiro. Nenhum desses alimentos deve ser proibido, mas o ideal é consumi-los com equilíbrio.
O sal está diretamente associado à hipertensão e, em excesso, pode desregular a pressão e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Já o açúcar é fonte direta de energia e calorias. Quando consumido em exagero, porém, transforma-se em gordura e é acumulado pelo corpo, prejudicando o equilíbrio do metabolismo. A ingestão de açúcar demais é a principal causa de diabetes tipo 2, desenvolvida geralmente na fase adulta.
Além disso, o preparo de frituras e gorduras está diretamente relacionado com problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. A gordura também aumenta o mau colesterol (LDL), que pode entupir as artérias.
O maior problema, de acordo com os médicos, é o prato sem cores. Por isso, a orientação é incluir na dieta alimentos verde-escuros (brócolis e couve-manteiga) – que são ricos em betacaroteno, substância que dá origem à vitamina A –, e vermelhos (uva, morango, cereja e açaí) – que têm antioxidantes capazes de eliminar os radicais livres.
Acrescente também beterraba, pimentões, banana, jabuticaba, abóbora e manga. Quanto mais cores, melhor.
As sementes oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas) também são ricas em nutrientes e ajudam a prevenir problemas cardiovasculares. Peixes de carne mais escura (salmão e sardinha), por sua vez, são ricos em ômega 3, importante para o equilíbrio das gorduras no sangue.
Outro elemento que deve ser introduzido na dieta é o azeite de oliva, que, quando usado em temperatura ambiente e doses moderadas, diminui o colesterol ruim e aumenta a gordura boa na circulação sanguínea.
2 – Perdoe e saiba lidar com o estresse e a ansiedade
O bom humor é essencial para viver com qualidade. Guardar rancor interfere diretamente na saúde, e, segundo estudos, situações de angústia podem mexer com as células. O estresse, a ansiedade e a raiva acumulada são capazes de levar à hipertensão, a problemas cardiovasculares, e prejudicar principalmente o sistema de defesa.
O estresse também contribui para a produção de radicais livres, que são como uma ferrugem nas veias e artérias e nos deixam mais suscetíveis a doenças.
3 – Meça a pressão sempre
Uma das bases do envelhecimento saudável é prevenir e tratar precocemente as doenças crônicas. Para isso, é importante saber como anda a sua saúde, o seu corpo, e se há algum sinal de perigo.
A indicação é um exame básico, tanto para homens quanto para mulheres, uma vez por ano a partir dos 50 anos. Nessa checagem, é preciso que você faça:
- Medição de pressão (para evitar a hipertensão)
- Medição do açúcar no sangue (para prevenir diabetes)
- Medição de colesterol (contra problemas cardiovasculares)
- Exames para câncer (mamografia, papanicolau, toque retal, etc)
Além disso, é fundamental que você respeite a cartela de vacinação e fique atento principalmente às vacinas oferecidas à terceira idade, quando o sistema imunológico está mais fraco.
4 – Pratique exercícios regularmente
A atividade física frequente é uma condição para envelhecer bem. Uma boa medida é praticá-la 5 vezes por semana, por pelo menos meia hora.
A cada ano, perdemos cerca de 1% a 2% do nosso tônus muscular. Além de enfraquecerem, os músculos também se encurtam, e as atividades do dia a dia passam a ser mais trabalhosas. Nossa capacidade cardiovascular também diminui se estivermos em uma condição sedentária.
A dica dos médicos é estimular a capacidade cardiovascular com exercícios aeróbicos (que fazem suar) e fortalecer os músculos com musculação.
5 – Esteja no peso ideal
Engordar é aumentar as chances de desenvolver uma série de doenças crônicas. Ao chegar ao peso ideal, é fundamental que você o estabilize.
O ganho de peso está diretamente relacionado ao aumento da circunferência abdominal e, consequentemente, a uma maior resistência periférica à insulina, condição que prejudica o funcionamento do pâncreas e o controle de fabricação de energia.
Engordar também contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois o acúmulo de massa gorda aumenta a quantidade de colesterol ruim (LDL) no sangue. E a sobrecarga que a gordura impõe às articulações leva a problemas como artrose, que não mata, mas incapacita e reduz a qualidade de vida.
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/12/saiba-quais-habitos-adotar-para-chegar-ate-os-cem-anos-de-idade.html
Expectativa de vida do brasileiro ainda é baixa em relação a outros países.
Nos últimos 20 anos, a população idosa no país saltou de 4,8% para 7,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 190 milhões de brasileiros, 14 milhões têm 65 anos ou mais.
Se forem considerados os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica como “terceira idade” indivíduos a partir dos 60 anos, os idosos já somam 11% da população brasileira. E a faixa etária que mais cresce é a acima dos 80 anos: de 2000 para 2010, houve um aumento de 60%.
Nesse grupo, há quase 24 mil centenários. A maioria se concentra na Bahia (3.525), seguida por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597). Apesar disso, a expectativa de vida média do brasileiro – 73,5 anos – ainda é baixa se comparada com outros países. Os espanhóis, por exemplo, vivem 83 anos.
O desequilíbrio no Brasil entre homens e mulheres (72 anos para eles e 79 para elas, contra uma diferença de até cinco anos nos países desenvolvidos) se deve à quantidade de mortes violentas provocadas por crimes ou acidentes. A cada dez mortes violentas, nove são de homens jovens, entre 18 e 25 anos.
Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache e o endocrinologista Alfredo Halpern, é possível viver mais e melhor – e superar a expectativa média atual. Kalache destacou que 80% da nossa vida depende do estilo e dos hábitos que mantemos, contra apenas 20% da genética.
Para ter longevidade com saúde, é recomendado consumir mais alimentos integrais, fazer check-ups regulares (monitorar a pressão, o colesterol, a glicose e outras taxas no sangue), reduzir o sal, o açúcar e a gordura, e praticar exercícios regularmente.
Dicas para viver mais e melhor
1 – Tenha uma alimentação balanceada
Açúcar, farinha e arroz refinados, álcool (sobretudo o destilado, como cachaça, rum e uísque), sal e gordura fazem parte preponderante do prato do brasileiro. Nenhum desses alimentos deve ser proibido, mas o ideal é consumi-los com equilíbrio.
O sal está diretamente associado à hipertensão e, em excesso, pode desregular a pressão e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Já o açúcar é fonte direta de energia e calorias. Quando consumido em exagero, porém, transforma-se em gordura e é acumulado pelo corpo, prejudicando o equilíbrio do metabolismo. A ingestão de açúcar demais é a principal causa de diabetes tipo 2, desenvolvida geralmente na fase adulta.
Além disso, o preparo de frituras e gorduras está diretamente relacionado com problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. A gordura também aumenta o mau colesterol (LDL), que pode entupir as artérias.
O maior problema, de acordo com os médicos, é o prato sem cores. Por isso, a orientação é incluir na dieta alimentos verde-escuros (brócolis e couve-manteiga) – que são ricos em betacaroteno, substância que dá origem à vitamina A –, e vermelhos (uva, morango, cereja e açaí) – que têm antioxidantes capazes de eliminar os radicais livres.
Acrescente também beterraba, pimentões, banana, jabuticaba, abóbora e manga. Quanto mais cores, melhor.
As sementes oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas) também são ricas em nutrientes e ajudam a prevenir problemas cardiovasculares. Peixes de carne mais escura (salmão e sardinha), por sua vez, são ricos em ômega 3, importante para o equilíbrio das gorduras no sangue.
Outro elemento que deve ser introduzido na dieta é o azeite de oliva, que, quando usado em temperatura ambiente e doses moderadas, diminui o colesterol ruim e aumenta a gordura boa na circulação sanguínea.
2 – Perdoe e saiba lidar com o estresse e a ansiedade
O bom humor é essencial para viver com qualidade. Guardar rancor interfere diretamente na saúde, e, segundo estudos, situações de angústia podem mexer com as células. O estresse, a ansiedade e a raiva acumulada são capazes de levar à hipertensão, a problemas cardiovasculares, e prejudicar principalmente o sistema de defesa.
O estresse também contribui para a produção de radicais livres, que são como uma ferrugem nas veias e artérias e nos deixam mais suscetíveis a doenças.
3 – Meça a pressão sempre
Uma das bases do envelhecimento saudável é prevenir e tratar precocemente as doenças crônicas. Para isso, é importante saber como anda a sua saúde, o seu corpo, e se há algum sinal de perigo.
A indicação é um exame básico, tanto para homens quanto para mulheres, uma vez por ano a partir dos 50 anos. Nessa checagem, é preciso que você faça:
- Medição de pressão (para evitar a hipertensão)
- Medição do açúcar no sangue (para prevenir diabetes)
- Medição de colesterol (contra problemas cardiovasculares)
- Exames para câncer (mamografia, papanicolau, toque retal, etc)
Além disso, é fundamental que você respeite a cartela de vacinação e fique atento principalmente às vacinas oferecidas à terceira idade, quando o sistema imunológico está mais fraco.
4 – Pratique exercícios regularmente
A atividade física frequente é uma condição para envelhecer bem. Uma boa medida é praticá-la 5 vezes por semana, por pelo menos meia hora.
A cada ano, perdemos cerca de 1% a 2% do nosso tônus muscular. Além de enfraquecerem, os músculos também se encurtam, e as atividades do dia a dia passam a ser mais trabalhosas. Nossa capacidade cardiovascular também diminui se estivermos em uma condição sedentária.
A dica dos médicos é estimular a capacidade cardiovascular com exercícios aeróbicos (que fazem suar) e fortalecer os músculos com musculação.
5 – Esteja no peso ideal
Engordar é aumentar as chances de desenvolver uma série de doenças crônicas. Ao chegar ao peso ideal, é fundamental que você o estabilize.
O ganho de peso está diretamente relacionado ao aumento da circunferência abdominal e, consequentemente, a uma maior resistência periférica à insulina, condição que prejudica o funcionamento do pâncreas e o controle de fabricação de energia.
Engordar também contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois o acúmulo de massa gorda aumenta a quantidade de colesterol ruim (LDL) no sangue. E a sobrecarga que a gordura impõe às articulações leva a problemas como artrose, que não mata, mas incapacita e reduz a qualidade de vida.
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/12/saiba-quais-habitos-adotar-para-chegar-ate-os-cem-anos-de-idade.html
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Praticar 15 minutos de atividade física por dia aumenta expectativa de vida em 3 anos
De acordo com o artigo publicado por Chi-Pang Wen, do Instituto de Pesquisa em Saúde, de Taiwan, e Jackson Pui Man Wai, da National Taiwan Sport University, e equipes, os benefícios de praticar atividade física regularmente são bem conhecidos, mas não havia certeza de que fazer menos de 150 minutos por semana (30 minutos nos cinco dias úteis da semana) - o mínimo que especialistas recomendam hoje - poderia evitar problemas graves de saúde.
Os autores acompanharam mais de 400 mil voluntários em Taiwan, entre 1996 e 2008. Com base em relatos dos participantes sobre suas rotinas de exercícios semanais, os autores os classificaram em cinco categorias: inativos, atividade baixa, média, alta ou muito alta. Depois os investigadores estimaram os riscos de mortalidade de cada grupo, comparados com o de sedentários.
Comparados com indivíduos no grupo inativo, aqueles de atividade de baixo volume, que se exercitaram uma média de 92 minutos por semana - cerca de 15 minutos por dia, tiveram uma redução de 14% no risco de morte e diminuição de 10% no risco de ter algum câncer fatal, e ganharam, em média, três anos de vida.
A cada 15 minutos adicionais de exercícios diários, além do mínimo de 15 minutos, o grupo diminui em mais 4% o risco de mortalidade. Estes benefícios foram aplicáveis a todas as faixas etárias e a ambos os sexos, e às pessoas com riscos para doenças cardiovasculares. E os sedentários apresentaram 17% mais chances de mortalidade quando relacionados com os participantes que praticavam o mínimo de atividade física.
Na opinião dos pesquisadores, se as pessoas praticassem pelo menos a quantidade mínima de exercícios diariamente, a mortalidade por doenças do coração, diabetes e câncer poderia ser reduzida. Esta medida teria um grande impacto na guerra global contra as doenças não transmissíveis.
- O conhecimento de que praticar apenas 15 minutos por dia de atividade física reduz substancialmente o risco de um indivíduo morrer pode encorajar muito mais pessoas a se exercitarem. Governos e profissionais de saúde têm um papel importante na divulgação desta boa notícia - comentaram no site da revista os pesquisadores Anil Nigam e Martin Juneau, do Montreal Heart Institute e da Universidade de Montreal.
Então, agora é só levantar do sofá e dar uma volta no quarteirão. Saia do sedentarismo! Viva Mais e Melhor!
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