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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
A história da demência sob o olhar de uma voluntária
O amor neste caso se mostrou um poderoso tratamento a favor da demência; doença esta que degenera o cérebro e ainda não tem cura. Para o marido Sr. B. o amor pela esposa transformou-o num exímio e virtuoso cuidador, mesmo com sua esposa não mais o reconhecendo.
A Avoch é a Associação dos Voluntários do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que presta assistência direta a milhares de pacientes internados e em tratamento ambulatorial nos diversos institutos do complexo Hospital das Clínicas, há mais de 50 anos.
Integrante por 12 anos da AVOCH (Associação das Voluntárias do Hospital das Clínicas), essa cuidadora conheceu a senhora R. que me contou a seguinte história:
Apaixonada, casou-se com o Sr. B., que aos 27 anos sofreu um acidente, o qual, em sua percepção, “a medicina que cuidava dos olhos não conseguiu salvá-lo da escuridão”. Por muitos anos, essa senhora foi os olhos de seu amado; cuidando e direcionando-o em todas as situações.
Em um dia ensolarado passeando pela Av. Dr. Arnaldo seu esposo guiado por ela perguntou: “Veja, o semáforo está verde?”. Ela ficou em silêncio, pois não se recordava mais o que era um semáforo. Nesse momento o esposo percebeu que sua amada, sua guia, precisava de ajuda, levando-a ao ambulatório da Geriatria para tratamento.
Sem saber, o Sr. B. buscou o diagnóstico precoce para a alteração de memória de sua esposa.
Sabe-se que nos casos de doença degenerativa, como é o caso da doença de Alzheimer, o diagnóstico deve ser realizado primeiro para eliminar outras causas tratáveis ao comprometimento da memória, como déficit de vitamina B12, hipotireoidismo, entre outras causas.
Atualmente está confirmado que a demência por doença de Alzheimer pode ter uma fase pré-clínica, que começa de 15 a 20 anos antes dos primeiros sintomas de queixa de memória, seguida de uma fase conhecida como comprometimento cognitivo leve. Outras manifestações como alterações de comportamento também serve para se pensar na doença, entre estas as mais comuns são a ansiedade, depressão, desinibição e delírio. Logo, o diagnóstico diferencial e precoce é de suma importância, como assinalam Gil e Busse (2013).
Mesmo sem seus olhos físicos ele passou a controlar seus agendamentos, medicações e exames, após o diagnóstico de Alzheimer. E com os olhos da alma ele a amou e a protegeu até os últimos dias de sua vida quando a mesma foi acometida por um tumor que a levou.
O amor neste caso se mostrou um poderoso tratamento a favor da demência; doença esta que degenera o cérebro e ainda não tem cura. Acomete pessoas na faixa etária dos 60 anos e apresenta progressão exponencial e diretamente relacionada com o avanço da idade. As lesões neuronais no âmbito do córtex cerebral produzem déficit de memória e, por consequência, comprometem o pensamento, a atenção e/ou outras funções cerebrais, segundo Gil e Busse. Em decorrência, surge um sujeito para muitos familiares desconhecidos, pois fala e age como se não fosse mais a mesma pessoa.
Para o marido Sr. B. o amor pela esposa transformou-o num exímio e virtuoso cuidador, mesmo com sua esposa não mais o reconhecendo.
Essa voluntária, R. foi uma guerreira, humana, mãe, mulher e cuidadora. Foi para seu grande amor seus olhos e ele foi para ela sua motivação regada de muito carinho, compreensão e principalmente sensibilidade. Creio que o que fica gravado na memória é a imagem da doce mulher pelo qual se encantou e foi encantada pelo amor.
Referências:
Gil G. e Busse A.L. (2013). Ensinar a lembrar: guia prático para ajudar a reconhecer e melhorar problemas de memória. São Paulo: Casa Leitura Médica.
(*) Regina Reis é voluntária da AVOCH e secretária da Clínica Cuidar de Você e Gislaine Gil é neuropsicóloga pelo IPq do HC da FM da USP e Mestre em Gerontologia pela PUC-SP. Coordenadora do Vigilantes da memória: www.vigilantesdamemoria.com.br
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Estudo indica traços de consciência em pacientes vegetativos - matéria BBC
Foto: BBC - Testes mostraram que certos pacientes têm atividade cerebral semelhante à de pessoas saudáveis.
Cientistas descobriram sinais no cérebro de pacientes vegetativos que sugerem que eles podem estar com um grau de consciência - mesmo que pequeno - quando se encontram neste estado.
Médicos normalmente consideram que estes pacientes, que sofreram sérios danos cerebrais, não tomam conhecimento do mundo à sua volta, apesar de parecerem estar acordados.
Os pesquisadores esperam que seu trabalho ajude a identificar aqueles que estão de fato conscientes e apenas não conseguem se comunicar.
Depois de sofrer danos graves no cérebro, como os que podem ocorrer em acidentes de trânsito ou ataques cardíacos, algumas pessoas pessoas parecem estar acordadas, mas não reagem a acontecimentos ao seu redor.
Médicos descrevem este estado como vegetativo.
Normalmente, pacientes abrem seus olhos e olham ao seu redor, mas não têm reações a comandos e não realizam movimentos por vontade própria.
Algumas pessoas podem ficar assim por muitos anos.
Mas pesquisas recentes sugerem que alguns pacientes podem estar de fato conscientes do que ocorre ao seu redor e só não conseguem se comunicar.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Cambridge estudou 13 pacientes em estado vegetativo, mapeando a atividade elétrica de seus nervos e depois comparando os resultados com os de pacientes saudáveis.
Em ambos os casos, os sinais encontrados foram bem parecidos.
"Isso sugere que algumas das redes neurais que dão suporte à consciência em adultos saudáveis podem estar bem preservadas em pessoas que se encontram em um estado vegetativo duradouro", disse o pesquisador Srivas Chennu, que liderou o estudo.
Num segundo estágio da pesquisa, os cientistas escanearam o cérebro com um aparelho de ressonância magnética enquanto pediam a eles para imaginarem que estavam jogando tênis.
Estudos anteriores haviam mostrado que a área do cérebro de pacientes vegetativos ligada a movimentos planejados se acendia quando era pedido a eles para realizar esta tarefa.
E o time de Cambridge descobriu resultados parecidos nos quadro de pacientes estudados, o que sugere que eles estavam conscientes o suficiente para entender a ordem e para decidir segui-la.
"Isso pode ser útil para as famílias dos pacientes e dos profissionais de saúde que cuidam deles", afirmou Chennu.
O cientista Tristan Bekinschtein também fez parte do estudo e esclarece que o teste tem algumas limitações, mas que, junto com outros exames, isso pode ajudar na avaliação dos pacientes.
"Se as redes cerebrais da consciência de um paciente estão intactas, então, sabemos que eles provavelmente estão conscientes do que se passa à sua volta."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141017_pacientes_vegetativos_consciencia_rb.shtml
Cientistas descobriram sinais no cérebro de pacientes vegetativos que sugerem que eles podem estar com um grau de consciência - mesmo que pequeno - quando se encontram neste estado.
Médicos normalmente consideram que estes pacientes, que sofreram sérios danos cerebrais, não tomam conhecimento do mundo à sua volta, apesar de parecerem estar acordados.
Os pesquisadores esperam que seu trabalho ajude a identificar aqueles que estão de fato conscientes e apenas não conseguem se comunicar.
Depois de sofrer danos graves no cérebro, como os que podem ocorrer em acidentes de trânsito ou ataques cardíacos, algumas pessoas pessoas parecem estar acordadas, mas não reagem a acontecimentos ao seu redor.
Médicos descrevem este estado como vegetativo.
Normalmente, pacientes abrem seus olhos e olham ao seu redor, mas não têm reações a comandos e não realizam movimentos por vontade própria.
Algumas pessoas podem ficar assim por muitos anos.
Mas pesquisas recentes sugerem que alguns pacientes podem estar de fato conscientes do que ocorre ao seu redor e só não conseguem se comunicar.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Cambridge estudou 13 pacientes em estado vegetativo, mapeando a atividade elétrica de seus nervos e depois comparando os resultados com os de pacientes saudáveis.
Em ambos os casos, os sinais encontrados foram bem parecidos.
"Isso sugere que algumas das redes neurais que dão suporte à consciência em adultos saudáveis podem estar bem preservadas em pessoas que se encontram em um estado vegetativo duradouro", disse o pesquisador Srivas Chennu, que liderou o estudo.
Num segundo estágio da pesquisa, os cientistas escanearam o cérebro com um aparelho de ressonância magnética enquanto pediam a eles para imaginarem que estavam jogando tênis.
Estudos anteriores haviam mostrado que a área do cérebro de pacientes vegetativos ligada a movimentos planejados se acendia quando era pedido a eles para realizar esta tarefa.
E o time de Cambridge descobriu resultados parecidos nos quadro de pacientes estudados, o que sugere que eles estavam conscientes o suficiente para entender a ordem e para decidir segui-la.
"Isso pode ser útil para as famílias dos pacientes e dos profissionais de saúde que cuidam deles", afirmou Chennu.
O cientista Tristan Bekinschtein também fez parte do estudo e esclarece que o teste tem algumas limitações, mas que, junto com outros exames, isso pode ajudar na avaliação dos pacientes.
"Se as redes cerebrais da consciência de um paciente estão intactas, então, sabemos que eles provavelmente estão conscientes do que se passa à sua volta."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141017_pacientes_vegetativos_consciencia_rb.shtml
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Homem perde a memória a cada 4 dias e anota a vida em cadernos - link matéria Estadão
Intoxicação por inseticida pode ter causado lesão no cérebro do aposentado Otávio Aparecido Costa Sanches de 54 anos, morador de Lins, cidade do interior de São Paulo.
O esquecimento começou em 2010, piorou em 2011, com esquecimento a cada 7 dias, então em 2012 começou a escrever os principais fatos em cadernos, e hoje, a cada 4 dias, ele esquece tudo o que aconteceu em sua vida. Não sai mais de casa sozinho, pois já se perdeu algumas vezes sem saber como voltar para casa.
Ainda não há um diagnóstico conclusivo. Fala-se em Alzheimer e hipoperfusão temporal direita, uma lesão no cérebro, que pode ter sido causada por intoxicação provocada por organofosforado, um tipo de inseticida utilizado no controle de pragas.
Abaixo, o link da matéria completa.
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,homem-perde-memoria-a-cada-4-dias-e-anota-a-vida-em-cadernos,1527274
O esquecimento começou em 2010, piorou em 2011, com esquecimento a cada 7 dias, então em 2012 começou a escrever os principais fatos em cadernos, e hoje, a cada 4 dias, ele esquece tudo o que aconteceu em sua vida. Não sai mais de casa sozinho, pois já se perdeu algumas vezes sem saber como voltar para casa.
Ainda não há um diagnóstico conclusivo. Fala-se em Alzheimer e hipoperfusão temporal direita, uma lesão no cérebro, que pode ter sido causada por intoxicação provocada por organofosforado, um tipo de inseticida utilizado no controle de pragas.
Abaixo, o link da matéria completa.
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,homem-perde-memoria-a-cada-4-dias-e-anota-a-vida-em-cadernos,1527274
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Cérebro com sono ignora metade do mundo - matéria Revista Nature
Um novo estudo sugere que o sono altera nossa capacidade cognitiva da mesma forma que uma lesão cerebral
Você já ouviu falar de negligência hemiespacial ou unilateral? É uma síndrome causada por lesão cerebral que faz com que o paciente acabe perdendo a noção de um lado de seu corpo (e do espaço ao redor dele). Em casos extremos, por exemplo, a pessoa pode comer a comida de apenas um lado o prato, ou vestir apenas uma parte de seu corpo – tudo porque, aparentemente, ela não consegue prestar atenção no outro lado.
E na semana passada foi publicada uma pesquisa que sugere que, quando estamos com sono, acabamos agindo de forma parecida. Cientistas pediram que voluntários relaxassem em uma poltrona dentro de uma sala escura. Enquanto os participantes ficavam com sono, eletrodos transmitiam os padrões de suas ondas cerebrais para equipamentos capazes de medir o tempo de reação das pessoas. Com isso, era possível determinar quando o participante estava ficando sonolento. A partir desse momento, sons eram feitos do lado direito ou esquerdo do participante – que deveria apertar um botão correspondente a esquerdo ou direito assim que ouvisse o barulho, indicando sua localização.
Quanto mais sonolentos os voluntários ficavam, menos alertas eles estavam em relação a sons tocados em sua esquerda. “A pesquisa é empolgante. Sugere que nosso cérebro com sono se comporta como o cérebro de um paciente com lesão, que passou por um derrame, por exemplo”, conta o neurologista da Universidade de Oxford, Masud Husain.”Os resultados também indicam que os mecanismos cruciais do cérebro, que indicam a localização, interagem com os processos que nos mantêm alertas”, afirma.
Além de ajudar pesquisadores a entender melhor a negligência hemiespacial, o estudo também pode mostrar como os nossos níveis de consciência variam durante o sono.
Abaixo o link da pesquisa (em inglês):
http://www.nature.com/srep/2014/140528/srep05092/full/srep05092.html
quarta-feira, 12 de março de 2014
HC convida pessoas que tiveram AVC a participarem de estudo
Pesquisa vai avaliar a recuperação da força nas mãos
Pessoas que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral) há pelo menos seis meses e que sentem fraqueza em uma das mãos podem ajudar a avaliar os efeitos da estimulação do cérebro ou dos nervos durante o processo de melhora da força. O convite para participar do estudo é do Laboratório de Neuroestimulação da Divisão de Neurologia do Hospital das Cínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Poderão fazer parte da pesquisa pessoas com mais de 18 anos de idade, que apresentaram apenas um derrame, comprovado por tomografia ou ressonância. Os interessados deverão telefonar para (11) 2661-7955, das 8h às 15h, de segunda a sexta-feira, para agendar a avaliação inicial. A responsável pela pesquisa é a neurologista Adriana Conforto, chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Laboratório de Neuroestimulação do HCFMUSP.
Do Portal do Governo do Estado
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=236048
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
FMUSP busca voluntários para pesquisa sobre envelhecimento cerebral
O Laboratório de Neuroimagem em Psiquiatria (LIM-21) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) busca voluntários para participar de um projeto sobre envelhecimento cerebral.
O estudo é inédito e quer buscar respostas sobre o declínio da função de memória em idosos sem qualquer diagnóstico neurológico ou psiquiátrico. O objetivo é entender o que ocorre com a memória e o funcionamento do cérebro. A pesquisa inclui adultos jovens, de meia idade e idosos.
Em uma primeira sessão, os voluntários irão passar por uma avaliação de suas funções intelectuais, incluindo a memória; testes de atenção, memorização e raciocínio. Depois, em um outro dia, eles farão um exame de ressonância magnética que permite captar dados sobre o funcionamento do cérebro. Finalmente, com estes dados coletados, os pesquisadores pretendem identificar as relações entre idade, memória e as características do funcionamento cerebral.
O objetivo, a longo prazo, é fazer descobertas que possam ajudar a entender (e, no futuro, prevenir e tratar) os problemas mentais que ocorrem em idosos, como por exemplo a doença de Alzheimer.
Mais informações e inscrições podem ser encontradas no site http://cerebro.med.br/. O LIM-21 fica na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, São Paulo.
Fonte: Agência USP de Notícias
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Cérebro cresce diferente em bebês com gene do Alzheimer
O cérebro de bebês com o gene da doença de Alzheimer cresce diferente. Essa foi a conclusão de um estudo que descobriu que pessoas geneticamente predispostas à doença de Alzheimer podem ter diferenças cerebrais detectáveis já na primeira infância.
Uma equipe de cientistas americanos de vários institutos estudou cérebros de 162 bebês saudáveis com idades entre os 2 meses e os 2 anos. Desse total, 60 crianças tinham herdado o gene APOE-e4, que aumenta o risco de desenvolver ao Alzheimer após os 65 anos.
Esses bebês mostraram um menor crescimento do cérebro em várias áreas nas partes medial e traseira do cérebro. Essas são as mesmas regiões que tendem a ser afetadas em idosos com Alzheimer. Os bebês também tendem a ter um maior crescimento do cérebro em áreas na parte frontal do cérebro.
Os cientistas ressaltam que os resultados são preliminares. As alterações cerebrais detectadas em bebês não são necessariamente os primeiros sinais do Alzheimer. As diferenças também não significam que os bebês estejam destinados a desenvolver a doença.
Isso porque nem todos que carregam o gene desenvolvem o Alzheimer. Mas 60% das pessoas que desenvolvem a doença têm pelo menos uma cópia do gene. O gene tem vários papéis diferentes no sangue e no cérebro, alguns dos quais ainda precisam ser esclarecidos.
Os pesquisadores não sabem ao certo como o gene aumenta o risco de Alzheimer. No entanto, é provável que outros fatores, como outros genes e até a exposição a fatores ambientais, sejam importantes na produção das mudanças no cérebro que levam ao Alzheimer. Também não há nenhuma evidência de que as crianças com o gene tenham problemas cognitivos.
As informações desse estudo podem ajudar a dar um passo importante na compreensão de como o gene confere risco para a doença de Alzheimer, algo que não está bem compreendido ainda. Os pesquisadores também esperam que a descoberta leve a novas estratégias para a prevenção dessa doença, que atualmente afeta mais de 5,2 milhões de pessoas somente nos Estados Unidos. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista JAMA Neurology.
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/11/cerebro-cresce-diferente-em-bebes-com-gene-do-alzheimer.shtml
Uma equipe de cientistas americanos de vários institutos estudou cérebros de 162 bebês saudáveis com idades entre os 2 meses e os 2 anos. Desse total, 60 crianças tinham herdado o gene APOE-e4, que aumenta o risco de desenvolver ao Alzheimer após os 65 anos.
Esses bebês mostraram um menor crescimento do cérebro em várias áreas nas partes medial e traseira do cérebro. Essas são as mesmas regiões que tendem a ser afetadas em idosos com Alzheimer. Os bebês também tendem a ter um maior crescimento do cérebro em áreas na parte frontal do cérebro.
Os cientistas ressaltam que os resultados são preliminares. As alterações cerebrais detectadas em bebês não são necessariamente os primeiros sinais do Alzheimer. As diferenças também não significam que os bebês estejam destinados a desenvolver a doença.
Isso porque nem todos que carregam o gene desenvolvem o Alzheimer. Mas 60% das pessoas que desenvolvem a doença têm pelo menos uma cópia do gene. O gene tem vários papéis diferentes no sangue e no cérebro, alguns dos quais ainda precisam ser esclarecidos.
Os pesquisadores não sabem ao certo como o gene aumenta o risco de Alzheimer. No entanto, é provável que outros fatores, como outros genes e até a exposição a fatores ambientais, sejam importantes na produção das mudanças no cérebro que levam ao Alzheimer. Também não há nenhuma evidência de que as crianças com o gene tenham problemas cognitivos.
As informações desse estudo podem ajudar a dar um passo importante na compreensão de como o gene confere risco para a doença de Alzheimer, algo que não está bem compreendido ainda. Os pesquisadores também esperam que a descoberta leve a novas estratégias para a prevenção dessa doença, que atualmente afeta mais de 5,2 milhões de pessoas somente nos Estados Unidos. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista JAMA Neurology.
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/11/cerebro-cresce-diferente-em-bebes-com-gene-do-alzheimer.shtml
sexta-feira, 19 de abril de 2013
21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado
Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?
O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.
A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.
"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.
"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista.
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.
Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.
O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.
"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.
"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer".
21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:
1-Use o relógio de pulso no braço direito;
2-Ande pela casa de trás para frente;
3-Vista-se de olhos fechados;
4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;
5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;
6-Veja as horas num espelho;
7-Troque o mouse do computador de lado;
8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;
9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;
10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;
11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;
12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;
14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;
15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.
16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;
17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;
18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;
19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;
20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;
21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?
Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.
"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista.
http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/11342-21-exercicios-de-neurobica-que-deixam-o-cerebro-afiado?utm_source=social&utm_medium=facebook&utm_campaign=boa_noite
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Alzheimer pode ser detectado no sangue
Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) identificaram três substâncias encontradas no sangue que podem ajudar a entender o processo de envelhecimento do cérebro.
Ao estudar os compostos envolvidos no chamado estresse oxidativo, que desequilibra a presença de radicais livres no organismo, os pesquisadores perceberam que essa desregulação ocorre de forma mais intensa em pacientes com Alzheimer.
Os resultados abrem caminho para que, no futuro, possa ser feita a identificação precoce de doenças neurodegenerativas por meio de exames de sangue.
Atualmente, o diagnóstico definitivo do Alzheimer é feito somente após a morte do paciente com a análise de partes do cérebro.
"Fomos atrás de marcadores [da doença] no sangue, porque trabalhos científicos recentes já consideram o Alzheimer como uma doença sistêmica e não exclusiva do cérebro. Então a gente acreditava que, se esse mecanismo de estresse oxidativo estivesse presente na doença, talvez a gente pudesse verificar ela perifericamente [no exame de sangue]", explicou a professora Tania Marcourakis.
Alzheimer sistêmico
Foram estudados três compostos presentes no sangue, cujos níveis variam de acordo com o envelhecimento: monofosfato cíclico de guanosina (GMP cíclico), óxido nítrico sintase (NOS) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (Tbars).
Os estudos mostraram que, com o avanço da idade, aumenta a presença da NOS e da Tbars e ocorre uma diminuição do GMP cíclico.
"Com a doença, a gente viu que a Tbars aumenta mais ainda. Vimos uma escadinha: no envelhecimento ela sobe e com a doença de Alzheimer, sobe mais ainda. E a mesma coisa ocorre com o NOS, mostrando que são processos contínuos. Já o GMP cíclico, uma vez que ele diminui no envelhecimento, continuava diminuindo na doença", expôs Marcourakis.
Esse desequilíbrio leva a uma formação maior de radicais livres.
Marcourakis destacou que os resultados ainda não podem ser utilizados como diagnóstico de doenças neurodegenerativas, mas avançam na compreensão fisiopatológicas delas.
"A gente entende melhor a doença. Veja o Alzheimer, por exemplo, ele não está só no cérebro, está no corpo inteiro, a análise do sangue mostrou isso", declarou.
Fonte: Diário da Saúde
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Exercícios Físicos ajudam a proteger o cérebro do Alzheimer
Três estudos mostram relação entre atividades físicas e melhora em funções cognitivas
Três pesquisas recentes mostram que exercícios físicos podem ajudar a promover as funções mentais e reduzir os riscos de declínio cognitivo e demência em idosos saudáveis ou com comprometimento cognitivo leve. Elas foram apresentadas no último domingo, durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, realizada em Vancouver, no Canadá. “Esses novos estudos começam a esclarecer exatamente quais tipos de atividades físicas são mais efetivas, o quanto precisam ser praticadas e por quanto tempo”, diz William Thies, diretor médico e científico da Associação.
Um dos estudos, realizado pela Universidade de Pittsburgh, mostra que a caminhada pode ajudar a aumentar o tamanho de regiões cerebrais envolvidas com a memória. Os pesquisadores compararam o efeito no cérebro de dois grupos de idosos: aqueles que fizeram três sessões semanais de caminhada e aqueles que fizeram a mesma quantidade de treinos de musculação. O hipocampo dos idosos que praticaram a caminhada aumentou 2% em relação aos que fizeram musculação. A área está ligada à memória, e sua redução é um dos sinais do Alzheimer.
Segundo os organizadores da conferência, isso não significa que um tipo de exercício é melhor que outro, mas que diferentes exercícios podem afetar diferentes aspectos da saúde cerebral. Para demonstrar isso, eles exibiram uma segunda pesquisa, conduzida na Universidade da Columbia Britânica, no Canadá. Ela comparou o efeito de duas sessões semanais de exercícios de levantamento de peso com a mesma quantidade de treinamento aeróbico em mulheres que tinham entre 70 e 80 anos, com comprometimento cognitivo leve.
O grupo que levantou peso apresentou um desempenho melhor em testes que medem atenção, resolução de conflitos e memória. Além disso, esses treinos também trouxeram mudanças funcionais em três regiões cerebrais envolvidas com a memória.
O terceiro estudo apresentado foi conduzido por pesquisadores do Centro Nacional de Geriatria e Gerontologia do Japão. Eles analisaram o impacto de uma série de exercícios variados sobre as funções cerebrais de idosos com comprometimento cognitivo leve. O programa incluía exercícios aeróbicos, de força muscular e de postura realizados durante um ano.
Os pesquisadores compararam as funções cerebrais desses idosos com a de outros que não fizeram exercícios, mas assistiram aulas sobre como cuidar de sua saúde. Apesar de os dois grupos terem apresentado melhoras em testes de memória e de uso de linguagem, o resultado foi mais significativo naqueles que praticaram atividades físicas.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Neuroterapia pode fazer cérebro rejuvenescer até 15 anos
Depois dos 27 anos, segundo os cientistas, as células do cérebro começam a morrer. Um homem nessa idade tem aproximadamente 100 bilhões dessas células, chamadas neurônios. É com eles que nosso cérebro interpreta os estímulos do mundo exterior. Eles são responsáveis por reconhecer o rosto de uma pessoa, ou permitir que você se localize usando um mapa. Até que a temida morte dessas células tem início.
Mas em experiências com ratos, cientistas comprovaram que há exercícios para o cérebro que fazem esses neurônios de alguma forma serem reativados. E quem diria que esses exercícios poderiam incluir peixinhos virtuais?
O jogo é seguir os peixinhos e descobrir quais foram os dois que engoliram diamantes. A repetição desse jogo, segundo o estudo, melhora a visão periférica, aquela que a gente usa quando dirige. É como se cada um dos peixinhos fosse um elemento do trânsito. O desafio é não perder nenhum deles de vista.
“Os resultados científicos de pessoas que fazem esse tipo de exercício mostram que elas conseguem melhorar a capacidade de dirigir de forma segura”, afirma o neurocientista e professor Rogério Panizzutti, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O jogo faz parte de um método que se chama neuroterapia cognitiva, que Panizzutti trouxe para o Brasil depois de estudar na Califórnia. “A neuroterapia cognitiva pode fazer o cérebro de uma pessoa rejuvenescer. A gente observou em pessoas acima de 65 anos um rejuvenescimento em torno de 10 a 15 anos, então o cérebro de uma pessoa de 65 anos passaria a funcionar como se ela tivesse entre 40 ou 50 anos”, explica.
Ginástica para o cérebro virou negócio. Um curso no Rio promete mais concentração, mais inteligência e mais criatividade. O estudante Carlos Redusino ainda é bem jovem, mas quer estar mais preparado para o vestibular. “Eu ficava um pouco avoado nas coisas. Agora consigo me concentrar um pouco mais”, diz.
“A concentração é a primeira coisa que a gente nota. Os alunos chegam reclamando que não conseguem fazer suas atividades quando há barulho ou outras pessoas falando, e já na segunda aula eles já conseguem fazer mesmo com outras pessoas ao lado”, afirma a psicóloga Vanessa Azevedo.
Durante a primeira hora de aula, o exercício é com um ábaco, uma das primeiras ferramentas de cálculo da humanidade. Sozinho, o aluno precisa vencer uma apostila com cálculos cada vez mais difíceis. “Acho que eu fiquei mais atenta às coisas. Eu não tinha muita paciência”, diz a aposentada Iara Freitas.
Na segunda parte da aula, tem sempre uma atividade diferente. A psicóloga Vanessa Azevedo lança um exercício para a aposentada Jane Machado para trabalhar noções de espaço. “O médico também achou excelente, disse que a evolução foi muito boa. Nem fiz outro exame neurológico”, conta a aposentada.
“A rotina faz com que o cérebro fique como se fosse estagnado. A pessoa que segue sempre uma rotina não vai ter um avanço. Então, a gente saindo do nosso dia a dia com pequenas mudanças, vai fazendo alguma diferença. Com o passar do tempo a gente vai perceber essas mudanças”, explica a psicóloga Vanessa Azevedo.
O Fantástico mostra 10 dicas para turbinar seu cérebro. Pequenas mudanças, que podem ser incluídas no seu dia a dia: Mas atenção: a primeira dica deve ser seguida com cuidado para evitar quedas.
Veja as 10 dicas:
1- Tome banho com os olhos fechados ou com a luz apagada. Seu cérebro vai ter que se esforçar para entender o que está acontecendo sem a visão.
2- Faça tarefas com a mão que você usa menos. É difícil, mas estimula o cérebro.
3- Quando for para o trabalho, varie o trajeto que você faz. Seu cérebro sai do automático porque precisa se concentrar no caminho novo.
4- Se quiser radicalizar, ande de costas ou para os lados. Mas não se incomode com os olhares curiosos.
5- Mude os objetos de lugar na mesa de trabalho. É um jeito de driblar gestos rotineiros, de quem sabe onde vai pegar cada coisa.
6- Quando for comer em um restaurante, tente descobrir os ingredientes do prato. É como decifrar uma charada.
7- Quando você fizer refeições em casa, use cômodos diferentes: quarto, sala ou cozinha.
8- Quando ler uma palavra, pensar em outras cinco que comecem com a mesma letra.
9- Você também pode pegar o dicionário e ler uma palavra nova, a cada dia. Depois, tente usar essa palavra nas conversas.
10- Vai ao supermercado? Memorize a lista de compras. Qualquer método para decorar vale.
Experimente! Os bilhões de neurônios dentro de sua cabeça agradecem...
Fonte: Fantástico - http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1677959-15605,00-NEUROTERAPIA+PODE+FAZER+CEREBRO+REJUVENESCER+ATE+ANOS.html
http://tinyurl.com/87jjyp5
Mas em experiências com ratos, cientistas comprovaram que há exercícios para o cérebro que fazem esses neurônios de alguma forma serem reativados. E quem diria que esses exercícios poderiam incluir peixinhos virtuais?
O jogo é seguir os peixinhos e descobrir quais foram os dois que engoliram diamantes. A repetição desse jogo, segundo o estudo, melhora a visão periférica, aquela que a gente usa quando dirige. É como se cada um dos peixinhos fosse um elemento do trânsito. O desafio é não perder nenhum deles de vista.
“Os resultados científicos de pessoas que fazem esse tipo de exercício mostram que elas conseguem melhorar a capacidade de dirigir de forma segura”, afirma o neurocientista e professor Rogério Panizzutti, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O jogo faz parte de um método que se chama neuroterapia cognitiva, que Panizzutti trouxe para o Brasil depois de estudar na Califórnia. “A neuroterapia cognitiva pode fazer o cérebro de uma pessoa rejuvenescer. A gente observou em pessoas acima de 65 anos um rejuvenescimento em torno de 10 a 15 anos, então o cérebro de uma pessoa de 65 anos passaria a funcionar como se ela tivesse entre 40 ou 50 anos”, explica.
Ginástica para o cérebro virou negócio. Um curso no Rio promete mais concentração, mais inteligência e mais criatividade. O estudante Carlos Redusino ainda é bem jovem, mas quer estar mais preparado para o vestibular. “Eu ficava um pouco avoado nas coisas. Agora consigo me concentrar um pouco mais”, diz.
“A concentração é a primeira coisa que a gente nota. Os alunos chegam reclamando que não conseguem fazer suas atividades quando há barulho ou outras pessoas falando, e já na segunda aula eles já conseguem fazer mesmo com outras pessoas ao lado”, afirma a psicóloga Vanessa Azevedo.
Durante a primeira hora de aula, o exercício é com um ábaco, uma das primeiras ferramentas de cálculo da humanidade. Sozinho, o aluno precisa vencer uma apostila com cálculos cada vez mais difíceis. “Acho que eu fiquei mais atenta às coisas. Eu não tinha muita paciência”, diz a aposentada Iara Freitas.
Na segunda parte da aula, tem sempre uma atividade diferente. A psicóloga Vanessa Azevedo lança um exercício para a aposentada Jane Machado para trabalhar noções de espaço. “O médico também achou excelente, disse que a evolução foi muito boa. Nem fiz outro exame neurológico”, conta a aposentada.
“A rotina faz com que o cérebro fique como se fosse estagnado. A pessoa que segue sempre uma rotina não vai ter um avanço. Então, a gente saindo do nosso dia a dia com pequenas mudanças, vai fazendo alguma diferença. Com o passar do tempo a gente vai perceber essas mudanças”, explica a psicóloga Vanessa Azevedo.
O Fantástico mostra 10 dicas para turbinar seu cérebro. Pequenas mudanças, que podem ser incluídas no seu dia a dia: Mas atenção: a primeira dica deve ser seguida com cuidado para evitar quedas.
Veja as 10 dicas:
1- Tome banho com os olhos fechados ou com a luz apagada. Seu cérebro vai ter que se esforçar para entender o que está acontecendo sem a visão.
2- Faça tarefas com a mão que você usa menos. É difícil, mas estimula o cérebro.
3- Quando for para o trabalho, varie o trajeto que você faz. Seu cérebro sai do automático porque precisa se concentrar no caminho novo.
4- Se quiser radicalizar, ande de costas ou para os lados. Mas não se incomode com os olhares curiosos.
5- Mude os objetos de lugar na mesa de trabalho. É um jeito de driblar gestos rotineiros, de quem sabe onde vai pegar cada coisa.
6- Quando for comer em um restaurante, tente descobrir os ingredientes do prato. É como decifrar uma charada.
7- Quando você fizer refeições em casa, use cômodos diferentes: quarto, sala ou cozinha.
8- Quando ler uma palavra, pensar em outras cinco que comecem com a mesma letra.
9- Você também pode pegar o dicionário e ler uma palavra nova, a cada dia. Depois, tente usar essa palavra nas conversas.
10- Vai ao supermercado? Memorize a lista de compras. Qualquer método para decorar vale.
Experimente! Os bilhões de neurônios dentro de sua cabeça agradecem...
Fonte: Fantástico - http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1677959-15605,00-NEUROTERAPIA+PODE+FAZER+CEREBRO+REJUVENESCER+ATE+ANOS.html
http://tinyurl.com/87jjyp5
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