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terça-feira, 21 de maio de 2013

Joanetes são herdados geneticamente, sugere estudo



Segundo pesquisa, aparecimento de joanetes não é provocado por uso de sapatos

Um estudo conduzido nos Estados Unidos constatou que o risco de desenvolver joanetes – espécie de calo na parte externa do dedão do pé – está ligado à genética dos pacientes e não aos sapatos.

O Framingham Foot Study colheu dados de 1.370 adultos e observou a tendência de a deformidade estar ligada a um histórico familiar.

Segundo os autores do estudo, a descoberta indica que as pessoas podem ter uma predisposição genética à formação dos joanetes.

Os podólogos britânicos afirmam que o estudo embasa a visão de que os sapatos ajudam a piorar o problema, mas não seus causadores.

O principal sinal do joanete ocorre quando o dedão "aponta" em direção aos outros dedos do pé, forçando o osso para fora, o primeiro metatarso.

Essa mudança no formato do pé pode causar inchaço e dor.

As mulheres apresentam maior incidência da patologia, o que alimentou a visão de que os culpados pelos joanetes eram sapatos de saltos alto ou outros tipos de calçados pouco confortáveis.

Mas embora o seu uso possa exacerbar os sintomas – porque tais calçados friccionam os joanetes e causam dor ou bolhas – estão longe de serem os causadores do problema.

Formato do pé

O estudo, conduzido entre 2002 e 2008, colheu depoimentos de pessoas com reclamações constantes nos pés, incluindo joanetes e dedos do pé em martelo, e observaram a incidência das mesmas condições em seus familiares próximos.

O resultado comprovou a tese de que há uma correlação entre a genética e o aparecimento de joanetes, em homens e mulheres de todas as idades, mas particularmente em mulheres.

Segundo Marian T. Hannan, responsável pelo estudo, "as novas descobertas destacam a importância de aprofundar o nosso entendimento do que causa uma maior susceptibilidade à essas condições podológicas, uma vez que o conhecimento dos motivos levam em última análise à profilaxia".

Para o especialista Richard Handford, da entidade britânica Society of Chiropodists and Podiatrists, os pacientes que sofrem com os joanetes precisam ter maior cautela com a escolha dos sapatos.

"Trata-se de uma deformidade do osso. Portanto, pacientes que apresentam tais condições não devem tentar enfiar qualquer sapato nos pés custe o que custar", afirmou.

"Acima de tudo, é preciso usar um sapato confortável."


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130520_joanetes_lgb.shtml

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cientistas detectam Alzheimer antes dos sintomas aparecerem




Um grupo de cientistas americanos desenvolveu uma técnica para detectar sinais da doença de Alzheimer 25 anos antes da doença apresentar seus primeiros sintomas.

A pesquisa é a porta de entrada para novos tipos de tratamentos precoces que podem se tornar a melhor chance da medicina para combater a enfermidade.

Os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, selecionaram para o estudo pacientes britânicos, americanos e australianos que possuem risco genético para desenvolver a doença.

Dos 128 pacientes examinados, 50% têm chances de herdar uma das três mutações genéticas conhecidas pela ciência que provocam o Alzheimer.


O grupo também tem chance aumentada de começar a sofrer da doença a partir dos 30 ou 40 anos - muito mais cedo que a maioria dos pacientes de Alzheimer, que desenvolvem o mal na casa dos 60 anos.

Os pesquisadores analisaram os pais dos pacientes para descobrir com que idades eles haviam desenvolvido a doença. A partir disso começaram a tentar avaliar quanto tempo antes disso era possível detectar os primeiros sinais da enfermidade.

Foram realizados exames de sangue, de líquor (fluído espinhal), de imagens do cérebro e também avaliações de habilidades mentais nos pacientes.

Os pesquisadores descobriram, então, que era possível detectar pequenas mudanças no cérebro de quem possuía alguma das mutações que no futuro levarão ao surgimento do Alzheimer.

Por volta de 15 anos antes do aparecimento da doença, pacientes já apresentavam níveis anormais de uma proteína de células que podem ser encontradas no fluído espinhal.


Além disso, imagens do cérebro revelaram encolhimento em algumas regiões do cérebro desses pacientes.

Dez anos antes dos primeiros sintomas foram detectados problemas de memória e um processamento anormal da glicose no cérebro dos estudados.

Em pacientes que não possuiam as mutações, não foram detectadas alterações nesses marcadores.

Os resultados da pesquisa foram publicados no New England Journal of Medicine.

"Essa importante pesquisa mostra que mudanças-chaves no cérebro, relacionadas à transmissão genética da doença acontecem décadas antes do aparecimento dos sintomas. Isso pode gerar grandes implicações para o diagnóstico e o tratamento no futuro", afirmou Clive Ballard, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer.

"Os resultados de pacientes com Alzheimer herdado por fatores genéticos parecem similares às mudanças provocadas em casos não-genéticos, na forma comum da doença", disse Eric Karran, diretor de pesquisa da Sociedade Britânica do Alzheimer.

"É provável que qualquer novo tratamento para Alzheimer deverá ser começado mais cedo para ter a melhor chance de sucesso".

"A habilidade para detectar os primeiros estágios da doença de Alzheimer não só permite que as pessoas planejem e tenham acesso aos cuidados e tratamentos existentes mais cedo, mas também permitirá que novas drogas sejam testadas nas pessoas certas, na hora certa"



http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2012/07/12/cientistas-detectam-mal-de-alzheimer-antes-dos-sintomas-aparecerem.htm