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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Curta metragem: A dama e a Morte - La Dama y la Muerte video


Curta metragem de animação espanhol indicado ao Oscar, que mostra a luta entre o médico e a morte, como uma metáfora ao absurdo propósito médico de preservar a vida a qualquer custo mesmo quando a pessoa deseja morrer (em paz). Com elementos cômicos, o vídeo nos faz refletir sobre esse assunto ainda tão tabu.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oliver Sacks publica carta comovente sobre a vida com câncer terminal


Oliver Sacks, escritor, neurologista e professor do curso de medicina da Universidade de Nova York, publicou uma carta aberta no jornal americano The New York Times sobre seus últimos meses de vida. Diagnosticado com câncer em fase de metástase, Sacks, de 81 anos, conta que se sentia bem e com saúde, até descobrir a disseminação do tumor pelo seu corpo. "Há nove anos fui diagnosticado com um tumor raro no olho, um melanoma ocular. A radiação e a cirurgia que removeu o tumor me deixaram cego daquele olho, porém, em casos raros ele se torna uma metástase. Eu estou entre os 2% desafortunados", diz no início do texto.

Apesar da doença terminal, Sacks se mostra grato pela vida e fez de sua carta um comovente texto de despedida. "Eu me sinto feliz por ter usufruído mais nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora estou face a face com a morte. O câncer ocupa um terço do meu fígado, e mesmo que ele avance devagar, este tipo da doença não pode ser parado."

"Agora, cabe a mim escolher como viver os anos que me restam. Tenho que viver da maneira mais rica, intensa e produtiva possível", diz Sacks antes de citar o filósofo David Hume, que ao descobrir que morreria aos 65 anos, escreveu sua autobiografia em um dia, em 1776. O escritor se diz sortudo por ter vivido mais de 80 anos, tendo trabalhado no que amava e sendo produtivo. "Nos últimos 15 anos publiquei cinco livros e terminei minha autobiografia (um pouco maior que as poucas páginas de Hume) que será publicada este ano. Também tenho diversos outros livros quase finalizados."

"Nos últimos dias, pude ver minha vida de outro ângulo, como uma paisagem, e com um forte senso de conexão entre as partes. Isso não significa que me entreguei. Pelo contrário, me sinto intensamente vivo, e eu quero e espero, no tempo que me resta, aprofundar minhas amizades, me despedir das pessoas que amo, escrever mais, viajar se eu tiver forças, e alcançar novos conhecimentos. Mas também haverá tempo para um pouco de diversão (e até algumas tolices)."

"Tenho um novo senso de perspectiva. Não há tempo para o que é trivial. Tenho que focar em mim, no meu trabalho e nos meus amigos", diz o escritor que promete ficar distante do noticiário, da política e dos problemas ambientais em seus últimos meses de vida. "Isto não é indiferença, mas desapego - ainda me importo com o Oriente Médio, com o aquecimento global, com a igualdade, mas estas coisas não são mais para mim, elas pertencem ao futuro. E eu fico feliz de ver jovens talentosos - como o que diagnosticou minha metástase. Sinto que o futuro está em boas mãos."

"Não posso fingir que não tenho medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Eu amei e fui amado; doei-me e muito me foi dado; eu li, viajei, pensei e escrevi. Eu me relacionei com o mundo, o relacionamento especial entre escritores e leitores. Acima de tudo, eu fui um ser humano ciente, um animal pensante, neste belo planeta, e só isso já foi um enorme privilégio e aventura", finaliza o escritor.

Abaixo a carta original (em inglês)

My Own Life - Oliver Sacks on Learning He Has Terminal Cancer
Publicado originalmente no NYT em 19 de fevereiro de 2015


A MONTH ago, I felt that I was in good health, even robust health. At 81, I still swim a mile a day. But my luck has run out — a few weeks ago I learned that I have multiple metastases in the liver. Nine years ago it was discovered that I had a rare tumor of the eye, an ocular melanoma. The radiation and lasering to remove the tumor ultimately left me blind in that eye. But though ocular melanomas metastasize in perhaps 50 percent of cases, given the particulars of my own case, the likelihood was much smaller. I am among the unlucky ones.

I feel grateful that I have been granted nine years of good health and productivity since the original diagnosis, but now I am face to face with dying. The cancer occupies a third of my liver, and though its advance may be slowed, this particular sort of cancer cannot be halted.

It is up to me now to choose how to live out the months that remain to me. I have to live in the richest, deepest, most productive way I can. In this I am encouraged by the words of one of my favorite philosophers, David Hume, who, upon learning that he was mortally ill at age 65, wrote a short autobiography in a single day in April of 1776. He titled it “My Own Life.”

“I now reckon upon a speedy dissolution,” he wrote. “I have suffered very little pain from my disorder; and what is more strange, have, notwithstanding the great decline of my person, never suffered a moment’s abatement of my spirits. I possess the same ardour as ever in study, and the same gaiety in company.”

I have been lucky enough to live past 80, and the 15 years allotted to me beyond Hume’s three score and five have been equally rich in work and love. In that time, I have published five books and completed an autobiography (rather longer than Hume’s few pages) to be published this spring; I have several other books nearly finished.

Hume continued, “I am ... a man of mild dispositions, of command of temper, of an open, social, and cheerful humour, capable of attachment, but little susceptible of enmity, and of great moderation in all my passions.”

Here I depart from Hume. While I have enjoyed loving relationships and friendships and have no real enmities, I cannot say (nor would anyone who knows me say) that I am a man of mild dispositions. On the contrary, I am a man of vehement disposition, with violent enthusiasms, and extreme immoderation in all my passions.

And yet, one line from Hume’s essay strikes me as especially true: “It is difficult,” he wrote, “to be more detached from life than I am at present.”

Over the last few days, I have been able to see my life as from a great altitude, as a sort of landscape, and with a deepening sense of the connection of all its parts. This does not mean I am finished with life.

On the contrary, I feel intensely alive, and I want and hope in the time that remains to deepen my friendships, to say farewell to those I love, to write more, to travel if I have the strength, to achieve new levels of understanding and insight.

This will involve audacity, clarity and plain speaking; trying to straighten my accounts with the world. But there will be time, too, for some fun (and even some silliness, as well).

I feel a sudden clear focus and perspective. There is no time for anything inessential. I must focus on myself, my work and my friends. I shall no longer look at “NewsHour” every night. I shall no longer pay any attention to politics or arguments about global warming.

This is not indifference but detachment — I still care deeply about the Middle East, about global warming, about growing inequality, but these are no longer my business; they belong to the future. I rejoice when I meet gifted young people — even the one who biopsied and diagnosed my metastases. I feel the future is in good hands.

I have been increasingly conscious, for the last 10 years or so, of deaths among my contemporaries. My generation is on the way out, and each death I have felt as an abruption, a tearing away of part of myself. There will be no one like us when we are gone, but then there is no one like anyone else, ever. When people die, they cannot be replaced. They leave holes that cannot be filled, for it is the fate — the genetic and neural fate — of every human being to be a unique individual, to find his own path, to live his own life, to die his own death.

I cannot pretend I am without fear. But my predominant feeling is one of gratitude. I have loved and been loved; I have been given much and I have given something in return; I have read and traveled and thought and written. I have had an intercourse with the world, the special intercourse of writers and readers.

Above all, I have been a sentient being, a thinking animal, on this beautiful planet, and that in itself has been an enormous privilege and adventure.


Fonte: http://www.nytimes.com/2015/02/19/opinion/oliver-sacks-on-learning-he-has-terminal-cancer.html?_r=1







segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Publicação ajuda familiares a enfrentar o final de vida de entes queridos - Cartilha para download: Quando um ente querido está morrendo

Acaba de ser lançada a versão em português de um material canadense que ajuda familiares que estão enfrentando a morte de um ente querido. Intitulada Quando um ente querido está morrendo – O que você pode esperar e como você pode ajudar, a publicação convida a uma conversa franca sobre a terminalidade da vida de quem está próximo de nós e demanda acompanhamento, companhia e cuidado.

O material foca especificamente em pacientes idosos em final de vida. Entre os temas abordados estão “O que acontece nos momentos finais?”, “Controle da dor e uso de opioides” e “Diretivas antecipadas de vontade e tomada de decisões sobre assistência à saúde por representante”.

Trata-se de uma iniciativa liderada pelo International Longevity Center Brasil, em parceria com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a SBGG Seção Rio de Janeiro, Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (CEPE) e Instituto Vital Brasil. A equipe de trabalho que adaptou o material para a realidade brasileira é formada pelos especialistas Claudia Burlá, Ligia Py, Filipe Gusman e Daniel Azevedo.

A publicação é de acesso livre e gratuito.

Para fazer download basta acessar o link:
http://www.sbgg.org.br/cms/wp-content/uploads/2014/12/NOTA-4.pdf


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Advance Directives and Outcomes of Surrogate Decision Making before Death - The New England Journal of Medicine - artigo

O artigo Advance Directives and Outcomes of Surrogate Decision Making before Death foi publicado no The New England Journal of Medicine em 2010 aborda o tema diretiva antecipada de vontade ou testamento vital.

O estudo analisou dados de 3.746 pessoas com 60 anos ou mais que morreram entre 2000 e 2006. A idade média dos participantes era de 80 anos. Cerca de 30% deste contingente precisou tomar uma decisão sobre seu tratamento, antes da morte, mas não podia mais fazer isto sozinho. Destes, cerca de dois terços tinham feito uma diretiva antecipada de vontade e contavam com parentes designados para decidir por eles.

Depois que a pessoa morreu, os parentes foram entrevistados para saber se os desejos da pessoa foram cumpridos. A maioria relatou que os desejos tinham sido atendidos. Quase todos os pacientes desejavam cuidados paliativos e qualidade de vida no fim da vida, apenas 2% por cento solicitou “cuidados mais agressivos”.

O artigo está disponível para consulta e download no link abaixo.

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsa0907901

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Demência é principal causa de morte entre mulheres na Inglaterra



A doença que mais mata mulheres na Inglaterra e no País de Gales é a demência, segundo números oficiais.

De acordo com os dados, a demência mata três vezes mais que o câncer de mama e milhares de vezes mais que um infarto ou um derrame.

Os analistas dizem que o número crescente de mortes por essa doença acontece porque agora os médicos estão mais conscientes dela e estão incluindo a demência nos certificados de óbito com mais frequência.

No caso dos homens, porém, a causa mais comum de morte é problema cardíaco, e a demência é a terceira na lista de doenças que mais matam.

O fato de o cérebro ir ‘atrofiando’ aos poucos na demência faz a vida dele ser mais curta. A doença pode ser registrada como a única causa da morte, mas é frequentemente considerada uma condição subjacente. Muitas pessoas com demência acabam morrendo de pneumonia.

Dados

Os dados, publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês), mostraram que mais de meio milhão de pessoas morreram na Inglaterra e no País de Gales em 2013 em decorrência da doença.

O câncer ainda é a causa principal de morte dos dois gêneros quando se considera todos os tipos de câncer juntos. Perto de uma em cada três mortes no ano passado foram de algum tipo de câncer.

Os dados mais recentes confirmam uma mudança dramática nas causas de morte na última década.
Entre 2003 e 2013, a porcentagem de mortes por doenças cardíacas – que incluem infartos - caiu de 22% para 16% entre as mortes em homens. Nas mulheres, o índice caiu de 15% para 10%.

Tratamento e prevenção dessas doenças também melhoraram nesse período, o que significa que as pessoas estão mais propensas a sobreviverem a infartos e mais pessoas conseguem até preveni-los.
Enquanto isso, a demência aumentou de 2% para 6% nas causas de morte em homens e de 5% para 12% nas causas de morte em mulheres.

O relatório do Instituto Nacional de Estatística diz que "parte do aumento dessa porcentagem nas últimas décadas deve-se a uma melhor compreensão do que é a doença."

"Isso significa que os médicos podem estar mais preparados para registrar a demência como causa da morte", prossegue o relatório.

Para Hilary Evans, do grupo de pesquisa em Alzheimer no Reino Unido, "os números evidenciam que a demência é um grande problema e que não podemos escondê-lo mais".

"Precisamos agora voltar nossas atenções para a demência, nosso grande desafio de saúde, e investir em pesquisas que vão nos levar a uma melhor prevenção da doença e a um melhor tratamento dela."

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141028_demencia_mulheres_rm.shtml?ocid=socialflow_facebook

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Changing batteries - Trocando as baterias - video animação em 3D

Trata-se de uma belíssima animação da Malásia, que conta a comovente história de uma idosa que vive sozinha em sua casa, até a chegada de uma encomenda curiosa: um pequeno robô para ser seu amigo eletrônico.
Um vídeo para refletir não apenas sobre o poder da amizade, mas da simbologia universal da bateria como representação desta força vital, da energia que nos mantém vivos, nos faz movermo-nos, viver e renovar a esperança na vida, no trabalho, na amizade, no amor e tudo mais...
Impossível não pensar na vida atual, em que solitários se relacionam cada vez mais com pessoas virtuais, via redes sociais. Que muitos perfis falsos nas redes sociais são inclusive robôs que servem para disseminar propagandas ou vírus. Que muitos agem como autômatos diante de um fone celular, um tablet, notebook, quando conectados ao mundo digital.
O mais comovente na história é esta sutil ironia de a máquina ter a consciência de que todos somos alimentados por baterias, e quando a dele acaba, a sua amiga idosa sempre troca a gasta por uma nova, permitindo que ele viva eternamente. Entretanto, quando a situação se inverte, é tocante ver uma máquina colocando suas pilhas novas e usadas no bolso da idosa, tentando reanimá-la. Um pequeno robô que age como uma ingênua criança descobrindo os mistérios da vida.
Quantas pessoas hoje em dia têm como melhores amigos seus equipamentos eletrônicos? Quantos vivem como robôs, de forma mecânica? Quantos humanizam suas máquinas, através das trocas - não de bateria, mas - de experiências de vida em rede?
Há que se pensar na educação mecanizada, quando esta é calcada apenas na distribuição de equipamentos eletrônicos - babás digitais - para substituir o papel social do educador, seja pai ou professor.
Até prova em contrário, as máquinas não têm alma, mas necessitam da troca ou recarga de baterias para sobreviver. As pessoas, que possuem alma, necessitam da troca de energia e também de experiências com outras pessoas para um melhor viver.
Um belo vídeo para refletir sobre o valor da amizade, das pessoas, das máquinas, da vida, da educação e muito mais.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

31 de Maio - Dia Mundial Sem Tabaco




Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco.

A cada ano, o cigarro é a causa da morte de seis milhões de pessoas. Deste total, 600 mil são fumantes passivos, vítimas de complicações respiratórias.

O cigarro tem cerca de 4700 substâncias nocivas à saúde.

Faça o teste de Fagerstrom que avalia o grau de dependência à nicotina.
http://www.accamargo.org.br/teste-dependencia-nicotina

Que tal acessar o link abaixo e ler a cartilha do INCA para ajudar quem quiser parar de fumar.

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/5be837804eb68654920092f11fae00ee/DaniDaher.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=5be837804eb68654920092f11fae00ee

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dica de Filme: E Se Vivêssemos Todos Juntos?


Um ótimo filme! Assisti ontem e já estou postando aqui como indicação. Para pensar no envelhecimento, na velhice, nas relações interpessoais, nos pré-conceitos e na sexualidade... Para rir e chorar...
Abaixo o trailler e a sinopse do filme.




Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) estão ligados por uma forte amizade que já dura há mais de 40 anos. Assim, quando a memória falha, a velhice mostra sua força e o fantasma da casa de repouso vem assombrá-los, eles decidem viver juntos. O projeto parece loucura, mas a convivência traz velhas lembranças, novas perspectivas e um novo desafio: viver em república com mais de 75 anos.


Título original: Et si on vivait tous ensemble?
Direção: Stéphane Robelin
Gênero: Comédia
País: França
Ano: 2012

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A morte é um dia que vale a pena viver - Ana Claudia Quintana Arantes - vídeo


Por um lado, aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares. Por outro, resgatar a biografia de pacientes. Esse é o exercício diário de Ana Claudia Quintana Arantes, médica formada pela FMUSP e especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. Foi a responsável pela implantação das políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar. Atualmente trabalha em consultório e como médica assistente do Hospice do Hospital da Clinicas da FMUSP, na Unidade Jaçanã.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Semana de Combate ao AVC - DE 22 a 29 de outubro


É dada a abertura da Semana de Combate ao AVC!

O AVC é a principal causa de mortes no Brasil e por isso todo cuidado é pouco. A cada 5 minutos um brasileiro morre em decorrência do AVC. Manter hábitos saudáveis ajuda a diminuir as chances de sofrer desse mal! E você se importa com o AVC?