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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vovó Lole revela como consegue energia e disposição aos 98 anos - Programa Bem Estar


No Programa Bem Estar do dia 03/10/14, a Vovó Lole, uma idosa de 98 anos que ficou famosa após a neta publicar um vídeo dela se exercitando mostra sua rotina e revela como consegue energia e disposição.

Ela é uma fofa!!! Um exemplo para todos nós!! Espero chegar à velhice do mesmo jeito que ela!

Abaixo o link dessa parte do programa! Acessem e se encantem com essa fofura!!

http://g1.globo.com/bemestar/videos/t/edicoes/v/vovo-lole-revela-como-consegue-energia-e-disposicao-aos-98-anos/3671147/?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=bem+estar

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cinco hábitos saudáveis reduzem pela metade o risco de AVC em mulheres


Segundo nova pesquisa, entre esses hábitos estão alimentar-se bem, exercitar-se e não exagerar no álcool

Adotar um estilo de vida saudável pode de reduzir pela metade o risco de acidente vascular (AVC) isquêmico entre o sexo feminino. Segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira, mulheres que se alimentam corretamente, praticam exercícios, consomem álcool com moderação, têm um peso saudável e não fumam são 54% menos propensas a apresentar o problema.

O estudo, divulgado na revista médica Neurology, foi feito na Suécia com 31 696 mulheres de 60 anos, em média. Todas responderam a um questionário com 350 perguntas sobre alimentação e estilo de vida. A partir disso, os pesquisadores as acompanharam por dez anos.

O estudo considerou que um estilo de vida saudável incluía os seguintes fatores: beber álcool moderadamente (até três a nove doses por semana); seguir uma dieta saudável (medida pela quantidade e frequência do consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis); praticar atividade física (pelo menos 40 minutos de exercícios aeróbicos por dia e uma hora de atividades de força por semana); manter um peso saudável (com IMC de até 25); e não fumar.

Entre as participantes do estudo, apenas 589 (ou 1,8%) apresentavam todos esses fatores de estilo de vida saudável. Por outro lado, 1 535 (4,8%) mulheres não mantinham nenhum desses cinco hábitos.

Hábitos — A pesquisa mostrou que cada fator de vida saudável é capaz de, sozinho, diminuir o risco de sofrer um derrame. Seguir uma dieta correta, por exemplo, contribui com uma redução de 13% desse risco, enquanto não fumar evita 17% dos casos de AVC em um período de dez anos, por exemplo. Já a prática de atividade física pode prevenir 9% dos derrames. Além disso, segundo o estudo, todos os cinco hábitos, juntos, reduzem em 54% o risco de AVC em mulheres em comparação com não apresentar nenhum desses fatores.

“Pelo fato de as consequências de um derrame serem devastadoras e irreversíveis muitas vezes, a prevenção é muito importante. Os nossos resultados são animadores pois indicam que dieta e estilo de vida saudáveis podem reduzir o risco do problema substancialmente, e esses fatores são escolhas que as pessoas podem fazer ou então melhorar”, diz Susanna Larsson, pesquisadora do Instituto Karolinska, na Suécia, e coordenadora do estudo.

Como evitar - dicas:

Controlar a hipertensão

A hipertensão é a principal desencadeadora do AVC, isquêmico ou hemorrágico. Ela pode causar lesões nas paredes internas das artérias, tornando-as menos elásticas e mais predispostas a entupimento e endurecimento. "O tratamento da hipertensão, feito por meio de medicamentos, dieta e prática de atividade física, diminui em 90% o risco de um derrame em hipertensos", afirma Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo ela, um estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 80,5% dos pacientes admitidos por AVC isquêmico no pronto-socorro apresentavam antecedente de hipertensão arterial.

Exercitar-se

A prática de atividades físicas pode ajudar no controle do peso, na saúde do coração e na redução do risco de diabetes, hipertensão arterial e formação de coágulos sanguíneos — condições que podem levar ao derrame. Assim, exercitar-se melhora diversos fatores que aumentam o risco de AVC.

Monitorar o peso

A obesidade e o sobrepeso podem desencadear hipertensão e diabetes, fatores de risco do AVC. "Quem está acima do peso tem maior probabilidade de sofrer um derrame", diz Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e nível de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.

Reduzir o colesterol

Altos níveis de LDL (conhecido como colesterol "ruim") no sangue favorecem a aterosclerose, que se caracteriza pela formação de placas de gordura nas paredes das artérias. A doença estreita e enrijece esses vasos e dificulta o fluxo sanguíneo. A lesão na parede das artérias pode, ainda, levar à formação de coágulos e, logo, ao AVC isquêmico. Uma dieta saudável e pobre em gorduras saturadas e trans ajuda a proteger a saúde cardiovascular.

Tratar o diabetes

O diabetes é o segundo principal fator de risco do AVC, por piorar a hipertensão arterial e contribuir na formação da aterosclerose. "O diabetes enrijece a parede arterial, que favorece o acúmulo de gordura no vaso, aumenta os níveis de insulina no sangue e altera o sistema circulatório e metabólico", diz Caio Focássio, cirurgião vascular da Santa Casa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Esse cenário facilita o surgimento de coágulos, que podem chegar ao cérebro, obstruir uma artéria e, assim, levar ao AVC isquêmico.


Seguir uma dieta balanceada

Alimentar-se bem é crucial para controlar o peso, a hipertensão, o diabetes e o colesterol. De acordo com Adriana Conforto, os três principais mandamentos de uma dieta anti-AVC são ingerir sal moderadamente (isto é, consumir no máximo 3 colheres [café] rasas por dia), comer oito a dez porções de frutas, verduras e legumes diariamente e, por fim, manter distância de alimentos gordurosos, principalmente aqueles com altos níveis de gorduras saturadas — como frituras e manteiga.

Ter uma gravidez saudável

A pré-eclâmpsia, doença que atinge entre 6 e 10% das gestantes, aumenta a pressão arterial e causa uma perda de proteínas pela urina na fase final da gravidez. Segundo a Associação Americana do Coração, mulheres com pré-eclâmpsia têm duas vezes mais probabilidade de sofrer um derrame — condição que, por sua vez, atinge três em cada 10 000 grávidas. A recomendação geral é que mulheres enquadradas no grupo de risco (aquelas com hipertensão crônica, diabetes e obesidade, por exemplo) tomem doses baixas de aspirina a partir do segundo trimestre de gestação. O médico decidirá o melhor para cada caso.

Manter a saúde cardíaca em dia

Doenças cardíacas podem formar coágulos no sangue e levar ao AVC isquêmico. São exemplos de moléstias relacionadas ao derrame a fibrilação atrial crônica, que é quando o coração bate num ritmo anormal e irregular, e a trombose coronariana, na qual uma artéria é bloqueada por um coágulo. A fibrilação atrial costuma ser controlada com medicamentos anticoagulantes e a trombose coronariana, popularmente conhecida como infarto do miocárdio, com antiagregantes. "Sobreviventes de um infarto do miocárdio podem ter mais placas de gordura pelo corpo, que levam aos coágulos. Esses trombos podem causar tanto um novo infarto, quanto um AVC. A diferença entre os dois é a localização da obstrução arterial", explica Álvaro Pentagna, neurologista do hospital São Luiz Itaim, em São Paulo.

Não fumar

Substâncias presentes no cigarro, como a nicotina, favorecem a degradação da parede arterial e, por isso, a formação de placas de gordura aderidas nos vasos. "Além disso, o cigarro tem componentes que promovem a coagulação, facilitando a formação de trombos e, consequentemente, do derrame", explica o cirurgião vascular Caio Focássio.

Beber álcool com moderação

O consumo exagerado de álcool faz com que o organismo desenvolva distúrbios de coagulação, como a aterosclerose, atrapalhando a circulação sanguínea. "Beber muito álcool favorece hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e transtornos metabólicos que comprometem a circulação sanguínea cerebral, predispondo ao AVC", diz a médica Elizabeth Batista, coordenadora de neurologia do hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro.

A neurologista Adriana Conforto recomenda a dose máxima de álcool diária de 30 gramas para o homem (equivalente a duas latas de cerveja ou duas taças de vinho de 150 ml ou duas doses de uísque de 50ml) e 15 gramas para a mulher (metade dessas doses).

Ficar atenta à combinação entre anticoncepcional e enxaqueca com aura

O estrogênio, hormônio presente na pílula, estimula a formação de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. Apenas o uso do anticoncepcional, porém, não eleva significativamente o risco do derrame. "Quando a mulher já tem um histórico de enxaquecas com aura, aquela que prejudica a visão nas crises, e toma anticoncepcional, precisa ficar atenta ao risco de AVC. Essas duas situações elevam a probabilidade de formação de coágulos", explica o neurologista Álvaro Pentagna.


Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cinco-habitos-saudaveis-reduzem-pela-metade-o-risco-de-avc-em-mulheres

terça-feira, 23 de abril de 2013

Equilíbrio, Coordenação e Agilidade de Idosos Submetidos à Prática de Exercícios Físicos Resistidos - artigo



RESUMO
Objetivos: Avaliar o equilíbrio, a coordenação e a agilidade dos idosos submetidos a exercícios físicos. 
MÉTODOS: 61 idosos do gênero masculino, com idades entre os 60-75 anos, designados aleatoriamente para um grupo de exercícios resistidos com carga progressiva (n=39) ou para um controle submetido a exercícios sem carga (n=22). O grupo exercício resistido participou de um programa de 24 semanas, com 3 visitas por semana, em dias não consecutivos. Foram avaliados após o término do treinamento, pela Escala de Equilíbrio de Berg, do Teste de Tinetti e do Timed UP & GO. Resultados: Comparando-se os dois grupos verificou-se um melhor desempenho estatisticamente significativo para o grupo experimental em relação ao controle para os testes Timed “Up & Go”. (p=0,02) e para o Tinetti Total (p=0.046) e para o Tinetti marcha (p=0.029). Desta forma, não encontramos diferença na Escala de Equilíbrio de Berg e no teste de Tinetti equilíbrio. Conclusão: O programa de treinamento de força durante 24 semanas mostrou-se favorável na melhora dos desempenhos funcional e motores de idosos.



http://www.scielo.br/pdf/rbme/v14n2/01.pdf

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Exercícios Físicos ajudam a proteger o cérebro do Alzheimer



Três estudos mostram relação entre atividades físicas e melhora em funções cognitivas

Três pesquisas recentes mostram que exercícios físicos podem ajudar a promover as funções mentais e reduzir os riscos de declínio cognitivo e demência em idosos saudáveis ou com comprometimento cognitivo leve. Elas foram apresentadas no último domingo, durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, realizada em Vancouver, no Canadá. “Esses novos estudos começam a esclarecer exatamente quais tipos de atividades físicas são mais efetivas, o quanto precisam ser praticadas e por quanto tempo”, diz William Thies, diretor médico e científico da Associação.

Um dos estudos, realizado pela Universidade de Pittsburgh, mostra que a caminhada pode ajudar a aumentar o tamanho de regiões cerebrais envolvidas com a memória. Os pesquisadores compararam o efeito no cérebro de dois grupos de idosos: aqueles que fizeram três sessões semanais de caminhada e aqueles que fizeram a mesma quantidade de treinos de musculação. O hipocampo dos idosos que praticaram a caminhada aumentou 2% em relação aos que fizeram musculação. A área está ligada à memória, e sua redução é um dos sinais do Alzheimer.

Segundo os organizadores da conferência, isso não significa que um tipo de exercício é melhor que outro, mas que diferentes exercícios podem afetar diferentes aspectos da saúde cerebral. Para demonstrar isso, eles exibiram uma segunda pesquisa, conduzida na Universidade da Columbia Britânica, no Canadá. Ela comparou o efeito de duas sessões semanais de exercícios de levantamento de peso com a mesma quantidade de treinamento aeróbico em mulheres que tinham entre 70 e 80 anos, com comprometimento cognitivo leve.

O grupo que levantou peso apresentou um desempenho melhor em testes que medem atenção, resolução de conflitos e memória. Além disso, esses treinos também trouxeram mudanças funcionais em três regiões cerebrais envolvidas com a memória.

O terceiro estudo apresentado foi conduzido por pesquisadores do Centro Nacional de Geriatria e Gerontologia do Japão. Eles analisaram o impacto de uma série de exercícios variados sobre as funções cerebrais de idosos com comprometimento cognitivo leve. O programa incluía exercícios aeróbicos, de força muscular e de postura realizados durante um ano.

Os pesquisadores compararam as funções cerebrais desses idosos com a de outros que não fizeram exercícios, mas assistiram aulas sobre como cuidar de sua saúde. Apesar de os dois grupos terem apresentado melhoras em testes de memória e de uso de linguagem, o resultado foi mais significativo naqueles que praticaram atividades físicas.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Você sabia??

Fazer exercícios físicos no inverno aumenta em até 30% queima de calorias.

Mas é importante aquecer bem para evitar lesões. A ordem então é se movimentar... 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Estudo mostra que o exercício "recicla" as células

Cientistas descobriram mais uma forma como a atividade física pode fazer bem à saúde. Uma pesquisa publicada online pela revista científica “Nature” nesta quarta-feira, dia 18, mostra que os exercícios induzem a "autofagia".
Na autofagia, a célula elimina organelas velhas e se alimenta desse material que ela mesmo expeliu. Em outras palavras, é um processo de “reciclagem” das células, que permite que elas se adaptem às mudanças nas demandas energéticas e nutricionais do corpo.
Essa "reciclagem" previne contra o desenvolvimento da resistência à insulina, que tem como principal consequência a diabetes tipo 2. Em outros estudos, já se mostrou também que o processo retarda o envelhecimento e protege contra alguns tipos de câncer.
O estudo que achou a relação entre exercícios físicos e esse processo foi feito com camundongos. Primeiro, os pesquisadores descobriram que isso acontece um tipo de camundongos selvagens. Depois, desenvolveram uma mutação genética em um grupo de animais para comparar o que acontecia com os dois grupos, e chegaram a essa conclusão.
“Mais importante, é a primeira vez que é revelado o papel da autofagia na capacidade de resistência nos exercícios e os efeitos benéficos mediados à saúde pelo exercício”, completou a pesquisadora.“Antes desse estudo, pensava-se que a fome era o principal indutor de autofagia in vivo [em animais vivos], e agora descobrimos que uma pequena sessão de exercícios pode induzir autofagia de maneira semelhante em camundongos bem alimentados”, disse ao G1Congcong He, da Universidade do Texas Southwestern, autora da pesquisa.
Inicialmente, o estudo encontrou a "reciclagem" induzida pelos exercícios em células musculares, localizadas no coração e perto dos ossos. No entanto, os cientistas que conduziram o estudo também já descobriram o processo no fígado, no pâncreas e em células adiposas.
“É possível que a autofagia tenha um papel essencial nos efeitos benéficos da autofagia também nesses órgãos, o que é um de nossos próximos passos, utilizando modelos de camundongos com deficiência de autofagia em tecidos específicos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Exercícios físicos liberam hormônio que ajuda a queimar gordura


Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram descoberta que pode dar origem a novos tratamentos contra obesidade

Praticante de corrida (Foto: Iwan Beijes/Stock.xchng)
A descoberta de um novo hormônio pode trazer esperanças para pessoas com problemas de excesso de peso e diabetes. A substância tem a capacidade de aumentar o gasto energético e queimar mais gordura corporal durante a prática de exercícios físicos. O novo hormônio recebeu o nome de irisina, em referência à deusa grega Íris, a mensageira de Zeus, o rei dos deuses (os cientistas estão apostando mesmo no potencial do novo hormônio).
O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, liderados pelo cientista Bruce Spielgelman. O artigo, publicado na edição desta semana da revista científica Nature, detectou a presença de irisina no sangue de ratos e homens adultos submetidos a um período de exercícios físicos. Segundo os pesquisadores, a prática de exercícios libera uma série de proteínas. No organismo, uma dessas proteínas é transformada e resulta no novo hormônio. Ele seria o responsável por aumentar o consumo de energia corporal.

Os resultados demonstram que a irisina é um possível aliado no combate à obesidade e ao diabetes. Ainda não se sabe se um tratamento com o novo hormônio em longo prazo ou em maiores doses levaria à grande perda de peso. Os pesquisadores estimam que, no futuro, pode surgir um remédio a base da irisina. Por enquanto, ainda vale a boa e velha recomendação: pratique exercícios físicos.
Além de benefícios na queima de gordura, a irisina também se mostrou eficaz no controle do nível de glicose (um tipo de açúcar) no sangue. Após receberem uma injeção do novo hormônio, ratos de laboratório obesos e resistentes à produção de insulina, a substância que controla o nível de açúcar no sangue, apresentaram melhoras significativas na tolerância à glicose, e uma pequena perda de peso.
 Fonte: www.revistaepoca.globo.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dieta mediterrânea associada a exercício pode reduzir sintomas da apnéia do sono

Comer uma dieta mediterrânea, combinada com a prática regular de atividade física, pode ajudar na redução de sintomas da apnéia do sono, de acordo com uma nova pesquisa publicada no European Respiratory Journal.


O estudo buscou comparar dois tipos distintos de dieta em pessoas obesas com apnéia do sono. Um dos grupos teve a recomendação de seguir uma dieta mediterrânea como interevenção principal, enquando o segundo grupo recebeu orientação para uma dieta prudente (dieta padrão recomendada pela Associação Americana do Coração – AHA).

A Síndrome de apnéia obstrutiva do sono (SAOS) causa freqüentes pausas de respiração que ocorrem durante o sono, o que perturba o padrão de sono de uma pessoa normal. É um dos distúrbios respiratórios relacionados ao sono mais prevalente, com cerca de 2-4% da população adulta experimentando a condição. Esta percentagem aumenta para 20-40% em obesos, e a perda de peso é muitas vezes uma parte essencial do plano de tratamento recomendado.

Os pesquisadores, da Universidade de Creta, na Grécia, examinaram 40 pacientes obesos que sofriam de SAOS. Vinte pacientes receberam orientação para dieta prudente, enquanto os outros 20 seguiram uma dieta mediterrânea. Ambos os grupos também foram incentivados a aumentar sua atividade física, envolvendo principalmente caminhar por pelo menos 30 minutos cada dia.

Em ambos os grupos, os pacientes também receberam terapia de pressão positiva contínua (CPAP) nas vias aéreas, que envolve o uso de uma máscara que gera um fluxo de ar, mantendo as vias aéreas superiores abertas durante o sono.

Os pesquisadores monitoraram os pacientes durante um estudo do sono, conhecido como polissonografia. Este acompanhamento envolveu vários marcadores para SAOS, incluindo a atividade elétrica no cérebro, os movimentos dos olhos e ronco. Os pacientes foram examinados no início do estudo e, novamente, seis meses mais tarde.

Os resultados mostraram que pessoas que seguem a dieta mediterrânea tinha um número reduzido de distúrbios, conhecidos como apnéias, durante o estágio do sono de movimento rápido dos olhos (REM), que normalmente é responsável por aproximadamente 25% do total de sono durante a noite.

Os resultados também revelaram que pessoas que seguem a dieta mediterrânea mostraram uma maior adesão à dieta de restrição calórica, um aumento na atividade física e maior diminuição da gordura abdominal.

Os resultados desta pequena amostra mostraram uma melhoria durante um estágio do sono para as pessoas com apnéia do sono, no entanto, não mostraram uma melhoria global em termos de gravidade da doença. Os autores sugerem que novos estudos em uma amostra maior são necessários para compreender os benefícios dessa dieta.

Christopher Papandreou, principal autor da pesquisa, disse: "Este é o primeiro estudo a analisar o impacto da dieta mediterrânea em combinação com a atividade física na SAOS através de mudanças no corpo humano. Nossos resultados mostraram que o número de distúrbios durante o sono REM foi mais reduzida no grupo da dieta mediterrânea. Relatórios recentes têm relacionado o aumento em distúrbios durante o sono REM, com o risco de desenvolver conseqüências sistêmicas, como diabetes tipo 2”. Desta forma, apesar de ser um dado novo que deve ser confirmado, o tipo de dieta mediterrânea pode exercer um papel protetor em indivíduos com apnéia do sono.


Referência:

C. Papandreou, S. E. Schiza, I. Bouloukaki, C. M. Hatzis, A. G. Kafatos, N. M. Siafakas, N. E. Tzanakis. Effect of mediterranean diet vs prudent diet combined with physical activity on OSAS: a randomised trial. European Respiratory Journal, 2011.

http://www.evidenciasaude.com.br/