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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Como descartar corretamente os exames de imagem (Raio X)

Por conter o metal prata em sua composição, as chapas de raio X não devem ser descartadas juntamente com o lixo comum. 
Por conta disso, o Hospital das Clínicas instalou, em 2010, um posto de coleta no Instituto Central da entidade (Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, Cerqueira César, 3069-6000). Ali, das 8h às 17h, recebe material de pacientes, profissionais e população em geral. 
O montante arrecadado no Hospital das Clínicas é encaminhado ao Fundo Social de Solidariedade do Governo do Estado. Na reciclagem, a prata acaba separada do plástico – e ambos podem ser reaproveitados. Até hoje, a instituição já recebeu 13 mil quilos do material.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Amputações por acidente de trânsito dobram em São Paulo

Levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, maior complexo hospitalar da América Latina, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, aponta que o número de amputados em seu Instituto de Ortopedia e Traumatologia em decorrência de acidentes de trânsito teve aumento de 100% em 2011, quando foram registrados 13 casos, para 2012, em que houve 26 casos.

Segundo o ortopedista e coordenador do grupo de trauma do instituto, Kodi Kojima, a maioria destes casos acontece nos membros inferiores e 80% são causados por motos.

Ainda segundo o levantamento, dos esmagamentos de membros, cerca de 80% são passiveis de reconstrução, 10% sofrem amputação imediata (no local do acidente), e nos outros 10% há uma tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados durante a hospitalização.

" Durante a internação, esses pacientes passam em média por três procedimentos cirúrgicos, e nos dois anos subsequentes, 60% necessitam de reinternação e mais cirurgias" , diz Kodi. Das vítimas, 40% voltam a ter um nível funcional bom e 30%, muito ruim.

Para Kojima, além dos problemas físicos, há os psicossociais. " Esses indivíduos podem passar por um ou mais do que se chama os ' 4Ds' do amputado: divorciado, deprimido, desempregado e desmoralizado" , explica.

Mulheres, idosos, fumantes, e pessoas com doenças prévias podem ter maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma. " Além do impactos físicos e psicossociais causados, o custo de amputar um membro ao longo da vida pode chegar a R$ 500 mil, entre próteses, retornos médicos e reabilitação" , conclui o especialista.