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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dieta mediterrânea associada a exercício pode reduzir sintomas da apnéia do sono

Comer uma dieta mediterrânea, combinada com a prática regular de atividade física, pode ajudar na redução de sintomas da apnéia do sono, de acordo com uma nova pesquisa publicada no European Respiratory Journal.


O estudo buscou comparar dois tipos distintos de dieta em pessoas obesas com apnéia do sono. Um dos grupos teve a recomendação de seguir uma dieta mediterrânea como interevenção principal, enquando o segundo grupo recebeu orientação para uma dieta prudente (dieta padrão recomendada pela Associação Americana do Coração – AHA).

A Síndrome de apnéia obstrutiva do sono (SAOS) causa freqüentes pausas de respiração que ocorrem durante o sono, o que perturba o padrão de sono de uma pessoa normal. É um dos distúrbios respiratórios relacionados ao sono mais prevalente, com cerca de 2-4% da população adulta experimentando a condição. Esta percentagem aumenta para 20-40% em obesos, e a perda de peso é muitas vezes uma parte essencial do plano de tratamento recomendado.

Os pesquisadores, da Universidade de Creta, na Grécia, examinaram 40 pacientes obesos que sofriam de SAOS. Vinte pacientes receberam orientação para dieta prudente, enquanto os outros 20 seguiram uma dieta mediterrânea. Ambos os grupos também foram incentivados a aumentar sua atividade física, envolvendo principalmente caminhar por pelo menos 30 minutos cada dia.

Em ambos os grupos, os pacientes também receberam terapia de pressão positiva contínua (CPAP) nas vias aéreas, que envolve o uso de uma máscara que gera um fluxo de ar, mantendo as vias aéreas superiores abertas durante o sono.

Os pesquisadores monitoraram os pacientes durante um estudo do sono, conhecido como polissonografia. Este acompanhamento envolveu vários marcadores para SAOS, incluindo a atividade elétrica no cérebro, os movimentos dos olhos e ronco. Os pacientes foram examinados no início do estudo e, novamente, seis meses mais tarde.

Os resultados mostraram que pessoas que seguem a dieta mediterrânea tinha um número reduzido de distúrbios, conhecidos como apnéias, durante o estágio do sono de movimento rápido dos olhos (REM), que normalmente é responsável por aproximadamente 25% do total de sono durante a noite.

Os resultados também revelaram que pessoas que seguem a dieta mediterrânea mostraram uma maior adesão à dieta de restrição calórica, um aumento na atividade física e maior diminuição da gordura abdominal.

Os resultados desta pequena amostra mostraram uma melhoria durante um estágio do sono para as pessoas com apnéia do sono, no entanto, não mostraram uma melhoria global em termos de gravidade da doença. Os autores sugerem que novos estudos em uma amostra maior são necessários para compreender os benefícios dessa dieta.

Christopher Papandreou, principal autor da pesquisa, disse: "Este é o primeiro estudo a analisar o impacto da dieta mediterrânea em combinação com a atividade física na SAOS através de mudanças no corpo humano. Nossos resultados mostraram que o número de distúrbios durante o sono REM foi mais reduzida no grupo da dieta mediterrânea. Relatórios recentes têm relacionado o aumento em distúrbios durante o sono REM, com o risco de desenvolver conseqüências sistêmicas, como diabetes tipo 2”. Desta forma, apesar de ser um dado novo que deve ser confirmado, o tipo de dieta mediterrânea pode exercer um papel protetor em indivíduos com apnéia do sono.


Referência:

C. Papandreou, S. E. Schiza, I. Bouloukaki, C. M. Hatzis, A. G. Kafatos, N. M. Siafakas, N. E. Tzanakis. Effect of mediterranean diet vs prudent diet combined with physical activity on OSAS: a randomised trial. European Respiratory Journal, 2011.

http://www.evidenciasaude.com.br/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Apnéia do sono pode causar disfunção sexual

A apneia do sono provoca interrupções da respiração no meio da noite e afeta mais de 12 milhões de americanos. Cansaço, pressão arterial alta e aumento de peso são alguns dos sintomas mais conhecidos.

Contudo, um número crescente de pesquisas vem descobrindo que a doença também pode prejudicar a intimidade, causando disfunção erétil nos homens e perda de libido nas mulheres.

Os cientistas suspeitam que a causa disso esteja relacionada aos hormônios sexuais, como é o caso da testosterona, hormônio que é liberado durante o sono e diminui com a falta dele. Como a apneia provoca o despertar intermitente e a falta de sono crônica, talvez a doença tenha relação direta com a redução dos níveis desses hormônios, causando a disfunção sexual.

No estudo mais recente sobre o assunto, publicado mês passado na revista The Journal of Sexual Medicine, os cientistas compararam 80 mulheres com apneia obstrutiva do sono, com idades variando de 28 a 64 anos, com 240 mulheres que não possuíam a doença. Eles descobriram que entre as pacientes com apneia as taxas de disfunção sexual eram significativamente altas. As descobertas refletiram estudos anteriores sobre mulheres e apneia.

Em outro estudo realizado em 2009, os pesquisadores procuraram por indícios de problemas sexuais em 401 homens que compareceram a uma clínica com suspeita de sofrer de apneia do sono. Entre os que receberam o diagnóstico, aproximadamente 70 por cento também sofriam de disfunção erétil, comparados aos 34 por cento que não possuíam a doença.

A parte positiva é que o tratamento pode mudar essa situação. Os pacientes que são operados para corrigir anomalias faciais que contribuem com a apneia observam melhorias nas relações sexuais, bem como os que passaram a usar máscaras, que auxiliam na respiração ao gerar uma pressão positiva contínua nas vias aéreas.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Meias podem ajudar a diminuir apneia obstrutiva do sono

Usar meias de compressão pode ser um método de baixa tecnologia de melhorar a apneia obstrutiva do sono em pacientes com insuficiência venosa crônica, de acordo com pesquisadores.
- Descobrimos que, em pacientes com insuficiência venosa crônica, meias de compressão reduziram a acumulação de líquidos durante o dia nas pernas, que por sua vez, reduziram a quantidade de líquido que flui para o pescoço à noite, diminuindo assim o número de apneias e hipopnéias em mais de um terço - disse Stefania Redolfi, da Universidade de Bréscia, na Itália, que liderou a pesquisa.
Insuficiência venosa crônica ocorre quando as veias de um paciente não conseguem bombear sangue pobre em oxigênio de volta para o coração. Na maioria dos caos,s ocorre nas veias das pernas. A descoberta está publicada na versão online no "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine", da Sociedade Torácica Americana.
Máquinas para manter contínua a pressão positiva das vias aéreas, conhecidas como CPAP, são a única opção de tratamento recomendada para as pessoas com apneia obstrutiva do sono. No entanto, muitas pessoas consideram o uso de uma máscara durante toda a noite extremamente desconfortável, e a adesão é baixa, resultando em muitos pacientes ficando sem tratamento e tendo que lidar com suas sérias consequências para a saúde. Encontrar um novo método para tratar o problema é, então, considerado prioridade.
Redolfi e seus colegas tentaram determinar se uma simples intervenção, como vestir meias de compressão, pode ser eficiente em alguns pacientes com apneia obstrutiva do sono.
A concentração de líquido nas pernas é neutralizada pelas contrações dos músculos que comprimem as veias. No entanto, ficar muito tempo sentado pode evitar esse processo, e o líquido acumulado então muda de lugar à noite, o que resulta em acúmulo no tecido do pescoço e, acredita-se, aumenta os eventos relacionados à apneia, elevando o volume do tecido e levando ao repetido colapso da faringe durante a respiração noturna.
Em indivíduos que têm problemas cardíacos ou hipertensão, a quantidade dessa mudança do local do líquido está fortemente relacionada ao grau de aumento da circunferência do pescoço à noite e do número de apneias e hipopneias por hora de sono.

Fonte: http://www.extra.globo.com/