O Dia Mundial de Combate à Hepatite acontece todos os anos no dia 28 de julho e seu objetivo é informar e sensibilizar a as pessoas em todo o mundo sobre todos os tipos de hepatite (A,B e C) incentivando a prevenção, diagnóstico e tratamento.
Caracterizada pela inflamação do fígado, existem 3 tipos de hepatite:
Hepatite A é causada pelo vírus da hepatite A, transmitido por agua e alimentos contaminados e ocorre mais frequentemente na infancia. Cura espontaneamente em quase 100% dos casos. Existe vacina preventiva.
Hepatite B, causada pelo vírus da hepatite B, é transmitida por via sexual, secreções corporais, como saliva, leite materno , transmissão vertical (de mãe para filho) e sangue contaminado. Cura em aproximadamente 85% dos casos e no restante, se torna uma doença crônica . Existe vacina preventiva, indicada para pessoas de até 29 anos de idade e todos os profissionais de saúde.
Hepatite C é causada pelo vírus da hepatite C denominado VHC. A transmissão da doença acontece através do contato de sangue contaminado pelo vírus da hepatite C (VHC) com o sangue de uma pessoa não contaminada. Isto pode ocorrer através do uso compartilhado de instrumentos contaminados como: alicates de unha, barbeadores, agulhas de acupuntura e tatuagem, aparatos para uso de drogas inalatórias e injetáveis e transfusão de sangue. Ainda não existe vacina para a hepatite C, mas existe tratamento. A prevenção da doença requer atitudes e práticas seguras, como uso de preservativo, não compartilhamento de instrumentos pérfuro-cortantes e objetos de higiene pessoal (escovas de dentes, alicates de unha, barbeadores ou depiladores).
Se a hepatite não for diagnosticada cedo pode causar complicações. Procure sempre um especialista.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Hepatites Virais
As Hepatites:
Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B, C e D. Existe, ainda, o vírus E, mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.
As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.
Como pegar:
Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Sua transmissão ocorre:
- Relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
- Mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação,
- Compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que fura ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings,por transfusão de sangue contaminado.
Como prevenir:
Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos uso de drogas, confecção de tatuagem, e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (0800 61 1997).
Além disso, a toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e a não amamentação.
Diagnóstico:
O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses, e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
Sintomas:
Em grande parte dos casos, as hepatites virais são doenças silenciosas, o que reforça a necessidade de ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam os vários tipos de hepatites. Mas, quando os sintomas aparecem, estes podem ser:
- Febre;
- Fraqueza;
- Mal Estar;
- Dor abdominal;
- Enjôo/Náusea;
- Vômitos;
- Perda de Apetite;
- Urina Escura (cor de café);
- Icterícia (olhos e pele amarelados);
- Fezes esbranquiçadas (como massa de vidraceiro).
A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.
Pra quem é a vacina:
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. Mas, é necessário:
- Ter até 24 anos, 11 meses e 29 dias - essa faixa será ampliada para até 29 anos em 2012;
- Pertencer ao grupo de maior vulnerabilidade - gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais, manicures, populações indígenas, doadores de sangue, gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores de DST (veja lista completa).
A imunização é realizada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.
Material de campanha:
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