Mostrando postagens com marcador sintomas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sintomas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Caminhada pode amenizar sintomas da doença de Parkinson



Caminhadas regulares podem melhorar funções motoras, humor, cansaço, condicionamento físico e alguns aspectos das habilidades mentais de pessoas com doença de Parkinson, em gradação leve a moderada. A constatação foi obtida em estudo realizado por pesquisadores da Universidade Iowa, nos Estados Unidos, e publicado no periódico Neurology.

De acordo com a pesquisa, uma caminhada rápida melhora a função motora e o humor em 15%, a atenção em 14% por cento, reduz o cansaço em 11% e aumenta o condicionamento físico e aeróbico em 7%. No teste de função motora, os participantes melhoraram a uma média de 2,8 pontos, que é considerado uma diferença clinicamente importante.

Portanto, o estudo indica que pessoas que possuem a doença, em gradação leve a moderada, que não têm demência e são capazes de caminhar de forma independente, podem seguir as orientações de exercícios recomendados para adultos saudáveis com segurança o que, segundo os pesquisadores, inclui 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada.

Fonte: SBGG - Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Alzheimer, a dor do esquecimento - reportagem/documentário revista Época

A rotina e os desafios de pacientes e cuidadores

Após perder a mulher, o engenheiro civil aposentado Adolpho Chvaicer se abandonou. A solidão e falta de vontade de viver abriram espaço para que os sintomas da doença de Alzheimer, responsável pela degeneração progressiva e morte dos neurônios, invadissem sua rotina sem bater. Seus três filhos, adultos e agora com suas próprias famílias e carreiras para se preocupar, tinham dificuldade em oferecer a atenção e cuidados de que o pai necessitava. Um de seus filhos, o carioca Eduardo Chvaicer, de 48 anos, que mora há quase 20 anos em São Paulo, acompanhava de longe as discussões entre os irmãos e o pai, no Rio de Janeiro, sobre como se adaptar à nova condição.

Eduardo, que trabalhava como executivo em uma indústria farmacêutica, viu na crise vivida em família uma oportunidade de abrir o próprio negócio. "Comecei a me perguntar quem cuidaria de mim se eu fosse diagnosticado com a doença", diz o empresário. Em 2010, ele abriu no Brasil a franquia da rede americana Right at Home, que oferece serviços de cuidadores para idosos com Alzheimer e outras doenças da terceira idade. "Percebi como cuidar de um idoso com Alzheimer é trabalhoso para os familiares e quanto a doença é capaz de afetar o dia a dia do lar."

O conflito vivido pela família de Chvaicer é comum. Existem hoje no mundo cerca de 36 milhões de portadores da doença. No Brasil, estima-se que haja cerca de 1,2 milhão. Os casos de Alzheimer devem ser ainda mais recorrentes no futuro. De acordo com estimativas da organização Alzheimer's Desease International, como consequência do maior envelhecimento da população, o número de idosos com demência saltará de 44 milhões, registrados em 2013, para 135 milhões, em 2050.

O Alzheimer é a demência mais frequente entre os idosos. A velocidade e intensidade da progressão da doença variam em cada caso. Como não há cura (ao menos, até o momento) para o Alzheimer, os portadores e seus familiares estão destinados a conviver diariamente com o esquecimento de lembranças recentes, a repetição de histórias antigas, a perda de funções cognitivas e a crescente dependência para atividades de rotina, como alimentação e higiene. Com o passar do tempo, em casos avançados, o tecido cerebral também entra em degeneração, destruindo outras funções do corpo comandadas pelo cérebro, como a locomoção e a deglutição. De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), Fernanda Gouveia Paulino, quanto antes se diagnosticar a doença e se iniciar o tratamento, maiores são as chances de se retardar o desenvolvimento dos sintomas. Mas eles não desaparecem.

O pai de Chvaicer continua morando sozinho no Rio de Janeiro, agora sob os cuidados constantes dos profissionais da empresa do filho. Ter um cuidador em casa, optar pela internação em uma clínica especializada ou cuidar do parente sem auxílio de um profissional são caminhos possíveis, que podem funcionar ou não. Não há certo ou errado. "Antes de escolher como cuidar do portador de Alzheimer, os familiares devem avaliar sua disponibilidade de tempo e de recursos financeiros”, diz a presidente da Abraz. "O importante é garantir que o portador se sinta bem acolhido, com acesso a todos os remédios e cuidados necessários ao longo do tratamento."

A dona de casa Maria Petrina, de 76 anos, cuida sozinha de seu marido, Geraldo, de 80, em sua casa no Jardim Egle, na Zona Leste de São Paulo, desde que ele foi diagnosticado com Alzheimer, há cinco anos. Em estágio avançado da doença, Geraldo fala pouco, anda com dificuldade, tem olhar distante e vazio. Mas ainda come e vai ao banheiro sozinho. Sem qualquer ajuda, dona Maria se divide entre os cuidados com o marido e as tarefas do lar. Enquanto nos recebia na poltrona de sua sala, o barulho da panela de pressão interrompia o silêncio das pausas que fazia entre uma pergunta e outra.

À primeira vista não se percebe que a artista plástica aposentada Acrácia Sanchez, de 77 anos, sofre de Alzheimer. Diagnosticada há sete anos, ela é falante, ativa e disposta. Apresenta apenas lapsos de memória. Enquanto o marido, Francisco, trabalha durante o dia, ela tem a companhia de Fabiana Aparecida da Silva, sua cuidadora, na casa onde vive em Jaçanã, na Zona Norte da capital paulista. "Com a convivência, criamos um laço de cumplicidade e parceria. Somos amigas", diz Fabiana. Entre risadas e olhares apaixonados, o casal mostra que é possível encarar a doença de forma leve. Diferentemente da maioria dos portadores do Alzheimer, Acrácia tem consciência de sua doença, mas se diz tranquila. "Não tenho medo. Com todos os cuidados que recebo, me sinto segura e confiante."

No quarto da casa de repouso onde vive no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, o aposentado Dawid Cukier coleciona troféus de tênis, porta-retratos e a réplica de um barco de madeira - lembranças de seus hobbies e familiares queridos. Quando foi diagnosticado com Alzheimer, há oito anos, vivia em casa sob cuidados dos familiares e de cuidadores não especializados. A alternativa, que no começo parecia a mais adequada, não funcionou. Com o tempo, Dawid passou a ter dificuldades para comer, andar e se socializar. A família ponderou e decidiu oferecer a Dawid cuidados profissionais 24 horas por dia. Na beira do lago da casa de repouso da Sociedade Beneficente Alemã, seu filho Celso fala sobre a melhora da qualidade de vida do pai desde então. Hoje, além de caminhar, Dawid dança valsa com as funcionárias do local.

As três famílias mostram como é possível conviver com o Alzheimer com força, paciência e alegria. No vídeo abaixo, os principais trechos de nossas conversas.

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/01/alzheimer-dor-do-besquecimentob.html


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dia 29 de Maio - Dia Mundial da Esclerose Múltipla





A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica do sistema nervoso central que afeta o cérebro e a medula espinhal e que interfere na capacidade do cérebro e da medula espinhal para controlar funções, como caminhar, enxergar, falar, urinar e outras.

A ABEM estima que, atualmente 35 mil brasileiros são portadores de esclerose múltipla.

No Brasil a prevalência é em média de 18/100.000 pessoas. Quanto mais distante da linha do equador, ou seja, maior latitude, maior a prevalência.
No Canadá, por exemplo, em média 135 / 100.000 habitantes.

É uma doença que acomete adultos jovens, principalmente mulheres na proporção 2:1, e hoje já se vê trabalhos referindo 3: 1 em relação aos homens. Mais comum em caucasianos, do que em outros grupos raciais.

Idade de maior adoecimento entre 20 e 50 anos, mas hoje já se faz cada vez mais o diagnóstico em idades inferiores inclusive adolescentes e crianças. Acima dos 50 anos também há casos de inicio da doença descritos.

Até o momento a causa é desconhecida. Nas pesquisas, amplos esforços são dirigidos ao estudo do indivíduo portador, como também do ambiente onde vive. A deterioração da mielina é provavelmente mediada pelo sistema imunológico em indivíduos geneticamente predispostos, o que resulta em um ataque maciço ao próprio tecido nervoso, isto é, uma resposta auto-imune. Ainda não foi identificado um antígeno específico.

Uma teoria defendida por pesquisadores é a de que o desencadeante responsável é um vírus e neste caso que o sistema imunológico interpreta uma parte da proteína mielínica como sendo um vírus de estrutura similar e a destrói (mimetismo molecular).

Não existe um padrão de sintomas definido como o ideal para a EM. Cada paciente possui o seu tipo peculiar de manifestação da doença e cada pessoa com EM terá o seu conjunto de sinais e sintomas. Estes sintomas podem mudar ao longo do tempo. Mas os sintomas se correlacionam com o comprometimento da mielina e ou axônios e varia de acordo com a área/ ou via acometida, porém os sintomas mais apresentados no indivíduo com EM são:

Alterações fonoaudiológicas: Pode surgir no inicio da doença ou no decorrer dos anos alterações ligadas a fala e deglutição com sintomas: fala lentificada, palavras arrastadas, voz trêmula, disartrias, fala escandida e disfagias (dificuldade para engolir: líquidos, pastosos, sólidos).

Fadiga: Sintoma debilitante de instalação imprevisível ou desproporcionado em relação à atividade realizada, a fadiga é um dos sintomas mais comuns e um dos mais incapacitantes da EM. Manifesta-se por um cansaço intenso e momentaneamente incapacitante para realizar uma atividade desejada. Muito comum quando o paciente se expõe ao calor ou quando faz um esforço físico desenvolver um trabalho ou uma sensação abrangente de falta de energia, corporal ou sistêmica.

Transtornos cognitivos: O paciente pode apresentar sintomas cognitivos, ou seja; de memória, durante qualquer momento da doença, e independe da presença de sintomas físicos/motores. Funções cognitivas mais freqüentemente comprometidas são no processamento da memória e na execução das tarefas. Os indivíduos se queixam muito que levam mais tempo para memorizar as tarefas e possuem mais dificuldades para executar as mesmas.

Transtornos emocionais: Estes sintomas podem estar presentes e serem reacionais as mudanças que podem fazer a pessoa em sua vida de maneira súbita ou mesmo secundário às lesões do sistema nervoso central. Assim, pode haver sintomas depressivos, ansiosos, transtorno de humor, irritabilidade, flutuação entre depressão e mania ( transtorno bipolar)

Outros sintomas que podem ser apresentados:

Problemas de bexiga e intestinais: Incluem a necessidade de urinar com freqüência e/ou urgência (quando vontade de urinar necessidade de urgentemente ir ao banheiro, por não conseguir segurar por muito tempo, assim como esvaziamento incompleto, retenção urinária). Os problemas intestinais incluem constipação intestinal e urgência fecal.

Transtornos visuais: Visão embaçada; Visão dupla (diplopia);

Problemas de equilíbrio e coordenação: Perda de equilíbrio; Tremores; Instabilidade ao caminhar (ataxia);
Vertigens e náuseas; Falta de coordenação; Debilidade, pode afetar pernas e o andar; Fraqueza geral.

Espasticidade (rigidez de um membro ao movimento, acomete principalmente os membros inferiores).

Parestesia (sensação tátil anormal), ou sensação de queimação ou formigamento em uma parte do corpo;

Outras sensações não definidas;
Pode haver dor associada à Esclerose Múltipla, como por exemplo dor facial; (neuralgia do trigêmio) e dores nos membros de origem central; ou seja secundária a lesão do sistema nervoso central

Sexualidade: Disfunção erétil, nos homens; Diminuição de lubrificação vaginal nas mulheres; Comprometimento da sensibilidade do períneo (região da genitália), interferindo no desempenho do ato sexual.

Não existe duas pessoas que tenham exatamente os mesmos sintomas, e os sintomas de cada pessoa pode mudar ao longo do tempo. Uma pessoa pode experimentar somente um dos possíveis sintomas, enquanto outras pessoas experienciam muito mais. A maioria destes sintomas podem ser gerenciados de forma muito eficaz com medicação, reabilitação e outras estratégias de gestão.

Diagnóstico:

O profissional mais indicado para diagnosticar a EM é o neurologista. O diagnóstico deve estar baseado em uma história sugestiva onde sintomas aparecem dentro de um tempo e espaço (isto significa que dentro do raciocínio médico consegue-se detectar regiões diferentes do sistema nervoso acometido com o decorrer do tempo), além de um exame neurológico bem detalhado.

Após a hipótese deve ser o indivíduo submetido a exames complementares comprobatórios.

Os critérios básicos são:
Evidência de múltiplas lesões no SNC
Evidência (clínica ou paraclínica) de pelo menos dois episódios de distúrbio neurológico num indivíduo entre 10 e 59 anos de idade
Os exames solicitados pelo médico neurologista para auxiliar no diagnóstico são:
Ressonância Magnética de crânio e coluna em niveis cervical,toracico ,lombar ( em alguns casos )
Líquor onde o fluido que banha o SNC é retirado para exame
Potencial evocado que mede a condução nervosa no seu trajeto visual, auditivo, motor e sensorial)

Tratamento:

Embora sem cura no momento, os tratamentos oferecidos buscam reduzir a atividade inflamatória e os surtos ao longo dos anos contribuindo para a redução do acúmulo de incapacidade durante a vida do indivíduo.

Além do foco na doença, tratar os sintomas como os urinários, fadiga é muito importante para qualidade de vida do paciente.

A neuroreabilitação é importante juntamente com o tratamento medicamentoso no tratamento dos sintomas, na adaptação e recuperação quando possível e prevenção ao longo do tempo de complicações como as deformidades ósseas.

Hoje existe indicação de medicamentos que visam reduzir a atividade inflamatória e a agressão à mielina, com diminuição dos surtos, em intensidade e freqüência, contribuindo assim na redução do ganho de incapacidade ao longo dos anos. São as abordagens denominadas modificadoras da evolução da doença, os imunomoduladores.

O emprego de imunosupressores também tem ocupado lugar de relevo no tratamento da EM. Entre eles destacam-se a azatioprina, a ciclosfosfamida, o mitoxantrone, o methotrexate e a ciclosporina.

A prednisona ou outros corticóides podem ser empregados por via oral. Com resultados razoavelmente bons, temos a pulsoterapia venosa pela metilprednisolona.

A partir da década de 90, os interferons juntamente com o acetato de glatiramer, passaram a ser utilizados no tratamento da EM para reduzir os surtos e estabilizar a doença ao longo dos tempos apesar de não ser a cura. No Brasil estes medicamentos são distribuidos gratuitamente pelo governo através de farmácias de dispensação de alto custo ou em centros públicos de referência do tratamento da EM mediante relatório médico que confirme a existência da doença.

O interferon beta 1 a é administrado por via subcutânea 3 vezes na semana (rebif 22mcg ou 44mcg) ou intramuscular 1 vez por semana (Avonex 30mcg). O interferon beta 1 b é administrato subcutâneo em dia alternados (Betaferon 8000UI).

O acetato de glatiramer deve ser empregado subcutâneo diariamente (Copaxone 20mg)

No uso dos inteferons deve se ter um monitoramento de perto da função hepática. .Em caso de alteração deve ser avaliado a descontinuação de seu uso pelo médico.

Sintomas muito comuns no inicio do uso destas medicações são: dores de cabeça, dores musculares, febre, fadiga, agravamento de sintomas anteriores; isto é transitório na maioria dos casos e podem ser amenizados iniciando-se com doses menores, utilizando-se analgésicos pré-administração, deixando as aplicações como a última atividade do dia; mas é claro, o mais importante, siga as orientações do seu médico assistente.

Tratamento de Recidivas Agudas

Uma melhora natural de exacerbações agudas ocorre freqüentemente num prazo de 4 a 12 semanas. O grau de melhora varia e, provavelmente, se deve à regressão da inflamação. Para recorrências agudas, a maioria dos neurologistas prescreve altas doses de corticosteróide intravenoso, como metilprednisolona (solumedrol) por 3 a 5 dias. Essa série pode ser seguida de uma dose oral gradualmente decrescente de corticosteróide (p.ex.: prednisona). Corticosteróides orais também podem ser empregados para tratar uma recidiva branda ou moderada. Efeitos colaterais, causados pelo uso prolongado dos corticosteróides (osteoporose, hipertensão arterial, catarata, perda muscular), geralmente não ocorrem com o uso por curto prazo. Entretanto, pode haver efeitos colaterais como alterações do humor, desconforto epigástrico, micção freqüente e visão embaçada.

Tratamento Sintomático

Medicamentos utilizados na Esclerose Múltipla devem ser indicados pelo médico neurologista que vai analisar cada caso. Aliado ao tratamento medicamentoso, o tratamento reabilitacional é benéfico para reduzir a espasticidade, espasmo, fadiga, depressão entre outros sintomas.

Novas Medicações

- Anticorpos monoclonais:

Um grupo medicamentoso muito utilizado em reumatologia e oncologia. Atualmente, muitas substâncias vêm sendo testadas para esclerose múltipla, estudos multicêntricos, pelo mundo, fases finais de estudo; rituximab, alemtazumab, daclizumab.

No mercado já esta disponível o natalizumabe (tysabri), a primeira produzida especificamente para esclerose múltipla, cuja indicação é para doença grave, de evolução rápida, refratária a outras terapêuticas. Age na atividade inflamatória, reduzindo surtos e as incapacitações.

- Medicações vias orais:

Fingolimod, cladribina, laquinomod, teriflunomide, fumarato. A primeira já aprovada pelo FDA ( o similar da ANVISA americano), deve chegar em nosso mercado no próximo ano e a segunda em vias de final de aprovação.

Todas com indicação para minimizar surtos quanto freqüência, taxa anual e concomitante Acúmulo de inacapacitações; porém, muitas perguntas ainda precisam ser respondidas: quantos efeitos adversos em longo prazo, efeito preventivo, reparador, neuroprotetor, comparativo com tratamentos atuais.

- Transplante autólogo de células tronco:

Ainda é um protocolo de pesquisa e indicado na refratariedade terapêutica, a maioria dos trabalhos mostrem uma estabilização clínica, mas não uma melhora objetiva; precisa-se de estudos mais longos para uma melhor conclusão e responder algumas questões principalmente manutenção de eficácia a longo prazo.



O Dia Mundial da Esclerose Múltipla é celebrado na última quarta-feira do mês de maio. Este ano é no dia 29 de maio.
Para ajudar a promover a sensibilização sobre como é viver com esclerose múltipla, seis jovens inspiradores de todo o mundo partilham os seus lemas de identidade, relacionamentos e futuro.





Fontes: www.abem.org.br; http://mymotto.worldmsday.org/en

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cientistas detectam Alzheimer antes dos sintomas aparecerem




Um grupo de cientistas americanos desenvolveu uma técnica para detectar sinais da doença de Alzheimer 25 anos antes da doença apresentar seus primeiros sintomas.

A pesquisa é a porta de entrada para novos tipos de tratamentos precoces que podem se tornar a melhor chance da medicina para combater a enfermidade.

Os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, selecionaram para o estudo pacientes britânicos, americanos e australianos que possuem risco genético para desenvolver a doença.

Dos 128 pacientes examinados, 50% têm chances de herdar uma das três mutações genéticas conhecidas pela ciência que provocam o Alzheimer.


O grupo também tem chance aumentada de começar a sofrer da doença a partir dos 30 ou 40 anos - muito mais cedo que a maioria dos pacientes de Alzheimer, que desenvolvem o mal na casa dos 60 anos.

Os pesquisadores analisaram os pais dos pacientes para descobrir com que idades eles haviam desenvolvido a doença. A partir disso começaram a tentar avaliar quanto tempo antes disso era possível detectar os primeiros sinais da enfermidade.

Foram realizados exames de sangue, de líquor (fluído espinhal), de imagens do cérebro e também avaliações de habilidades mentais nos pacientes.

Os pesquisadores descobriram, então, que era possível detectar pequenas mudanças no cérebro de quem possuía alguma das mutações que no futuro levarão ao surgimento do Alzheimer.

Por volta de 15 anos antes do aparecimento da doença, pacientes já apresentavam níveis anormais de uma proteína de células que podem ser encontradas no fluído espinhal.


Além disso, imagens do cérebro revelaram encolhimento em algumas regiões do cérebro desses pacientes.

Dez anos antes dos primeiros sintomas foram detectados problemas de memória e um processamento anormal da glicose no cérebro dos estudados.

Em pacientes que não possuiam as mutações, não foram detectadas alterações nesses marcadores.

Os resultados da pesquisa foram publicados no New England Journal of Medicine.

"Essa importante pesquisa mostra que mudanças-chaves no cérebro, relacionadas à transmissão genética da doença acontecem décadas antes do aparecimento dos sintomas. Isso pode gerar grandes implicações para o diagnóstico e o tratamento no futuro", afirmou Clive Ballard, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer.

"Os resultados de pacientes com Alzheimer herdado por fatores genéticos parecem similares às mudanças provocadas em casos não-genéticos, na forma comum da doença", disse Eric Karran, diretor de pesquisa da Sociedade Britânica do Alzheimer.

"É provável que qualquer novo tratamento para Alzheimer deverá ser começado mais cedo para ter a melhor chance de sucesso".

"A habilidade para detectar os primeiros estágios da doença de Alzheimer não só permite que as pessoas planejem e tenham acesso aos cuidados e tratamentos existentes mais cedo, mas também permitirá que novas drogas sejam testadas nas pessoas certas, na hora certa"



http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2012/07/12/cientistas-detectam-mal-de-alzheimer-antes-dos-sintomas-aparecerem.htm



terça-feira, 17 de abril de 2012

Caminhada tem impacto contra depressão, diz pesquisa




Uma simples caminhada rápida nos arredores de casa pode ter um papel importante no combate à depressão, segundo pesquisadores de uma universidade na Escócia.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios vigorosos aliviam os sintomas da depressão, mas o efeito de atividades menos árduas ainda não foi analisado em profundidade.

O novo estudo publicado na revista científica Mental Health and Physical Activity afirma que "caminhar é uma forma de intervenção efetiva contra a depressão" e tem resultados similares aos de formas mais vigorosas de exercício.
O estudo da Universidade de Stirling analisou dados de oito pesquisas com um total de 341 pacientes.
"A caminhada tem a vantagem de poder ser praticada pela maioria das pessoas, de implicar pouco ou nenhum custo, e de ser relativamente fácil de incorporar à rotina diária", dizem os autores.
Os pesquisadores admitem, no entanto, que mais pesquisas precisam ser feitas sobre o assunto. Ainda há questões sobre a duração, a velocidade e o local onde a caminhada deve ser realizada.
Ar livre
Uma em cada dez pessoas enfrenta depressão em algum momento da vida. Apesar de o problema poder ser tratado com medicamentos, a prática de exercícios é muitas vezes prescrita por médicos como tratamento contra formas mais brandas da doença.
Adrian Taylor, que estuda os efeitos dos exercícios contra a depressão, os vícios e o estresse, na Universidade de Exeter, disse à BBC que o ponto positivo da caminhada é que todo mundo já faz isso no dia-a-dia.
"Há benefícios contra problemas de saúde mental como a depressão", afirmou ele.
Ainda não se sabe exatamente como os exercícios ajudam no combate à depressão. Taylor diz que eles podem funcionar como uma distração dos problemas, dando uma sensação de controle e liberando hormônios do "bom-humor".
A ONG de saúde mental Mind diz que suas próprias pesquisas indicam que só o fato de passar tempo ao ar livre já ajuda pessoas com depressão.
"Para aproveitar ao máximo as atividades ao ar livre, é importante encontrar um tipo de exercício que você goste e que possa fazer regularmente. Tente coisas diferentes, como caminhar, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou até nadar na natureza", aconselha Paul Farmer, presidente da ONG.
"Fazer exercícios junto a outras pessoas pode ter um impacto ainda maior, já que oferece uma oportunidade de reforçar laços sociais, conversar com outras pessoas sobre seus problemas ou simplesmente rir e aproveitar o tempo longe da família e do trabalho. Então, peça a um amigo para se juntar a você.
"






segunda-feira, 12 de março de 2012

Musculação atenua sintomas da doença de Parkinson, diz estudo


Um estudo que será apresentado em encontro da Academia Americana de Neurologia em abril aponta que a prática de levantar peso atenua os danos à coordenação motora provocados pela doença de Parkinson.

O teste clínico realizado por uma equipe da Universidade de Illinois, na cidade de Chicago, levou em conta as melhorias da atividade física em portadores da doença, acompanhados durante dois anos pelos pesquisadores.

No trabalho, foram comparados os efeitos da musculação com outras formas de exercício, como alongamentos e técnicas de equilíbrio em 48 pacientes. Cada grupo de participantes se exercitou durante uma hora, duas vezes por semana, durante todos os 24 meses de estudo.

Os sintomas comuns à doença como rigidez no corpo e tremores foram medidos usando uma escala criada por especialistas (UPRDS, na sigla em inglês), que avalia a evolução da doença em seis, 12, 18 e 24 meses. As medidas foram feitas em épocas nas quais os pacientes não estavam tomando as medicações para controlar a doença degenerativa.

Tanto exercícios de equilíbrio e alongamento quanto musculação mostraram melhora na coordenação motora após seis meses, mas aqueles que levantaram pesos tiveram aumento de 7,3 pontos na escala UPRDS após os dois anos.

No período, aqueles que estavam fazendo somente exercícios de alongamento e de equilíbrio regrediram e voltaram ao estágio de coordenação que apresentavam no começo da experiência.

Os responsáveis pela pesquisa acreditam que a prática de exercícios de musculação pode ser benéfica para pacientes com Parkinson no longo prazo, mas estudos posteriores ainda são necessários.