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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Coluna Vertebral

A coluna vertebral constitui o eixo do tronco. É composta por 33 vértebras, podendo variar de 32 a 34, divididas da seguinte maneira: 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácica, 5 vértebras lombares e 4 vértebras sacrais. Entre as vértebras ficam os discos intervertebrais, estruturas que contém água e servem como amortecedores.
A coluna vertebral apresenta curvas fisiológicas (normais) conhecidas como lordose e cifose. Lordose é a curvatura da região cervical e lombar. Cifose é a curva da região torácica e sacral. A retificação ou aumento dessas curvas é patológico e pode levar a alterações posturais e dor.
A postura correta ajuda a evitar dores e problemas na coluna, mal que afeta frequentemente as pessoas em diferentes faixas etárias. De acordo com a OMS, 80% da população mundial poderá apresentar algum episódio de dor na coluna.
A prevenção é a melhor maneira de evitar problemas. Hábitos saudáveis, exercícios regulares e manutenção da postura são medidas essenciais.
A fisioterapia é de extrema importância no tratamento dos pacientes com dores na coluna, sejam dores agudas ou crônicas (mais de 3 meses de dor), com diferentes técnicas, tais como: eletrotermoterapia - TENS, Calor/Gelo; cinesioterapia - maitland, osteopatia, estabilização segmentar, rpg, pilates, isostretching, entre outras. O uso de medicação - analgésicos, antiinflamatórios, miorrelaxantes, entre outros tipos também se faz útil porém devem ser prescritos por médico após avaliação. Técnicas como acupuntura também podem ser benéficas no alívio da dor e relaxamento muscular. O tratamento cirúrgico é indicado em casos excepcionais, que perfazem menos de 5% do total. O repouso não deve durar mais de sete dias, sendo cada vez menos indicado em virtude da atrofia muscular e piora/aumento da incapacidade do indivíduo.
Alguns fatores podem desencadear ou aumentar o risco de dor na coluna e devem ser evitados. São eles: postura incorreta, esforço excessivo, excesso de peso/obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo, entre outros.  A coluna lombar é a região mais acometida de dor, pois é onde há maior sobrecarga, seguida da coluna cervical, região de muita movimentação e tensão muscular. A coluna torácica é a região menos móvel de toda a coluna e consequentemente com menor número de queixas de dor. Além disso, a coluna sofre um processo natural de desgaste, que tem início entre os 30 - 50 anos de idade, e que ocasiona uma desidratação dos discos e enfraquecimento dos ossos.
Portanto, lembrem-se: prevenir é sempre a melhor escolha. Cuide bem da coluna e viva melhor!



Raio X Hipercifose

A hipercifose é a deformidade da coluna vertebral onde ocorre um aumento da curvatura da região torácica, popularmente conhecida como corcunda. Também podem-se usar coletes para melhorar a postura e cinesioterapia para reeducação postural e fortalecimento muscular. Em alguns casos, pode haver duas deformidades associadas, como hipercifose e escoliose. Também pode ser diagnosticada através do exame físico e Raio x.

Raio X mostrando hipercifose, vulgarmente conhecida como corcunda.
Foto: arquivo pessoal. Autorizada publicação.
Proibida reprodução sem citação da fonte.

Raio X Escoliose

A escoliose é uma alteração/deformidade tridimensional da coluna vertebral. Ocorre uma inclinação lateral e também rotação das vértebras. Pode ser diagnosticada pelo exame físico e através do Raio X. Em casos leves, podem-se usar coletes e fisioterapia - cinesioterapia, reeducação postural como tratamento; porém em casos graves, onde a inclinação é muito acentuada e compromete até órgãos internos o tratamento pode ser cirúrgico. O ortopedista  é o profissional que deve avaliar essa necessidade. A fisioterapia pode trazer ótimos resultados se aplicada de maneira correta, individualizada e prolongada.

Raio X de paciente mostrando escoliose.
Fonte: arquivo pessoal. Publicação autorizada pelo paciente.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Adolescentes de São Paulo têm alta prevalência de dores nas costas

Dos estudantes de 5ª a 8ª séries de todas as escolas municipais de Bauru, quase 20%, sendo a maioria, meninas, sofrem o problema.

Estudo apontou que 19,5% dos estudantes sofrem de dores nas costas, sendo 7% nos  meninos e 12,5% nas meninas.

Um estudo indica que há alta prevalência de dores lombares em adolescentes de São Paulo em relação a prática de esportes de competição e atividades sedentárias. Dos 1.236 estudantes de 5ª a 8ª séries de todas as escolas municipais de Bauru (SP) que foram avaliados, 19,5% sofrem de dores nas costas, sendo a prevalência de 7% nos meninos e 12,5% nas meninas. Artigo foi publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

De acordo com pesquisadores da Universidade do Sagrado Coração, responsáveis pela pesquisa, " a dor lombar tornou-se um grave problema de saúde pública, pois possui alta incidência na população economicamente ativa, em adolescentes e crianças. A prevalência de dores lombares em crianças de 9 a 10 anos é similar a da população adulta" , afirmam. " A relevância de estudos sobre a prevalência de dores lombares em escolares reside no fato de que essas patologias geram consequências sociais e econômicas, tanto para o estado como para os indivíduos" , explicam os pesquisadores. " Para o sujeito, significa a perda da qualidade de vida, e, para o estado, as despesas com tratamento e reabilitação" .

Segundo os pesquisadores, os fatores associados com os sintomas na coluna lombar foram o gênero feminino, a quantidade de horas que assiste à TV ao dia e a prática de esportes. Os dados apontaram que 95,5% dos meninos e 92,9% das meninas participam das aulas de educação física, enquanto 46,8% dos meninos e 45,8% das meninas frequentam alguma modalidade esportiva fora do ambiente escolar. " Os escolares que praticam esportes fora da escola têm duas vezes e meia mais chances de possuir dor lombar" , elucidam os estudiosos. " Tal fato pode ser justificado por um conjunto de fatores, tais como o tipo de esporte, o nível de exigência, a intensidade do treinamento e o grau de trauma agudo gerado, principalmente em crianças e adolescentes" .

Quanto a atividades sedentárias, pouco mais de 99% dos adolescentes consultados assistem a TV e, em aproximadamente 70% dos casos, usam o equipamento mais de duas vezes por semana e acima de duas horas por dia. No que diz respeito ao computador, 38,7% dos meninos é 55,5% das meninas relataram utilizá-lo também mais de duas vezes por semana e acima de duas horas por dia. De acordo com os pesquisadores, a associação dessas atividades com a dor pode ser devido ao tempo prolongado na posição sentada, a posturas incorretas, ao mobiliário inadequado e mal organizado ou ao sedentarismo.

Além disso, eles oferecem algumas suposições para as diferenças entre os sexos. " A força física, que é menor nas mulheres do que nos homens, faz com que o gasto energético delas seja maior, aumentando o risco de sobrecarga musculoesquelética" , dizem os pesquisadores. " Outra possibilidade é de ordem psicossocial, pois se acredita que as mulheres se queixam com maior frequência do que os homens, ou seja, de acordo com essa linha, os contrastes resultam das diferenças na predisposição de homens e mulheres quanto a relatar as informações" .

Fonte: http://www.isaude.net/

terça-feira, 26 de julho de 2011

Coluna Vertebral

A coluna vertebral constitui o eixo do corpo.

Ela é composta de 33 a 34 vértebras divididas da seguinte maneira:

7 vértebras cervicais.
12 vértebras torácicas ou dorsais.
5 vértebras lombares.
5 vértebras sacrais (unidas).
4 a 5 vértebras coccígeas (unidas).
Entre as vértebras estão os discos intervertebrais, os "amortecedores".
A coluna apresenta curvas fisiológicas (normais) conhecidas como lordose e cifose. Lordose é o nome dado à curva da região cervical e lombar. Cifose é o nome dado à curva da região torácica e sacral. A acentuação dessas curvas (aumento ou diminuição) leva a alterações posturais, deformidades e consequentemente dor. O aumento das curvaturas recebe o nome de hipercifose e hiperlordose. A deformidade da coluna lateralmente é conhecida como escoliose.
Abaixo algumas figuras para ilustrar o texto.