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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dia 20 de outubro - Dia Mundial de Luta Contra Osteoporose




Hoje, dia 20 de outubro é celebrado mundialmente o dia de conscientização e luta contra a osteoporose, doença que atinge milhares de pessoas entre homens e mulheres.

O tema desse ano da International Osteoporosis Foundation (IOF)/Fundação Internacional de Osteoporose é Osteoporose em Homens. Com o título: Homens Reais Constroem Sua Força de Dentro para Fora a Fundação pretende desmistificar que a osteoporose seja uma doença de mulheres e fazer com que os homens cuidem melhor da sua saúde, em virtude do envelhecimento.

Faça de sua saúde óssea uma prioridade! 

Alguns dados:

Até 2050, o número esperado de fraturas de quadril deve quadruplicar.

O risco de fratura ao longo da vida é maior do que o risco de desenvolver câncer de próstata: poucos homens mais velhos estão alertados para a osteoporose.

Um terço de todas as fraturas de quadril do mundo todo ocorre em homens: os estudos também mostram que 37% dos pacientes masculinos morrem no primeiro ano após uma fratura de quadril.

Os homens têm maior probabilidade do que as mulheres de sofrer consequências sérias ou morte.

Um em cada cinco homens com mais de 50 anos de idade partirá um osso devido à osteoporose. Conheça o seu risco de sofrer futuras fraturas efetuando o teste rápido de risco de osteoporose no site.


Abaixo, alguns materiais disponíveis para download e outros links sobre o tema:

Kit da campanha 2014: 
http://share.iofbonehealth.org/WOD/2014/campaign-toolkit/WOD_2014-campaign_toolkit-PT_BR.pdf

Relatório Anual 2014:
http://share.iofbonehealth.org/WOD/2014/thematic-report/WOD14-Report-PT_BR.pdf

Infográfico 2014:
http://share.iofbonehealth.org/WOD/2014/infographic/WOD14-infographic-A4.pdf

Livreto para pacientes:
http://share.iofbonehealth.org/WOD/2014/patient-brochure/WOD14-patient_brochure-PT_BR.pdf

International Osteoporosis Foundation:
http://www.iofbonehealth.org/



Outros links sobre osteoporose:

http://biafisio.blogspot.com.br/2013/07/campanha-mundial-em-hospitais-publicos.html

http://biafisio.blogspot.com.br/2012/08/cartilha-osteoporose-para-pacientes.html

http://biafisio.blogspot.com.br/2011/10/dia-20-de-outubro-dia-mundial-de.html

http://biafisio.blogspot.com.br/2012/11/musculacao-e-o-exercicio-fisico-mais.html

domingo, 4 de maio de 2014

Brasil tem epidemia de fraturas em idosos, dizem especialistas


Matéria da Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/05/1448371-brasil-tem-epidemia-de-fraturas-em-idosos-dizem-especialistas.shtml

terça-feira, 23 de julho de 2013

Obesidade não protege contra enfraquecimento dos ossos - estudo/artigo



Antes, pensava-se que a obesidade ajudava a proteger contra o enfraquecimento dos ossos. Uma pesquisa publicada na revista Radiology, feita por cientistas americanos, indicou exatamente o contrário: a obesidade pode aumentar o risco de osteoporose.

Os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard descobriram que pessoas que têm mais gordura no fígado, tecidos musculares e no sangue têm também mais gordura na medula óssea, o tecido esponjoso dentro dos ossos onde surgem as células responsáveis pela formação óssea.

Para chegar à conclusão, uma equipe de cientistas fez exames de ressonância magnética em 106 homens e mulheres de entre 19 e 45 anos, considerados obesos, mas saudáveis.

A conclusão é que há uma relação entre a maior presença de gordura no fígado e nos músculos e a existência de mais gordura na medula óssea ─ independentemente do índice de massa corporal, da idade ou da quantidade de exercícios físicos.

Segundo os pesquisadores, a presença de gordura na medula óssea faz com que os ossos fiquem fracos. Uma coluna vertebral cheia de gordura, por exemplo, não será tão forte.

Ainda de acordo com o estudo, pessoas com gordura localizada em volta da cintura podem ter um risco maior de desenvolver a doença nos ossos.

Acesse o link para o estudo, publicado na revista Radiology:
http://radiology.rsna.org/content/early/2013/06/27/radiol.13130375.full?sid=f82e8755-b7d1-4066-96e1-071a659e9d35

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130716_obesidade_osteoporose_fn.shtml

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Campanha mundial em hospitais públicos busca prevenir fraturas de repetição


 A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, a sigla em inglês) lança hoje (12) no Rio a campanha  mundial  Capture the Fracture, que será implantada até o fim deste ano nos hospitais públicos de todo o país. Em um primeiro momento, a campanha  abrangerá os hospitais públicos do estado do Rio. O  objetivo é identificar as pessoas que já tiveram fratura por osteoporose (doença que afeta os ossos, com perda de massa óssea).

“Porque essas pessoas têm risco muito maior de ter uma segunda fratura do que aquelas, por exemplo, que têm osteoporose e nunca tiveram uma fratura antes”, disse à Agência Brasil o vice-presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) e chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital Federal de Ipanema, Bernardo Stolnick.

A unidade do Ministério da Saúde já implementou a campanha há dois anos, por meio do Programa de Prevenção a Refraturas (PrevRefrat), considerado referência no mundo entre os serviços de excelência que adotam o parâmetro. O PrevRefrat servirá de modelo para os demais hospitais brasileiros, porque adota a linha e a filosofia da campanha da IOF.

Será lançada também nesta sexta-feira campanha informativa da Sbot regional Rio de Janeiro em todos os hospitais públicos do estado que tenham ambulatório de ortopedia ou emergência ortopédica. O objetivo é orientar as pessoas que já tiveram fratura por fragilidade óssea, ou seja, que decorre de uma queda simples, a ligar para o  PrevRefrat para agendar consulta e tratamento. O programa do Hospital Federal de Ipanema tem, no momento, 250 pacientes em tratamento, sendo que apenas cinco tiveram refratura. “Ou seja, temos uma taxa de refratura de 2%. Provavelmente, é a melhor taxa do mundo”, avaliou Stolnick.

Segundo o especialista, já está comprovado o sucesso  da filosofia da campanha da IOF em relação à  gestão pública dos pacientes que têm osteoporose. Além de maior risco de ter as chamadas fraturas de repetição, esses pacientes apresentam mais taxas de internação e reinternação, “gerando um custo social,  humano e financeiro grande para todos os países”.

A pior das fraturas é a de fêmur, que exige cirurgia e internação e tem elevada taxa de mortalidade. Stolnick informou que 50% das pessoas que tiveram esse tipo de ocorrência, “antes disso tiveram outra fratura qualquer”. Ele explicou que, se houver a intervenção em pacientes depois desse primeiro caso, consegue-se reduzir entre 50% e 60% a ocorrência de fratura de fêmur.

Stolnick disse ainda que existe o compromisso de reduzir em 20% a incidência de fratura de fêmur em todo o mundo até 2020. “A única forma de fazer isso é intervindo em relação a esses pacientes” - daí a importância de lançar a campanha no Brasil. O  chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital Federal de Ipanema ajudou a elaborar o painel de boas práticas da campanha.

Dados da IOF mostram que uma fratura por osteoporose ocorre a cada três segundos no mundo, correspondendo a 25 mil casos por dia ou 9 milhões por ano. Stolnick acrescentou que uma fratura vertebral ocorre a cada 22 segundos. “Uma em cada quatro mulheres depois dos 50 anos de idade vai ter uma fratura osteoporótica e um a cada cinco homens também”. Só que os homens não parecem se preocupar com a osteoporose. Ele alertou que, com o aumento da longevidade da população, haverá mais gente com essa deficiência óssea e tendo fraturas. No Brasil, a estimativa é que 10 milhões de pessoas tenham osteoporose hoje.

A projeção para 2050  é que haverá uma fratura de quadril na América do Sul a cada 72 segundos, com base no crescimento da população e no aumento da longevidade. “Então, é  imperioso que você reduza esse número de fraturas. E a melhor forma, mais efetiva e mais barata é intervir em relação aos pacientes que já tiveram fratura por osteoporose. Esta é a base da campanha”, reiterou.





Fontes: Agência Brasil e IOF

http://share.iofbonehealth.org/WOD/2012/report/WOD12-Report.pdf

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Campanha realiza exame Gratuito de Densitometria Óssea



A Clinica Casa Branca, está promovendo a “Campanha de Diagnóstico da Osteoporose”, através de exames gratuitos de Densitometria Óssea, para mulheres acima de 65 anos que nunca tenham realizado e que ainda não façam tratamento (para osteoporose).

A campanha teve início em Fevereiro de 2013 e encerra em Dezembro de 2013.

Agende seu exame através do telefone: (11) 2271-3456


sexta-feira, 26 de abril de 2013

O efeito das órteses de pé sobre o equilíbrio, dor no pé e incapacidade em mulheres idosas com osteoporose: um ensaio clínico randomizado - artigo



Pesquisadores publicaram, recentemente, na Rheumatology, um estudo que avaliou o efeito de palmilhas com o apoio do arco medial e almofada metatarsal sobre equilíbrio, dor no pé e incapacidade em mulheres idosas com osteoporose.

Eles realizaram um ensaio clínico randomizado controlado. Noventa e quatro mulheres idosas (> 60 anos) com osteoporose em tratamento no ambulatório da Divisão de Reumatologia da UNICAMP foram aleatoriamente designadas para um grupo de intervenção (GI) com órteses de pé ou a um grupo controle (GC) sem órteses. A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o teste Timed Up and Go (TUG), a dor no pé e o índice de incapacidade de Manchester (IIM) e uma escala numérica de dor (END) foram avaliados no início e após 4 semanas. O teste do qui-quadrado, o teste exato de Fisher e o teste Mann-Whitney foram aplicados para comparar os valores de linha de base entre os dois grupos. Medidas repetidas de análise de variância, seguidas do teste de Tukey para comparações múltiplas e o teste de perfil de contraste foram utilizados para comparar as medidas longitudinais. Para análise da relação numérica variável, o coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado.

Os grupos foram semelhantes no início do estudo. Somente os sujeitos do GI exibiram melhora em equilíbrio (ambos EEB e TUG), dor no pé (END) e incapacidade (IIM) (P <0 adversos="" anotados.="" efeitos="" foram="" menores="" p="">
Os pesquisadores concluíram que órteses de pé foram eficazes para melhorar o equilíbrio e reduzir a dor e incapacidade em mulheres idosas. Órteses podem ser usadas ​​como uma estratégia adjuvante para melhorar o equilíbrio e para evitar quedas nos idosos.

Autores: de Morais Barbosa C; Barros Bértolo M; Marques Neto JF; Bellini Coimbra I; Davitt M; de Paiva Magalhães E.

Uma resenha de The effect of foot orthoses on balance, foot pain and disability in elderly women with osteoporosis: a randomized clinical trial - Rheumatology; 2013 Mar; 52(3):515-22


http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23192905

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Prevalence of vertebral fracture in oldest old nursing home residents - Prevalência de fratura vertebral em idosos residentes em casas de repouso - artigo


Um estudo publicado na Osteoporosis International avaliou a prevalência de fraturas vertebrais usando a DMO (densidade mineral óssea), avaliada por DXA (absorciometria por dupla emissão de Raio-X) e sua influência sobre a probabilidade de fratura em 10 anos determinada pela ferramenta de Avaliação do Risco de Fratura (FRAX) numa coorte dos moradores mais idosos de uma casa de repouso de idosos. Mais de um terço dos pacientes tinham fraturas vertebrais prévias e 50%, osteoporose. Os autores comentaram que,provavelmente, em relação à influência existente da idade e da história médica de fratura, adicionar estes dados ao FRAX não fosse modificar de forma acentuada a probabilidade de fratura.

Os moradores mais idosos de uma casa de repouso para idosos estão sob risco muito alto de fratura. A prevalência de fraturas vertebrais nesta população específica e sua influência na probabilidade de fratura utilizando a ferramenta FRAX não são conhecidas.

Usando um densitômetro móvel, um grupo de autores estudou a prevalência de fraturas vertebrais, conforme aferido pelo programa de avaliação de fraturas vertebrais, a prevalência de osteoporose e de sarcopenia em 151 residentes de uma casa de repouso. A probabilidade de fratura em 10 anos foi calculada utilizando a ferramenta FRAX devidamente calibrada.

Os autores detectaram fraturas vertebrais em 36% dos moradores mais idosos da casa de repouso (idade média, 85,9 ± 0,6 anos). A prevalência de osteoporose e sarcopenia foi de 52% e 22% respectivamente. A probabilidade de fratura em 10 anos, avaliada pela ferramenta FRAX, foi de 27% e 15% para fratura grave e fratura de quadril, respectivamente. Adicionar valores de DMO ou AFV (avaliação de fratura vertebral) não alterou significativamente esta probabilidade

Em conclusão, nos residentes mais idosos da casa de repouso, osteoporose e fratura vertebral foram detectados com frequência. A probabilidade de fratura em dez anos pareceu ser determinada, principalmente, pela idade e fatores de risco clínicos obtidos pela história clínica, mais do que pela DMO ou fraturas vertebrais.

O artigo na íntegra em inglês está disponível no link abaixo:

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Musculação é o exercício físico mais indicado para prevenir osteoporose

http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/musculacao-e-o-exercicio-fisico-mais-indicado-para-prevenir-a-osteoporose/2255042/


Ao longo da vida, os ossos passam por um processo de destruição e construção. Antes dos 30 anos, o número de células de construção são maiores do que as destrutivas. O problema aparece após essa idade, quando essa proporção começa a se alternar e os ossos começam a ficar mais fracos e frágeis.

Para combater esses efeitos do envelhecimento e prevenir a osteoporose, os ginecologistas José Bento e Bruno Muzzi e o fisiatra José Maria Santarém deram algumas dicas no Programa Bem Estar da quinta-feira, dia 22 de novembro. Para aumentar a “poupança” de massa óssea, as recomendações principais são aumentar a ingestão de cálcio, praticar atividade física e tomar sol sem exageros, para obter vitamina D.



Segundo uma pesquisa recente feita pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), 60% das pessoas acredita que tomar apenas um copo de leite já é suficiente para evitar a doença. Porém, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), é de que a pessoa consuma no mínimo de 1.000 a 1.200 mg de cálcio por dia.

Em uma enquete feita no site do Bem Estar, 7% dos internautas respondeu que toma três copos de leite por dia. A maioria toma apenas um, dois ou não tomam a bebida - nesse caso, elas devem recorrer a outras fontes de cálcio, como queijo branco, ricota ou iogurte.


Essa indicação é ainda mais essencial para mulheres que já passaram pela menopausa, período em que a falta de estrogênio acelera a destruição do tecido interno do osso.

Estudos mostram que uma em cada três mulheres terá osteopenia depois dos 50 anos, um problema que aparece antes da osteoporose, que diminui a densidade óssea. Nesse período, no entanto, ainda é possível reverter ou estabilizar a situação com a ingestão de cálcio, vitamina D e exercícios. Porém, se não tratada, a osteopenia pode virar osteoporose.

A osteoporose não causa dor e não tem sintoma e, geralmente, a descoberta vem só após uma fratura, quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, é importante realizar exames para diagnosticar a doença antes que ela cause problemas.


A densitometria óssea mede a densidade do osso e deve ser feita a partir dos 45 anos nas mulheres e a partir dos 65 anos nos homens. Caso seja detectada a osteoporose, ela pode estar ainda no estágio inicial, o que facilita na recuperação e no tratamento. O médico pode indicar medicamentos, suplementos de vitamina D ou até mesmo a reposição hormonal, no caso das mulheres.

A atividade física sempre ajuda, principalmente aquelas que comprimem os ossos, ajudando no aumento da massa óssea. O fisiatra José Maria Santarém explicou que até mesmo ficar em pé já ajuda na prevenção e também no tratamento da osteoporose. A musculação é a melhor opção mesmo para pessoas debilitadas porque a exigência muscular ajuda na remodelagem óssea e o risco de lesões é menor.

Uma opção de exercício para realizar em casa e fortalecer a musculatura é agachar segurando e deslizando um cabo de vassoura na perna, como mostrou o fisiatra. Na hora de descer, a pessoa deve expirar e inspirar quando levantar. A dica do médico é fazer quantas vezes conseguir, até cansar. Ficar na ponta dos pés com o apoio do cabo de vassoura também traz benefícios não só para a musculatura, mas também para a circulação.





Fonte:  http://g1.globo.com/bemestar

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Risco de osteomielite da mandíbula induzida por bifosfonatos orais utilizados por pacientes para osteoporose



Bifosfonatos orais representam a primeira linha de prevenção e de tratamento para osteoporose. Todavia, vários estudos relataram osteonecrose da mandíbula (ONM), também conhecida como osteomielite da mandíbula, como efeito colateral destes medicamentos. Embora o risco absoluto parece ser baixo, informações sobre dados do risco relativo ou atribuível são, de fato, limitadas. Pesquisadores japoneses publicaram, recentemente, no Bone, um estudo em que estimaram o risco de bifosfonatos orais causar ONM em pacientes com osteoporose e em uso destes medicamentos, comparados a pacientes em uso de outras classes de medicamentos para osteoporose.

Utilizando um sistema eletrônico de armazenamento de prontuários médicos e confirmação manual de ONM, foi conduzida uma coorte retrospectiva de pacientes em uso de medicamentos para osteoporose no Hospital Universitário de Kyoto entre Novembro de 2000 e Outubro de 2010. Para avaliar os riscos relativos (RR) de bifosfonatos orais causarem ONM, foi realizada uma análise de regressão logística e os odds ratios (OR) e intervalos de confiança de 95% (IC95%) foram estimados. Além disso, análises de sensibilidade foram realizadas de acordo com o diagnóstico hierárquico.

No total, 4129 pacientes (59,6%) receberam bifosfonatos orais, enquanto que 2794 (40,3%) receberam outros medicamentos para osteoporose. O risco absoluto de ONM estimado variou de 0,46 a 0,99% (IC95% = 0,25 - 0,66 a 0,69 - 1,20) entre pacientes em uso de bifosfonatos orais e variou de 0,071 a 0,27% (IC95% = 0 - 0,17 a 0,022 - 0,33) entre pacientes tratados com outros medicamentos para osteoporose. Os riscos atribuíveis estimados de bifosfonatos orais como causa de ONM variaram de 0,38 a 0,81% (IC95% = 0,38 - 0,39 a 0,80 a 0,81). Os ORs (IC95%) ajustados para variáveis de confusão foram iguais a 5,0 (1,9 - 12,9) e 6,0 (1,3 - 26,1) apenas para casos confirmados. Em termos de riscos absolutos e atribuíveis, o risco de bifosfonatos orais causar ONM é considerado inferior a 1% em pacientes com osteoporose.

Os pesquisadores concluíram que bifosfonatos orais podem aumentar o risco de osteonecrose de mandíbula, comparados a pacientes tratados com outros medicamentos para osteoporose e o risco de efeitos colaterais deve ser sempre levado em conta.


Risk of osteomyelitis of the jaw induced by oral bisphosphonates in patients taking medications for osteoporosis: A hospital-based cohort study in Japan.


Yamazaki T, Yamori M, Yamamoto K, Saito K, Asai K, Sumi E, Goto K, Takahashi K, Nakayama T, Bessho K. Source Department of Oral and Maxillofacial Surgery, Graduate School of Medicine, Kyoto University, 54, Shogoin Kawahara-cho, Sakyo-ku, Kyoto 606-8507, Japan.

Abstract
Oral bisphosphonates (BPs) represent the first line of prevention and treatment for osteoporosis. However, several studies have reported osteonecrosis of the jaw (ONJ), also known as osteomyelitis of the jaw (OMJ), as a side effect of these drugs. Although absolute risk is suggested to be low, information to date on the relative risk or attributable risk has in fact been limited. Here, we estimated risk of oral BPs for OMJ in osteoporosis patients taking oral BPs compared with other osteoporosis drugs. Using an electronic medical records retrieval system and manual confirmation of OMJ, we conducted a retrospective cohort study of patients taking medications for osteoporosis at Kyoto University Hospital between November 2000 and October 2010. To evaluate relative risks of oral BPs for OMJ, logistic regression analysis was performed and odds ratios (ORs) and 95% confidence interval (CIs) were estimated. In addition, sensitivity analyses were performed according to hierarchical diagnosis. A total of 4129 patients (59.6%) were prescribed BPs while 2794 (40.3%) received other osteoporosis drugs. Absolute risk for OMJ was estimated to range from 0.46% to 0.99% (95% CIs: 0.25-0.66 to 0.69-1.2) among patients receiving oral BPs and 0.071% to 0.17% (95% CIs: 0-0.17 to 0.022-0.33) among patients receiving other osteoporosis drugs. The attributable risks of oral BPs for OMJ were estimated to range from 0.38% to 0.81% (95% CIs: 0.38-0.39 to 0.80-0.81). ORs (95% CIs) adjusted for confounding factors were 5.0 (1.9-12.9) to 6.0 (1.3-26.1) for confirmed cases only. In terms of absolute and attributable risks, the risk of oral BPs for OMJ is considered to be less than 1% in patients with osteoporosis. However, oral BPs may increase the risk of OMJ compared with patients treated with other osteoporosis medications and the risk of side effects should be kept in mind.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22917933

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dia Mundial da Osteoporose - V Caminhada de Combate à Osteoporose


No último dia 20 de outubro, foi  celebrado o Dia Mundial da Osteoporose. Essa data serve para chamar a atenção para o problema, que segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de dez milhões de pessoas no Brasil. Outro dado da IOF revela que de cada três pacientes que sofreram fratura no quadril, um tem o diagnóstico de osteoporose; e deste número, um em cada cinco, recebe algum tipo de tratamento.


A osteoporose é uma doença osteometabólica que interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes: pode causar fraturas e alterações na caixa torácica, causando dificuldade de respiração, dor intensa, perda de altura e até mesmo a morte.


A doença é um grande desafio para a saúde pública. Não é uma doença apenas das classes mais favorecidas.

Sua maior incidência recai sobre as mulheres. Após a menopausa, as células que reabsorvem o osso, chamadas osteoclastos, são mais estimuladas devido à redução dos níveis de estrógeno no organismo. No entanto, temos observado o crescimento de casos entre os homens também. Além da idade avançada, outros fatores de risco são: histórico familiar, dieta pobre em cálcio e vitamina D, tabagismo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal.

É fundamental prevenir a primeira fratura, porque cerca de 20% dos pacientes apresentam uma segunda ocorrência no ano seguinte à primeira queda.

Nos próximos 50 anos, deve dobrar o número de fraturas de quadril em homens e mulheres devido à osteoporose. Esta vai ser a doença do século porque estamos vivendo mais.


PREVENIR É A MELHOR OPÇÃO

Hoje, a melhor ferramenta de diagnóstico para a osteoporose é o exame de densitometria óssea, que avalia o conteúdo mineral do osso. Fazem parte do grupo de risco da doença pessoas com predisposição genética, mulheres na pós-menopausa e pacientes que tenham sofrido fraturas, tenham idade avançada ou façam uso de corticosteróides, anticonvulsionantes, anticoagulantes, além dos portadores de doenças inflamatórias crônicas.

Para  prevenir e tratar a osteoporose, além do uso de medicamentos, é possível investir numa dieta rica em cálcio, fazer exercícios físicos para fortalecer a musculatura e prevenir quedas, além de expor-se ao sol - o que promove a síntese da vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio e para a mineralização do osso.

Abaixo foto da V Caminhada de Combate à Osteoporose realizada no último domingo, dia 21 de outubro, no estacionamento do Mooca Plaza Shopping.
Foto: Acervo pessoal. Proibida reprodução sem autorização da fonte.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Brasil tem 3 milhões de mulheres acima dos 50 anos com fraturas vertebrais


De acordo com pesquisa internacional divulgada nesta semana, o número de mulheres acima dos 50 anos com fraturas vertebrais já chega a 3 milhões no Brasil. A maioria dessas mulheres sequer possui o diagnóstico para osteoporose, doença que atinge uma em cada três mulheres na pós-menopausa. O relatório da International Osteoporosis Foundation prevê também uma explosão no número de fraturas por fragilidade decorrente da osteoporose nas próximas décadas.

Considera-se que a osteoporose, uma doença que enfraquece os ossos e os torna mais suscetíveis a fraturas, afete em torno de 33% das mulheres após a menopausa no Brasil.

Fraturas decorrentes de osteoporose afetam principalmente adultos mais velhos, com as fraturas na coluna e quadril provocando maior sofrimento, incapacidade e despesas de saúde.

Atualmente, em torno de 20% da população brasileira têm 50 anos de idade ou mais e 4,3% estão acima de 70 anos. Com uma expectativa de vida prevista para chegar a 80 anos em 2050, estima-se que a população total aumentará para 260 milhões de pessoas. Em torno de 37% terão então mais de 50 anos de idade e 14% (em torno de 36 milhões de pessoas) 70 anos ou mais.

No Brasil, em torno de 153 a 343 fraturas de quadril ocorrem em cada 100 mil pessoas de 50 anos ou mais. Atualmente estima-se que ocorram 121.700 fraturas anuais de quadril e prevê-se que os números aumentem em 16% em 2020 e 32% em 2050.

As fraturas de quadril são uma causa importante de sofrimento, incapacidade e morte precoce em idosos. Vários estudos internacionais mostram que em torno de 20% das vítimas de fratura do quadril morrem no período de um ano após a fratura, mas um estudo que avaliou pacientes em vários hospitais do Rio de Janeiro revelou que 35% dos doentes morreram durante a internação ou logo após a alta hospitalar. Frequentemente os pacientes que sobrevivem a uma fratura de quadril permanecem inválidos e perdem a capacidade de ter uma vida produtiva e independente, tornando-se assim um peso para a família ou acabam transferidos para atendimento hospitalar em vários casos.

Segundo o ginecologista Bruno Muzzi, Presidente da Associação Brasileira da Avaliação da Saúde Óssea e Osteometabolismo (ABrASSO), a osteoporose e as fraturas por fragilidade tornaram-se uma questão de saúde que requer atenção imediata. " Precisamos implantar medidas de alcance nacional para a prevenção precoce e, ao mesmo tempo, assegurar que as pessoas em risco - especialmente as que já sofreram uma fratura - sejam diagnosticadas e tratadas adequadamente para prevenir novas fraturas futuras. Essa é a única maneira de reduzir a crescente onda de custosas fraturas" , explica Muzzi


http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/28067/geral/brasil-tem-3-milhoes-de-mulheres-acima-dos-50-anos-com-fraturas-vertebrais

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

V Caminhada no Combate a Osteoporose


A V Caminhada de Combate a Osteoporose ocorrerá no dia 21 de Outubro de 2012 - domingo, no Mooca Plaza Shopping - Rua Capitão Pacheco e Chaves 313- Mooca - São Paulo.
Horário: das 08h00 às 12h00
Se puder, aproveite e faça uma boa ação levando 1 leite longa vida para ser doado ao “Lar da Redenção”, localizado na Moóca.

Após a caminhada haverá a realização de uma palestra aberta de Conscientização e Prevenção de Doenças Reumáticas e Osteoporose. Palestrante: Dr. Sergio Bontempi Lanzotti
Data: 21/10/12 - Local:  Mooca Plaza Shooping - Estacionamento
Horário: 10h00   -    Duração: 45 min.


Para entender:

A osteoporose é uma doença osteometabólica que interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes: pode causar fraturas e alterações na caixa torácica, causando dificuldade de respiração, dor intensa, perda de altura e até mesmo a morte;

A doença é um grande desafio para a saúde pública. Não é uma doença apenas das classes mais favorecidas;

Sua maior incidência recai sobre as mulheres. Após a menopausa, as células que reabsorvem o osso, chamadas osteoclastos, são mais estimuladas devido à redução dos níveis de estrógeno no organismo. No entanto, temos observado o crescimento de casos entre os homens também;

É fundamental prevenir a primeira fratura, porque cerca de 20% dos pacientes apresentam uma segunda ocorrência no ano seguinte à primeira queda;

Nos próximos 50 anos, deve dobrar o número de fraturas de quadril em homens e mulheres devido à osteoporose. Esta vai ser a doença do século porque estamos vivendo mais.

PREVENIR É A MELHOR OPÇÃO

Hoje, a melhor ferramenta de diagnóstico para a osteoporose é o exame de densitometria óssea, que avalia o conteúdo mineral do osso. Fazem parte do grupo de risco da doença pessoas com predisposição genética, mulheres na pós-menopausa e pacientes que tenham sofrido fraturas, tenham idade avançada ou façam uso de corticosteróides, anticonvulsionantes, anticoagulantes, além dos portadores de doenças inflamatórias crônicas;

Para  prevenir e tratar a osteoporose, além do uso de medicamentos, é possível investir numa dieta rica em cálcio, fazer exercícios físicos para fortalecer a musculatura e prevenir quedas, além de expor-se ao sol - o que promove a síntese da vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio e para a mineralização do osso.



http://www.caminhadaosteoporose.com.br/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cartilha Osteoporose para Pacientes


O link abaixo mostra uma cartilha feita pela Sociedade Brasileira de Reumatologia para pacientes com osteoporose. Tem orientações nutricionais e de exercícios de alongamento, equilíbrio e fortalecimento muscular. Muito bom e instrutivo. Vale a pena ler e indicar para os pacientes.

http://reumatologia.org.br/userfiles/file/Cartilha%20osteoporose.pdf

Osteoporose atinge uma em cada quatro mulheres após a menopausa. Mas pode ser prevenida e tratada


Foto: Adam.com

A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, com conseqüente enfraquecimento e fragilidade do osso e maior possibilidade de fraturas, mesmo após pequenas quedas e traumas. As estatísticas comprovam o quão sério é o problema: uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, têm osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm a doença e, no mundo, esse número chega a 200 milhões.

A boa notícia é que a osteoporose pode ser prevenida e tratada com excelentes resultados. “A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi.

Muitas vezes, a osteoporose se manifesta clinicamente através de fraturas. Dores e diminuição de altura, entretanto, também podem estar associadas à doença. Segundo o reumatologista do CREB, os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tiróide.

O tratamento, explica o Dr. Eduardo, deve ser orientado com um programa completo. “Os hormônios podem ter um papel muito importante na reconstrução e na prevenção da perda da massa óssea. Assim, a reposição hormonal pode ser realizada com hormônios similares aos naturais ou por fitoterapia”, afirma o médico. O Dr. Eduardo recomenda que mulheres adultas pratiquem uma dieta de 1000 mg de cálcio por dia. “Quando há risco de osteoporose, sugerimos uma dieta com 1500 mg de cálcio diários. Entre os alimentos ricos em cálcio estão o leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone e até sorvete cremoso de baunilha. Outras fontes secundárias de cálcio são sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis”, diz ele, que ensina uma importante dica: “a casca do ovo é composta em quase 100% de carbonato de cálcio. Sugerimos aos nossos pacientes lavar a casca do ovo, colocar no forno em alta temperatura, com a finalidade de buscar uma melhor higienização. Depois, pegue essa casca e a triture muito bem até ficar muito fina. Coloque uma colher de chá ao dia desse material na comida misturada e você terá aí os 1.500 mg ao dia de cálcio necessários em sua dieta”, explica

Outro aspecto muito importante na prevenção e tratamento da osteoporose é a prática de exercício físico. “É fundamental que a pessoa tenha uma boa qualidade muscular para sua coluna”, avisa o reumatologista, que indica a hidroterapia.

- Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose – finaliza o médico do CREB.

Fonte: www.creb.com.br

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Lesões no quadril vão aumentar 32% nos próximos 40 anos

O número de lesões no quadril deve aumentar 32% nos próximos 40 anos. As informações foram publicadas em um relatório da Fundação Internacional para Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) e geram um alerta importante: é preciso prevenir a osteoporose, um dos principais fatores para o aumento da incidência desse tipo de fratura.


A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição de massa óssea, tornando os ossos mais frágeis – e consequentemente mais suscetíveis a lesões. Além do fator genético, a doença acontece em decorrência da queda na concentração hormonal, frequente nas mulheres em período de menopausa e em adultos com mais de 60 anos.

Atualmente, 20% da população brasileira têm 50 anos ou mais. A expectativa do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - é que em 2050 esse índice chegue a 40% da população brasileira. “Com o envelhecimento da população, crescerá também o número de pessoas com osteoporose, o que a torna um problema de saúde pública, devido às consequências relacionadas à doença”, afirma o Dr. José Ricardo Negreiros, cirurgião ortopédico do Einstein.

Segundo o estudo da IOF, que avaliou cinco países da América Latina, (Argentina, Brasil, Colômbia, México e Porto Rico), a prevalência de osteoporose em pessoas de todas as idades é de 14%. Observando o número de fraturas vertebrais por conta do enfraquecimento da massa óssea, 38% delas acontecem em mulheres com mais de 80 anos. Isso porque o aumento da incidência de osteoporose neste grupo etário também acompanha o aumento de ocorrência de quedas relacionadas a estas fraturas.

O impacto das fraturas

As lesões no quadril são potencialmente graves por ocorrerem com frequência em pacientes que apresentam outras doenças clínicas simultaneamente. Como o tratamento cirúrgico é a opção mais utilizada para tratamento destas fraturas, algumas complicações clínicas podem ocorrer no período pós-operatório. “Outra questão a ser discutida é a busca do retorno às atividades diárias do idoso, além da recuperação de sua independência e equilíbrio locomotor, que são alterados após uma queda e consequente fratura do fêmur”, explica o Dr. Negreiros.


Segundo um estudo divulgado pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, a mortalidade intra-hospitalar nas internações por fratura do fêmur, ao fim de um mês, três meses, seis meses, um ano e dois anos foram respectivamente 5,52%; 4,74%; 11,88%; 10,76%; 19,24% e 24,94%.

Além desses fatores, o custo do tratamento deste tipo de lesão tem um grande impacto para a saúde pública: a estimativa é que no Brasil se gaste até 12 mil dólares, incluindo tempo de internação (que é de, no mínimo, uma semana), os cuidados pré e pós-operatórios, medicamentos, além das sessões de fisioterapia para reabilitação e home care.

O não tratamento traz comprometimentos ainda mais sérios, também com grande risco clínico. O paciente acamado com membro imobilizado apresenta alto risco de complicações como trombose venosa, infecções, embolia, além de grande dificuldade de retornar à sua condição clínica original.

Prevenção, o segredo para controlar o aumento de lesões

As fraturas geralmente ocorrem em situação de quedas, acidentes que acontecem principalmente dentro da residência. “Isso também pode afetar a qualidade de vida do idoso, pois ele pode desenvolver medo de cair novamente, e evitar circular pela casa. Por isso, é preciso trabalhar tanto na prevenção das lesões quanto da osteoporose”, ressalta o médico.

Por ser uma doença sem sintomas específicos, muitas vezes só se descobre a osteoporose em situações de desfecho negativo, como uma fratura. O acompanhamento médico e a realização do exame de densitometria óssea, que avalia a densidade mineral óssea, são, portanto, fundamentais para a identificação precoce e tratamento da doença.

Já as quedas podem ser evitadas com um planejamento da organização dos móveis e outros objetos, deixando a casa um ambiente seguro para o idoso. Medidas simples como mudança na iluminação do ambiente, substituição de boxes de vidro por cortinas, instalação de barras de segurança nos banheiros e corredores além da retirada de tapetes escorregadios dos quartos podem ser facilmente adotadas, permitindo que o idoso esteja sempre em segurança!


http://www.einstein.br/Hospital/ortopedia-e-reumatologia/Noticias/lesoes-no-quadril-vao-aumentar-32-nos-proximos-40-anos.aspx?utm_source=twitter&utm_medium=twitter&utm_campaign=twitter

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dia 20 de outubro - Dia Mundial de Combate à Osteoporose


A osteoporose é uma doença osteometabólica que se caracteriza pela descalcificação progressiva da densidade óssea, popularmente conhecida como ossos porosos ou ocos. Silenciosa e sem cura, a doença surge por vários motivos e interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes: pode causar fraturas e alterações na caixa torácica, causando dificuldade de respiração, dor intensa, perda de altura e até mesmo a morte.

A doença é um grande desafio para a saúde pública. Não é uma doença apenas das classes mais favorecidas; alguns fatores que predispõem à osteoporose são: menopausa, idade avançada, histórico familiar, constituição física magra, baixa ingestão de cálcio, diabetes, falta de exposição à luz solar, sedentarismo, fumo e consumo excessivo de álcool e café.

Sua maior incidência recai sobre as mulheres. Após a menopausa, as células que reabsorvem o osso, chamadas osteoclastos, são mais estimuladas devido à redução dos níveis de estrógeno no organismo. No entanto, temos observado o crescimento de casos entre os homens também;

É fundamental prevenir a primeira fratura, porque cerca de 20% dos pacientes apresentam uma segunda ocorrência no ano seguinte à primeira queda;

Nos próximos 50 anos, deve dobrar o número de fraturas de quadril em homens e mulheres devido à osteoporose. Esta vai ser a doença do século porque estamos vivendo mais.



PREVENIR É A MELHOR OPÇÃO

Hoje, a melhor ferramenta de diagnóstico para a osteoporose é o exame de densitometria óssea, que avalia o conteúdo mineral do osso. Fazem parte do grupo de risco da doença pessoas com predisposição genética, mulheres na pós-menopausa e pacientes que tenham sofrido fraturas, tenham idade avançada ou façam uso de corticosteróides, anticonvulsionantes, anticoagulantes, além dos portadores de doenças inflamatórias crônicas;

Para prevenir e tratar a osteoporose, além do uso de medicamentos, é possível investir numa dieta rica em cálcio, fazer exercícios físicos para fortalecer a musculatura e prevenir quedas, além de expor-se ao sol - o que promove a síntese da vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio e para a mineralização do osso.

No Brasil, 51 milhões de pessoas têm mais de 55 anos de idade. Desse total, 15 milhões são portadores de algum tipo de osteoporose.

Calcula-se que, após a menopausa, uma em cada três mulheres desenvolvem a doença. Entre os homens a frequência é de quase 10% após os 65 anos de idade. Segundo o Ministério da Saúde, o Governo gasta por ano quase R$ 50 milhões apenas com internações decorrentes de fraturas de fêmur, uma das principais conseqüências da osteoporose.

Além disso, de 10% a 20% dos pacientes tornaram-se incapacitados após uma fratura de quadril, enquanto de 15% a 40% foram internados e de 20% a 35% faleceram.
Abaixo vídeo da camapanha de combate à osteoporose.

 
Fontes: http://www.blog.saude.gov.br/parceiro-digital-dia-mundial-de-combate-a-osteoporose/

http://www.sbdens.org.br/
 
http://www.sejafirmeforte.com.br/sobreacampanha.html
 
http://www.caminhadaosteoporose.com.br/

domingo, 24 de maio de 2009

Osteoporose em crianças

A osteoporose não é um problema exclusivo de idosos e mulheres no período da menopausa. Pouco se fala, mas a doença atinge cerca de 25% das crianças com doenças crônicas.

As principais causas de osteoporose na infância são as enfermidades que interferem na ingestão e absorção de nutrientes e na conversão da forma inativa da vitamina D em ativa, fator que pode levar à perda de massa óssea e aumentar a fragilidade dos ossos. É o caso de doenças intestinais, reumáticas e renais crônicas, fibrose cística e anorexia.

Por não provocar sintomas é importante que todas as crianças com doenças crônicas sejam identificadas. "Só assim é possível fazer um tratamento preventivo, que pode melhorar muito a qualidade de vida", diz Maria Teresa Ramos Ascensão Terreri, reumatologista pediatra do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos.

De acordo com a médica, além dos pacientes com doenças crônicas, crianças e adolescentes que consomem baixa quantidade de cálcio, com fraturas de repetição e com histórico familiar da doença também devem ser observadas. "A conseqüência principal da osteoporose é a ocorrência de fraturas após traumas leves durante as atividades da vida diária. Por isso, é fundamental que durante a infância o consumo de leite e derivados seja diário, além da exposição moderada ao sol e a prática de atividades físicas", explica.

O diagnóstico da osteoporose pode ser feito pelo exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso e a compara com os padrões "normais" predeterminados de acordo com idade e sexo. O exame tem duração média de 20 minutos. Não exige nenhum tipo de preparo ou jejum.

O tratamento da osteoporose na infância é realizado com a reposição de cálcio e vitamina D por meio de medicamentos. "Crianças com doenças crônicas que apresentam fraturas precisam de atenção especial durante o tratamento com a ingestão de medicamentos que melhorem a densidade mineral óssea", diz a médica.

A osteoporose deve ser tratada sempre com a orientação de um especialista que fará o acompanhamento sistemático do quadro evolutivo.