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segunda-feira, 25 de março de 2013

Caminhar ameniza dores nas costas, aponta estudo



Um estudo randomizado feito pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, aponta que para amenizar os sintomas de dor lombar crônica, caminhar de 20 a 40 minutos, três vezes por semana, é tão eficaz quanto seguir um programa de fisioterapia com fortalecimento muscular.

Os pesquisadores recrutaram 52 pacientes com dor lombar crônica, sedentários e com idades entre 18 e 65 anos. A princípio, os voluntários foram avaliados por meio de um questionário sobre suas incapacidades, incômodos nas costas e no abdômen, testes de resistência muscular e de caminhada. Depois, foram divididos em dois grupos: um deles passou por duas a três sessões de fortalecimento dos músculos ao longo de seis semanas. No mesmo período, a outra equipe foi submetida a caminhar de 20 a 40 minutos, ao menos três vezes em sete dias.

Publicados no periódico Clinical Rehabilitation, os resultados mostraram melhoras expressivas em todos os aspectos analisados em ambos os times, sendo a diferença entre eles pouco significativa. No entanto, ao andarem por seis minutos na reavaliação, o grupo do aeróbico conseguiu percorrer 80 metros a mais do que aqueles que seguiram o protocolo clínico.

Segundo o especialista em fisioterapia esportiva e sócio-proprietário da Clínica Forgas & Monteiro, Carlos Forgas, é importante detalhar os motivos pelos quais os pacientes possuem esse incômodo acima dos quadris e quais tratamentos foram realizados ao longo das seis semanas. "As avaliações devem acontecer a partir de grupos com patologias específicas, tipos e intensidades iguais de exercícios. Não é justo que eu compare um grupo que treinou a caminhada por seis semanas a outro que fez um trabalho diferente", explica.

http://saude.abril.com.br/edicoes/0361/corpo/caminhar-ameniza-dores-costas-736017.shtml

http://www.sciencedaily.com/releases/2013/03/130305131404.htm

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Alongamento e ioga ajudam com dores na lombar

Estudo revela que os dois exercícios são similares no combate ao tipo de dor

Pessoas que sofrem de dores crônicas na lombar sentiram os mesmos benefícios após a prática da ioga sob orientação de professores treinados em comparação com as que tiveram aulas de alongamento, destacou um estudo divulgado nos Estados Unidos.

As descobertas foram publicadas na edição desta segunda-feira dos Archives on Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana.

"Nós descobrimos que as aulas de ioga são mais eficazes do que um livro de auto-ajuda, mas não são mais eficazes do que aulas de alongamento", disse a chefe dos estudos, Karen Sherman, pesquisadora sênior do Group Health Research Institute em Seattle.

"Nós esperávamos que a dor fosse mais abrandada com o ioga do que com o alongamento, sendo assim nossas descobertas nos surpreenderam", afirmou.

O mesmo grupo de cientistas fez um teste menor em 2005 baseado em uma amostra aleatória de 101 adultos. O estudo sugeriu que o ioga era o melhor remédio para dores lombares porque as pessoas que praticaram esta atividade física usaram menos analgésicos e tiveram melhor desempenho físico.

Este estudo, mais aprofundado, foi feito com uma amostra de 228 pessoas em seis cidades do estado de Washington (oeste), e enquanto ficou demonstrada uma liderança sutil das aulas de ioga, a diferença não foi suficiente para ser estatisticamente relevante.

Os indivíduos assistiram a 12 aulas semanais com duração de uma hora e 15 minutos cada.

O ioga praticado foi do tipo conhecido como Viniyoga, no qual as posturas são adaptadas para a condição individual dos alunos. As aulas foram ministradas por instrutores com mais de 500 horas de treinamento.

As aulas de alongamento foram dadas por fisioterapeutas licenciados, e alguns exercícios de força foram incluídos.

O terceiro grupo recebeu um livro de auto-ajuda com dicas para aliviar a dor nas costas.

"A disfunção relacionada às costas diminuiu com o passar do tempo em todos os grupos", destacou o estudo, ressaltando que quando comparados com o livro, o grupo que praticou ioga relatou um desempenho melhor entre 12 e 26 semanas.

O grupo que praticou alongamento relatou performance superior em 6, 12 e 26 semanas. Em nenhum ponto do acompanhamento da pesquisa foi encontrada uma diferença significativa entre o grupo que praticou ioga e o grupo que fez alongamento.

"Nossos resultados sugerem que tanto o ioga quanto o alongamento podem ser opções boas e seguras para as pessoas que querem praticar atividade física para aliviar a dor moderada na lombar", disse Sherman.

Fonte: http://www.band.com.br/viva-bem/saude/noticia/?id=100000464410

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Adolescentes de São Paulo têm alta prevalência de dores nas costas

Dos estudantes de 5ª a 8ª séries de todas as escolas municipais de Bauru, quase 20%, sendo a maioria, meninas, sofrem o problema.

Estudo apontou que 19,5% dos estudantes sofrem de dores nas costas, sendo 7% nos  meninos e 12,5% nas meninas.

Um estudo indica que há alta prevalência de dores lombares em adolescentes de São Paulo em relação a prática de esportes de competição e atividades sedentárias. Dos 1.236 estudantes de 5ª a 8ª séries de todas as escolas municipais de Bauru (SP) que foram avaliados, 19,5% sofrem de dores nas costas, sendo a prevalência de 7% nos meninos e 12,5% nas meninas. Artigo foi publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

De acordo com pesquisadores da Universidade do Sagrado Coração, responsáveis pela pesquisa, " a dor lombar tornou-se um grave problema de saúde pública, pois possui alta incidência na população economicamente ativa, em adolescentes e crianças. A prevalência de dores lombares em crianças de 9 a 10 anos é similar a da população adulta" , afirmam. " A relevância de estudos sobre a prevalência de dores lombares em escolares reside no fato de que essas patologias geram consequências sociais e econômicas, tanto para o estado como para os indivíduos" , explicam os pesquisadores. " Para o sujeito, significa a perda da qualidade de vida, e, para o estado, as despesas com tratamento e reabilitação" .

Segundo os pesquisadores, os fatores associados com os sintomas na coluna lombar foram o gênero feminino, a quantidade de horas que assiste à TV ao dia e a prática de esportes. Os dados apontaram que 95,5% dos meninos e 92,9% das meninas participam das aulas de educação física, enquanto 46,8% dos meninos e 45,8% das meninas frequentam alguma modalidade esportiva fora do ambiente escolar. " Os escolares que praticam esportes fora da escola têm duas vezes e meia mais chances de possuir dor lombar" , elucidam os estudiosos. " Tal fato pode ser justificado por um conjunto de fatores, tais como o tipo de esporte, o nível de exigência, a intensidade do treinamento e o grau de trauma agudo gerado, principalmente em crianças e adolescentes" .

Quanto a atividades sedentárias, pouco mais de 99% dos adolescentes consultados assistem a TV e, em aproximadamente 70% dos casos, usam o equipamento mais de duas vezes por semana e acima de duas horas por dia. No que diz respeito ao computador, 38,7% dos meninos é 55,5% das meninas relataram utilizá-lo também mais de duas vezes por semana e acima de duas horas por dia. De acordo com os pesquisadores, a associação dessas atividades com a dor pode ser devido ao tempo prolongado na posição sentada, a posturas incorretas, ao mobiliário inadequado e mal organizado ou ao sedentarismo.

Além disso, eles oferecem algumas suposições para as diferenças entre os sexos. " A força física, que é menor nas mulheres do que nos homens, faz com que o gasto energético delas seja maior, aumentando o risco de sobrecarga musculoesquelética" , dizem os pesquisadores. " Outra possibilidade é de ordem psicossocial, pois se acredita que as mulheres se queixam com maior frequência do que os homens, ou seja, de acordo com essa linha, os contrastes resultam das diferenças na predisposição de homens e mulheres quanto a relatar as informações" .

Fonte: http://www.isaude.net/