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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Documentário Alive Inside - Vivo por Dentro (video)


Lindo e emocionante documentário sobre o poder da utilização da música em pacientes com demência.

Assista abaixo:


terça-feira, 2 de junho de 2015

Falar duas línguas pode atrasar os danos causados pelo Alzheimer

Pela primeira vez, um estudo sobre os benefícios de falar uma segunda língua comprova que o aprendizado pode retardar o aparecimento de três tipos diferentes de demência, independente do grau de escolaridade dos idosos. A pesquisa foi feita no Nizam’s Institute of Medical Sciences, em Hyderabad, India, e publicada no site Neurology. O estudo avaliou 648 idosos com diversos tipos de demência e diferentes graus de escolaridade, e levou os pesquisadores a concluírem que os participantes que falavam uma segunda língua foram capazes de atrasar o aparecimento da Doença de Alzheimer, Demência Vascular e Demência frontotemporal em 4,5 anos – em comparação com os pacientes que falavam apenas uma língua.

Os idosos avaliados tinham em média 66 anos e 14% deles eram analfabetos. Dentre os 648 participantes do estudo, 60% falavam duas ou mais línguas. Em todos as avaliações, 240 foram diagnosticados com Alzheimer, 189 com demência vascular e 119 com demência frontotemporal. Após a avaliação do estudo, os pesquisadores concluíram que os participantes bilíngues atrasaram certos tipos de demência em uma média de 4,5 anos. Nenhum benefício a mais foi encontrado naqueles que falavam mais de duas línguas. Escolaridade, gênero e profissão não demonstraram benefícios adicionais.

Apesar de ser desconhecido o motivo exato de pessoas bilíngues apresentarem este tipo de atraso, falar duas línguas requer treinamento de uma parte específica do cérebro, transformando esse exercício em um treino cerebral bem sucedido. Dessa forma, a prática de um segundo idioma, além de ativar o seu cérebro, contribui para as reservas cognitivas, resultando no atraso da demência. A parte do cérebro ligada a estas ações pode ser a chave para descobrir o motivo do benefício.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Robô japonês é considerado uma ajuda incansável no cuidado a pacientes com demência




Em uma sala do terceiro andar em uma casa de repouso em Tokyo ocidental, pacientes idosos com demência recentemente passaram um tempo com Pimenta, um robô humanóide com inteligência artificial a ser desenvolvido pela SoftBank Mobile.

Como o Japão enfrenta um número crescente de pessoas que sofrem de demência, mais empresas começaram a desenvolver produtos e serviços para ajudar os pacientes e suas famílias a viverem mais confortavelmente. Tais produtos e serviços também estão se tornando uma importante indústria. A Softbank Mobile espera desenvolver seu robô para atuar como um parceiro de conversa para aqueles que sofrem de demência. Durante a sua visita nesse dia, Pimenta participou de um jogo e mostrou suas habilidades de dança, graças à instalação de um programa no protótipo. Vendo os idosos residentes sorrirem enquanto eles conversavam com Pimenta, um funcionário da casa, Harue Ishikawa, expressou grandes esperanças, dizendo: “Mesmo com a escassez de mão de obra no campo dos cuidados, podemos oferecer um serviço de maior qualidade se esses robôs pudessem assumir algumas dessas tarefas. ”

O número de pessoas que sofrem ou estão dentro da faixa de risco para demência foi estimada em 8 milhões em 2014, e o número deve aumentar ainda mais. Enquanto isso, o percentual de domicílios que compreende uma única pessoa com pelo menos 65 ou um casal de idosos, sem os membros mais jovens da família, deverá aumentar de 20% em 2010 e chegar a 28% em 2035. Há também muitos idosos que vivem com membros mais jovens da família, mas que ficam sozinhos em casa durante o dia, enquanto os outros estão no trabalho.

Kaname Hayashi, que está envolvido no desenvolvimento de Pimenta na SoftBank, disse: “Vemos uma demanda por produtos para a comunicação e apoio de vida no cotidiano, em questões como, perguntar aos idosos se eles tomaram”. A empresa espera que esses robôs ajudem na manutenção do pontifical e dos cuidados aos idosos, evitando que a fase de cuidados de enfermagem chegue rápido.
A SoftBank pretende desenvolver um programa para oferecer melhor suporte para pacientes com demência, como pela adição de uma função para estimular o idoso a falar sobre suas memórias. “Pepper, que é incansável, sempre pode estar lá como um parceiro de conversa“, disse Hayashi.

Em 2011, a Fujitsu Laboratories Ltd. escolheu a demência como objeto de pesquisa. Primeiro, a equipe do laboratório estudou os pacientes com demência e suas famílias para relacionar os tipos de dificuldades que essas pessoas enfrentam em suas vidas diárias. “Os produtos projetados para pessoas com demência devem ser fácil para qualquer um usar“, disse Makoto Okada, líder de projeto do laboratório.

PaPeRo, um robô de comunicação desenvolvida pela NEC Corp. e outros já estão tendo um papel ativo em lugares como instalações de cuidados de enfermagem. A empresa espera tornar este novo robô disponível para o consumidor médio por menos de 20.000 ienes (cerca de US $ 204) por mês. “O uso de produtos especialmente desenvolvidos para pacientes com demência tem sido limitada a lugares como casas de repouso“, disse a empresa. “Mas acreditamos que eles em breve se espalharão para as famílias comuns.”

“Várias empresas se interessaram na demência nos últimos anos, e nós temos recebidos pedidos de mais informações“, disse Takenobu Inoue, diretor do departamento de tecnologia assistiva no Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Reabilitação para Pessoas com Deficiência. “Se os fabricantes conhecidos começarem  a vender produtos e serviços que são amigáveis para demência, isso desempenhará um papel importante na prevenção de doenças. Estamos dispostos a cooperar com empresas que podem disseminar esse tipo de cuidado.”


Fonte:
http://www.thestar.com/life/health_wellness/2015/01/19/japanese-robot-a-tireless-aid-in-dementia-care.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Exercício de fisioterapia para pacientes idosos e com Alzheimer: Treino de sentar e levantar - video

Esta é uma atividade que eu adoro realizar com meus pacientes. É uma atividade que pode ser feita como teste e também como treinamento para melhorar a condição de funcionalidade.

O treino de sentar e levantar é recomendado para pacientes idosos que precisam aumentar a força muscular dos membros inferiores visando funcionalidade e marcha além de treinar o equilíbrio, coordenação, controle de tronco e a capacidade cardiorrespiratória. Os pacientes com demência podem realizar o exercício supervisionado desde que conservem a capacidade de manter a postura sentada com controle e consigam permanecer em ortostatismo. Os pacientes que não apresentarem importante alteração cognitiva ou motora não devem realizar tal exercício.

Utilize cadeiras firmes e que tenham apoio de braços e realize o exercício num espaço seguro e próximo a corrimão sempre com supervisão.



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Exercício de fisioterapia para pessoas com Alzheimer: Pedalar com os pés - vídeo

Os vídeos a seguir mostram a utilização do cicloergômetro/pedalinho para exercitar os MMII. Eu gosto muito de realizar este exercício com meus pacientes e a maioria deles também gosta.

O exercício com cicloergômetro para MMII também trabalha o sistema cardiorrespiratório, a força muscular dos MMII, estimula a coordenação e manutenção do equilíbrio de tronco, a manutenção da postura sentado, os componentes de movimento necessários para a marcha além de trabalhar a atenção.

Esta atividade está recomendada para todos os idosos que necessitem trabalhar os MMII, incluindo pessoas com demência que conservem a capacidade de se manter sentadas com controle de tronco. Para os pacientes que não mais conseguem compreender as orientações, pode-se tentar auxiliar a execução de maneira que o paciente tente imitar e continuar os movimentos. Caso isso não seja possível, o exercício fica contraindicado.







Exercício de fisioterapia para pessoas com Alzheimer: Pedalar com as mãos - video

O vídeo a seguir mostra a utilização do cicloergômetro para exercitar os MMSS. É um exercício que gosto muito de realizar com meus pacientes e pode ser feito sentado ou em pé (no caso do paciente ter condições). Trabalha a mobilidade da cintura escapular, o sistema cardiorrespiratório, a força muscular dos MMSS, estimula a coordenação e manutenção do equilíbrio além de trabalhar a atenção.

Esta atividade está recomendada para todos os idosos que necessitem trabalhar os MMSS, incluindo pessoas com demência que conservem a capacidade de se manter sentadas com controle de tronco. Para os pacientes que não mais conseguem compreender as orientações, pode-se tentar auxiliar a execução de maneira que o paciente tente imitar e continuar os movimentos. Caso isso não seja possível, o exercício fica contraindicado.



Porque o diagnóstico do Comprometimento Cognitivo Leve é importante?

Comprometimento Cognitivo Leve pode ser o primeiro sinal de risco para o desenvolvimento de futuras demências como o Mal de Alzheimer

Nos últimos anos, o conceito de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) em idosos tem sido um tópico muito presente na literatura sobre envelhecimento e demência. Esta condição refere-se a idosos que têm algum grau de perda cognitiva quando comparados a pessoas normais da mesma faixa etária, mas que não preenchem critérios para demência. Estudos epidemiológicos mostram que estes idosos, especialmente aqueles com subtipo amnéstico, têm maior risco de desenvolver Doença de Alzheimer (DA). A importância do tema se justifica pela possibilidade de se determinar marcadores que possam sinalizar o grupo de indivíduos que evoluirá para um quadro demencial, e também pela perspectiva de intervenção neste grupo visando impedir este desfecho. Alguns estudos têm sugerido que o comprometimento cognitivo leve (transorno cognitivo leve) pode representar um fator de risco para DA, tendo em vista a taxa de conversão para esta patologia, em torno de 10 a 15% ao ano, contrastando com a de indivíduos normais, em quem ela varia de 1 a 2% ao ano.
ccl por ano
A avaliação do comprometimento cognitivo leve abrange várias etapas e requer um olhar multiprofissional. Para aqueles idosos sem qualquer declínio significativo dentro do percurso do envelhecimento normal, atividades preventivas e de controle destes fatores de risco podem ser planejadas. Para aqueles idosos que já apresentam declínio cognitivo com potencial risco para demência, existem estratégias de intervenções que ajudam a evitar a evolução do declínio. E a reabilitação neuropsicológica é um caminho promissor para aqueles já acometidos por uma demência.

A importância do diagnóstico e tratamento do Comprometimento Cognitivo Leve deve-se à manutenção da capacidade cognitiva do paciente e adiamento do processo de neurodegeneração, uma característica do Alzheimer. A elevada atividade intelectual (por meio da educação formal, leitura, estudo de idiomas, entre outros), aliada a uma boa alimentação e a prática de atividades físicas diárias podem gerar reserva cognitiva suficiente de modo a atenuar os impactos da CCL, podendo ser este um fator que retarda a conversão para a Doença de Alzheimer.

As doenças degenerativas cerebrais são muito mais sacrificantes para a família do que para o doente. Se a pessoa detecta os sintomas e não quer ser um “problema” para a família, deve procurar ajuda. O tratamento no momento adequado melhora inclusive as condições de vida do próprio paciente e não deve ser ignorado.

http://www.medicaltecnica.com.br/comprometimento-cognitivo-leve-e-alzheimer/diagnostico-comprometimento-cognitivo-leve

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Deterioro Cognitivo Leve (DCL) - Comprometimento Cognitivo Leve - caso clínico


Deterioro cognitivo leve - DCL (Caso clínico)


El examen del estado mental reveló una dificultad leve en el retardo para recuperar 4 palabras, pero el resultado fue normal. ¿Presenta la paciente un deterioro cognitivo leve? ¿Cómo se maneja este caso?
Autor: Dr.Ronald C. Petersen N Engl J Med 2011;364:2227-34.

Presentación de un caso
Una mujer de 70 años ha notado que cada vez tiene más olvidos desde hace 6-12 meses. Aunque siempre ha tenido alguna dificultad para recordar los nombres de los conocidos, ahora tiene dificultad para recordar las citas y los últimos llamados telefónicos, pero este proceso ha sido insidioso. La paciente vive sola, conduce su auto, paga sus cuentas y tiene un aspecto normal. El examen del estado mental reveló una dificultada leve en el retardo para recuperar 4 palabras, pero el resultado fue normal. ¿Presenta la paciente un deterioro cognitivo leve? ¿Cómo se maneja este caso?

El problema clínico

“La mayoría de las personas con deterioro cognitivo leve tienen mayor riesgo de desarrollar demencia”

El deterioro cognitivo leve representa un estado intermedio de la función cognitiva, entre los cambios observados en el envejecimiento y los que cumplen los criterios para la demencia y a menudo la enfermedad de Alzheimer. La mayoría de las personas presenta un deterioro cognitivo gradual, por lo general con respecto a la memoria, durante toda su vida; la declinación es usualmente leve, y aunque puede ser una molestia, no pone en peligro su funcionamiento.

Una minoría de personas, tal vez 1 en 100, transcurren su vida prácticamente sin deterioro cognitivo, los cual es considerado un envejecimiento con éxito. Sin embargo, otro curso del envejecimiento se caracteriza por una disminución en la función cognitiva más allá de la asociada con el envejecimiento típico. Esta disminución es reconocida a menudo por las personas que la padecen y, en ocasiones por las personas del entorno. Conocido como “deterioro cognitivo leve”, esta entidad ha recibido considerable atención en la práctica clínica y la investigación.

El deterioro cognitivo leve se clasifica en dos subtipos: amnésico y no amnésico. El deterioro cognitivo leve amnésico es el deterioro de la memoria clínicamente significativo que no cumple los criterios para la demencia. Por lo general, los pacientes y sus familias son conscientes de la falta progresiva de memoria. Sin embargo, otras capacidades cognitivas, tales como la función ejecutiva, el uso del lenguaje y las habilidades visuoespaciales están relativamente preservadas, mientras que las actividades funcionales están intactas, excepto tal vez alguna ineficiencia leve.

El deterioro cognitivo no amnésico leve se caracteriza por una disminución sutil de las funciones no relacionadas con la memoria, afectando la atención, el uso del lenguaje o las habilidades visuoespaciales. El tipo de deterioro cognitivo no amnésico leve es, probablemente, menos común que el tipo amnésico y puede ser el precursor de las demencias que no están relacionados con la enfermedad de Alzheimer, como la degeneración del lóbulo frontotemporal o la demencia con cuerpos de Lewy.

En los ensayos clínicos con pacientes con deterioro cognitivo leve amnésico, más del 90% de las personas con progresión de la demencia presentaban signos clínicos de enfermedad de Alzheimer. La prevalencia estimada de deterioro cognitivo leve en estudios de base poblacional varía de 10 a 20% en las personas mayores de 65 años. En el Mayo Clinic Study or Aging (Estudio de Envejecimiento de la Clínica Mayo), un estudio prospectivo de base poblacional de personas sin demencia, de 70 a 89 años en el momento del reclutamiento, la prevalencia del deterioro cognitivo leve amnésico fue del 11,1% y del deterioro cognitivo no amnésico leve fue de 4,9%.

Varios estudios longitudinales han demostrado que la mayoría de las personas con deterioro cognitivo leve tienen mayor riesgo de desarrollar demencia. En comparación con la incidencia de la demencia en la población general de EE.UU., que es de 1 a 2% por año, la incidencia en los pacientes con deterioro cognitivo leve es significativamente mayor, con una tasa anual de 5-10% en los pacientes reclutados de la comunidad, y de 10-15% en los pacientes atendidos en clínicas especializadas (las tasas de estas últimas reflejan el hecho de que el deterioro cognitivo suele ser más avanzado que el de las personas que solicitan atención médica). Aunque algunos datos sugieren que la tasa de reversión a la cognición normal puede alcanzar el 25-30%, los estudios prospectivos recientes han demostrado tasas menores.

Por otra parte, la reversión a la cognición normal en los seguimientos a corto plazo no descarta la progresión posterior. Hacen falta más investigaciones basadas en la comunidad, con períodos más largos de seguimiento, para determinar si las tasas de progresión informadas se mantienen durante un período prolongado.

Estrategias y pruebas

Evaluación

La distinción entre el deterioro cognitivo leve y el envejecimiento normal puede ser un desafío para el médico. Los olvidos sutiles, como el extravío de objetos y la dificultad para recordar pueden afectar a las personas a medida que envejecen y, probablemente, son parte del envejecimiento normal. La pérdida de la memoria que se produce en las personas con deterioro cognitivo amnésico leve es más prominente. Por lo general, empiezan a olvidar la información importante que antes les era fácil recordar, como citas, conversaciones telefónicas o los últimos eventos que normalmente les interesa, (por ej., para un aficionado a los deportes, los resultados de los eventos deportivos). Sin embargo, prácticamente todos los demás aspectos de la función se conservan. Los olvidos son generalmente aparentes para las personas cercanas a la persona pero no para el observador casual.

La historia del paciente suele aumentar la sospecha de una disminución de la cognición y de la memoria general, mientras que pueden ser necesarias las pruebas neuropsicológicas para corroboran la declinación, especialmente en los casos en los cuales el déficit es particularmente sutil.

Las pruebas neuropsicológicas pueden ayudar a distinguir sobre todo los casos de deterioro cognitivo leve del envejecimiento normal, pero para el diagnóstico clínico no suele ser necesario recurrir a las pruebas en forma sistemática. Al comienzo del deterioro, el examen del estado mental habitualmente hecho en el consultorio (como el Mini-Mental State Examination) es frecuentemente insensible por lo que habría que recurrir a otras pruebas como el Test Mental Status y el Montreal Cognitive Assessment. A veces, éstos también pueden proporcionar una historia convincente de pérdida de memoria, pero las pruebas neuropsicológicas revelan un rendimiento normal.

Otras condiciones también tienen una forma reversible de deterioro cognitivo leve, como la depresión, o el efecto secundario de una medicación; al levantar la historia del paciente, estas posibilidades deben ser evaluadas. Diferenciar el deterioro cognitivo leve de la demencia no es difícil. Por lo general, en los pacientes con demencia, los déficits cognitivos están afectando el funcionamiento diario en la medida en que hay pérdida de la independencia en la comunidad, información que puede ser proporcionada por el paciente o por un miembro de la familia.

Un diagnóstico de demencia puede ser compatible con el uso de instrumentos tales como el Functional Activities Questionnaire, que puede ser administrado en un centro de atención primaria y se caracteriza porque el deterioro funcional está dentro de la gama de las demencias. Sin embargo, para hacer esta determinación, a menudo es suficiente una historia clínica meticulosa.

Predicción y factores de riesgo

Una pregunta común planteada por los pacientes con deterioro cognitivo leve y sus familiares se refiere a la probabilidad y el momento de la progresión a la demencia. Aunque la tasa general de la progresión entre las personas con diagnóstico de deterioro cognitivo leve se estima en 10%, ciertos factores predicen una progresión más rápida.

El grado de deterioro cognitivo en la presentación es un predictor de la progresión clínica, la cual es probable que sea más rápida en los pacientes con un mayor deterioro al inicio del estudio,  probablemente debido a que estos pacientes están más cerca del umbral para el diagnóstico de demencia. Los datos longitudinales han demostrado que la progresión a la demencia es más rápida en los portadores del alelo ε4 de la apolipoproteína E que entre los no portadores, aunque en la actualidad, en la práctica clínica no se recomiendan las pruebas para detectar la presencia del alelo.

Varios signos en las imágenes y pruebas de biomarcadores pueden identificar a las personas en riesgo de una progresión más rápida. A pesar de que estas medidas de la demencia son prometedoras, aún no deben ser utilizadas de rutina en la atención clínica, dada la actual falta de estandarización entre las técnicas y la incertidumbre respecto de los puntos de corte óptimos para la identificación de los grupos de alto riesgo.

El medio de predicción de la progresión a la demencia del deterioro cognitivo leve más estudiado es la imagen por resonancia magnética estructural. Un estudio reciente basado en la comunidad mostró que entre las personas con deterioro cognitivo leve amnésico, aquellas que experimentan una disminución volumétrica del hipocampo que llegó al percentilo 25 para la edad y el sexo o cayó por debajo de él tienen un riesgo de progresión a la demencia más allá de los año 2 años, 2-3 veces más elevado que el riesgo de las personas cuyas mediciones del hipocampo son iguales o superiores al percentilo 75.

Otras medidas cuantitativas, como el mayor volumen ventricular, también se pueden predecir la progresión. Sin embargo, en este momento no hay criterios aceptados para la atrofia del hipocampo o de otros marcadores propuestos para la progresión en la RM. Se necesitan más datos para definir las medidas y la elaboración de guías apropiadas para la aplicación clínica.

Como predictores de la progresión a la demencia también se han evaluado las técnicas de neuroimagen funcional, como la tomografía por emisión de positrones (PET) F18-fluorodesoxiglucosa) (FDG-PET), que proporcionan un índice de integridad sináptica. Los estudios indican que los pacientes con un patrón hipometabólico en la FDG-PET de las regiones temporal y parietal del cerebro es sugestivo de enfermedad de Alzheimer y puede reflejar un riesgo mayor de progresión rápida del deterioro cognitivo leve a la enfermedad de Alzheimer, en comparación con los pacientes sin este patrón.

La Alzheimer´s Disease Neuroimaging Initiative (ADNI), un estudio multicéntrico longitudinal, mostró que los sujetos con deterioro cognitivo leve que tenían este patrón de hipometabolismo en la FDG-PET, el riesgo de progresión a la enfermedad de Alzheimer durante los próximos 2 años fue 11 veces superior al riesgo en las personas que no tienen este patrón. También se ha propuesto el análisis de los marcadores en el líquido cefalorraquídeo, como un medio para evaluar el riesgo de progresión a la enfermedad de Alzheimer.

Un estudio sueco demostró que los sujetos con deterioro cognitivo leve que tenían niveles bajos de los niveles del péptido β-amiloide 42 (Aß42) y una elevación de la proteína tau en el líquido cefalorraquídeo tenían significativamente más probabilidades de sufrir la progresión a la enfermedad de Alzheimer que los sujetos sin este perfil (razón de riesgo, 17,7); un riesgo relativo similar de progresión se asoció con una baja proporción de Aß42 con respecto a tau en el líquido cefalorraquídeo.

Un estudio multicéntrico internacional de 750 pacientes con deterioro cognitivo leve corroboró estos hallazgos, pero se utilizaron diferentes puntos de corte para resultados anormales. La confiabilidad de estos marcadores es muy variable entre los laboratorios, por lo que será necesaria su estandarización antes de considerar si se incorporan a la atención de rutina.

El uso de la imagen molecular, en especial de las placas amiloides cerebrales también ha sido estudiado como un posible enfoque para la estratificación del riesgo. En varios estudios, los sujetos con deterioro cognitivo leve en quienes se detectó amiloide en la PET, con el uso del compuesto B de Pittsburgh con C11 marcado ligado al amiloide, tenían una progresión más rápida a la enfermedad de Alzheimer que los sujetos en los que el amiloide no se detectaba.

La justificación para utilizar esta técnica como un predictor de la progresión de la enfermedad es que la presencia de amiloide en un paciente con deterioro cognitivo leve es probable que indique que el paciente tiene la enfermedad de Alzheimer precoz; sin embargo, el amiloide ha sido detectado en la autopsia clínica en personas normales, lo que indica que el valor predictivo de esta medida requiere mayor estudio.

Manejo

Desde una perspectiva clínica, los pacientes con deterioro cognitivo leve no deben ser etiquetados como enfermos de enfermedad de Alzheimer precoz, enfermedad de Alzheimer prodrómica o deterioro cognitivo leve tipo enfermedad de Alzheimer, ya que es probable que el paciente y su familia solo escuchen ” enfermedad de Alzheimer”, y no aprecien la poco segura asociación con la enfermedad. Los médicos deben tener claro que el deterioro cognitivo leve es una condición anormal, pero que el resultado preciso no es claro.

En la actualidad, no existe ningún medicamento destinado al tratamiento del deterioro cognitivo leve que haya sido aprobado por la Food and Drug Administration (FDA).

En varios ensayos clínicos controlados con placebo no se halló una reducción significativa de las tasas de progresión a la demencia en los pacientes con deterioro cognitivo leve que fueron tratados con agentes utilizados para tratar la enfermedad de Alzheimer (donepecilo, galantamina, rivastigmina, administrados en las dosis estándar para la enfermedad de Alzheimer).

En un ensayo que evaluó los efectos de las dosis elevadas de vitamina E (2.000 UI/día) o de donepecilo en personas con deterioro cognitivo leve, el donepecilo redujo significativamente el riesgo de progresión a la enfermedad de Alzheimer durante los primeros 12 meses del estudio (y hasta 24 meses en el subgrupo de pacientes portadores de APOE ε4), pero no tuvo efecto significativo sobre el riesgo de enfermedad de Alzheimer a los 36 meses, que fue el resultado primario del estudio; la vitamina E no reduce significativamente el riesgo de progresión en ninguno de los momentos evaluados.

Una posible explicación para la aparente falta de eficacia de las intervenciones en las personas con deterioro cognitivo leve comprobada en los ensayos clínicos – más que una verdadera ausencia de eficacia de los medicamentos – es la heterogeneidad de los sujetos. A medida que el umbral diagnóstico se desplaza a un punto anterior en el espectro clínico del deterioro cognitivo, los cambios cognitivos sutiles pueden deberse a una variedad de enfermedades degenerativas del cerebro, lo que hace difícil determinar si una intervención ha tenido un efecto significativo.

Existe alguna evidencia de un beneficio potencial de la rehabilitación cognitiva, incluyendo las reglas mnemotécnicas, el uso de estrategias de asociación y  los programas de formación asistidos por computadora. Una revisión sistemática reciente de la literatura sobre programas de rehabilitación cognitiva para personas con deterioro cognitivo leve, incluyendo algunos datos de ensayos clínicos aleatorizados, mostró una mejoría significativa en la función cognitiva al final del entrenamiento. Los datos observacionales muestran asociaciones entre la presencia de factores de riesgo cardiovascular en pacientes con deterioro cognitivo leve y un mayor riesgo de progresión a la demencia. Los factores de riesgo deben ser tratados, aunque no hay evidencia definitiva de que su modificación retarde la progresión de la enfermedad.

En un estudio aleatorizado que utilizó la Cognitive Subscale of the Alzheimer´s Disease para comparar el efecto de un programa de ejercicio físico (caminar a paso ligero 150 minutos por semana) con el de la atención y educación habituales en personas con pérdida de la memoria subjetiva, el grupo de ejercicio tuvo una mejor función cognitiva a los 6 meses (resultado primario del estudio), observándose cierto beneficio residual a los 18 meses.

Áreas de incertidumbre

Se necesitan más datos sobre la utilidad de varios predictores posibles de la progresión a la demencia y su papel en la práctica clínica. Se esperan más datos sobre esos aspectos a partir de la Alzheimer´s Disease Neuroimaging Initiative que está en marcha en Estados Unidos y Canadá. Se están haciendo estudios similares en Japón, Europa y Australia.

Algunos de los objetivos de estos estudios son comprender mejor la función de los resultados de la resonancia magnética (por ej., la atrofia del hipocampo), los hallazgos en la FDG-PET (patrones de hipometabolismo cerebral), los marcadores en el líquido cefalorraquídeo (niveles de Aß42 y tau) y los hallazgos en imagen molecular (placas de amiloide en el cerebro) para la identificación de los subgrupos de personas con deterioro cognitivo leve amnésico que probablemente vayan a experimentar la progresión clínica a la enfermedad de Alzheimer.

Los principales desafíos son determinar los puntos de corte óptimos para estas pruebas y comparar su confiabilidad relativa (solos y en combinación). Se necesitan ensayos aleatorizados para evaluar los beneficios potenciales de los fármacos y el estilo de vida de las personas con deterioro cognitivo leve que se prevé que están en alto riesgo de progresión rápida a la enfermedad de Alzheimer, de acuerdo con los resultado de las imágenes y los biomarcadores.

Los costos de tales pruebas predictivas (no solo en términos financieros, sino también en términos de los posibles efectos psicológicos adversos o la capacidad comprometida para obtener el seguro de cuidados prolongados) deben estar equilibrados con los beneficios potenciales, especialmente debido a la ausencia de terapias con eficacia probada para el deterioro cognitivo leve.

Guías de Sociedades Profesionales

En una revisión basada en la evidencia publicada en 2001, la American Academy of Neurology recomienda que los médicos hagan el control y el seguimiento de los pacientes con deterioro cognitivo leve, ya que están con mayor riesgo de demencia, especialmente la enfermedad de Alzheimer. Estas guías están en proceso de actualización, en vista de la abundante bibliografía publicada desde ese momento. El deterioro cognitivo leve no se incluye en la edición actual del Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, pero el manual está en plena revisión y se ha incluido una entrada para una condición similar al deterioro cognitivo leve que precede a la demencia.

El National Institute of Aging y la Alzheimer´s Association recientemente han publicado nuevas guías diagnósticas para evaluar la probabilidad de que el deterioro cognitivo leve esté causado por la fisiopatología subyacente de la enfermedad de Alzheimer. Los grados de certeza se establecen de acuerdo a los resultados de pruebas de imagen y biomarcadores.

Como se mencionó anteriormente, es necesario investigar más para determinar los criterios para los resultados anormales. En consecuencia, estas nuevas guías tienen en gran medida más la intención de informar a los investigadores que ayudar a la evaluación clínica, pero la expectativa es que finalmente sirvan para guiar la atención clínica.


Criterios sugeridos para el diagnóstico presuntivo de enfermedad de Alzheimer
Posibilidad de enfermedad de AlzheimerEvidencia de Aß42Signos de lesión neuronal
DesconocidaNo probadaNo probada
BajaNegativaNegativa
MedianaPositivaNo probada
No probadaPositiva
ElevadaPositivaPositiva


Resumen y recomendaciones

El caso aquí presentado de una mujer de 70 años que tiene fallas de memoria pero que por lo demás parece estar funcionando normalmente sugiere que hay razones para sospechar un deterioro cognitivo leve amnésico. Está indicado el examen neurológico más la evaluación del estado mental, con el fin de documentar en forma objetiva su función cognitiva. Se debe descartar la depresión.

La derivación al especialista puede ser adecuada para realizar pruebas neuropsicológicas, especialmente si preocupa establecer el grado de deterioro cognitivo en relación con los cambios del envejecimiento. La documentación del deterioro de la memoria que no está en proporción a lo esperado por su edad y educación, con una mínima participación de otros dominios cognitivos, como la atención, la función ejecutiva, las habilidades lingüísticas y la habilidad visual-espacial, y la preservación funcional confirmaría el diagnóstico de deterioro cognitivo leve amnésico.

Se sugiere realizar una resonancia magnética para descartar otras condiciones que puedan explicar su pérdida de memoria (por ej., enfermedad vascular, tumor o hidrocefalia); los resultados también podrían mostrar cambios recientes (por ej., atrofia del hipocampo), sugiriendo que tiene mayor riesgo de progresión rápida a la enfermedad de Alzheimer, aunque serían necesarios más datos para justificar el uso de la resonancia magnética para este propósito.

El autor recomienda hacer una reevaluación clínica a los 6 meses para determinar si la falla de memoria está empeorando. Para ese momento no haría pruebas para predecir el riesgo de progresión (por ej., FDG-PET o determinación de biomarcadores en el líquido cefalorraquídeo) en forma rutinaria sino que animaría a la paciente a considerar la participación en la investigación de la evaluación de estas herramientas.

Por otra parte, el autor recuerda que en la actualidad no hay medicamentos aprobados por la FDA para esta condición, y expresa que él también revisaría los resultados negativos de los ensayos de medicamentos realizados hasta el momento y explicaría los costos y los posibles efectos secundarios del tratamiento farmacológico.

También recomienda ejercicios aeróbicos y actividades intelectualmente estimulantes y la participación en actividades sociales, dado que podrían ser beneficiosas y de poco riesgo, aunque se necesitan más datos que informen sobre su eficacia para reducir el riesgo de progresión a la demencia.

Fonte:
http://www.alzheimeruniversal.eu/2014/11/23/deterioro-cognitivo-leve-dcl-caso-clinico/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+UniversoAlzheimer+%28AlzheimerUniversal%29

Artigo original:
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMcp0910237?query=TOC

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A história da demência sob o olhar de uma voluntária


O amor neste caso se mostrou um poderoso tratamento a favor da demência; doença esta que degenera o cérebro e ainda não tem cura. Para o marido Sr. B. o amor pela esposa transformou-o num exímio e virtuoso cuidador, mesmo com sua esposa não mais o reconhecendo.

A Avoch é a Associação dos Voluntários do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que presta assistência direta a milhares de pacientes internados e em tratamento ambulatorial nos diversos institutos do complexo Hospital das Clínicas, há mais de 50 anos.

Integrante por 12 anos da AVOCH (Associação das Voluntárias do Hospital das Clínicas), essa cuidadora conheceu a senhora R. que me contou a seguinte história:          

Apaixonada, casou-se com o Sr. B., que aos 27 anos sofreu um acidente, o qual, em sua percepção, “a medicina que cuidava dos olhos não conseguiu salvá-lo da escuridão”. Por muitos anos, essa senhora foi os olhos de seu amado; cuidando e direcionando-o em todas as situações.    
     
Em um dia ensolarado passeando pela Av. Dr. Arnaldo seu esposo guiado por ela perguntou: “Veja, o semáforo está verde?”. Ela ficou em silêncio, pois não se recordava mais o que era um semáforo.  Nesse momento o esposo percebeu que sua amada, sua guia, precisava de ajuda, levando-a ao ambulatório da Geriatria para tratamento.          

Sem saber, o Sr. B. buscou o diagnóstico precoce para a alteração de memória de sua esposa.

Sabe-se que nos casos de doença degenerativa, como é o caso da doença de Alzheimer, o diagnóstico deve ser realizado primeiro para eliminar outras causas tratáveis ao comprometimento da memória, como déficit de vitamina B12, hipotireoidismo, entre outras causas.

Atualmente está confirmado que a demência por doença de Alzheimer pode ter uma fase pré-clínica, que começa de 15 a 20 anos antes dos primeiros sintomas de queixa de memória, seguida de uma fase conhecida como comprometimento cognitivo leve. Outras manifestações como alterações de comportamento também serve para se pensar na doença, entre estas as mais comuns são a ansiedade, depressão, desinibição e delírio. Logo, o diagnóstico diferencial e precoce é de suma importância, como assinalam Gil e Busse (2013).          

Mesmo sem seus olhos físicos ele passou a controlar seus agendamentos, medicações e exames, após o diagnóstico de Alzheimer. E com os olhos da alma ele a amou e a protegeu até os últimos dias de sua vida quando a mesma foi acometida por um tumor que a levou.          

O amor neste caso se mostrou um poderoso tratamento a favor da demência; doença esta que degenera o cérebro e ainda não tem cura. Acomete pessoas na faixa etária dos 60 anos e apresenta progressão exponencial e diretamente relacionada com o avanço da idade. As lesões neuronais no âmbito do córtex cerebral produzem déficit de memória e, por consequência, comprometem o pensamento, a atenção e/ou outras funções cerebrais, segundo Gil e Busse. Em decorrência, surge um sujeito para muitos familiares desconhecidos, pois fala e age como se não fosse mais a mesma pessoa.          

Para o marido Sr. B. o amor pela esposa transformou-o num exímio e virtuoso cuidador, mesmo com sua esposa não mais o reconhecendo.          

Essa voluntária, R. foi uma guerreira, humana, mãe, mulher e cuidadora. Foi para seu grande amor seus olhos e ele foi para ela sua motivação regada de muito carinho, compreensão e principalmente sensibilidade. Creio que o que fica gravado na memória é a imagem da doce mulher pelo qual se encantou e foi encantada pelo amor.

Referências:

Gil G. e Busse A.L. (2013). Ensinar a lembrar: guia prático para ajudar a reconhecer e melhorar problemas de memória. São Paulo: Casa Leitura Médica.  

(*) Regina Reis é voluntária da AVOCH e secretária da Clínica Cuidar de Você e Gislaine Gil é neuropsicóloga pelo IPq do HC da FM da USP e Mestre em Gerontologia pela PUC-SP. Coordenadora do Vigilantes da memória: www.vigilantesdamemoria.com.br

Carinho pelo avô doente transforma adolescente em inventor nos EUA

Matéria do Jornal Nacional exibida em 13/11/2014:

Jovem inventou aparelho para evitar que o avô, que sofre de Alzheimer, saia de casa sozinho e fique perambulando pelas ruas.

O carinho pelo avô doente transformou um adolescente em inventor. Quem conta é o correspondente Alan Severiano.

Fã de caligrafia e dos tradicionais carimbos chineses. Deming Shinozuka era um homem ativo até o diagnóstico de Alzheimer, 12 anos atrás. Com o avanço da doença degenerativa que afeta a memória, o geólogo apaixonado pelo neto parou de se comunicar. Quase foi atropelado quando saiu de casa perambulando pelas ruas.

"É muito trágico perder a conexão com seu avô. Ver uma pessoa tão próxima virar uma sombra do que era", conta Kenneth.

Aos 15 anos, Kenneth transformou a dor em ideia. Pesquisando em livros e na internet, inventou um aparelho, que é colocado na meia. Quando o avô se levanta, o sensor detecta a pressão do corpo sobre o pé. E emite um sinal de alerta para o celular do cuidador.

Deu tão certo que o aparelho foi testado em uma casa de repouso. No mundo, 36 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de demência. Muitos saem perambulando sem noção do perigo.

O dispositivo foi patenteado este ano e Kenneth já ganhou cinco prêmios pela invenção. O mais simbólico é o da Associação de Alzheimer de Nova York. De uma revista científica, ele recebeu US$ 50 mil. O dinheiro vai ser investido em pesquisa para melhorar o produto, que deve ser lançado no ano que vem.

Kenneth quer mais. Por causa do avô, vai estudar neurociência, na tentativa de encontrar a cura para o Alzheimer.

"É enorme o meu amor por ele. Espero que a cura chegue a tempo", afirma Kenneth.
Enquanto isso, ele retribui o carinho cantando músicas que o avô aprendeu quando criança e que fez questão de ensinar a ele.


LInk da matéria: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/11/carinho-pelo-avo-doente-transforma-adolescente-em-inventor-nos-eua.html

sábado, 8 de novembro de 2014

Curso em museu usa arte para estimular idosos com problemas de memória - matéria da Folha


Uma excelente iniciativa!

O Projeto Faça Memórias, realizado desde 2009 no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) utiliza os recursos de arte (pintura, escultura) como terapia para estimular lembranças, driblar a depressão e melhorar a qualidade de vida de pacientes com demência.

Como profissional da saúde que trabalho com gerontologia sei os benefícios da estimulação cognitiva em idosos e por isso acho essencial que existam iniciativas como essa.

É uma pena que o  projeto não seja mais gratuito e que falte incentivo/subsídio do governo para essas iniciativas, pois temos que pensar na realidade da maioria da crescente população idosa, que não tem como pagar R$ 420 por mês para participar do curso.

Abaixo, o link com a matéria completa publicada pela Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/10/1536962-curso-em-museu-usa-arte-para-estimular-idosos-com-problemas-de-memoria.shtml



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Vídeo Alzheimer Nederland


A Alzheimer Nederland produziu uma campanha publicitária de um minuto que mostra a rotina de uma senhora com demência.
O objetivo da peça é promover a educação, conscientização e identificação precoce dos sintomas da demência.
Assista abaixo:










quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Demência é principal causa de morte entre mulheres na Inglaterra



A doença que mais mata mulheres na Inglaterra e no País de Gales é a demência, segundo números oficiais.

De acordo com os dados, a demência mata três vezes mais que o câncer de mama e milhares de vezes mais que um infarto ou um derrame.

Os analistas dizem que o número crescente de mortes por essa doença acontece porque agora os médicos estão mais conscientes dela e estão incluindo a demência nos certificados de óbito com mais frequência.

No caso dos homens, porém, a causa mais comum de morte é problema cardíaco, e a demência é a terceira na lista de doenças que mais matam.

O fato de o cérebro ir ‘atrofiando’ aos poucos na demência faz a vida dele ser mais curta. A doença pode ser registrada como a única causa da morte, mas é frequentemente considerada uma condição subjacente. Muitas pessoas com demência acabam morrendo de pneumonia.

Dados

Os dados, publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês), mostraram que mais de meio milhão de pessoas morreram na Inglaterra e no País de Gales em 2013 em decorrência da doença.

O câncer ainda é a causa principal de morte dos dois gêneros quando se considera todos os tipos de câncer juntos. Perto de uma em cada três mortes no ano passado foram de algum tipo de câncer.

Os dados mais recentes confirmam uma mudança dramática nas causas de morte na última década.
Entre 2003 e 2013, a porcentagem de mortes por doenças cardíacas – que incluem infartos - caiu de 22% para 16% entre as mortes em homens. Nas mulheres, o índice caiu de 15% para 10%.

Tratamento e prevenção dessas doenças também melhoraram nesse período, o que significa que as pessoas estão mais propensas a sobreviverem a infartos e mais pessoas conseguem até preveni-los.
Enquanto isso, a demência aumentou de 2% para 6% nas causas de morte em homens e de 5% para 12% nas causas de morte em mulheres.

O relatório do Instituto Nacional de Estatística diz que "parte do aumento dessa porcentagem nas últimas décadas deve-se a uma melhor compreensão do que é a doença."

"Isso significa que os médicos podem estar mais preparados para registrar a demência como causa da morte", prossegue o relatório.

Para Hilary Evans, do grupo de pesquisa em Alzheimer no Reino Unido, "os números evidenciam que a demência é um grande problema e que não podemos escondê-lo mais".

"Precisamos agora voltar nossas atenções para a demência, nosso grande desafio de saúde, e investir em pesquisas que vão nos levar a uma melhor prevenção da doença e a um melhor tratamento dela."

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141028_demencia_mulheres_rm.shtml?ocid=socialflow_facebook

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Expressões Idiomáticas - Trabalho de estimulação cognitiva

As fotos abaixo são do livro “Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas”, dos fotógrafos Everton Ballardin e Marcelo Zocchio, publicado em 1999 pela Editora DBA.

Um ótimo recurso para trabalhar na terapia com adultos e idosos com transtorno cognitivo leve, demências, alzheimer, As figuras podem ser impressas em tamanho grande para melhor visualização dos idosos (que normalmente apresentam déficits visuais) ou então mostradas na tela do tablete ou computador.

Essa é uma atividade que pode render muitas risadas e histórias... E até mesmo outras atividades... Um jogo com disputa individual, em duplas, trios, em grupo, uma atividade lúdica associada à interpretação, uma atividade motora associada,  é só soltar a imaginação que dá pra fazer muitas coisas...

Tente adivinhar todos primeiro e no fim do post confira as expressões.
Boa sorte! Não vale espiar hein...


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Acertaram todas?? Algumas expressões são mais fáceis, outras tem que pensar um pouco mais...


Resultado:

1. Acertar na mosca.
2. Agasalhar o croquete.
3. Andar na linha.
4. Arregaçar as mangas.
5. Bater as botas.
6. Carta fora do baralho. 
7. Chá de cadeira.
8. Chorar o leite derramado.
9. Chutar o balde.
10. Com a corda no pescoço.
11. Com a faca e o queijo nas mãos.
12. Com o pé atrás.
13. De calça curta.
14. Descascar o abacaxi.
15. Encher linguiça. 
16. Enfiar o pé na jaca.
17. Engolir sapo.
18. Entrar pelo cano.
19. João sem braço.
20. Mala sem alça.
21. Mão na roda.
22. Marcar touca.
23. Minhoca na cabeça.
24. Molhar o biscoito.
25. Pagar o pato.
26. Pau na máquina.
28. Pedra no sapato.
28. Pendurar a chuteira. 
29. Pentear macaco.
30. Pintar o sete.
31. Pisar em ovos.
32. Pisar na bola.
33. Por a barba de molho.
34. Procurar pelo em ovo.
35. Quebrar o galho.
36. Quebrar o gelo.
37. Queimar a rosca.
38. Segurar vela.
39. Soltar a franga.
40. Tempestade em copo d'água.
41. Testa de ferro.
42. Tirar água do joelho.
43. Trocar as bolas.
44. Trocar os pés pelas mãos.
45. Uma mão lava a outra.


Gostaram da atividade?? Eu adorei e já coloquei em prática com meus pacientes idosos.

Tentem e depois contem o resultado.