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terça-feira, 23 de julho de 2013

Obesidade não protege contra enfraquecimento dos ossos - estudo/artigo



Antes, pensava-se que a obesidade ajudava a proteger contra o enfraquecimento dos ossos. Uma pesquisa publicada na revista Radiology, feita por cientistas americanos, indicou exatamente o contrário: a obesidade pode aumentar o risco de osteoporose.

Os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard descobriram que pessoas que têm mais gordura no fígado, tecidos musculares e no sangue têm também mais gordura na medula óssea, o tecido esponjoso dentro dos ossos onde surgem as células responsáveis pela formação óssea.

Para chegar à conclusão, uma equipe de cientistas fez exames de ressonância magnética em 106 homens e mulheres de entre 19 e 45 anos, considerados obesos, mas saudáveis.

A conclusão é que há uma relação entre a maior presença de gordura no fígado e nos músculos e a existência de mais gordura na medula óssea ─ independentemente do índice de massa corporal, da idade ou da quantidade de exercícios físicos.

Segundo os pesquisadores, a presença de gordura na medula óssea faz com que os ossos fiquem fracos. Uma coluna vertebral cheia de gordura, por exemplo, não será tão forte.

Ainda de acordo com o estudo, pessoas com gordura localizada em volta da cintura podem ter um risco maior de desenvolver a doença nos ossos.

Acesse o link para o estudo, publicado na revista Radiology:
http://radiology.rsna.org/content/early/2013/06/27/radiol.13130375.full?sid=f82e8755-b7d1-4066-96e1-071a659e9d35

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/07/130716_obesidade_osteoporose_fn.shtml

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Trailer do Documentário: Muito Além do Peso




Histórias de crianças brasileiras com excesso de peso – todas com quadro clínicos de doenças crônicas que no passado só apareciam após os 60 anos – a obra estimula a reflexão sobre a maior epidemia infantil da história, a obesidade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dieta mediterrânea associada a exercício pode reduzir sintomas da apnéia do sono

Comer uma dieta mediterrânea, combinada com a prática regular de atividade física, pode ajudar na redução de sintomas da apnéia do sono, de acordo com uma nova pesquisa publicada no European Respiratory Journal.


O estudo buscou comparar dois tipos distintos de dieta em pessoas obesas com apnéia do sono. Um dos grupos teve a recomendação de seguir uma dieta mediterrânea como interevenção principal, enquando o segundo grupo recebeu orientação para uma dieta prudente (dieta padrão recomendada pela Associação Americana do Coração – AHA).

A Síndrome de apnéia obstrutiva do sono (SAOS) causa freqüentes pausas de respiração que ocorrem durante o sono, o que perturba o padrão de sono de uma pessoa normal. É um dos distúrbios respiratórios relacionados ao sono mais prevalente, com cerca de 2-4% da população adulta experimentando a condição. Esta percentagem aumenta para 20-40% em obesos, e a perda de peso é muitas vezes uma parte essencial do plano de tratamento recomendado.

Os pesquisadores, da Universidade de Creta, na Grécia, examinaram 40 pacientes obesos que sofriam de SAOS. Vinte pacientes receberam orientação para dieta prudente, enquanto os outros 20 seguiram uma dieta mediterrânea. Ambos os grupos também foram incentivados a aumentar sua atividade física, envolvendo principalmente caminhar por pelo menos 30 minutos cada dia.

Em ambos os grupos, os pacientes também receberam terapia de pressão positiva contínua (CPAP) nas vias aéreas, que envolve o uso de uma máscara que gera um fluxo de ar, mantendo as vias aéreas superiores abertas durante o sono.

Os pesquisadores monitoraram os pacientes durante um estudo do sono, conhecido como polissonografia. Este acompanhamento envolveu vários marcadores para SAOS, incluindo a atividade elétrica no cérebro, os movimentos dos olhos e ronco. Os pacientes foram examinados no início do estudo e, novamente, seis meses mais tarde.

Os resultados mostraram que pessoas que seguem a dieta mediterrânea tinha um número reduzido de distúrbios, conhecidos como apnéias, durante o estágio do sono de movimento rápido dos olhos (REM), que normalmente é responsável por aproximadamente 25% do total de sono durante a noite.

Os resultados também revelaram que pessoas que seguem a dieta mediterrânea mostraram uma maior adesão à dieta de restrição calórica, um aumento na atividade física e maior diminuição da gordura abdominal.

Os resultados desta pequena amostra mostraram uma melhoria durante um estágio do sono para as pessoas com apnéia do sono, no entanto, não mostraram uma melhoria global em termos de gravidade da doença. Os autores sugerem que novos estudos em uma amostra maior são necessários para compreender os benefícios dessa dieta.

Christopher Papandreou, principal autor da pesquisa, disse: "Este é o primeiro estudo a analisar o impacto da dieta mediterrânea em combinação com a atividade física na SAOS através de mudanças no corpo humano. Nossos resultados mostraram que o número de distúrbios durante o sono REM foi mais reduzida no grupo da dieta mediterrânea. Relatórios recentes têm relacionado o aumento em distúrbios durante o sono REM, com o risco de desenvolver conseqüências sistêmicas, como diabetes tipo 2”. Desta forma, apesar de ser um dado novo que deve ser confirmado, o tipo de dieta mediterrânea pode exercer um papel protetor em indivíduos com apnéia do sono.


Referência:

C. Papandreou, S. E. Schiza, I. Bouloukaki, C. M. Hatzis, A. G. Kafatos, N. M. Siafakas, N. E. Tzanakis. Effect of mediterranean diet vs prudent diet combined with physical activity on OSAS: a randomised trial. European Respiratory Journal, 2011.

http://www.evidenciasaude.com.br/

domingo, 21 de agosto de 2011

Cirurgia bariátrica sobe 275% em 7 anos

Nos últimos sete anos, além do aumento de obesos no Brasil, houve um crescimento de 275% no número de cirurgias bariátricas - popularmente conhecidas como redução do estômago - realizadas no país. O número de procedimentos pulou de 16 mil, em 2003, para 60 mil, em 2010, de acordo com a SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).

A cirurgia é indicada para pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 35 ou 40 ou quando há presença de outras doenças associadas à obesidade. Os benefícios são a perda de peso, remissão da diabetes e hipertensão, diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade, melhora da empregabilidade e chance de estar em um relacionamento afetivo.

Mas, nem tudo é perfeito, pois existe o risco de aparecimento de quadros psiquiátricos ou neurológicos secundários a um eventual estado de desnutrição. Eles podem ou não ser revertidos com a normalização nutricional, de acordo com o presidente da Coesas (Comissão de especialidades associadas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), da SBCM, e diretor de psiquiatria e transtornos alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), Adriano Segal.

É hora de parar e pensar: será esse o único tratamento existente? Será este aumento um indicativo de algo maior na sociedade? Estamos tão acomodados que não queremos ter trabalho para emagrecer e então optamos por sermos emagrecidos por médicos??? Não sou contra a cirurgia nem ao uso de medicamentos para emagrecer, mas acho que as pessoas estão se acomodando demais... 
A política de saúde pública deveria preconizar a prevenção e a educação, para quem sabe, mudar essa condição da população a longo prazo... Cabe a nós mudarmos isso...

Para saber qual o seu IMC é fácil: basta dividir o peso pela altura ao quadrado.
A fórmula é: peso / altura x altura
Na barra lateral do blog tem uma calculadora automática para calcular seu IMC.
Resultados:
Até 24,9 - IMC normal.
De 25 a 29 - Sobrepeso
De 30 a 39 - Obesidade
De 40 para cima - Obesidade Mórbida