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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SBGG e ANCP lançam folder informativo sobre Cuidados Paliativos e Hospice


A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) produziu, em parceria com a ANCP, um folder com explicações básicas sobre Cuidados Paliativos e hospice. O público-alvo desse material são leigos, alunos de graduação ou profissionais que desejem se informar sobre conceitos básicos.

Segundo Daniel Azevedo, presidente da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da SBGG, é fundamental que a sociedade brasileira assimile os conceitos e objetivos dos Cuidados Paliativos e dos cuidados ao fim da vida.

“As pessoas têm dificuldade em conversar sobre esse assunto por total desconhecimento do tema – acreditam que Cuidados Paliativos signifiquem o abandono da pessoa doente quando, na verdade, representam justamente o contrário: valorizar a vida da pessoa e implementar todas as medidas para que ela fique confortável até o momento da morte”, explica.

Uma estratégia adotada nesse sentido foi a elaboração de material didático e de divulgação para públicos variados, com base em originais desenvolvidos por Frank D. Ferris, paliativista de reputação internacional e parceiro da SBGG desde 2014.

“De forma graciosa, ele nos cedeu um folder objetivo que explica os rudimentos dos Cuidados Paliativos e da filosofia Hospice, que traduzimos e adaptamos para a realidade brasileira. Por se tratar de um material da SBGG, julgamos importante incluir a especificidade de Cuidados Paliativos para idosos”, disse.

A intenção é que esse material seja veiculado da forma mais ampla possível. Para isso, foi preparada uma versão online, que deve ser veiculada através de sites, e uma versão para impressão, que pode ser distribuída em eventos científicos, hospitais ou consultórios.

“Quanto maior a divulgação, melhor. Vamos usar a versão impressa em todos os grandes eventos da SBGG para orientar os participantes e sugerir a eles que busquem mais informações nos sites de referência que constam no folder”, afirmou Azevedo.

Para acessar o folder, clique no link abaixo:

http://issuu.com/dinamoeditora/docs/folder_online_sbgg_/0



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cuidados com a saúde dos idosos no verão





O verão iniciou em 21 de dezembro e desde então os termômetros estão nas alturas, o que para os idosos pode ser muito prejudicial em decorrência de alterações no sistema nervoso e circulatório.

De acordo com a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) este período requer mais atenção e cuidado para que os idosos mantenham-se com saúde e qualidade de vida.

Os idosos reagem de maneira diferente ao calor e à baixa umidade. Com o avanço da idade, sofrem alterações naturais nos mecanismos de controle térmico do organismo e de envio de estímulos cerebrais relacionados à sede, o que propicia quadros de desidratação.

Alterações no sistema circulatório

Na terceira-idade, o organismo humano reduz a sua capacidade de regular sua própria temperatura, por isso, as trocas de calor, que normalmente levam o sangue para todas as partes do corpo e aquecem os tecidos, ficam prejudicadas fazendo com que os idosos sintam mais frio do que os jovens.

A percepção de calor dos idosos fica alterada, fazendo com que eles acabem sentindo frio mesmo expostos à altas temperaturas. Para esquentar o corpo, os idosos optam por usar roupas mais pesadas e grossas que comprometem a hidratação do organismo.

Por que faço tanto xixi se bebo pouca água?

A soma é muito desigual: pouca água e muita eliminação. O organismo não tem como compensar tal desequilíbrio.

Com o passar dos anos, nosso sistema nervoso central diminui ou deixa de enviar para o corpo, os estímulos nervosos responsáveis pela sensação de sede e pelo controle da urina. Isso faz com que os idosos bebam pouca água, mesmo no verão, e urinem com bastante frequência.

O problema é que bebendo pouca água e perdendo nutrientes e sais minerais através da urina e do suor, os idosos ficam desidratados. A consequência disso é mal-estar e cansaço: A soma é muito desigual: pouca água e muita eliminação. O organismo não tem como compensar tal desequilíbrio, daí a desidratação e a sensação de mal-estar.

Hipertensão x desidratação

Comum em mais de 40% dos idosos, a doença se caracteriza pela alta da pressão arterial, causando mal-estar e perigo de problemas cardíacos, caso não seja controlada.

O problema, não está nas alterações metabólicas que a hipertensão causa, mas nos medicamentos usados para controlá-la. Os remédios mais eficazes para hipertensão são diuréticos e, por isso, fazem com que os idosos urinem ainda mais, perdendo muito líquido e podendo causar desidratação grave.

Em idosos com diabetes, a taxa de açúcar - quando não controlada -, altera a absorção de líquidos pelo organismo, fazendo com que ele, em um processo de autocompensação, tente diminuir o nível de diluição do sangue para fornecer a água necessária à manutenção de suas funções vitais.

Pacientes diabéticos, quando expostos à altas temperaturas, tendem a perder uma quantidade de água ainda maior do que a causada pela doença e isso faz com que os riscos de desidratação sejam bastante perigosos. Além da exposição ao calor, os idosos perdem ainda mais água, não sentem sede e, por isso, não fazem a reposição de líquidos. O resultado não poderia ser outro a não ser a desidratação.

Cuidado redobrado durante as atividades físicas, pois o aumento da temperatura corporal e da transpiração podem causar hipertermia (popularmente chamada insolação) e desidratação grave.




Como amenizar os efeitos do calor nos idosos e passar o verão com saúde e qualidade de vida:


-Evite usar roupas pesadas no verão, isso dificulta ainda mais a troca de calor do corpo. Use roupas leves, de algodão e com cores claras.

-Tome muita água (em média 2 litros por dia), mesmo sem sentir sede e mantenha uma garrafa com água sempre perto. Sucos, chás e água de coco também podem ser utilizados, pois tem melhor aceitação pelos idosos...

-Mantenha os ambientes arejados/ventilados.

-Use óculos de sol e bonés/chapéus.

-Evite atividade física, em especial ao ar livre, na parte mais quente do dia (entre 10h e 16h).

-Utilize protetor solar e tome banho em temperatura mais fresca.

-Evite tomar cafeína e álcool, pois são bebidas que contribuem para desidratação.

-Evite refeições "quentes". Dê preferência a alimentos como frutas, verduras, legumes pois são fontes de vitaminas, minerais e fibras, além de serem mais refrescantes. Sorvetes também devem ser consumidos. Alimente-se a cada 3 horas.

-Faça o controle médico de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, mas fique atento às mudanças que devem ser feitas no tratamento durante o verão.






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Publicação ajuda familiares a enfrentar o final de vida de entes queridos - Cartilha para download: Quando um ente querido está morrendo

Acaba de ser lançada a versão em português de um material canadense que ajuda familiares que estão enfrentando a morte de um ente querido. Intitulada Quando um ente querido está morrendo – O que você pode esperar e como você pode ajudar, a publicação convida a uma conversa franca sobre a terminalidade da vida de quem está próximo de nós e demanda acompanhamento, companhia e cuidado.

O material foca especificamente em pacientes idosos em final de vida. Entre os temas abordados estão “O que acontece nos momentos finais?”, “Controle da dor e uso de opioides” e “Diretivas antecipadas de vontade e tomada de decisões sobre assistência à saúde por representante”.

Trata-se de uma iniciativa liderada pelo International Longevity Center Brasil, em parceria com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a SBGG Seção Rio de Janeiro, Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (CEPE) e Instituto Vital Brasil. A equipe de trabalho que adaptou o material para a realidade brasileira é formada pelos especialistas Claudia Burlá, Ligia Py, Filipe Gusman e Daniel Azevedo.

A publicação é de acesso livre e gratuito.

Para fazer download basta acessar o link:
http://www.sbgg.org.br/cms/wp-content/uploads/2014/12/NOTA-4.pdf


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Idosos precisam de cuidados especiais durante a época de frio; Confira onze dicas importantes da SBGG




O inverno começou de 21 de junho, período responsável pelas temperaturas mais baixas do ano. Devido ao frio, característico desta estação que se estende até agosto, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) esclarece alguns dos principais cuidados com a saúde de idosos.

“Quando a temperatura cai, a atenção à saúde dos velhos deve ser redobrada. Eles correm um maior risco de problemas de saúde e lesões relacionadas ao clima, incluindo hipotermia, queimaduras na pele e quedas. É importante para o idoso, e aqueles que cuidam deles, tomarem certas precauções nesta época do ano”, relata o geriatra e membro da diretoria da SBGG, Rubens de Fraga Júnior.

Entre os principais riscos à saúde representados pelas baixas temperaturas estão: hipotermia - queda da temperatura corporal, imobilidade – ausência de movimentação, infecções - como gripe e pneumonias e dores crônicas - aumento das dores crônicas como artrites e artroses.

A hipotermia ocorre quando a temperatura corporal cai a menos de 36,8 graus. Abaixo de 29 graus causam risco eminente de morte. Seus sintomas mais comuns são fraqueza, fadiga e diminuição do tremor do frio. Em fases mais avançadas o idoso pode apresentar fala enrolada, perda de consciência e choque.

Em caso de hipotermia, os primeiros-socorros devem consistir em tirar o idoso do frio e retirar suas roupas úmidas ou molhadas. Envolver a vítima em mantas e agasalhos para aquecê-la enquanto chama a emergência, se a vítima estiver consciente, dê-lhe bebidas quentes como chás (não alcoólicas). Converse com a vítima mantendo-a sempre acordada e em caso de parada respiratória, realize manobras de ressuscitação cardiorrespiratória.

Confira 11 dicas da SBGG para reduzir o impacto do frio na saúde de idosos:

1. Utilizar roupas e agasalhos adequados para proteção de ambientes ao ar livre e salas frias. Como bonés, toucas, meias, luvas, mantas e etc;

2. Tomar bebidas quentes como chás, chocolate, bem como ingerir sopas e caldos;

3. Banhos devem ser rápidos e em temperaturas amenas;

4. A hidratação da pele devera ser recomendada sempre com uso de hidratantes tópicos para diminuir a sensação de pele seca;

5. Usar cobertores que retenham calor principalmente no período do sono quando há um declínio da temperatura corporal;

6. Tomar as vacinas contra gripe e pneumonia;

7. Buscar ajuda médica se o idoso apresentar sintomas de confusão mental e calafrios, ou dificuldades respiratórias;

8. Buscar realizar atividades indoor, isto é, passear em locais como shoppings centers, pois ajuda a quebrar o ciclo da imobilidade;

9. Fazer exercícios de alongamento com orientação de professores de educação física ou fisioterapeutas;

10. Reposição de vitamina D pela falta de exposição ao sol deve ser orientada por nutricionistas ou médico assistente. Outras fontes de obtenção do nutriente são peixes como atum, sardinha e salmão. Gema de ovos, bifes de fígado e cogumelos também são ricos em vitaminas.

11. Em locais com lareiras é importante ter cuidado com manipulação do fogo e intoxicação pelo monóxido de carbono devido a janelas fechadas.

Bom inverno!


Fonte: http://tnh1.ne10.uol.com.br/noticia/saude/2014/06/17/302604/idosos-precisam-de-cuidados-especiais-durante-a-epoca-de-frio-confira-onze-dicas-importantes