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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vídeo: Exercícios Na Posição Em Pé para Idosos

O vídeo abaixo mostra uma série de exercícios que utilizo no meu dia a dia como fisioterapeuta com especialização em gerontologia, atendendo idosos.
São diversos exercícios executados em ortostatismo (na posição em pé) que promovem o equilíbrio e força muscular e podem prevenir quedas e fraturas, muito comuns nos idosos. Podem ser feitos sem nenhuma resistência ou com uso de caneleiras e elásticos e devem ser supervisionados por um profissional habilitado.



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Protocolos de equilíbrio e quedas em idosos - Artigo de revisão

Protocolos de equilíbrio e quedas em idosos - Artigo de revisão
Publicado em: Neurociências • Volume 10 • Nº 2 • abril/junho de 2014

Resumo
O equilíbrio humano é uma tarefa motora complexa, sendo de suma importância a sua manutenção para a independência na realização das tarefas cotidianas dos idosos. Testes de equilíbrio foram desenvolvidos com a tarefa de avaliar o controle postural em diferentes situações funcionais. O objetivo deste estudo foi analisar os principais testes de equilíbrio, contemporizando diversos estudos, buscando então verificar a confiabilidade de cada um dos testes no idoso propenso à ocorrência de quedas. Os artigos desta revisão foram selecionados a partir das bases de dados PubMed, Lilacs, Scielo, Google Acadêmico e Medline, e estes deveriam relatar ensaios clínicos, estudos pré-experimentais ou quasi-experimentais ou revisões que envolvessem avaliação da queda em idosos sendo incluídos 54 trabalhos. A maioria dos estudos comprova a eficácia dos testes em relação à confiabilidade na avaliação do equilíbrio apesar de ocorrer opiniões divergentes entre os autores.
Palavras-chave: equilíbrio, avaliação, idosos.

Disponível no link abaixo:
http://www.ace.br/documentos/fisioterapia/2014/artigo_protocolos_de_equilibro_alisson.pdf

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Interessante - Novas barras removíveis são solução de baixo custo para idosos


A terapeuta ocupacional Danielle Aline Barata Assad desenvolveu um equipamento que auxilia pessoas que sofreram acidente vascular cerebral, traumatismo cranioencefálico ou até mesmo idosos e demais pacientes com área motora comprometida.

A novidade é uma barra de apoio modular removível elaborada para ser aplicada ao lado de camas e vasos sanitários. O objeto auxilia na sustentação de quem levanta, fornecendo apoio para as mãos neste movimento. " Sem a barra, a pessoas, geralmente se apoiam nos móveis ou pedem para algum familiar levantá-las. Então, elas acabam tendo que ter sempre alguém por perto pra fazer o movimento. A barra é desmontável e, por isso, se adapta ao tamanho do ambiente em que será colocado," afirma a pesquisadora.

O equipamento foi desenvolvido pensando principalmente na população de baixa renda. " As barras que eu pesquisei têm que ser chumbadas na parede" , conta a terapeuta ocupacional. Durante sua trajetória acadêmica, ela percebeu que muitas vezes estas pessoas vivem em casas alugadas ou emprestadas e os donos não permitem fixar estes objetos. Além disso, outro problema é que as barras disponíveis no mercado são vendidas em tamanhos que não se adaptam à disponibilidade de espaço de suas casas.

Outro detalhe importante é o modo de se remover a base do objeto do chão. A nova barra é fixada por um adesivo termoreversível, constituído de cera de abelha, parafina e breu. Por isso, basta apenas o aquecimento de um secador de cabelo, por exemplo, para ela se desgrudar do chão. Na etapa de desenvolvimento, Danielle teve de optar entre a fixação por ventosas ou por este composto. A implantação de ventosas foi descartada porque esta peça exige superfícies lisas para grudar.

Desenvolvimento do objeto

Toda a idealização do produto final foi feita baseada em um questionário, aplicado a 100 voluntários no início da pesquisa. As respostas indicaram que os locais de maior necessidade deste apoio eram o banheiro e o quarto.

Depois desta etapa, foi realizada uma pesquisa com base nas normas estabelecidas para o desenvolvimento de barras de apoio. A escolhida foi a NBR 9050, que normatiza a acessibilidade de edificações e indica medidas e materiais com os quais pode ser feito o produto.

A outra fase da pesquisa consistiu na escolha dos materiais, de acordo com sua disponibilidade no mercado, preço e respeito à norma. " Verificamos que o alumínio atendia às nossas necessidades."

O trabalho foi resultado do mestrado pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia, uma parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), todas da USP.

http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/35480/ciencia-e-tecnologia/novas-barras-removiveis-sao-solucao-de-baixo-custo-para-idosos

terça-feira, 4 de junho de 2013

Curso: O EQUILÍBRIO COMO RECURSO TERAPÊUTICO “BALANCE”

Para quem é fisio, to, eu recomendo esse curso. Muito bom!

Curso Teórico-Prático
Ministrantes: Ana Akerman, Dulce de Jesus Gonçalves e Monica Rodrigues Perracini

Programa:

o Desenvolvimento motor: Processo de aquisição do equilíbrio
o Conceitos de Biomecânica
o Balance x Reação de Equilíbrio x Reação de Proteção
o Estratégias do tornozelo, do quadril, do tronco e do passo
o Influência do tronco e sua importância
o Definindo sistemas para o controle do ajuste postural
o Bases anatômicas e fisiológicas do Balance
o O papel dos inputs sensoriais: sistema visual, vestibular e somatosensorial
o Formas de avaliar o Balance
o Estratégias sensoriais (Prática)
o Estratégias motoras (Prática)
o Formas de modificar as respostas (Prática)
o Diferentes formas de trabalhar o Balance (Prática)
o Trabalho em superfície móvel: bola (Teoria e Prática)
o Princípios da Reabilitação Vestibular (Teoria e Prática)
o Aplicações no tratamento: Ortopedia, Geriatria e Neurologia (Vídeos)

SERÁ FORNECIDO: APOSTILA, COFFEE BREAK, CERTIFICADO E GYNASTIC BALL


Período: 22 a 25 de agosto de 2013
      Horários: Dia 22 –13h45min às 19h30min
                       Dia 23 - 08h00min às 18h30min
                       Dia 24 - 08h00min às 18h00min
                       Dia 25 - 08h00min às 14h30min
                                          
VAGAS LIMITADAS
Local: Espaço Maestro - Rua Maestro Cardim 1.170, Paraiso- São Paulo/SP
(próximo ao metro Paraiso e Shopping Paulista).

Valor do Curso: R$1.380,00 (em 05 pagamentos de R$ 276,00)

Informações e inscrições através do e-mail: balancecurso@gmail.com

Obs: Em caso de desistência (se não for possível a substituição por outro aluno), com até 20 dias de antecedência do curso, será devolvido somente 20% do valor do curso, devido às vagas serem limitadas.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

O efeito das órteses de pé sobre o equilíbrio, dor no pé e incapacidade em mulheres idosas com osteoporose: um ensaio clínico randomizado - artigo



Pesquisadores publicaram, recentemente, na Rheumatology, um estudo que avaliou o efeito de palmilhas com o apoio do arco medial e almofada metatarsal sobre equilíbrio, dor no pé e incapacidade em mulheres idosas com osteoporose.

Eles realizaram um ensaio clínico randomizado controlado. Noventa e quatro mulheres idosas (> 60 anos) com osteoporose em tratamento no ambulatório da Divisão de Reumatologia da UNICAMP foram aleatoriamente designadas para um grupo de intervenção (GI) com órteses de pé ou a um grupo controle (GC) sem órteses. A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o teste Timed Up and Go (TUG), a dor no pé e o índice de incapacidade de Manchester (IIM) e uma escala numérica de dor (END) foram avaliados no início e após 4 semanas. O teste do qui-quadrado, o teste exato de Fisher e o teste Mann-Whitney foram aplicados para comparar os valores de linha de base entre os dois grupos. Medidas repetidas de análise de variância, seguidas do teste de Tukey para comparações múltiplas e o teste de perfil de contraste foram utilizados para comparar as medidas longitudinais. Para análise da relação numérica variável, o coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado.

Os grupos foram semelhantes no início do estudo. Somente os sujeitos do GI exibiram melhora em equilíbrio (ambos EEB e TUG), dor no pé (END) e incapacidade (IIM) (P <0 adversos="" anotados.="" efeitos="" foram="" menores="" p="">
Os pesquisadores concluíram que órteses de pé foram eficazes para melhorar o equilíbrio e reduzir a dor e incapacidade em mulheres idosas. Órteses podem ser usadas ​​como uma estratégia adjuvante para melhorar o equilíbrio e para evitar quedas nos idosos.

Autores: de Morais Barbosa C; Barros Bértolo M; Marques Neto JF; Bellini Coimbra I; Davitt M; de Paiva Magalhães E.

Uma resenha de The effect of foot orthoses on balance, foot pain and disability in elderly women with osteoporosis: a randomized clinical trial - Rheumatology; 2013 Mar; 52(3):515-22


http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23192905

terça-feira, 23 de abril de 2013

Equilíbrio, Coordenação e Agilidade de Idosos Submetidos à Prática de Exercícios Físicos Resistidos - artigo



RESUMO
Objetivos: Avaliar o equilíbrio, a coordenação e a agilidade dos idosos submetidos a exercícios físicos. 
MÉTODOS: 61 idosos do gênero masculino, com idades entre os 60-75 anos, designados aleatoriamente para um grupo de exercícios resistidos com carga progressiva (n=39) ou para um controle submetido a exercícios sem carga (n=22). O grupo exercício resistido participou de um programa de 24 semanas, com 3 visitas por semana, em dias não consecutivos. Foram avaliados após o término do treinamento, pela Escala de Equilíbrio de Berg, do Teste de Tinetti e do Timed UP & GO. Resultados: Comparando-se os dois grupos verificou-se um melhor desempenho estatisticamente significativo para o grupo experimental em relação ao controle para os testes Timed “Up & Go”. (p=0,02) e para o Tinetti Total (p=0.046) e para o Tinetti marcha (p=0.029). Desta forma, não encontramos diferença na Escala de Equilíbrio de Berg e no teste de Tinetti equilíbrio. Conclusão: O programa de treinamento de força durante 24 semanas mostrou-se favorável na melhora dos desempenhos funcional e motores de idosos.



http://www.scielo.br/pdf/rbme/v14n2/01.pdf

terça-feira, 24 de julho de 2012

Quedas matam quatro idosos por dia em SP, diz pesquisa



Um balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, por dia, em média, quatro idosos morrem no Estado em razão de quedas. Em 2011, segundo o levantamento, das 27.886 pessoas com mais de 60 anos internadas em hospitais públicos por conta de alguma queda, 1.507 morreram.

O alto índice de mortalidade se deve, sobretudo, às consequências causadas pelos acidentes. Alguns tipos de fraturas só podem ser tratadas com cirurgias, durante as quais podem ocorrer complicações. "Ao contrário do que muitos pensam, cair na terceira idade não é normal e típico dessa fase da vida. A queda indica que algo está errado. Por isso, é muito importante que os idosos procurem um médico após caírem, para que o motivo do acidente seja investigado e tratado", explica Christine Brumini, fisioterapeuta e coordenadora da reabilitação do Centro de Referência do Idoso (CRI).

Entre os principais motivos das quedas está a osteoporose, que é o enfraquecimento dos ossos, a diminuição dos sentidos, como a visão e o equilíbrio, e o enfraquecimento dos músculos. "Por conta dos fatores e comportamentos de risco, a prevenção é fundamental para evitar as quedas e, consequentemente, diminuir o alto índice de mortalidade provocado por elas", alerta Christine.

Para prevenir as quedas na terceira idade, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceira com o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Municipal (Iamspe) e a Universidade da Cidade de São Paulo (Unicid), criou o manual Cair de maduro é só para fruta, com informações sobre os fatores de risco para quedas e dicas de como evitá-las. 
O material é disponibilizado gratuitamente pela internet no link abaixo:



terça-feira, 10 de julho de 2012

Curso: " O Equilíbrio como Recurso Terapêutico - Balance"


Curso Teórico-Prático
Ministrantes: Ana Akerman, Dulce de Jesus Gonçalves e Monica Rodrigues Perracini

Programa:

• Desenvolvimento motor: Processo de aquisição do equilíbrio
• Conceitos de Biomecânica
• Balance x Reação de Equilíbrio x Reação de Proteção
• Estratégias do tornozelo, do quadril, do tronco e do passo
• Influência do tronco e sua importância
• Definindo sistemas para o controle do ajuste postural
• Bases anatômicas e fisiológicas do Balance
• O papel dos inputs sensoriais: sistema visual, vestibular e somatosensorial
• Formas de avaliar o Balance
• Estratégias sensoriais (Prática)
• Estratégias motoras (Prática)
• Formas de modificar as respostas (Prática)
• Diferentes formas de trabalhar o Balance (Prática)
• Trabalho em superfície móvel: bola (Teoria e Prática)
• Princípios da Reabilitação Vestibular (Teoria e Prática)
• Aplicações no tratamento: Ortopedia, Geriatria e Neurologia (Vídeos)

Período: 20 a 23 de setembro de 2012
Horários:
Dia 20 –13h45min às 19h30min
Dia 21 - 08h00min às 18h00min
Dia 22 - 08h00min às 18h00min
Dia 23 - 08h00min às 14h30min
VAGAS LIMITADAS


Local: Espaço Maestro - Rua Maestro Cardin 1.170, Paraíso- São Paulo/SP
(próximo ao metro Paraíso e Shopping Paulista).

Valor do Curso: R$1.290,00 (em 05 pagamentos de R$ 258,00)

Informações e inscrições (0xx11) 3774-7255 c/ Elaine das 09h00min às 18h00min
E-mail: gerocare@gerocare.com.br

Importante: Em caso de desistência (se não for possível a substituição por outro aluno), com até 20 dias de
antecedência do curso, será devolvido somente 20% do valor do curso, devido às vagas serem limitadas.
Curso dirigido a Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais e estudantes (último ano)

SERÃO FORNECIDOS: APOSTILA, COFFEE BREAK, CERTIFICADO E GYNASTIC BALL

sábado, 7 de julho de 2012

Benefícios do Yoga



O yoga  é uma prática milenar nascida na Índia. Ele proporciona o equilíbrio entre o corpo e a mente, oferecendo o auto-conhecimento e a integração com o mundo exterior. Com isso, ele leva o praticante a um estado de paz, harmonia e serenidade. Para tanto, a prática deve ser regular, porém não existe idade para se iniciar. Todo e qualquer indívíduo pode se beneficiar com a prática, desde que autorizada por um médico.

Benefícios para o Físico

As posições do yoga são feitas de modo calmo e tranquilo, mas nem por isso deixam de queimar calorias e de moldar o corpo. Além disso, a prática do yoga leva a diminuição das dores corporais com a produção da endorfina, ao aumento da força e do vigor, à melhoria da postura e ao aumento da flexibilidade dos músculos, tendões e articulações.

Benefícios para a Mente

Por exigir bastante concentração do praticante, o yoga estimula a memória, a melhor aprendizagem, a diminuição da ansiedade, da depressão e do estresse, o aumento da percepção global e centrada e a melhora das relações interpessoais. O yogue ainda tem mais paz interior, mais energia e positividade.

Benefícios Bioquímicos

Com exercícios centrados e concentrados, o yoga faz com que a bioquímica do organismo entre em equilíbrio. Sendo assim, a glicose, o sódio e o triglicérides diminuem e a hemoglobina, a tiroxina, as proteínas séricas totais, a vitamina C e a contagem de linfócitos aumentam.

Benefícios Psicomotores

Com o yoga, as suas funções psicomotoras ficarão mais aprimoradas, principalmente o equilíbrio corporal, as funções cognitivas e as integradas do corpo, assim como a coordenação motora. Portanto, ele contribui para o aumento da destreza de habilidades, para a firmeza dos movimentos e para a força de apreensão e percepções profundas.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Exercícios feitos em casa melhoram controle, atenção e equilíbrio em idosos



Subir as escadas de casa, trocar de roupa, carregar uma bolsa de compras ou até caminhar em terrenos irregulares. Com o avanço da idade, tarefas simples como essas se transformam em desafios. Alguns exercícios, que podem ser feitos em casa, ajudam a realizar essas atividades com mais facilidade, segundo especialistas. São as chamadas ginásticas funcionais ou multisensoriais.

— No circuito nós trabalhamos equilíbrio e velocidade de raciocínio, com movimentos que imitam os gestos do dia a dia. A ideia é evitar acidentes — explica o professor da academia Upper Fabricio Naliato, de 25 anos.
Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos sofrem quedas ao menos uma vez por ano.

Para a aposentada Altair Augusta de Carvalho Rodrigues, de 81 anos, os tombos já não fazem mais parte do cotidiano. Há um ano e meio ela pratica a ginástica multisensorial.

— Eu fiquei mais ágil, disposta e com muito mais equilíbrio. Eu caía com frequência. Agora faço tudo sem nem tropeçar — conta Altair.

O exercício é feito com base em três pilares: o visual, o somatosensorial (ligado à estabilidade das articulações) e o vestibular (que tem relação com as estruturas do equilíbrio que ficam no ouvido). Os treinos também estimulam a cognição.

Em casa, um exercício que pode ser feito, por exemplo, é sentar e levantar da cadeira, dez vezes, de olhos fechados e braços cruzados. Outro é distribuir objetos pelo chão da sala e caminhar em zigue-zague.
— O importante é treinar múltiplas tarefas — disse o professor de Educação Física Anderson Rangel.


http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/exercicios-feitos-em-casa-melhoram-controle-atencao-equilibrio-de-idosos-5337622.html

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ioga reabilita pacientes com sequelas pós-AVC



Ioga adaptada

Um programa de oito semanas de exercícios de ioga adaptados foi suficiente para uma melhoria significativa de pacientes em processo de reabilitação após um acidente vascular cerebral.

Os voluntários, homens e mulheres, já haviam completado seu tratamento pós-AVC antes do estudo, mas continuavam a apresentar déficits motores.

Após as seções de ioga, os participantes apresentaram melhor equilíbrio e flexibilidade, uma marcha mais forte e mais rápida, e aumento da força e resistência musculares.

Melhoria da reabilitação

Arlene Schmid, especialista em reabilitação da Universidade de Indiana (EUA), explica que a perda de força funcional, flexibilidade e resistência é comum depois de um acidente vascular cerebral, o que pode levar à incapacidade a longo prazo.

Milhões de pessoas sobrevivem com as sequelas dos derrames, que podem alterar o estilo de vida, com perda da independência, diminuição das atividades diárias e limitação na mobilidade.

"Os médicos precisam de técnicas para administrar e melhorar essas deficiências físicas pós-AVC," disse ela.

As atividades de ioga, adaptadas pela pesquisadora para aplicação aos pacientes pós-AVC, resultaram em "melhor controle neuromuscular, permitindo melhorias de força nos membros afetados, lados ou áreas em desuso."

Terapeuta de ioga

Após o programa de ioga, os participantes apresentaram melhoria no equilíbrio e maiores velocidades de marcha, com passos mais longos, ainda que o treinamento não tenha sido pensado para otimizar especificamente o ritmo do andar.

Com base em seus resultados animadores, os pesquisadores recomendam a inclusão da ioga na reabilitação de pacientes depois de um acidente vascular cerebral.

Segundo eles, o mais adequado é que esses pacientes sejam acompanhados por um terapeuta de ioga com um treinamento adicional em anatomia e fisiologia e em lidar com pessoas com deficiência.

Tai Chi Chuan pode prevenir queda em idosos




Pela primeira vez, desde 2001, as Sociedades Americana e Inglesa de Geriatria atualizaram suas diretrizes para prevenção de quedas de idosos. A recomendação inclui a prática do tai chi chuan (arte marcial chinesa, que também é reconhecida como uma forma de meditação em movimento) e também mais atenção, por parte dos médicos, na hora de listar os medicamentos utilizados por pacientes dessa faixa etária. Afinal, há remédios cuja administração regular favorece o risco de os idosos caírem.

As diretrizes anteriores dessas entidades não citavam nenhum tipo de exercício específico e recomendavam a revisão da prescrição de remédios somente para pacientes que tomavam mais de quatro medicamentos. “Devido ao aumento crescente da população idosa, no entanto, é preciso que as sociedades médicas sejam muito mais claras em relação às suas recomendações para prevenção de quedas em idosos, pois as fraturas decorrentes da osteoporose  oneram os sistemas de saúde em todo o mundo”, destaca o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Uma pesquisa apresentada durante o Congresso Europeu de Osteoporose e Osteoartrose (ECCEO 2011), por estudiosos do Reino Unido e da Suécia, estima que o peso econômico das fraturas (em cinco grandes países europeus: França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido) totalize 31 mil bilhões de euros.

A maior parte desse ônus relaciona-se com os custos durante o primeiro ano de tratamento após a fratura, enquanto prevenção e gestão do tratamento farmacológico constituem apenas uma parte marginal do custo econômico total.

“Como as fraturas implicam em dor e incapacidade, é comum representarem um grave impacto sobre a qualidade de vida dos idosos”, explica o reumatologista. Ele acrescenta que a prevenção da ruptura do osso, através da avaliação de risco e da identificação precoce de pessoas que necessitam de tratamento para osteopenia e osteoporose, é fundamental para reduzir os custos dos sistemas de saúde.

Tai chi chuan

O exercício físico é essencial em qualquer faixa etária. Não seria diferente na velhice. É por isso que o tai chi chuan passa a ser recomendado. Além do mais, estudos têm sugerido que a prática dessa modalidade – que envolve pequenos movimentos lentos e controlados – parece reduzir o risco de queda por melhorar o equilíbrio corporal.

A prática do tai chi chuan reforça também a confiança dos idosos, pré-requisito importante para prevenção de quedas. “O medo de cair pode levar as pessoas idosas a reduzirem a prática das atividades de que gostavam. E quanto menos exercícios, menor a capacidade real de executá-los”, reforça Sérgio Bontempi Lanzotti.

Especialistas também ressaltam que exercícios regulares aumentam a massa e a força musculares, melhoram a coordenação e o equilíbro, como também são responsáveis pela redução em 25% do risco de quedas em idosos. De qualquer maneira, nunca é demais dizer que qualquer atividade física, por mais leve que pareça ser, só deve ser executada após uma avaliação física criteriosa e um exame médico.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Escolha o tipo de Yoga ideal para você

Quem já pensou em procurar um curso de ioga provavelmente teve dúvidas de por onde começar. Embora qualquer linha de ioga tenha em vista benefícios semelhantes, uma aula de Hatha Yoga tradicional pode ter pouco a ver com o vigoroso Vinyasa-Ashtanga ou o preciso Iyengar.

Além da profusão de estilos anunciados em academias e escolas especializadas, outro aspecto que pode causar certa confusão é a quantidade de práticas associadas à ioga – exercício físico, exercícios respiratórios, técnicas de relaxamento, entoação de mantras, meditação e até vegetarianismo. E até o termo gera controvérsias: a gramática portuguesa chama a atividade de "a ioga", enquanto os profissionais só aceitam "o yoga", no masculino e com "ô" fechado.

“Yoga é uma filosofia, não uma modalidade de exercício”, define Anderson Allegro, professor de Power Yoga e presidente da Associação Aliança do Yoga, que regulamenta o treinamento de professores em diversos estilos. “A atividade física é uma parte da filosofia, que visa a ampliar a consciência pessoal”.


“O Ocidente assimilou muito bem uma parte do yoga, a que trabalha com o corpo”, explica Sandro Bosco, professor de ioga e meditação que mantém o blog do Yogue no UOL. O tipo de ioga que se concentra na execução de posturas (asanas) e exercícios de respiração (pranayamas) é genericamente chamado de Hatha Yoga.

A atividade (a palavra yoga que quer dizer união, essencialmente entre corpo, mente e espírito), pode ainda ser praticada de outras formas – por exemplo, por meio da religiosidade, do estudo ou do trabalho desinteressado. “Na Índia é muito forte o yoga devocional, já que está no dia-a-dia de muitas pessoas há milhares de anos. No Ocidente de hoje em dia, o que mais motiva as pessoas é o caminho do bem-estar físico, até para aliviar os problemas que decorrem do estresse”, diz Sandro.

Para o diretor da Associação Brasileira de Profissionais do Yoga (ABPY), Alexandre dos Santos, quase a totalidade do que se pratica hoje no Brasil é uma forma do Hatha Yoga. O que muda é o método de ensino dos asanas e pranayamas. “Diversos mestres desenvolveram bons métodos, baseados nos fundamentos do Hatha Yoga tradicional, mas variando no ritmo dos exercícios e na montagem da aula”, diz. “Todos vão levar a uma expansão da consciência, uma concentração e determinação que fazem diferença em todas as áreas da vida. Quem pratica yoga aprende a viver no presente, a estar sempre aqui e agora. Assim se produz muito e sem desgaste, ficando inteirão”.

A professora Anna Lu, membro da Associação Brasileira de Iyengar Yoga, também acredita no poder da consciência corporal. “O bem-estar físico está relacionado a um estado geral de equilíbrio. Tanto é que quem começa a praticar yoga naturalmente tende a parar de fumar, comer melhor e criar uma rotina de sono mais saudável”.

Além do aprendizado de posturas e técnicas de respiração, relaxamento e meditação fazem parte de qualquer instrução em ioga, mas com técnicas e ênfases diferentes.  “Muitas aulas de Ashtanga Yoga são praticamente aulas de asanas, não têm um período para meditação ou relaxamento conduzido. Já numa aula de Hatha Yoga tradicional, o tempo é bem dividido entre a prática de asanas, pranayamas (exercício de respiração), entoação de mantras, meditação, relaxamento”, compara Anderson, da Aliança do Yoga. “Se a pessoa gosta de movimento, de uma aula mais dinâmica, pode ser que se sinta  deslocada numa aula de Hatha Yoga tradicional. Pode começar pelo Power Yoga”.

Outras linhas

Além das muitas técnicas de Hatha Yoga que se popularizaram no mundo moderno, outras grandes linhas ou sistemas de yoga propõe práticas bem diferentes para se chegar ao controle da mente. “O yoga funciona quando você conhece sua mente. Esse estado de clareza mental pode ser atingido de várias formas”, explica Bosco.

Entres os sistemas de ioga mais conhecidos, além do Hatha Yoga, a linha que prioriza os exercícios físicos, Santos lembra os tipos que priorizam as práticas devocionais (Bhakti Yoga, popularizado no Ocidente pelo movimento Hare Krishna), a meditação (Raja Yoga), a doação ou ação desinteressada (Karma Yoga) e o estudo da filosofia ou dos textos sagrados (Jnana Yoga) . “São formas diferentes de se chegar ao mesmo lugar”, explica ele. Pela tradição, cada pessoa adota o caminho rumo ao autoconhecimento que é mais compatível com a sua personalidade.

Não só o temperamento do aluno que conta, mas também o preparo físico da pessoa e seu interesse específico na ioga e o simples relacionamento com o professor. Unanimidade entre os estilos é sentir-se bem durante prática. “O melhor mesmo é a pessoa experimentar alguns estilos e ver onde ela se sente melhor. Na maioria das vezes, é possível marcar uma aula grátis para conhecer a escola”, recomenda Anderson Allegro.

Conheça a seguir as linhas de ioga mais comuns no Brasil e escolha a sua aula.

Hatha Yoga' ou tradicional'

Praticamente todas as modalidades ensinadas em academias e escolas são ramificações do Hatha Yoga, ou ioga tradicional. O desenvolvimento da flexibilidade e o controle do estresse é o foco dessa linha, que abusa de exercícios de alongamento e relaxamento dos músculos.

Em geral, uma aula de Hatha Yoga tradicional obedece a um ritmo tranquilo, com tempos relativamente longos de permanência em cada posição e pausas entre uma série e outra. “Por isso é uma boa opção para quem está há muito tempo parado ou tem algum tipo de restrição a exercícios, como problemas cardíacos ou de coluna”, sugere Anderson Allegro, professor de Power Yoga e presidente da Associação Aliança do Yoga.

Na comparação com outros métodos, o que se chama hoje apenas de Hatha Yoga geralmente se utiliza mais de exercícios de concentração e equilíbrio, relaxamento conduzido, repetição de mantras e orientação para a meditação. Tempo também é reservado aos pranayamas, técnicas que ajudam a reduzir as tensões e aumentar a capacidade respiratória. Assim, as aulas costumam ser bastante completas e indicadas para quem quer experimentar um pouco de tudo.


Vinyasa' ou 'Power Yoga'

Vinyasas são movimentos sincronizados com a respiração, o que indica um tipo mais dinâmico de ioga. O Power Yoga, estilo bastante popular nas academias de ginástica, faz uso dos Vinyasas para aliar os benefícios trazidos pelas posições de ioga com os de uma atividade aeróbica qualquer.

Aulas de Power Yoga são montadas equilibrando exercícios para desenvolver força muscular e flexibilidade, ligados por sequências de movimentos fluidos, de forma que não se fica muito tempo parado. Exercícios localizados são incorporados às posições tradicionais e trabalham diferentes grupos musculares. As aulas costumam terminar com um período de relaxamento, fazendo com que a pessoa aprenda a sentir os benefícios da prática no corpo.

O Power Yoga é uma boa escolha para uma pessoa mais agitada, ou que está interessada em praticar ioga e também um exercício aeróbico. Mas isso não quer dizer que, por ser dinâmico, a ioga perca de vista seus objetivos finais rumo ao autoconhecimento. “É importante não encarar a prática somente como uma ginástica antiga”, defende o professor Aureliano Nataraja. “Tudo na aula depende do estado de consciência, de se atingir um controle dos pensamentos. É como se a pessoa estivesse se preparando para um sono profundo, mas ela está ali ativa, trabalhando em cada posição”


'Ashtanga'

Ashtanga, que quer dizer “oito membros” em sânscrito – refere-se a oito práticas de ioga, entre elas os asanas – , é um dos mais antigos sistemas de ioga dinâmico. O Ashtanga ou Ashtanga-Vinyasa Yoga é praticado em séries fixas de asanas conectados por saltos e movimentos rápidos. Os movimentos são sincronizados com um tipo específico de respiração, a partir da base da garganta, com a finalidade de aumentar a temperatura do corpo, provocar suor e a liberação de toxinas.

Existem séries de Ashtanga Yoga mais ou menos exigentes, mas em geral esse é um estilo mais vigoroso. “Não é o tipo mais recomendado para a terceira idade, por exemplo. A aula exige uma boa coluna e um bom par de pernas, além de uma certa resistência”, diz Aureliano Nataraja, membro da Federação Brasileira de Ashtanga Yoga. Segundo ele, mais de 80% da aula é de exercício ininterrupto, por isso é importante já ter um preparo cardiorrespiratório.

Embora as aulas sejam mais difíceis de acompanhar, Nataraja não exclui a possibilidade de um iniciante começar a praticar ioga pelo Ashtanga. “É possível preparar o aluno para o Ashtanga começando com séries mais fáceis, até que ele se familiarize com as posições”, diz ele. O essencial é manter-se atento às posturas e à coordenação dos movimentos com a respiração. “Cada pessoa tem que se concentrar na sua evolução, e não no que o aluno mais avançado está fazendo ao lado”, completa.


'Iyengar Yoga'

O Iyengar Yoga é um dos métodos contemporâneos que mais se popularizou no Brasil. Este tipo de yoga preza a correção na execução de cada posição, de forma a extrair ao máximo o benefício de cada posição. “O Iyengar é muito democrático e o método terapêutico por excelência. Ele procura uma coerência na sequência das posturas, de forma a se atingir o bem-estar físico e mental desejado”, explica a professora do método Anna Lu. Segundo ela, as aulas podem ser montadas de forma a oferecer uma prática mais energizante ou mais relaxante.

Para preservar o alinhamento do corpo em cada postura, o Iyengar yoga lança mão de travesseiros, aparelhos e de apoios na parede, quando necessário. Assim como no Hatha Yoga tradicional, o tempo de permanência em cada postura é mais longo, e o aluno é orientado a procurar uma posição e respiração confortáveis a cada asana. “Quando o professor orienta o aluno a trazer sua atenção para os ossos e músculos, a pessoa se pega meditando, concentrada em cada postura. Para perceber as mudanças no corpo, você tem que dominar sua mente”, diz o professor de Iyengar Sandro Bosco.

“É uma prática intensa porque exige concentração e esforço para se manter o alinhamento do corpo”, concorda Anna Lu. Segundo ela, esse trabalho favorece a construção de nervos e aumenta a consciência corporal, sendo útil para aliviar dores, ansiedade e até depressão. “Muitos alunos sentem uma melhora significativa já no fim da primeira aula. Com uma prática regular, os benefícios são ainda maiores e permanentes”. Por isso, o Iyengar Yoga também é popular entre gestantes, idosos, atletas lesionados e pessoas com limitações físicas mais severas.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/02/16/quer-trabalhar-o-corpo-ou-meditar-escolha-o-estilo-de-yoga-ideal-para-voce.jhtm