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terça-feira, 17 de abril de 2012

Caminhada tem impacto contra depressão, diz pesquisa




Uma simples caminhada rápida nos arredores de casa pode ter um papel importante no combate à depressão, segundo pesquisadores de uma universidade na Escócia.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios vigorosos aliviam os sintomas da depressão, mas o efeito de atividades menos árduas ainda não foi analisado em profundidade.

O novo estudo publicado na revista científica Mental Health and Physical Activity afirma que "caminhar é uma forma de intervenção efetiva contra a depressão" e tem resultados similares aos de formas mais vigorosas de exercício.
O estudo da Universidade de Stirling analisou dados de oito pesquisas com um total de 341 pacientes.
"A caminhada tem a vantagem de poder ser praticada pela maioria das pessoas, de implicar pouco ou nenhum custo, e de ser relativamente fácil de incorporar à rotina diária", dizem os autores.
Os pesquisadores admitem, no entanto, que mais pesquisas precisam ser feitas sobre o assunto. Ainda há questões sobre a duração, a velocidade e o local onde a caminhada deve ser realizada.
Ar livre
Uma em cada dez pessoas enfrenta depressão em algum momento da vida. Apesar de o problema poder ser tratado com medicamentos, a prática de exercícios é muitas vezes prescrita por médicos como tratamento contra formas mais brandas da doença.
Adrian Taylor, que estuda os efeitos dos exercícios contra a depressão, os vícios e o estresse, na Universidade de Exeter, disse à BBC que o ponto positivo da caminhada é que todo mundo já faz isso no dia-a-dia.
"Há benefícios contra problemas de saúde mental como a depressão", afirmou ele.
Ainda não se sabe exatamente como os exercícios ajudam no combate à depressão. Taylor diz que eles podem funcionar como uma distração dos problemas, dando uma sensação de controle e liberando hormônios do "bom-humor".
A ONG de saúde mental Mind diz que suas próprias pesquisas indicam que só o fato de passar tempo ao ar livre já ajuda pessoas com depressão.
"Para aproveitar ao máximo as atividades ao ar livre, é importante encontrar um tipo de exercício que você goste e que possa fazer regularmente. Tente coisas diferentes, como caminhar, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou até nadar na natureza", aconselha Paul Farmer, presidente da ONG.
"Fazer exercícios junto a outras pessoas pode ter um impacto ainda maior, já que oferece uma oportunidade de reforçar laços sociais, conversar com outras pessoas sobre seus problemas ou simplesmente rir e aproveitar o tempo longe da família e do trabalho. Então, peça a um amigo para se juntar a você.
"






terça-feira, 4 de outubro de 2011

Outubro Rosa - Mobilização contra o Câncer de Mama


O 'Outubro Rosa', iniciativa criada nos Estados Unidos há cerca de 10 anos com a intenção de alertar sobre os riscos e a necessidade de prevenção do câncer de mama, será lançado nacionalmente nesta terça-feira, dia 05 de outubro. Para celebrar a data, o Cristo Redentor e a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro, além do Palácio do Planalto, em Brasília, serão iluminados de rosa, cor do movimento. Monumentos e locais simbólicos em outras cidades também ganharão a iluminação especial. No Brasil, a empreitada é coordenada pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à saúde da Mama (Femama).

Durante o mês serão promovidas atividades por todo o país. No Rio de Janeiro, a Prefeitura, com o apoio da Philips e do Projeto CIES (Centro de Integração de Educação e Saúde), disponibilizará, entre os dias 6 e 26, uma unidade itinerante para que as moradoras de Bangu, Santa Cruz, e do Complexo do Alemão realizem mamografias gratuitamente.

A iluminação alertará para os perigos e para a necessidade de prevenção contra o câncer de mama. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo mais comum da doença no mundo e o mais frequente entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos. O número anual de ocorrências no país é estimado em cerca de 49 mil e, embora menos comum, homens também podem ser atingidos.

Ainda segundo o INCA, as taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil continuam elevadas, e um dos prováveis motivos é o diagnóstico tardio. Em 2008, ano do último levantamento feito no país, foram registradas 11.860 mortes em decorrência da doença. Das vítimas, 11.735 eram mulheres e 125 homens. Na população mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

O Instituto Nacional de Câncer, órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil, participa da mobilização com diversas ações. Uma delas, é o lançamento do folder Recomendações do INCA para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil.

Sintomas e fatores de risco

Além do aparecimento de nódulos no seio e na região da axila, os principais sinais da doença, cuja incidência cresce em mulheres a partir dos 35 anos, são alterações no formato, na coloração e na textura da mama. Os mamilos podem ainda retrair-se, inchar-se ou apresentar secreção.

Para prevenir a enfermidade é recomendado praticar exercícios físicos com regularidade, não fumar e adotar uma dieta equilibrada, sem o consumo de bebidas alcoólicas. Mulheres que menstruaram antes dos 12 anos, com histórico da doença na família e que não tiveram filhos ou foram mães após os 30 anos devem ficar atentas. A exposição excessiva a tratamentos com Raio X e estrógeno também se constituem em fatores de risco. O exame clínico das mamas deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres que têm entre 40 e 49 anos. A partir dos 50, a mamografia (raio-x das mamas) deve ser realizada a cada dois anos, ou de acordo com prescrição médica.

Uma vez constatada a presença de uma lesão suspeita, o médico indicará uma biópsia, que determinará se o tumor é maligno ou não. Caso o resultado seja positivo, o tratamento pode ser feito com quimioterapia, radioterapia e através de intervenções cirúrgicas para remover o nódulo.

Folder Outubro Rosa:


http://www.inca.gov.br/

terça-feira, 5 de julho de 2011

Substância encontrada na canela pode ser eficaz para combater esclerose múltipla

Cientistas da Rush University Medical Center, nos Estados Unidos, estão avaliando a eficácia da canela no controle do processo destrutivo da esclerose múltipla (MS) em camundongos. Desde os tempos medievais, os médicos tem usado a canela para tratar uma variedade de distúrbios, incluindo tosse, artrite e dores de garganta.
Os pesquisadores acreditam que o benzoato de sódio, um metabólito da canela, pode inibir a expressão de várias moléculas pré-inflamatórias nas células cerebrais e bloquear o processo da doença. "Nossas descobertas iniciais em camundongos indicam que a canela pode também ajudar aqueles que sofrem de esclerose múltipla", diz o pesquisador Kalipada Pahan.
A ciência ainda não tem certeza sobre o que desencadeia a doença. As teorias mais comuns apontam para um vírus ou defeito genético, ou uma combinação de ambos. Estudos geográficos indicam que pode haver um fator ambiental envolvido.
A ativação de células gliais no cérebro tem sido implicada em várias doenças neurodegenerativas além da esclerose múltipla, como Alzheimer e Parkinson. Células gliais ativadas se acumulam e secretam fatores de neurotoxina diferentes que causam diversas respostas autoimunes causadoras de lesão cerebral.
"Essas reações autoimunes no cérebro finalmente matam os oligodendrócitos, um tipo de célula cerebral que protege as células nervosas e a bainha de mielina. No entanto, a canela tem uma propriedade antiinflamatória que combate e inibe a ativação glial que provoca a morte das células cerebrais", explica Pahan.
Diferentes doses de benzoato de sódio foram misturadas em água potável e administrado aos ratos. A substância suprimiu a pontuação de esclerose mútipla em mais de 70% e inibiu a incidência da doença em 100% no modelo animal. Os medicamentos atuais para tratar os sintomas da esclerose são o Interferon-B, Copaxone e Tysabri.
"Estes medicamentos são caros, tem muitos efeitos colaterais e tem eficácia de 30 a 40%. Se o nosso estudo for bem sucedido, pode haver um dia em que apenas uma colher de chá de canela em pó por dia, com chá, leite ou mel, pode ajudar pacientes com esclerose múltipla a gerenciarem o processo de doença", diz Pahan.
Segundo ele a canela é segura e tem várias vantagens sobre drogas atualmente aprovadas para tratar a doença. Ela não só é mais barata, como também não é tóxica e pode ser administrada por via oral, ao invés de uma injeção dolorosa.
"A natureza mais devastadora da doença é que ela afeta os jovens apenas começando suas carreiras e famílias. Não há nenhuma outra doença no mundo que tem tanto impacto sobre a qualidade de vida de jovens e adultos ativos. Isto é o que me motiva a estudar esta doença", diz Pahan.