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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Obesidade no Brasil parou de crescer, segundo Vigitel



Depois de oito anos em ascensão, a obesidade no Brasil, pela primeira vez, parou de crescer. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), apresentada ontem, dia 30 de abril, pelo Ministério da Saúde.

Apesar da estabilização do índice, o estudo aponta que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal – destes, 17,5% são obesos. Na primeira edição da Vigitel, a proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e a de obesos era de 11,8%.

Os dados mostram que a proporção de obesos entre homens e mulheres é a mesma: 17,5%. Já em relação ao excesso de peso, os homens acumulam percentuais mais expressivos: 54,7% contra 47,4%.

O estudo também indica que a escolaridade se mostra um forte fator de proteção entre o público feminino. O percentual de excesso de peso entre as mulheres com até oito anos de estudo é de 58,3%. Entre mulheres com, no mínimo, 12 anos de escolaridade, o percentual cai para 36,6%. A prevalência da obesidade cai pela metade entre os dois grupos, atingindo 24,4% e 11,8%, respectivamente.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, os resultados positivos em relação ao excesso de peso e à obesidade estão diretamente relacionados aos avanços na alimentação saudável e à prática de atividades físicas.

A Vigitel aponta um aumento de 11% em cinco anos no percentual de atividade física no período de lazer, passando de 30,3% em 2009 para 33,8% em 2013. Os homens são os mais ativos: 41,2% praticam exercícios no tempo livre, enquanto, em 2009, o índice era de 39,7%. Entretanto, o aumento da prática de exercícios entre as mulheres foi maior, passando de 22,2% para 27,4% no mesmo período.

O consumo recomendado de frutas e hortaliças também aumentou de 18% nos últimos oito anos. Em 2013, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Em 2008, os índices eram de 15,8% e 23,7%, respectivamente.

Apesar dos avanços, os dados mostram a existência de diversos hábitos alimentares inapropriados, como o índice de brasileiros que substituem o almoço ou o jantar por um lanche de baixo valor nutritivo, como uma pizza ou um sanduíche. O índice registrado foi de 16,5%, sendo 12,6% dos homens e 19,7% das mulheres.

Outro indicador que, segundo a pasta, preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada. Ao todo, 31% dos entrevistados não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,3%) consome leite integral regularmente. O consumo de refrigerantes também registrou altos índices: 23,3% da população ingere a bebida pelo menos cinco dias da semana.

“O excesso de peso e a obesidade estão relacionados a várias condições de doenças crônicas. Reduzir isto é um desafio hoje para o mundo moderno”, avaliou Jarbas.

A pesquisa Vigitel ouviu cerca de 23 mil brasileiros maiores de 18 anos que vivem nas 26 capitais do país e no Distrito Federal.

Fonte:  http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/04/obesidade-no-brasil-parou-de-crescer-diz-ministerio

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A obesidade nas capitais brasileiras


Mais uma pesquisa alerta: os brasileiros engordaram. Há seis anos, 43% da população estava com sobrepeso e 11% era realmente obesa. Os números mais recentes nesses quesitos são 48,5% e 15,8%, respectivamente. Esses dados preocupantes foram revelados pela VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), estudo realizado anualmente pelo Ministério da Saúde desde 2006. No último levantamento, de 2011, foram entrevistadas mais de 50 mil pessoas acima de 18 anos, residentes nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Para categorizar a situação de sobrepeso e obesidade, a pesquisa considerou o Índice de Massa Corporal (IMC), que é o resultado de uma divisão do peso pela altura ao quadrado. O método é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e funciona apenas como indicador. Vale lembrar que fatores, como percentual de gordura e circunferência abdominal também são importantes.

No estado de São Paulo, 16% estão obesos ( IMC igual ou maior que 30) e 48% com sobrepeso ( IMC entre 25 e 29,9).


http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/obesidade-brasil-estados-vigitel.shtml