Artigo: Envelhecimento populacional no Brasil: uma realidade nova - Alexandre Kalache
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terça-feira, 28 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Brasil cai 27 posições e ocupa 58ª em ranking de bem-estar de idosos
O Brasil caiu 27 posições e ficou em 58º lugar em um ranking que analisa o bem-estar de idosos em 96 países. Divulgado ontem, dia 01/10, pela organização Help Age International, a lista é liderado pela Noruega.
Com 23,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o Brasil caiu da 31ª posição, em 2013, e segue atrás de países latino-americanos como Chile, Uruguai e Panamá.
A causa principal seria a piora no quesito "ambiente estimulante", que avalia segurança física, relacionamentos sociais, liberdades cívicas e acesso a transporte público.
Segundo o relatório, os protestos no Brasil influenciaram a percepção de segurança e bem-estar dos idosos.
O índice HelpAge International's Global AgeWatch mede o bem-estar social e econômico das pessoas acima de 60 anos, a partir de quatro quesitos principais: ambiente estimulante, segurança de renda (pobreza e cobertura de aposentadorias), status de saúde (expectativa de vida e bem-estar) e capacidades (emprego e educação para pessoas com mais de 60 anos).
Publicado no Dia Internacional das Pessoas Idosas das Nações Unidas, o índice tem países da Europa Ocidental, Austrália e América do Norte no topo, enquanto o Afeganistão está no fim da lista.
Os idosos brasileiros
O Brasil tem seu melhor desempenho em segurança de renda, no qual está em 14° no ranking geral, devido à cobertura por aposentadorias de 86,3% da população acima dos 60 anos de idade, baixa pobreza na velhice (8,8%) e à relativa cobertura de serviços básicos pelo Estado, o que possibilitaria aos idosos brasileiros serem mais independentes.
No entanto, o resultado do Brasil piora por conta do quesito ambiente estimulante, com queda da 40 para a 87 posição em relação ao estudo do ano passado.
Esse quesito mede a percepção dos idosos de sua capacidade de se conectar a outras pessoas e à sociedade, de usar o transporte público e quanto à percepção de segurança física.
De acordo com o relatório, a percepção de segurança dos idosos, por exemplo, caiu de 51% para 28%, por conta de tensões sociais.
Já no quesito status de saúde, o Brasil fica em 47 no ranking, com expectativa de 21 anos a partir dos 60 anos de idade, um a menos do que a média regional.
No quesito capacidades, que mede emprego e educação, o Brasil também fica perto da média regional, com 52,3% das pessoas acima dos 60 empregadas e apenas 21,1% com educação superior.
O comitê de campanha da presidente Dilma Rousseff celebrou o fato de o país estar bem colocado no quesito de garantia de renda para os idosos.
Em e-mail enviado na tarde desta quarta, o comitê cita medidas do governo federal "que ajudam a melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa", como o Estatuto do Idoso e a reserva de 3% das unidades de moradia do Minha Casa Minha Vida a pessoas da terceira idade.
Mais idosos
A Noruega, líder do ranking, se destaca por cobertura total de aposentadorias, alto índice de educação e emprego na velhice e alta percepção de segurança entre idosos.
O relatório diz que, em 2050, cerca de 40 países no índice terão ao menos um terço de sua população com mais de 60 anos de idade.
No caso do Brasil, o índice deverá ser de 28,9% da população.
A ONU afirma esperar que o número global de pessoas com 60 anos ou mais chegue a 1,4 bilhão em 2030.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141001_velhice_indice_rp?SThisFB
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
ONU registra aumento da expectativa de vida no Brasil
A expectativa de vida no Brasil aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos, um aumento real de 11,2 anos. O avanço foi apontado no Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o crescimento foi possível em razão das medidas de combate à desnutrição, redução da mortalidade materna e infantil, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos, melhoria do atendimento às mães e bebês, enfrentamento das doenças crônico-degenerativas e das chamadas mortes violentas, entre outras ações na área de atenção básica e urgência e emergência.
O ministro comentou a diferença na melhoria de indicadores de saúde, educação e renda. “Partimos de um cenário de muita desigualdade. Se olharmos, por exemplo, a mortalidade infantil, fizemos uma redução de 70% entre 1980 e 2012. No entanto, ela não reduziu igual. A queda foi maior no Norte e no Nordeste, onde era muito mais acentuada. E isso acaba acontecendo em praticamente todas as situações. Se tivéssemos partido de um patamar mais homogêneo do país, talvez a capacidade de resposta das políticas públicas pudesse também acompanhar um ritmo mais homogêneo”, avaliou.
O relatório colocou o Brasil na 79ª posição do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 187 países, com um valor de 0,744 (categoria de Alto Desenvolvimento Humano). Entre 1980 e 2013, o valor do IDH do Brasil aumentou 36,4%. O índice está acima da média de 0,735 para os países do grupo de Alto Desenvolvimento Humano e acima da média de 0,740 para os países da América Latina e Caribe.
Também houve crescimento na expectativa da vida nos últimos anos: em 2010, a estimativa era de 73,1 anos, já no ano passado passou para 73,9 anos. Os resultados seriam ainda melhores se o PNUD utilizasse dados atualizados para a elaboração do relatório. A instituição internacional usou uma projeção de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para chegar ao índice de 73,9 anos. Caso considerasse as estatísticas de 2013, já disponibilizados pelo IBGE, a esperança de vida ao nascer seria de 74,8 anos. Se fossem considerados esses números a outros dados defasados, como o de escolaridade, o país sairia da 79ª posição para a 67ª.
De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, mais importante do que analisar o posto no ranking é considerar o verdadeiro IDH do país. “A gente passaria de 0,744 para 0,764, que é o avanço real, como está o Brasil hoje. Vários países têm seus indicadores com estatísticas atualizadas, similares às brasileiras, que estavam disponíveis e podiam ser utilizadas. O Brasil vem se esforçando em melhorar essa captação de dados por organismos internacionais. Não estamos tratando de dados alternativos ou não reconhecidos”, afirmou.
O relatório mostra que as desigualdades no Brasil estão diminuindo. O IDH do Brasil ajustado à desigualdade (IDHAD) ficou em 0,542 em 2013, com uma perda de 27% em relação ao IDH. Essa perda vem caindo ao longo dos últimos anos: era de 29,6% em 2006. Das três dimensões analisadas no IDHAD, a desigualdade na expectativa de vida ao nascer é a menor, com um índice de 14,5%, seguido da desigualdade na educação (24,7%) e da desigualdade na renda (39,7%).
Para o ministro da Educação, Henrique Paim, o relatório mostra que, em relação à expectativa de anos de estudo, o Brasil está melhor que os outros membros do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) e nações vizinhas, como o Chile. “Isso revela que há um esforço do país do ponto de vista de inclusão, de melhoria da frequência escolar. Esse processo está reconhecido no relatório”, observou.
Avanços – Vários fatores contribuíram para o aumento da expectativa de vida no Brasil. Entre 1996 e 2006, o país reduziu pela metade o índice de desnutrição infantil – passou de 13,4% para 6,7%. Entre as ações de combate à desnutrição, destacam-se a expansão da oferta de doses de vitamina A e de sulfato ferroso, além da melhoria da vigilância nutricional em municípios com índice de desnutrição superior a 10%. Além disso, um estudo do Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontou que a desnutrição crônica caiu 51,4% entre as crianças do Bolsa Família em cinco anos – passando de 17,5% para 8,5% entre 2008 e 2012.
Outro ponto forte foi a imunização da população. Atualmente, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos (25 vacinas, 13 soros heterológos e quatro soros homólogos) distribuídos em 34 mil postos vacinação. Desde 2010, foram incluídas novas vacinas para proteger a população, como a meningocócica C conjugada, tetraviral e a contra o vírus HPV.
Já o Programa Farmácia Popular disponibiliza 113 itens (entre medicamentos e produtos de saúde) na rede pública e 25 em drogarias particulares. Desde 2011, mais de 26 milhões de pessoas já foram beneficiadas. Além dos itens gratuitos para tratamento de diabetes, hipertensão e asma, os demais produtos podem ter até 90% de desconto na compra. Para idosos, também são disponibilizadas fraldas geriátricas.
Houve ainda redução de 82,2% do risco de morte devido a aborto e ampliação da estratégia Rede Cegonha, implantada em 2011 para incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mães e filhos, desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do filho. A Rede Cegonha tem garantido atendimento de qualidade a 2,6 milhões de gestantes pelo SUS em 5.488 municípios.
Para atendimentos de urgência e emergência, a rede de assistência do SUS conta com 269 unidades de referência habilitadas em alta complexidade em traumatologia e ortopedia; 333 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionando – 243 delas construídas com recurso do governo federal; e 3.182 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que cobrem 146.286.020 habitantes (72,76% da população).
Ações – Com o objetivo de prevenir e reduzir em 2% ao ano mortes prematuras (30-69 anos) por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o Ministério da Saúde tem buscado melhorar indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Desde o seu lançamento, em 2011, até 2012 a meta foi superada - com redução de 3% das mortes. Na ultima década, com a melhoria de indicativos da saúde, o percentual de redução foi de 20%.
“Ao mesmo tempo em que a gente consegue um enfrentamento muito considerável em relação ao tabagismo, nós temos dificuldade em relação à obesidade e ao sedentarismo, que são fatores importantes para doenças crônicas. Nós vamos ter que trabalhar cada vez mais e ampliar o acesso para que as pessoas possam ter diagnóstico e tratamento precoce às enfermidades”, comentou o ministro.
Outra prioridade é reduzir as mortes no trânsito, sobretudo de motociclistas. Para isso foi lançado, em junho de 2010, o projeto Vida no Trânsito, que prevê repasse de recursos para melhoria dos sistemas de informações e ações educativas. Hoje em dia, a ação está presente em todas as capitais, no Distrito Federal e nos municípios de Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Gonçalo (RJ), São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu (PR).
Fonte: Agência Saúde
http://blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/34202-onu-registra-aumento-da-expectativa-de-vida-no-brasil
O ministro comentou a diferença na melhoria de indicadores de saúde, educação e renda. “Partimos de um cenário de muita desigualdade. Se olharmos, por exemplo, a mortalidade infantil, fizemos uma redução de 70% entre 1980 e 2012. No entanto, ela não reduziu igual. A queda foi maior no Norte e no Nordeste, onde era muito mais acentuada. E isso acaba acontecendo em praticamente todas as situações. Se tivéssemos partido de um patamar mais homogêneo do país, talvez a capacidade de resposta das políticas públicas pudesse também acompanhar um ritmo mais homogêneo”, avaliou.
O relatório colocou o Brasil na 79ª posição do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 187 países, com um valor de 0,744 (categoria de Alto Desenvolvimento Humano). Entre 1980 e 2013, o valor do IDH do Brasil aumentou 36,4%. O índice está acima da média de 0,735 para os países do grupo de Alto Desenvolvimento Humano e acima da média de 0,740 para os países da América Latina e Caribe.
Também houve crescimento na expectativa da vida nos últimos anos: em 2010, a estimativa era de 73,1 anos, já no ano passado passou para 73,9 anos. Os resultados seriam ainda melhores se o PNUD utilizasse dados atualizados para a elaboração do relatório. A instituição internacional usou uma projeção de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para chegar ao índice de 73,9 anos. Caso considerasse as estatísticas de 2013, já disponibilizados pelo IBGE, a esperança de vida ao nascer seria de 74,8 anos. Se fossem considerados esses números a outros dados defasados, como o de escolaridade, o país sairia da 79ª posição para a 67ª.
De acordo com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, mais importante do que analisar o posto no ranking é considerar o verdadeiro IDH do país. “A gente passaria de 0,744 para 0,764, que é o avanço real, como está o Brasil hoje. Vários países têm seus indicadores com estatísticas atualizadas, similares às brasileiras, que estavam disponíveis e podiam ser utilizadas. O Brasil vem se esforçando em melhorar essa captação de dados por organismos internacionais. Não estamos tratando de dados alternativos ou não reconhecidos”, afirmou.
O relatório mostra que as desigualdades no Brasil estão diminuindo. O IDH do Brasil ajustado à desigualdade (IDHAD) ficou em 0,542 em 2013, com uma perda de 27% em relação ao IDH. Essa perda vem caindo ao longo dos últimos anos: era de 29,6% em 2006. Das três dimensões analisadas no IDHAD, a desigualdade na expectativa de vida ao nascer é a menor, com um índice de 14,5%, seguido da desigualdade na educação (24,7%) e da desigualdade na renda (39,7%).
Para o ministro da Educação, Henrique Paim, o relatório mostra que, em relação à expectativa de anos de estudo, o Brasil está melhor que os outros membros do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) e nações vizinhas, como o Chile. “Isso revela que há um esforço do país do ponto de vista de inclusão, de melhoria da frequência escolar. Esse processo está reconhecido no relatório”, observou.
Avanços – Vários fatores contribuíram para o aumento da expectativa de vida no Brasil. Entre 1996 e 2006, o país reduziu pela metade o índice de desnutrição infantil – passou de 13,4% para 6,7%. Entre as ações de combate à desnutrição, destacam-se a expansão da oferta de doses de vitamina A e de sulfato ferroso, além da melhoria da vigilância nutricional em municípios com índice de desnutrição superior a 10%. Além disso, um estudo do Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontou que a desnutrição crônica caiu 51,4% entre as crianças do Bolsa Família em cinco anos – passando de 17,5% para 8,5% entre 2008 e 2012.
Outro ponto forte foi a imunização da população. Atualmente, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos (25 vacinas, 13 soros heterológos e quatro soros homólogos) distribuídos em 34 mil postos vacinação. Desde 2010, foram incluídas novas vacinas para proteger a população, como a meningocócica C conjugada, tetraviral e a contra o vírus HPV.
Já o Programa Farmácia Popular disponibiliza 113 itens (entre medicamentos e produtos de saúde) na rede pública e 25 em drogarias particulares. Desde 2011, mais de 26 milhões de pessoas já foram beneficiadas. Além dos itens gratuitos para tratamento de diabetes, hipertensão e asma, os demais produtos podem ter até 90% de desconto na compra. Para idosos, também são disponibilizadas fraldas geriátricas.
Houve ainda redução de 82,2% do risco de morte devido a aborto e ampliação da estratégia Rede Cegonha, implantada em 2011 para incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mães e filhos, desde o planejamento reprodutivo até o segundo ano de vida do filho. A Rede Cegonha tem garantido atendimento de qualidade a 2,6 milhões de gestantes pelo SUS em 5.488 municípios.
Para atendimentos de urgência e emergência, a rede de assistência do SUS conta com 269 unidades de referência habilitadas em alta complexidade em traumatologia e ortopedia; 333 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionando – 243 delas construídas com recurso do governo federal; e 3.182 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que cobrem 146.286.020 habitantes (72,76% da população).
Ações – Com o objetivo de prevenir e reduzir em 2% ao ano mortes prematuras (30-69 anos) por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o Ministério da Saúde tem buscado melhorar indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. Desde o seu lançamento, em 2011, até 2012 a meta foi superada - com redução de 3% das mortes. Na ultima década, com a melhoria de indicativos da saúde, o percentual de redução foi de 20%.
“Ao mesmo tempo em que a gente consegue um enfrentamento muito considerável em relação ao tabagismo, nós temos dificuldade em relação à obesidade e ao sedentarismo, que são fatores importantes para doenças crônicas. Nós vamos ter que trabalhar cada vez mais e ampliar o acesso para que as pessoas possam ter diagnóstico e tratamento precoce às enfermidades”, comentou o ministro.
Outra prioridade é reduzir as mortes no trânsito, sobretudo de motociclistas. Para isso foi lançado, em junho de 2010, o projeto Vida no Trânsito, que prevê repasse de recursos para melhoria dos sistemas de informações e ações educativas. Hoje em dia, a ação está presente em todas as capitais, no Distrito Federal e nos municípios de Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Gonçalo (RJ), São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu (PR).
Fonte: Agência Saúde
http://blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/34202-onu-registra-aumento-da-expectativa-de-vida-no-brasil
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Obesidade no Brasil parou de crescer, segundo Vigitel
Depois de oito anos em ascensão, a obesidade no Brasil, pela primeira vez, parou de crescer. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), apresentada ontem, dia 30 de abril, pelo Ministério da Saúde.
Apesar da estabilização do índice, o estudo aponta que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal – destes, 17,5% são obesos. Na primeira edição da Vigitel, a proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e a de obesos era de 11,8%.
Os dados mostram que a proporção de obesos entre homens e mulheres é a mesma: 17,5%. Já em relação ao excesso de peso, os homens acumulam percentuais mais expressivos: 54,7% contra 47,4%.
O estudo também indica que a escolaridade se mostra um forte fator de proteção entre o público feminino. O percentual de excesso de peso entre as mulheres com até oito anos de estudo é de 58,3%. Entre mulheres com, no mínimo, 12 anos de escolaridade, o percentual cai para 36,6%. A prevalência da obesidade cai pela metade entre os dois grupos, atingindo 24,4% e 11,8%, respectivamente.
Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, os resultados positivos em relação ao excesso de peso e à obesidade estão diretamente relacionados aos avanços na alimentação saudável e à prática de atividades físicas.
A Vigitel aponta um aumento de 11% em cinco anos no percentual de atividade física no período de lazer, passando de 30,3% em 2009 para 33,8% em 2013. Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios no tempo livre, enquanto, em 2009, o índice era de 39,7%. Entretanto, o aumento da prática de exercícios entre as mulheres foi maior, passando de 22,2% para 27,4% no mesmo período.
O consumo recomendado de frutas e hortaliças também aumentou de 18% nos últimos oito anos. Em 2013, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Em 2008, os índices eram de 15,8% e 23,7%, respectivamente.
Apesar dos avanços, os dados mostram a existência de diversos hábitos alimentares inapropriados, como o índice de brasileiros que substituem o almoço ou o jantar por um lanche de baixo valor nutritivo, como uma pizza ou um sanduíche. O índice registrado foi de 16,5%, sendo 12,6% dos homens e 19,7% das mulheres.
Outro indicador que, segundo a pasta, preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada. Ao todo, 31% dos entrevistados não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,3%) consome leite integral regularmente. O consumo de refrigerantes também registrou altos índices: 23,3% da população ingere a bebida pelo menos cinco dias da semana.
“O excesso de peso e a obesidade estão relacionados a várias condições de doenças crônicas. Reduzir isto é um desafio hoje para o mundo moderno”, avaliou Jarbas.
A pesquisa Vigitel ouviu cerca de 23 mil brasileiros maiores de 18 anos que vivem nas 26 capitais do país e no Distrito Federal.
Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/04/obesidade-no-brasil-parou-de-crescer-diz-ministerio
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Diabetes mata 4 vezes mais do que Aids no Brasil, mostra balanço do Ministério da Saúde
O diabetes foi responsável por mais de 470 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2010, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (13), véspera do Dia Mundial do Diabetes. O número saltou de 35,2 mil pessoas para quase 55 mil pessoas entre esses dez anos, alavancando a taxa de mortalidade de 20,8 para 28,7 óbitos por 100 mil habitantes.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o índice já preocupa, pois a doença crônica mata “quatro vezes mais do que a Aids” no país - e ainda supera o número de vítimas fatais do trânsito. Em 2010, o país registrou cerca de 12 mil óbitos em decorrência do vírus HIV e mais de 42 mil mortos em acidentes de trânsito - no mesmo período, 54,8 mil pessoas morreram de diabetes.
Segundo Padilha, a diferença seria ainda maior se fossem consideradas as doenças em que o diabetes age como fator de risco, como câncer e doenças cardiovasculares. Em 2010, o diabetes foi associado a outras 68,5 mil mortes indiretas, totalizando 123 mil óbitos.
Principais vítimas
As mulheres morreram mais do que os homens nesse período. Em 2010, foram 30,8 mil óbitos de mulheres, contra 24 mil de homens; enquanto, em 2000, morreram 20 mil mulheres e 14 mil homens. Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, comandada pela pasta em 2011, a prevalência de diabetes é de 5,6% da população adulta, afetando 6% das brasileiras e 5,2% dos brasileiros.
Já por faixa etária, a mais afetada é a acima dos 80 anos, com 15,7 mil falecimentos. O número de 2010 mais do que dobrou nos últimos dez anos: em 2000, foram 6,8 mil mortes de idosos diabéticos com mais de 80 anos. Além disso, o estudo aponta que a maior concentração de óbitos pela doença está na população menos escolarizada. Foram 24 mil mortes de diabéticos que tiveram até três anos de escolaridade em 2010.
O levantamento, porém, apontou estabilização no número de internações decorrentes do diabetes feitas nos primeiros semestres dos últimos três anos. Foram registradas, em média, 72 mil hospitalizações. Para o ministro, o fato se deve às ações desenvolvidas pela pasta, como oferecer medicamentos gratuitos. Desde o início da gratuidade, em fevereiro de 2011, mais de 4 milhões foram favorecidas. O acesso à medicação adequada fez o número de atendimentos saltar de 306 mil em janeiro de 2011 para 1,4 milhão em outubro de 2012.
Como age a doença
O diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células do corpo devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2). Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue.
A principal característica do diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue), que pode se manifestar por sintomas como poliúria (excesso de urina), polidipsia (sede aumentada), perda de peso, polifagia (fome aumentada) e visão turva. Esses sinais e sintomas são mais evidentes no diabetes tipo 1. O diabetes tipo 2 em geral é mais “silencioso” e é mais comum na faixa etária dos adultos.
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/11/13/diabetes-mata-4-vezes-mais-que-aids-no-brasil-mostra-balanco-do-ministerio-da-saude.htm
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Dez milhões de brasileiros têm OA mostra pesquisa
Uma pesquisa realizada em conjunto com as Sociedades Brasileiras de Reumatologia, de Ortopedia e Traumatologia, de Medicina Física e Reabilitação e de Cirurgia do Joelho e publicada no livro Cenário Atual & Tendências da Osteoartrite no Brasil, aponta que dez milhões de brasileiros têm osteoartrite, doença conhecida popularmente como artrose, e fica logo atrás dos Estados Unidos, que tem o maior índice mundial.
Estima-se que apenas 40% dos diagnosticados com o problema estão em tratamento nos país, revela o coordenador da pesquisa, o médico Ibsen Bellini Coimbra, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Muitos pacientes ignoram o tratamento, revelam os responsáveis pelo estudo que ouviu 2.282 profissionais da área médica em no Brasil. E a expectativa é que em 2015 o número de pacientes chegue a 12,3 milhões.
A artrose é a doença caracterizada pela insuficiência da cartilagem de absorver o impacto que os joelhos recebem ao caminhar ou na prática de exercícios físicos, por exemplo. A artrose começa com uma fissura e ulceração na cartilagem, o que causa amolecimento e diminui o espaço articular, com evolução para um processo de esclerose no osso subcondral e de sinovite, além do aparecimento de cistos e osteófitos. A doença se manifesta mais cedo nos homens, principalmente nos joelhos, antes dos 60 anos e no quadril após essa idade. Nas mulheres, 5% mais acometidas que os homens, os índices aceleram após a menopausa.
Uma série de fatores podem provocar e/ou piorar a osteoartrite, como o fator genético, a presença de obesidade, diabetes, problemas no colesterol e traumas quando o indivíduo é jovem ou adulto.
Os dois principais sintomas da doença são: dores e dificuldade de movimentação das articulações. Muitas pessoas com a doença têm dificuldades, por exemplo, de levantar do sofá após algum tempo sentada.
Segundo os especialistas, o ideal seria ter o diagnóstico antes mesmo que as dores comecem a aparecer. Um exame de raios-x é suficiente para detectar alterações. A doença não tem cura, mas é possível controlar sintomas e evolução com medicação e fisioterapia e com isso melhorar e muito, a qualidade de vida dos pacientes.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Estudos procuram fórmula para chegar bem aos cem anos
Ela andou de bicicleta até os cem anos, caminhou sozinha até os 115 e fumou até os 117. Costumava comer 1 kg de chocolate por semana e bebeu um copo de vinho por dia até sua morte, aos 122 anos.
A longevidade de pessoas como a francesa Jeanne Calment (1875-1997), a que mais tempo viveu, tem sido estudada por grupos internacionais e foi discutida durante o Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, que terminou no sábado (26) no Rio.
Genes? Dieta? Exercícios? Atitudes positivas? Vida social? A ciência já sabe que a genética responde por até 30% da longevidade.
O resto está associado a estilo de vida e fatores socioambientais, muitos dos quais passíveis de mudanças e adaptações.
Os pesquisadores entendem que a longevidade extrema, acima de 110 anos, é para poucos. Há 70 supercentenários no mundo (65 mulheres e cinco homens). Outros 400 alegam essa condição, mas não têm documentos que a comprovem.
Só no Brasil, já são quase 24 mil centenários, segundo o IBGE. Bahia (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597) são os Estados com a maior concentração.
PREPARO
Na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), um projeto reúne 245 idosos acima de 80 anos, sem queixas específicas, e os prepara para a chegada ao centenário. Ali, fazem exames, adequam medicações e recebem orientações sobre sono, memória, dieta e atividade física.
"Muitos dos nossos pacientes serão centenários a partir deste ano. Estamos avaliando o quanto é possível manter a sobrevida sem incapacidade física, mental, emocional e social", afirma a médica Maysa Seabra Cendoroglo, professora de geriatria e gerontologia da Unifesp.
E é possível viver muito e chegar ao fim com independência? "A busca por essa resposta vem sendo motivo de muitos estudos. As propostas apontam para a necessidade de se manter uma boa dieta, uma atividade física permanente e prolongada e um estímulo cognitivo", explica a médica.
Mas isso adianta mesmo para quem não tenha "bons" genes? "Sim. Pode ser que você não chegue aos cem anos, mas vai chegar aos 80, aos 90, ativo, independente. O que importa é fazer o máximo que eu posso até o finzinho."
Também é possível ser feliz aos cem anos, mesmo com doenças e após a perda de filhos, diz a psicóloga alemã Dagmara Wosniak, que fez um estudo com 56 centenários de Heidelberg. Quase metade deles vivia em instituições e 82% dependiam do auxílio de enfermeiras.
A extroversão, a cognição e uma rede social preservada (família e/ou amigos) foram os fatores mais associados à felicidade nessa fase da vida, segundo ela. "O otimismo aumenta a vontade de viver."
POLíTICAS
O aumento da longevidade também tem levado os especialistas da área a propor abordagens diferentes para cada grupo etário de idosos.
"Um idoso de 65 anos não é o mesmo de um com 80, que não é o mesmo de um de cem. Hoje colocamos tudo no mesmo saco", diz o médico Alexandre Kalache, que já dirigiu o programa de envelhecimento da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Para ele, o Brasil vai mal na execução de políticas que possibilitem um envelhecimento saudável, seja na prevenção de doenças que incapacitam o idoso seja em instrumentos que o protejam e que garantam seus direitos.
Resultados preliminares do estudo Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), desenvolvido pela USP, já refletem um cenário nada cor-de-rosa. O trabalho monitora como os idosos de São Paulo estão envelhecendo.
Três grupos acima de 60 anos vêm sendo acompanhados. Um grupo começou a ser seguido em 2000, outro em 2006 e o último, há dois anos.
Segundo a médica Maria Lúcia Lebrão, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, os "novos" idosos parecem estar mais doentes, com menos mobilidade, por exemplo.
"A previsão é que as novas gerações de idosos sejam menos saudáveis. Temos ao nosso favor as novas tecnologias. Mas será que elas trazem mais qualidade de vida?"
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1096774-estudos-procuram-formula-para-chegar-bem-aos-cem-anos.shtml
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Dia 21 de setembro - Dia Nacional de Luta das Pessoas Portadoras de Deficiências
O Dia Nacional de Luta das Pessoas Portadoras de Deficiências é comemorado desde 1982. Essa comemoração tem como um dos objetivos principais mostrar a importância da luta de todos os portadores de deficiência seja física, mental ou sensorial (cegos e surdos-mudos). Esta luta busca a garantia da acessibilidade, como o direito de ir e vir pelos diversos espaços de forma digna e com segurança; o acesso aos ambientes de arte e lazer sem necessitar sentar-se nas últimas fileiras, o respeito, o exercício da cidadania sem preconceito e discriminação. A luta deste dia é por uma sociedade da inclusão.
A Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF) traz o conceito de que as “as deficiências são problemas nas funções ou nas estruturas do corpo com um desvio importante ou perda”. “Trata-se de um problema de relações sociais e não simplesmente de condições médica...”, ou seja, resultante da interação entre as condições socioeconômicas, culturais e morais e os aspectos biomédicos que cercam a vida dos deficientes (OMS, 2001; Farias & Buchalla; 2005).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente no Brasil existem mais de 25 milhões de pessoas com deficiência. Segundo o Instituto, daqueles que declararam algum tipo de deficiência, aproximadamente 70% afirmaram não sair de casa por problemas socioeconômicos ou por falta de informações.
Ainda segundo a pesquisa, apenas 3% das pessoas com deficiências, na faixa de 14 a 60 anos, são atendidas pelos serviços formais de educação, de saúde e de reabilitação. A Educação a Distância (EAD), por sua flexibilidade e utilização de tecnologias assistivas, pode e é um dos pilares de acesso a uma formação adequada para estas pessoas.
Conforme os números da deficiência no Brasil, 14,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. A maior proporção se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor no Sudeste (13,1%). Dos quase 25 milhões de deficientes no Brasil, a maioria é do sexo feminino (53,79%). A deficiência que mais atinge a população no Brasil é a visual (48,13%, contemplando 11,8 milhões de pessoas). No Brasil, 7 milhões de portadores de necessidades especiais são analfabetos.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Pelo menos 50 doenças podem ser transmitidas pelas fezes dos pombos
Apesar de parecerem inofensivos, os pombos podem ser uma ameaça à saúde humana. Pelo menos 50 doenças podem ser transmitidas pelas fezes do animal. No Brasil, o dado é ainda mais preocupante, Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades que mais concentram pombos em todo o mundo.
A mais grave doença é a meningite causada por fungos presentes nas fezes do animal. A contaminação causa dor no corpo, fraqueza, febre, dores musculares, surdez e cegueira.
Para especialistas, os animais podem não ser os transmissores diretos das doenças. Em alguns casos, os vírus hospedeiros chegam ao ser humano através de mosquitos que tiveram contato com os pombos.
Os especialistas aconselham não dar alimentos para evitar a proliferação dos animais.
Fonte: http://www.eband.com.br/
A mais grave doença é a meningite causada por fungos presentes nas fezes do animal. A contaminação causa dor no corpo, fraqueza, febre, dores musculares, surdez e cegueira.
Para especialistas, os animais podem não ser os transmissores diretos das doenças. Em alguns casos, os vírus hospedeiros chegam ao ser humano através de mosquitos que tiveram contato com os pombos.
Os especialistas aconselham não dar alimentos para evitar a proliferação dos animais.
Fonte: http://www.eband.com.br/
sexta-feira, 24 de junho de 2011
SUS gasta R$185 milhões com internações por acidentes no trânsito
Os ministérios da Saúde e das Cidades firmaram, em maio de 2011, o Pacto Pela Vida, um compromisso para estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões no trânsito nos próximos dez anos. O governo federal prepara um plano nacional de ações, que será lançado ainda este ano.
O impacto dos acidentes de trânsito no atendimento da rede pública de saúde e a necessidade de reforçar ações de prevenção em todo o país foram citados durante palestra do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no 14º Congresso Nordestino de Neurocirurgia, realizada na última sexta-feira (17), em Teresina, Piauí. Segundo ele, o país vive epidemia de acidentes de motocicletas, que resultam em mortes, lesões e aumento da demanda e custos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Padilha ressaltou a necessidade de concentrar esforços não só em tratamento e no atendimento do paciente, mas principalmente em prevenção e promoção da saúde. Com os avanços em saneamento básico e na prevenção de doenças infecciosas no país, aumentou a proporção de óbitos por doenças crônicas e degenerativas.
A principal causa de morte no Brasil hoje são as doenças cerebrovasculares (como o AVC), seguido pelas neoplasias e causas externas, como violência e acidentes de trânsito.
Fonte: isaude.net
terça-feira, 21 de junho de 2011
Pobreza extrema atinge 4 milhões de lares no Brasil
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social com base no Censo 2010, há 4 milhões de domicílios miseráveis no País. Em 1,62 milhão desse total vivem famílias que não têm renda. Em 1,19 milhão de moradias a renda familiar é de R$ 1 a R$ 39 mensais per capita e em outro 1,19 milhão as famílias vivem R$ 40 a R$ 70.
Além da baixíssima renda, os extremamente pobres têm em comum o fato de viverem em domicílios com pelo menos um tipo de carência por serviços básicos, como energia elétrica, abastecimento de água, rede de saneamento ou coleta de lixo.
Ranking
O estado com o maior número absoluto de miseráveis é a Bahia, onde estão 2,4 milhões, ou 14,8% da população extremamente pobre. Os baianos miseráveis são 17,7% dos habitantes do Estado. No Maranhão, no entanto, está a maior proporção de miseráveis. Um em cada quatro moradores vive com renda familiar per capita entre zero e R$ 70 - um total de 1,7 milhão de pessoas, que representam 25,7% da população.
Seis Estados (PA, MA, CE, PE, BA e SP) têm, cada um, mais de 1 milhão de moradores em extrema pobreza. Juntos, eles concentram 9,4 milhões de miseráveis, ou 58% do total.
São Paulo
Estado mais populoso do país, São Paulo tem 1,084 milhão de pessoas que vivem em domicílios em situação de pobreza extrema - o que representa só 2,6% do total de habitantes.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Dia 31 de Maio é o Dia Mundial Sem Tabaco
O tabagismo é considerado um problema de saúde pública mundial, uma pandemia.
A campanha para acabar com o fumo visa diminuir a taxa de 6 milhões de mortes em 2011, segundo informa a Organização Mundial da Saúde (OMS). Se nada for feito, em 2030 serão 8 milhões ao ano.
Segundo a OMS, 10% dos que morrem por causa do tabagismo são fumantes passivos. Em 2011, estima-se que sejam 600 mil.
O tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer e 20% das mortes por ataque cardíaco.
Vale lembrar e/ou relembrar que:
- O tabagismo é o mais importante Fator de Risco para doença obstrutiva do coração, cérebro e pernas;
- Existem 1,2 bilhão/fumantes (1/3 da população maior de 15 anos);
- É a principal causa de morte evitável;
- No Brasil são 30 milhões de fumantes;
- No Brasil 23 pessoas morrem por hora por doenças relacionadas ao tabagismo;
- Mortes prematuras / ano: 200 mil;
- Mortes indiretas (fumante passivo) / ano: 35 mil;
- O fumo modificou a mortalidade cardiovascular, hoje ela está declinando no homem (que está abandonando o habito de fumar) e aumentando na mulher ( que está fumando mais o que o homem);
- Crianças com 7 anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros durante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças.
Risco de desenvolver doenças:
- Angina e infarto: nos fumantes risco 1,7 x maior;
- Morte Súbita (35-54 anos) como primeira manifestação da doença cardíaca: no fumante risco 2 a 3 x maior;
- Derrame cerebral: risco 2 a 5 x maior;
- Cancer de Pulmão: risco 12 a 20 x maior;
- Enfisema e Bronquite: risco 10 x maior.
- Fumantes que utilizam pílula anticoncepcional tem um risco de ter Infarto; Embolia Pulmonar; Tromboflebite, 10 vezes maior.
Dados obtidos no Journal of Occupatinal Medicine mostram que:
Fumantes exigem 114% mais tempo de internação;
Faltam ao trabalho 40% mais que os não fumantes;
Custam 26% mais em despesas com saúde.
A campanha para acabar com o fumo visa diminuir a taxa de 6 milhões de mortes em 2011, segundo informa a Organização Mundial da Saúde (OMS). Se nada for feito, em 2030 serão 8 milhões ao ano.
Segundo a OMS, 10% dos que morrem por causa do tabagismo são fumantes passivos. Em 2011, estima-se que sejam 600 mil.
O tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer e 20% das mortes por ataque cardíaco.
Vale lembrar e/ou relembrar que:
- O tabagismo é o mais importante Fator de Risco para doença obstrutiva do coração, cérebro e pernas;
- Existem 1,2 bilhão/fumantes (1/3 da população maior de 15 anos);
- É a principal causa de morte evitável;
- No Brasil são 30 milhões de fumantes;
- No Brasil 23 pessoas morrem por hora por doenças relacionadas ao tabagismo;
- Mortes prematuras / ano: 200 mil;
- Mortes indiretas (fumante passivo) / ano: 35 mil;
- O fumo modificou a mortalidade cardiovascular, hoje ela está declinando no homem (que está abandonando o habito de fumar) e aumentando na mulher ( que está fumando mais o que o homem);
- Crianças com 7 anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros durante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças.
Risco de desenvolver doenças:
- Angina e infarto: nos fumantes risco 1,7 x maior;
- Morte Súbita (35-54 anos) como primeira manifestação da doença cardíaca: no fumante risco 2 a 3 x maior;
- Derrame cerebral: risco 2 a 5 x maior;
- Cancer de Pulmão: risco 12 a 20 x maior;
- Enfisema e Bronquite: risco 10 x maior.
- Fumantes que utilizam pílula anticoncepcional tem um risco de ter Infarto; Embolia Pulmonar; Tromboflebite, 10 vezes maior.
Dados obtidos no Journal of Occupatinal Medicine mostram que:
Fumantes exigem 114% mais tempo de internação;
Faltam ao trabalho 40% mais que os não fumantes;
Custam 26% mais em despesas com saúde.
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