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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Distúrbio leve de sono é suficiente para causar depressão, mostra estudo



Interromper a respiração durante o sono e bufar, ou seja, expirar com força, estão associados a depressão inclusive em pessoas cujos sintomas não atendem aos critérios para o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono, de acordo com um novo estudo.

Pesquisadores estudaram 9.714 homens e mulheres participantes de uma pesquisa nacional de saúde realizada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Eles usaram entrevistas sobre sintomas de sono e um questionário validado que ajuda a diagnosticar a depressão em adultos. O relatório aparece na edição de abril do periódico Sleep.

Entre aqueles com diagnóstico de apneia obstrutiva do sono, a depressão foi mais do que duas vezes mais comum entre os homens e mais do que cinco vezes mais comum entre as mulheres, em comparação aos indivíduos que não apresentam apneia obstrutiva do sono.

Mas os pesquisadores também descobriram que aqueles cujos parceiros relataram respiração interrompida durante o sono e o ato de bufar também eram significativamente mais propensos a ter depressão, com a probabilidade aumentada de acordo com o aumento da frequência de sintomas.

Homens afetados cinco ou mais noites por semana possuem quase quatro vezes mais probabilidades de sofrer depressão em relação àqueles que nunca tiveram os sintomas. Já as mulheres possuem uma probabilidade mais de duas vezes maior de terem depressão.

Anne G. Wheaton, epidemiologista do CDC que conduziu o estudo, disse que os sintomas podem conduzir a um sono mais leve e uma redução de oxigênio para o cérebro, os quais podem levar a problemas psicológicos.

Fonte: noticias.uol.com.br/ciencia

sábado, 17 de março de 2012

Pesquisa revela que um terço dos paulistanos tem apneia do sono

Vídeo mostrado ontem no dia mundial do sono no jornal SPTV

http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/sptv-1edicao/t/edicoes/v/pesquisa-revela-que-um-terco-dos-paulistanos-tem-apneia-do-sono/1859882/

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um quarto dos homens de meia-idade roncam, segundo especialistas

Responsável por péssimas noites de sono e até pelo fim de alguns casamentos, o ronco afeta aproximadamente 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade, segundo a Associação Brasileira do Sono.


Acima dos 60 anos, a proporção passa para 60% para os homens e 40% para as mulheres. Ainda que o barulho, produzido pelo movimento do palato, cause incômodos e transtornos, não é sempre que ele atrapalha de fato a respiração e, portanto, seu tratamento precisa ser diferenciado.

De acordo com o neurologista e especialista em Medicina do Sono, Marcel Simis, muitas pessoas tendem a confundir ronco com apneia. "Quando há alguma obstrução nas vias respiratórias é porque o paciente tem apneia, que consiste em pausas respiratórias durante a noite. Já o ronco é apenas o ruído causado pela dificuldade que o ar tem de passar", explica ele.


Para poder optar pelo tratamento adequado, o médico precisa avaliar o tipo de ronco que o paciente apresenta. Os que têm ronco primário não têm a apneia associada. Já os outros são avaliados com base no número de apneias por hora que o paciente tem durante a noite. "Os que têm ronco leve apresentam de 5 a 15 apneias por hora, o moderado, de 15 a 30, e o avançado, de 30 para cima", exemplifica Simis.

Um dos mais perigosos para a saúde é o chamado ronco ressuscitativo, que é mais forte e marcado por uma pausa de respiração. "Quando a pessoa tem esse ronco ela tem um microdespertar para que o corpo possa sair da apneia", alerta Maurício Bagnato, médico pneumologista no Laboratório do Sono do Hospital Sírio-Libanês. Segundo Bagnato, esse tipo de ronco afeta diretamente o sono do paciente. "Ele fica com sonolência diurna, tem rendimento menor e problemas de concentração e na memória", aponta ele.

Os riscos da falta de oxigenação no cérebro, oriundos de pausas respiratórias muito longas, também é grande e, segundo o pneumologista, pode resultar em derrame, infarto e hipertensão.

Portanto, para que um ronco circunstancial (que ocorre devido a algum mau hábito como consumo de bebidas alcoólicas ou ganho de peso) não evolua para algo mais sério, vale a pena procurar um médico e buscar o tratamento adequado.


Fonte: Uol Ciência e Saúde

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ataque Cardíaco - apnéia do sono aumenta o risco de complicações, diz estudo

A apneia obstrutiva do sono (SAOS) é caracterizada por episódios recorrentes de pausas da respiração decorrentes da obstrução da faringe, estrutura localizada na garganta.As consequências imediatas são quedas da concentração de oxigênio no sangue e um sono fragmentado e superficial.

Além de poder causar vários sintomas, incluindo ronco, sonolência excessiva diurna, perda de memória e importante piora da qualidade de vida, existem evidências crescentes que a SAOS deve ser encarada como uma doença que aumenta o risco cardiovascular.

Pesquisadores brasileiros investigaram se a presença de sintomas compatíveis com SAOS, em pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA), conhecida popularmente como ataque cardíaco, prediz o risco de complicações cardiovasculares durante hospitalização.

Um grupo de 200 pacientes com diagnóstico de SCA foram avaliados pelo Questionário de Berlim (QB). O QB é utilizado para avaliar a probabilidade da presença da SAOS.Os pacientes eram classificados como alto ou baixo risco de SAOS.

Foi testado se subgrupo de alto risco para SAOS apresentaria uma maior tendência à complicações cardiovasculares como angina recorrente, insuficiência cardíaca (coração fraco) ou acidente vascular cerebral (derrame cerebral) durante a hospitalização.

Noventa e quatro (47%) dos pacientes identificados pelo QB apresentavam suspeita de SAOS.Alto risco para SAOS estava associado com uma maior incidência das complicações cardiovasculares citadas acima.

Os autores do estudo concluíram que o uso de um questionário simples e validado (QB) para identificar pacientes com risco mais elevado de SAOS pode ajudar a prever complicações cardiovasculares durante a hospitalização de paciente vítimas de um ataque cardíaco.



Fonte: Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

http://portaldocoracao.uol.com.br/infarto-do-miocardio/ataque-cardiaco-apneia-do-sono-aumenta-o-risco-de-complicaces-diz-estudo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Apnéia do sono pode causar tumor, diz estudo

A interrupção contínua da respiração dos pacientes com apneia obstrutiva do sono pode estar relacionada com a proliferação de células cancerígenas e com um aumento do crescimento de tumores, segundo um estudo da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Toráxica (SEPAR).
A pesquisa concluiu que a alta taxa de falta de oxigênio (hipoxia) contribui para crescimento de tumores, informou nesta segunda-feira a sociedade médica em comunicado.
A hipoxia é um sintoma recorrente da apneia obstrutiva do sono e pode causar problemas cardiovasculares, como a hipertensão.
O estudo foi feito em ratos que levaram injeções de células tumorais de melanoma e em seguida foram divididos em dois grupos. Os animais do primeiro grupo foram expostos a uma hipoxia ininterrupta que simulava a apneia do sono e os do segundo receberam níveis normais de oxigênio.
Ao finalizar o estudo, os tumores dos ratos foram extirpados e pesados, e se mediu o grau de necrose dos mesmos para determinar sua agressividade.
O aumento do tamanho do tumor foi maior nos ratos submetidos à hipoxia ininterrupta, segundo o pesquisador Ramon Farré, membro do setor do sono do SEPAR.
Concluiu-se que o peso do tumor e a necrose dos roedores com hipoxia ininterrupta eram quase duas vezes maiores que o dos tumores dos ratos do outro grupo.
Segundo a sociedade médica, apesar da pesquisa ter sido feita em animais, suas conclusões poderão ter implicações futuras em clínicas se os resultados se confirmarem também em grande escala em humanos.
Pesquisas futuras avaliarão se a hipoxia ininterrupta também provoca a formação inicial de tumores e se esta promove as metástases dos tumores de um órgão a outro, assim como se existe relação entre a incidência do câncer e a gravidade da apneia.
O trabalho, financiado em parte pela SEPAR, foi selecionado para ser apresentado no simpósio "Descobrimentos científicos do ano", que está incluído dentro do recente congresso da American Thoracic Society, e será publicado no "European Respiratory Journal".

Fonte: http://www.folha.com/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Meias podem ajudar a diminuir apneia obstrutiva do sono

Usar meias de compressão pode ser um método de baixa tecnologia de melhorar a apneia obstrutiva do sono em pacientes com insuficiência venosa crônica, de acordo com pesquisadores.
- Descobrimos que, em pacientes com insuficiência venosa crônica, meias de compressão reduziram a acumulação de líquidos durante o dia nas pernas, que por sua vez, reduziram a quantidade de líquido que flui para o pescoço à noite, diminuindo assim o número de apneias e hipopnéias em mais de um terço - disse Stefania Redolfi, da Universidade de Bréscia, na Itália, que liderou a pesquisa.
Insuficiência venosa crônica ocorre quando as veias de um paciente não conseguem bombear sangue pobre em oxigênio de volta para o coração. Na maioria dos caos,s ocorre nas veias das pernas. A descoberta está publicada na versão online no "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine", da Sociedade Torácica Americana.
Máquinas para manter contínua a pressão positiva das vias aéreas, conhecidas como CPAP, são a única opção de tratamento recomendada para as pessoas com apneia obstrutiva do sono. No entanto, muitas pessoas consideram o uso de uma máscara durante toda a noite extremamente desconfortável, e a adesão é baixa, resultando em muitos pacientes ficando sem tratamento e tendo que lidar com suas sérias consequências para a saúde. Encontrar um novo método para tratar o problema é, então, considerado prioridade.
Redolfi e seus colegas tentaram determinar se uma simples intervenção, como vestir meias de compressão, pode ser eficiente em alguns pacientes com apneia obstrutiva do sono.
A concentração de líquido nas pernas é neutralizada pelas contrações dos músculos que comprimem as veias. No entanto, ficar muito tempo sentado pode evitar esse processo, e o líquido acumulado então muda de lugar à noite, o que resulta em acúmulo no tecido do pescoço e, acredita-se, aumenta os eventos relacionados à apneia, elevando o volume do tecido e levando ao repetido colapso da faringe durante a respiração noturna.
Em indivíduos que têm problemas cardíacos ou hipertensão, a quantidade dessa mudança do local do líquido está fortemente relacionada ao grau de aumento da circunferência do pescoço à noite e do número de apneias e hipopneias por hora de sono.

Fonte: http://www.extra.globo.com/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Apneia do sono aumenta em duas vezes risco de mulheres mais velhas desenvolverem demência segundo pesquisa

Mulheres mais velhas que sofrem de apneia do sono, caracterizada por interrupção da respiração e do sono e pela redução no consumo de oxigênio, são cerca de duas vezes mais propensas a desenvolver demência dentro de cinco anos, de acordo com um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
A descoberta, publicada na revista "American Medical Association", mostrou pela primeira vez o que especialistas do sono têm suspeitado há bastante tempo, mas não provaram: que a apneia do sono, também conhecida como distúrbio respiratório do sono, pode privar o cérebro e outros órgãos do oxigênio de que necessitam e pode, ao longo do tempo, iniciar uma queda da capacidade cognitiva.
- Este é o primeiro estudo a mostrar que apneia do sono pode levar a comprometimento cognitivo - disse a autora do estudo, Kristine Yaffe, professora de psiquiatria, neurologia e epidemiologia na Universidade da Califórnia. - Isso sugere que há uma ligação biológica entre sono e cognição e também indica que o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir ou retardar o início de demência em adultos mais velhos. Enquanto não podemos concluir, a partir desses resultados, que a apneia do sono causa comprometimento cognitivo, nosso estudo sugere que ela pode, pelo menos, ser um fator de contribuição.
Em pessoas com apneia do sono, as vias aéreas que ligam os pulmões ao nariz e à boca entram em colapso enquanto a pessoa dorme, interferindo na capacidade de inalação. Esses indivíduos geralmente roncam, e costumam acordar muitas vezes à noite por pequenos períodos de tempo.
Pesquisas anteriores indicavam uma associação entre a apneia do sono e a demência, mas esses estudos não foram elaborados para acompanhar o impacto do distúrbio em pessoas que tinham habilidades cognitivas normais no início do acompanhamento. Foram analisadas durante cinco anos 298 voluntárias sem qualquer sinal de demência.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

INCOR desenvolve exercícios para tratar apnéia do sono

Exercícios para apneia do sono
Pesquisadores do Instituto do Coração (Incor), ligado à USP, desenvolveram uma série de exercícios de fonoaudiologia para fortalecer os músculos da garganta e tratar a apneia do sono. Todos os pacientes submetidos à técnica tiveram melhora do quadro, diz o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, chefe da equipe e coordenador do estudo.
A técnica elaborada pelos pesquisadores do Laboratório do Sono do Serviço de Pneumologia do Incor é tema de um artigo publicado na revista científica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine (EUA).
Fortalecimento da musculatura bucal
O método consiste numa série de exercícios direcionados para o fortalecimento da musculatura da língua e garganta (palato superior). Isso porque, na apneia do sono, esses músculos relaxam além do devido, provocando o colapso da musculatura. O estreitamento da garganta decorrente desse processo resulta em paradas transitórias da respiração.
Um grupo de 31 pacientes participou do estudo do Incor - todos com diagnóstico de apneia do sono de grau moderado e leve. Um subgrupo de 16 pessoas foi sorteado para praticar os exercícios, com séries diárias de 30 minutos. Ao final de três meses, o subgrupo que foi submetido à nova técnica apresentou melhora significativa nos indicadores de apneia.
Resultados tranquilizadores
O número de cessação na respiração por hora de sono passou de 22,4 para 13,7 interrupções/hora. Em 60% dos casos, a melhora foi tão significativa que os pacientes passaram de uma apneia de grau moderado para leve. "Os resultados sugerem que a nova técnica é bastante promissora para tratamento desses casos e, o que é melhor, com baixíssimo custo", diz Lorenzi.
Houve melhora também nos demais parâmetros do sono desses pacientes. O escore de qualidade do sono, segundo a escala de Pittsburgh, a mais comumente utilizada pelos especialistas, passou de 10,2 para 6,9 pontos. Além disso, houve diminuição na intensidade do ronco, que passou de "muito alto" para "próximo da respiração normal".
Circunferência do pescoço
Outro dado chamou bastante a atenção dos pesquisadores, diz Kátia Guimarães, fonoaudióloga e pós-graduanda que desenvolveu a técnica e conduziu o estudo no Incor. Houve a diminuição de, em média, 1 centímetro (cm) na circunferência do pescoço.
"É um indicador de que efetivamente os exercícios remodelam as vias aéreas superiores, que resultam na melhora da apneia.", diz Kátia. Não ocorreram alterações significativas no subgrupo controle de 15 pessoas participantes do estudo que, em função de sorteio, não foram submetidas à série de exercícios.
Apneia obstrutiva do sono
Estima-se que cerca de 30% da população tenha apneia obstrutiva do sono. Além de causar os incômodos roncos noturnos, acompanhados de paradas momentâneas da respiração, essa condição está ligada a uma maior incidência de problemas cardiovasculares.
Em casos mais graves, a apneia é tratada com aparelhos portáteis (CPAP), que se acoplam ao rosto por meio de máscara usada durante o sono. Em grau moderado e leve, contudo, o problema persiste como um desafio para os médicos. A eficiência dos atuais métodos - aparelhos portáteis, perda de peso, cirurgia e aparelhos intraorais - varia muito em função do perfil do paciente.
Pessoas que sofrem de apneia costumam ter a qualidade de seu sono comprometida pelas interrupções na oxigenação dos pulmões. Isso acarreta não somente sonolência continuada ao longo do dia, mas a ativação de uma cascata de mudanças no metabolismo que aceleram o processo de aterosclerose nas artérias do corpo. É bastante comum a doença estar associada a outras patologias correlacionadas a doenças do coração e dos vasos do corpo, como obesidade, hipertensão e diabetes.

Fonte: Diário da Saúde - http://www.diariodasaude.com.br/