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terça-feira, 21 de maio de 2013
Joanetes são herdados geneticamente, sugere estudo
Segundo pesquisa, aparecimento de joanetes não é provocado por uso de sapatos
Um estudo conduzido nos Estados Unidos constatou que o risco de desenvolver joanetes – espécie de calo na parte externa do dedão do pé – está ligado à genética dos pacientes e não aos sapatos.
O Framingham Foot Study colheu dados de 1.370 adultos e observou a tendência de a deformidade estar ligada a um histórico familiar.
Segundo os autores do estudo, a descoberta indica que as pessoas podem ter uma predisposição genética à formação dos joanetes.
Os podólogos britânicos afirmam que o estudo embasa a visão de que os sapatos ajudam a piorar o problema, mas não seus causadores.
O principal sinal do joanete ocorre quando o dedão "aponta" em direção aos outros dedos do pé, forçando o osso para fora, o primeiro metatarso.
Essa mudança no formato do pé pode causar inchaço e dor.
As mulheres apresentam maior incidência da patologia, o que alimentou a visão de que os culpados pelos joanetes eram sapatos de saltos alto ou outros tipos de calçados pouco confortáveis.
Mas embora o seu uso possa exacerbar os sintomas – porque tais calçados friccionam os joanetes e causam dor ou bolhas – estão longe de serem os causadores do problema.
Formato do pé
O estudo, conduzido entre 2002 e 2008, colheu depoimentos de pessoas com reclamações constantes nos pés, incluindo joanetes e dedos do pé em martelo, e observaram a incidência das mesmas condições em seus familiares próximos.
O resultado comprovou a tese de que há uma correlação entre a genética e o aparecimento de joanetes, em homens e mulheres de todas as idades, mas particularmente em mulheres.
Segundo Marian T. Hannan, responsável pelo estudo, "as novas descobertas destacam a importância de aprofundar o nosso entendimento do que causa uma maior susceptibilidade à essas condições podológicas, uma vez que o conhecimento dos motivos levam em última análise à profilaxia".
Para o especialista Richard Handford, da entidade britânica Society of Chiropodists and Podiatrists, os pacientes que sofrem com os joanetes precisam ter maior cautela com a escolha dos sapatos.
"Trata-se de uma deformidade do osso. Portanto, pacientes que apresentam tais condições não devem tentar enfiar qualquer sapato nos pés custe o que custar", afirmou.
"Acima de tudo, é preciso usar um sapato confortável."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130520_joanetes_lgb.shtml
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A morte é um dia que vale a pena viver - Ana Claudia Quintana Arantes - vídeo
Por um lado, aliviar a dor e o sofrimento de doentes e familiares. Por outro, resgatar a biografia de pacientes. Esse é o exercício diário de Ana Claudia Quintana Arantes, médica formada pela FMUSP e especialista em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford, além de pós graduada em Intervenções em Luto. Foi a responsável pela implantação das políticas assistenciais de Avaliação da Dor e de Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein e é sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar. Atualmente trabalha em consultório e como médica assistente do Hospice do Hospital da Clinicas da FMUSP, na Unidade Jaçanã.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O efeito das órteses de pé sobre o equilíbrio, dor no pé e incapacidade em mulheres idosas com osteoporose: um ensaio clínico randomizado - artigo
Pesquisadores publicaram, recentemente, na Rheumatology, um estudo que avaliou o efeito de palmilhas com o apoio do arco medial e almofada metatarsal sobre equilíbrio, dor no pé e incapacidade em mulheres idosas com osteoporose.
Eles realizaram um ensaio clínico randomizado controlado. Noventa e quatro mulheres idosas (> 60 anos) com osteoporose em tratamento no ambulatório da Divisão de Reumatologia da UNICAMP foram aleatoriamente designadas para um grupo de intervenção (GI) com órteses de pé ou a um grupo controle (GC) sem órteses. A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o teste Timed Up and Go (TUG), a dor no pé e o índice de incapacidade de Manchester (IIM) e uma escala numérica de dor (END) foram avaliados no início e após 4 semanas. O teste do qui-quadrado, o teste exato de Fisher e o teste Mann-Whitney foram aplicados para comparar os valores de linha de base entre os dois grupos. Medidas repetidas de análise de variância, seguidas do teste de Tukey para comparações múltiplas e o teste de perfil de contraste foram utilizados para comparar as medidas longitudinais. Para análise da relação numérica variável, o coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado.
Os grupos foram semelhantes no início do estudo. Somente os sujeitos do GI exibiram melhora em equilíbrio (ambos EEB e TUG), dor no pé (END) e incapacidade (IIM) (P <0 adversos="" anotados.="" efeitos="" foram="" menores="" p="">
Os pesquisadores concluíram que órteses de pé foram eficazes para melhorar o equilíbrio e reduzir a dor e incapacidade em mulheres idosas. Órteses podem ser usadas como uma estratégia adjuvante para melhorar o equilíbrio e para evitar quedas nos idosos.
Autores: de Morais Barbosa C; Barros Bértolo M; Marques Neto JF; Bellini Coimbra I; Davitt M; de Paiva Magalhães E.
Uma resenha de The effect of foot orthoses on balance, foot pain and disability in elderly women with osteoporosis: a randomized clinical trial - Rheumatology; 2013 Mar; 52(3):515-22
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/231929050>
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Caminhar ameniza dores nas costas, aponta estudo
Um estudo randomizado feito pela Universidade de Tel Aviv, em Israel, aponta que para amenizar os sintomas de dor lombar crônica, caminhar de 20 a 40 minutos, três vezes por semana, é tão eficaz quanto seguir um programa de fisioterapia com fortalecimento muscular.
Os pesquisadores recrutaram 52 pacientes com dor lombar crônica, sedentários e com idades entre 18 e 65 anos. A princípio, os voluntários foram avaliados por meio de um questionário sobre suas incapacidades, incômodos nas costas e no abdômen, testes de resistência muscular e de caminhada. Depois, foram divididos em dois grupos: um deles passou por duas a três sessões de fortalecimento dos músculos ao longo de seis semanas. No mesmo período, a outra equipe foi submetida a caminhar de 20 a 40 minutos, ao menos três vezes em sete dias.
Publicados no periódico Clinical Rehabilitation, os resultados mostraram melhoras expressivas em todos os aspectos analisados em ambos os times, sendo a diferença entre eles pouco significativa. No entanto, ao andarem por seis minutos na reavaliação, o grupo do aeróbico conseguiu percorrer 80 metros a mais do que aqueles que seguiram o protocolo clínico.
Segundo o especialista em fisioterapia esportiva e sócio-proprietário da Clínica Forgas & Monteiro, Carlos Forgas, é importante detalhar os motivos pelos quais os pacientes possuem esse incômodo acima dos quadris e quais tratamentos foram realizados ao longo das seis semanas. "As avaliações devem acontecer a partir de grupos com patologias específicas, tipos e intensidades iguais de exercícios. Não é justo que eu compare um grupo que treinou a caminhada por seis semanas a outro que fez um trabalho diferente", explica.
http://saude.abril.com.br/edicoes/0361/corpo/caminhar-ameniza-dores-costas-736017.shtml
http://www.sciencedaily.com/releases/2013/03/130305131404.htm
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Dor: não aguento mais - Série de reportagens do JR
Nova série do JR fala sobre o drama de quem sofre com dores. Dor de dente, cabeça, coluna e muito mais.
Vale a pena assistir!
14/01/2013: Nova série do JR mostra o drama de pessoas que são obrigada a viver com a dor
O repórter Carlos Dorneles acompanhou a luta de quem convive há anos com a dor e busca a todo custo amenizar o sofrimento. Descubra como a medicina avança para ajudar essas pessoas na primeira reportagem da série Dor, Não Aguento Mais.
15/01/2013: Dor, Não Aguento Mais: métodos simples podem aliviar dores crônicas
De repente uma incômoda dor nas costas. O diagnóstico: uma inflamação na hérnia de disco, que vira um problema crônico. Você certamente conhece alguém que já tenha passado por isso. A dor na coluna atinge milhões de brasileiros. Na reportagem de desta terça (15) da série Dor, Não Aguento Mais, o repórter Carlos Dorneles vai mostrar que métodos simples podem aliviar - e muito - essa dor.
16/01/2013: Médicos garantem que a pedra no rim pode causar uma das piores dores
Na reportagem da série Dor Não Aguento Mais, o repórter Carlos Dorneles mostra o drama de pacientes em meio a fortes crises. e aqueles que foram obrigados a mudar os hábitos para prevenir as dores.
18/01/2013: Dor, Não Aguento Mais: conheça a temida herpes zoster
Uma doença na pele que provoca inflamações e dores fortíssimas. É o herpes zoster, que aparece com pequenas bolhas e rapidamente se espalha pelo corpo. A reportagem desta sexta-feira (18) da série Dor, Não Aguento Mais o repórter Carlos Dorneles vai mostrar como o estresse e a vida agitada das grandes cidades contribuem para o aparecimento da doença.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Dormir horas a mais ajuda a combater dores, diz estudo
Dormir quase duas horas a mais por noite pode melhorar drasticamente o estado de alerta de uma pessoa e reduzir a sensibilidade à dor. Segundo o jornal Daily Mail, pesquisadores disseram que dormir quase 10 horas por noite - em vez das oito horas recomendadas - é mais eficaz no tratamento de dores do que tomar codeína.
O estudo utilizou 18 pessoas, livres de dor, que dormiram oito horas por quatro noites e quase 10 por mais quatro noites. Pesquisadores constataram que quando dormiam mais ficavam mais alertas durante o dia. Além disso, tiveram menos sensibilidade à dor. Notou-se ainda que eles conseguiam ficar com o dedo em uma fonte de calor 25% mais tempo do que quando dormiram menos.
Dr. Timothy Roehrs, especialista em distúrbios do sono, disse que os resultados sugerem a importância de um sono adequado no tratamento de dor crônica. "Ficamos surpreendidos pela redução da sensibilidade à dor, comparada com a de tomar codeína."
Fonte: saude.terra.com.br
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sedentarismo faz com que 34% dos jovens sofram de dores nas costas
Passar muito tempo sentado em frente à TV ou ao computador, uso errado do notebook, vida sedentária e posturas incorretas fazem com que as pessoas tenham dores nas costas cada vez mais cedo. O problema incomoda 34% dos jovens de 16 a 24 anos, segundo uma pesquisa realizada pela empresa Mintel, do Reino Unido. Os dados são do jornal Daily Mail.
O levantamento realizado com britânicos constatou que a proporção de jovens com dores na coluna é semelhante à dos aposentados, já que 38% dos voluntários com mais de 65 anos relatam o desconforto. Dois quintos dos britânicos de todas as idades sofrem de dor nas costas.
“Muito tempo sentado enfraquece o tônus muscular e isso pode levar a dor nas costas”, disse a porta-voz da empresa de pesquisa, Michelle Strutton. “Muitos jovens levam uma vida sedentária e a falta de esporte pode muito bem contribuir para a dor nas costas, bem como a má postura”, completou.
E aqui no Brasil, não está muito diferente... As pessoas estão cada vez mais sedentárias, a obesidade vem aumentando de maneira alarmante até mesmo nas crianças e isso só pode trazer consequências desastrosas: aumento de doenças e dores no geral.
A receita para mudar esse quadro é simples: alimentação saudável, prática de atividade física regular e correção das posturas viciosas que geram dor.
Vale a pena tentar! Seu corpo e sua saúde agradecem!
Falar palavrão alivia a dor??
Não é necessariamente o palavrão mas a descarga emocional que vem com ele. Nós reagimos com um palavrão a uma situação de raiva, de dor, e a carga emocional é enorme. Sabemos, desde criança, que falar palavrão é feio e, além desta descarga emocional, ao falar coisas feias ainda estamos cometendo uma contravenção. “O que ocorre, na realidade, é que assim modificamos o limiar de dor por distração. Mudamos o foco da dor para a descarga emocional e para a contravenção que estamos cometendo. Nós mobilizamos as vias de modulação da dor não apenas psicologicamente, mas também quimicamente”, explica Lúcia Miranda Monteiro dos Santos, chefe do Serviço de Tratamento de Dor e Medicina Paliativa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Segundo a médica, isso já é mostrado em pesquisas antigas que provaram que macacos, em situações inflamatórias em mãos ou pés, suportavam melhor a dor ao serem distraídos com banana e outras atividades e, assim, conseguiam mexer melhor seus membros do que aqueles que não recebiam os estímulos de distração.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Reino Unido aprova prescrição de medicamentos por fisioterapeutas e podólogos
Fisioterapeutas e podólogos do Reino Unido poderão prescrever de forma independente a partir de 2014
O Departamento de Saúde do Reino Unido aprovou, nesta terça-feira (24), a prescrição de medicamentos por fisioterapeutas e podólogos. A medida foi anunciada pelo Ministro da Saúde, Lord Howe. A proposta garante aos pacientes do país acesso mais rápido a medicamentos para o alívio da dor e anti-inflamatórios.
Estes profissionais serão submetidos a treinamento e, em seguida, serão os primeiros do mundo a terem autonomia para a prescrição de medicamentos de forma independente.
Fisioterapeutas terão direito de prescrever medicamentos para problemas como dores crônicas e doenças respiratórias como a asma. Podólogos que tratam de pacientes com uma ampla gama de condições, incluindo úlceras do pé diabético e distúrbios artríticos no pé e tornozelo também estarão liberados para indicar terapias medicamentosas adequadas aos seus pacientes. Segundo o Departamento de Saúde, a medida irá ajudar os pacientes a responderem mais rapidamente aos tratamentos.
"Ao introduzir estas mudanças, pretendemos fazer o melhor uso das habilidades de fisioterapeutas e podólogos para permitir que pacientes se beneficiem de um serviço mais rápido e eficaz, sem comprometer a segurança", diz Howe. A presidente da Chartered Society of Physiotherapy, Helena Johnson, completa: "Dar a oportunidade a fisioterapeutas de prescrever de forma independente irá melhorar enormemente os cuidados que podemos fornecer no futuro. Os pacientes passarão a receber um serviço mais ágil e eficiente, o que significa que vão obter os medicamentos de que necessitam de imediato."
A proposta de expandir as responsabilidades de prescrição segue duas consultas públicas realizadas em 2011, além de recomendações subsequentes da Commission on Human Medicines. Fisioterapeutas e podólogos que completarem com êxito o Health Professions Council (HPC) aprovados em programas de educação e registrados no HPCregister poderão prescrever de forma independente a partir de 2014.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Meditação ajuda a lidar com a dor
Segundo um estudo recém divulgado pela Universidade de Manchester, no Reino Unido, pessoas que praticam meditação com regularidade tendem a suportar melhor a dor, pois seus cérebros são capazes de antecipar a sensação desconfortável a que serão submetidos.
“A meditação está ficando mais popular no tratamento de dores crônicas, como aquela causada pela artrite”, disse Christopher Brown, que conduziu o trabalho, ao site da instituição.
Para muitos profissionais da área de saúde essa pesquisa – publicada pela revista especializada Pain – reforça exatamente aquilo que observam frequentemente em seus consultórios.
“Muitas vezes os pacientes entram em um ciclo vicioso, pois as dores crônicas levam à contração muscular que, por sua vez, piora a percepção dolorosa. Com a meditação esse ciclo é quebrado, pois eles aprendem a olhar aspectos mais positivos em vez de focar a atenção na dor e na doença”, informa a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, diretora da SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor) e coordenadora dos centros de tratamento de dor dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz, em São Paulo (SP).
Pois é, mas a história nem sempre foi assim: até pouco tempo atrás a meditação era vista com muita desconfiança pela classe médica. As coisas só começaram a mudar nos últimos anos, quando ficou claro que a dor tem um componente afetivo e, por isso, tentar tratá-la apenas com analgésicos nem sempre dá certo.
“O preconceito contra a meditação está menor. Até porque, na prática, já se sabe que os doentes que meditam evoluem melhor”, avalia Edson Amâncio, neurocirurgião do Centro de Dor do Hospital Nove de Julho, na capital paulista.
Mecanismos de ação
Segundo Elisa Harumi Kosaza, bióloga e pesquisadora do departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os benefícios proporcionados pela meditação à saúde podem ser explicados a partir de basicamente dois aspectos: fisiológico e psicológico.
“O primeiro tem a ver com a liberação de neurotransmissores, como a endorfina, que ajudam a reduzir a sensação de desconforto. Já o segundo está relacionado à forma como a pessoa encara a dor, passando da rejeição a uma postura de compreensão e acolhimento”.
Considerando que pessoas inquietas e preocupadas tendem a exacerbar a percepção dolorosa, outro ponto que merece ser destacado é justamente o efeito da meditação na redução da ansiedade. “Calmos, os pacientes colaboram mais com o tratamento indicado”, observa Fabíola, diretora da SBED.
Vida com dor
Para Stephen Little, um dos pioneiros na aplicação das práticas meditativas na área da saúde no Brasil e instrutor na clínica Anima de Medicina Integrativa e Complementar, em São Paulo (SP), o segredo é o paciente perceber que não precisa tentar controlar ou fugir da dor, e sim conviver com essa sensação de forma gentil e criativa.
“O esforço habitual e inconsciente de se livrar da dor é o que mantém as pessoas presas à experiência desagradável da qual desejam escapar. Em outras palavras: a tentativa de acabar com o problema é o problema!”, resume.
Entrar em contato com o próprio corpo permite, portanto, que uma pessoa se conheça melhor e obtenha recursos internos para vencer a dor instalada. Dessa maneira, é possível não só aumentar como incentivar a participação do paciente e de seu organismo no processo de cura, deixando-o mais preparado para receber medicações e passar por determinados procedimentos – como uma quimioterapia ou cirurgia.
Faz bem para quem?
Quando realizada de forma apropriada, com prazer e regularidade, a meditação pode ajudar pessoas que apresentam qualquer tipo de quadro, como estresse, dor crônica nas costas, artrite, fibromialgia, fadiga crônica, dor pós-operatória, câncer, distúrbio nervoso, esclerose múltipla, mal de Parkinson e por aí vai. De acordo com Little, a técnica só tem uma contraindicação: situações de depressão.
“O método é indicado para esses casos, mas não quando o paciente está no meio de uma crise, pois pode ficar em contato com pensamentos que só geram mais tristeza”, ensina.
Para quem até gosta da ideia, mas acha que não tem paciência para realizar uma atividade como essa, um lembrete: meditar não é só permanecer sentado e de olhos fechados por um tempão. Além de existir um método de trabalho, “há várias modalidades de meditação. Para pessoas mais agitadas, por exemplo, é possível indicar práticas que incluem movimento”, avisa a pesquisadora Elisa Harumi Kosaza, da Unifesp.
Coadjuvante de peso
É preciso ressaltar que a meditação funciona como um complemento a tratamentos tradicionais. Por isso, o ideal é que o médico ajude a conduzir o pacientes por esses caminhos diferenciados. “Podemos indicar meditação associada a medicamentos, bloqueios dos nervos que levam a dor ao cérebro, psicoterapia e fisioterapia”, exemplifica Fabíola Minson.
Esse é justamente o caso da empresária Luciana Panzetti Moliterno, 39 anos, de São Paulo (SP). Depois de ser diagnosticada com enxaqueca crônica – quadro caracterizado por dores fortíssimas na cabeça, face, músculos das costas e pescoço – ela foi submetida a todos os procedimentos mencionados pela diretora da SBED, incluindo a meditação.
“No começo senti dificuldade para praticá-la, pois a dor atrapalhava demais e nunca encontrava uma postura cômoda. Mas continuei fazendo e percebi que, além de me relaxar, as aulas tiram o foco da dor e permitem que eu sinta mais o meu corpo”.
“Era muito jovem e estava bastante assustada. Aí meus médicos me encaminharam para um grupo de apoio que ensinava técnicas meditativas. Elas foram superimportantes para relaxar, fortalecer a mente, aumentar a imunidade, minimizar as dores e entrar em profundo contato com meu corpo”, lembra.
Encantada com o poder que a mente exerce sobre o corpo, a empresária incorporou algumas técnicas em sua rotina. Hoje, pratica com mais afinco por causa das dores crônicas.
“Estou voltando a viver e posso dizer que a meditação me ajudou, mais uma vez, a superar os obstáculos, me trazendo para o momento atual, acalmando meu corpo e minha mente e, é claro, proporcionando mais qualidade de vida, pois é isso que realmente conta”, comemora.
http://saude.ig.com.br/bemestar/
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Cartilhas de tipos de Dor - SBED
A SBED - Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor criou cartilhas com explicações de diferentes tipos de dor. Abaixo os links para os diferentes fascículos:
Mais informações: SBED - www.dor.org.br
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Dores de cabeça podem estar ligadas à articulação que movimenta a boca
Como diferenciar dor de cabeça ou enxaqueca de outros problemas que apresentam sintomas parecidos? É o caso dos distúrbios ligados à ATM, articulação temporomandibular, responsável pela movimentação da boca. A maioria das pessoas não associa a dor de cabeça com algum problema na boca. Com isso, o tratamento não é realizado e a doença piora.
Segundo o coordenador da Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, uma das causas é o bruxismo, o ranger dos dentes enquanto a pessoa dorme e com o tempo gera o desgaste na superfície dos dentes. Pucca explica que essa articulação funciona como um amortecedor, por isso, é importante ficar atento a alguns sinais: ”Reparar se a articulação, quando você abre e fecha a boca, causa um estalo. Isso é um sinal de que pode estar iniciando algum tipo de problema nessa articulação. Quer dizer, se for só o estalo não há problema na medida em que não esteja acompanhando de dor, mas se a dor é persistente, se o diagnóstico é difícil, nós recomendamos também que a busca dessa causa pode ser um problema nessa articulação.”
O coordenador conta que o tratamento vai depender do diagnóstico de cada paciente: “Às vezes é preciso colocar o que nós chamamos de placa de mordida, que é uma placa que a pessoa dorme com ela para evitar que ela ranja os dentes durante à noite. Em quadros mais graves, às vezes, até pode ser indicado uma cirurgia, mas evidente isso em quadros mais avançados.”
Pucca afirma ainda que um problema na ATM pode levar a uma dor de cabeça crônica. Por esse motivo, reforça a importância da pessoa buscar orientação médica e odontológica para que o problema seja resolvido.
http://www.blog.saude.gov.br/dores-de-cabeca-podem-estar-ligadas-a-articulacao-que-movimenta-a-boca/
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Música ajuda a aliviar as dores, confirma pesquisa
Alguns estudos já indicaram que distrações causam alívio momentâneo nas dores que um indivíduo possa estar sentindo. A conclusão de uma pesquisa recente comprova que a música é uma dessas distrações, e é efetiva em especial para pessoas altamente ansiosas e que sofrem com dores.
O estudo, que foi publicado no periódico The Journal of Pain, foi feiro por pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, e avaliou a hipótese inicial dos benefícios da música para dispersar a atenção durante testes com estímulos dolorosos.
Os experimentos foram feitos com mais de 140 indivíduos. Durante os testes eles foram instruídos a ouvir uma série de músicas, se concentrar nas melodias e identificar variações tonais. Paralelamente, eles recebiam pequenos choques elétricos na ponta dos dedos.
A pesquisa confirmou que a sensibilidade e o incômodo com a dor diminuíam enquanto eles ouviam as músicas e se concentravam nas tarefas propostas pelos pesquisadores. Ao que parece, a música ativa certos caminhos sensoriais no cérebro, estimulando respostas emocionais e ativando a atenção cognitiva nesse processo.
A música, portanto, é comprovadamente um método para auxiliar a transformar uma tarefa intelectual em um método efetivo de desviar a atenção de uma dor.
E o mais surpreendente foi que as pessoas com as melhores respostas nesses testes foram aquelas avaliadas pelos pesquisadores como bastante ansiosas. Essas pessoas se mostraram concentradas na música de tal forma que mal podiam indicar se haviam sentido algum tipo de dor durante o processo.
De acordo com os autores, isto pode indicar que outros métodos para aliviar a ansiedade também podem contribuir para diminuir as dores. Os resultados também indicam que os métodos para aliviar sintomas dolorosos deveriam levar em conta as características de personalidade de cada pessoa e isso deve ser o tema de próximas pesquisas.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Alongamento e ioga ajudam com dores na lombar
Estudo revela que os dois exercícios são similares no combate ao tipo de dor
Pessoas que sofrem de dores crônicas na lombar sentiram os mesmos benefícios após a prática da ioga sob orientação de professores treinados em comparação com as que tiveram aulas de alongamento, destacou um estudo divulgado nos Estados Unidos.
As descobertas foram publicadas na edição desta segunda-feira dos Archives on Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana.
"Nós descobrimos que as aulas de ioga são mais eficazes do que um livro de auto-ajuda, mas não são mais eficazes do que aulas de alongamento", disse a chefe dos estudos, Karen Sherman, pesquisadora sênior do Group Health Research Institute em Seattle.
"Nós esperávamos que a dor fosse mais abrandada com o ioga do que com o alongamento, sendo assim nossas descobertas nos surpreenderam", afirmou.
O mesmo grupo de cientistas fez um teste menor em 2005 baseado em uma amostra aleatória de 101 adultos. O estudo sugeriu que o ioga era o melhor remédio para dores lombares porque as pessoas que praticaram esta atividade física usaram menos analgésicos e tiveram melhor desempenho físico.
Este estudo, mais aprofundado, foi feito com uma amostra de 228 pessoas em seis cidades do estado de Washington (oeste), e enquanto ficou demonstrada uma liderança sutil das aulas de ioga, a diferença não foi suficiente para ser estatisticamente relevante.
Os indivíduos assistiram a 12 aulas semanais com duração de uma hora e 15 minutos cada.
O ioga praticado foi do tipo conhecido como Viniyoga, no qual as posturas são adaptadas para a condição individual dos alunos. As aulas foram ministradas por instrutores com mais de 500 horas de treinamento.
As aulas de alongamento foram dadas por fisioterapeutas licenciados, e alguns exercícios de força foram incluídos.
O terceiro grupo recebeu um livro de auto-ajuda com dicas para aliviar a dor nas costas.
"A disfunção relacionada às costas diminuiu com o passar do tempo em todos os grupos", destacou o estudo, ressaltando que quando comparados com o livro, o grupo que praticou ioga relatou um desempenho melhor entre 12 e 26 semanas.
O grupo que praticou alongamento relatou performance superior em 6, 12 e 26 semanas. Em nenhum ponto do acompanhamento da pesquisa foi encontrada uma diferença significativa entre o grupo que praticou ioga e o grupo que fez alongamento.
"Nossos resultados sugerem que tanto o ioga quanto o alongamento podem ser opções boas e seguras para as pessoas que querem praticar atividade física para aliviar a dor moderada na lombar", disse Sherman.
Fonte: http://www.band.com.br/viva-bem/saude/noticia/?id=100000464410
Pessoas que sofrem de dores crônicas na lombar sentiram os mesmos benefícios após a prática da ioga sob orientação de professores treinados em comparação com as que tiveram aulas de alongamento, destacou um estudo divulgado nos Estados Unidos.
As descobertas foram publicadas na edição desta segunda-feira dos Archives on Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana.
"Nós descobrimos que as aulas de ioga são mais eficazes do que um livro de auto-ajuda, mas não são mais eficazes do que aulas de alongamento", disse a chefe dos estudos, Karen Sherman, pesquisadora sênior do Group Health Research Institute em Seattle.
"Nós esperávamos que a dor fosse mais abrandada com o ioga do que com o alongamento, sendo assim nossas descobertas nos surpreenderam", afirmou.
O mesmo grupo de cientistas fez um teste menor em 2005 baseado em uma amostra aleatória de 101 adultos. O estudo sugeriu que o ioga era o melhor remédio para dores lombares porque as pessoas que praticaram esta atividade física usaram menos analgésicos e tiveram melhor desempenho físico.
Este estudo, mais aprofundado, foi feito com uma amostra de 228 pessoas em seis cidades do estado de Washington (oeste), e enquanto ficou demonstrada uma liderança sutil das aulas de ioga, a diferença não foi suficiente para ser estatisticamente relevante.
Os indivíduos assistiram a 12 aulas semanais com duração de uma hora e 15 minutos cada.
O ioga praticado foi do tipo conhecido como Viniyoga, no qual as posturas são adaptadas para a condição individual dos alunos. As aulas foram ministradas por instrutores com mais de 500 horas de treinamento.
As aulas de alongamento foram dadas por fisioterapeutas licenciados, e alguns exercícios de força foram incluídos.
O terceiro grupo recebeu um livro de auto-ajuda com dicas para aliviar a dor nas costas.
"A disfunção relacionada às costas diminuiu com o passar do tempo em todos os grupos", destacou o estudo, ressaltando que quando comparados com o livro, o grupo que praticou ioga relatou um desempenho melhor entre 12 e 26 semanas.
O grupo que praticou alongamento relatou performance superior em 6, 12 e 26 semanas. Em nenhum ponto do acompanhamento da pesquisa foi encontrada uma diferença significativa entre o grupo que praticou ioga e o grupo que fez alongamento.
"Nossos resultados sugerem que tanto o ioga quanto o alongamento podem ser opções boas e seguras para as pessoas que querem praticar atividade física para aliviar a dor moderada na lombar", disse Sherman.
Fonte: http://www.band.com.br/viva-bem/saude/noticia/?id=100000464410
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