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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Artes marciais respondem por 20% das cirurgias de joelho em hospital de SP


Uma análise realizada pelo Instituto do Joelho do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, revela que as artes marciais já respondem por 20% das cirurgias do joelho em esportistas.

Do total de cirurgias realizadas na instituição, 80% são para tratar lesões provocadas pelo esporte. O ‘campeão’ é o futebol, responsável por 70% dos procedimentos. Outros 10% são causados por modalidades como tênis, vôlei e basquete.

Entre as artes marciais, a modalidade que predomina é o jiu jitsu, segundo o ortopedista Rene Jorge Abdalla, responsável pelo Instituto do Joelho. O problema é o alto impacto da luta. “Há, inclusive, lesões graves que envolvem a artéria e geram risco de amputação”, comenta.

O ortopedista diz que a ocorrência de cirurgias em praticantes de artes marciais cresce cerca de 25% ao ano.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ginasta mais velha do mundo faz exibição na Alemanha aos 86 anos



A ginasta alemã Johanna Quaas, de 86 anos, voltou a aparecer neste final de semana ao fazer exibições para uma TV alemã na cidade de Munique.

Quaas faz parte do livro dos recordes como a ginasta mais velha do mundo e teve grande destaque esse ano quando uma exibição sua virou vit no Youtube e teve aproximadamente três milhões de acessos.

A apresentação foi feita para a TV alemã TV Gottschalk Live. Quaas já é avó e tem três netos.




http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/12/03/ginasta-mais-velha-do-mundo-faz-exibicao-na-alemanha-aos-86-anos/

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nike lança Programa Mundial para Promover Atiividade Física


A NIKE lançou em 22 de setembro, em Nova York, o Programa "Design to Move".O programa é resultado de vasta consulta feita a comunidade científica internacional, que teve dentre outros com a colaboração do Conselho Internacional de Ciências do Esporte (ICSSPE), do American College of Sports Medicine (ACSM) e da Sociedade Internacional de Atividade Física e Saúde (ISPAH).

Com grande e importante grupo de instituições parceiras, onde se destacam a American Academy of Pediatrics, a Associação das Escolas Superiores de Educacao Física (AISEP), a Associação Mundial de Esporte para Mulheres e Meninas, da Partneship for a Healthier America, além das mencionadas anterioremente, o Programa tem como foco o combate ao sedentarismo entre crianças e adolescentes, como mecanismo importante de fazer frente a epidemia de obesidade.

Acesse o site:

Download do relatório completo do programa:

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Médica sonha transformar pacientes com paralisia em campeões

Esse post é uma maneira de homenagear uma pessoa muito inteligente, dedicada e de caráter: minha antiga chefe, a ortopedista Patrícia Moreno.

Patrícia é ortopedista e apaixonada por remo. Fez do esporte a melhor terapia para crianças com paralisia.
No remo, a médica encontrou a melhor terapia para pacientes com paralisia cerebral e limitações ortopédicas

Não foi nos livros de medicina, nem no almoxarifado do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo (IOT). Patrícia Moreno Grangeiro encontrou no remo, sua paixão desde os tempos de estudante, a melhor terapêutica para seus pacientes com paralisia cerebral.

E, de quebra, achou também a fórmula mágica de conseguir fazer caber em só 24 horas de um dia a carreira de ortopedista e de esportista (já foi campeã mundial e sul-americana).

“O remo para mim é religião, bom para o corpo e espírito, muito parecido com o que representa a medicina na minha vida. Não daria para escolher entre um e outro”, diz.

Já para as crianças e adolescentes que trata e para quem apresenta o esporte, o remo ganhou um papel crucial.

“Abre as portas para a oportunidade de um dia ser campeão”, sonha Diogo Rezende Caldeira, 15 anos, que nasceu com paralisia cerebral, já passou por três cirurgias ortopédicas e há dois anos frequenta, junto com sua médica e amiga as aulas de remo no clube Pinheiros na Cidade Universitária da USP.

A vontade de subir no pódio e estampar medalhas no peito também é partilhada por Washington de Souza Lima, 17 anos e Karoline Ribeiro dos Santos, 15, outros dois pacientes de Patrícia que reservam o sábado para remar nas raias da universidade, num exercício, além de físico, de superação dos movimentos comprometidos pela paralisia.

“Ouvir o entusiasmo deles (são seis pacientes que, com frequência, já participam dos treinamentos) me traz a certeza de que remar não é apenas uma reabilitação motora”, avalia Patrícia. “É ferramenta de inserção social destes meninos e também no mercado de trabalho. Se seguirem com seriedade e disciplina, todos podem ser atletas profissionais e campeões de paraolimpíadas, do parapanamericano e de tantas outras competições.”

Escolhas

O esporte nasceu quase simultaneamente à chegada de Patrícia no mundo. Desde menina, as atividades físicas fizeram parte da rotina da garota e o encontro com o vôlei nas aulas de educação física, logo na primeira série do Ensino Fundamentel, fez dos exercícios um "vício" bom para a saúde.

A opção pela medicina também sempre morou na menina. “Não me lembro de querer ser outra coisa na vida. Talvez, o fato do meu pai ter tido Parkinson aos 35 anos – e a vontade de curá-lo – tenha sido um empurrão, mas o diploma de médica foi uma meta a ser alcançada já pequenina.”

Enquanto cursava medicina na USP, aos 20 anos, surgiu a oportunidade de ir para os Estados Unidos, estudar como bolsista do curso de neurociências, já que jogaria na equipe da universidade norte-americana.

“Tranquei a matrícula em São Paulo, fiz as malas e fui. Nos treinamentos para o vôlei, fazíamos simulação de remo para aumentar a força e a concentração. Daí, foi amor à primeira remada. Adorava jogar, mas amei mais remar.”

Quando voltou ao Brasil, em 2004, retornou também à medicina e ao remo. Já era hora de escolher a especialização e a ortopedia – que tanto dá ênfase ao organismo e aos movimentos– também surgiu como uma alternativa natural.

“Fiquei fascinada pela possibilidade de operar crianças e adolescentes que tinham alguma repercussão ortopédica por conta de problemas neurológicos”, lembra. E assim, mais um caminho despontou para a médica residente que não tardou em tornar-se parte da equipe oficial do Hospital das Clínicas da USP.

Enquanto exercitava o cérebro para aperfeiçoar as técnicas cirúrgicas da ortopedia, diariamente o despertador da médica era programado para fazer barulho às 4h30. E assim ela conseguia ir até a raia da universidade paulista, colocar o barco na água, remar por 90 minutos e ainda fazer musculação por outra uma hora. Depois, era hora de vestir o jaleco, atender pacientes e operar até as 19h, uma rotina repetida até hoje.

“Na água, você precisa de disciplina, perseverança e saber trabalhar em equipe. No solo, fazendo cirurgia, estas três coisas também são imprescindíveis.”

A dedicação dupla rendeu uma boa carreira como médica e muitos prêmios na vida de atleta. E a intersecção das duas jornadas de êxito foi decretada quando Patrícia teve um clique e acreditou ser possível escalar futuros campeões do remo entre seus pacientes operados.


Patrícia e três dos seis pacientes que já começaram a treinar remo e participar de competições. 'Quero ser campeão', diz Diogo

Projeção

Os convites para remar, de forma séria e comprometida, Patrícia faz aos pacientes que têm mais de 15 anos e perfil competitivo. Atualmente, seis adolescentes treinam para, em um futuro próximo, ingressaram nas equipes oficiais e que participam de torneio.

“Com ajuda das assistentes sociais, faço as abordagens e apresento o esporte aos garotos e garotas. Infelizmente, nem todos conseguem participar. O acesso à USP não é dos mais fáceis, muitos precisam pegar dois, três ônibus para treinar e, além da própria dificuldade de locomoção, há os custos.”

Os que passam por este obstáculo inicial mostram para Patrícia que, de fato, as salas de cirurgia e de espera do Instituto de Ortopedia do Hospital da Clínica são mesmo terrenos férteis para encontrar campeões.

E o sorriso de satisfação do avô de Washington – um dos meninos atendidos por Patrícia e que está prestes a competir profissionalmente – comprova que a melhor terapia para o jovem não estava mesmo nos livros de medicina.

“Imagina só você”, diz o avô José. “Há quarenta anos, eu deixei o Espírito Santo para trabalhar na obra de construção da raia da USP. Eram 16 horas por dia de muito suor. E, quem sabe no futuro, será nesta mesma raia em que eu vou assistir meu neto ser campeão de remo.”

http://saude.ig.com.br/minhasaude/historiasdemedico/medica-sonha-transformar-pacientes-com-paralisia-em-campeoes/n1597285277862.html

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sul-africano biamputado faz índice para correr Mundial e Olimpíada

O atleta biamputado Oscar Pistorius, 24, conseguiu fazer o tempo necessário para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, e o Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, em agosto próximo.

O sul-africano Oscar Pistorius compete nos 400 metros na República Tcheca, em maio passado

O sul-africano que usa próteses de fibra de carbono nas duas pernas correu os 400 metros em 45s07 nesta terça-feira, em Ligano, na Itália, batendo seu recorde pessoal que era de 45s61 (o índice necessário era de 45s25).

Como comparação, o tempo de 45s07 daria ao atleta a quinta colocação na Olimpíada de Pequim, em 2008. O recorde mundial é do americano Michael Johnson, com 43s18, batido em 1999.

Com quatro medalhas de ouro na Paraolimpíada (três em Pequim-08 e uma em Atenas-04), Pistorius se tornou o primeiro amputado a conseguir classificação para um Campeonato Mundial. Para Londres-12, apesar do índice, ele ainda depende de seleção do comitê olímpico da África do Sul.

"Sinto algo surreal ao ter o tempo de qualificação A na mochila para os Jogos Olímpicos do ano que vem. Obrigado a todos pelo apoio", escreveu o sul-africano em sua conta no Twitter. "Não pude dormir de tão feliz", completou.

HISTÓRICO

Pistorius ganhou notoriedade ao ganhar o direito de lutar por uma vaga na Olimpíada de Pequim após decisão favorável da CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Antes, sua participação estava vetada pela Associação Internacional das Federações de Atletismo, porque suas próteses de fibra de carbono, conhecidas como Cheetah Flex-Foot, supostamente dariam a ele uma vantagem competitiva diante de atletas sem deficiência.

Apesar de ter obtido o direito de competir nos Jogos Olímpicos, Pistorius não obteve o índice necessário para participar do evento e tampouco foi convocado pela África do Sul para integrar o revezamento do país na disputa do 4 x 400 m.

O sul-africano compete na categoria T44 (amputados abaixo do joelho em apenas um perna), mesmo fazendo parte da T43 (amputados abaixo do joelho nas duas pernas). Além dos 400m, Pistorius também conquistou o ouro paraolímpico nos 100 m e 200 m rasos, ambas na categoria T44.

Nascido sem a fíbula --osso que conecta o joelho ao calcanhar-- nas duas pernas, Pistorius teve que amputá-las sob o joelho quando tinha somente 11 meses de idade.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/946135-sul-africano-biamputado-faz-indice-para-correr-mundial-e-olimpiada.shtml