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sábado, 8 de novembro de 2014

Avaliação das Funções Cognitivas, Qualidade de Sono, Tempo de reação e Risco de quedas em Idosos Institucionalizados - artigo


Artigo - Avaliação das Funções Cognitivas, Qualidade de Sono, Tempo de reação e Risco de quedas em Idosos Institucionalizados

Revista: Estudos Interdisciplinares dobre o Envelhecimento


http://seer.ufrgs.br/index.php/RevEnvelhecer/article/view/26009/31003

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cérebro com sono ignora metade do mundo - matéria Revista Nature


Um novo estudo sugere que o sono altera nossa capacidade cognitiva da mesma forma que uma lesão cerebral


Você já ouviu falar de negligência hemiespacial ou unilateral? É uma síndrome causada por lesão cerebral que faz com que o paciente acabe perdendo a noção de um lado de seu corpo (e do espaço ao redor dele). Em casos extremos, por exemplo, a pessoa pode comer a comida de apenas um lado o prato, ou vestir apenas uma parte de seu corpo – tudo porque, aparentemente, ela não consegue prestar atenção no outro lado.

E na semana passada foi publicada uma pesquisa que sugere que, quando estamos com sono, acabamos agindo de forma parecida. Cientistas pediram que voluntários relaxassem em uma poltrona dentro de uma sala escura. Enquanto os participantes ficavam com sono, eletrodos transmitiam os padrões de suas ondas cerebrais para equipamentos capazes de medir o tempo de reação das pessoas. Com isso, era possível determinar quando o participante estava ficando sonolento. A partir desse momento, sons eram feitos do lado direito ou esquerdo do participante – que deveria apertar um botão correspondente a esquerdo ou direito assim que ouvisse o barulho, indicando sua localização.

Quanto mais sonolentos os voluntários ficavam, menos alertas eles estavam em relação a sons tocados em sua esquerda. “A pesquisa é empolgante. Sugere que nosso cérebro com sono se comporta como o cérebro de um paciente com lesão, que passou por um derrame, por exemplo”, conta o neurologista da Universidade de Oxford, Masud Husain.”Os resultados também indicam que os mecanismos cruciais do cérebro, que indicam a localização, interagem com os processos que nos mantêm alertas”, afirma.

Além de ajudar pesquisadores a entender melhor a negligência hemiespacial, o estudo também pode mostrar como os nossos níveis de consciência variam durante o sono.

Abaixo o link da pesquisa (em inglês):

http://www.nature.com/srep/2014/140528/srep05092/full/srep05092.html

terça-feira, 26 de março de 2013

Caminhada do Sono - Dia 30 de março















Uma homenagem ao Dia Mundial do Sono


Dia 30 de Março - sábado, às 10h 

Uma caminhada em prol da saúde.

A Physical Care convida você para participar da Caminhada do Sono, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

No Brasil, estima-se que 43% não conseguem ter um repouso de qualidade. O motivo do alerta está nas consequências de uma má noite de sono.

Todos podem participar! Venha com uma camiseta branca e traga a família.

A atividade física reduz os riscos de distúrbios cardiovasculares e, consequentemente, previne contra a apneia do sono.

Fisioterapeutas aplicarão o teste do sono.

Para participar envie um e-mail contato@physicalcare.com.br  ou ligue: 11. 2594-6000



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dormir horas a mais ajuda a combater dores, diz estudo



Dormir quase duas horas a mais por noite pode melhorar drasticamente o estado de alerta de uma pessoa e reduzir a sensibilidade à dor. Segundo o jornal Daily Mail, pesquisadores disseram que dormir quase 10 horas por noite - em vez das oito horas recomendadas - é mais eficaz no tratamento de dores do que tomar codeína.

O estudo utilizou 18 pessoas, livres de dor, que dormiram oito horas por quatro noites e quase 10 por mais quatro noites. Pesquisadores constataram que quando dormiam mais ficavam mais alertas durante o dia. Além disso, tiveram menos sensibilidade à dor. Notou-se ainda que eles conseguiam ficar com o dedo em uma fonte de calor 25% mais tempo do que quando dormiram menos.

Dr. Timothy Roehrs, especialista em distúrbios do sono, disse que os resultados sugerem a importância de um sono adequado no tratamento de dor crônica. "Ficamos surpreendidos pela redução da sensibilidade à dor, comparada com a de tomar codeína."

Fonte: saude.terra.com.br

quinta-feira, 19 de abril de 2012

X Congresso Paulista de Medicina do Sono

Nos dias 18 e 19 de maio acontece a décima edição do Congresso Paulista de Medicina do Sono, evento promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM). O objetivo do evento é expor temas multidisciplinares apresentados por palestrantes renomados levando conhecimento profissional e científico a todos os profissionais que atuam na área de medicina do sono.

O evento vai acontecer na sede da APM (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 - Bela Vista). Para informações entre em contato com o Setor de Eventos da Associação Paulista de Medicina pelo telefone (11) 3188 4281 ou pelo e-mail inscricoes@apm.org.br.

Programação

Sexta- Feira: 18/05/2012 | Período da Manhã
Tema: Distúrbios Respiratórios do sono (DRS) no adulto

Sexta- Feira: 18/05/2012 | Período da Tarde
Temas: Tratamento de Distúrbios Respiratórios do Sono e Metodologia

Sábado: 19/05/2012 | Período da Manhã
Temas: Atualização do sono na infância e Distúrbios de Ritmos e Narcolepsia

Sábado: 19/05/2012 | Período da Tarde
Temas: Distúrbios do Sono em Doenças Neurológicas e Insônia

Serviço
X Congresso Paulista de Medicina do Sono
Data: 18 e 19 de maio de 2012
Local: Associação Paulista de Medicina
End.: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 - Bela Vista
Informações: pelo telefone (11) 3188 4281 ou pelo e-mail inscricoes@apm.org.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O que é e para que serve o sono

Passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo.

Dormir bem é essencial para nos mantermos saudáveis, com melhor qualidade de vida e até aumento da longevidade.
O processo do sono é regido por um relógio biológico ajustado num ciclo de 24 horas, que pode sofrer interferências de fatores externos como iluminação, ruídos, odores, tipo de colchões, vida social, entre outros...
A melatonina é um hormônio produzido no cérebro pela glândula pineal começa a ser secretada assim que o sol se põe, como um aviso para o organismo se preparar para dormir.
Quando o processo tem início, a temperatura corporal cai de 1 a 2º C e a pressão arterial também sofre uma leve queda. Daí ao primeiro cochilo é um piscar de olhos.
Em 1953, descobriu-se a existência de uma fase de sono profundo, quando sonhamos, batizada de REM - rapid eye movement - movimento rápido dos olhos. Hoje, se sabe que o sono se divide em cinco fases, repetidas em ciclos, durante a noite.
Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida, ou seja, sem o merecido descanso, nosso organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas.

As 5 fases do sono

1ª fase
É a fase do adormecimento. Essa fase pode durar de alguns instantes até 15 minutos e ocupa de 3 a 5 % da noite de sono. Funciona como uma espécie de zona de transição entre estar acordado e dormindo. O cérebro produz ondas irregulares e rápidas e a tensão muscular diminui. A respiração fica suave e os pensamentos do mundo desperto flutuam pela mente. Se for acordada, a pessoa reagirá rapidamente, negando que estava dormindo.

2ª fase
É a fase de um sono mais leve. A temperatura corporal e os ritmos cardíaco e respiratório diminuem. As ondas cerebrais ficam mais lentas. Essa fase ocupa a metade do tempo total do sono, durando cerca de 20 minutos cada ciclo. As ondas do cérebro alongam-se, regularizam-se e são afetadas somente por alguma atividade elétrica isolada e repentina. Nessa fase, a pessoa cruza definitivamente o limite entre estar acordada e dormindo. Se alguém levantar suavemente a pálpebra de uma pessoa nessa fase de sono, ela não acordará. Os olhos não respondem a um estímulo.

3ª fase
O corpo começa a entrar no sono profundo. As ondas cerebrais tornam-se amplas e lentas. É uma fase rápida. Corresponde a uma média de 5% do tempo de sono.

4ª fase
É o sono profundo, onde o corpo se recupera do cansaço diário. Essa fase é fundamental para a liberação de hormônios ligados ao crescimento e para a recuperação de células e órgãos. Dura cerca de 55 minutos, não mais que 20% da noite. A pessoa fica totalmente inconsciente. Está tão fora do mundo que nem uma tempestade poderá acordá-la.

5ª fase: Sono REM
A atividade cerebral está a pleno vapor e desencadeia o processo de formação dos sonhos. Os músculos ficam paralisados, as frequências cardíaca e respiratória voltam a aumentar e a pressão arterial sobe. É o momento em que o cérebro faz uma espécie de faxina geral na memória. Fixa as informações importantes captadas durante o dia e descarta os dados inúteis. Durante o REM, os músculos longos do tronco, os braços e as pernas estão paralisados, mas os dedos das mãos e dos pés podem contrair-se. O fluxo sanguíneo em direção ao cérebro aumenta e a respiração fica mais rápida e entrecortada.
REM é a fase dos sonhos. Se a pessoa for acordada, provavelmente recordará fragmentos de suas fantasias. Depois de 10 minutos de REM volta-se a descer às fases de sono quieto.
Nas primeiras horas da noite predominam as fases 3 e 4. Pela manhã, percorre-se de quatro a cinco vezes o circuito do sono completo.

Qual a quantidade de sono necessária?

Não há fórmula para definir qual a duração adequada de um bom sono noturno. Podemos supor que sete horas e meia sejam uma média adequada, porém alguns indivíduos, uma ou duas em cem, sintam-se bem com um sono de cinco horas ou somente uma pequena minoria precisa do dobro.
A quantidade e a qualidade do sono mudam com a idade.
Nos primeiros meses de vida os bebês dormem até 18 horas por dia. Com 10 anos de idade, uma criança precisa de nove a dez horas de sono. Na adolescência dorme-se nove horas e meia e em aproximadamente 60% do tempo um sono profundo e contínuo. Na idade adulta, normalmente sete horas e meia fornecem um descanso adequado. Na velhice, a quantidade e a qualidade do sono diminuem, normalmente seis horas por noite, com mais despertares.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ANIMAÇÃO - Por que roncamos? — REVISTA SAÚDE!

ANIMAÇÃO - Por que roncamos? — REVISTA SAÚDE!


1. Quando dormimos os músculos das vias aéreas se relaxam — não só eles, mas toda a musculatura do corpo, é claro. Assim, como ficam totalmente distensionados, acabam reduzindo o espaço por onde o ar passa.

2. Ao passar por esse aperto, o ar faz tecidos como o palato mole, a língua e as amígdalas vibrarem, produzindo um ruído. É o ronco. Problemas como a obesidade agravam a situação, porque o acúmulo de gordura local diminui ainda mais o espaço para a passagem do ar.

INCOR desenvolve exercícios para tratar apnéia do sono

Exercícios para apneia do sono
Pesquisadores do Instituto do Coração (Incor), ligado à USP, desenvolveram uma série de exercícios de fonoaudiologia para fortalecer os músculos da garganta e tratar a apneia do sono. Todos os pacientes submetidos à técnica tiveram melhora do quadro, diz o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, chefe da equipe e coordenador do estudo.
A técnica elaborada pelos pesquisadores do Laboratório do Sono do Serviço de Pneumologia do Incor é tema de um artigo publicado na revista científica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine (EUA).
Fortalecimento da musculatura bucal
O método consiste numa série de exercícios direcionados para o fortalecimento da musculatura da língua e garganta (palato superior). Isso porque, na apneia do sono, esses músculos relaxam além do devido, provocando o colapso da musculatura. O estreitamento da garganta decorrente desse processo resulta em paradas transitórias da respiração.
Um grupo de 31 pacientes participou do estudo do Incor - todos com diagnóstico de apneia do sono de grau moderado e leve. Um subgrupo de 16 pessoas foi sorteado para praticar os exercícios, com séries diárias de 30 minutos. Ao final de três meses, o subgrupo que foi submetido à nova técnica apresentou melhora significativa nos indicadores de apneia.
Resultados tranquilizadores
O número de cessação na respiração por hora de sono passou de 22,4 para 13,7 interrupções/hora. Em 60% dos casos, a melhora foi tão significativa que os pacientes passaram de uma apneia de grau moderado para leve. "Os resultados sugerem que a nova técnica é bastante promissora para tratamento desses casos e, o que é melhor, com baixíssimo custo", diz Lorenzi.
Houve melhora também nos demais parâmetros do sono desses pacientes. O escore de qualidade do sono, segundo a escala de Pittsburgh, a mais comumente utilizada pelos especialistas, passou de 10,2 para 6,9 pontos. Além disso, houve diminuição na intensidade do ronco, que passou de "muito alto" para "próximo da respiração normal".
Circunferência do pescoço
Outro dado chamou bastante a atenção dos pesquisadores, diz Kátia Guimarães, fonoaudióloga e pós-graduanda que desenvolveu a técnica e conduziu o estudo no Incor. Houve a diminuição de, em média, 1 centímetro (cm) na circunferência do pescoço.
"É um indicador de que efetivamente os exercícios remodelam as vias aéreas superiores, que resultam na melhora da apneia.", diz Kátia. Não ocorreram alterações significativas no subgrupo controle de 15 pessoas participantes do estudo que, em função de sorteio, não foram submetidas à série de exercícios.
Apneia obstrutiva do sono
Estima-se que cerca de 30% da população tenha apneia obstrutiva do sono. Além de causar os incômodos roncos noturnos, acompanhados de paradas momentâneas da respiração, essa condição está ligada a uma maior incidência de problemas cardiovasculares.
Em casos mais graves, a apneia é tratada com aparelhos portáteis (CPAP), que se acoplam ao rosto por meio de máscara usada durante o sono. Em grau moderado e leve, contudo, o problema persiste como um desafio para os médicos. A eficiência dos atuais métodos - aparelhos portáteis, perda de peso, cirurgia e aparelhos intraorais - varia muito em função do perfil do paciente.
Pessoas que sofrem de apneia costumam ter a qualidade de seu sono comprometida pelas interrupções na oxigenação dos pulmões. Isso acarreta não somente sonolência continuada ao longo do dia, mas a ativação de uma cascata de mudanças no metabolismo que aceleram o processo de aterosclerose nas artérias do corpo. É bastante comum a doença estar associada a outras patologias correlacionadas a doenças do coração e dos vasos do corpo, como obesidade, hipertensão e diabetes.

Fonte: Diário da Saúde - http://www.diariodasaude.com.br/