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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Exercícios podem elevar em 5 anos expectativa de vida de idosos, diz estudo


Que fazer exercícios só traz benefícios para sua vida, não é novidade para ninguém. Mas um estudo recente quantifica esse benefício de uma maneira que deve fazer com que muita gente coloque um tênis e saia para caminhar no parque.

Pesquisadores da Universidade de Oslo concluíram que se exercitar pode aumentar em até cinco anos a expectativa de vida de um idoso. Mais do que isso, pode ser tão eficiente quanto parar de fumar.
Os pesquisadores acompanharam 5.700 noruegueses, com idades entre 68 e 77 anos, durante 12 anos. E uma das conclusões do estudo foi a de que os idosos que praticavam ao menos três horas de atividades físicas por semana viveram cerca de cinco anos a mais do que os sedentários.

Assim, a prática de meia hora de exercícios seis dias por semana está ligada a uma redução de 40% no risco de morte em idosos.

Publicado no British Journal of Sports Medicine, o estudo mostrou que qualquer tipo de exercício – seja leve ou intenso – tem impacto na expectativa de vida.

No entanto, o estudo mostrou que fazer menos de uma hora de exercício leve por semana não tem nenhum impacto.

A recomendação do governo britânico é a de que pessoas com mais de 65 anos façam pelo menos 140 minutos de exercícios moderados por semana.

Os pesquisadores sugeriram que as autoridades invistam em campanhas para combater o sedentarismo e encorajar atividades físicas entre idosos.

“Estratégias públicas de saúde deveriam incentivar idosos a fazerem atividades físicas, da mesma maneira que há campanhas contra o tabagismo”, disseram os pesquisadores. “Exercitar-se é tão útil para reduzir mortes como parar de fumar.”

Sedentarismo

A pesquisa da Universidade de Oslo vem à tona no momento em que a ONG britânica British Heart Foundation está fazendo um alerta a respeito de como o número de pessoas ativas está muito aquém do esperado.

“Fazer atividades físicas regulares, seja em que idade for, é benéfico para a saúde de seu coração e isso faz você viver mais tempo”, disse Julie Ward, da British Heart Foundation.

“No entanto, nossas últimas estatísticas mostram que quase metade das pessoas no Reino Unidos não fazem nenhum tipo de exercício – um cenário muito pior que muitos outros países europeus.”
“Nossa mensagem é: qualquer 10 minutos de exercício conta. Então, simplifique e mude sua rotina para ter uma vida mais ativa.”

Segundo o levantamento da ONG, 69% dos adultos não fazem exercícios em Portugal, 55% na Polônia, 46% na França, 44% no Reino Unido, 34% na Croácia, 26% na Alemanha, e 14% na Holanda.

Cenário brasileiro

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 48,7% das pessoas com mais de 18 anos não são suficientemente ativos. A meta do ministério é reduzir esse percentual para 10% até 2025.
Segundo a OMS, 3,2 milhões de mortes são atribuídas todos os anos à atividade física insuficiente. O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global e está ligado a doenças crônicas como câncer, hipertensão, diabetes e obesidade.

Mais especificamente, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das doenças cardíacas.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150513_exercicios_idosos_mdb

segunda-feira, 2 de março de 2015

Pesquisa contribui para índices menores de fragilidade na velhice

Quanto menor o nível educacional, pior é o desenvolvimento cognitivo e o estado físico do indivíduo.  E quanto maior a reserva neurológica – obtida por meio leitura, jogos e até mesmo palavras cruzadas, que ajudam a aumentar a atividade cerebral e a formar conexões neuronais – menor é a chance de demência. Este é o resultado das primeiras fases do projeto Fragilidade em Idosos Brasileiros (Fibra), realizado no Rio de Janeiro, e coordenado por Roberto Alves Lourenço, da FAPERJ. 




Países em desenvolvimento, como o Brasil, estão vendo crescer a expectativa de vida de sua população, que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu de 71,9 para 74,9 anos entre 2003 e 2013. “Estamos vivendo um processo de envelhecimento populacional importante, que tem sido muito acelerado no País”, afirma Roberto Alves Lourenço, geriatra e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Mas se, por um lado, a população vive mais, por outro, esse processo faz aumentar a incidência das doenças associadas ao envelhecimento. Observando isso, o projeto Fragilidade em Idosos Brasileiros (Fibra), realizado em todo o território nacional e coordenado por Lourenço no Rio de Janeiro, procura analisar como anda a saúde dos idosos fluminenses. Para isso, ele contou com subsídios do programa de Apoio a Projetos de Extensão e Pesquisa (ExtPesq), da FAPERJ.

“Envelhecer significa perder reserva funcional, massa muscular e agilidade. O envelhecimento começa aos 40 anos e geralmente por volta dos 65 anos, essa perda de reserva já percorreu um caminho importante”, explica. Por isso mesmo, o Fibra promove avaliações clínicas para que se consiga perceber os quadros de fragilidade antes mesmo que eles se manifestem. Para isso, o Fibra, que está sendo desenvolvido no Serviço de Geriatria Professor Mario A. Sayeg, da Policlínica Piquet Carneiro, da Uerj, analisa três fatores relacionados ao envelhecimento: prevalência da fragilidade e dos seus fatores associados; prevalência da demência e de seus fatores associados; e prevalência da perda de massa muscular e de seus fatores associados.

No Rio de Janeiro, foram avaliados pelo projeto 847 voluntários, acima de 65 anos, residentes da Zona Norte, escolhidos aleatoriamente pela equipe. Na primeira fase da pesquisa, realizada em 2009, os médicos visitaram cada um dos selecionados e os submeteram a um questionário para avaliar-lhes a aptidão mental e a alguns testes físicos, como o de velocidade de marcha.

“Nesse teste, o idoso teria que caminhar 4,6 metros, com o tempo cronometrado. Assim como o teste de força de pressão manual, em que se mede a força do indivíduo num aparelho chamado dinamômetro, a média de velocidade alcançada pode servir como indicador de importantes desfechos de saúde para o indivíduo”, explica Lourenço. E acrescenta: “Da mesma forma, quanto mais lenta e mais fraca a pressão manual, maiores são as chances de cair, de ser internado, e maiores os índices de mortalidade.”

De acordo com o resultado dos testes, o pesquisador e sua equipe indicaram aos idosos mais frágeis uma dieta rica em proteínas e aminoácidos e exercícios físicos para o fortalecimento muscular. “Nunca é tarde para a prática de exercícios; na velhice, eles são imprescindíveis para a saúde.” Nessa primeira fase, também foi avaliada a funcionalidade, ou seja, a capacidade de o idoso se alimentar sozinho, se locomover e realizar atividades corriqueiras no dia a dia.

O resultado dessa primeira fase indicou que o índice de prevalência de fragilidade física entre o grupo estudado foi de 9,2% e que esse índice está associado à escolaridade; quanto menor o nível educacional, pior é o desenvolvimento cognitivo e o estado físico do indivíduo. “Isso acontece porque esse baixo nível educacional geralmente está associado a piores condições socioeconômicas, a piores condições de moradia, de trabalho, de alimentação e à falta de tempo para a prática de exercícios físicos.”

A segunda fase do teste, realizada em 2011 na mesma clínica da Uerj, analisou a prevalência de demência no grupo selecionado. Testes cognitivos complexos, avaliados por neuropsicólogos e geriatras, analisaram o estado mental dos voluntários. No resultado, 16,9% dos idosos mais velhos e com menor escolaridade apresentaram pior desempenho. “Uma das hipóteses é que quanto maior a reserva neurológica – obtida por meio de estímulos culturais, como leitura, jogos e até mesmo palavras cruzadas, que ajudam a aumentar a atividade cerebral e a formar conexões neuronais – menor é a chance de demência. A interação social também ajuda muito”, acrescenta o pesquisador.

Os resultados da terceira fase do teste, para avaliação de perda de massa muscular, realizada em 2014, serão divulgados em meados de 2015, em dissertações de mestrado, teses de doutorado e em artigos de importantes revistas científicas, nacionais e internacionais. “Esperamos que o conhecimento proporcionado pelos resultados de nosso projeto de alguma forma contribua para que o aumento da expectativa de vida seja acompanhado de qualidade de vida, com índices de fragilidade cada vez menores”, finaliza Lourenço.


Fonte: FAPERJ: http://www.faperj.br/?id=2856.2.9

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vovó Lole revela como consegue energia e disposição aos 98 anos - Programa Bem Estar


No Programa Bem Estar do dia 03/10/14, a Vovó Lole, uma idosa de 98 anos que ficou famosa após a neta publicar um vídeo dela se exercitando mostra sua rotina e revela como consegue energia e disposição.

Ela é uma fofa!!! Um exemplo para todos nós!! Espero chegar à velhice do mesmo jeito que ela!

Abaixo o link dessa parte do programa! Acessem e se encantem com essa fofura!!

http://g1.globo.com/bemestar/videos/t/edicoes/v/vovo-lole-revela-como-consegue-energia-e-disposicao-aos-98-anos/3671147/?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=bem+estar

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Hidrocefalia em adultos

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Diagnóstico precoce e tratamento correto podem curar e devolver qualidade de vida ao paciente e seus familiares

Hidrocefalia em adultos

Deficiência progressiva da memória, instabilidade para caminhar e dificuldade para reter a urina. Às vezes tidos como problemas “normais” em idosos, essas manifestações devem ser encaradas como alerta para a busca de ajuda médica: a presença dos três sintomas juntos pode indicar a hidrocefalia, doença altamente limitante provocada pelo aumento de líquido cefalorraquidiano (liquor) nas cavidades cerebrais chamadas ventrículos.

No Brasil há aproximadamente 11 mil novos casos em adultos por ano, atingindo igualmente homens e mulheres, principalmente a partir dos 65 anos. Mas, considerando que a doença é subdiagnosticada, o número é provavelmente maior.

A hidrocefalia ocorre quando o liquor, que circula pelo cérebro atuando como um sistema de proteção, não consegue ser reabsorvido. Normalmente, há cerca de 250 ml desse líquido circulando e sendo reabsorvido pelo cérebro de um indivíduo adulto, quantidade que se refaz em média três vezes por dia. Diferentemente da hidrocefalia infantil, em que ocorre a expansão da cabeça porque ainda não há consolidação óssea da caixa craniana, no adulto o liquor não reabsorvido acumula-se nos ventrículos, comprimindo estruturas cerebrais importantes e causando os três sintomas.

A hidrocefalia pode ocorrer pelo excesso de produção de liquor, causado por fatores como traumas cranianos, acidente vascular cerebral (AVC), tumores cerebrais, cirurgias cerebrais prévias e hemorragia das meninges. Também pode ser provacada quando há oclusão dos aquedutos (canais por onde circula o liquor), seja por defeito congênito ou por tumores - são casos mais raros e podem acometer pessoas de todas as idades.

A grande maioria das ocorrências de hidrocefalia em adultos idosos, porém, está associada à incapacidade do cérebro de reabsorver adequadamente o liquor, por razões ainda desconhecidas. É denominada Hidrocefalia de Pressão Normal Idiopática (sem causa definida), porque apesar do aumento dos ventrículos, a pressão do liquor é normal.

A hidrocefalia sem causa definida é também a de diagnóstico mais complexo, pois a tríade de sintomas característicos da doença (comprometimento de memória e/ou funções cognitivas, marcha irregular e incontinência urinária) está presente em outras doenças do idoso. "Mais de 90% dos pacientes que apresentam a tríade de sintomas têm hidrocefalia", diz o dr. Reynaldo André Brandt, neurocirurgião do Einstein e presidente da mesa diretora da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

“Trata-se de uma doença extremamente limitante. O paciente não consegue se locomover e fica preso ao leito, com incontinência que favorece infecções urinárias de repetição", observa o dr. Ivan Hideyo Okamoto, neurologista do Einstein.

Diagnóstico

O diagnóstico de hidrocefalia é feito pela história clínica e por exames de imagem que mostram os ventrículos aumentados. Quando há suspeita de HPNI, é realizado o teste terapêutico denominado Tap-Test. Inicialmente, o paciente passa por avaliação da memória cognitiva e por testes de marcha. No outro dia é submetido à punção de cerca de 30 ml de liquor retirado da coluna vertebral, o que reduz temporariamente a retenção nos ventrículos.

Os testes são repetidos após a punção. Se o paciente mostrar melhora nas funções que estavam afetadas, a HPNI fica caracterizada. "O Tap-Test é importante para a confirmação diagnóstica, pois aumenta a segurança na indicação de um procedimento cirúrgico para pacientes de mais idade", explica o dr. Okamoto.

O Einstein foi a instituição pioneira na aplicação do Tap-Test de forma sistematizada e sem a necessidade de internação. O paciente passa pela avaliação neuropsicológica e pelo teste de marcha e, no dia seguinte, retorna para ser submetido à punção do liquor. Alguns minutos depois é reavaliado para verificar se a resposta à punção foi positiva. "Fazer a reavaliação logo após a punção melhora significativamente a precisão do exame, já que o liquor pode voltar a se acumular nos ventrículos em cerca de duas horas", destaca o dr. Brandt.

Cirurgia eficaz e segura

A cirurgia de derivação ventrículo-peritoneal (DVP) é a indicação preferencial para o tratamento da hidrocefalia. Trata-se de um procedimento adotado já há muitas décadas com índices de eficácia e segurança superiores a 80%. Consiste na colocação de um cateter no ventrículo cerebral, ligado a uma válvula e a outro cateter, implantado na altura do pescoço e que chega até a cavidade peritoneal, na região do abdômen.

A válvula tem a função de regular o fluxo, abrindo toda vez em que há aumento dos ventrículos e drenando o excesso de liquor - levado através do cateter até a cavidade peritoneal. Os sintomas desaparecem por completo logo após o procedimento e os índices de recidiva são extremamente baixos.

O avanço da tecnologia possibilitou a criação de válvulas reguláveis que, caso seja necessário, podem ser ajustadas sem procedimentos invasivos. Antes delas qualquer problema nas válvulas exigia que fossem substituídas com a realização de nova cirurgia.

A frequente confusão dos sintomas da hidrocefalia com os de doenças como Alzheimer retarda e, muitas vezes, impede a detecção da doença. Mas, com diagnóstico precoce e tratamento correto, a hidrocefalia pode ser completamente curada, resgatando a qualidade de vida do paciente e de sua família.

Fonte: Dr. Ivan Okamoto, neurologista - CRM:62356 e Dr. Reynaldo André Brandt, neurocirurgião - CRM: 13760​

Fonte: Einstein.com.br

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Alzheimer, a dor do esquecimento - reportagem/documentário revista Época

A rotina e os desafios de pacientes e cuidadores

Após perder a mulher, o engenheiro civil aposentado Adolpho Chvaicer se abandonou. A solidão e falta de vontade de viver abriram espaço para que os sintomas da doença de Alzheimer, responsável pela degeneração progressiva e morte dos neurônios, invadissem sua rotina sem bater. Seus três filhos, adultos e agora com suas próprias famílias e carreiras para se preocupar, tinham dificuldade em oferecer a atenção e cuidados de que o pai necessitava. Um de seus filhos, o carioca Eduardo Chvaicer, de 48 anos, que mora há quase 20 anos em São Paulo, acompanhava de longe as discussões entre os irmãos e o pai, no Rio de Janeiro, sobre como se adaptar à nova condição.

Eduardo, que trabalhava como executivo em uma indústria farmacêutica, viu na crise vivida em família uma oportunidade de abrir o próprio negócio. "Comecei a me perguntar quem cuidaria de mim se eu fosse diagnosticado com a doença", diz o empresário. Em 2010, ele abriu no Brasil a franquia da rede americana Right at Home, que oferece serviços de cuidadores para idosos com Alzheimer e outras doenças da terceira idade. "Percebi como cuidar de um idoso com Alzheimer é trabalhoso para os familiares e quanto a doença é capaz de afetar o dia a dia do lar."

O conflito vivido pela família de Chvaicer é comum. Existem hoje no mundo cerca de 36 milhões de portadores da doença. No Brasil, estima-se que haja cerca de 1,2 milhão. Os casos de Alzheimer devem ser ainda mais recorrentes no futuro. De acordo com estimativas da organização Alzheimer's Desease International, como consequência do maior envelhecimento da população, o número de idosos com demência saltará de 44 milhões, registrados em 2013, para 135 milhões, em 2050.

O Alzheimer é a demência mais frequente entre os idosos. A velocidade e intensidade da progressão da doença variam em cada caso. Como não há cura (ao menos, até o momento) para o Alzheimer, os portadores e seus familiares estão destinados a conviver diariamente com o esquecimento de lembranças recentes, a repetição de histórias antigas, a perda de funções cognitivas e a crescente dependência para atividades de rotina, como alimentação e higiene. Com o passar do tempo, em casos avançados, o tecido cerebral também entra em degeneração, destruindo outras funções do corpo comandadas pelo cérebro, como a locomoção e a deglutição. De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), Fernanda Gouveia Paulino, quanto antes se diagnosticar a doença e se iniciar o tratamento, maiores são as chances de se retardar o desenvolvimento dos sintomas. Mas eles não desaparecem.

O pai de Chvaicer continua morando sozinho no Rio de Janeiro, agora sob os cuidados constantes dos profissionais da empresa do filho. Ter um cuidador em casa, optar pela internação em uma clínica especializada ou cuidar do parente sem auxílio de um profissional são caminhos possíveis, que podem funcionar ou não. Não há certo ou errado. "Antes de escolher como cuidar do portador de Alzheimer, os familiares devem avaliar sua disponibilidade de tempo e de recursos financeiros”, diz a presidente da Abraz. "O importante é garantir que o portador se sinta bem acolhido, com acesso a todos os remédios e cuidados necessários ao longo do tratamento."

A dona de casa Maria Petrina, de 76 anos, cuida sozinha de seu marido, Geraldo, de 80, em sua casa no Jardim Egle, na Zona Leste de São Paulo, desde que ele foi diagnosticado com Alzheimer, há cinco anos. Em estágio avançado da doença, Geraldo fala pouco, anda com dificuldade, tem olhar distante e vazio. Mas ainda come e vai ao banheiro sozinho. Sem qualquer ajuda, dona Maria se divide entre os cuidados com o marido e as tarefas do lar. Enquanto nos recebia na poltrona de sua sala, o barulho da panela de pressão interrompia o silêncio das pausas que fazia entre uma pergunta e outra.

À primeira vista não se percebe que a artista plástica aposentada Acrácia Sanchez, de 77 anos, sofre de Alzheimer. Diagnosticada há sete anos, ela é falante, ativa e disposta. Apresenta apenas lapsos de memória. Enquanto o marido, Francisco, trabalha durante o dia, ela tem a companhia de Fabiana Aparecida da Silva, sua cuidadora, na casa onde vive em Jaçanã, na Zona Norte da capital paulista. "Com a convivência, criamos um laço de cumplicidade e parceria. Somos amigas", diz Fabiana. Entre risadas e olhares apaixonados, o casal mostra que é possível encarar a doença de forma leve. Diferentemente da maioria dos portadores do Alzheimer, Acrácia tem consciência de sua doença, mas se diz tranquila. "Não tenho medo. Com todos os cuidados que recebo, me sinto segura e confiante."

No quarto da casa de repouso onde vive no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, o aposentado Dawid Cukier coleciona troféus de tênis, porta-retratos e a réplica de um barco de madeira - lembranças de seus hobbies e familiares queridos. Quando foi diagnosticado com Alzheimer, há oito anos, vivia em casa sob cuidados dos familiares e de cuidadores não especializados. A alternativa, que no começo parecia a mais adequada, não funcionou. Com o tempo, Dawid passou a ter dificuldades para comer, andar e se socializar. A família ponderou e decidiu oferecer a Dawid cuidados profissionais 24 horas por dia. Na beira do lago da casa de repouso da Sociedade Beneficente Alemã, seu filho Celso fala sobre a melhora da qualidade de vida do pai desde então. Hoje, além de caminhar, Dawid dança valsa com as funcionárias do local.

As três famílias mostram como é possível conviver com o Alzheimer com força, paciência e alegria. No vídeo abaixo, os principais trechos de nossas conversas.

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/01/alzheimer-dor-do-besquecimentob.html


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

ARTRITE REUMATOIDE, HOJE AS PESSOAS TEM MAIS QUALIDADE DE VIDA DO QUE HÁ 20 ANOS.

O estudo foi realizado na Universidade de Utrecht, da Holanda. Os pacientes monitorados tinham idades 17-86, e todos eram holandeses. Foram acompanhados 1100 pacientes com artrite reumatoide, diagnosticados entre 1990 e 2011. O desfecho do estudo aponta que, hoje o paciente tem menos quadros de ansiedade e depressão e importante diminuição da incapacidade física do que há 20 anos.

O motivo dessa boa evolução é a combinação de melhores e modernos medicamentos, à pratica de atividade física, maior adesão às terapias psicológicas e ao incentivo contínuo dos médicos reumatologistas que impulsionaram os pacientes a aderir a praticar de atividade física contínua.

O principal autor do estudo, Cecile Overman, acredita que daqui a 20 anos, pacientes com artrite reumatoide terão uma qualidade de vida equiparável com outra pessoa que não tenha a doença, ressaltando que os estudos de novos medicamentos dão força a essa esperança de vida normal.

Indicadores do Estudo:

68 % do sexo feminino;

Idade: 17 a 86 anos;

Foram avaliados no período de 3 a 5 anos após o diagnóstico:

Em 1990, 25% dos diagnosticados sofriam de ansiedade ou depressão após quatro anos de tratamento,em 2011, apenas de 12 a 14% apresentam ansiedade ou depressão;

Em 1990, 53% das pessoas diagnósticas apresentaram algum tipo de dificuldade para realizar algum tipo de atividades de vida diária, em 2011, esse número caiu para 31%.

Os autores sugerem que o aumento da qualidade de vida, está relacionado a combinação de melhores medicamentos, pratica de atividade física e a maior adesão a terapias psicológicas como coadjuvantes ao tratamento. Afirmam ainda que hoje os médicos estão voltados para a análise individual do paciente, possibilitando driblar o desafio de encontrar o medicamento certo para o paciente certo.

Os pesquisadores acreditam ainda que, o padrão de tratamento medicamentoso melhorou muitos nesses 20 anos, mas que os tratamentos não medicamentosos, tem sido importantes aliados para a melhora da qualidade de vida, tais como; a terapia comportamental e a pratica de atividade física contínua.

Sobre a Artrite Reumatoide:

Doença crônica, de origem imunológica, onde o sistema imunológico ataca equivocadamente as articulações. A inflamação resultante pode danificar as articulações e órgãos, tais como o coração.Os principais sintomas são: crises súbitas de dores articulares, vermelhidão e inchaço (edema) nas articulações e fadiga. , Atualmente não há cura, mas uma variedade de medicamentos podem tratar os sintomas e prevenir o avanço da doença.

A Organização Mundial da Saúde estima que até 1 por cento da população do mundo tenha artrite reumatoide.

http://reumatoguia.com.br/interna.php?id=1611&cat=109&menu=26109

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quando você elimina o excesso de gordura corporal, o que melhora??

Um bom incentivo para as pessoas que já praticam atividade física... 
E um incentivo maior ainda para aqueles indivíduos que ainda não praticam... Xô sedentarismo, xô gordura corporal...


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mantenha a casa segura para os idosos


Uma animação que mostra dicas para deixar a casa mais segura para os idosos.

http://www.einstein.br/einstein-saude/bem-estar-e-qualidade-de-vida/Paginas/mantenha-a-casa-segura-para-os-idosos.aspx

Lesões no quadril vão aumentar 32% nos próximos 40 anos

O número de lesões no quadril deve aumentar 32% nos próximos 40 anos. As informações foram publicadas em um relatório da Fundação Internacional para Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) e geram um alerta importante: é preciso prevenir a osteoporose, um dos principais fatores para o aumento da incidência desse tipo de fratura.


A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição de massa óssea, tornando os ossos mais frágeis – e consequentemente mais suscetíveis a lesões. Além do fator genético, a doença acontece em decorrência da queda na concentração hormonal, frequente nas mulheres em período de menopausa e em adultos com mais de 60 anos.

Atualmente, 20% da população brasileira têm 50 anos ou mais. A expectativa do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - é que em 2050 esse índice chegue a 40% da população brasileira. “Com o envelhecimento da população, crescerá também o número de pessoas com osteoporose, o que a torna um problema de saúde pública, devido às consequências relacionadas à doença”, afirma o Dr. José Ricardo Negreiros, cirurgião ortopédico do Einstein.

Segundo o estudo da IOF, que avaliou cinco países da América Latina, (Argentina, Brasil, Colômbia, México e Porto Rico), a prevalência de osteoporose em pessoas de todas as idades é de 14%. Observando o número de fraturas vertebrais por conta do enfraquecimento da massa óssea, 38% delas acontecem em mulheres com mais de 80 anos. Isso porque o aumento da incidência de osteoporose neste grupo etário também acompanha o aumento de ocorrência de quedas relacionadas a estas fraturas.

O impacto das fraturas

As lesões no quadril são potencialmente graves por ocorrerem com frequência em pacientes que apresentam outras doenças clínicas simultaneamente. Como o tratamento cirúrgico é a opção mais utilizada para tratamento destas fraturas, algumas complicações clínicas podem ocorrer no período pós-operatório. “Outra questão a ser discutida é a busca do retorno às atividades diárias do idoso, além da recuperação de sua independência e equilíbrio locomotor, que são alterados após uma queda e consequente fratura do fêmur”, explica o Dr. Negreiros.


Segundo um estudo divulgado pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, a mortalidade intra-hospitalar nas internações por fratura do fêmur, ao fim de um mês, três meses, seis meses, um ano e dois anos foram respectivamente 5,52%; 4,74%; 11,88%; 10,76%; 19,24% e 24,94%.

Além desses fatores, o custo do tratamento deste tipo de lesão tem um grande impacto para a saúde pública: a estimativa é que no Brasil se gaste até 12 mil dólares, incluindo tempo de internação (que é de, no mínimo, uma semana), os cuidados pré e pós-operatórios, medicamentos, além das sessões de fisioterapia para reabilitação e home care.

O não tratamento traz comprometimentos ainda mais sérios, também com grande risco clínico. O paciente acamado com membro imobilizado apresenta alto risco de complicações como trombose venosa, infecções, embolia, além de grande dificuldade de retornar à sua condição clínica original.

Prevenção, o segredo para controlar o aumento de lesões

As fraturas geralmente ocorrem em situação de quedas, acidentes que acontecem principalmente dentro da residência. “Isso também pode afetar a qualidade de vida do idoso, pois ele pode desenvolver medo de cair novamente, e evitar circular pela casa. Por isso, é preciso trabalhar tanto na prevenção das lesões quanto da osteoporose”, ressalta o médico.

Por ser uma doença sem sintomas específicos, muitas vezes só se descobre a osteoporose em situações de desfecho negativo, como uma fratura. O acompanhamento médico e a realização do exame de densitometria óssea, que avalia a densidade mineral óssea, são, portanto, fundamentais para a identificação precoce e tratamento da doença.

Já as quedas podem ser evitadas com um planejamento da organização dos móveis e outros objetos, deixando a casa um ambiente seguro para o idoso. Medidas simples como mudança na iluminação do ambiente, substituição de boxes de vidro por cortinas, instalação de barras de segurança nos banheiros e corredores além da retirada de tapetes escorregadios dos quartos podem ser facilmente adotadas, permitindo que o idoso esteja sempre em segurança!


http://www.einstein.br/Hospital/ortopedia-e-reumatologia/Noticias/lesoes-no-quadril-vao-aumentar-32-nos-proximos-40-anos.aspx?utm_source=twitter&utm_medium=twitter&utm_campaign=twitter

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dia Mundial da Fisioterapia - World Physical Therapy Day - 8 de setembro



World Physical Therapy Day falls on 8th September every year, and is an opportunity for physical therapists from all over the world to raise awareness about the crucial contribution their profession makes to keeping people well, mobile and independent. World Confederation for Physical Therapy (WCPT) supports member organisations in their efforts with a toolkit of free materials.

http://www.wcpt.org/sites/wcpt.org/files/files/wptday12/WPTD-Practical-Guide.pdf

http://www.wcpt.org/sites/wcpt.org/files/files/wptday12/WPTD-Clinical-resources.pdf


De acordo com a WCPT, este dia é uma oportunidade para os fisioterapeutas de todo o mundo promoverem ações de sensibilização da sua profissão em manter as pessoas saudáveis, independentes e com mobilidade. Com o tema "Em forma para a Vida", a WCPT associa o movimento à promoção da saúde. "Se deseja continuar saudável, mantenha-se em movimento - ao longo de toda a sua vida" é o apelo comum aos diversos materiais informativos do Dia Mundial da Fisioterapia 2012, disponiveis no site.

Outras informações:
http://www.wcpt.org/wptday

terça-feira, 10 de julho de 2012

Curso: Massagem em Idosos - Cruz Vermelha



PROGRAMAÇÃO
INICIO
11/08/2012 - das 8h00 às 17h00 – sábado

CARGA HORÁRIA
8 horas

CONCEITO
Com o envelhecimento, certas mudanças no nosso organismo são inevitáveis. E é, justamente, em nosso corpo que notamos os primeiros sinais de envelhecimento: enrugamos, ficamos com a pele seca e sem elasticidade, perdemos a habilidade para tarefas rotineiras, entre outras. A massagem é uma forma ideal para ajudar o idoso a manter a qualidade de vida, diminuindo e aliviando os problemas físicos e emocionais mais comuns da terceira idade. Com ela, problemas como artrite, reumatismo, fadiga muscular, dores na coluna, problemas digestivos e intestinais, cansaço, ansiedade e depressão podem ser amenizados.

OBJETIVO
Desenvolver e preparar profissionais e familiares para executar técnicas de tratamento corporal através da massagem em idosos, visando proporcionar aos mesmos bem estar e qualidade de vida.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
- Conceito de Envelhecimento
- Longevidade
- Metabolismo
- Hormônios e Envelhecimento
- A imagem corporal
- O Aposentado e o Idoso em Instituições
- O idoso e a Visão Oriental da Saúde
- A Massagem para Idosos
- Os Benefícios da Massagem para Idosos
- Cuidados ao fazer a Massagem em Idosos
- Alongamentos e seus benefícios

PROFESSOR
Cristina Andrade - Terapeuta Corporal formada pela Escola Humaniversidade Holística, com experiência em atendimentos com Shiatsu, Zen Shiatsu, Shiatsu Emocional, Reflexologia Podal, Auriculoacupuntura, Cristais, Florais de Bach e Reiki. Especializada em atendimentos a Idosos. Filiada a Aromaflora - Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Aromaterapia e ao Satosp - Sindicato dos Acupunturistas e Terapeutas Orientais do Estado de São Paulo – CRTO 1926.

PÚBLICO ALVO
Profissionais da área da saúde, profissionais que trabalham ou almejam trabalhar com idosos; massoterapeutas e familiares que desejam proporcionar ao idoso bem estar e momentos de carinho e atenção.

MATERIAL FORNECIDO
Apostila e Certificado.

VALOR
R$ 100,00

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
Cópias do RG, CPF e comprovante de residência com CEP

OBSERVAÇÕES:
•O curso está sujeito a confirmação.
•Fica reservada à Coordenação Geral, a substituição de professores por outros, de igual qualificação, caso haja necessidade.
•Não haverá reembolso em caso de desistência ou ausência do aluno.

MAIORES INFORMAÇÕES
Telefone: (11) 5056-8685
E-mail: atendimento@cvbsp.org.br

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terça-feira, 15 de maio de 2012

SP vai investir quase R$122 milhões em novo programa pró-idoso


Serão aplicados R$ 30 milhões em centros de saúde e programas da área.
Previsão é de criar novo laboratório geriátrico na USP Leste até 2013.

O governo do estado de São Paulo lança nesta segunda-feira (14) um novo programa de atenção à população idosa, com investimento previsto de R$ 121,7 milhões. A proposta do "São Paulo Amigo do Idoso" é ser um modelo na área de assistência no país. As principais ações do novo programa são na área de saúde, com quase R$ 30 milhões a serem aplicados no setor.

O "São Paulo Amigo do Idoso" prevê a montagem de quatro novos Centros de Referência ao Idoso (CRI), nas regiões do ABC Paulista, Campinas, Ribeirão Preto e Baixada Santista. Os centros terão atendimento médico geriátrico, atividades educacionais e culturais específicas para a população mais velha. Eles devem seguir o modelo já adotado em outras duas unidades existentes na capital paulista: uma na Zona Norte e outra na Zona Leste.

Os novos CRIs devem ser inaugurados até o segundo semestre de 2014, de acordo com o governo estadual. Serão investidos R$ 20 milhões nas obras, com custo anual previsto de R$ 57,6 milhões.
USP Leste

No campus da USP Leste, a previsão é construir o Laboratório Centro-Dia Idoso (LCDI), uma unidade de pesquisa científica e referência que poderá receber até 300 idosos com limitações físicas e mentais, dando apoio para famílias.

O investimento no CLDI será de R$ 5 milhões, e a previsão é que seja inaugurado no segundo semestre de 2013. Ele também será um centro de pesquisa e ensino para geriatria. o custo anual previsto é de R$ 2,4 milhões, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Maior parte dos recursos

A maior parte dos recursos vão ser direcionados para a Secretaria de Desenvolvimento Social. A previsão é aplicar R$ 89,8 milhões para a criação de 249 Centros de Convivência para idosos e cem Centros-Dia do Idoso em todo o Estado de São Paulo.

Todos os municípios com mais de 50 mil habitantes terão um dos centros, de acordo com a secretaria. Não há prazo para a inauguração das unidades, que devem ser entregues nos próximos anos.

Em nota oficial, o governador Geraldo Alckmin afirma ser necessário atuar para garantir um envelhecimento saudável da população. "Estamos olhando para o futuro, preparando o nosso Estado para os próximos 50 anos", disse Alckmin, em nota.

A intenção do governo também é enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa para criar o Fundo Estadual do Idoso, que será gerenciado para ações integradas de combate à miséria na terceira idade.

Hospitais de retaguarda

Seis hospitais localizados no interior do Estado vão ser transformados em unidades especializadas em idosos, chamados de hospitais de retaguarda. Serão investidos R$ 4,6 milhões na revitalização das instalações.

Os hospitais são de pequeno porte, com 50 leitos ou menos, afirma o poder público. As primeiras unidades a serem entregues serão a Santa Casa de Ipuã, na região de Franca, e a Santa Casa de Pedregulho, também no interior do Estado. Até o segundo semestre de 2014 haverá revitalização em quatro unidades nas regiões de Araçatuba, Marília, Presidente Prudente e São José do Rio Preto.

As ações do programa vão integrar as secretarias de Saúde, Turismo, Esporte e Desenvolvimento Social, de acordo com o governo. Outras pastas, como Energia, serão incluídas em uma segunda fase do projeto.
Outro objetivo é incentivar municípios paulistas a melhorar a qualidade de vida das pessoas com mais de 60 anos.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/05/sp-vai-investir-quase-r-122-milhoes-em-novo-programa-pro-idoso.html

sábado, 5 de maio de 2012

Exercício diário diminui risco de Alzheimer em idosos, mostra estudo


Constância ajuda a regredir risco até para os maiores de 80 anos.
Atividades domésticas podem ser encaradas como ginástica.

A atividade física diária pode reduzir o risco de declínio cognitivo e de ter a doença de Alzheimer mesmo em pessoas com mais de 80 anos de idade, segundo um novo estudo realizado por pesquisadores do Centro Médico  Universitário Rush, em Chicago, nos Estados Unidos. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (18) na edição online da revista “Neurology”, o jornal da Academia Americana de Neurologia.

"Os resultados do nosso estudo indicam que todas as atividades físicas, incluindo o exercício, bem como outras atividades, como cozinhar, lavar pratos e fazer limpeza estão associados a um risco reduzido de doença de Alzheimer," afirma o professor da Ciências Neurológicas da Universidade Rush Aron S. Buchman, principal autor do estudo.

"Estes resultados apoiam os esforços para incentivar todos os tipos de atividade física, mesmo em adultos muito velhos que não são capazes de fazer exercícios comuns, mas podem ainda se beneficiar com um estilo de vida mais ativo", reitera Buchman.

Para medir a quantidade de exercício diária que pode trazer tais benefícios, os pesquisadores pediram a 716 idosos sem demência, com idade média de 82 anos, para usar um dispositivo chamado actigráfico, que monitora a atividade pelo pulso, por dez dias.

Todos os exercícios e momentos foram registrados. Aos participantes também foram dados testes cognitivos para medir a memória e a habilidades de pensamento. E também foram pedidos para relatarem suas atividades físicas e sociais feitas no período.

Durante 3,5 anos de acompanhamento, 71 participantes desenvolveram Alzheimer.

A pesquisa descobriu que as pessoas que não faziam mais do que 10% de atividade física recomendada tinham mais do que o dobro da probabilidade (2,3 vezes) de desenvolver Alzheimer comparado as pessoas que faziam mais exercícios, e tinham quase o triplo (2,8 vezes) de chance de desenvolver a doença do que as pessoas que faziam bastante atividade física.

"Desde que o actigráfico foi anexado ao pulso, atividades como cozinhar, lavar os pratos, jogar cartas e até mesmo mover uma cadeira de rodas com os braços foram consideradas benéficas", disse Buchman.
"Essas atividades são de baixo custo, facilmente acessíveis e livres de efeitos colaterais, o que indica que fazer atividades pode ser possível em qualquer faixa etária, incluindo pessoas com idade avançada para, possivelmente, evitar a doença de Alzheimer."

O número de americanos com mais de 65 anos de idade com a doença irá dobrar para 80 milhões até 2030.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/exercicio-diario-diminui-risco-de-alzheimer-em-idosos-mostra-estudo.html

terça-feira, 24 de abril de 2012

Idosos já são 30% dos frequentadores de academias


Frequentadores de academias carregam o estereótipo de cultuadores do físico, sempre em busca de um corpo malhado, magro e dentro dos "padrões". Mas nem todos que circulam pelos aparelhos de ginástica seguem essa filosofia. Nos últimos dez anos, cresceu o número de pessoas que procuram apenas o bem-estar e a prevenção de
problemas -como os idosos.
Ao longo de uma década, esse grupo aumentou de 5% para 30% entre os "malhadores", segundo a Acad (Associação Brasileira de Academias). Pesquisa feita em 2010 em parceria com a PUC-SP mostrou que 65,1% dos estabelecimentos paulistas já oferecem atividades específicas para esse público. Além disso, a capital conta com endereços exclusivos para quem tem mais de 60 anos.
Patrícia Araújo/Folhapress
Abrahão Lindenbojn (à direita), 79, na unidade da academia Bio Ritmo de Higienópolis, na região central da cidade
Abrahão Lindenbojn (à direita), 79, na unidade da academia Bio Ritmo de Higienópolis, na região central da cidade
É o caso da Estação do Exercício, na zona leste, aberta em 2011 pela geriatra Janise Leite, 32, e pelo treinador Carlos Alberto Silva, 27. Cerca de cem alunos vão ao local duas vezes por semana e usam aparelhos adaptados com a supervisão de profissionais. "Sempre gostei de trabalhar com os mais velhos, mas comecei a pensar em ter uma academia ao ver o tempo passar para os meus 24 tios", diz Janise.
A maioria dos alunos chega por indicação de médicos que veem no exercício uma maneira de os pacientes fortalecerem a musculatura e até de viverem melhor com os problemas
que aparecem com a idade.
Seguindo orientação médica e da família, Isaura Faria Carreiras, 72, "malha" há um ano. "Meus problemas de circulação e pressão melhoraram. Também parei de cair à toa, agora tenho mais equilíbrio", conta a frequentadora da Estação. "Nem cheguei a procurar outro lugar porque sei que as outras academias não têm os mesmos equipamentos daqui."
O sistema utilizado no local, desenvolvido pelo fisiatra e reumatologista José Maria Santarém, não inclui atividades de impacto como corrida em esteira. O médico elaborou uma linha de equipamentos (vendidos pela empresa CyberGym) que substituem o sistema de cabos pelo de alavancas, o que diminui a sensação de sobrecarga nas articulações.
Eles têm bases amplas e pretendem ser mais seguros, já que é descartado o risco de o usuário soltar sobre si um peso que não consegue segurar. Em seu centro de treinamento, o Instituto Biodelta, o médico ministra cursos sobre doenças, envelhecimento e suas relações com a atividade física.
Apesar de ter os produtos com o selo de seu instituto em mais de 70 academias, José Santarém diz que o importante é os professores serem capacitados para adaptar os movimentos de acordo com a necessidade do aluno. "A musculação é uma atividade segura e eficiente. Mas o alongamento, a ioga e o pilates têm posições difíceis que podem causar lesões", pondera.
Entre as academias não exclusivas para idosos, a rede Bio Ritmo mantém há sete anos o programa Bio Master, que inclui musculação, exercícios aeróbicos e alongamento para a terceira idade. Abrahão Lindenbojn, 79, procurou a unidade de Higienópolis, na região central, há dois anos, quando cansou de fazer apenas caminhadas.
O aposentado diz não ter problemas de saúde, mas ainda assim optou por integrar o grupo da terceira idade. "Gosto de ter um acompanhamento. Assim a gente não se excede."
Para a coordenadora do Bio Master, Júlia Michelin, as atividades de impacto são indicadas para quem tem mais de 60 anos desde que sejam supervisionadas. "Todos têm restrições, o professor está treinado para orientá-los."
Segundo o presidente da Acad, Kleber Pereira, a procura pela musculação entre idosos cresceu nos últimos cinco anos, mas hoje as atividades mais praticadas ainda são hidroginástica, pilates e alongamento.


Onde malhar
Academia Dualfit
Serve para todos os públicos, mas tem equipamentos adaptados para idosos, além de profissionais especializados para atender esse grupo. Planos a partir de R$ 69 para maiores de 60 anos.
www.academiadualfit.com.br. Av. Guapira, 2.139, Tucuruvi, região norte, tel. 3798 -2125.
Bio Ritmo
O programa Bio Master, com aulas de uma hora de duração três vezes por semana, inclui exercícios aeróbicos, musculação, alongamento e aulas em grupo, como pilates e ioga. Planos a partir de R$ 165, de acordo com a unidade da academia.
http://www.bioritmo.com.br. Shopping Higienópolis. Av. Higienópolis, 618, Higienópolis, região central, tel. 3667-7888. Outros endereços.
Estação do Exercício
Atende exclusivamente a terceira idade com todos os equipamentos adaptados para esse público. Ainda organiza festas e passeios turísticos para a socialização dos alunos. Planos a partir de R$ 150.
www.estacaodoexercicio.com.br. R. Coronel Joaquim Antônio Dias, 123, Vila Azevedo, região leste, tel. 2532-2030.
Instituto Biodelta
Conta apenas com equipamentos próprios para idosos e para pessoas com limitações físicas, mas jovens também podem usá-los. Planos vão de R$ 220 a R$ 417 e são definidos depois de uma consulta médica.
www.biodelta.com.br. R. Teodoro Sampaio, 474, Pinheiros, região oeste, tel. 3088-0474.
Musculação para idosos e debilitados
Atende duplas ou grupos de até quatro pessoas por vez, apenas com hora marcada. São duas aulas por semana, sendo uma hora de duração cada uma. Os planos custam a partir de R$ 200.
www.musculacao-para-idosos.com.br. Av. João Dias, 360, Santo Amaro, região sul, tel. 5523-9457

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1044682-idosos-ja-sao-30-dos-frequentadores-de-academias.shtml

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O que é e para que serve o sono

Passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo.

Dormir bem é essencial para nos mantermos saudáveis, com melhor qualidade de vida e até aumento da longevidade.
O processo do sono é regido por um relógio biológico ajustado num ciclo de 24 horas, que pode sofrer interferências de fatores externos como iluminação, ruídos, odores, tipo de colchões, vida social, entre outros...
A melatonina é um hormônio produzido no cérebro pela glândula pineal começa a ser secretada assim que o sol se põe, como um aviso para o organismo se preparar para dormir.
Quando o processo tem início, a temperatura corporal cai de 1 a 2º C e a pressão arterial também sofre uma leve queda. Daí ao primeiro cochilo é um piscar de olhos.
Em 1953, descobriu-se a existência de uma fase de sono profundo, quando sonhamos, batizada de REM - rapid eye movement - movimento rápido dos olhos. Hoje, se sabe que o sono se divide em cinco fases, repetidas em ciclos, durante a noite.
Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida, ou seja, sem o merecido descanso, nosso organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas.

As 5 fases do sono

1ª fase
É a fase do adormecimento. Essa fase pode durar de alguns instantes até 15 minutos e ocupa de 3 a 5 % da noite de sono. Funciona como uma espécie de zona de transição entre estar acordado e dormindo. O cérebro produz ondas irregulares e rápidas e a tensão muscular diminui. A respiração fica suave e os pensamentos do mundo desperto flutuam pela mente. Se for acordada, a pessoa reagirá rapidamente, negando que estava dormindo.

2ª fase
É a fase de um sono mais leve. A temperatura corporal e os ritmos cardíaco e respiratório diminuem. As ondas cerebrais ficam mais lentas. Essa fase ocupa a metade do tempo total do sono, durando cerca de 20 minutos cada ciclo. As ondas do cérebro alongam-se, regularizam-se e são afetadas somente por alguma atividade elétrica isolada e repentina. Nessa fase, a pessoa cruza definitivamente o limite entre estar acordada e dormindo. Se alguém levantar suavemente a pálpebra de uma pessoa nessa fase de sono, ela não acordará. Os olhos não respondem a um estímulo.

3ª fase
O corpo começa a entrar no sono profundo. As ondas cerebrais tornam-se amplas e lentas. É uma fase rápida. Corresponde a uma média de 5% do tempo de sono.

4ª fase
É o sono profundo, onde o corpo se recupera do cansaço diário. Essa fase é fundamental para a liberação de hormônios ligados ao crescimento e para a recuperação de células e órgãos. Dura cerca de 55 minutos, não mais que 20% da noite. A pessoa fica totalmente inconsciente. Está tão fora do mundo que nem uma tempestade poderá acordá-la.

5ª fase: Sono REM
A atividade cerebral está a pleno vapor e desencadeia o processo de formação dos sonhos. Os músculos ficam paralisados, as frequências cardíaca e respiratória voltam a aumentar e a pressão arterial sobe. É o momento em que o cérebro faz uma espécie de faxina geral na memória. Fixa as informações importantes captadas durante o dia e descarta os dados inúteis. Durante o REM, os músculos longos do tronco, os braços e as pernas estão paralisados, mas os dedos das mãos e dos pés podem contrair-se. O fluxo sanguíneo em direção ao cérebro aumenta e a respiração fica mais rápida e entrecortada.
REM é a fase dos sonhos. Se a pessoa for acordada, provavelmente recordará fragmentos de suas fantasias. Depois de 10 minutos de REM volta-se a descer às fases de sono quieto.
Nas primeiras horas da noite predominam as fases 3 e 4. Pela manhã, percorre-se de quatro a cinco vezes o circuito do sono completo.

Qual a quantidade de sono necessária?

Não há fórmula para definir qual a duração adequada de um bom sono noturno. Podemos supor que sete horas e meia sejam uma média adequada, porém alguns indivíduos, uma ou duas em cem, sintam-se bem com um sono de cinco horas ou somente uma pequena minoria precisa do dobro.
A quantidade e a qualidade do sono mudam com a idade.
Nos primeiros meses de vida os bebês dormem até 18 horas por dia. Com 10 anos de idade, uma criança precisa de nove a dez horas de sono. Na adolescência dorme-se nove horas e meia e em aproximadamente 60% do tempo um sono profundo e contínuo. Na idade adulta, normalmente sete horas e meia fornecem um descanso adequado. Na velhice, a quantidade e a qualidade do sono diminuem, normalmente seis horas por noite, com mais despertares.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Saiba quais hábitos adotar para chegar até os cem anos de idade

População idosa cresce no país, e centenários já são quase 24 mil.

Expectativa de vida do brasileiro ainda é baixa em relação a outros países.

Nos últimos 20 anos, a população idosa no país saltou de 4,8% para 7,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 190 milhões de brasileiros, 14 milhões têm 65 anos ou mais.

Se forem considerados os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica como “terceira idade” indivíduos a partir dos 60 anos, os idosos já somam 11% da população brasileira. E a faixa etária que mais cresce é a acima dos 80 anos: de 2000 para 2010, houve um aumento de 60%.

Nesse grupo, há quase 24 mil centenários. A maioria se concentra na Bahia (3.525), seguida por São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597). Apesar disso, a expectativa de vida média do brasileiro – 73,5 anos – ainda é baixa se comparada com outros países. Os espanhóis, por exemplo, vivem 83 anos.


O desequilíbrio no Brasil entre homens e mulheres (72 anos para eles e 79 para elas, contra uma diferença de até cinco anos nos países desenvolvidos) se deve à quantidade de mortes violentas provocadas por crimes ou acidentes. A cada dez mortes violentas, nove são de homens jovens, entre 18 e 25 anos.

Segundo o gerontólogo Alexandre Kalache e o endocrinologista Alfredo Halpern, é possível viver mais e melhor – e superar a expectativa média atual. Kalache destacou que 80% da nossa vida depende do estilo e dos hábitos que mantemos, contra apenas 20% da genética.

Para ter longevidade com saúde, é recomendado consumir mais alimentos integrais, fazer check-ups regulares (monitorar a pressão, o colesterol, a glicose e outras taxas no sangue), reduzir o sal, o açúcar e a gordura, e praticar exercícios regularmente.

Dicas para viver mais e melhor

1 – Tenha uma alimentação balanceada

Açúcar, farinha e arroz refinados, álcool (sobretudo o destilado, como cachaça, rum e uísque), sal e gordura fazem parte preponderante do prato do brasileiro. Nenhum desses alimentos deve ser proibido, mas o ideal é consumi-los com equilíbrio.

O sal está diretamente associado à hipertensão e, em excesso, pode desregular a pressão e aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Já o açúcar é fonte direta de energia e calorias. Quando consumido em exagero, porém, transforma-se em gordura e é acumulado pelo corpo, prejudicando o equilíbrio do metabolismo. A ingestão de açúcar demais é a principal causa de diabetes tipo 2, desenvolvida geralmente na fase adulta.

Além disso, o preparo de frituras e gorduras está diretamente relacionado com problemas cardiovasculares e diversos tipos de câncer. A gordura também aumenta o mau colesterol (LDL), que pode entupir as artérias.

O maior problema, de acordo com os médicos, é o prato sem cores. Por isso, a orientação é incluir na dieta alimentos verde-escuros (brócolis e couve-manteiga) – que são ricos em betacaroteno, substância que dá origem à vitamina A –, e vermelhos (uva, morango, cereja e açaí) – que têm antioxidantes capazes de eliminar os radicais livres.

Acrescente também beterraba, pimentões, banana, jabuticaba, abóbora e manga. Quanto mais cores, melhor.

As sementes oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas) também são ricas em nutrientes e ajudam a prevenir problemas cardiovasculares. Peixes de carne mais escura (salmão e sardinha), por sua vez, são ricos em ômega 3, importante para o equilíbrio das gorduras no sangue.

Outro elemento que deve ser introduzido na dieta é o azeite de oliva, que, quando usado em temperatura ambiente e doses moderadas, diminui o colesterol ruim e aumenta a gordura boa na circulação sanguínea.

2 – Perdoe e saiba lidar com o estresse e a ansiedade

O bom humor é essencial para viver com qualidade. Guardar rancor interfere diretamente na saúde, e, segundo estudos, situações de angústia podem mexer com as células. O estresse, a ansiedade e a raiva acumulada são capazes de levar à hipertensão, a problemas cardiovasculares, e prejudicar principalmente o sistema de defesa.

O estresse também contribui para a produção de radicais livres, que são como uma ferrugem nas veias e artérias e nos deixam mais suscetíveis a doenças.

3 – Meça a pressão sempre

Uma das bases do envelhecimento saudável é prevenir e tratar precocemente as doenças crônicas. Para isso, é importante saber como anda a sua saúde, o seu corpo, e se há algum sinal de perigo.

A indicação é um exame básico, tanto para homens quanto para mulheres, uma vez por ano a partir dos 50 anos. Nessa checagem, é preciso que você faça:

- Medição de pressão (para evitar a hipertensão)

- Medição do açúcar no sangue (para prevenir diabetes)

- Medição de colesterol (contra problemas cardiovasculares)

- Exames para câncer (mamografia, papanicolau, toque retal, etc)

Além disso, é fundamental que você respeite a cartela de vacinação e fique atento principalmente às vacinas oferecidas à terceira idade, quando o sistema imunológico está mais fraco.

4 – Pratique exercícios regularmente

A atividade física frequente é uma condição para envelhecer bem. Uma boa medida é praticá-la 5 vezes por semana, por pelo menos meia hora.

A cada ano, perdemos cerca de 1% a 2% do nosso tônus muscular. Além de enfraquecerem, os músculos também se encurtam, e as atividades do dia a dia passam a ser mais trabalhosas. Nossa capacidade cardiovascular também diminui se estivermos em uma condição sedentária.

A dica dos médicos é estimular a capacidade cardiovascular com exercícios aeróbicos (que fazem suar) e fortalecer os músculos com musculação.

5 – Esteja no peso ideal

Engordar é aumentar as chances de desenvolver uma série de doenças crônicas. Ao chegar ao peso ideal, é fundamental que você o estabilize.

O ganho de peso está diretamente relacionado ao aumento da circunferência abdominal e, consequentemente, a uma maior resistência periférica à insulina, condição que prejudica o funcionamento do pâncreas e o controle de fabricação de energia.

Engordar também contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pois o acúmulo de massa gorda aumenta a quantidade de colesterol ruim (LDL) no sangue. E a sobrecarga que a gordura impõe às articulações leva a problemas como artrose, que não mata, mas incapacita e reduz a qualidade de vida.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/12/saiba-quais-habitos-adotar-para-chegar-ate-os-cem-anos-de-idade.html

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Adolescentes de São Paulo têm alta prevalência de dores nas costas

Dos estudantes de 5ª a 8ª séries de todas as escolas municipais de Bauru, quase 20%, sendo a maioria, meninas, sofrem o problema.

Estudo apontou que 19,5% dos estudantes sofrem de dores nas costas, sendo 7% nos  meninos e 12,5% nas meninas.

Um estudo indica que há alta prevalência de dores lombares em adolescentes de São Paulo em relação a prática de esportes de competição e atividades sedentárias. Dos 1.236 estudantes de 5ª a 8ª séries de todas as escolas municipais de Bauru (SP) que foram avaliados, 19,5% sofrem de dores nas costas, sendo a prevalência de 7% nos meninos e 12,5% nas meninas. Artigo foi publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

De acordo com pesquisadores da Universidade do Sagrado Coração, responsáveis pela pesquisa, " a dor lombar tornou-se um grave problema de saúde pública, pois possui alta incidência na população economicamente ativa, em adolescentes e crianças. A prevalência de dores lombares em crianças de 9 a 10 anos é similar a da população adulta" , afirmam. " A relevância de estudos sobre a prevalência de dores lombares em escolares reside no fato de que essas patologias geram consequências sociais e econômicas, tanto para o estado como para os indivíduos" , explicam os pesquisadores. " Para o sujeito, significa a perda da qualidade de vida, e, para o estado, as despesas com tratamento e reabilitação" .

Segundo os pesquisadores, os fatores associados com os sintomas na coluna lombar foram o gênero feminino, a quantidade de horas que assiste à TV ao dia e a prática de esportes. Os dados apontaram que 95,5% dos meninos e 92,9% das meninas participam das aulas de educação física, enquanto 46,8% dos meninos e 45,8% das meninas frequentam alguma modalidade esportiva fora do ambiente escolar. " Os escolares que praticam esportes fora da escola têm duas vezes e meia mais chances de possuir dor lombar" , elucidam os estudiosos. " Tal fato pode ser justificado por um conjunto de fatores, tais como o tipo de esporte, o nível de exigência, a intensidade do treinamento e o grau de trauma agudo gerado, principalmente em crianças e adolescentes" .

Quanto a atividades sedentárias, pouco mais de 99% dos adolescentes consultados assistem a TV e, em aproximadamente 70% dos casos, usam o equipamento mais de duas vezes por semana e acima de duas horas por dia. No que diz respeito ao computador, 38,7% dos meninos é 55,5% das meninas relataram utilizá-lo também mais de duas vezes por semana e acima de duas horas por dia. De acordo com os pesquisadores, a associação dessas atividades com a dor pode ser devido ao tempo prolongado na posição sentada, a posturas incorretas, ao mobiliário inadequado e mal organizado ou ao sedentarismo.

Além disso, eles oferecem algumas suposições para as diferenças entre os sexos. " A força física, que é menor nas mulheres do que nos homens, faz com que o gasto energético delas seja maior, aumentando o risco de sobrecarga musculoesquelética" , dizem os pesquisadores. " Outra possibilidade é de ordem psicossocial, pois se acredita que as mulheres se queixam com maior frequência do que os homens, ou seja, de acordo com essa linha, os contrastes resultam das diferenças na predisposição de homens e mulheres quanto a relatar as informações" .

Fonte: http://www.isaude.net/

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Apesar de pouco conhecida, a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é a quinta causa de mortes entre as doenças no Brasil. Sete milhões de pessoas sofrem desse mal - e a maioria nem sabe. Por causa disso, hoje apenas 350 mil pessoas estão diagnosticadas e fazem o tratamento da doença.

A cada 14 minutos morre uma pessoa de DPOC.


A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPPOC) é uma enfermidade respiratória prevenível e tratável, que se caracteriza pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. A obstruçãodo fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, causada primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz consequências sistêmicas significativas. O processo inflamatório crônico pode produzir alterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar). A predominância dessas alterações é variável em cada indivíduo, tendo relação com os sintomas apresentados.
O cigarro é responsável pela imensa maioria dos casos.
A DPOC é uma doença insidiosa que se instala no decorrer de anos. Geralmente, começa com discreta falta de ar associada a esforços como subir escadas, andar depressa ou praticar atividades esportivas. Como os sintomas são discretos, costumam ser atribuídos ao cansaço ou à falta de preparo físico. Com o passar do tempo, porém, a dispneia se torna mais intensa e surge depois de esforços cada vez menores. Nas fases mais avançadas, a falta de ar está presente mesmo com o doente em repouso e agrava-se muito diante das atividades mais corriqueiras. Tomar banho em pé, por exemplo, fica impossível; andar até a sala, um esforço insuportável.
Diversos estudos demonstraram que o único tratamento médico capaz de aumentar a sobrevida dos portadores da doença é a oxigenioterapia. O doente respirando com dificuldade com um cateter nas narinas ligado ao tubo de oxigênio é a imagem clássica da doença.
Nas fases iniciais, para fazer o diagnóstico é fundamental avaliar a função ventilatória pela espirometria, um exame não-invasivo. Para realizá-lo, o paciente sopra o ar dos pulmões num aparelho que mede os parâmetros associados à capacidade pulmonar. A maioria dos pneumologistas recomenda que todos os fumantes sejam submetidos anualmente a esse teste a partir dos 45 anos de idade. Aqueles que apresentarem declínio da função pulmonar estão em rota de colisão com o aparecimento da dispnéia aos mínimos esforços e da dependência de oxigênio. Muitos especialistas, no entanto, recomendam que toda pessoa que fuma há mais de dez anos seja submetida ao exame, para que o diagnóstico seja feito nas fases iniciais, quando o dano aos tecidos ainda não se tornou irreversível.
Parar de fumar é decisivo para o futuro dos que apresentam declínio progressivo das provas de função respiratória. Quando isso acontece em pacientes com pequeno grau de obstrução das vias aéreas causada pela fumaça do cigarro, a interrupção é associada à melhora imediata da função pulmonar. Ao contrário, nos que continuam a fumar, uma vez alteradas, as provas funcionais sofrem declínio rápido e progressivo.
Chicletes, adesivos de nicotina e drogas antidepressivas como a bupropiona, associados a terapêuticas comportamentais, são de grande utilidade para tratamento da dependência de nicotina nos portadores de DPOC. Pelo fato de não serem inalados, chicletes e adesivos de nicotina colaboram para diminuir o grau de obstrução das vias aéreas, mesmo naqueles que não conseguem parar de fumar, mas que reduzem substancialmente o número de cigarros por dia.
Todos os portadores de DPOC devem receber anualmente uma dose de vacina contra a gripe e outra contra o pneumococo, para evitar que a concomitância de processos infecciosos agrave o quadro respiratório.
Drogas broncodilatadoras e os anticolinérgicos estão indicados para aliviar os sintomas associados à produção e eliminação das secreções. O uso de derivados da cortisona por via inalatória pode reduzir a freqüência de exacerbações dos sintomas respiratórios, mas seu uso prolongado está associado a efeitos indesejáveis.
Técnicas fisioterápicas de reabilitação respiratória, incluindo exercícios e uso de oxigenioterapia, aumentam a resistência aos esforços e melhoram a qualidade de vida.

Fontes:
Jornal Brasileiro de Pneumologia
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
Pneumoatual Educação Médica
American Thoracic Society
Educational Research Service