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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Entendendo a dor lombar - vídeo

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Anatomia da Coluna Lombar - vídeo em inglês

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Hospital encontra excesso na indicação de cirurgia de coluna



Um programa do hospital Albert Einstein está reavaliando indicações de cirurgias de coluna. Em dois anos, dos 1.679 pacientes que chegaram com pedido médico para a operação, só 683 (41%) foram confirmados como realmente necessários.

Os resultados foram apresentados anteontem em fórum internacional de qualidade e segurança do paciente, em Londres.

O programa atende pacientes particulares e de planos de saúde (Bradesco, Marítima e SulAmérica), que são encaminhados pelo próprio convênio para uma segunda opinião médica.

Além do diagnóstico, o acordo entre o hospital e os planos prevê reabilitação para os casos não cirúrgicos.

A iniciativa está causando polêmica entre os cirurgiões cujos diagnósticos foram questionados. O caso foi discutido na câmara técnica de implantes da AMB (Associação Médica Brasileira), que o encaminhou ao Conselho Federal de Medicina.

"Isso fere um preceito básico da ética médica que é um médico interferir ou mudar a conduta de outro. A indicação de cirurgia é prerrogativa do médico do paciente", afirma o neurocirurgião Marcelo Mudo, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

O excesso de cirurgias de coluna e as sequelas (perda da mobilidade, por exemplo) que ocorrem quando ela é mal indicada são largamente documentados em estudos. Os procedimentos custam até R$ 200 mil e mais da metade desse valor se refere a dispositivos (pinos, parafusos etc).

Nos EUA, o número e os custos dessas cirurgias dispararam na última década e elas estão agora na mira do governo federal. Há a suspeita de que os médicos estejam indicando mais porque ganham benefícios da indústria.

Segundo o médico Claudio Lottenberg, presidente do Einstein, o projeto é uma tentativa de evitar esses conflitos e padronizar procedimentos. "Queremos o melhor para o paciente e para o sistema de saúde como um todo, não para a fábrica de implantes."

Os planos de saúde que participam da iniciativa economizaram R$ 54 milhões com as cirurgias não realizadas. Lottenberg diz que o grupo segue estritamente protocolos clínicos e não há intenção de favorecer convênios.

O médico Mario Ferretti, gerente de ortopedia do Einstein, afirma que a maioria das indicações cirúrgicas desnecessárias era relativa a diagnósticos associados a outras doenças não detectadas.

"O paciente pode até ter uma hérnia de disco, mas pode ser que outras patologias, como fibromialgia ou esclerose múltipla, sejam a real causa da dor na coluna."

No hospital, a equipe de atendimento tem ortopedistas, fisiatras e fisioterapeutas. "Não colocamos cirurgiões de propósito, para não ter viés. Os clínicos estão capacitados a fazer o diagnóstico. Se há dúvida, acionamos os cirurgiões", diz Ferretti.

Segundo dados do projeto, pacientes que adotaram tratamentos não invasivos, como fisioterapia, tiveram redução da dor e relataram melhoria de qualidade de vida.




http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1265817-hospital-encontra-excesso-na-indicacao-de-cirurgia-de-coluna.shtml

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dor: não aguento mais - Série de reportagens do JR



Nova série do JR fala sobre o drama de quem sofre com dores. Dor de dente, cabeça, coluna e muito mais.
Vale a pena assistir!


14/01/2013: Nova série do JR mostra o drama de pessoas que são obrigada a viver com a dor
O repórter Carlos Dorneles acompanhou a luta de quem convive há anos com a dor e busca a todo custo amenizar o sofrimento. Descubra como a medicina avança para ajudar essas pessoas na primeira reportagem da série Dor, Não Aguento Mais.



15/01/2013: Dor, Não Aguento Mais: métodos simples podem aliviar dores crônicas

De repente uma incômoda dor nas costas. O diagnóstico: uma inflamação na hérnia de disco, que vira um problema crônico. Você certamente conhece alguém que já tenha passado por isso. A dor na coluna atinge milhões de brasileiros. Na reportagem de desta terça (15) da série Dor, Não Aguento Mais, o repórter Carlos Dorneles vai mostrar que métodos simples podem aliviar - e muito - essa dor.




16/01/2013: Médicos garantem que a pedra no rim pode causar uma das piores dores
Na reportagem da série Dor Não Aguento Mais, o repórter Carlos Dorneles mostra o drama de pacientes em meio a fortes crises. e aqueles que foram obrigados a mudar os hábitos para prevenir as dores.





18/01/2013: Dor, Não Aguento Mais: conheça a temida herpes zoster
Uma doença na pele que provoca inflamações e dores fortíssimas. É o herpes zoster, que aparece com pequenas bolhas e rapidamente se espalha pelo corpo. A reportagem desta sexta-feira (18) da série Dor, Não Aguento Mais o repórter Carlos Dorneles vai mostrar como o estresse e a vida agitada das grandes cidades contribuem para o aparecimento da doença.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cartilha Coluna - Sociedade Brasileira de Reumatologia


O link abaixo é de uma cartilha produzida pela Sociedade Brasileira de Reumatologia para orientação sobre os problemas da coluna. Muito bom material para distribuir aos pacientes.

http://reumatologia.org.br/mural/arquivos/Cartilha%20Coluna.pdf

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sedentarismo faz com que 34% dos jovens sofram de dores nas costas



Passar muito tempo sentado em frente à TV ou ao computador, uso errado do notebook, vida sedentária e posturas incorretas fazem com que as pessoas tenham dores nas costas cada vez mais cedo. O problema incomoda 34% dos jovens de 16 a 24 anos, segundo uma pesquisa realizada pela empresa Mintel, do Reino Unido. Os dados são do jornal Daily Mail.

O levantamento realizado com britânicos constatou que a proporção de jovens com dores na coluna é semelhante à dos aposentados, já que 38% dos voluntários com mais de 65 anos relatam o desconforto. Dois quintos dos britânicos de todas as idades sofrem de dor nas costas.

“Muito tempo sentado enfraquece o tônus muscular e isso pode levar a dor nas costas”, disse a porta-voz da empresa de pesquisa, Michelle Strutton. “Muitos jovens levam uma vida sedentária e a falta de esporte pode muito bem contribuir para a dor nas costas, bem como a má postura”, completou.

E aqui no Brasil, não está muito diferente... As pessoas estão cada vez mais sedentárias, a obesidade vem aumentando de maneira alarmante até mesmo nas crianças e isso só pode trazer consequências desastrosas: aumento de doenças e dores no geral.

A receita para mudar esse quadro é simples: alimentação saudável, prática de atividade física regular e correção das posturas viciosas que geram dor.

Vale a pena tentar! Seu corpo e sua saúde agradecem!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Peso da indústria pode estimular mais cirurgias de coluna



Cirurgias de coluna, especialmente as de hérnia de disco, estão na mira do governo dos EUA. Os custos com esse procedimento passaram de US$ 345 milhões em 1997 para US$ 2,24 bilhões em 2008.

Como pano de fundo, há os conflitos de interesses entre cirurgiões e a indústria de próteses (pinos, placas e outros materiais), que já estão sendo investigados pelo Congresso.

A suspeita é que os médicos estariam indicando cirurgias desnecessárias em troca de comissões.

Um relatório divulgado em 2011 pelo "Wall Street Journal" mostrou que cinco cirurgiões do Norton Hospital, no Kentucky, receberam, cada um, US$ 1,3 milhão da Medtronic, líder em dispositivos para cirurgia na coluna.

A empresa afirmou que o dinheiro se refere a royalties, porque os médicos ajudaram no desenvolvimento dos dispositivos. O curioso é que esses médicos estão entre os que mais indicam as cirurgias no sistema público de saúde americano, o Medicare.

Só os parafusos usados para perfurar a coluna custam US$ 2.000 cada um. Mas, segundo o Medicare, o custo de fabricação não passa de US$ 100.

"Você pode facilmente colocar US$ 30 mil em materiais durante uma cirurgia de hérnia de disco", diz Charles Rose, cirurgião de coluna da Universidade da Califórnia que criou o grupo "Associação de Ética Médica" para combater os conflitos de interesse.

"Muitas cirurgias estão sendo feitas em situações em que não há evidência de que vão funcionar", afirmou à Folha Rosemary Gibson, autora do livro "The Treatment Trap".

TAMBÉM NO BRASIL

No Brasil, a situação é parecida, segundo o cardiologista Bráulio Luna Filho, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina). "O problema é que ninguém denuncia. Mas o que anda acontecendo é criminoso."

Segundo ele, o Cremesp discute criar uma resolução estadual que discipline os conflitos de interesses na área de medicamentos e de dispositivos.

"Sabemos dos exageros, mas fazemos de conta que não sabemos", diz Guilherme Barcellos, pesquisador especializado em conflitos de interesse.

Em 2010, o CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou uma resolução que proíbe comissões para a prescrição de materiais implantáveis, órteses e próteses. A resolução também impede que o médico exija a marca do material a ser usado.

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1090514-peso-da-industria-pode-estimular-mais-cirurgias-de-coluna.shtml

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sua postura é correta??




Fonte: SportLife nº 125


Apenas para informação: todas as pessoas tem cifose e lordose. São curvaturas fisiológicas. A exacerbação ou diminuição destas curvaturas é que se tornam disfunções: O aumento das curvaturas é chamado de hiper lordose e hiper cifose e sua diminuição nomeia-se retificação da lordose e retificação da cifose.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Peso das mochilas deve ser limitado


A Câmara dos Deputados aprovou um projeto para reduzir o peso das mochilas usadas por estudantes. O projeto ainda precisa ser votado pelo Senado para entrar em vigor.


Só que ao invés do limite previsto de 15%, este deveria ser de 10% para evitar sobrecarga das articulações e alterações posturais tão comuns nessa fase. Alguns estudantes apresentam dor e desvios da coluna que podem se agravar com o uso de mochilas muito pesadas e de maneira errada. O ideal é que a mochila tenha duas alças largas e acolchoadas e que fique bem posicionada na coluna. Mochilas com rodinhas não são a melhor opção por conta da torção feita na coluna para puxá-la.

Além disso é importante ressaltar que a escola tem papel fundamental no combate e educação quanto aos problemas posturais, devendo realizar avaliações posturais e também propor outras alternativas para os alunos não terem de carregar tantos livros e cadernos diariamente. Quem sabe armários para deixar os livros???  Melhorar a distribuição das aulas para que não seja necessário levar vários cadernos por dia??

Vale a pena pensarmos e levarmos isso como pauta de discussão nas reuniões de pais nas escolas. Pra mudar tem que ter atitude! Juntos podemos mais!

http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/peso-das-mochilas-escolares-deve-ser-limitado/1919433/

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Reeducação Postural - Como cuidar da sua postura

Com os desgastes da vida moderna, adotamos comportamentos inadequados que favorecem o aumento de sobrecarga e tensões nos tendões, articulações e músculos, deixando-nos mais sensíveis às dores osteo-musculares, que ocorrem como consequências destas sobrecargas.

A incidência dos problemas relacionados com as dores da coluna é tão frequente e usual que deve ser estudada como se fosse uma doença epidêmica e social. Todos os autores que estudam esse tema, afirmam que, em torno de 80% da população já teve ou terá pelo menos um episódio de dor na coluna ao longo da vida.

Está comprovado que as dores da coluna são mais frequentes entre 25 e 45 anos de idade, em ambos os sexos, atingindo assim o ser humano no período de maior produtividade. Segundo estudos, a melhora da lombalgia pode ser vista em 50% das pessoas na primeira semana independente do tratamento. 90% dos casos de lombalgia melhoram em até 6 semanas e os outros 10% após 6 meses.

A dor nas costas pode ser considerada crônica quando está presente por mais de 3 meses. E deve ser prevenida, uma vez que, seu tratamento é complexo e envolve uma equipe multidisciplinar, como fisioterapeuta, médico, psicóloga, nutricionista entre outros.

A prevenção é a melhor maneira de evitar este sofrimento e está baseada em hábitos saudáveis, exercícios regulares e controle da postura.

Causas de dores na coluna: posturas incorretas, sedentarismo, obesidade, fatores psicológicos e emocionais, trauma, excesso de peso, movimentos repetitivos, tabagismo, além de suscetibilidade individual.
 
Anatomia da coluna vertebral: a coluna vertebral é dividida em coluna cervical (7 vértebras), torácica ou dorsal (12), lombar (5), sacro (5) e cóccix (4). A coluna vertebral possui as funções de permitir o movimento e a deambulação, sustentação da cabeça, manutenção do equilíbrio do corpo além de proteger a medula espinhal.


Quando vista de lado, mostra curvaturas que são fisiológicas (normais) chamadas de cifose e lordose, que são responsáveis pela flexibilidade e capacidade de absorver choques. Existe lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e cifose sacral.

A diminuição ou ausência da curvatura é chamada de retificação.

A cifose exagerada é anormal e se chama hipercifose, e a lordose exagerada também é anormal e é chamada hiperlordose.

De costas a coluna vertebral deve ser reta, e se observada nesta posição apresentar uma inclinação para o lado, dizemos que a coluna apresenta uma escoliose.


Entre as vértebras existem discos intervertebrais, que são compostos pelos anéis fibrosos (que impedem a exteriorização do núcleo pulposo) e pelo núcleo pulposo. Eles servem como amortecedores, protegendo as articulações de lesões de compressão, permitindo movimentos bem como limitando movimentos das vértebras. Na lombar os discos são maiores, porque é onde temos mais sobrecarga. Entre os 30 a 50 anos de idade, inicia-se o processo de envelhecimento do disco, ocorrendo uma desidratação dos discos e podendo ocorrer microtraumatismos, devido a má postura  que adotamos. Além disso, os anéis vão ficando mais rígidos, mais propensos à lesão e à herniação do núcleo de encontro as raízes nervosas ou medula.


Quando ocorre o deslocamento do núcleo pulposo e o rompimento do anel fibroso, é o que chamamos de Hérnia de Disco, que será sintomática se houver a compressão de raízes nervosas ou medula. A coluna cervical e a lombar são as regiões mais afetadas pela Hérnia de Disco. Os sintomas são: dores na coluna com irradiação ou localizada (cuja intensidade varia de caso para caso), formigamentos, diminuição da sensibilidade, fraqueza muscular, reflexo diminuído, aumento da dor ao tossir ou espirrar.

Quando a dor na lombar irradia para os membros inferiores, ela é chamada de Lombociatalgia. E quando a dor é na cervical e irradia para a cabeça e/ou membros superiores, ela é chamada de Cervicobraquialgia.

O Abaulamento Discal e a Protrusão Discal precedem a Hérnia Discal, ou seja, se não tratado o abaulamento e a protrusão poderão evoluir para uma Hérnia de Disco. A diferença entre eles é que no abaulamento e na protrusão discal, o deslocamento do núcleo pulposo não provoca o rompimento do anel fibroso,  somente o estiramento do anel, sendo o abaulamento menor que a protrusão.

Coluna: Mitos x Verdades

A coluna vertebral (ráquis) é composta por ossos sobrepostos que são chamados vértebras. Ela é responsável pela sustenção da cabeça, fixação das costelas e músculos do dorso, além de responspavel pelo equilíbrio corporal devido suas curvaturas fisiológicas. Superiormente, a coluna se articula com o osso occipital (crânio); inferiormente se articula com o ilíaco (quadril). A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: cervical, torácica, lombar e sacro-coccígea. São 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas, 5 vértebras lombares, 5 sacrais e 4 coccígeas; estas duas últimas regiões sem movimentos.
Dores na coluna são frequentes em grande parte da poulação, e com isso muitos mitos são criados. Esse post tem o objetivo de explicar alguns dos mitos e verdades existentes sobre esse assunto.

1. Cruzar as pernas pode prejudicar a coluna?
VERDADE. Quando cruzamos a perna, a coluna se desvia para a esquerda ou para direita devido o desequilíbrio na região pélvica e também pode alterar a circulação sanguínea.

2. Dormir no chão ou em colchão duro (ortopédico) é bom para as costas?
MITO. A rigidez do colchão pode agravar a contratura muscular e a dor. O correto para escolher o colchão é obedecer a regra da densidade (peso x altura) e dormir na postura correta.

3. Fumantes têm mais dores nas costas que indivíduos não fumantes?
VERDADE. É sabido que o cigarro faz mal para vários órgãos do corpo e essa regra também se aplica à coluna. Os fumantes inalam mais substâncias tóxicas que prejudicam a circulação no disco intervertebral e consequentemente provocam mais dor na região.

4. Travesseiro muito alto prejudica a coluna?
VERDADE. O travesseiro deve obedecer a altura entre a orelha e o ombro para que a cabeça fique apoiada confortavelmente e evite aumentar a curvatura fisiológica e gerar sobrecarga musculoarticular.

5. Fazer alongamento é bom pra coluna?
VERDADE. Os exercícios de alongamentos são bons para todos os músculos do corpo, pois fazem com que recebam mais oxigênio e sangue. Músculos alongados e fortes evitam desequilíbrios posturais e dores por contraturas.

6. Todos que têm dor nas costas devem fazer Ressonância Magnética?
MITO. Quem verifica a necessidade da realização de algum exame específico é o médico. Muitas vezes o diagnóstico clinico é suficiente para solucionar o problema, em outros casos a RM se faz necessária, mas vale lembrar que o médico trata o paciente (sintomas) e não apenas o exame.

7. Cirurgia é a única opção para hérnia de disco?
MITO. Hérnias de disco são causas comuns de dores nas costas, porém em sua maioria não são tratadas inicialmente com cirurgia. O médico (ortopedista, neurocirurgião) deve fazer uma avaliação completa do quadro, sinais e sintomas de cada paciente, para então indicar a cirurgia como tratamento inicial. Geralmente isso ocorre em casos graves. No entanto, estudos têm mostrado que apenas 5% dos indivíiduos com dor na coluna são subetidos à cirurgia. O tratamento conservador deve ser, na maioria das vezes, a primeira escolha. Analgésicos, antiinflamatórios, antidepressivos, acupuntura, fisioterapia, cinesioterapia - técnicas de alongamento, fortalecimento muscular e reeducação postural tais como pilates, rpg, isostretching deve ser tentados primeiramente e mostram resultados muito positivos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Manter boa postura aumenta a tolerância à dor e reduz o nivel de stress

Andar com a coluna ereta transmite uma imagem positiva, elegante e ainda reduz a sensibilidade à dor, diz pesquisa das universidades do Sul da Califórnia e de Toronto divulgada esta semana. No estudo, publicado na revista "Journal of Experimental Social Psychology", os autores afirmam que adotar uma postura dominante faz com que as pessoas se sintam poderosas e fortes emocionalmente. Estes novos dados reforçam outros que indicam que a postura correta eleva o nível de testosterona, que aumenta a tolerância à dor, e reduz o de cortisol, o hormônio do estresse.

Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que, ao longo da vida, 80% da população mundial têm pelo menos um episódio de dor na coluna. E o sintoma, que era mais comum a partir dos 40 anos, hoje é queixa também entre adolescentes e jovens: 5,3 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco.

Medidas simples em casa, no trânsito e no trabalho podem evitar os desvios e as dores nas costas. O fisioterapeuta Eduardo Cadidé, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC), lembra que a prevenção inclui manter o peso corporal correto, fortalecer a musculatura e reeducação postural, medidas que podem ser tomadas em qualquer idade.

- Má postura, inclusive durante o sono, exercícios mal feitos, repetição de movimentos e hereditariedade são as principais causas de dores nas costas - diz Cadidé, que em parceria com o fisioterapeuta Helder Montenegro, lançou a cartilha "Guia de postura Dr. Coluna", da qual selecionamos algumas dicas para os leitores.

Cirurgia de coluna só em último caso
Para as pessoas que já sofrem com as dores de coluna há opções de tratamento eficazes, diz Cadidé, incluindo medicamentos, técnicas de fisioterapia, como reeducação postural global (RPG), pilates, acupuntura e, em poucos casos, as cirurgias.

- Uma alternativa eficaz é o método Reconstrução Músculo Articular (RMA), com índice de sucesso de até 87%, especialmente em casos de hérnia de disco - afirma Cadidé. A técnica associa fisioterapia manual, mesas de tração e descompressão, aparelho que trabalha o músculo transverso do abdômen e exercícios de musculação.

Ilídio Pinheiro, chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio, reforça que é preciso corrigir a postura e evitar a sobrecarga nas vértebras, devido a movimentos inadequados e esforços físicos, como, por exemplo, inclinar o tronco para frente ao levantar um peso. E lembra que fatores psicológicos, entre eles ansiedade e estresse, influenciam no aparecimento ou na persistência das dores de coluna:  Erros de postura muitas vezes estão associados ao estado emocional.

Antes de indicar qualquer tratamento, é preciso ter o diagnóstico exato, que dependerá de exame clínico detalhado e de imagens - sempre iniciando com radiografia simples - e testes laboratoriais. Drogas só com receita médica, alerta o especialista.

- Medicamentos, principalmente anti-inflamatórios, devem ser usados com moderação e em pacientes sem contraindicações, como úlcera, cardiopatias e alergias. A cirurgia é reservada para os casos graves ou pacientes que não respondem ao tratamento convencional - comenta.

Medicamentos só por pouco tempo

Já o médico Renato Tavares, do Centro de Tratamento das Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), diz que uma das principais queixas é a lombalgia, que pode ser causada por contraturas musculares, artrose, estreitamento do canal lombar, traumatismos, hérnia, infecções, osteoporose e outras doenças reumatológicas. Além da dor pode haver sintoma de dormência e fraqueza das pernas ou dos pés.

- A lombalgia é comum em pessoas ansiosas e estressadas - diz Tavares, acrescentando que prevenir a dor nas costas é mais fácil do que tratar uma lesão; e que os exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura da coluna, do abdômen e das pernas devem ser feitos pelo menos três vezes por semana.
Outra reclamação frequente é o bico de papagaio (a osteofitose ), a formação óssea anormal na proximidade das articulações das vértebras devido à sobrecarga local. Dores fortes e sensação de queimação nas costas são alguns de seus sintomas.

- Nesses casos, a prática de RPG traz excelentes resultados - diz o médico Marcio Taubman, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. - Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, pode causar o bico de papagaio.

Os médicos reforçam que os medicamentos devem ser usados com receita e apenas para aliviar a dor nos períodos de crise, pois não são isentos de efeitos colaterais, como, por exemplo, gastrite ou problemas nos rins. E quando a queixa persiste além de seis meses, mesmo com tratamento clínico, deve-se considerar a necessidade de cirurgia, diz Tavares

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Orientações posturais


O dia a dia das vértebras não é fácil: elas precisam sustentar o tronco e ainda se dobrar aos nossos desejos, por mais triviais que eles sejam. Para piorar, tamanha labuta geralmente é recompensada com falta de consideração — afinal, quantas pessoas se preocupam, nas suas próprias tarefas, em não forçar esse conjunto de ossos? E a união entre sobrecarga e descaso costuma ter apenas um desfecho: dor.

Com o intuito de assegurar o direito à saúde da espinha dorsal, a Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna elaborou um novo guia que visa corrigir posturas do nosso cotidiano, como sentar-se em frente ao computador e até escovar os dentes.

80% das pessoas ao redor do globo já tiveram ou terão, ao longo da vida, ao menos um episódio de dor na coluna;

5,3 milhões de brasileiros sofrem com a hérnia de disco;

13% das consultas médicas são decorrentes de incômodos na região lombar.

O novo aliado da coluna
Um aparelho faz o próprio corpo aprender a preservar as costas de maneira eficaz
Seu nome, Stabilizer, já sugere o que ele faz. apesar de simples — trata-se de uma almofada especial colocada na região lombar durante a fisioterapia —, o equipamento "ensina" o corpo a contrair os músculos multífidos, localizados ao longo das vértebras. Treinada, essa musculatura é capaz de manter a espinha alinhada e de amortecer impactos. Só para citar um caso, pesquisadores australianos descobriram que quase todos os indivíduos com hérnia de disco tinham esses auxiliares da coluna atrofiados.

Como funciona
Ele faz as costas aguentarem as exigências do cotidiano.
Os multífidos são músculos profundos. Para acioná-los, é preciso estimular uma cadeia muscular que começa pelo transverso do abdômen. Só que contrair o transverso não é fácil — e mais, cada um o ativa de um jeito diferente. O Stabilizer ajuda a detectar quando o músculo é exigido. a partir daí, basta repetir o movimento que deu certo até que ele seja automatizado.

Orientações Práticas

1. Levantar-se da cama

Usar os músculos próximos do umbigo e os das costas para se erguer pode agredir as vértebras logo ao raiar do dia. Em vez disso, apoie-se nos braços, mais fortes e preparados, enquanto coloca as pernas para fora do leito. É importante realizar movimentos vagarosos quando se acorda. Após várias horas de sono, a musculatura não responde bem aos nossos pedidos e uma exigência intensa costuma terminar em incômodo.
Quando despertar, cuidado com o pescoço. Uma levantada brusca aumenta o risco de torcicolo.

2. Amarrar os sapatos

Inclinar-se demais para alcançar o cadarço é proibido. Quanto ao que se recomenda, há quem sugira cruzar as pernas. E isso é efetivo, porém, na prática, as pessoas têm dificuldades para adotar essa posição dos dois lados. Uma alternativa simples é buscar um apoio que eleve bastante o pé.

3. Escovar os dentes

De pé, a inclinação para a frente típica da escovação joga toda a pressão da gravidade diretamente nos discos vertebrais. Para acabar com a mania, coloque uma mão na pia e mantenha esse braço estendido. Deixar um dos membros inferiores dobrado, como na ilustração à direita, ativa uma musculatura do abdômen apta a suportar cargas, distribuindo melhor o peso corporal.

4. Dirigir

O caminho ao trabalho, quando percorrido de carro, apresenta ameaças específicas. A primeira — e talvez a maior delas — é o senso comum. Grande parte da população acha que o encosto deve ficar a 90 graus com relação ao banco. Isso aumenta a compressão sobre as vértebras. O ideal é abrir essa angulação um pouquinho, em torno de 100 a 110 graus. Certifique-se também de que os braços estejam suavemente dobrados e que as mãos fiquem logo acima da metade do volante. Se estiverem firmadas na parte de baixo, o trapézio reclama. Se ficarem muito no alto, é a região cervical que padece.
Em torno de 80% das dores lombares não têm razão conhecida. O jeito é se precaver em toda situação.

5. Mexer no computador


O escritório é um dos ambientes que mais causam transtornos à coluna pelo tempo sentado de maneira errada em frente ao monitor. Se em muitos casos não dá para fugir desse cara a cara prolongado com o computador, pelo menos é possível se relacionar com ele sem machucar tanto as costas. Comece pela tela: deixe-a a um braço de distância e certifique-se de que o topo dela esteja alinhado com a sua linha de visão. As coxas devem estar paralelas ao chão. E você reparou no apoio para os pés? Ele auxilia o retorno venoso e impede que as nádegas venham para a frente. mas não pode possuir mais do que 15 centímetros, sob o risco de desalinhar as pernas. Os braços devem estar em ângulo de 90 graus, apoiados e alinhados para evitar sobrecarga e dores nos punhos, porém a figura acima não mostra tal orientação.

6. Pegar uma criança no colo


Nada melhor do que tirar seu filho do chão e abraçá-lo assim que chegar em casa, não? Para não ter que abdicar desse hábito, ajoelhe-se em vez de dobrar o tronco quando for envolvê-lo em seus braços. E, na hora de se levantar, deixe-o bem junto do tórax.

7. Dormir

Para permitir que a coluna descanse, prefira repousar de lado e lance mão de um travesseiro que deixe o pescoço reto. Uma almofada entre as pernas alinha os ossos, diminuindo a probabilidade de uma lombalgia. Agora, atenção! Nada disso faz efeito se o colchão for mole ou duro demais.

Logo mais vou postar orientações de travesseiros e colchões também penssando em evitar dores nas costas e melhorar a qualidade do sono.

Seguindo essas dicas fica muito mais fácil evitar dores nas costas.