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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Dor: não aguento mais - Série de reportagens do JR
Nova série do JR fala sobre o drama de quem sofre com dores. Dor de dente, cabeça, coluna e muito mais.
Vale a pena assistir!
14/01/2013: Nova série do JR mostra o drama de pessoas que são obrigada a viver com a dor
O repórter Carlos Dorneles acompanhou a luta de quem convive há anos com a dor e busca a todo custo amenizar o sofrimento. Descubra como a medicina avança para ajudar essas pessoas na primeira reportagem da série Dor, Não Aguento Mais.
15/01/2013: Dor, Não Aguento Mais: métodos simples podem aliviar dores crônicas
De repente uma incômoda dor nas costas. O diagnóstico: uma inflamação na hérnia de disco, que vira um problema crônico. Você certamente conhece alguém que já tenha passado por isso. A dor na coluna atinge milhões de brasileiros. Na reportagem de desta terça (15) da série Dor, Não Aguento Mais, o repórter Carlos Dorneles vai mostrar que métodos simples podem aliviar - e muito - essa dor.
16/01/2013: Médicos garantem que a pedra no rim pode causar uma das piores dores
Na reportagem da série Dor Não Aguento Mais, o repórter Carlos Dorneles mostra o drama de pacientes em meio a fortes crises. e aqueles que foram obrigados a mudar os hábitos para prevenir as dores.
18/01/2013: Dor, Não Aguento Mais: conheça a temida herpes zoster
Uma doença na pele que provoca inflamações e dores fortíssimas. É o herpes zoster, que aparece com pequenas bolhas e rapidamente se espalha pelo corpo. A reportagem desta sexta-feira (18) da série Dor, Não Aguento Mais o repórter Carlos Dorneles vai mostrar como o estresse e a vida agitada das grandes cidades contribuem para o aparecimento da doença.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Peso da indústria pode estimular mais cirurgias de coluna
Cirurgias de coluna, especialmente as de hérnia de disco, estão na mira do governo dos EUA. Os custos com esse procedimento passaram de US$ 345 milhões em 1997 para US$ 2,24 bilhões em 2008.
Como pano de fundo, há os conflitos de interesses entre cirurgiões e a indústria de próteses (pinos, placas e outros materiais), que já estão sendo investigados pelo Congresso.
A suspeita é que os médicos estariam indicando cirurgias desnecessárias em troca de comissões.
Um relatório divulgado em 2011 pelo "Wall Street Journal" mostrou que cinco cirurgiões do Norton Hospital, no Kentucky, receberam, cada um, US$ 1,3 milhão da Medtronic, líder em dispositivos para cirurgia na coluna.
A empresa afirmou que o dinheiro se refere a royalties, porque os médicos ajudaram no desenvolvimento dos dispositivos. O curioso é que esses médicos estão entre os que mais indicam as cirurgias no sistema público de saúde americano, o Medicare.
Só os parafusos usados para perfurar a coluna custam US$ 2.000 cada um. Mas, segundo o Medicare, o custo de fabricação não passa de US$ 100.
"Você pode facilmente colocar US$ 30 mil em materiais durante uma cirurgia de hérnia de disco", diz Charles Rose, cirurgião de coluna da Universidade da Califórnia que criou o grupo "Associação de Ética Médica" para combater os conflitos de interesse.
"Muitas cirurgias estão sendo feitas em situações em que não há evidência de que vão funcionar", afirmou à Folha Rosemary Gibson, autora do livro "The Treatment Trap".
TAMBÉM NO BRASIL
No Brasil, a situação é parecida, segundo o cardiologista Bráulio Luna Filho, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina). "O problema é que ninguém denuncia. Mas o que anda acontecendo é criminoso."
Segundo ele, o Cremesp discute criar uma resolução estadual que discipline os conflitos de interesses na área de medicamentos e de dispositivos.
"Sabemos dos exageros, mas fazemos de conta que não sabemos", diz Guilherme Barcellos, pesquisador especializado em conflitos de interesse.
Em 2010, o CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou uma resolução que proíbe comissões para a prescrição de materiais implantáveis, órteses e próteses. A resolução também impede que o médico exija a marca do material a ser usado.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1090514-peso-da-industria-pode-estimular-mais-cirurgias-de-coluna.shtml
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Orientações posturais
O dia a dia das vértebras não é fácil: elas precisam sustentar o tronco e ainda se dobrar aos nossos desejos, por mais triviais que eles sejam. Para piorar, tamanha labuta geralmente é recompensada com falta de consideração — afinal, quantas pessoas se preocupam, nas suas próprias tarefas, em não forçar esse conjunto de ossos? E a união entre sobrecarga e descaso costuma ter apenas um desfecho: dor.
Com o intuito de assegurar o direito à saúde da espinha dorsal, a Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna elaborou um novo guia que visa corrigir posturas do nosso cotidiano, como sentar-se em frente ao computador e até escovar os dentes.
80% das pessoas ao redor do globo já tiveram ou terão, ao longo da vida, ao menos um episódio de dor na coluna;
5,3 milhões de brasileiros sofrem com a hérnia de disco;
13% das consultas médicas são decorrentes de incômodos na região lombar.
O novo aliado da coluna
Um aparelho faz o próprio corpo aprender a preservar as costas de maneira eficaz
Seu nome, Stabilizer, já sugere o que ele faz. apesar de simples — trata-se de uma almofada especial colocada na região lombar durante a fisioterapia —, o equipamento "ensina" o corpo a contrair os músculos multífidos, localizados ao longo das vértebras. Treinada, essa musculatura é capaz de manter a espinha alinhada e de amortecer impactos. Só para citar um caso, pesquisadores australianos descobriram que quase todos os indivíduos com hérnia de disco tinham esses auxiliares da coluna atrofiados.
Como funciona
Ele faz as costas aguentarem as exigências do cotidiano.
Os multífidos são músculos profundos. Para acioná-los, é preciso estimular uma cadeia muscular que começa pelo transverso do abdômen. Só que contrair o transverso não é fácil — e mais, cada um o ativa de um jeito diferente. O Stabilizer ajuda a detectar quando o músculo é exigido. a partir daí, basta repetir o movimento que deu certo até que ele seja automatizado.
Orientações Práticas
1. Levantar-se da cama
Usar os músculos próximos do umbigo e os das costas para se erguer pode agredir as vértebras logo ao raiar do dia. Em vez disso, apoie-se nos braços, mais fortes e preparados, enquanto coloca as pernas para fora do leito. É importante realizar movimentos vagarosos quando se acorda. Após várias horas de sono, a musculatura não responde bem aos nossos pedidos e uma exigência intensa costuma terminar em incômodo.
Quando despertar, cuidado com o pescoço. Uma levantada brusca aumenta o risco de torcicolo.
2. Amarrar os sapatos
Inclinar-se demais para alcançar o cadarço é proibido. Quanto ao que se recomenda, há quem sugira cruzar as pernas. E isso é efetivo, porém, na prática, as pessoas têm dificuldades para adotar essa posição dos dois lados. Uma alternativa simples é buscar um apoio que eleve bastante o pé.
3. Escovar os dentes
De pé, a inclinação para a frente típica da escovação joga toda a pressão da gravidade diretamente nos discos vertebrais. Para acabar com a mania, coloque uma mão na pia e mantenha esse braço estendido. Deixar um dos membros inferiores dobrado, como na ilustração à direita, ativa uma musculatura do abdômen apta a suportar cargas, distribuindo melhor o peso corporal.
4. Dirigir
O caminho ao trabalho, quando percorrido de carro, apresenta ameaças específicas. A primeira — e talvez a maior delas — é o senso comum. Grande parte da população acha que o encosto deve ficar a 90 graus com relação ao banco. Isso aumenta a compressão sobre as vértebras. O ideal é abrir essa angulação um pouquinho, em torno de 100 a 110 graus. Certifique-se também de que os braços estejam suavemente dobrados e que as mãos fiquem logo acima da metade do volante. Se estiverem firmadas na parte de baixo, o trapézio reclama. Se ficarem muito no alto, é a região cervical que padece.
Em torno de 80% das dores lombares não têm razão conhecida. O jeito é se precaver em toda situação.
5. Mexer no computador
O escritório é um dos ambientes que mais causam transtornos à coluna pelo tempo sentado de maneira errada em frente ao monitor. Se em muitos casos não dá para fugir desse cara a cara prolongado com o computador, pelo menos é possível se relacionar com ele sem machucar tanto as costas. Comece pela tela: deixe-a a um braço de distância e certifique-se de que o topo dela esteja alinhado com a sua linha de visão. As coxas devem estar paralelas ao chão. E você reparou no apoio para os pés? Ele auxilia o retorno venoso e impede que as nádegas venham para a frente. mas não pode possuir mais do que 15 centímetros, sob o risco de desalinhar as pernas. Os braços devem estar em ângulo de 90 graus, apoiados e alinhados para evitar sobrecarga e dores nos punhos, porém a figura acima não mostra tal orientação.
6. Pegar uma criança no colo
Nada melhor do que tirar seu filho do chão e abraçá-lo assim que chegar em casa, não? Para não ter que abdicar desse hábito, ajoelhe-se em vez de dobrar o tronco quando for envolvê-lo em seus braços. E, na hora de se levantar, deixe-o bem junto do tórax.
7. Dormir
Para permitir que a coluna descanse, prefira repousar de lado e lance mão de um travesseiro que deixe o pescoço reto. Uma almofada entre as pernas alinha os ossos, diminuindo a probabilidade de uma lombalgia. Agora, atenção! Nada disso faz efeito se o colchão for mole ou duro demais.
Logo mais vou postar orientações de travesseiros e colchões também penssando em evitar dores nas costas e melhorar a qualidade do sono.
Seguindo essas dicas fica muito mais fácil evitar dores nas costas.
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