Análise de protocolos com intervenção motora domiciliar para pacientes com doença de Alzheimer: uma revisão sistemática
Protocol analysis with home-based motor intervention for patients with Alzheimer's disease: a systematic review
Julimara Gomes dos Santos; Larissa Pires de Andrade; Jessica Rodrigues Pereira; Angelica Miki Stein; Renata Valle Pedroso; José Luiz Riani Costa
Departamento de Educação Física, Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento, Instituto de Biociências. Universidade Estadual Paulista. Rio Claro, SP, Brasil
RESUMO
A prática regular de atividade física é indicada como uma terapia não farmacológica ao tratamento da doença de Alzheimer por promover benefícios cognitivos, comportamentais e funcionais. Pouco se sabe, porém, sobre os protocolos com intervenção motora domiciliar para essa população. Pensando nisso, esta revisão teve como objetivo investigar e analisar os protocolos de intervenção motora domiciliar para idosos com doença de Alzheimer descritos em artigos científicos. Realizou-se busca sistemática, sem limite de data, nas seguintes bases de dados: Web of Science, PubMed, PsycINFO e Scopus. Utilizaram-se os seguintes operadores booleanos e palavras-chave: "home-based exercise" OR "home-based physical exercise" OR "home-based physical fitness" OR "home-based rehabilitation" OR "home-based physical therapy" OR "home-based physical activity" OR "home-based motor intervention" and "AD" OR "Alzheimer's disease" OR "Alzheimer" OR "Alzheimer's dementia". Realizou-se também uma busca manual nas listas de referência dos artigos selecionados. Dos cinco artigos que atenderam aos critérios de inclusão adotados, três realizaram um protocolo de intervenção motora domiciliar, conseguindo boa adesão ao programa, melhora geral da saúde e diminuição de sintomas depressivos. Os outros dois estudos limitaram-se a descrever os protocolos. Apesar de serem necessários mais estudos, com protocolos mais detalhados, esta revisão permitiu mostrar que protocolos de intervenção motora domiciliar também podem produzir efeitos positivos tanto para pacientes quanto para cuidadores.
Palavras-chave: Exercício Físico. Atividade Motora. Tratamento Domiciliar. Intervenção Domiciliar. Doença de Alzheimer. Revisão.
ABSTRACT
The regular practice of physical therapy is indicated as a non-pharmacological treatment of Alzheimer's disease by promoting cognitive, behavioral and functional benefits. However, little is known about the protocols with home-based motor intervention for this population. Thinking about it, this review aimed to investigate and analyze the protocols for home-based motor intervention for elderly with Alzheimer's disease described in scientific articles. A systematic search was performed in the following databases: Web of Science, PubMed, PsycINFO, and Scopus, using the following keywords and Boolean operators: "home-based exercise" OR "home-based physical exercise" OR "home-based physical fitness" OR "home-based rehabilitation" OR "home-based physical therapy" OR "home-based physical activity" OR "home-based engine Intervention" and "AD" OR "Alzheimer's disease" OR "Alzheimer " OR "Alzheimer's dementia". We also conducted a manual search of reference lists of selected articles. Of the five articles that met the inclusion criteria adopted, three performed a protocol for home motor intervention, achieving good compliance with the program, improvement of general health and reduction of depressive symptoms. The other two studies were limited to describing the protocols. Although more studies are needed, with detailed protocols, this review allowed to show that protocols for home motor intervention can also produce positive effects for both patients and caregivers.
Key words: Physical Exercise. Motor Activity. Residential Treatment. Home Intervention. Alzheimer Disease. Review.
INTRODUÇÃO
O aumento do envelhecimento populacional ocorrido nas últimas décadas tem provocado um crescimento na prevalência de doenças crônicas e neurodegenerativas, como é o caso da doença de Alzheimer (DA). Só no ano de 2010, estimou-se que mais de 35 milhões de pessoas estavam vivendo com esse tipo de doença. 1
Estudos post mortem indicam que a neuropatologia da DA envolve a presença de emaranhados neurofibrilares, formados pela hiperfosforilação da proteína tau, e placas senis, formadas pelo acúmulo de proteína beta-amiloide externas ao neurônio. Como consequência, ocorre a atrofia do hipocampo e, depois, de áreas corticais associativas, fazendo com que, no decorrer do seu quadro clínico, surjam alterações cognitivas e comportamentais. Nas fases mais avançadas da doença, ocorre também o declínio de capacidades funcionais, comprometendo a realização das atividades de vida diária e tornando o idoso dependente de cuidados.2-5
Para o tratamento, indica-se terapia farmacológica, mas também a não farmacológica, que pode incluir: estimulação cognitiva, convívio social6,7 e prática regular de atividade física.8 A literatura científica tem mostrado que, de uma forma geral, a prática regular de atividade física é capaz de proporcionar benefícios cognitivos, comportamentais e funcionais,9-11 além de contribuir para um bom desempenho nas atividades de vida diária.12
Nota-se, no entanto, que a maioria das estratégias não farmacológicas, sobretudo a intervenção motora, em geral são desenvolvidas em clínicas ou universidades, o que pode dificultar o acesso ao tratamento, principalmente para aqueles que se encontram no estágio avançado da doença, por apresentarem maior comprometimento cognitivo e motor e, consequentemente, maior dificuldade de acesso a tratamentos fora de seu domicílio.
Nesses casos, uma alternativa que parece viável é a utilização de intervenções domiciliares. A literatura apresenta uma série de trabalhos que estudaram intervenções domiciliares13-17 com protocolos envolvendo, por exemplo, treinamento cognitivo e treinamento para cuidadores. Pouco se sabe, no entanto, sobre os protocolos que utilizaram intervenções motoras para esses pacientes, se esse tipo de estratégia não farmacológica é eficiente para o tratamento da doença de Alzheimer ou, ainda, que tipos de protocolo têm sido propostos e que resultados têm sido encontrados.
Este artigo teve como objetivo principal investigar e avaliar artigos científicos que descreveram e/ou utilizaram protocolos com intervenção motora domiciliar para pacientes com doença de Alzheimer.
MÉTODOS
Esta revisão sistemática foi desenvolvida a partir da busca por artigos científicos, sem limite de data, em quatro bases de dados da área da saúde: Web of Science, PubMed, PsycINFO e Scopus. O período de busca foi de agosto a novembro de 2011, e foram utilizadas as seguintes palavras-chave e operadores booleanos: "home-based exercise" OR "home-based physical exercise" OR "home-based physical fitness" OR "home-based rehabilitation" OR "home-based physical therapy" OR "home-based physical activity" OR "home-based motor intervention" and "AD" OR "Alzheimer's disease" OR "Alzheimer" OR "Alzheimer's dementia".
O processo de busca e seleção dos artigos ocorreu de forma sistemática, sendo realizado por um avaliador que selecionou primeiramente aqueles que apresentassem no título alguma das palavras-chave citadas. Depois foi feita a leitura dos resumos daqueles que passaram pela filtragem anterior. Por fim, foi realizada a leitura completa dos artigos que se enquadravam no tema proposto, para verificar se atendiam aos critérios de inclusão. Em um segundo momento, fez-se também uma busca manual nas listas de referência dos artigos selecionados.
Para que o artigo fosse incluído na revisão, deveria: (1) apresentar participantes com diagnóstico de doença de Alzheimer; (2) ter realizado ou descrito um protocolo com intervenção motora domiciliar como estratégia não farmacológica para pacientes com doença de Alzheimer; e (3) estar escrito nos idiomas inglês, espanhol ou português.
Respeitados os critérios de inclusão, foram excluídos da análise os artigos que: (1) não apresentavam um protocolo com intervenção motora domiciliar; (2) cuja amostra não era de pacientes com doença de Alzheimer; (3) a intervenção era voltada apenas para os cuidadores; e (4) apareceram duplicados em mais de uma base de dados.
A análise dos artigos baseou-se na descrição dos protocolos encontrados, explicitando seus pontos fortes e fracos, vislumbrando o desenvolvimento de estudos futuros.
RESULTADOS
A busca inicial com a utilização das palavras-chave e operadores booleanos mencionados resultou em 60 artigos. Destes, 22 foram encontrados na PsycINFO, seis na Pubmed, 20 na Scopus e 12 na Web of Science.
Após a filtragem pela leitura dos títulos, 44 artigos foram excluídos por não se enquadrarem ao tema proposto, restando assim, 16 artigos. Em seguida, realizou-se a leitura dos resumos, e este número passou para dez artigos (incluindo os que apareceram em mais de uma base). Excluindo os que apareceram repetidamente nas bases de dados, restaram quatro artigos para serem lidos na íntegra. A partir da leitura, observou-se que todos esses artigos estavam de acordo com o objetivo deste estudo e atendiam aos critérios de inclusão. A busca manual na lista de referências bibliográficas dos artigos selecionados resultou em um artigo. A figura 1 apresenta de forma resumida a triagem dos artigos.
Segue a descrição dos cinco estudos que foram analisados nesta revisão sistemática:
1) Teri et al.18 publicaram estudo realizado com 30 idosos com DA (78,7±6,4 anos) e seus cuidadores (69,7±14,1 anos). O objetivo foi fornecer informações sobre a saúde física dessa população e estimulá-los à prática de exercício físico, e não avaliar a eficiência do programa sobre as capacidades físicas dos participantes. O programa abrangeu exercícios de equilíbrio, flexibilidade, força e resistência aeróbia. Para isso, os cuidadores receberam treinamento para que pudessem auxiliar os pacientes na execução dos exercícios. O protocolo de treinamento foi realizado na casa dos participantes, por profissionais da área da saúde (fisioterapeuta e assistente social). A duração do estudo foi de 12 semanas, sendo que nas primeiras três semanas, foram realizadas duas sessões semanais; nas quatro semanas seguintes, uma sessão semanal; e depois, quinzenais nas últimas quatro semanas. Os exercícios foram demonstrados pela primeira vez pelo treinador, depois o cuidador auxiliava o idoso a executar o exercício, sendo observado e assistido pelo treinador. Os componentes da capacidade funcional trabalhados durante as sessões, foram:
- Força: o treinamento de força ocorreu três vezes por semana em dias não consecutivos, intercalados com treinamento de resistência aeróbia. Os exercícios foram destinados aos membros inferiores (flexão plantar, dorsiflexão, flexão e extensão de joelho, abdução, extensão de quadril e marcha). Inicialmente, os exercícios foram realizados sem carga e depois, chegou-se à execução de duas séries de 12 repetições em cada exercício, com carga igual a cinco libras (aproximadamente 2,5 quilogramas).
- Equilíbrio e flexibilidade: foram indicados 10 a 15 minutos desse tipo de exercício e foram usados como aquecimento ou relaxamento para as atividades de fortalecimento ou de resistência aeróbia. O treinamento de equilíbrio contou com exercícios de transferência, exercícios de apoio e diferentes modos de andar (para trás, por exemplo). Os exercícios respeitaram uma progressão gradativa, partindo do mais fácil para o mais complexo. O treinamento de flexibilidade foi focado nas costas, ombros, quadris, isquiotibiais, gastrocnêmio, pescoço e mãos.
- Resistência aeróbia: foi indicado aos participantes que caminhassem ao menos 30 minutos em um mínimo de três dias não consecutivos por semana (alternados com dias de exercício de fortalecimento). Foi recomendado que começassem a andar no seu ritmo natural, aumentando gradualmente a velocidade da marcha. Aqueles que já estavam envolvidos em alguma forma alternativa de exercícios aeróbios regulares (por exemplo, dança de salão ou uso de bicicleta ergométrica) foram autorizados a substituir um ou mais dos dias de caminhada, por essa atividade alternativa.
Os exercícios recomendados foram descritos e ilustrados para facilitar o entendimento e execução dos mesmos. Além disso, os cuidadores receberam um diário onde deveriam registrar detalhadamente tudo o que ocorreu em cada sessão de intervenção (exercícios, quedas, ou qualquer informação sobre a saúde geral dos indivíduos). Os treinadores monitoraram semanalmente a adesão ao programa, por meio dos registros realizados nos diários.
Os pacientes foram avaliados quanto à velocidade de caminhada e equilíbrio. Além disso, o estado físico e funcional também foi avaliado utilizando-se duas escalas - Sickness Impact Profile (SIP) e Physical Functioning and Role Functioning (SF-36) - respondidas pelos cuidadores. Os cuidadores também foram questionados quanto aos dias em que seus familiares tiveram as atividades restritas e/ou ficaram de cama, nas últimas duas semanas, bem como quanto às situações de queda do último mês. A prática de exercício físico foi avaliada perguntando-se aos cuidadores o tempo gasto caminhando ou fazendo outra atividade aeróbia na última semana.
Os resultados mostraram que a amostra estudada apresentou um desempenho físico inferior quando comparado ao de idosos sem comprometimento cognitivo. Mas, de forma positiva, ao final do estudo foi alcançada uma boa adesão por parte dos participantes e os cuidadores mostraram-se capazes de aprender e auxiliar seus familiares com DA na execução de exercícios físicos.
2) Teri et al.19 deram continuidade ao trabalho anterior, realizando um estudo controlado randomizado com 153 idosos com DA (78±6 anos) que abrangia um programa de exercícios domiciliares associado ao treinamento de cuidadores (70±13 anos) em técnicas de manejo comportamental. O estudo contou também com um grupo controle composto por idosos com DA (78±8 anos) e seus cuidadores (70±13 anos), mas que receberam apenas atendimento médico de rotina. Todos os participantes foram avaliados no momento da seleção da amostra (baseline), após três meses (período pós-tratamento) e aos seis, 12, 18 e 24 meses (follow-up) por meio de uma avaliação "cega". O programa de exercícios domiciliares incluía exercícios de resistência aeróbia, de força, equilíbrio e flexibilidade. Foram realizadas 12 sessões supervisionadas, com duração de uma hora cada. Nas primeiras três semanas, a frequência foi de duas sessões por semana. Nas quatro semanas seguintes, realizou-se uma sessão por semana; e durante as quatro últimas semanas, a frequência foi quinzenal. O objetivo era que os participantes realizassem ao menos 30 minutos diários de exercícios.
O treinamento de gestão comportamental envolveu instruções aos cuidadores sobre como identificar e modificar os distúrbios de comportamento apresentados pelos pacientes, assim como orientação sobre a própria doença. Além disso, foi sugerido que estimulassem os pacientes a aumentar sua atividade física e social. Após o tratamento, os participantes do grupo intervenção apresentaram melhora geral da saúde, avaliada pelo SF-36 e SIP mobilidade (mobility), bem como diminuição dos sintomas depressivos avaliados pela escala de Cornell, enquanto o grupo controle piorou. Observou-se que os participantes do grupo intervenção realizaram atividades físicas extras àquelas recomendadas pelo protocolo, havendo, portanto, aumento do nível de atividade física semanal desse grupo. Além disso, parece que o programa contribuiu para retardar a institucionalização dos pacientes, geralmente causada pela dificuldade dos cuidadores em gerir os distúrbios comportamentais.
Terminado o estudo, sessões extras de intervenção foram realizadas visando ajudar os cuidadores e os pacientes a manterem o que foi ensinado. Dos 153 idosos que começaram o estudo, 89 concluíram as avaliações do follow-up, cujos resultados mostraram que as diferenças significativas entre o grupo intervenção e o grupo controle foram novamente obtidas sobre a subescala de funcionamento físico SF-36 e a escala SIP mobilidade (mobility). A principal causa que levou os pacientes a não cumprirem todas as avaliações foi a institucionalização, não havendo diferenças significativas entre os grupos (67% do grupo controle e 68% do grupo intervenção; p=0,84). Apesar disso, os autores notaram que um maior número de participantes do grupo controle foi institucionalizado devido à presença de distúrbios comportamentais, quando comparado ao grupo que recebeu intervenção domiciliar.
3) O estudo de Steinberg et al.20 avaliou um programa de exercício domiciliar com características de um estudo piloto. Participaram 27 idosos com DA divididos em grupo intervenção (76,5±3,9anos) e grupo controle (74,0±8,1anos). O programa de exercícios foi desenvolvido por um profissional da área da Fisiologia do Exercício, que instruiu os participantes para a prática diária de exercícios que trabalhavam quatro componentes: aeróbio, força, flexibilidade e equilibrio. Quando realizavam a tarefa completa, os participantes ganhavam dois pontos, e quanto faziam apenas uma parte, computavam um ponto. O objetivo era somar seis pontos de atividade aeróbia por semana e quatro pontos nos componentes restantes. O grupo controle recebeu visitas para avaliação da segurança em casa e a partir disso foram feitas algumas recomendações de adaptação domiciliar.
Quanto à atividade física, foi solicitado aos participantes deste grupo que registrassem três atividades físicas que realizassem regularmente. Cuidadores de ambos os grupos receberam diários para que descrevessem as tarefas concluídas semanalmente. Os resultados mostraram que o programa teve boa adesão. Pacientes do grupo exercício apresentaram tendência para melhora nos testes manuais e de força de membros inferiores. Esse grupo, no entanto, apresentou pior desempenho nas avaliações de depressão e qualidade de vida.
4) Cyarto et al.21 descreveram o protocolo de um estudo futuro, que será controlado e randomizado. Para este estudo, pretendem-se recrutar 230 idosos com DA que serão divididos em:
- Grupo de intervenção domiciliar: abrangerá programa de atividade física (AF), intervenção comportamental e monitoramento por telefone, com duração total de 24 semanas. O programa de atividade física compreenderá 150 minutos de AF moderada por semana. Para esse grupo, será realizado também um workshop de atividade física, envolvendo cuidadores e pacientes, onde será entregue um manual do programa contendo instruções sobre os exercícios e como realizá-los com segurança, além de um diário para que registrem as sessões. O programa será individualizado, baseado nos interesses pessoais dos participantes, bem como suas limitações de saúde. Assim, os pacientes serão instruídos a progredirem gradualmente até que atinjam a meta de AF em oito semanas. Aqueles que já realizarem 150 minutos de AF por semana serão incentivados a adicionar uma sessão de 50 minutos. Os cuidadores serão convidados a realizar os exercícios junto aos participantes e, a fim de reduzir a sobrecarga sobre os mesmos, será permitido aos participantes realizar as atividades em centros comunitários.
Após as 24 semanas de intervenção, os participantes serão convidados a continuar com o programa de AF por mais 24 semanas, mas sem acompanhamento ou contato com os pesquisadores, exceto para as avaliações subsequentes. Assim, ao final dos 12 meses, eles responderão um questionário quanto à sua adesão ao programa anterior, mantendo as atividades desenvolvidas nos primeiros seis meses. A intervenção comportamental será baseada nas etapas de um modelo de mudança de comportamento para adoção da prática de AF. Serão oferecidas oficinas que abordem temas como os benefícios e as recompensas do exercício físico, a fixação de metas, a gestão do tempo, entre outros, buscando motivar os participantes e aumentar a adesão ao programa.
Regularmente, durante as 24 semanas do programa, serão enviados boletins com informações motivacionais, além de telefonemas para monitorar e dar feedback sobre o progresso de cada um e incentivar a adesão contínua. Ao final do estudo, todos os participantes receberão um relatório de suas avaliações.
- Grupo de cuidados habituais: receberá material educativo sobre a DA e recomendações sobre um estilo de vida saudável. Também serão contatados por telefone para garantir que ambos os grupos recebam tratamento semelhante. Ao final do estudo, esses participantes terão o direito de acompanhar uma sessão de atividade física.
5) Pitkala et al.22 descreveram o protocolo de um estudo de intervenção que será controlado e randomizado, com duração total de um ano ou até que o paciente precise ser internado para cuidado institucional permanente. A amostra será composta por 210 pacientes com DA e dividida em três grupos, sendo dois de intervenção ativa (um deles com tratamento de reabilitação realizado em casa e outro em um centro-dia) e um terceiro grupo que manterá o tratamento usual - grupo controle). As avaliações ocorrerão no início, e aos três, seis e 12 meses. Um geriatra será responsável pela avaliação e montagem do programa de reabilitação, incluindo também a parte nutricional. O grupo de intervenção domiciliar receberá duas visitas por semana de uma hora de duração, quando serão orientados exercícios de acordo com as necessidades do paciente e do cuidador, incluindo, por exemplo, orientações sobre como realizar transferências, treinamento de equilíbrio, treinamento para funções executivas e tarefa dupla.
O grupo do centro-dia receberá um treinamento físico diversificado de quatro horas/dia e duas vezes por semana, com exercícios de resistência, equilíbrio, força, tarefa dupla e exercícios direcionados para melhorar o funcionamento das funções executivas. Ambos os grupos de intervenção terão orientação de fisioterapeutas para realização das atividades. Os pacientes do grupo controle não receberão intervenção, mas manterão os cuidados habituais oferecidos pelo sistema de saúde e receberão também aconselhamento sobre nutrição e exercício.
As características gerais e resultados dos estudos estão apresentados no quadro 1.
DISCUSSÃO
Como se observa, os poucos estudos encontrados foram publicados recentemente, demonstrando a escassez de estudos nessa linha, bem como a dificuldade em colocar em prática protocolos que contam com tamanha especificidade. Estes demandam intensa colaboração dos cuidadores familiares e profissionais, além de um controle rigoroso para que as atividades sejam feitas como planejado e de maneira segura, principalmente quando não há presença de um profissional em todas as sessões.
Assim, dos cinco estudos incluídos na análise desta revisão, verificou-se que apenas dois (estudos 2 e 3) apresentavam os resultados do efeito da intervenção motora. O estudo 1 foi caracteristicamente um estudo piloto que não teve como objetivo principal avaliar o efeito da intervenção sobre as variáveis motoras, e os estudos 4 e 5 ficaram restritos à descrição de protocolos, o que de certa forma dificulta tecer maiores críticas sobre a eficácia dos métodos.
No entanto, como o objetivo central desta revisão sistemática foi investigar e analisar os protocolos de intervenção motora domiciliar descritos na literatura, foi dada atenção ao caráter metodológico de cada um deles, enfatizando-se os protocolos descritos.
Para facilitar a análise, os artigos foram expostos seguindo uma linha cronológica, onde se discutiu primeiro o que já foi feito em termos de protocolo de intervenção e, depois, as propostas feitas pelos estudos mais recentes. Com base nisso, buscou-se chegar o mais próximo possível ao protocolo de intervenção motora domiciliar mais adequado para idosos com doença de Alzheimer e quais caminhos os estudos futuros deverão seguir.
O trabalho de Teri et al.,18 apesar de não ter como foco avaliar o efeito da intervenção motora domiciliar sobre os pacientes com DA, pode ser considerado um trabalho inovador e de extrema importância, já que de acordo com esta revisão, foi o primeiro a abordar essa temática e acabou servindo de base para estudos posteriores. Com ele foi possível atestar a viabilidade de protocolos desse tipo.
Os estudos de Teri et al.19 (estudo 2) e Steinberg et al.20 (estudo 3) apresentaram algumas semelhanças, como: avaliação primária da funcionalidade motora, presença de grupo controle, randomização da amostra, avaliadores cegos quanto ao tratamento e um período de intervenção de 12 semanas.
Apesar de o estudo 2 ter contado com maior número de participantes que o do estudo 3, este, por sua vez, realizou um protocolo de avaliação mais completo, incluindo avaliação da cognição, dos sintomas neuropsiquiátricos e da qualidade de vida. Além disso, avaliaram também o efeito da intervenção sobre a sobrecarga do cuidador.
Com relação aos testes escolhidos, verificou-se que eram destinados à população idosa, mas poucos eram específicos para idosos com DA, o que reforça a dificuldade de se encontrar instrumentos validados para esse público na literatura atual.
Quanto ao protocolo de intervenção, ambos os programas indicaram exercícios diários que trabalhassem os mesmos componentes: resistência aeróbia, força, flexibilidade e equilíbrio, assim como recomenda o Colégio Americano de Medicina e Esporte para idosos (ACSM).23 No entanto, apenas os estudos 1 e 2 apresentaram os protocolos de maneira mais detalhada; os outros poderiam ter sido mais claros quanto à descrição dos materiais utilizados, bem como os exercícios realizados e as repetições adotadas. Isso facilitaria a replicação de um protocolo inovador como esse.
Ainda sobre a intervenção, o estudo 2 mostrou-se diversificado, abrangendo tanto o aspecto motor quanto o comportamental, enquanto o estudo 3 foi puramente motor. Os participantes do estudo 2 tinham como meta realizar ao menos 30 minutos de exercícios diários. O estudo 3, por sua vez, apresentou de maneira hierárquica como deveria ser a realização dos exercícios, priorizando os aeróbios.
O estudo 3, como não contou com a supervisão de um profissional em todas as sessões domiciliares, buscou uma alternativa para controlar a realização das tarefas, entregando uma espécie de diário aos cuidadores para que anotassem as atividades concluídas durante a semana.
Comparando-se os grupos controle, percebe-se que apenas o grupo do estudo 2 não recebeu intervenção alguma. Já no estudo 3, apesar de não ter havido orientação quanto à prática de atividade física, de certa forma tratou de outro grupo de intervenção, já que estes receberam visitas onde foram dadas instruções sobre adaptação do domicílio. Dessa forma, os grupos desse estudo diferenciaram-se apenas quanto à realização ou não dos exercícios.
De forma geral, ambos os estudos apresentaram resultados positivos quanto à estratégia de intervenção, demonstrando a viabilidade da realização de estudos como estes e a eficácia dos mesmos, melhorando o desempenho funcional dos participantes. No entanto, só o programa do estudo 2 foi capaz de reduzir sintomas depressivos, dando indícios de que protocolos diversificados talvez sejam os mais indicados para o tratamento tanto de aspectos físicos quanto psíquicos desses pacientes. Os autores do estudo 3, no qual se observou "piora" nos sintomas depressivos e na qualidade de vida, justificam esses resultados pela natureza piloto do estudo; o pequeno tamanho da amostra, que provavelmente limitou a inferência estatística, ou ainda, a possibilidade de terem sido descobertas casuais. Tais resultados, no entanto, podem estar relacionados ao próprio processo progressivo da doença de Alzheimer.
Mais tarde, em 2010, outros dois estudos foram publicados descrevendo protocolos de intervenções semelhantes: Cyarto et al.21 (estudo 4) e Pitkala et al.22 (estudo 5). Já de antemão, esses dois protocolos se diferenciam dos demais na intenção de recrutar um grande número de participantes, mais de 200 em cada um. Para isso, os autores usarão como estratégia a descentralização do estudo, contando com o apoio de outros centros de pesquisa.
O tempo de intervenção também será maior nos estudos 4 e 5: 12 meses no estudo 4 e 24 semanas no estudo 5, com possibilidade de se estender por mais 24 semanas, porém sem presença da equipe de pesquisa. Cabe ressaltar que longos períodos de pesquisa demandam rigoroso controle por parte dos pesquisadores para que a perda amostral não seja grande.
Ambos os estudos procurarão randomizar a amostra e utilizar grupo controle para comparação. Porém, o estudo 5 incluirá um segundo grupo de intervenção, a ser desenvolvido em um centro-dia. Dessa forma, mais do que comparar intervenções realizadas em locais diferentes, eles irão aplicar protocolos diferentes quanto aos exercícios e duração das sessões.
No estudo 5, durante a descrição do protocolo do grupo que receberá intervenção domiciliar, os autores não incluíram - ao menos não de forma explícita - o treinamento de componentes da capacidade funcional (resistência aeróbia, equilíbrio, força e flexibilidade), ficando o grupo do centro-dia com uma intervenção mais abrangente. No entanto, não há no texto uma justificativa para adoção de tais procedimentos.
Sobre os grupos controle, nota-se que, de certa forma, ambos receberão intervenção, aqui tratada como educacional, já que terão acesso a informações sobre exercícios físicos e nutrição (estudo 5) ou material educativo sobre a DA, recomendações sobre um estilo de vida saudável, além de contato por telefone (estudo 4). Ao mesmo tempo em que essa abordagem se mostra importante e necessária, pode-se questionar o porquê de o estudo 5 não pretender levar esse tipo de informação também ao grupo de intervenção domiciliar, tendo em vista a grande dificuldade que os cuidadores enfrentam para cuidar de seus familiares, na maioria das vezes sem possuir instrução suficiente e apoio adequado.
Já o estudo 4 terá um delineamento mais simplificado, contando com apenas dois grupos, no qual o grupo intervenção deverá realizar 150 minutos de AF moderada por semana, o que é recomendado para pessoas idosas. No entanto, os autores não relatam quais exercícios serão prescritos, nem quais componentes da capacidade física serão treinados; mencionam apenas que a prescrição levará em conta a capacidade física e os interesses dos participantes. Eles justificam a utilização dessa estratégia como alternativa para manter a adesão e o interesse dos participantes no programa.
Alguns outros pontos interessantes do estudo 4 merecem destaque:
• Todo o programa estará descrito sob a forma de um manual, que será entregue aos cuidadores, facilitando a execução das atividades.
• Os cuidadores também serão incentivados a realizar as atividades junto com os pacientes. Como em sua grande maioria os cuidadores são também idosos, estratégias para adoção de uma vida mais saudável se torna muito importante, devido ao desgaste físico e mental causado pela função de cuidar de alguém dependente, que pode fazer dependente também o cuidador.24
• Haverá um monitoramento por telefone. Além de contribuir para o controle da execução das atividades e servir como meio motivacional dos participantes, essa abordagem aproxima o pesquisador do sujeito da pesquisa, podendo servir ainda como um momento para que as dúvidas sejam sanadas e o protocolo seja seguido com mais segurança.
Com relação aos instrumentos de avaliação utilizados nos dois estudos, observa-se que ambos tiveram o cuidado de incluir testes também para os cuidadores, indo o estudo 5 além, ao propor avaliação da funcionalidade desses cuidadores. Como já mencionado, cuidadores idosos necessitam de atenção ainda maior, por apresentarem os efeitos deletérios do envelhecimento potencializado pelo desempenho dessa árdua função. Uma avaliação da capacidade funcional de cuidadores pode ainda ser utilizada como critério de inclusão em estudos futuros, já que protocolos como esses necessitam da participação ativa dos cuidadores, devendo estes apresentar condições físicas de auxiliar os pacientes na execução dos exercícios.
Sobre a bateria de avaliação destinada aos pacientes, o estudo 4 apresentou uma diversidade de testes que vão desde testes cognitivos, de qualidade de vida, distúrbios neuropsiquiátricos, funcionalidade motora, até teste para verificação da expressão gênica da apoE para analisar uma possível relação entre esse genótipo e os benefícios da atividade física. Apesar de outros genes estarem relacionados com a doença de Alzheimer, a literatura tem demonstrado que o alelo ε4 do gene apoE é tido como o de maior suscetibilidade para o surgimento da doença.25,26 Isso demonstra a dimensão do estudo e o quanto os autores estão atualizados quanto às recentes linhas de investigação sobre a doença de Alzheimer. Resta, porém, esperar novas publicações desses autores com a divulgação dos resultados de protocolos tão inovadores.
Embora esta revisão apresente uma importante limitação quanto ao reduzido número de estudos, em contrapartida traz à tona uma discussão atual e relevante, que poderá servir de incentivo para a produção de novos estudos na área.
CONCLUSÃO
Com base nesta revisão, foi possível perceber que estudos com intervenção motora domiciliar para idosos com doença de Alzheimer são recentes e escassos, evidenciando a necessidade de mais investigação sobre o tema. Apesar disso, os estudos aqui apresentados evidenciam que esse tipo de tratamento não farmacológico é benéfico, tanto para pacientes quanto para seus cuidadores, e que estes, se receberem treinamento e orientação adequados, são capazes de auxiliar no tratamento de seus familiares, estimulando e ajudando na execução das atividades prescritas pelo profissional da saúde.
Sugere-se que os estudos posteriores atentem para a resposta a algumas questões, a fim de preencherem as lacunas ainda existentes, como por exemplo:
• Será que os benefícios relatados nos estudos seriam alcançados em pacientes mais debilitados, que estivessem no estágio avançado da doença? Para isso, é preciso que os próximos estudos apresentem as amostras separadas, de acordo com o estágio da doença.
• A inclusão de estimulação cognitiva no protocolo traria benefícios mais evidentes nessas funções?
• A inclusão de um treinamento específico das atividades da vida diária, como destinar um tempo da intervenção para auxiliar/estimular o paciente a pentear os cabelos, vestir-se ou escovar os dentes, afetaria de forma positiva e direta o desempenho para essas atividades?
• Mesmo que, às vezes, os testes não consigam mostrar objetivamente a melhora de determinada função, será que de maneira qualitativa esses resultados não poderiam ser vistos?
AGRADECIMENTOS
À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (nº do processo 2012/13813-7) e ao Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento (LAFE).
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10. Pedroso RV, Coelho FGM, Santos-Galduroz RF, Costa JL, Gobbi S, Stella F. Balance, executive functions and falls in elderly with Alzheimer's dementia (AD): a longitudinal study. Arch Gerontol Geriatr 2012;54(2):348-51. [ Links ]
11. Canonici AP, Andrade LP. Gobbi S, Santos-Galduroz RF, Gobbi LT, Stella F. Functional dependence and caregiver burden in Alzheimer's disease: a controlled trial on the benefits of motor intervention. Psychogeriatrics 2012;12(3):186-92. [ Links ]
12. Garuffi M, Costa JL, Hernández SS, Vital TM, Stein AM, dos Santos JG, et al. Effects of resistance training on the performance of activities of daily living in patients with Alzheimer's disease. Geriatr Gerontol Int 2013;13(2):322-8. [ Links ]
13. Vicente MM, Delgado MG, Fuertes NG, Prieto JP. Efectos de un programa de ejercicio físico a domicilio en cuidadores de pacientes de Alzheimer: un estudio piloto. Revista de Psicologia del Deporte 2009;18(2):255-70. [ Links ]
14. Vidovich MR, Shaw J, Flicker L, Almeida OP. Cognitive activity for the treatment of older adults with mild Alzheimer's disease (AD) - PACE AD: study protocol for a randomised controlled trial. Trials 2011;12:47. [ Links ]
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
Falar duas línguas pode atrasar os danos causados pelo Alzheimer
Pela primeira vez, um estudo sobre os benefícios de falar uma segunda língua comprova que o aprendizado pode retardar o aparecimento de três tipos diferentes de demência, independente do grau de escolaridade dos idosos. A pesquisa foi feita no Nizam’s Institute of Medical Sciences, em Hyderabad, India, e publicada no site Neurology. O estudo avaliou 648 idosos com diversos tipos de demência e diferentes graus de escolaridade, e levou os pesquisadores a concluírem que os participantes que falavam uma segunda língua foram capazes de atrasar o aparecimento da Doença de Alzheimer, Demência Vascular e Demência frontotemporal em 4,5 anos – em comparação com os pacientes que falavam apenas uma língua.
Os idosos avaliados tinham em média 66 anos e 14% deles eram analfabetos. Dentre os 648 participantes do estudo, 60% falavam duas ou mais línguas. Em todos as avaliações, 240 foram diagnosticados com Alzheimer, 189 com demência vascular e 119 com demência frontotemporal. Após a avaliação do estudo, os pesquisadores concluíram que os participantes bilíngues atrasaram certos tipos de demência em uma média de 4,5 anos. Nenhum benefício a mais foi encontrado naqueles que falavam mais de duas línguas. Escolaridade, gênero e profissão não demonstraram benefícios adicionais.
Apesar de ser desconhecido o motivo exato de pessoas bilíngues apresentarem este tipo de atraso, falar duas línguas requer treinamento de uma parte específica do cérebro, transformando esse exercício em um treino cerebral bem sucedido. Dessa forma, a prática de um segundo idioma, além de ativar o seu cérebro, contribui para as reservas cognitivas, resultando no atraso da demência. A parte do cérebro ligada a estas ações pode ser a chave para descobrir o motivo do benefício.
Os idosos avaliados tinham em média 66 anos e 14% deles eram analfabetos. Dentre os 648 participantes do estudo, 60% falavam duas ou mais línguas. Em todos as avaliações, 240 foram diagnosticados com Alzheimer, 189 com demência vascular e 119 com demência frontotemporal. Após a avaliação do estudo, os pesquisadores concluíram que os participantes bilíngues atrasaram certos tipos de demência em uma média de 4,5 anos. Nenhum benefício a mais foi encontrado naqueles que falavam mais de duas línguas. Escolaridade, gênero e profissão não demonstraram benefícios adicionais.
Apesar de ser desconhecido o motivo exato de pessoas bilíngues apresentarem este tipo de atraso, falar duas línguas requer treinamento de uma parte específica do cérebro, transformando esse exercício em um treino cerebral bem sucedido. Dessa forma, a prática de um segundo idioma, além de ativar o seu cérebro, contribui para as reservas cognitivas, resultando no atraso da demência. A parte do cérebro ligada a estas ações pode ser a chave para descobrir o motivo do benefício.
segunda-feira, 30 de março de 2015
Documentário da HBO - The Alzheimer´s Project - What´s happening to grandpa? - Projeto Alzheimer - O que está acontecendo com o vovô?
Um documentário de cerca de 30 minutos, dirigido e produzido por Eamon Harrington e John Watkin; baseado no livro "What’s Happening to Grandpa?" - “O que está acontecendo com o vovô?” de Mary Shriver.
O documentário faz parte de um projeto maior do canal HBO, THE ALZHEIMER’S PROJECT, que apresenta produções dedicadas a causa do Alzheimer em um site robusto com o intuito da informação e sensibilização da comunidade.
“O que está acontecendo com o vovô?” conta cinco histórias de crianças, com idades entre 6-15 anos, que estão lidando com avôs ou avós que sofrem da doença de Alzheimer. Mary Shriver comenta e oferece valiosas “lições” para as crianças, pedindo-lhes para não se culpar por aquilo que seus avós fazem ou dizem. “Somos todos filhos da doença de Alzheimer”, diz Shriver que com simpatia deixa claro que “se é muito doloroso para visitar, você não tem para onde ir.” O próprio pai de Mary, Sargent Shriver, sofre com a doença; “Comparar sua vitalidade anterior à sua condição atual é difícil, mas tudo isso é compensado por boas lembranças e por um “presente” inesperado: laços entre as gerações que não poderiam ser feitos de outra forma.” Em última análise, o filme mostra o quanto é importante “ir com a maré”, oferecendo uma variedade de perspectivas sobre a forma como as crianças podem lidar com a perda da memória através da bondade, paciência e compaixão com os avós.
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Fonte: Reab.me
Marcadores:
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what´s happening to grandpa?
quarta-feira, 25 de março de 2015
Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória - estudo em ratos
Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas amilóides neurotóxicos responsáveis pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.
Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de um acúmulo de dois tipos de lesões - placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurônios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.
Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer - uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo - tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipe descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.
Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória - um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.
O link do artigo original: http://stm.sciencemag.org/content/7/278/278ra33
Fonte: http://www.ciencia-online.net/2015/03/tratamento-do-alzheimer-restaura-memoria.html?m=1
segunda-feira, 2 de março de 2015
Curta Metragem: "Dona Cristina Perdeu a Memória” fala sobre Alzheimer e amizade - assista aqui
Dona Cristina Perdeu a Memória é um curta metragem brasileiro de 2002, dirigido por Ana Luiza Azevedo.
É uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre e conta a história de Dona Cristina, uma senhora vivida e alegre que mora em um asilo, e sofre de Alzheimer. Antonio mora em uma casa ao lado do asilo. Os dois, mesmo separados pela cerca de suas moradias, constroem uma amizade sincera, onde um tenta ajudar o outro da maneira que pode, Antonio escutando as histórias e experiências de vida de dona Cristina, os nomes de seus parentes e santos do dia enquanto ela prega madeiras tentando consertar a cerca e a ponte que o menino está tentando ultrapassar.
Assista abaixo:
É uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre e conta a história de Dona Cristina, uma senhora vivida e alegre que mora em um asilo, e sofre de Alzheimer. Antonio mora em uma casa ao lado do asilo. Os dois, mesmo separados pela cerca de suas moradias, constroem uma amizade sincera, onde um tenta ajudar o outro da maneira que pode, Antonio escutando as histórias e experiências de vida de dona Cristina, os nomes de seus parentes e santos do dia enquanto ela prega madeiras tentando consertar a cerca e a ponte que o menino está tentando ultrapassar.
Assista abaixo:
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Dica de filmes: 10 filmes que abordam o Alzheimer
Além da dica do filme Para Sempre Alice que deve estrear em breve, a seguir vai uma lista com 10 filmes que também abordam o Alzheimer.
1. A Moment to Remember (a primeira parte do filme é uma história de amor entre uma linda e simpática garota filha de um empreiteiro e um carpinteiro que trabalha para ele. ela é engraçada e esquecida, o que lhe dá até um charme, mas aos poucos se revela num caso de Alzheimer precoce, que vai destruir a vida deles. poucos filmes me emocionaram tanto quanto este coreano de Lee Jae-Han / John H.Lee, baseado num drama de TV japonês)
2. Longe Dela (Gordon Pinsent e Julie Christie são um casal que vive feliz junto há mais de 40 anos, quando ela começa a mostrar sinais da doença. relutante, ele a interna numa clínica, mas uma das regras é que ela não pode receber visitas por um mês. quando ele finalmente vai vê-la, ela não o reconhece e ainda se afeiçoou por outro paciente. lindo filme, indicado para os Oscars de atriz e roteiro)
3. Diário de uma Paixão (um idoso lê todos os dias num diário para uma mulher com alzheimer a história de amor entre uma jovem rica e um rapaz de família pobre que se conhecem e se apaixonam quando ela passa férias no sul antes da segunda guerra. as diferenças sociais os separam por anos até o reencontro quando ela está prestes a casar com outro. bonito sim, mas supervalorizado)
4. A Família Savage (dois irmãos – os ótimos Philip Seymour Hoffman e Laura Linney -, que trilharam caminhos diferentes, ficam sabendo que terão que lidar com a doença do pai, de quem sempre fugiram, que já está num estado avançado do Alzheimer. o bom roteiro da diretora Tamara Jenkins consegue lidar com ironia e até humor com um tema difícil)
5. Iris (a história de amor entre a escritora Iris Murdoch – Judy Dench e Kate Winslet ambas soberbas – e seu marido em duas épocas distintas, no frescor da juventude e na velhice, quando ela está com Alzheimer. bom filme)
6. O Filho da Noiva (Ricardo Darín é um pai separado, com um pai bem humorado de quem herdou seu restaurante. o único arrependimento do pai – Hector Altério – é não ter casado na igreja com sua esposa e decide fazer isso antes de morrer. o problema é que a noiva – Norma Aleandro – está com Alzheimer adiantado e a cerimônia tem que ser apressada. um dos melhores filmes do cinema argentino, com um elenco fenomenal e um direção delicada de Juan José Campanella)
7. Meu Pai, um Estranho (Gene Hackman é um jovem professor que sonha em casar e mudar para a Califórnia, quando às vésperas de seu casamento, sua mãe morre e ele é obrigado a cuidar de seu pai -Melvyn Douglas -, que está começando a desenvolver Alzheimer, já que sua irmã foi deserdada pelo pai por ter casado com um judeu. os dois atores e o roteiro foram indicados ao Oscar em 1971. vale a pena assistir)
8. O Caso Alzheimer (bom policial belga, sobre um assassino profissional – Jan DeCleir -, que é contratado para um último trabalho, já que percebe que os sintomas de Alzheimer estão se intensificando e pretende se aposentar. mas sua missão envolve poderosos e prostituição infantil, com a qual não pode compactuar. diferente e interessante)
9. A Song for Martin (um famoso compositor e uma violista se apaixonam durante uma turnê e separam-se de seus respectivos esposos, casam-se e passam a viver felizes juntos. cinco anos depois ele é diagnosticado com Alzheimer e seu comportamento começa a mudar. belo e pesado filme sueco, dirigido por Bille August)
10. Aurora Boreal (após a morte de seu pai, um rapaz de 25 anos – Joshua Jackson – vive pulando de emprego em emprego. o avô – Donald Sutherland – tem Alzheimer se desenvolvendo rapidamente e para ficar perto dele e da avó, ele consegue um subemprego na instituição onde eles estão)
Fonte: Portal Terceira Idade
1. A Moment to Remember (a primeira parte do filme é uma história de amor entre uma linda e simpática garota filha de um empreiteiro e um carpinteiro que trabalha para ele. ela é engraçada e esquecida, o que lhe dá até um charme, mas aos poucos se revela num caso de Alzheimer precoce, que vai destruir a vida deles. poucos filmes me emocionaram tanto quanto este coreano de Lee Jae-Han / John H.Lee, baseado num drama de TV japonês)
2. Longe Dela (Gordon Pinsent e Julie Christie são um casal que vive feliz junto há mais de 40 anos, quando ela começa a mostrar sinais da doença. relutante, ele a interna numa clínica, mas uma das regras é que ela não pode receber visitas por um mês. quando ele finalmente vai vê-la, ela não o reconhece e ainda se afeiçoou por outro paciente. lindo filme, indicado para os Oscars de atriz e roteiro)
3. Diário de uma Paixão (um idoso lê todos os dias num diário para uma mulher com alzheimer a história de amor entre uma jovem rica e um rapaz de família pobre que se conhecem e se apaixonam quando ela passa férias no sul antes da segunda guerra. as diferenças sociais os separam por anos até o reencontro quando ela está prestes a casar com outro. bonito sim, mas supervalorizado)
4. A Família Savage (dois irmãos – os ótimos Philip Seymour Hoffman e Laura Linney -, que trilharam caminhos diferentes, ficam sabendo que terão que lidar com a doença do pai, de quem sempre fugiram, que já está num estado avançado do Alzheimer. o bom roteiro da diretora Tamara Jenkins consegue lidar com ironia e até humor com um tema difícil)
5. Iris (a história de amor entre a escritora Iris Murdoch – Judy Dench e Kate Winslet ambas soberbas – e seu marido em duas épocas distintas, no frescor da juventude e na velhice, quando ela está com Alzheimer. bom filme)
6. O Filho da Noiva (Ricardo Darín é um pai separado, com um pai bem humorado de quem herdou seu restaurante. o único arrependimento do pai – Hector Altério – é não ter casado na igreja com sua esposa e decide fazer isso antes de morrer. o problema é que a noiva – Norma Aleandro – está com Alzheimer adiantado e a cerimônia tem que ser apressada. um dos melhores filmes do cinema argentino, com um elenco fenomenal e um direção delicada de Juan José Campanella)
7. Meu Pai, um Estranho (Gene Hackman é um jovem professor que sonha em casar e mudar para a Califórnia, quando às vésperas de seu casamento, sua mãe morre e ele é obrigado a cuidar de seu pai -Melvyn Douglas -, que está começando a desenvolver Alzheimer, já que sua irmã foi deserdada pelo pai por ter casado com um judeu. os dois atores e o roteiro foram indicados ao Oscar em 1971. vale a pena assistir)
8. O Caso Alzheimer (bom policial belga, sobre um assassino profissional – Jan DeCleir -, que é contratado para um último trabalho, já que percebe que os sintomas de Alzheimer estão se intensificando e pretende se aposentar. mas sua missão envolve poderosos e prostituição infantil, com a qual não pode compactuar. diferente e interessante)
9. A Song for Martin (um famoso compositor e uma violista se apaixonam durante uma turnê e separam-se de seus respectivos esposos, casam-se e passam a viver felizes juntos. cinco anos depois ele é diagnosticado com Alzheimer e seu comportamento começa a mudar. belo e pesado filme sueco, dirigido por Bille August)
10. Aurora Boreal (após a morte de seu pai, um rapaz de 25 anos – Joshua Jackson – vive pulando de emprego em emprego. o avô – Donald Sutherland – tem Alzheimer se desenvolvendo rapidamente e para ficar perto dele e da avó, ele consegue um subemprego na instituição onde eles estão)
Fonte: Portal Terceira Idade
Para Sempre Alice - trailer do filme
Em 2012 postei a dica de leitura do livro Para Sempre Alice (http://biafisio.blogspot.com.br/2012/07/dica-de-livro-para-sempre-alice.html), uma linda e comovente história de uma professora que após esquecimentos é diagnosticada com Alzheimer.
O livro virou filme, com grandes atores como Julianne Moore (que ganhou o Oscar por sua atuação nesse filme), Alec Baldwin entre outros e pelo trailer será muito bom.
Deve estrear nos cinemas em março. Enquanto não estréia assista o trailer e já prepare os lencinhos...
O livro virou filme, com grandes atores como Julianne Moore (que ganhou o Oscar por sua atuação nesse filme), Alec Baldwin entre outros e pelo trailer será muito bom.
Deve estrear nos cinemas em março. Enquanto não estréia assista o trailer e já prepare os lencinhos...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Saiba quais principais causas de morte no Brasil
A doença isquêmica do coração, o derrame e a pneumonia são as principais causas de morte no Brasil e respondem por 32% dos óbitos registrados em 2013. Os dados fazem parte de um estudo publicado nesta hoje, dia 18/12, pelo periódico The Lancet, feito em 188 países.
De acordo com o relatório, violência e ferimentos provocados por acidentes de trânsito estão no topo da lista de causas de morte entre brasileiros com idade entre 15 e 49 anos, resultando em 72.373 vítimas em 2013.
Já entre indivíduos com 70 anos ou mais, a doença isquêmica do coração é a que mais mata. Quando o assunto é a mortalidade infantil, a principal causa de morte são complicações neonatais decorrentes de parto prematuro, responsáveis pelo óbito de 11.257 crianças até 5 anos.
O estudo aponta também que a doença de Alzheimer e o diabetes provocaram mais mortes no país em 2013 do que em 1990. O crescimento chegou a 200% e 143% respectivamente. Os óbitos provocados pelo câncer de pulmão aumentaram 92% no mesmo período.
O documento indica que, desde 1990, o Brasil registrou quedas consideráveis na mortalidade provocada por várias doenças que costumavam tomar muitas vidas no país. Um dos exemplos citados são as mortes decorrentes de doenças diarreicas, que caíram 82% entre 1990 e 2013, e das complicações neonatais decorrentes de parto prematuro, que caíram 74% no período.
Paulo Lotufo, professor da Universidade de São Paulo e um dos autores do estudo, avalia como positiva a queda da mortalidade geral no país, com declínio em praticamente todas as causas. Mas o que compromete o perfil brasileiro, segundo ele, é a presença de fatores externos como a violência e os acidentes de trânsito entre as principais causas de morte.
O pesquisador destacou que vizinhos sul-americanos como Argentina, Chile e Uruguai, ao contrário do Brasil, registram como principais causas de morte infarto, derrame e câncer, entre outros, sem que nenhum fator externo apareça entre os primeiros colocados. “Aqui, as causas externas e as doenças cardiovasculares, por exemplo, estão muito próximas e isso foge da assistência médica. Extrapola”.
O levantamento aponta que a expectativa de vida para mulheres brasileiras é 78,4 anos e, para os homens, 71,6 anos. Em 1990, a expectativa de vida para mulheres que viviam no país era 73 anos e, para os homens, 65,5 anos. Dos 188 países incluídos no estudo, o Brasil ficou com a 75ª posição no ranking de expectativa de vida para mulheres e na 80ª posição para homens.
“Com o aumento da expectativa de vida, aumentam as doenças relacionadas ao tempo de vida, como a esclerose múltipla, que está registrando mais casos no Brasil. O mieloma, um tipo de câncer da medula óssea, também está associado a pessoas mais idosas. Temos menos morte por infarto e câncer, mas vão aparecendo essas outras causas”, alertou.
Confira as principais causas de morte no Brasil em 2013 e em 1990, acompanhadas do número de óbitos:
Ano 2013
1. Doença isquêmica do coração (182.560)
2. Derrame (143.771)
3. Pneumonia (70.074)
4. Doença pulmonar obstrutiva crônica (62.961)
5. Diabetes (56.018)
6. Violência (50.306)
7. Doença de Alzheimer (47.776)
8. Ferimentos em acidentes de trânsito (46.311)
9. Doença crônica dos rins (31.873)
10. Câncer de pulmão (29.043)
Ano 1990
1. Doença isquêmica do coração (135.781)
2. Derrame (94.588)
3. Pneumonia (61.366)
4. Complicações neonatais decorrentes de parto prematuro (42.646)
5. Ferimentos em acidentes de trânsito (41.166)
6. Doenças diarreicas (36.947)
7. Violência (35.859)
8. Doença pulmonar obstrutiva crônica (34.007)
9. Diabetes (23.024)
10. Anomalias congênitas (17.076)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Exercício de fisioterapia para pacientes idosos e com Alzheimer: Treino de sentar e levantar - video
Esta é uma atividade que eu adoro realizar com meus pacientes. É uma atividade que pode ser feita como teste e também como treinamento para melhorar a condição de funcionalidade.
O treino de sentar e levantar é recomendado para pacientes idosos que precisam aumentar a força muscular dos membros inferiores visando funcionalidade e marcha além de treinar o equilíbrio, coordenação, controle de tronco e a capacidade cardiorrespiratória. Os pacientes com demência podem realizar o exercício supervisionado desde que conservem a capacidade de manter a postura sentada com controle e consigam permanecer em ortostatismo. Os pacientes que não apresentarem importante alteração cognitiva ou motora não devem realizar tal exercício.
Utilize cadeiras firmes e que tenham apoio de braços e realize o exercício num espaço seguro e próximo a corrimão sempre com supervisão.
O treino de sentar e levantar é recomendado para pacientes idosos que precisam aumentar a força muscular dos membros inferiores visando funcionalidade e marcha além de treinar o equilíbrio, coordenação, controle de tronco e a capacidade cardiorrespiratória. Os pacientes com demência podem realizar o exercício supervisionado desde que conservem a capacidade de manter a postura sentada com controle e consigam permanecer em ortostatismo. Os pacientes que não apresentarem importante alteração cognitiva ou motora não devem realizar tal exercício.
Utilize cadeiras firmes e que tenham apoio de braços e realize o exercício num espaço seguro e próximo a corrimão sempre com supervisão.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Exercício de fisioterapia para pessoas com Alzheimer: Pedalar com os pés - vídeo
Os vídeos a seguir mostram a utilização do cicloergômetro/pedalinho para exercitar os MMII. Eu gosto muito de realizar este exercício com meus pacientes e a maioria deles também gosta.
O exercício com cicloergômetro para MMII também trabalha o sistema cardiorrespiratório, a força muscular dos MMII, estimula a coordenação e manutenção do equilíbrio de tronco, a manutenção da postura sentado, os componentes de movimento necessários para a marcha além de trabalhar a atenção.
Esta atividade está recomendada para todos os idosos que necessitem trabalhar os MMII, incluindo pessoas com demência que conservem a capacidade de se manter sentadas com controle de tronco. Para os pacientes que não mais conseguem compreender as orientações, pode-se tentar auxiliar a execução de maneira que o paciente tente imitar e continuar os movimentos. Caso isso não seja possível, o exercício fica contraindicado.
O exercício com cicloergômetro para MMII também trabalha o sistema cardiorrespiratório, a força muscular dos MMII, estimula a coordenação e manutenção do equilíbrio de tronco, a manutenção da postura sentado, os componentes de movimento necessários para a marcha além de trabalhar a atenção.
Esta atividade está recomendada para todos os idosos que necessitem trabalhar os MMII, incluindo pessoas com demência que conservem a capacidade de se manter sentadas com controle de tronco. Para os pacientes que não mais conseguem compreender as orientações, pode-se tentar auxiliar a execução de maneira que o paciente tente imitar e continuar os movimentos. Caso isso não seja possível, o exercício fica contraindicado.
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Exercício de fisioterapia para pessoas com Alzheimer: Pedalar com as mãos - video
O vídeo a seguir mostra a utilização do cicloergômetro para exercitar os MMSS. É um exercício que gosto muito de realizar com meus pacientes e pode ser feito sentado ou em pé (no caso do paciente ter condições). Trabalha a mobilidade da cintura escapular, o sistema cardiorrespiratório, a força muscular dos MMSS, estimula a coordenação e manutenção do equilíbrio além de trabalhar a atenção.
Esta atividade está recomendada para todos os idosos que necessitem trabalhar os MMSS, incluindo pessoas com demência que conservem a capacidade de se manter sentadas com controle de tronco. Para os pacientes que não mais conseguem compreender as orientações, pode-se tentar auxiliar a execução de maneira que o paciente tente imitar e continuar os movimentos. Caso isso não seja possível, o exercício fica contraindicado.
Esta atividade está recomendada para todos os idosos que necessitem trabalhar os MMSS, incluindo pessoas com demência que conservem a capacidade de se manter sentadas com controle de tronco. Para os pacientes que não mais conseguem compreender as orientações, pode-se tentar auxiliar a execução de maneira que o paciente tente imitar e continuar os movimentos. Caso isso não seja possível, o exercício fica contraindicado.
Porque o diagnóstico do Comprometimento Cognitivo Leve é importante?
Comprometimento Cognitivo Leve pode ser o primeiro sinal de risco para o desenvolvimento de futuras demências como o Mal de Alzheimer
Nos últimos anos, o conceito de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) em idosos tem sido um tópico muito presente na literatura sobre envelhecimento e demência. Esta condição refere-se a idosos que têm algum grau de perda cognitiva quando comparados a pessoas normais da mesma faixa etária, mas que não preenchem critérios para demência. Estudos epidemiológicos mostram que estes idosos, especialmente aqueles com subtipo amnéstico, têm maior risco de desenvolver Doença de Alzheimer (DA). A importância do tema se justifica pela possibilidade de se determinar marcadores que possam sinalizar o grupo de indivíduos que evoluirá para um quadro demencial, e também pela perspectiva de intervenção neste grupo visando impedir este desfecho. Alguns estudos têm sugerido que o comprometimento cognitivo leve (transorno cognitivo leve) pode representar um fator de risco para DA, tendo em vista a taxa de conversão para esta patologia, em torno de 10 a 15% ao ano, contrastando com a de indivíduos normais, em quem ela varia de 1 a 2% ao ano.
A avaliação do comprometimento cognitivo leve abrange várias etapas e requer um olhar multiprofissional. Para aqueles idosos sem qualquer declínio significativo dentro do percurso do envelhecimento normal, atividades preventivas e de controle destes fatores de risco podem ser planejadas. Para aqueles idosos que já apresentam declínio cognitivo com potencial risco para demência, existem estratégias de intervenções que ajudam a evitar a evolução do declínio. E a reabilitação neuropsicológica é um caminho promissor para aqueles já acometidos por uma demência.
A importância do diagnóstico e tratamento do Comprometimento Cognitivo Leve deve-se à manutenção da capacidade cognitiva do paciente e adiamento do processo de neurodegeneração, uma característica do Alzheimer. A elevada atividade intelectual (por meio da educação formal, leitura, estudo de idiomas, entre outros), aliada a uma boa alimentação e a prática de atividades físicas diárias podem gerar reserva cognitiva suficiente de modo a atenuar os impactos da CCL, podendo ser este um fator que retarda a conversão para a Doença de Alzheimer.
As doenças degenerativas cerebrais são muito mais sacrificantes para a família do que para o doente. Se a pessoa detecta os sintomas e não quer ser um “problema” para a família, deve procurar ajuda. O tratamento no momento adequado melhora inclusive as condições de vida do próprio paciente e não deve ser ignorado.
http://www.medicaltecnica.com.br/comprometimento-cognitivo-leve-e-alzheimer/diagnostico-comprometimento-cognitivo-leve
Nos últimos anos, o conceito de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) em idosos tem sido um tópico muito presente na literatura sobre envelhecimento e demência. Esta condição refere-se a idosos que têm algum grau de perda cognitiva quando comparados a pessoas normais da mesma faixa etária, mas que não preenchem critérios para demência. Estudos epidemiológicos mostram que estes idosos, especialmente aqueles com subtipo amnéstico, têm maior risco de desenvolver Doença de Alzheimer (DA). A importância do tema se justifica pela possibilidade de se determinar marcadores que possam sinalizar o grupo de indivíduos que evoluirá para um quadro demencial, e também pela perspectiva de intervenção neste grupo visando impedir este desfecho. Alguns estudos têm sugerido que o comprometimento cognitivo leve (transorno cognitivo leve) pode representar um fator de risco para DA, tendo em vista a taxa de conversão para esta patologia, em torno de 10 a 15% ao ano, contrastando com a de indivíduos normais, em quem ela varia de 1 a 2% ao ano.
A avaliação do comprometimento cognitivo leve abrange várias etapas e requer um olhar multiprofissional. Para aqueles idosos sem qualquer declínio significativo dentro do percurso do envelhecimento normal, atividades preventivas e de controle destes fatores de risco podem ser planejadas. Para aqueles idosos que já apresentam declínio cognitivo com potencial risco para demência, existem estratégias de intervenções que ajudam a evitar a evolução do declínio. E a reabilitação neuropsicológica é um caminho promissor para aqueles já acometidos por uma demência.
A importância do diagnóstico e tratamento do Comprometimento Cognitivo Leve deve-se à manutenção da capacidade cognitiva do paciente e adiamento do processo de neurodegeneração, uma característica do Alzheimer. A elevada atividade intelectual (por meio da educação formal, leitura, estudo de idiomas, entre outros), aliada a uma boa alimentação e a prática de atividades físicas diárias podem gerar reserva cognitiva suficiente de modo a atenuar os impactos da CCL, podendo ser este um fator que retarda a conversão para a Doença de Alzheimer.
As doenças degenerativas cerebrais são muito mais sacrificantes para a família do que para o doente. Se a pessoa detecta os sintomas e não quer ser um “problema” para a família, deve procurar ajuda. O tratamento no momento adequado melhora inclusive as condições de vida do próprio paciente e não deve ser ignorado.
http://www.medicaltecnica.com.br/comprometimento-cognitivo-leve-e-alzheimer/diagnostico-comprometimento-cognitivo-leve
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Deterioro Cognitivo Leve (DCL) - Comprometimento Cognitivo Leve - caso clínico
Deterioro cognitivo leve - DCL (Caso clínico)
El examen del estado mental reveló una dificultad leve en el retardo para recuperar 4 palabras, pero el resultado fue normal. ¿Presenta la paciente un deterioro cognitivo leve? ¿Cómo se maneja este caso?
Autor: Dr.Ronald C. Petersen N Engl J Med 2011;364:2227-34.
Presentación de un caso
Una mujer de 70 años ha notado que cada vez tiene más olvidos desde hace 6-12 meses. Aunque siempre ha tenido alguna dificultad para recordar los nombres de los conocidos, ahora tiene dificultad para recordar las citas y los últimos llamados telefónicos, pero este proceso ha sido insidioso. La paciente vive sola, conduce su auto, paga sus cuentas y tiene un aspecto normal. El examen del estado mental reveló una dificultada leve en el retardo para recuperar 4 palabras, pero el resultado fue normal. ¿Presenta la paciente un deterioro cognitivo leve? ¿Cómo se maneja este caso?
El problema clínico
“La mayoría de las personas con deterioro cognitivo leve tienen mayor riesgo de desarrollar demencia”
El deterioro cognitivo leve representa un estado intermedio de la función cognitiva, entre los cambios observados en el envejecimiento y los que cumplen los criterios para la demencia y a menudo la enfermedad de Alzheimer. La mayoría de las personas presenta un deterioro cognitivo gradual, por lo general con respecto a la memoria, durante toda su vida; la declinación es usualmente leve, y aunque puede ser una molestia, no pone en peligro su funcionamiento.
Una minoría de personas, tal vez 1 en 100, transcurren su vida prácticamente sin deterioro cognitivo, los cual es considerado un envejecimiento con éxito. Sin embargo, otro curso del envejecimiento se caracteriza por una disminución en la función cognitiva más allá de la asociada con el envejecimiento típico. Esta disminución es reconocida a menudo por las personas que la padecen y, en ocasiones por las personas del entorno. Conocido como “deterioro cognitivo leve”, esta entidad ha recibido considerable atención en la práctica clínica y la investigación.
El deterioro cognitivo leve se clasifica en dos subtipos: amnésico y no amnésico. El deterioro cognitivo leve amnésico es el deterioro de la memoria clínicamente significativo que no cumple los criterios para la demencia. Por lo general, los pacientes y sus familias son conscientes de la falta progresiva de memoria. Sin embargo, otras capacidades cognitivas, tales como la función ejecutiva, el uso del lenguaje y las habilidades visuoespaciales están relativamente preservadas, mientras que las actividades funcionales están intactas, excepto tal vez alguna ineficiencia leve.
El deterioro cognitivo no amnésico leve se caracteriza por una disminución sutil de las funciones no relacionadas con la memoria, afectando la atención, el uso del lenguaje o las habilidades visuoespaciales. El tipo de deterioro cognitivo no amnésico leve es, probablemente, menos común que el tipo amnésico y puede ser el precursor de las demencias que no están relacionados con la enfermedad de Alzheimer, como la degeneración del lóbulo frontotemporal o la demencia con cuerpos de Lewy.
En los ensayos clínicos con pacientes con deterioro cognitivo leve amnésico, más del 90% de las personas con progresión de la demencia presentaban signos clínicos de enfermedad de Alzheimer. La prevalencia estimada de deterioro cognitivo leve en estudios de base poblacional varía de 10 a 20% en las personas mayores de 65 años. En el Mayo Clinic Study or Aging (Estudio de Envejecimiento de la Clínica Mayo), un estudio prospectivo de base poblacional de personas sin demencia, de 70 a 89 años en el momento del reclutamiento, la prevalencia del deterioro cognitivo leve amnésico fue del 11,1% y del deterioro cognitivo no amnésico leve fue de 4,9%.
Varios estudios longitudinales han demostrado que la mayoría de las personas con deterioro cognitivo leve tienen mayor riesgo de desarrollar demencia. En comparación con la incidencia de la demencia en la población general de EE.UU., que es de 1 a 2% por año, la incidencia en los pacientes con deterioro cognitivo leve es significativamente mayor, con una tasa anual de 5-10% en los pacientes reclutados de la comunidad, y de 10-15% en los pacientes atendidos en clínicas especializadas (las tasas de estas últimas reflejan el hecho de que el deterioro cognitivo suele ser más avanzado que el de las personas que solicitan atención médica). Aunque algunos datos sugieren que la tasa de reversión a la cognición normal puede alcanzar el 25-30%, los estudios prospectivos recientes han demostrado tasas menores.
Por otra parte, la reversión a la cognición normal en los seguimientos a corto plazo no descarta la progresión posterior. Hacen falta más investigaciones basadas en la comunidad, con períodos más largos de seguimiento, para determinar si las tasas de progresión informadas se mantienen durante un período prolongado.
Estrategias y pruebas
Evaluación
La distinción entre el deterioro cognitivo leve y el envejecimiento normal puede ser un desafío para el médico. Los olvidos sutiles, como el extravío de objetos y la dificultad para recordar pueden afectar a las personas a medida que envejecen y, probablemente, son parte del envejecimiento normal. La pérdida de la memoria que se produce en las personas con deterioro cognitivo amnésico leve es más prominente. Por lo general, empiezan a olvidar la información importante que antes les era fácil recordar, como citas, conversaciones telefónicas o los últimos eventos que normalmente les interesa, (por ej., para un aficionado a los deportes, los resultados de los eventos deportivos). Sin embargo, prácticamente todos los demás aspectos de la función se conservan. Los olvidos son generalmente aparentes para las personas cercanas a la persona pero no para el observador casual.
La historia del paciente suele aumentar la sospecha de una disminución de la cognición y de la memoria general, mientras que pueden ser necesarias las pruebas neuropsicológicas para corroboran la declinación, especialmente en los casos en los cuales el déficit es particularmente sutil.
Las pruebas neuropsicológicas pueden ayudar a distinguir sobre todo los casos de deterioro cognitivo leve del envejecimiento normal, pero para el diagnóstico clínico no suele ser necesario recurrir a las pruebas en forma sistemática. Al comienzo del deterioro, el examen del estado mental habitualmente hecho en el consultorio (como el Mini-Mental State Examination) es frecuentemente insensible por lo que habría que recurrir a otras pruebas como el Test Mental Status y el Montreal Cognitive Assessment. A veces, éstos también pueden proporcionar una historia convincente de pérdida de memoria, pero las pruebas neuropsicológicas revelan un rendimiento normal.
Otras condiciones también tienen una forma reversible de deterioro cognitivo leve, como la depresión, o el efecto secundario de una medicación; al levantar la historia del paciente, estas posibilidades deben ser evaluadas. Diferenciar el deterioro cognitivo leve de la demencia no es difícil. Por lo general, en los pacientes con demencia, los déficits cognitivos están afectando el funcionamiento diario en la medida en que hay pérdida de la independencia en la comunidad, información que puede ser proporcionada por el paciente o por un miembro de la familia.
Un diagnóstico de demencia puede ser compatible con el uso de instrumentos tales como el Functional Activities Questionnaire, que puede ser administrado en un centro de atención primaria y se caracteriza porque el deterioro funcional está dentro de la gama de las demencias. Sin embargo, para hacer esta determinación, a menudo es suficiente una historia clínica meticulosa.
Predicción y factores de riesgo
Una pregunta común planteada por los pacientes con deterioro cognitivo leve y sus familiares se refiere a la probabilidad y el momento de la progresión a la demencia. Aunque la tasa general de la progresión entre las personas con diagnóstico de deterioro cognitivo leve se estima en 10%, ciertos factores predicen una progresión más rápida.
El grado de deterioro cognitivo en la presentación es un predictor de la progresión clínica, la cual es probable que sea más rápida en los pacientes con un mayor deterioro al inicio del estudio, probablemente debido a que estos pacientes están más cerca del umbral para el diagnóstico de demencia. Los datos longitudinales han demostrado que la progresión a la demencia es más rápida en los portadores del alelo ε4 de la apolipoproteína E que entre los no portadores, aunque en la actualidad, en la práctica clínica no se recomiendan las pruebas para detectar la presencia del alelo.
Varios signos en las imágenes y pruebas de biomarcadores pueden identificar a las personas en riesgo de una progresión más rápida. A pesar de que estas medidas de la demencia son prometedoras, aún no deben ser utilizadas de rutina en la atención clínica, dada la actual falta de estandarización entre las técnicas y la incertidumbre respecto de los puntos de corte óptimos para la identificación de los grupos de alto riesgo.
El medio de predicción de la progresión a la demencia del deterioro cognitivo leve más estudiado es la imagen por resonancia magnética estructural. Un estudio reciente basado en la comunidad mostró que entre las personas con deterioro cognitivo leve amnésico, aquellas que experimentan una disminución volumétrica del hipocampo que llegó al percentilo 25 para la edad y el sexo o cayó por debajo de él tienen un riesgo de progresión a la demencia más allá de los año 2 años, 2-3 veces más elevado que el riesgo de las personas cuyas mediciones del hipocampo son iguales o superiores al percentilo 75.
Otras medidas cuantitativas, como el mayor volumen ventricular, también se pueden predecir la progresión. Sin embargo, en este momento no hay criterios aceptados para la atrofia del hipocampo o de otros marcadores propuestos para la progresión en la RM. Se necesitan más datos para definir las medidas y la elaboración de guías apropiadas para la aplicación clínica.
Como predictores de la progresión a la demencia también se han evaluado las técnicas de neuroimagen funcional, como la tomografía por emisión de positrones (PET) F18-fluorodesoxiglucosa) (FDG-PET), que proporcionan un índice de integridad sináptica. Los estudios indican que los pacientes con un patrón hipometabólico en la FDG-PET de las regiones temporal y parietal del cerebro es sugestivo de enfermedad de Alzheimer y puede reflejar un riesgo mayor de progresión rápida del deterioro cognitivo leve a la enfermedad de Alzheimer, en comparación con los pacientes sin este patrón.
La Alzheimer´s Disease Neuroimaging Initiative (ADNI), un estudio multicéntrico longitudinal, mostró que los sujetos con deterioro cognitivo leve que tenían este patrón de hipometabolismo en la FDG-PET, el riesgo de progresión a la enfermedad de Alzheimer durante los próximos 2 años fue 11 veces superior al riesgo en las personas que no tienen este patrón. También se ha propuesto el análisis de los marcadores en el líquido cefalorraquídeo, como un medio para evaluar el riesgo de progresión a la enfermedad de Alzheimer.
Un estudio sueco demostró que los sujetos con deterioro cognitivo leve que tenían niveles bajos de los niveles del péptido β-amiloide 42 (Aß42) y una elevación de la proteína tau en el líquido cefalorraquídeo tenían significativamente más probabilidades de sufrir la progresión a la enfermedad de Alzheimer que los sujetos sin este perfil (razón de riesgo, 17,7); un riesgo relativo similar de progresión se asoció con una baja proporción de Aß42 con respecto a tau en el líquido cefalorraquídeo.
Un estudio multicéntrico internacional de 750 pacientes con deterioro cognitivo leve corroboró estos hallazgos, pero se utilizaron diferentes puntos de corte para resultados anormales. La confiabilidad de estos marcadores es muy variable entre los laboratorios, por lo que será necesaria su estandarización antes de considerar si se incorporan a la atención de rutina.
El uso de la imagen molecular, en especial de las placas amiloides cerebrales también ha sido estudiado como un posible enfoque para la estratificación del riesgo. En varios estudios, los sujetos con deterioro cognitivo leve en quienes se detectó amiloide en la PET, con el uso del compuesto B de Pittsburgh con C11 marcado ligado al amiloide, tenían una progresión más rápida a la enfermedad de Alzheimer que los sujetos en los que el amiloide no se detectaba.
La justificación para utilizar esta técnica como un predictor de la progresión de la enfermedad es que la presencia de amiloide en un paciente con deterioro cognitivo leve es probable que indique que el paciente tiene la enfermedad de Alzheimer precoz; sin embargo, el amiloide ha sido detectado en la autopsia clínica en personas normales, lo que indica que el valor predictivo de esta medida requiere mayor estudio.
Manejo
Desde una perspectiva clínica, los pacientes con deterioro cognitivo leve no deben ser etiquetados como enfermos de enfermedad de Alzheimer precoz, enfermedad de Alzheimer prodrómica o deterioro cognitivo leve tipo enfermedad de Alzheimer, ya que es probable que el paciente y su familia solo escuchen ” enfermedad de Alzheimer”, y no aprecien la poco segura asociación con la enfermedad. Los médicos deben tener claro que el deterioro cognitivo leve es una condición anormal, pero que el resultado preciso no es claro.
En la actualidad, no existe ningún medicamento destinado al tratamiento del deterioro cognitivo leve que haya sido aprobado por la Food and Drug Administration (FDA).
En varios ensayos clínicos controlados con placebo no se halló una reducción significativa de las tasas de progresión a la demencia en los pacientes con deterioro cognitivo leve que fueron tratados con agentes utilizados para tratar la enfermedad de Alzheimer (donepecilo, galantamina, rivastigmina, administrados en las dosis estándar para la enfermedad de Alzheimer).
En un ensayo que evaluó los efectos de las dosis elevadas de vitamina E (2.000 UI/día) o de donepecilo en personas con deterioro cognitivo leve, el donepecilo redujo significativamente el riesgo de progresión a la enfermedad de Alzheimer durante los primeros 12 meses del estudio (y hasta 24 meses en el subgrupo de pacientes portadores de APOE ε4), pero no tuvo efecto significativo sobre el riesgo de enfermedad de Alzheimer a los 36 meses, que fue el resultado primario del estudio; la vitamina E no reduce significativamente el riesgo de progresión en ninguno de los momentos evaluados.
Una posible explicación para la aparente falta de eficacia de las intervenciones en las personas con deterioro cognitivo leve comprobada en los ensayos clínicos – más que una verdadera ausencia de eficacia de los medicamentos – es la heterogeneidad de los sujetos. A medida que el umbral diagnóstico se desplaza a un punto anterior en el espectro clínico del deterioro cognitivo, los cambios cognitivos sutiles pueden deberse a una variedad de enfermedades degenerativas del cerebro, lo que hace difícil determinar si una intervención ha tenido un efecto significativo.
Existe alguna evidencia de un beneficio potencial de la rehabilitación cognitiva, incluyendo las reglas mnemotécnicas, el uso de estrategias de asociación y los programas de formación asistidos por computadora. Una revisión sistemática reciente de la literatura sobre programas de rehabilitación cognitiva para personas con deterioro cognitivo leve, incluyendo algunos datos de ensayos clínicos aleatorizados, mostró una mejoría significativa en la función cognitiva al final del entrenamiento. Los datos observacionales muestran asociaciones entre la presencia de factores de riesgo cardiovascular en pacientes con deterioro cognitivo leve y un mayor riesgo de progresión a la demencia. Los factores de riesgo deben ser tratados, aunque no hay evidencia definitiva de que su modificación retarde la progresión de la enfermedad.
En un estudio aleatorizado que utilizó la Cognitive Subscale of the Alzheimer´s Disease para comparar el efecto de un programa de ejercicio físico (caminar a paso ligero 150 minutos por semana) con el de la atención y educación habituales en personas con pérdida de la memoria subjetiva, el grupo de ejercicio tuvo una mejor función cognitiva a los 6 meses (resultado primario del estudio), observándose cierto beneficio residual a los 18 meses.
Áreas de incertidumbre
Se necesitan más datos sobre la utilidad de varios predictores posibles de la progresión a la demencia y su papel en la práctica clínica. Se esperan más datos sobre esos aspectos a partir de la Alzheimer´s Disease Neuroimaging Initiative que está en marcha en Estados Unidos y Canadá. Se están haciendo estudios similares en Japón, Europa y Australia.
Algunos de los objetivos de estos estudios son comprender mejor la función de los resultados de la resonancia magnética (por ej., la atrofia del hipocampo), los hallazgos en la FDG-PET (patrones de hipometabolismo cerebral), los marcadores en el líquido cefalorraquídeo (niveles de Aß42 y tau) y los hallazgos en imagen molecular (placas de amiloide en el cerebro) para la identificación de los subgrupos de personas con deterioro cognitivo leve amnésico que probablemente vayan a experimentar la progresión clínica a la enfermedad de Alzheimer.
Los principales desafíos son determinar los puntos de corte óptimos para estas pruebas y comparar su confiabilidad relativa (solos y en combinación). Se necesitan ensayos aleatorizados para evaluar los beneficios potenciales de los fármacos y el estilo de vida de las personas con deterioro cognitivo leve que se prevé que están en alto riesgo de progresión rápida a la enfermedad de Alzheimer, de acuerdo con los resultado de las imágenes y los biomarcadores.
Los costos de tales pruebas predictivas (no solo en términos financieros, sino también en términos de los posibles efectos psicológicos adversos o la capacidad comprometida para obtener el seguro de cuidados prolongados) deben estar equilibrados con los beneficios potenciales, especialmente debido a la ausencia de terapias con eficacia probada para el deterioro cognitivo leve.
Guías de Sociedades Profesionales
En una revisión basada en la evidencia publicada en 2001, la American Academy of Neurology recomienda que los médicos hagan el control y el seguimiento de los pacientes con deterioro cognitivo leve, ya que están con mayor riesgo de demencia, especialmente la enfermedad de Alzheimer. Estas guías están en proceso de actualización, en vista de la abundante bibliografía publicada desde ese momento. El deterioro cognitivo leve no se incluye en la edición actual del Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, pero el manual está en plena revisión y se ha incluido una entrada para una condición similar al deterioro cognitivo leve que precede a la demencia.
El National Institute of Aging y la Alzheimer´s Association recientemente han publicado nuevas guías diagnósticas para evaluar la probabilidad de que el deterioro cognitivo leve esté causado por la fisiopatología subyacente de la enfermedad de Alzheimer. Los grados de certeza se establecen de acuerdo a los resultados de pruebas de imagen y biomarcadores.
Como se mencionó anteriormente, es necesario investigar más para determinar los criterios para los resultados anormales. En consecuencia, estas nuevas guías tienen en gran medida más la intención de informar a los investigadores que ayudar a la evaluación clínica, pero la expectativa es que finalmente sirvan para guiar la atención clínica.
| Criterios sugeridos para el diagnóstico presuntivo de enfermedad de Alzheimer | ||
| Posibilidad de enfermedad de Alzheimer | Evidencia de Aß42 | Signos de lesión neuronal |
| Desconocida | No probada | No probada |
| Baja | Negativa | Negativa |
| Mediana | Positiva | No probada |
| No probada | Positiva | |
| Elevada | Positiva | Positiva |
Resumen y recomendaciones
El caso aquí presentado de una mujer de 70 años que tiene fallas de memoria pero que por lo demás parece estar funcionando normalmente sugiere que hay razones para sospechar un deterioro cognitivo leve amnésico. Está indicado el examen neurológico más la evaluación del estado mental, con el fin de documentar en forma objetiva su función cognitiva. Se debe descartar la depresión.
La derivación al especialista puede ser adecuada para realizar pruebas neuropsicológicas, especialmente si preocupa establecer el grado de deterioro cognitivo en relación con los cambios del envejecimiento. La documentación del deterioro de la memoria que no está en proporción a lo esperado por su edad y educación, con una mínima participación de otros dominios cognitivos, como la atención, la función ejecutiva, las habilidades lingüísticas y la habilidad visual-espacial, y la preservación funcional confirmaría el diagnóstico de deterioro cognitivo leve amnésico.
Se sugiere realizar una resonancia magnética para descartar otras condiciones que puedan explicar su pérdida de memoria (por ej., enfermedad vascular, tumor o hidrocefalia); los resultados también podrían mostrar cambios recientes (por ej., atrofia del hipocampo), sugiriendo que tiene mayor riesgo de progresión rápida a la enfermedad de Alzheimer, aunque serían necesarios más datos para justificar el uso de la resonancia magnética para este propósito.
El autor recomienda hacer una reevaluación clínica a los 6 meses para determinar si la falla de memoria está empeorando. Para ese momento no haría pruebas para predecir el riesgo de progresión (por ej., FDG-PET o determinación de biomarcadores en el líquido cefalorraquídeo) en forma rutinaria sino que animaría a la paciente a considerar la participación en la investigación de la evaluación de estas herramientas.
Por otra parte, el autor recuerda que en la actualidad no hay medicamentos aprobados por la FDA para esta condición, y expresa que él también revisaría los resultados negativos de los ensayos de medicamentos realizados hasta el momento y explicaría los costos y los posibles efectos secundarios del tratamiento farmacológico.
También recomienda ejercicios aeróbicos y actividades intelectualmente estimulantes y la participación en actividades sociales, dado que podrían ser beneficiosas y de poco riesgo, aunque se necesitan más datos que informen sobre su eficacia para reducir el riesgo de progresión a la demencia.
Fonte:
http://www.alzheimeruniversal.eu/2014/11/23/deterioro-cognitivo-leve-dcl-caso-clinico/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+UniversoAlzheimer+%28AlzheimerUniversal%29
Artigo original:
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMcp0910237?query=TOC
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Artigo: Impacto econômico da doença de Alzheimer no Brasil: é possível melhorar a assistência e reduzir custos? - disponível para download
Artigo: Impacto econômico da doença de Alzheimer no Brasil: é possível melhorar a assistência e reduzir custos?
Disponível para download no link abaixo:
http://www.scielo.br/pdf/csc/v19n11/1413-8123-csc-19-11-4479.pdf
Disponível para download no link abaixo:
http://www.scielo.br/pdf/csc/v19n11/1413-8123-csc-19-11-4479.pdf
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
A história da demência sob o olhar de uma voluntária
O amor neste caso se mostrou um poderoso tratamento a favor da demência; doença esta que degenera o cérebro e ainda não tem cura. Para o marido Sr. B. o amor pela esposa transformou-o num exímio e virtuoso cuidador, mesmo com sua esposa não mais o reconhecendo.
A Avoch é a Associação dos Voluntários do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que presta assistência direta a milhares de pacientes internados e em tratamento ambulatorial nos diversos institutos do complexo Hospital das Clínicas, há mais de 50 anos.
Integrante por 12 anos da AVOCH (Associação das Voluntárias do Hospital das Clínicas), essa cuidadora conheceu a senhora R. que me contou a seguinte história:
Apaixonada, casou-se com o Sr. B., que aos 27 anos sofreu um acidente, o qual, em sua percepção, “a medicina que cuidava dos olhos não conseguiu salvá-lo da escuridão”. Por muitos anos, essa senhora foi os olhos de seu amado; cuidando e direcionando-o em todas as situações.
Em um dia ensolarado passeando pela Av. Dr. Arnaldo seu esposo guiado por ela perguntou: “Veja, o semáforo está verde?”. Ela ficou em silêncio, pois não se recordava mais o que era um semáforo. Nesse momento o esposo percebeu que sua amada, sua guia, precisava de ajuda, levando-a ao ambulatório da Geriatria para tratamento.
Sem saber, o Sr. B. buscou o diagnóstico precoce para a alteração de memória de sua esposa.
Sabe-se que nos casos de doença degenerativa, como é o caso da doença de Alzheimer, o diagnóstico deve ser realizado primeiro para eliminar outras causas tratáveis ao comprometimento da memória, como déficit de vitamina B12, hipotireoidismo, entre outras causas.
Atualmente está confirmado que a demência por doença de Alzheimer pode ter uma fase pré-clínica, que começa de 15 a 20 anos antes dos primeiros sintomas de queixa de memória, seguida de uma fase conhecida como comprometimento cognitivo leve. Outras manifestações como alterações de comportamento também serve para se pensar na doença, entre estas as mais comuns são a ansiedade, depressão, desinibição e delírio. Logo, o diagnóstico diferencial e precoce é de suma importância, como assinalam Gil e Busse (2013).
Mesmo sem seus olhos físicos ele passou a controlar seus agendamentos, medicações e exames, após o diagnóstico de Alzheimer. E com os olhos da alma ele a amou e a protegeu até os últimos dias de sua vida quando a mesma foi acometida por um tumor que a levou.
O amor neste caso se mostrou um poderoso tratamento a favor da demência; doença esta que degenera o cérebro e ainda não tem cura. Acomete pessoas na faixa etária dos 60 anos e apresenta progressão exponencial e diretamente relacionada com o avanço da idade. As lesões neuronais no âmbito do córtex cerebral produzem déficit de memória e, por consequência, comprometem o pensamento, a atenção e/ou outras funções cerebrais, segundo Gil e Busse. Em decorrência, surge um sujeito para muitos familiares desconhecidos, pois fala e age como se não fosse mais a mesma pessoa.
Para o marido Sr. B. o amor pela esposa transformou-o num exímio e virtuoso cuidador, mesmo com sua esposa não mais o reconhecendo.
Essa voluntária, R. foi uma guerreira, humana, mãe, mulher e cuidadora. Foi para seu grande amor seus olhos e ele foi para ela sua motivação regada de muito carinho, compreensão e principalmente sensibilidade. Creio que o que fica gravado na memória é a imagem da doce mulher pelo qual se encantou e foi encantada pelo amor.
Referências:
Gil G. e Busse A.L. (2013). Ensinar a lembrar: guia prático para ajudar a reconhecer e melhorar problemas de memória. São Paulo: Casa Leitura Médica.
(*) Regina Reis é voluntária da AVOCH e secretária da Clínica Cuidar de Você e Gislaine Gil é neuropsicóloga pelo IPq do HC da FM da USP e Mestre em Gerontologia pela PUC-SP. Coordenadora do Vigilantes da memória: www.vigilantesdamemoria.com.br
Carinho pelo avô doente transforma adolescente em inventor nos EUA
Matéria do Jornal Nacional exibida em 13/11/2014:
Jovem inventou aparelho para evitar que o avô, que sofre de Alzheimer, saia de casa sozinho e fique perambulando pelas ruas.
O carinho pelo avô doente transformou um adolescente em inventor. Quem conta é o correspondente Alan Severiano.
Fã de caligrafia e dos tradicionais carimbos chineses. Deming Shinozuka era um homem ativo até o diagnóstico de Alzheimer, 12 anos atrás. Com o avanço da doença degenerativa que afeta a memória, o geólogo apaixonado pelo neto parou de se comunicar. Quase foi atropelado quando saiu de casa perambulando pelas ruas.
"É muito trágico perder a conexão com seu avô. Ver uma pessoa tão próxima virar uma sombra do que era", conta Kenneth.
Aos 15 anos, Kenneth transformou a dor em ideia. Pesquisando em livros e na internet, inventou um aparelho, que é colocado na meia. Quando o avô se levanta, o sensor detecta a pressão do corpo sobre o pé. E emite um sinal de alerta para o celular do cuidador.
Deu tão certo que o aparelho foi testado em uma casa de repouso. No mundo, 36 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de demência. Muitos saem perambulando sem noção do perigo.
O dispositivo foi patenteado este ano e Kenneth já ganhou cinco prêmios pela invenção. O mais simbólico é o da Associação de Alzheimer de Nova York. De uma revista científica, ele recebeu US$ 50 mil. O dinheiro vai ser investido em pesquisa para melhorar o produto, que deve ser lançado no ano que vem.
Kenneth quer mais. Por causa do avô, vai estudar neurociência, na tentativa de encontrar a cura para o Alzheimer.
"É enorme o meu amor por ele. Espero que a cura chegue a tempo", afirma Kenneth.
Enquanto isso, ele retribui o carinho cantando músicas que o avô aprendeu quando criança e que fez questão de ensinar a ele.
LInk da matéria: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/11/carinho-pelo-avo-doente-transforma-adolescente-em-inventor-nos-eua.html
Jovem inventou aparelho para evitar que o avô, que sofre de Alzheimer, saia de casa sozinho e fique perambulando pelas ruas.
O carinho pelo avô doente transformou um adolescente em inventor. Quem conta é o correspondente Alan Severiano.
Fã de caligrafia e dos tradicionais carimbos chineses. Deming Shinozuka era um homem ativo até o diagnóstico de Alzheimer, 12 anos atrás. Com o avanço da doença degenerativa que afeta a memória, o geólogo apaixonado pelo neto parou de se comunicar. Quase foi atropelado quando saiu de casa perambulando pelas ruas.
"É muito trágico perder a conexão com seu avô. Ver uma pessoa tão próxima virar uma sombra do que era", conta Kenneth.
Aos 15 anos, Kenneth transformou a dor em ideia. Pesquisando em livros e na internet, inventou um aparelho, que é colocado na meia. Quando o avô se levanta, o sensor detecta a pressão do corpo sobre o pé. E emite um sinal de alerta para o celular do cuidador.
Deu tão certo que o aparelho foi testado em uma casa de repouso. No mundo, 36 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de demência. Muitos saem perambulando sem noção do perigo.
O dispositivo foi patenteado este ano e Kenneth já ganhou cinco prêmios pela invenção. O mais simbólico é o da Associação de Alzheimer de Nova York. De uma revista científica, ele recebeu US$ 50 mil. O dinheiro vai ser investido em pesquisa para melhorar o produto, que deve ser lançado no ano que vem.
Kenneth quer mais. Por causa do avô, vai estudar neurociência, na tentativa de encontrar a cura para o Alzheimer.
"É enorme o meu amor por ele. Espero que a cura chegue a tempo", afirma Kenneth.
Enquanto isso, ele retribui o carinho cantando músicas que o avô aprendeu quando criança e que fez questão de ensinar a ele.
LInk da matéria: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/11/carinho-pelo-avo-doente-transforma-adolescente-em-inventor-nos-eua.html
sábado, 8 de novembro de 2014
Curso em museu usa arte para estimular idosos com problemas de memória - matéria da Folha
Uma excelente iniciativa!
O Projeto Faça Memórias, realizado desde 2009 no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) utiliza os recursos de arte (pintura, escultura) como terapia para estimular lembranças, driblar a depressão e melhorar a qualidade de vida de pacientes com demência.
Como profissional da saúde que trabalho com gerontologia sei os benefícios da estimulação cognitiva em idosos e por isso acho essencial que existam iniciativas como essa.
É uma pena que o projeto não seja mais gratuito e que falte incentivo/subsídio do governo para essas iniciativas, pois temos que pensar na realidade da maioria da crescente população idosa, que não tem como pagar R$ 420 por mês para participar do curso.
Abaixo, o link com a matéria completa publicada pela Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/10/1536962-curso-em-museu-usa-arte-para-estimular-idosos-com-problemas-de-memoria.shtml
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