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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tratamento Gratuito para Pacientes com Parkinson


O Ministério da Saúde através de suas políticas de saúde disponibiliza no Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos para a Doença de Parkinson. Estes medicamentos estão divididos em 2 grupos.

O primeiro grupo são medicamentos disponibilizados pelas Farmácias de Alto Custo das Secretarias Estaduais de Saúde sendo eles:

Amantadina 100 mg
Bromocriptina 2,5 mg e 5 mg
Cabergolina 0,5 mg
Entacapona 200 mg
Pramipexol 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg
Selegilina 5 mg e 10 mg
Tolcapona 100 mg

O segundo grupo de medicamentos é disponibilizado através dos postos municipais de saúde, sendo eles:

Biperideno 2 mg
Biperideno 4 mg
Levodopa + benserazida 200/50 mg
Levodopa + benserazida 100/25 mg
Levodopa + carbidopa 250/25 mg
Levodopa + carbidopa 200/50 mg

Fonte:
PORTARIA Nº 3.916, DE 30 DE OUTUBRO DE 1998
PORTARIA Nº 2.981, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2009
PORTARIA Nº 4.217, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2010

http://www.vivabemcomparkinson.com.br/tratamento/tratamento-gratuito/

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Doença de Parkinson





A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa neurológica que pode causar tremores e lentidão. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. Só no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com o problema. A cura ainda não foi alcançada, mas há estudos em nível experimental sobre o tratamento com células tronco.

A Doença de Parkinson (DP), descrita por James Parkinson em 1817, é uma das doenças neurológicas mais comuns e intrigantes dos dias de hoje. Tem distribuição universal e atinge todos os grupos étnicos e classes socioeconômicas. Estima-se uma prevalência de 100 a 200 casos por 100.000 habitantes.

Ela é causada pela deterioração de neurônios dopaminérgicos da substância negra cerebral e também pelo comprometimento de outras regiões, como o núcleo dorsal do vago, sistema olfatório e alguns neurônios periféricos. Fatores genéticos também devem ser considerados, principalmente em casos precoces (antes dos 50 anos), que são mais raros.

 O corpo fala - A Doença de Parkinson é caracterizada basicamente por tremor de repouso, tremor nas extremidades, instabilidade postural, rigidez de articulações e lentidão nos movimentos. Há também outros sintomas não motores, como a diminuição do olfato, distúrbios do sono, alteração do ritmo intestinal e depressão.

Para diagnosticar o problema, é preciso estar atento. A doença pode iniciar entre 10 e 15 anos antes dos sintomas se evidenciarem. Quem apresenta tremores deve procurar ajuda médica, pois eles também podem ser causados por outros motivos e por efeito colateral de alguns medicamentos. A constatação do problema é feita por exames neurológicos e pela avaliação do histórico do pacientes. Inicialmente, a ressonância magnética e a tomografia podem ser realizadas com o intuito de descartar outras doenças. Feito isso, pode-se partir para os radiotraçadores PET e SPECT, que avaliam a função dos neurônios dopaminérgicos.

Pensando em qualidade de vida – Caso a doença seja constatada, o tratamento deve ser feito à base de medicamentos, com o intuito da redução da progressão de sintomas. A escolha do medicamento mais adequado deverá levar em consideração fatores como estágio da doença, a sintomatologia presente, ocorrência de efeitos colaterais, idade do paciente, medicamentos em uso e seu custo.

Pacientes com incapacidade funcional causada pelos sintomas parkinsonianos também podem se beneficiar de programas terapêuticos de reabilitação, envolvendo fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte psicológico e familiar, buscando evitar e/ou retardar a perda de suas funcionalidade e habilidades motoras. Quando o paciente com Parkinson não responde bem aos remédios prescritos, há ainda possibilidade de alguns tratamentos cirúrgicos e com estimuladores cerebrais profundos.

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica do SUS para pessoas com Doença de Parkinson, publicado pela portaria nº 228, de 10 de maio de 2010, os medicamentos disponíveis no SUS para o tratamento são: Levodopa/carbidopa; Levodopa/benserazida; Bromocriptina; Pramipexol; Amantadina; Biperideno; Triexifenidil; Selegilina; Tolcapona e Entacapona.



Fonte: Blog da Saúde 


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

ARTRITE REUMATOIDE, HOJE AS PESSOAS TEM MAIS QUALIDADE DE VIDA DO QUE HÁ 20 ANOS.

O estudo foi realizado na Universidade de Utrecht, da Holanda. Os pacientes monitorados tinham idades 17-86, e todos eram holandeses. Foram acompanhados 1100 pacientes com artrite reumatoide, diagnosticados entre 1990 e 2011. O desfecho do estudo aponta que, hoje o paciente tem menos quadros de ansiedade e depressão e importante diminuição da incapacidade física do que há 20 anos.

O motivo dessa boa evolução é a combinação de melhores e modernos medicamentos, à pratica de atividade física, maior adesão às terapias psicológicas e ao incentivo contínuo dos médicos reumatologistas que impulsionaram os pacientes a aderir a praticar de atividade física contínua.

O principal autor do estudo, Cecile Overman, acredita que daqui a 20 anos, pacientes com artrite reumatoide terão uma qualidade de vida equiparável com outra pessoa que não tenha a doença, ressaltando que os estudos de novos medicamentos dão força a essa esperança de vida normal.

Indicadores do Estudo:

68 % do sexo feminino;

Idade: 17 a 86 anos;

Foram avaliados no período de 3 a 5 anos após o diagnóstico:

Em 1990, 25% dos diagnosticados sofriam de ansiedade ou depressão após quatro anos de tratamento,em 2011, apenas de 12 a 14% apresentam ansiedade ou depressão;

Em 1990, 53% das pessoas diagnósticas apresentaram algum tipo de dificuldade para realizar algum tipo de atividades de vida diária, em 2011, esse número caiu para 31%.

Os autores sugerem que o aumento da qualidade de vida, está relacionado a combinação de melhores medicamentos, pratica de atividade física e a maior adesão a terapias psicológicas como coadjuvantes ao tratamento. Afirmam ainda que hoje os médicos estão voltados para a análise individual do paciente, possibilitando driblar o desafio de encontrar o medicamento certo para o paciente certo.

Os pesquisadores acreditam ainda que, o padrão de tratamento medicamentoso melhorou muitos nesses 20 anos, mas que os tratamentos não medicamentosos, tem sido importantes aliados para a melhora da qualidade de vida, tais como; a terapia comportamental e a pratica de atividade física contínua.

Sobre a Artrite Reumatoide:

Doença crônica, de origem imunológica, onde o sistema imunológico ataca equivocadamente as articulações. A inflamação resultante pode danificar as articulações e órgãos, tais como o coração.Os principais sintomas são: crises súbitas de dores articulares, vermelhidão e inchaço (edema) nas articulações e fadiga. , Atualmente não há cura, mas uma variedade de medicamentos podem tratar os sintomas e prevenir o avanço da doença.

A Organização Mundial da Saúde estima que até 1 por cento da população do mundo tenha artrite reumatoide.

http://reumatoguia.com.br/interna.php?id=1611&cat=109&menu=26109

terça-feira, 24 de julho de 2012

Reino Unido aprova prescrição de medicamentos por fisioterapeutas e podólogos


Fisioterapeutas e podólogos do Reino Unido poderão prescrever de forma independente a partir de 2014
O Departamento de Saúde do Reino Unido aprovou, nesta terça-feira (24), a prescrição de medicamentos por fisioterapeutas e podólogos. A medida foi anunciada pelo Ministro da Saúde, Lord Howe. A proposta garante aos pacientes do país acesso mais rápido a medicamentos para o alívio da dor e anti-inflamatórios.

Estes profissionais serão submetidos a treinamento e, em seguida, serão os primeiros do mundo a terem autonomia para a prescrição de medicamentos de forma independente.

Fisioterapeutas terão direito de prescrever medicamentos para problemas como dores crônicas e doenças respiratórias como a asma. Podólogos que tratam de pacientes com uma ampla gama de condições, incluindo úlceras do pé diabético e distúrbios artríticos no pé e tornozelo também estarão liberados para indicar terapias medicamentosas adequadas aos seus pacientes. Segundo o Departamento de Saúde, a medida irá ajudar os pacientes a responderem mais rapidamente aos tratamentos.

"Ao introduzir estas mudanças, pretendemos fazer o melhor uso das habilidades de fisioterapeutas e podólogos para permitir que pacientes se beneficiem de um serviço mais rápido e eficaz, sem comprometer a segurança", diz Howe. A presidente da Chartered Society of Physiotherapy, Helena Johnson, completa: "Dar a oportunidade a fisioterapeutas de prescrever de forma independente irá melhorar enormemente os cuidados que podemos fornecer no futuro. Os pacientes passarão a receber um serviço mais ágil e eficiente, o que significa que vão obter os medicamentos de que necessitam de imediato."

A proposta de expandir as responsabilidades de prescrição segue duas consultas públicas realizadas em 2011, além de recomendações subsequentes da Commission on Human Medicines. Fisioterapeutas e podólogos que completarem com êxito o Health Professions Council (HPC) aprovados em programas de educação e registrados no HPCregister poderão prescrever de forma independente a partir de 2014.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

ANVISA libera Sibutramina e proíbe outros emagrecedores

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou a restrição aos medicamentos inibidores de apetite. Reunião da diretoria colegiada da agência no dia de hoje decidiu manter a comercialização e registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos que atuam na redução do apetite, mas com maior controle sobre a prescrição e sobre a utilização do medicamento.


A Anvisa proibiu ainda a comercialização dos medicamentos conhecidos como anfetamínicos e cancelou os registros dos inibidores de apetite anfepramona, femproporex e mazindol.


http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,anvisa-libera-sibutramina-e-proibe-outros-emagrecedores,781081,0.htm

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Apesar de pouco conhecida, a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é a quinta causa de mortes entre as doenças no Brasil. Sete milhões de pessoas sofrem desse mal - e a maioria nem sabe. Por causa disso, hoje apenas 350 mil pessoas estão diagnosticadas e fazem o tratamento da doença.

A cada 14 minutos morre uma pessoa de DPOC.


A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPPOC) é uma enfermidade respiratória prevenível e tratável, que se caracteriza pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. A obstruçãodo fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, causada primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz consequências sistêmicas significativas. O processo inflamatório crônico pode produzir alterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar). A predominância dessas alterações é variável em cada indivíduo, tendo relação com os sintomas apresentados.
O cigarro é responsável pela imensa maioria dos casos.
A DPOC é uma doença insidiosa que se instala no decorrer de anos. Geralmente, começa com discreta falta de ar associada a esforços como subir escadas, andar depressa ou praticar atividades esportivas. Como os sintomas são discretos, costumam ser atribuídos ao cansaço ou à falta de preparo físico. Com o passar do tempo, porém, a dispneia se torna mais intensa e surge depois de esforços cada vez menores. Nas fases mais avançadas, a falta de ar está presente mesmo com o doente em repouso e agrava-se muito diante das atividades mais corriqueiras. Tomar banho em pé, por exemplo, fica impossível; andar até a sala, um esforço insuportável.
Diversos estudos demonstraram que o único tratamento médico capaz de aumentar a sobrevida dos portadores da doença é a oxigenioterapia. O doente respirando com dificuldade com um cateter nas narinas ligado ao tubo de oxigênio é a imagem clássica da doença.
Nas fases iniciais, para fazer o diagnóstico é fundamental avaliar a função ventilatória pela espirometria, um exame não-invasivo. Para realizá-lo, o paciente sopra o ar dos pulmões num aparelho que mede os parâmetros associados à capacidade pulmonar. A maioria dos pneumologistas recomenda que todos os fumantes sejam submetidos anualmente a esse teste a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que apresentarem declínio da função pulmonar estão em rota de colisão com o aparecimento da dispnéia aos mínimos esforços e da dependência de oxigênio. Muitos especialistas, no entanto, recomendam que toda pessoa que fuma há mais de dez anos seja submetida ao exame, para que o diagnóstico seja feito nas fases iniciais, quando o dano aos tecidos ainda não se tornou irreversível.
Parar de fumar é decisivo para o futuro dos que apresentam declínio progressivo das provas de função respiratória. Quando isso acontece em pacientes com pequeno grau de obstrução das vias aéreas causada pela fumaça do cigarro, a interrupção é associada à melhora imediata da função pulmonar. Ao contrário, nos que continuam a fumar, uma vez alteradas, as provas funcionais sofrem declínio rápido e progressivo.
Chicletes, adesivos de nicotina e drogas antidepressivas como a bupropiona, associados a terapêuticas comportamentais, são de grande utilidade para tratamento da dependência de nicotina nos portadores de DPOC. Pelo fato de não serem inalados, chicletes e adesivos de nicotina colaboram para diminuir o grau de obstrução das vias aéreas, mesmo naqueles que não conseguem parar de fumar, mas que reduzem substancialmente o número de cigarros por dia.
Todos os portadores de DPOC devem receber anualmente uma dose de vacina contra a gripe e outra contra o pneumococo, para evitar que a concomitância de processos infecciosos agrave o quadro respiratório.
Drogas broncodilatadoras e os anticolinérgicos estão indicados para aliviar os sintomas associados à produção e eliminação das secreções. O uso de derivados da cortisona por via inalatória pode reduzir a freqüência de exacerbações dos sintomas respiratórios, mas seu uso prolongado está associado a efeitos indesejáveis.
Técnicas fisioterápicas de reabilitação respiratória, incluindo exercícios e uso de oxigenioterapia, aumentam a resistência aos esforços e melhoram a qualidade de vida.

Fontes:
Jornal Brasileiro de Pneumologia
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
Pneumoatual Educação Médica
American Thoracic Society
Educational Research Service