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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Obesidade no Brasil parou de crescer, segundo Vigitel



Depois de oito anos em ascensão, a obesidade no Brasil, pela primeira vez, parou de crescer. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), apresentada ontem, dia 30 de abril, pelo Ministério da Saúde.

Apesar da estabilização do índice, o estudo aponta que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal – destes, 17,5% são obesos. Na primeira edição da Vigitel, a proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e a de obesos era de 11,8%.

Os dados mostram que a proporção de obesos entre homens e mulheres é a mesma: 17,5%. Já em relação ao excesso de peso, os homens acumulam percentuais mais expressivos: 54,7% contra 47,4%.

O estudo também indica que a escolaridade se mostra um forte fator de proteção entre o público feminino. O percentual de excesso de peso entre as mulheres com até oito anos de estudo é de 58,3%. Entre mulheres com, no mínimo, 12 anos de escolaridade, o percentual cai para 36,6%. A prevalência da obesidade cai pela metade entre os dois grupos, atingindo 24,4% e 11,8%, respectivamente.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, os resultados positivos em relação ao excesso de peso e à obesidade estão diretamente relacionados aos avanços na alimentação saudável e à prática de atividades físicas.

A Vigitel aponta um aumento de 11% em cinco anos no percentual de atividade física no período de lazer, passando de 30,3% em 2009 para 33,8% em 2013. Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios no tempo livre, enquanto, em 2009, o índice era de 39,7%. Entretanto, o aumento da prática de exercícios entre as mulheres foi maior, passando de 22,2% para 27,4% no mesmo período.

O consumo recomendado de frutas e hortaliças também aumentou de 18% nos últimos oito anos. Em 2013, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Em 2008, os índices eram de 15,8% e 23,7%, respectivamente.

Apesar dos avanços, os dados mostram a existência de diversos hábitos alimentares inapropriados, como o índice de brasileiros que substituem o almoço ou o jantar por um lanche de baixo valor nutritivo, como uma pizza ou um sanduíche. O índice registrado foi de 16,5%, sendo 12,6% dos homens e 19,7% das mulheres.

Outro indicador que, segundo a pasta, preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada. Ao todo, 31% dos entrevistados não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,3%) consome leite integral regularmente. O consumo de refrigerantes também registrou altos índices: 23,3% da população ingere a bebida pelo menos cinco dias da semana.

“O excesso de peso e a obesidade estão relacionados a várias condições de doenças crônicas. Reduzir isto é um desafio hoje para o mundo moderno”, avaliou Jarbas.

A pesquisa Vigitel ouviu cerca de 23 mil brasileiros maiores de 18 anos que vivem nas 26 capitais do país e no Distrito Federal.

Fonte:  http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/04/obesidade-no-brasil-parou-de-crescer-diz-ministerio

Epidemia triplica o número de mortes por obesidade em dez anos no país

Segundo levantamento inédito feito pelo 'Estadão Dados' com base em informações do Datasus, em 2001, 808 óbitos tiveram a doença como uma das causas. Em 2011, último dado disponível, o número passou para 2.390, um crescimento de 196%

O número de brasileiros mortos por complicações diretamente relacionadas à obesidade triplicou em um período de dez anos, revela levantamento inédito feito pelo Estadão Dados com base em informações do Datasus. Em 2001, 808 óbitos tiveram a doença como uma das causas. Em 2011, último dado disponível, o número passou para 2.390, crescimento de 196%.

O aumento também foi significativo quando considerada a taxa de mortos por 1 milhão de habitantes. No mesmo período de dez anos, a taxa dobrou. Foi de 5,4 para 11,9, segundo dados do Ministério da Saúde.

Os dados levam em consideração as mortes nas quais a obesidade aparece como uma das causas no atestado de óbito. Segundo especialistas, como o excesso de peso é fator de risco para diversos tipos de doenças, como câncer e diabete, o número de vítimas indiretas da obesidade é ainda maior.

"As causas mais comuns de morte relacionadas à obesidade são as doenças cardiovasculares, como o enfarte e o acidente vascular cerebral (AVC). Sabemos, porém, que ela também está relacionada a muitos outros problemas, como apneia do sono, insuficiência renal e vários tipos de câncer", afirma o endocrinologista Mario Carra, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Segundo o Ministério da Saúde, o aumento das mortes é um reflexo da "epidemia de obesidade" registrada hoje no País. "Outros países viveram isso primeiro, com alto consumo de alimentos industrializados e sedentarismo. O Brasil, ainda que mais tarde, está vivendo agora. Pesquisas feitas anualmente pelo ministério mostram que a obesidade e o sobrepeso têm aumentado muito", afirma o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães.

O último levantamento da pasta mostrou que mais da metade dos adultos brasileiros tem sobrepeso e pelo menos 17% da população está obesa.

Há dois meses, o aposentado Angelino Pires de Moraes, de 86 anos, tornou-se mais uma vítima do excesso de peso. Com 100 quilos e pouco menos de 1,80 de altura, ele sofreu um enfarte dentro de casa e morreu na hora. "Ele tinha colesterol alto e hipertensão. O médico já tinha avisado que o coração estava obstruído por gordura, mas ele não mudava a alimentação", conta o barbeiro Sérgio Buscarino de Moraes, de 50 anos, filho do aposentado. "Meu pai era teimoso e piorou depois que a minha mãe morreu, há cinco meses. Ficou deprimido e passou a cuidar menos da saúde", diz.

Medidas. Para especialistas, não é só a mudança de hábitos dos brasileiros que aumentou a mortalidade por obesidade. De acordo com Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade e síndrome metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo, as políticas públicas de prevenção e tratamento devem ser aprimoradas. "Não se faz prevenção em unidades básicas de saúde. Há o tratamento para diabetes, colesterol, hipertensão, mas pouco se faz para barrar o ganho de peso. Essa mesma preocupação deveria existir nas escolas", afirma ele.

De acordo com o especialista, quanto mais cedo se instala a obesidade, mais cedo a pessoa pode morrer. "Se uma pessoa já tem obesidade mórbida com 20 anos e permanece assim, a doença vai encurtar a vida desse paciente em 12 anos", diz ele.

Para Maria Tereza Zanella, endocrinologista da Unifesp, é preciso mudar os hábitos desde a infância. "As crianças vivem em apartamento, jogam videogame e comem produtos industrializados. São alimentos que têm um sabor agradável e as crianças vão se acostumando, mas isso deve ser evitado", diz ela.

Além da prevenção falha, os médicos apontam estrutura insuficiente para o tratamento da obesidade. "O SUS não oferece o tratamento medicamentoso, e os centros de referência para cirurgia bariátrica não dão conta da demanda", diz Mancini.

Em março, pelo menos 3 mil obesos de várias regiões do Brasil lotaram o ginásio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para passar por triagem em busca de cirurgia bariátrica. A fila de espera tem 2 mil pessoas.

Fonte: estadao.com.br



terça-feira, 23 de julho de 2013

Obesidade não protege contra enfraquecimento dos ossos - estudo/artigo



Antes, pensava-se que a obesidade ajudava a proteger contra o enfraquecimento dos ossos. Uma pesquisa publicada na revista Radiology, feita por cientistas americanos, indicou exatamente o contrário: a obesidade pode aumentar o risco de osteoporose.

Os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard descobriram que pessoas que têm mais gordura no fígado, tecidos musculares e no sangue têm também mais gordura na medula óssea, o tecido esponjoso dentro dos ossos onde surgem as células responsáveis pela formação óssea.

Para chegar à conclusão, uma equipe de cientistas fez exames de ressonância magnética em 106 homens e mulheres de entre 19 e 45 anos, considerados obesos, mas saudáveis.

A conclusão é que há uma relação entre a maior presença de gordura no fígado e nos músculos e a existência de mais gordura na medula óssea ─ independentemente do índice de massa corporal, da idade ou da quantidade de exercícios físicos.

Segundo os pesquisadores, a presença de gordura na medula óssea faz com que os ossos fiquem fracos. Uma coluna vertebral cheia de gordura, por exemplo, não será tão forte.

Ainda de acordo com o estudo, pessoas com gordura localizada em volta da cintura podem ter um risco maior de desenvolver a doença nos ossos.

Acesse o link para o estudo, publicado na revista Radiology:
http://radiology.rsna.org/content/early/2013/06/27/radiol.13130375.full?sid=f82e8755-b7d1-4066-96e1-071a659e9d35

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130716_obesidade_osteoporose_fn.shtml

terça-feira, 11 de junho de 2013

Entrevista com Dr. Alfredo Halpern - De Frente com Gabi - dia 09/06/2013

Programa De Frente com Gabi exibido no último domingo, dia 09/06/2013.
A jornalista e apresentadora Marília Gabriela entrevistou o médico endocrinologista Alfredo Halpern, que eu particularmente adoro!
Assista abaixo o programa completo. Muito bom!

terça-feira, 12 de março de 2013

Artigo: Excesso de peso é mais frequente em pacientes com doença de Parkinson - pdf em inglês

Baixo peso e desnutrição são muito documentadas na doença de Parkinson (DP), enquanto que o excesso de peso tem sido menos relatado. Foi realizado um estudo transversal com 177 controles saudáveis e 177 pacientes com DP que frequentavam um centro terciário. O peso e a altura de todos os participantes foram arquivados. Uma diferença estatisticamente significativa no índice de massa corporal (IMC) foi encontrada entre controles e pacientes com DP.


Excesso de peso é mais frequente em pacientes com doença de Parkinson - Arquivos de Neuro-Psiquiatria; [online]. 2012, vol.70, n.11, pp. 843-846

http://www.scielo.br/pdf/anp/v70n11/a04v70n11.pdf

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nike lança Programa Mundial para Promover Atiividade Física


A NIKE lançou em 22 de setembro, em Nova York, o Programa "Design to Move".O programa é resultado de vasta consulta feita a comunidade científica internacional, que teve dentre outros com a colaboração do Conselho Internacional de Ciências do Esporte (ICSSPE), do American College of Sports Medicine (ACSM) e da Sociedade Internacional de Atividade Física e Saúde (ISPAH).

Com grande e importante grupo de instituições parceiras, onde se destacam a American Academy of Pediatrics, a Associação das Escolas Superiores de Educacao Física (AISEP), a Associação Mundial de Esporte para Mulheres e Meninas, da Partneship for a Healthier America, além das mencionadas anterioremente, o Programa tem como foco o combate ao sedentarismo entre crianças e adolescentes, como mecanismo importante de fazer frente a epidemia de obesidade.

Acesse o site:

Download do relatório completo do programa:

terça-feira, 5 de junho de 2012

HBO ataca obesidade em nova série


Longe da linguagem tatibitate dos programas sobre hábitos saudáveis ou da espetacularização dos reality shows de perda de peso, a HBO estreia nesta terça-feira, 05, às 22 horas, uma nova série sobre obesidade. Intitulada The Weight of the Nation (O Peso da Nação), o documentário em quatro partes - no ar toda terça-feira - analisa a epidemia de obesidade nos Estados Unidos, onde nada menos que 2/3 da população acima dos 20 anos é obesa ou tem sobrepeso, assim como 1/3 das crianças. Apesar de mostrar a perspectiva americana, cada frase parece caber na rotina das grandes cidades do mundo.

Sóbria e alarmante, a série ataca a indústria de alimentos e a publicidade de comidas e bebidas nada saudáveis, principalmente o marketing voltado às crianças - algo raro na TV, que depende dos anunciantes. Por isso, o projeto só saiu do papel porque foi bancado pela HBO - que, nos EUA, não exibe comerciais -, em parceria com a organização de saúde Kaiser Permanente e a fundação de saúde e educação Michael & Susan Dell.

Ao todo, foram três anos de trabalho, que resultou na colaboração inédita entre a HBO, o Instituto de Medicina americano (IOM), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e o Instituto Nacional de Saúde americano (NIH). E, por se tratar de uma ação de saúde pública, logo após a exibição na TV, o canal garantiu disponibilizar os vídeos em seu site, o www.hbomax.TV .

Geração Big Mac. Se, na semana passada, a medida do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, de proibir a venda de bebidas com açúcar em tamanho família (com mais de 480 ml), dividiu opiniões, na série muito se fala em ações urgentes, com intervenção do Estado para frear a epidemia que impacta todo sistema de saúde do país.

Com pesquisas, especialistas e muitos personagens contando a luta contra uma doença não só física, mas psicológica, a série mostra, já no primeiro episódio, Consequências, que a obesidade está ligada a cinco das dez principais causas de morte nos EUA: doenças cardíacas, diabetes tipo 2, câncer, acidente vascular cerebral e doenças renais. Há ainda pesquisa inédita que relaciona obesidade na infância com problemas cardíacos na fase adulta.

Entre histórias de gente que sempre brigou com a balança e de pessoas que ganharam peso de repente, o segundo episódio, Escolhas, apresenta ações práticas para reverter o problema. No terceiro capítulo, Crianças em Crise, abre-se o debate sobre o que leva as crianças a consumir tantas calorias e, no quarto e último episódio, Desafios, estão em pauta os motivos que levaram a população americana a engordar tanto nos últimos 20 anos.

“Não queremos brócolis. Nossa geração cresceu comendo Big Mac”, diz uma das personagens, numa sentença comum a quem já passou pelo “dilema” do que escolher para o almoço. Porém, o que a série afirma - em tom alarmista, claro - é que, por causa da obesidade, essa pode ser não só a “geração Big Mac”, mas a primeira geração que viverá menos que os pais.

Alerta:

77% das crianças obesas ou com sobrepeso tornam-se adultos obesos, segundo dados da série.








quinta-feira, 31 de maio de 2012

A obesidade nas capitais brasileiras


Mais uma pesquisa alerta: os brasileiros engordaram. Há seis anos, 43% da população estava com sobrepeso e 11% era realmente obesa. Os números mais recentes nesses quesitos são 48,5% e 15,8%, respectivamente. Esses dados preocupantes foram revelados pela VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), estudo realizado anualmente pelo Ministério da Saúde desde 2006. No último levantamento, de 2011, foram entrevistadas mais de 50 mil pessoas acima de 18 anos, residentes nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Para categorizar a situação de sobrepeso e obesidade, a pesquisa considerou o Índice de Massa Corporal (IMC), que é o resultado de uma divisão do peso pela altura ao quadrado. O método é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e funciona apenas como indicador. Vale lembrar que fatores, como percentual de gordura e circunferência abdominal também são importantes.

No estado de São Paulo, 16% estão obesos ( IMC igual ou maior que 30) e 48% com sobrepeso ( IMC entre 25 e 29,9).


http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/obesidade-brasil-estados-vigitel.shtml

terça-feira, 20 de março de 2012

Caminhar uma hora por dia reduz fator genético da obesidade

O sedentarismo amplia a predisposição genética para a obesidade, mas é possível reduzir seus efeitos à metade caminhando a um ritmo constante durante uma hora por dia, revela um estudo apresentado na quarta-feira nos Estados Unidos.

"Nossa pesquisa mostra que caminhar em um bom ritmo diariamente reduz a influência genética na obesidade, o que se traduz pela queda à metade do IMC [índice de massa corporal]", assinalaram os pesquisadores.

O trabalho foi apresentado na conferência sobre nutrição, atividade física e metabolismo (EPI/NPAM, na sigla em inglês), organizada pela AHA (Associação Americana do Coração) reunida nesta semana em San Diego, Califórnia.

Já um estilo de vida sedentário, marcado pelo ato de ver televisão quatro horas por dia, aumenta a influência dos genes sobre o tamanho da cintura e faz subir 50% o IMC (peso dividido pela altura ao quadrado)", acrescentaram os especialistas, em um comunicado.

Uma pessoa com um IMC de 30 ou mais é considerada obesa.

Os cientistas colheram dados sobre a atividade física dos 4.564 homens e 7.740 mulheres e das horas dedicadas a ver televisão durante dois anos antes de avaliar o IMC.

O efeito da predisposição genética à obesidade foi calculado com base em 32 variações genéticas que influenciariam o aumento de peso.

Cada uma destas variantes genéticas que predispõem à obesidade podem aumentar o IMC em 0,13 kg/m2, segundo os especialistas, entre eles Qibin Qi, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard em Boston.

No entanto, este efeito pode ser reduzido nos indivíduos que realizam mais atividade física, em comparação aos que se movem menos, com perdas de 0,15 kg/m2 e 0,08 kg/m2.

Do mesmo modo, o efeito genético do sedentarismo sobre o IMC foi mais pronunciado entre os participantes que passaram 40 horas por semana vendo TV, em comparação aos que dedicam a essa atividade uma hora ou menos.

Os primeiros aumentaram 0,34 kg/m2 de IMC contra 0,08 kg/m2 para os segundos.

De acordo com os autores do estudo, o americano médio vê TV de quatro a seis horas por dia.

Os testes genéticos para determinar se uma pessoa é portadora das variações que predispõem à obesidade, no entanto, ainda não estão disponíveis ao público.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Exercícios físicos liberam hormônio que ajuda a queimar gordura


Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram descoberta que pode dar origem a novos tratamentos contra obesidade

Praticante de corrida (Foto: Iwan Beijes/Stock.xchng)
A descoberta de um novo hormônio pode trazer esperanças para pessoas com problemas de excesso de peso e diabetes. A substância tem a capacidade de aumentar o gasto energético e queimar mais gordura corporal durante a prática de exercícios físicos. O novo hormônio recebeu o nome de irisina, em referência à deusa grega Íris, a mensageira de Zeus, o rei dos deuses (os cientistas estão apostando mesmo no potencial do novo hormônio).
O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, liderados pelo cientista Bruce Spielgelman. O artigo, publicado na edição desta semana da revista científica Nature, detectou a presença de irisina no sangue de ratos e homens adultos submetidos a um período de exercícios físicos. Segundo os pesquisadores, a prática de exercícios libera uma série de proteínas. No organismo, uma dessas proteínas é transformada e resulta no novo hormônio. Ele seria o responsável por aumentar o consumo de energia corporal.

Os resultados demonstram que a irisina é um possível aliado no combate à obesidade e ao diabetes. Ainda não se sabe se um tratamento com o novo hormônio em longo prazo ou em maiores doses levaria à grande perda de peso. Os pesquisadores estimam que, no futuro, pode surgir um remédio a base da irisina. Por enquanto, ainda vale a boa e velha recomendação: pratique exercícios físicos.
Além de benefícios na queima de gordura, a irisina também se mostrou eficaz no controle do nível de glicose (um tipo de açúcar) no sangue. Após receberem uma injeção do novo hormônio, ratos de laboratório obesos e resistentes à produção de insulina, a substância que controla o nível de açúcar no sangue, apresentaram melhoras significativas na tolerância à glicose, e uma pequena perda de peso.
 Fonte: www.revistaepoca.globo.com

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dia 11 de outubro - Dia Mundial de Combate à Obesidade

No dia 11 de outubro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma epidemia. O excesso de peso faz milhares de vítimas todos os anos, por isso a data tem o objetivo de conscientizar a população a mudar os hábitos alimentares e estimular medidas preventivas.


A obesidade é uma doença crônica que precisa ser tratada com a união entre reeducação alimentar, atividade física e, quando necessário, apoio psicológico. Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo têm Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 30, o que caracteriza obesidade tipo I. Esse fator pode desencadear problemas de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão, disfunções cardíacas e nas articulações, entre outras.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes, 80% das pessoas que tem diabetes são obesas. Segundo dados recentes, 24% da população adulta dos Estados Unidos tem síndrome metabólica, uma complicação decorrente da obesidade. Eles são o país que tem a situação mais complicada: 61% da população, a partir de 25 anos, tem sobrepeso (IMC entre 25 e 30).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1,6 bilhão de adultos no mundo está com excesso de peso e ao menos 400 milhões desses são obesos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a doença já atinge 11% da população brasileira, sendo que a cada dez crianças em idade escolar, três são obesas. E se os hábitos não forem revistos, o número de obesos pode crescer ainda mais, já que mais de 40% dos adultos apresentam sobrepeso.


Segundo a Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade, uma criança obesa tem até 30% de chances de se tornar um adulto obeso, o que significa que, no Brasil, grande parte da população poderá ser obesa daqui a alguns anos.

Pasmem, um obeso de 20 anos poderá ter a vida encurtada em 15 anos.

Uma pessoa pode ser definida como obesa quando o seu peso supera 20% do peso considerado ideal. Através do cálculo de Índice de Massa Corpórea, IMC- é possível saber se alguém está acima ou abaixo dos parâmetros ideais de peso para sua estatura.  Para calcular seu IMC é necessária aplicação de uma fórmula que leva em conta seu peso e altura. Divida seu peso (em kg) pela sua altura ao quadrado (em m). O ideal é estar entre 20 - 25. Acima de 25 é considerado sobrepeso e acima de 30 - obesidade. Aqui no blog, na barra lateral tem uma calculadora de IMC.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Testes realizados na USP apontam possível substituto para sibutramina

Estudos comparativos garantem a eficácia do fitoterápico PholiaNegra para emagrecimento e controle da obesidade

Uma pesquisa comparativa aponta o fitoterápico PholiaNegra como um possível substituto à Sibutramina. Testes pré-clínicos entre a substância Sibutramina e o fitoterápico, com a finalidade de comparar as substâncias em relação ao emagrecimento e perda de peso, garantem a eficácia da erva brasileira para emagrecimento e controle da obesidade.
As pesquisas e os testes foram dirigidos pela professora Dra.Maria Martha do Departamento de Patologia, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP). No estudo, a equipe de pesquisadores que houve perda de peso similar a promovida pela Sibutramina e que a erva testada não apresentou sinais de toxidade durante o tratamento.
"O estudo comparativo entre as duas substâncias teve como objetivo principal verificar a eficácia do fitoterápico PholiaNegra e concluímos que a perda de peso é similar a promovida pela Sibutramina", resume a coordenadora dos testes.
Em 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impôs várias restrições à venda dos inibidores de apetite, entre eles medicamentos que contenham Sibutramina e outros inibidores de apetite derivados das anfetaminas.
Uma eventual proibição dos atuais medicamentos de eleição médica poderiam causar muitos problemas uma vez que novos e eficazes substitutos não começassem a surgir no mercado.
A PholiaNegra é um extrato natural, padronizado de varietais compostos de ervas brasileiras. Foi testada pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP em São Paulo, como um fitoterápico emagrecedor eficaz para a redução de peso.
 
 
 

domingo, 21 de agosto de 2011

Cirurgia bariátrica sobe 275% em 7 anos

Nos últimos sete anos, além do aumento de obesos no Brasil, houve um crescimento de 275% no número de cirurgias bariátricas - popularmente conhecidas como redução do estômago - realizadas no país. O número de procedimentos pulou de 16 mil, em 2003, para 60 mil, em 2010, de acordo com a SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).

A cirurgia é indicada para pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 35 ou 40 ou quando há presença de outras doenças associadas à obesidade. Os benefícios são a perda de peso, remissão da diabetes e hipertensão, diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade, melhora da empregabilidade e chance de estar em um relacionamento afetivo.

Mas, nem tudo é perfeito, pois existe o risco de aparecimento de quadros psiquiátricos ou neurológicos secundários a um eventual estado de desnutrição. Eles podem ou não ser revertidos com a normalização nutricional, de acordo com o presidente da Coesas (Comissão de especialidades associadas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), da SBCM, e diretor de psiquiatria e transtornos alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), Adriano Segal.

É hora de parar e pensar: será esse o único tratamento existente? Será este aumento um indicativo de algo maior na sociedade? Estamos tão acomodados que não queremos ter trabalho para emagrecer e então optamos por sermos emagrecidos por médicos??? Não sou contra a cirurgia nem ao uso de medicamentos para emagrecer, mas acho que as pessoas estão se acomodando demais... 
A política de saúde pública deveria preconizar a prevenção e a educação, para quem sabe, mudar essa condição da população a longo prazo... Cabe a nós mudarmos isso...

Para saber qual o seu IMC é fácil: basta dividir o peso pela altura ao quadrado.
A fórmula é: peso / altura x altura
Na barra lateral do blog tem uma calculadora automática para calcular seu IMC.
Resultados:
Até 24,9 - IMC normal.
De 25 a 29 - Sobrepeso
De 30 a 39 - Obesidade
De 40 para cima - Obesidade Mórbida



terça-feira, 7 de junho de 2011

Videogames ativos auxiliam crianças no combate à obesidade

Estudo demonstra, por exemplo, que jogar Wii Boxing por 20 minutos equivale a caminhar um quilômetro em um ritmo acelerado.

  
Estudo conduzido por cientistas da Brigham Young University, nos Estados Unidos, revelou que crianças em idade escolar que jogam videogames ativos, tais como Wii Boxing e Playstation’ s Dance Dance Revolution (DDR) realizam exercícios de moderado a vigorosos coerente com as atuais recomendações de atividade física.
Resultados de estudo demonstram, por exemplo, que jogar Wii Boxing por 20 minutos é equivalente a caminhar um quilômetro em um ritmo acelerado.
"Pesquisas anteriores olharam para o valor desses " exergames" como simplesmente substitutos do que seria uma atividade sedentária", disse o pesquisador Bruce Bailey. "Mas nós quisemos verificar se podíamos realmente aumentar a aptidão física com estes tipos de jogos - e descobrimos que podemos."
Mas antes que os pais liberem mais horas de jogos de videogame para os seus filhos em nome do exercício, Bailey alerta que nem todos os jogos, ou até mesmo os níveis dentro dos jogos, são iguais. Wii Boxing, por exemplo, requer muito mais movimentos do que Wii Golf.
"As crianças são inteligentes - se elas não gostam de se movimentar, elas descobrem os movimentos mínimos necessários para jogar", disse Bailey. "Eles podem ser bastante econômicos em seu gasto energético."
O estudo também mostrou que todos os jogos queimaram calorias de forma significativa. Não houve diferenças entre as crianças com sobrepeso e aqueles que não estavam acima do peso.
Os pesquisadores também descobriram que as crianças tinham um nível de satisfação elevado - nenhuma surpresa, mas importante ao tentar encontrar atividades físicas das quais as crianças vão realmente querer participar.
"Esses jogos não vão curar a epidemia de obesidade infantil", disse Bailey. "Mas eles podem ser uma ferramenta útil, entre muitas outras, para trabalhar em direção a esse objetivo."
Abaixo estão os jogos testados, junto com as calorias queimadas em média por minuto de jogo.



Atividade - calorias queimadas por minuto

- Descansando - 1,1 calorias
- Caminhada em esteira de 3 km / h - 4,4 calorias
- Wii (Boxe) - 4.0 calorias
- DDR (Treze) - 4.9 calorias
- Cyber TRAZER - 5.5 calorias
- Light Space (Bug Invasion) - 5.7 calorias
- Sportwall - 6.2 calorias
- XaviX (J-Mat) - 6.7 calorias


Fonte: isaude.net

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dia 26 de Abril - Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial

Hoje é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, a doença cardiovascular mais frequente na população. Acredita-se que a pressão alta atinja 30% da população brasileira e, como aumenta progressivamente com a idade, pode chegar a comprometer a saúde de 50% das pessoas com mais de 60 anos.

A pressão alta é a origem de 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC ou derrame) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, segundo o Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP).

Em pessoas com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, obesidade, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença acomete mais cedo e com características de maior resistência ao tratamento. O consumo indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 5 gramas de sal, ou 2 gramas de sódio por dia para adultos; enquanto a média de consumo nacional é de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro do indicado.

A hipertensão é caracterizada pela pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A doença é perigosa pois não tem sintomas recorrentes e só é descoberta quando há ocorrência de uma crise, que pode ser diagnosticada a partir de dores de cabeça, infarto ou até AVC.

A principal medida para diminuir a pressão é reduzir o consumo de sódio da alimentação. Muitas vezes a pressão alta é atrelada ao sal, mas na verdade é o sódio que é o responsável. Em 5 g de sal, são 2g de sódio.

Embutidos e enlatados apresentam muito sódio para conservação. A salsicha do cachorro quente, por exemplo, tem 680 mg de sódio em 2 unidades (ou 64 g), isso corresponde à 28% do que um adulto deve consumir em um dia inteiro.

Não se iluda pensando que só alimentos salgados são ricos em sódio. As bolachas escondem grande quantidade de sódio para conservação. Em 8 unidades de bolacha wafer você pode ter 10% das suas necessidades diárias.

Outro grande vilão é o adoçante usado tanto em refrigerantes diet, quanto em sucos sem açúcar. Ele possui compostos de sódio. Um saquinho de suco diet tem 10% de suas necessidades diárias de sódio.

Os congelados também possuem muito sódio, usado para conservação. É importante olhar bem as informações nutricionais antes da compra. Uma lasanha à bolonhesa pode ter 40% das necessidades diárias de sódio, ou 955mg, em um pedaço de 162g

O miojo é outro alimento com muito sódio, não o macarrão em si, mas o tempero é praticamente só sódio. O pacote completo tem, em média, 2.130 mg de sódio, ou 89% das necessidades diárias de um adulto.

Azeitonas (verdes e pretas) estão no topo da lista dos alimentos com mais sódio. Em cerca de 30 g, são 925 mg ou 46% das necessidades diárias

Comida japonesa é saudável, desde que você não abuse do Shoyu. Em sua versão tradicional, em 15g, são 855 mg de sódio, ou 36% das necessidades diárias. Já a versão light tem 24%.

Fique de olho nas embalagens, mantenha uma alimentação mais equilibrada e saudável, pratique exercícios físicos, fique longe do cigarro e viva com mais saúde e alegria!