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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dia 1 de dezembro - Dia Mundial de Luta Contra AIDS


Hoje, dia 01 de dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Um dia para conscientização e esclarecimento sobre a doença.

Mesmo com o número de novos casos de AIDS diminuindo, infelizmente, nos últimos anos houve aumento dos casos de AIDS na população jovem e também entre idosos, o que indica necessidade de uma abordagem mais específica nessas faixas etárias.


AIDS é a sigla de síndrome da imunodeficiência adquirida. Ela é causada pelo vírus HIV (virus da imunodeficiência humana) que ataca o sistema imunológico.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Transmissão: Como o HIV, vírus causador da aids, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas:
Sexo sem camisinha - pode ser vaginal, anal ou oral.
De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação - também chamado de transmissão vertical.
Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa.
Transfusão de sangue contaminado com o HIV.
Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Evitar a doença não é difícil. Basta usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com outras pessoas.
Grávidas soropositivas devem fazer tratamento e acompanhamento médico e pré natal.

O preservativo está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

A AIDS não tem cura mas tem tratamento e para que haja sucesso, deve ser feito de maneira adequada com acompanhamento médico e uso de medicamentos.



 Foto: Adriana Bertini - facebook



Saiba mais nos links:

http://www.aids.gov.br/

http://www.aids.gov.br/pagina/aids-no-brasil

http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=238685&c=6

http://site.medicina.ufmg.br/inicial/aids-tambem-e-prevalente-em-idosos/

http://drauziovarella.com.br/sexualidade/os-novos-numeros-da-aids/


sábado, 8 de novembro de 2014

English Longitudinal Study of Aging: Can Internet/E-mail Use Reduce Cognitive Decline?


English Longitudinal Study of Aging: Can Internet/E-mail Use Reduce Cognitive Decline?

André J. Xavier1, Eleonora d’Orsi2, Cesar M. de Oliveira3, Martin Orrell4, Panayotes Demakakos3, Jane P. Biddulph3 and Michael G. Marmot3


Abstract

Background. Cognitive decline is a major risk factor for disability, dementia, and death. The use of Internet/E-mail, also known as digital literacy, might decrease dementia incidence among the older population. The aim was to investigate whether digital literacy might be associated with decreased cognitive decline in older adulthood.

Methods. Data from the English Longitudinal Study of Aging cohort with 6,442 participants aged 50–89 years, followed for 8 years, with baseline cognitive testing and four additional time points. The main outcome variable was the relative percentage change in delayed recall from a 10-word-list learning task across five separate measurement points. In addition to digital literacy, socioeconomic variables, including wealth and education, comorbidities, and baseline cognitive function were included in predictive models. The analysis used Generalized Estimating Equations.

Results. Higher education, no functional impairment, fewer depressive symptoms, no diabetes, and Internet/E-mail use predicted better performance in delayed recall.

Conclusions. Digital literacy may help reduce cognitive decline among persons aged between 50 and 89 years.

Key words
Cognitive decline Prevention Digital literacy Cohort study Ageing.


http://biomedgerontology.oxfordjournals.org/content/69/9/1117.abstract

domingo, 28 de setembro de 2014

Atividade física de três a quatro vezes por semana ajuda a prevenir doenças


Aprofundada com detalhada discussão a “Diretriz sobre a Modificação do Estilo de Vida para Redução do Risco Cardiovascular”, da American Heart Association, foi publicada na edição de setembro de uma das mais importantes revistas de cardiologia do mundo: a "Circulation". Um estilo de vida saudável é a mais importante ação proposta na prevenção de doenças cardiovasculares, sem dúvida a principal causa das doenças degenerativas e de mortalidade em todo o mundo.

Avaliaram-se evidências de que determinados padrões alimentares, ingestão de nutrientes e os níveis e tipos de atividade física pode desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, através dos seus efeitos sobre os conhecidos fatores de risco cardiovasculares modificáveis: a pressão arterial, as gorduras no sangue, a obesidade e principalmente a vida sedentária.

A perda e manutenção do peso são fundamentais para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares, tudo ligado à mudança do estilo de vida, fundamentalmente na alimentação e na atividade física, que foi sugerida ser de 40 minutos por vez três a quatro vezes por semana e de intensidade moderada.

O sódio (principal componente do sal) foi avaliado como um simples nutriente porque pouco dele é encontrado naturalmente nos alimentos. Porém, é adicionado a alimentos, principalmente durante a preparação, para a preservação, e/ou no momento do consumo. Por conseguinte, é teoricamente possível alterar o consumo de sódio, sem alterar a ingestão de alimentos ou a dieta padrão global. Além disso, o outro eletrólito o potássio foi analisado como um único nutriente, pois a ingestão dele pode reduzir a pressão arterial independente de outros nutrientes ou alimentos.

Um efeito do sódio sobre a pressão arterial é a sua modulação pela ingestão concomitante de potássio. Poderiam se beneficiar com a redução da pressão arterial, os indivíduos que consumam uma dieta padrão que enfatize a ingestão de vegetais, frutas e grãos integrais; produtos de baixo teor de gordura do leite, aves, peixes, legumes, azeite de oliva e nozes e limitação na ingestão de doces, bebidas adoçadas com açúcar e carnes vermelhas.

É importante adaptar este padrão dietético para necessidades de calorias adequadas e preferências alimentares pessoais e culturais, como também nas condições médicas especiais como o diabete. Para a atividade física, a forte evidência epidemiológica liga níveis mais altos de atividade física aeróbica para reduzir as taxas de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas, como diabete tipo 2. Várias evidências indicam uma relação inversa dose-dependente entre níveis de atividade física e as taxas de doenças cardiovasculares.

Os mecanismos que relacionam a atividade física e diminuição das taxas de doenças cardiovasculares incluem efeitos benéficos sobre o perfil das gorduras do sangue, diabete 2 e pressão arterial. A busca de evidências relacionadas incluiu apenas revisões sistemáticas e meta-análises de ensaios clínicos randomizados ou ensaios clínicos controlados individuais em adultos maiores de 18 anos de idade.

http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2014/09/atividade-fisica-de-tres-quatro-vezes-por-semana-ajuda-prevenir-doencas.html

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dia 24 de junho - Dia Mundial de Prevenção de Quedas em Idosos



Hoje, dia 24 de junho é celebrado mundialmente o dia de prevenção contra quedas em idosos.

30% das pessoas com 65 anos ou mais caem pelo menos uma vez ao ano. Em indivíduos com 80 anos ou mais a porcentagem aumenta para 40%.
Em idosos a queda tem potencial mais prejudicial, então é importante colocar em prática medidas simples que podem ajudar a evitar as quedas e melhorar o equilíbrio das pessoas através de exercícios.

Com o slogan "Cair de maduro é só pra fruta!" o CRI-Norte distribui manuais de prevenção de quedas em idosos com orientações e exercícios.

Abaixo link para o manual:

http://www.youblisher.com/p/373956-Manual-de-Prevencao-de-Quedas-em-idosos/

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Projeto Casa + Segura

O Projeto Casa + Segura é uma iniciativa da Associação Médica Brasileira, a AMB, através de seu Diretor de Proteção ao Paciente, Dr. Rogério Toledo Jr, que depois de passar por um acidente doméstico grave, criou a Comissão de Prevenção de Acidentes Domésticos.

Com o intuito de levar informações para médicos, profissionais da saúde e a população em geral, foram reunidas uma série de medidas preventivas e materiais didáticos, elaborados por diversas sociedades de especialidades em parceria com o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e o Proteste, visando reduzir essas ocorrências que ainda são a maior causa de mortalidade em crianças e idosos.

Tomando como base estes dados, a Comissão criou o projeto Casa + Segura em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, apresentando para a população os locais mais comuns deste tipo de ocorrência e as formas adequadas de prevenção.

Cartilhas para download:

Cartilha Adulta:
http://www.casamaissegura.com.br/cartilhas/cartilha_adultos.pdf


Cartilha Infantil:
http://www.casamaissegura.com.br/cartilhas/cartilha_infantil.pdf


http://www.casamaissegura.com.br/index.php


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dia Mundial da Osteoporose - V Caminhada de Combate à Osteoporose


No último dia 20 de outubro, foi  celebrado o Dia Mundial da Osteoporose. Essa data serve para chamar a atenção para o problema, que segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de dez milhões de pessoas no Brasil. Outro dado da IOF revela que de cada três pacientes que sofreram fratura no quadril, um tem o diagnóstico de osteoporose; e deste número, um em cada cinco, recebe algum tipo de tratamento.


A osteoporose é uma doença osteometabólica que interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes: pode causar fraturas e alterações na caixa torácica, causando dificuldade de respiração, dor intensa, perda de altura e até mesmo a morte.


A doença é um grande desafio para a saúde pública. Não é uma doença apenas das classes mais favorecidas.

Sua maior incidência recai sobre as mulheres. Após a menopausa, as células que reabsorvem o osso, chamadas osteoclastos, são mais estimuladas devido à redução dos níveis de estrógeno no organismo. No entanto, temos observado o crescimento de casos entre os homens também. Além da idade avançada, outros fatores de risco são: histórico familiar, dieta pobre em cálcio e vitamina D, tabagismo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal.

É fundamental prevenir a primeira fratura, porque cerca de 20% dos pacientes apresentam uma segunda ocorrência no ano seguinte à primeira queda.

Nos próximos 50 anos, deve dobrar o número de fraturas de quadril em homens e mulheres devido à osteoporose. Esta vai ser a doença do século porque estamos vivendo mais.


PREVENIR É A MELHOR OPÇÃO

Hoje, a melhor ferramenta de diagnóstico para a osteoporose é o exame de densitometria óssea, que avalia o conteúdo mineral do osso. Fazem parte do grupo de risco da doença pessoas com predisposição genética, mulheres na pós-menopausa e pacientes que tenham sofrido fraturas, tenham idade avançada ou façam uso de corticosteróides, anticonvulsionantes, anticoagulantes, além dos portadores de doenças inflamatórias crônicas.

Para  prevenir e tratar a osteoporose, além do uso de medicamentos, é possível investir numa dieta rica em cálcio, fazer exercícios físicos para fortalecer a musculatura e prevenir quedas, além de expor-se ao sol - o que promove a síntese da vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio e para a mineralização do osso.

Abaixo foto da V Caminhada de Combate à Osteoporose realizada no último domingo, dia 21 de outubro, no estacionamento do Mooca Plaza Shopping.
Foto: Acervo pessoal. Proibida reprodução sem autorização da fonte.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Osteoporose atinge uma em cada quatro mulheres após a menopausa. Mas pode ser prevenida e tratada


Foto: Adam.com

A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, com conseqüente enfraquecimento e fragilidade do osso e maior possibilidade de fraturas, mesmo após pequenas quedas e traumas. As estatísticas comprovam o quão sério é o problema: uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, têm osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm a doença e, no mundo, esse número chega a 200 milhões.

A boa notícia é que a osteoporose pode ser prevenida e tratada com excelentes resultados. “A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi.

Muitas vezes, a osteoporose se manifesta clinicamente através de fraturas. Dores e diminuição de altura, entretanto, também podem estar associadas à doença. Segundo o reumatologista do CREB, os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tiróide.

O tratamento, explica o Dr. Eduardo, deve ser orientado com um programa completo. “Os hormônios podem ter um papel muito importante na reconstrução e na prevenção da perda da massa óssea. Assim, a reposição hormonal pode ser realizada com hormônios similares aos naturais ou por fitoterapia”, afirma o médico. O Dr. Eduardo recomenda que mulheres adultas pratiquem uma dieta de 1000 mg de cálcio por dia. “Quando há risco de osteoporose, sugerimos uma dieta com 1500 mg de cálcio diários. Entre os alimentos ricos em cálcio estão o leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone e até sorvete cremoso de baunilha. Outras fontes secundárias de cálcio são sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis”, diz ele, que ensina uma importante dica: “a casca do ovo é composta em quase 100% de carbonato de cálcio. Sugerimos aos nossos pacientes lavar a casca do ovo, colocar no forno em alta temperatura, com a finalidade de buscar uma melhor higienização. Depois, pegue essa casca e a triture muito bem até ficar muito fina. Coloque uma colher de chá ao dia desse material na comida misturada e você terá aí os 1.500 mg ao dia de cálcio necessários em sua dieta”, explica

Outro aspecto muito importante na prevenção e tratamento da osteoporose é a prática de exercício físico. “É fundamental que a pessoa tenha uma boa qualidade muscular para sua coluna”, avisa o reumatologista, que indica a hidroterapia.

- Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose – finaliza o médico do CREB.

Fonte: www.creb.com.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pombos - Ratos com asas

Decidi escrever esse post pois estou de mudança para uma casa nova e eis que descubro que alguns pombos, esses bichos asquerosos estão querendo se infiltrar no telhado para fazer ninho ou sei lá o que... e com isso, sujando tudo que foi pintado e reformado e me deixando muito estressada com aquele barulho irritante...

Desde que me conheço por gente, e olha que já faz bastante tempo, não tenho nenhuma simpatia por esses ratos de asas, que muitas pessoas gostam de defender e dizer que são símbolo da paz. É um absurdo que as pessoas alimentem esses bichos mesmo sabendo que são transmissores de várias doenças graves.

Fui então procurar como acabar com esses bichos e qual não foi minha surpresa ao descobrir que esses "bichinhos" não podem ser exterminados pois são protegidos pelo IBAMA. Segundo a Lei 9605 de 12/02/98 (artigo 29- parágrafo 30), do IBAMA, os pombos são considerados domésticos,, levando assim qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus tratos e apreensão, passível de pena reclusiva inafiançável de até 5 anos.

Então eis meu post para mostrar todos os "benefícios"de se ter esses vizinhos ou hóspedes em sua casa, rua, bairro...


Cada vez mais comuns em praças, janelas de edifícios e monumentos públicos, os pombos são portadores de fungos e parasitas que podem provocar diversas doenças tais como toxoplasmose, histoplasmose (doença infecciosa respiratória), criptococose (micose que atinge o sistema nervoso), psitacose, salmonelose, entre outras, melhor descritas abaixo. Além do barulho desagradável, suas fezes danificam as estruturas dos edifícios e monumentos, afrouxam telhas, entopem redes pluviais e trazem muita sujeira.

Um projeto de indicação do deputado Antônio Granja causou polêmica na Assembleia Legislativa do Ceará. Ele propõe um programa de controle dos pombos e alega que as aves são um problema, pois transmitem até 60 (SESSENTA) doenças. O projeto apresentado sugere a criação de um órgão na Secretaria da Saúde do Estado, que possa fazer o controle das aves.

O deputado que é médico, afirma que a questão dos pombos é um problema de saúde pública. O pombo comum, cujo nome cientifico é Columba livia domestica, é uma ave exótica de origem européia, que foi introduzida no Brasil no século XVI. É uma ave urbana e vive nos grandes centros das cidades em consequência da fácil oferta de abrigos e alimentos. De acordo com o veterinário Paulo Sérgio Ferreira Barbosa, do Conselho Regional de Medicina Veterinária, só existem duas formas viáveis para o controle dos pombos: o sacrifício e a captura.

Na Itália, o problema da superpopulação de pombos foi resolvido quando técnicos da Vigilância Sanitária colocaram junto da ração, que era dada aos animais, um tipo de anticoncepcional. Com isso, pombos não puderam se reproduzir, estabilizando assim, o número de aves. Os pombos colocam de um a dois ovos por ninhada e podem ter de cinco a seis ninhadas por ano, com um tempo de incubação dos ovos de 17 a 19 dias. Para o biólogo e professor da Universidade Estadual do Ceará, Luís Gonzaga Sales Júnior, o que tem de ser feito é colocar predadores naturais como corujas, gaviões e falcões para capturar os pombos para que a intervenção humana seja menor.


Criptococose - micose profunda causada por uma bactéria chamada Criptococos neoforma, que atinge o sistema nervoso central. Sintomas: febre, tosse, dor torácica e podendo ocorrer também: dor de cabeça, sonolência, rigidez da nuca, agitação, confusão mental e acuidade visual diminuída. Modo de transmissão: através da inalação de poeira contendo fezes de pombos, contaminadas pelo agente etiológico.

Histoplasmose - micose profunda causada pelo Histoplasma capsulatum, que atinge o sistema respiratório. Sintomas: infecção assintomática, febre, dor torácica, tosse, mal estar, debilidade e  anemia. Modo de transmissão: através da inalação de poeira, contendo fezes de pombos, contaminadas pelo agente etiológico. Essa doença é chamada de doença oportunista, pois o indivíduo pode desenvolvê-la ou não dependendo do seu estado de saúde.

Ornitose - doença infeciosa aguda, cujo agente etiológico, chamado de Chlamydia psittasi, atinge o sistema respiratório superior e inferior. Sintomas: febre, cefaléia, mialgia (dor muscular), calafrios e tosse. Modo de transmissão: pela inalação da poeira, contendo fezes de pombos contaminadas pelo agente etiológico.

Salmonelose - doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico Salmonela typhimurium atinge o sistema digestivo. Sintomas: febre, diarréia, vômitos e dor. Modo de transmissão: pela ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos, contendo o agente etiológico.

Dermatite - inflamação da pele provocada pela presença de ectoparasitas (ácaros) na pele. Eles são provenientes das aves ou de seus ninhos.


EVITE DOENÇAS

Na limpeza de forros, calhas ou qualquer outro local que apresente fezes, restos de ninhos, ovos e penas, usar sempre luvas e utilizar sempre uma máscara ou pano úmido sobre o nariz e a boca. NUNCA remover a sujeira a seco. Deve-se sempre umedecê-la antes, para evitar a inalação da poeira.

CONTROLE

Uma forma de controle pode ser a orientação da população, alertando para que evite alimentar os pombos, pois tal hábito acarreta aumento exagerado do número de aves, com maior risco de transmissão de doenças e danos ambientais. Recomenda-se evitar deixar restos de alimentos à disposição das aves, bem como manter o lixo acondicionado em sacos plásticos bem fechados.
Mantenha limpos e desinfetados os possíveis lugares onde os pombos possam fazer ninhos ou pousar. Se os pombos estiverem pousando em parapeitos de janelas ou outros locais de fácil acesso, pode-se pulverizar periodicamente (a cada três dias) formalina a 10% (formol com água - 90mL de água e 10mL de formol) por meio de um pulverizador manual.
Os pombos não suportam o cheiro de naftalina, desta forma, pode-se dispor algumas bolinhas deste produto nos locais onde as aves pousam.
Telar varandas e terraços também é uma boa estratégia. Espaços que permitam a entrada dos pombos para dentro do forro do telhado também devem ser cuidadosamente fechados.
Prender fios de nylon
Usar repelentes sonoros - criados especialmente para produzir barulhos estridentes, não audíveis pelos humanos, que espantam os pombos.
Pode-se também usar cerca elétrica de baixa voltagem (12 volts) que provocará pequenas descargas e não permitirá que as aves se apóiem.
Aplique gel de contato tipo silicone nos lugares onde os pombos se reúnem. A consistência destes produtos será desconfortável e eles não pousarão. Existem alguns géis repelentes específicos no mercado.

Boa sorte!


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Coluna Vertebral

A coluna vertebral constitui o eixo do tronco. É composta por 33 vértebras, podendo variar de 32 a 34, divididas da seguinte maneira: 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácica, 5 vértebras lombares e 4 vértebras sacrais. Entre as vértebras ficam os discos intervertebrais, estruturas que contém água e servem como amortecedores.
A coluna vertebral apresenta curvas fisiológicas (normais) conhecidas como lordose e cifose. Lordose é a curvatura da região cervical e lombar. Cifose é a curva da região torácica e sacral. A retificação ou aumento dessas curvas é patológico e pode levar a alterações posturais e dor.
A postura correta ajuda a evitar dores e problemas na coluna, mal que afeta frequentemente as pessoas em diferentes faixas etárias. De acordo com a OMS, 80% da população mundial poderá apresentar algum episódio de dor na coluna.
A prevenção é a melhor maneira de evitar problemas. Hábitos saudáveis, exercícios regulares e manutenção da postura são medidas essenciais.
A fisioterapia é de extrema importância no tratamento dos pacientes com dores na coluna, sejam dores agudas ou crônicas (mais de 3 meses de dor), com diferentes técnicas, tais como: eletrotermoterapia - TENS, Calor/Gelo; cinesioterapia - maitland, osteopatia, estabilização segmentar, rpg, pilates, isostretching, entre outras. O uso de medicação - analgésicos, antiinflamatórios, miorrelaxantes, entre outros tipos também se faz útil porém devem ser prescritos por médico após avaliação. Técnicas como acupuntura também podem ser benéficas no alívio da dor e relaxamento muscular. O tratamento cirúrgico é indicado em casos excepcionais, que perfazem menos de 5% do total. O repouso não deve durar mais de sete dias, sendo cada vez menos indicado em virtude da atrofia muscular e piora/aumento da incapacidade do indivíduo.
Alguns fatores podem desencadear ou aumentar o risco de dor na coluna e devem ser evitados. São eles: postura incorreta, esforço excessivo, excesso de peso/obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo, entre outros.  A coluna lombar é a região mais acometida de dor, pois é onde há maior sobrecarga, seguida da coluna cervical, região de muita movimentação e tensão muscular. A coluna torácica é a região menos móvel de toda a coluna e consequentemente com menor número de queixas de dor. Além disso, a coluna sofre um processo natural de desgaste, que tem início entre os 30 - 50 anos de idade, e que ocasiona uma desidratação dos discos e enfraquecimento dos ossos.
Portanto, lembrem-se: prevenir é sempre a melhor escolha. Cuide bem da coluna e viva melhor!



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Hepatites Virais

As Hepatites:
Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B, C e D. Existe, ainda, o vírus E, mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.
As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.

Como pegar:
Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Sua transmissão ocorre:
  1. Relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
  2. Mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação,
  3. Compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que fura ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings,por transfusão de sangue contaminado.
Como prevenir:
Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos uso de drogas, confecção de tatuagem, e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (0800 61 1997).
Além disso, a toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e a não amamentação.

Diagnóstico:
O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses, e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.

Sintomas:
Em grande parte dos casos, as hepatites virais são doenças silenciosas, o que reforça a necessidade de ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam os vários tipos de hepatites. Mas, quando os sintomas aparecem, estes podem ser:
- Febre;
- Fraqueza;
- Mal Estar;
- Dor abdominal;
- Enjôo/Náusea;
- Vômitos;
- Perda de Apetite;
- Urina Escura (cor de café);
- Icterícia (olhos e pele amarelados);
- Fezes esbranquiçadas (como massa de vidraceiro).
A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.

Pra quem é a vacina:
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. Mas, é necessário:
  1. Ter até 24 anos, 11 meses e 29 dias - essa faixa será ampliada para até 29 anos em 2012;
  2. Pertencer ao grupo de maior vulnerabilidade - gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais, manicures, populações indígenas, doadores de sangue, gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores de DST (veja lista completa).
A imunização é realizada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.

Material de campanha: