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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cinco hábitos saudáveis reduzem pela metade o risco de AVC em mulheres


Segundo nova pesquisa, entre esses hábitos estão alimentar-se bem, exercitar-se e não exagerar no álcool

Adotar um estilo de vida saudável pode de reduzir pela metade o risco de acidente vascular (AVC) isquêmico entre o sexo feminino. Segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira, mulheres que se alimentam corretamente, praticam exercícios, consomem álcool com moderação, têm um peso saudável e não fumam são 54% menos propensas a apresentar o problema.

O estudo, divulgado na revista médica Neurology, foi feito na Suécia com 31 696 mulheres de 60 anos, em média. Todas responderam a um questionário com 350 perguntas sobre alimentação e estilo de vida. A partir disso, os pesquisadores as acompanharam por dez anos.

O estudo considerou que um estilo de vida saudável incluía os seguintes fatores: beber álcool moderadamente (até três a nove doses por semana); seguir uma dieta saudável (medida pela quantidade e frequência do consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis); praticar atividade física (pelo menos 40 minutos de exercícios aeróbicos por dia e uma hora de atividades de força por semana); manter um peso saudável (com IMC de até 25); e não fumar.

Entre as participantes do estudo, apenas 589 (ou 1,8%) apresentavam todos esses fatores de estilo de vida saudável. Por outro lado, 1 535 (4,8%) mulheres não mantinham nenhum desses cinco hábitos.

Hábitos — A pesquisa mostrou que cada fator de vida saudável é capaz de, sozinho, diminuir o risco de sofrer um derrame. Seguir uma dieta correta, por exemplo, contribui com uma redução de 13% desse risco, enquanto não fumar evita 17% dos casos de AVC em um período de dez anos, por exemplo. Já a prática de atividade física pode prevenir 9% dos derrames. Além disso, segundo o estudo, todos os cinco hábitos, juntos, reduzem em 54% o risco de AVC em mulheres em comparação com não apresentar nenhum desses fatores.

“Pelo fato de as consequências de um derrame serem devastadoras e irreversíveis muitas vezes, a prevenção é muito importante. Os nossos resultados são animadores pois indicam que dieta e estilo de vida saudáveis podem reduzir o risco do problema substancialmente, e esses fatores são escolhas que as pessoas podem fazer ou então melhorar”, diz Susanna Larsson, pesquisadora do Instituto Karolinska, na Suécia, e coordenadora do estudo.

Como evitar - dicas:

Controlar a hipertensão

A hipertensão é a principal desencadeadora do AVC, isquêmico ou hemorrágico. Ela pode causar lesões nas paredes internas das artérias, tornando-as menos elásticas e mais predispostas a entupimento e endurecimento. "O tratamento da hipertensão, feito por meio de medicamentos, dieta e prática de atividade física, diminui em 90% o risco de um derrame em hipertensos", afirma Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Segundo ela, um estudo feito no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 80,5% dos pacientes admitidos por AVC isquêmico no pronto-socorro apresentavam antecedente de hipertensão arterial.

Exercitar-se

A prática de atividades físicas pode ajudar no controle do peso, na saúde do coração e na redução do risco de diabetes, hipertensão arterial e formação de coágulos sanguíneos — condições que podem levar ao derrame. Assim, exercitar-se melhora diversos fatores que aumentam o risco de AVC.

Monitorar o peso

A obesidade e o sobrepeso podem desencadear hipertensão e diabetes, fatores de risco do AVC. "Quem está acima do peso tem maior probabilidade de sofrer um derrame", diz Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

O cálculo do índice de massa corpórea (IMC), medida que relaciona altura, peso e nível de gordura, ajuda a determinar se o indivíduo está com o peso ideal.

Reduzir o colesterol

Altos níveis de LDL (conhecido como colesterol "ruim") no sangue favorecem a aterosclerose, que se caracteriza pela formação de placas de gordura nas paredes das artérias. A doença estreita e enrijece esses vasos e dificulta o fluxo sanguíneo. A lesão na parede das artérias pode, ainda, levar à formação de coágulos e, logo, ao AVC isquêmico. Uma dieta saudável e pobre em gorduras saturadas e trans ajuda a proteger a saúde cardiovascular.

Tratar o diabetes

O diabetes é o segundo principal fator de risco do AVC, por piorar a hipertensão arterial e contribuir na formação da aterosclerose. "O diabetes enrijece a parede arterial, que favorece o acúmulo de gordura no vaso, aumenta os níveis de insulina no sangue e altera o sistema circulatório e metabólico", diz Caio Focássio, cirurgião vascular da Santa Casa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Esse cenário facilita o surgimento de coágulos, que podem chegar ao cérebro, obstruir uma artéria e, assim, levar ao AVC isquêmico.


Seguir uma dieta balanceada

Alimentar-se bem é crucial para controlar o peso, a hipertensão, o diabetes e o colesterol. De acordo com Adriana Conforto, os três principais mandamentos de uma dieta anti-AVC são ingerir sal moderadamente (isto é, consumir no máximo 3 colheres [café] rasas por dia), comer oito a dez porções de frutas, verduras e legumes diariamente e, por fim, manter distância de alimentos gordurosos, principalmente aqueles com altos níveis de gorduras saturadas — como frituras e manteiga.

Ter uma gravidez saudável

A pré-eclâmpsia, doença que atinge entre 6 e 10% das gestantes, aumenta a pressão arterial e causa uma perda de proteínas pela urina na fase final da gravidez. Segundo a Associação Americana do Coração, mulheres com pré-eclâmpsia têm duas vezes mais probabilidade de sofrer um derrame — condição que, por sua vez, atinge três em cada 10 000 grávidas. A recomendação geral é que mulheres enquadradas no grupo de risco (aquelas com hipertensão crônica, diabetes e obesidade, por exemplo) tomem doses baixas de aspirina a partir do segundo trimestre de gestação. O médico decidirá o melhor para cada caso.

Manter a saúde cardíaca em dia

Doenças cardíacas podem formar coágulos no sangue e levar ao AVC isquêmico. São exemplos de moléstias relacionadas ao derrame a fibrilação atrial crônica, que é quando o coração bate num ritmo anormal e irregular, e a trombose coronariana, na qual uma artéria é bloqueada por um coágulo. A fibrilação atrial costuma ser controlada com medicamentos anticoagulantes e a trombose coronariana, popularmente conhecida como infarto do miocárdio, com antiagregantes. "Sobreviventes de um infarto do miocárdio podem ter mais placas de gordura pelo corpo, que levam aos coágulos. Esses trombos podem causar tanto um novo infarto, quanto um AVC. A diferença entre os dois é a localização da obstrução arterial", explica Álvaro Pentagna, neurologista do hospital São Luiz Itaim, em São Paulo.

Não fumar

Substâncias presentes no cigarro, como a nicotina, favorecem a degradação da parede arterial e, por isso, a formação de placas de gordura aderidas nos vasos. "Além disso, o cigarro tem componentes que promovem a coagulação, facilitando a formação de trombos e, consequentemente, do derrame", explica o cirurgião vascular Caio Focássio.

Beber álcool com moderação

O consumo exagerado de álcool faz com que o organismo desenvolva distúrbios de coagulação, como a aterosclerose, atrapalhando a circulação sanguínea. "Beber muito álcool favorece hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e transtornos metabólicos que comprometem a circulação sanguínea cerebral, predispondo ao AVC", diz a médica Elizabeth Batista, coordenadora de neurologia do hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro.

A neurologista Adriana Conforto recomenda a dose máxima de álcool diária de 30 gramas para o homem (equivalente a duas latas de cerveja ou duas taças de vinho de 150 ml ou duas doses de uísque de 50ml) e 15 gramas para a mulher (metade dessas doses).

Ficar atenta à combinação entre anticoncepcional e enxaqueca com aura

O estrogênio, hormônio presente na pílula, estimula a formação de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. Apenas o uso do anticoncepcional, porém, não eleva significativamente o risco do derrame. "Quando a mulher já tem um histórico de enxaquecas com aura, aquela que prejudica a visão nas crises, e toma anticoncepcional, precisa ficar atenta ao risco de AVC. Essas duas situações elevam a probabilidade de formação de coágulos", explica o neurologista Álvaro Pentagna.


Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cinco-habitos-saudaveis-reduzem-pela-metade-o-risco-de-avc-em-mulheres

quinta-feira, 13 de março de 2014

Aprenda como uma pessoa que teve AVC (com hemiparesia) deve se vestir


Como fisioterapeuta, sou da opinião que devemos incentivar todas as pessoas que sofreram lesões cerebrais a serem independentes e autonômas. No entanto, muitas vezes, familiares ficam perdidos ao perceberem que a forma de realizar as atividades não é mais a mesma, especialmente as básicas do cotidiano (que chamamos de AVD – atividades de vida diária). Sendo assim, como incentivar a realizar uma tarefa, como o vestir, com essa nova condição?

Diante de uma lesão cerebral, como um AVC, a pessoa conta com limitações de movimento e até sensoriais (sensações alteradas), e isso leva a ter que realizar as AVD, como o vestir, de uma forma diferente, adaptada. Ou seja, é sim possível ter indepedência em toda a atividade, ou pelo menos, em parte dela, basta saber como fazer de forma segura e eficaz.

Abaixo um vídeo ilustrativo:







quarta-feira, 12 de março de 2014

HC convida pessoas que tiveram AVC a participarem de estudo


Pesquisa vai avaliar a recuperação da força nas mãos

Pessoas que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral) há pelo menos seis meses e que sentem fraqueza em uma das mãos podem ajudar a avaliar os efeitos da estimulação do cérebro ou dos nervos durante o processo de melhora da força. O convite para participar do estudo é do Laboratório de Neuroestimulação da Divisão de Neurologia do Hospital das Cínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Poderão fazer parte da pesquisa pessoas com mais de 18 anos de idade, que apresentaram apenas um derrame, comprovado por tomografia ou ressonância. Os interessados deverão telefonar para (11) 2661-7955, das 8h às 15h, de segunda a sexta-feira, para agendar a avaliação inicial. A responsável pela pesquisa é a neurologista Adriana Conforto, chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Laboratório de Neuroestimulação do HCFMUSP.

Do Portal do Governo do Estado
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=236048

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dieta rica em fibras diminui risco de AVC


Um estudo desenvolvido por especialistas da University of Leeds, no Reino Unido, mostra que consumir alimentos ricos em fibras pode contribuir para a diminuição do risco de ter um AVC. A notícia é importante, sobretudo porque a maior parte da população brasileira apresenta baixos índices de ingestão do nutriente, de acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2011. Além disso, no Brasil, o AVC mata mais que o infarto: são mais de 100 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. A pesquisa será publicada na edição de maio do periódico médico Stroke.

Foram revisados oito grandes estudos sobre o assunto conduzidos nos Estados Unidos, no Japão e na Austrália e publicados entre 1990 e 2012. O objetivo era descobrir a influência do nutriente sobre os principais fatores de risco do AVC, como a hipertensão e o colesterol alto. O AVC ocorre quando um coágulo bloqueia o fluxo normal de sangue de um vaso até o cérebro ou quando há sangramento dos vasos nesse órgão.

Os resultados mostraram que para cada aumento de 7 g no consumo diário de fibras, há redução de 7% do risco de sofrer um AVC. Vale lembrar, entretanto, que nutricionistas recomendam de 25 a 30 gramas de fibras por dia. A meta, segundo os autores, poderia ser alcançada optando por massas integrais, verduras ou frutas in natura.

Assim, é importante entender que incluir fibras na alimentação não significa mudar completamente a rotina, mas saber fazer trocas inteligentes. Não é recomendável também abolir alimentos refinados do dia a dia. Quando se fala em dieta, o importante é manter o equilíbrio.

Veja a seguir como incluí-las na rotina e obter seus benefícios:


Leite no café da manhã: embora o leite seja muito saudável e cheio de cálcio - outro nutriente em falta no prato dos brasileiros -, é muito pobre em fibras. Isso, porém, não quer dizer que ele deva ser exterminado do seu cardápio. Com as combinações certas, é possível deixá-lo mais saudável.

Leite com cereal: acrescentando o cereal ao seu leite matinal, você também está adicionando fibras insolúveis. Os cerais, principalmente os integrais, são os campeões quando o assunto é esse nutriente.

Carboidratos complexos: nada como saborear um pãozinho no café da manhã, uma torta ou uma deliciosa massa no almoço, não é? Mas cuidado: as versões refinadas desses alimentos, não possuem muitas fibras e não proporcionam toda a saciedade necessária para uma refeição, provocando fome muito rapidamente.

Integrais: de acordo com a nutricionista Ellen Paiva, essa troca é vantajosa em todos os sentidos. Os alimentos integrais possuem mais grãos. Por isso, são mais ricos em fibras insolúveis e aumentam a saciedade, ajudando a dieta e trazendo benefícios à saúde. "Não há, entretanto, a necessidade de trocar todos os carboidratos por integrais", explica Ellen. "Quando conseguimos comer uma porção deles na versão integral todos os dias, já estaremos fazendo algo de muito valor para a nossa saúde" completa.

Comer só salada: compor uma refeição principal apenas com legumes e verduras, embora pareça muito saudável, está longe de trazer todos os nutrientes necessários à saúde. Apesar de as frutas e os legumes possuírem muitas fibras, não conseguem dar, sozinhos, todo o suporte energético e nutritivo que uma refeição precisa.

Investir no arroz e feijão: "Essa é a nossa preciosidade culinária e não devemos abrir mão dela por nada", diz a nutricionista Ellen Paiva. Isso porque as fibras e a proteína vegetal presentes no feijão são imbatíveis tanto no quesito nutricional quanto na riqueza em fibras. Já o arroz possui várias vitaminas do complexo B, carboidratos, cálcio, folato e ferro. Se a sua intenção é colocar ainda mais fibras no prato, prefira a versão integral desse alimento.

Prato sem variedade: aqui, a lógica é a mesma da situação anterior. Afinal, não basta colocar apenas arroz e carne no prato ou comer só macarrão. Poucos alimentos não garantem todos os nutrientes necessários para uma refeição.

Prato colorido: além de enriquecer o seu cardápio com fibras solúveis, você ainda está enchendo-o de saúde. "A variedade de cores representa variedade de nutrientes, principalmente vitaminas e minerais", conta a nutricionista Ellen Paiva. "Nenhum complexo vitamínico pode ser comparável a esse prato?, afirma.

Doce de sobremesa: quase ninguém resiste a um chocolate ou outro doce de sobremesa. Porém, os doces são pobres em fibras e acrescentam mais calorias e gorduras à dieta.

Fruta de sobremesa: essa é uma opção muito nutritiva e saborosa para a sobremesa, além de ser rica em fibras solúveis. Invista na criatividade ao prepará-las: podem ser acompanhas de aveia, granola, semente de linhaça ou outros grãos, que acrescentam ainda mais fibras à refeição. Também são ótimas alternativas para o lanche entre as refeições.

Jogar o bagaço fora: é muito comum comermos apenas a polpa das frutas, seja em forma de suco ou inteira. Apesar de a polpa já ser muito saudável e nutritiva, jogar as cascas e o bagaço fora significa mandar as fibras e outros nutrientes embora.

Comer o bagaço e a casca das frutas: a maior fonte de fibras das frutas está no bagaço e na casca. De acordo com a nutricionista Ellen Paiva, o negócio é investir principalmente no bagaço da laranja e na casca da maçã, que possuem muitas fibras e vitaminas. "A maior parte da vitamina C da maçã fica em sua casca", exemplifica Ellen.

Tomar refrigerante: além de não conter fibras, tomar refrigerante faz com que o estômago dilate e prejudique a absorção dos nutrientes, deixando a pessoa falsamente saciada e fazendo com que ela extrapole na refeição seguinte. A bebida também é rica em sódio e açúcar, que contribuem para a retenção de líquidos e prejudicam o emagrecimento, e afeta fígado e rins, que estão diretamente ligados à filtragem do que bebemos.

Fazer um suco natural: com esse hábito, você acrescenta fibras e diversos outros nutrientes à dieta, como as vitaminas. Só mão se esqueça de acrescentar a casca e o bagaço das frutas também na hora de fazer o suco, para aproveitar tudo o que esse alimento tão especial tem para te oferecer.


http://www.minhavida.com.br/




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Semana de Combate ao AVC - DE 22 a 29 de outubro


É dada a abertura da Semana de Combate ao AVC!

O AVC é a principal causa de mortes no Brasil e por isso todo cuidado é pouco. A cada 5 minutos um brasileiro morre em decorrência do AVC. Manter hábitos saudáveis ajuda a diminuir as chances de sofrer desse mal! E você se importa com o AVC?



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Consumo de frutas cítricas pode evitar AVC


http://noticias.r7.com/videos/consumo-de-frutas-citricas-pode-evitar-avc/idmedia/4f9694f9fc9b276801ee456b.html

Video mostrando fisioterapia neurológica na USJT. E ainda por cima com meu professor Semaan! Que saudade dessa época de faculdade...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fisioterapeuta define recuperação de Ricardo Gomes: 'Força e raça'

No último dia 28 de agosto, Ricardo Gomes sofria um grave AVC (acidente vascular cerebral) no Engenhão, no decorrer do clássico contra o Flamengo, pelo primeiro turno do Brasileirão. Foram dias de extrema apreensão, com o técnico correndo risco de morte. Nas semanas seguintes, porém, o quadro evoluiu gradativamente, e a dúvida era se ele teria ou não sequelas. Nesta segunda-feira, exatos três meses depois, nenhuma destas preocupações existe mais. Pelo contrário. Hoje em dia, Ricardo Gomes recuperou totalmente a força no lado direito do corpo, o mais afetado pela doença.


Desde o início do tratamento, Ricardo realizou mais de 300 sessões de fisioterapia com a equipe do Hospital Pasteur, onde ficou internado ao longo de 21 dias após a cirurgia. Pela primeira vez desde o início do tratamento, o treinador atingiu o grau 5, nível máximo de recuperação em uma escala que vai de 1 a 5. No dia da alta hospitalar, por exemplo, ele estava no grau 3.

A fisioterapeuta Natália Runco, filha do médico do Flamengo e da Seleção Brasileira, José Luiz Runco, comanda as sessões ao lado do marido e também fisioterapeuta Luiz Tiago Santos de Carvalho. Ela não esconde a felicidade pelo sucesso e pela recuperação de Ricardo Gomes. Ela elogiou a força e a determinação do treinador, que ainda realiza exercícios complementares.


 Atualmente, além das sessões de fisioterapia em domicilio, Gomes também faz um tratamento de reabilitação e musculação, num centro especializado. Duas palavras simplificam a surpreendente recuperação dele: força e raça. Ele é um paciente extremamente dedicado e empenhado - afirmou Natália Runco.

(texto modificado pois no original está escrito que a fisioterapeuta é médica).

http://glo.bo/uNnU9A

domingo, 23 de outubro de 2011

Campanha Mundial AVC 2011



A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar morre de um Acidente Vascular Cerebral.

Isso, no entanto, é mais do que uma estatística de saúde pública. Atrás dos números são vidas reais. A Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization -WSO) está pedindo medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa e lançou no ano passado a campanha de 2 anos "Um em cada seis" no Dia Mundial do AVC, 29 de Outubro.

O objetivo da campanha é colocar a luta contra o Acidente Vascular Cerebral como tema central da agenda global de saúde. O tema "Um em cada seis" foi escolhido pelos líderes da WSO para destacar o fato de que no mundo de hoje, um em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida. Todos estão em risco e a situação pode piorar com a complacência e a inércia.

A campanha "Um em cada seis" comemora não apenas o fato de que o AVC pode ser prevenido, mas que os sobreviventes de AVC podem recuperar-se totalmente e manter sua qualidade de vida com os cuidados e apoio adequados a longo prazo. A campanha de dois anos tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC agindo em seis desafios básicos:

1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto.

2. Seja fisicamente ativo e exercite-se regularmente.

3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.

4. Limite o consumo de álcool.

5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.

6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC.

O AVC é a segunda principal causa de morte entre pessoas acima dos 60 anos de idade, e a quinta causa principal causa dos 15 aos 59 anos. O AVC também afeta crianças, incluindo recém-nascidos. A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral. Na verdade, o AVC é responsável por mais mortes anualmente do que os atribuídos à Aids, tuberculose e malária juntos - três doenças que foram referências de sucesso em campanhas de saúde pública, capturando a atenção da mídia mundial e que, consequentemente, provocou líderes mundiais , governos e diversos setores da sociedade civil para agir.

No Brasil o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. A Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e Academia Brasileira de Neurologia estão unidas nesta luta e de 23 a 29 de outubro de 2011 farão campanhas de alerta para a população em todo o país.

Participe das ações desta campanha fazendo contato pelo email contato@redebrasilavc.org.br. O material para a campanha será fornecido.

 
Fonte: http://www.redeavc.org.br/

domingo, 11 de setembro de 2011

Fisioterapia ganha papel fundamental na recuperação de Ricardo Gomes

Natália Runco, fisioterapeuta, (foto abaixo) coordena equipe que realiza sessões diárias no treinador. Ela acredita no sucesso do tratamento e na alta sem sequelas graves.
Ricardo Gomes já respira sem o auxílio de aparelhos e a fisioterapia passou a ter muita importância na recuperação do treinador após o AVC (Acidente Vascular Cerebral) sofrido no último dia 28 de agosto durante o clássico entre Vasco e Flamengo, no Engenhão. Os trabalhos podem evitar as temidas sequelas permanentes. Em um primeiro momento, eram realizadas de três a quatro sessões por dia. Agora, estão restritas a dois períodos mais intensos. A previsão otimista dos médicos é que o comandante cruz-maltino deixe o CTI (Centro de Tratamento Intensivo) na segunda-feira. E que em 20 dias tenha alta do Hospital Pasteur para seguir o tratamento em casa.

Coordenadora do setor de fisioterapia do hospital, Natália Morgado Runco, comanda uma equipe de 31 pessoas. Quatro trabalham intensamente com o treinador. Assim como o restante dos médicos que acompanham o caso, o otimismo também encontra eco nas palavras da fisioterapeuta.

Filha do chefe do departamento médico do Flamengo e da Seleção brasileira, José Luiz Runco, Natália explicou os procedimentos e a evolução de Ricardo Gomes. Segundo a fisioterapeuta, os exercícios são divididos em três partes: assistida, livre e resistida. A primeira é quando o paciente precisa do auxílio total da equipe para realizar qualquer movimento. Estas sessões se iniciaram logo no dia seguinte à cirurgia emergencial pela qual o comandante vascaíno passou. Atualmente, é neste estágio que se encontra o lado direito de Ricardo, mais afetado no AVC.

- Esta fase é muito importante para evitar quadros de atrofia muscular, inchaços, edemas e deformidades que podem se tornar permanentes como, por exemplo, uma mão fechada ou um pé caído. Então nós realizamos para ele estes movimentos além de trabalhar as articulações. Isto já começa com ele ainda sedado e no lado direito, o mais afetado, ainda realizamos os exercícios. Principalmente nas pernas, que ainda não estão com tanta força - explicou.

Primeira fase

Assistida

O lado direito do corpo de Ricardo Gomes está na primeira fase da fisioterapia. O treinador precisa de auxílio total dos fisioterapeutas para fazer movimentos. As sessões começaram logo após à cirurgia emergencial. Esta fase é importante para evitar quadros de atrofia muscular, inchaços, edemas e deformidades que podem se tornar permanentes

Segunda fase

Livre

A segunda fase de tratamento acontece quando Ricardo Gomes passa a fazer algum movimentos sem o auxílio dos fisioterapeutas. O lado direito do corpo do treinador vascaíno, mais afetado pelo AVC sofrido no último dia 28 de agosto, deve passar para este estágio na próxima semana, quando ele deixar o CTI do Hospital Pasteur.

Fase final

Resistida

Último estágio da fisioterapia e considerado o mais importante. É quando os fisioterapeutas impõem algum tipo de resistência ao corpo durante o movimento. O lado esquerdo de Ricardo Gomes, que não foi muito afetado pelo AVC, está neste estágio. O treinador, com o auxílio dos médicos, já conseguiu sentar após o fim da sedação.
A segunda fase - demonimada livre - é quando o paciente já consegue realizar alguns movimentos sem o auxílio. E a última, e mais importante, se dá quando os fisioterapeutas impõem algum tipo de resistência no movimento para que a circulação e o estímulo se tornem ainda maiores. O lado esquerdo de Ricardo Gomes já está neste estágio, o que é considerado um grande avanço na recuperação. Prova disso é que ele já consegue sair da cama para realizar os exercícios. Tudo isso, é claro, com auxílio total da equipe.

- Tanto nos membros inferiores como superiores, o Ricardo já consegue enfrentar a força que a gente faz. Como chegamos a este estágio, realizamos agora duas sessões nas quais forçamos cada vez mais. Só o fato de ele conseguir sair da cama é um grande avanço. E nós precisamos de muita gente pois se trata de um paciente alto e pesado. A ideia é intensificar cada vez mais. A gente brinca dizendo que se o paciente gosta do fisioterapeuta é sinal de que o trabalho está sendo mal feito, já que forçamos muito - brincou.

Colocá-lo em pé será uma vitória em todos os sentidos e é um passo importante, já que a circulação de sangue nos membros inferiores fica completa"Natália Morgado RuncoJá são 12 dias de internação e cada passo é considerado uma vitória pela equipe. O fato de Ricardo Gomes já conseguir sentar, algo que aconteceu pela primeira vez na última quinta-feira, é considerado animador pelos médicos. A fisioterapeuta não deu uma previsão exata, mas mostrou confiança em alcançar em breve o próximo passo: colocar o treinador em pé.

- Nós vamos saber a hora certa, mas depende muito de como será a evolução dele. A força nos membros vai voltando de forma gradativa assim como ele vai readquirindo a confiança. Colocá-lo em pé será uma vitória em todos os sentidos e é um passo importante, já que a circulação de sangue nos membros inferiores fica completa - explicou.

Reaprendizado dos movimentos básicos

Os médicos ainda não sabem se Ricardo Gomes vai ter sequelas permanentes. O treinador tem dificuldade na fala e nos movimentos com os membros do lado direito do corpo por causa da região do cérebro que aconteceu o AVC. Natália se diz otimista, mas mantém a prudência comum em casos graves como o do treinador. Apesar de já ter a ideia de colocá-lo em pé, isso não significa que ele vai deixar o hospital andando. No estágio em que se encontra, Ricardo Gomes passa por um processo de reaprendizado de tudo que ele sempre fez.

- Não dizem que você não esquece de como se anda de bicicleta? Se você ficar anos sem andar, vai relembrar quando der a primeira pedalada. É mais ou menos isso. A lesão que ele teve atingiu uma parte do cérebro e ele está reaprendendo com o nosso auxílio. É algo que demanda certo tempo. Para quem não conhece, parece uma eternidade. Mas temos de ressaltar que o AVC hemorrágico tem um índice de fatalidade enorme. Ter saído deste quadro já é uma vitória. Não temos como dar um prazo, mas se não tivéssemos esperança nem iríamos iniciar o tratamento - afirmou Natália, lembrando que o fato de Ricardo Gomes ter sido atleta ajuda, mas não é determinante nestes casos.

- Trata-se de uma lesão neurológica e não ortopédica. Ajuda sim porque ele é forte, mas não é fundamental - disse.


Treinador inicia também sessões de fonoaudiologia

Em paralelo às sessões de fisioterapia, Ricardo Gomes também começou a fazer fonoaudiologia. Por causa do AVC, o treinador encontra dificuldades com a fala. É o que os médicos chamam de afasia, uma perda parcial ou total da capacidade de linguagem. O trabalho é para fazer com que o treinador tenha uma comunicação mais efetiva daqui para frente. Quanto mais cedo for o iniciado a terapia normalmente melhores são os resultados alcançados.

Segundo o diretor-geral do hospital, Ricardo Periard, ao escutar o filho Diego falar "eu te amo", Ricardo Gomes respondeu "amo". O mesmo aconteceu quando os médicos perguntaram se ele se sentia bem. O treinador respondeu apenas "bem". O fato de ele falar apenas algumas palavras e não formular frases completas é normal em função do grave quadro. A partir de agora, com a retirada dos aparelhos que auxiliaram na respiração - é que os médicos vão poder avaliar possíveis sequelas em relação à fala.

Fonte: http://www.globo.com/
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2011/09/fisioterapia-ganha-papel-fundamental-na-recuperacao-de-ricardo-gomes.html

terça-feira, 30 de agosto de 2011

AVE - Acidente Vascular Encefálico

Pra entender um pouco mais o que houve com o técnico Ricardo Gomes.
 
No Brasil, o AVE - acidente vascular encefálico (também chamado AVC - acidente vascular cerebral e popularmente conhecido como derrame) já provocou 84.068 internações no 1º semestre de 2011 e é considerado a maior causa de internações e morte no Brasil, segundo a Academia Brasileira de Neurologia. Acontece quando uma área do cérebro deixa de exercer as suas tarefas corretamente por conta de uma alteração no recebimento de sangue.
Quando existe um entupimento nos vasos do cérebro (AVE isquêmico), uma parte do órgão pode deixar de receber sangue. A falta de nutrientes nesse local leva à morte das células. Esse tipo de AVE responde por 80% dos casos e apresenta maior taxa de sobrevida, podendo deixar sequelas motoras e/ou neurológicas.
No caso de Ricardo Gomes, o AVE foi do tipo hemorrágico, ou seja, com vazamento de sangue causado por um rompimento de um dos vasos do cérebro. A hemorragia pode acontecer tanto em uma região profunda (central) do cérebro como na periferia.
Este tipo de vazamento representa apenas um quinto dos casos de AVE em geral e a maioria deles acontece na região mais interna do cérebro. Quando ocorrem na periferia do órgão (subaracnoide), 80% são causados por aneurismas. De maior complexidade, geralmente tem prognóstico mais reservado e menor taxa de sobrevida devido a gravidade.
"A mortalidade mundial por aneurisma é de 42% para os casos de AVC hemorrágico. Se for um AVC por crise hipertensiva, a taxa é de 32%", alerta o especialista Mirto Nelso Prandini, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

AVC 1 (Foto: Arte/G1)

Pressão no crânio
Com o sangue derramando ao redor da área do vazamento, a pressão dentro do crânio aumenta. Com isso, células do cérebro podem morrer e o coração começa a ter dificuldade para enviar sangue com oxigênio para o local.
"Isso é ruim, pois quanto mais pressão, menos sangue entra nos lugares certos. Há a isquemia (falta de oxigênio) nos tecidos, o coração não tem mais força para bombear mais", explica o médico.
O sangue que vaza forma imediatamente um hematoma. O coágulo formado fora do vaso é uma defesa do corpo para conter o vazamento. “Ele ocorre fora do vaso, é diferente do entupimento dentro do vaso. Com o tempo o organismo pode absorver o coágulo e eliminá-lo”, explica Jamary Oliveira Filho, coordenador do Departamento de Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia e professor da Universidade Federal da Bahia.
As hemorragias na região temporal (lateral) do cérebro são mais preocupantes quando ocorrem no lado esquerdo, já que existem chances de sequelas na fala e na compreensão. “O paciente passa a não entender o que dizem para ele, existe uma dificuldade de comunicação”, explica Jamary. Caso ocorra no lado direito, pode ocorrer alteração na visão.

"Tempo é cérebro"
Quem sofre um AVC costuma se queixar de dores de cabeça fortes, que chegam de repente. Muitas vezes um dos lados do corpo da pessoa pode ficar paralisado – é comum notar como a boca entorta ou como braços e pernas ficam fracos. Às vezes, o paciente também pode relatar perda de visão ou dificuldade para enxergar.
A partir dos primeiros sintomas, a ajuda médica deve ser buscada imediatamente. “Tempo é cérebro”, diz Jamary. “Se o atendimento for rápido, o indivíduo pode ter uma recuperação rápida, até mesmo sem sequelas.”
Para Félix Pahl, médico do Núcleo de Neurologia e Neurociência do Hospital Sírio-Libanês, a rapidez também vale para as cirurgias, quando necessárias. "O importante é que o tratamento seja o mais precoce possível e, em algumas situações, é preciso operar rápido."

Tratamento
O tratamento inicial inclui cirurgia em alguns casos e medicamentos que deverão ser tomados conforme prescrição médica e por tempo prolongado. Desde o início do tratamento, ainda no leito da UTI, a fisioterapia se faz necessária, estendendo-se para os cuidados domiciliares. O tratamento de reabilitação visa restabelecer o máximo possível, uma função perdida, evitar deformidades em articulações, reeducação de mobilidade nas atividades funcionais básicas (mudanças de decúbito, sentar e transferências), promover a conscientização corporal, estimulando o máximo possível o lado plégico (paralisado), melhora do equilíbrio em pé e reeducação da marcha, independência física, ou em casos irreversíveis, adaptar o paciente em suas novas limitações. É importante saber, que a recuperação deste paciente dependerá não só do tipo e extensão da lesão, mas também da colaboração e entendimento do indivíduo.
A terapia da aspirina (81 mg por dia ou 100 mg a cada dois dias) é recomendada para prevenção de AVCs em todos os homens que têm fatores de risco e em mulheres abaixo de 65 anos que têm risco, desde que os benefícios superem os riscos.


Fonte: http://www.g1.com/
Ação AVC, Academia Brasileira de Neurologia.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Estudo indica que azeite de oliva pode reduzir riscos de derrame


Pessoas idosas que ingerem azeite de oliva correm menos risco de sofrer um derrame do que aqueles que não o fazem, sugeriu um estudo com mais de 7.000 franceses publicado nos Estados Unidos.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica, em Bordeaux, França, acompanharam 7.625 pessoas de 65 anos de idade ou mais em três cidades -- Bordeaux, Dijon e Montpellier - por um período de cinco anos.

Durante esse tempo, houve 148 derrames. Os indivíduos foram divididos em grupos de acordo com o seu consumo de azeite de oliva, indo daqueles que não consumiam nada àqueles que usavam o produto em molhos, em receitas e no pão.

Quando os pesquisadores levaram em consideração fatores como a massa corporal, atividades físicas e a dieta constataram que os consumidores "intensivos" de azeite de oliva tinham 41% menos risco de derrame comparados aos que nunca consumiam azeite.

As descobertas foram publicadas no Medical Journal of the American Academy of Neurology.

Fonte: http://www.band.com.br/

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dia 26 de Abril - Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial

Hoje é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, a doença cardiovascular mais frequente na população. Acredita-se que a pressão alta atinja 30% da população brasileira e, como aumenta progressivamente com a idade, pode chegar a comprometer a saúde de 50% das pessoas com mais de 60 anos.

A pressão alta é a origem de 40% dos infartos, 80% dos acidentes vascular cerebral (AVC ou derrame) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, segundo o Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP).

Em pessoas com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, obesidade, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença acomete mais cedo e com características de maior resistência ao tratamento. O consumo indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 5 gramas de sal, ou 2 gramas de sódio por dia para adultos; enquanto a média de consumo nacional é de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro do indicado.

A hipertensão é caracterizada pela pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A doença é perigosa pois não tem sintomas recorrentes e só é descoberta quando há ocorrência de uma crise, que pode ser diagnosticada a partir de dores de cabeça, infarto ou até AVC.

A principal medida para diminuir a pressão é reduzir o consumo de sódio da alimentação. Muitas vezes a pressão alta é atrelada ao sal, mas na verdade é o sódio que é o responsável. Em 5 g de sal, são 2g de sódio.

Embutidos e enlatados apresentam muito sódio para conservação. A salsicha do cachorro quente, por exemplo, tem 680 mg de sódio em 2 unidades (ou 64 g), isso corresponde à 28% do que um adulto deve consumir em um dia inteiro.

Não se iluda pensando que só alimentos salgados são ricos em sódio. As bolachas escondem grande quantidade de sódio para conservação. Em 8 unidades de bolacha wafer você pode ter 10% das suas necessidades diárias.

Outro grande vilão é o adoçante usado tanto em refrigerantes diet, quanto em sucos sem açúcar. Ele possui compostos de sódio. Um saquinho de suco diet tem 10% de suas necessidades diárias de sódio.

Os congelados também possuem muito sódio, usado para conservação. É importante olhar bem as informações nutricionais antes da compra. Uma lasanha à bolonhesa pode ter 40% das necessidades diárias de sódio, ou 955mg, em um pedaço de 162g

O miojo é outro alimento com muito sódio, não o macarrão em si, mas o tempero é praticamente só sódio. O pacote completo tem, em média, 2.130 mg de sódio, ou 89% das necessidades diárias de um adulto.

Azeitonas (verdes e pretas) estão no topo da lista dos alimentos com mais sódio. Em cerca de 30 g, são 925 mg ou 46% das necessidades diárias

Comida japonesa é saudável, desde que você não abuse do Shoyu. Em sua versão tradicional, em 15g, são 855 mg de sódio, ou 36% das necessidades diárias. Já a versão light tem 24%.

Fique de olho nas embalagens, mantenha uma alimentação mais equilibrada e saudável, pratique exercícios físicos, fique longe do cigarro e viva com mais saúde e alegria!