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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Gel à base de células-tronco é esperança para joelhos artríticos
Médicos estão usando um tipo de gelatina feita com base em células-tronco para tratar de joelhos artríticos. Extraídas do sangue de cordões umbilicais doado, as células têm se mostrado aliadas na reconstrução da cartilagem danificada. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Um pequeno estudo mostrou que um único tratamento trouxe 67% de melhora na reparação da cartilagem, e os pesquisadores acreditam que isso pode se tornar uma alternativa às cirurgias. Dois ensaios clínicos estão em curso para a avaliação dos efeitos.
A cartilagem atua como uma amortecedor das juntas, e proporciona uma superfície lisa que permite que os ossos deslizem suavemente um sobre o outro. No entanto, essa camada pode quebrar com o desgaste ao longo dos anos, trazendo dor e inchaço, uma condição conhecida como osteoartrite.
Uma vez danificada, a cartilagem articular não se renova sozinha facilmente como outros tecidos, se tornando mal irrigada pelo sangue por meio de vasos e nervos. Os tratamentos tradicionais incluem analgésicos, fisioterapia e esteróides, ou, ainda, a substituição parcial ou total dos joelhos. Cerca de 40 mil destes procedimentos levam um ano, mas a esperança é que as células-tronco reduzam este tempo.
As células-tronco são como folhas em branco, e podem se transformar em uma variedade de outras células no corpo. Algumas podem ser encontradas naturalmente no joelho mas, ao mesmo tempo que podem se transformar em células de cartilagem, elas diminuem com a idade e se tornam menos eficientes, sendo incapazes de combater os danos.
Para superar isso, os cientistas extraem as células-tronco do joelho, aumentam seu número em laboratório e implantam novamente no joelho. No entanto, devido ao número limitado de células-tronco disponíveis, este procedimento parece apenas reconstruir áreas pequenas.
O tratamento mais novo nestes sentido é baseado em células-tronco extraída de sangue de cordões umbilicais doados. Elas são muito mais ativas do que células adultas, e testes feitos com animais mostram que são melhores na produção de cartilagem.
Algumas mães concordam em doar o cordão umbilical após o nascimento para ajudar outras pessoas. As células-tronco são removidas do sangue e depois crescem em laboratório e são transformadas em uma espécie de gel. Os ortopedistas usam técnicas de cirurgia minimamente invasivas para colocar o gel dentro das áreas danificada.
Os pesquisadores disseram que a técnica pode servir perfeitamente para pacientes mais velhos e também para grandes áreas danificadas.De acordo com Alan Silman, diretor médico do Arthristis Research do Reino Unido, disse que usar as células-tronco como fonte para regeneração da cartilagem tem um grande potencial. “Embora a tecnologia ainda esteja um pouco distante do uso na rotina, esta é uma área de pesquisa com atividade substancial que poderia fornecer uma alternativa para a substituição da cirurgia no futuro”, observou.
http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/gel-a-base-de-celulas-tronco-e-esperanca-para-joelhos-artriticos,5e2af7e1bf68c310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Suco de cereja reduz incômodo causado pela osteoartrite
Pesquisadores da Oregon Health & Science University, nos Estados Unidos, observaram que a ingestão de dois copos dessa bebida por dia, durante três semanas, reduziu marcadores inflamatórios no sangue de mulheres portadoras de osteoartrite. "A fruta é rica em flavonoides e antocianinas, que apresentam uma forte ação antioxidante e anti-inflamatória", explica Kerry Kehl, responsável pela pesquisa. Ela afirma que as propriedades do suco também são preservadas na versão industrializada.
Fonte: saude.abril.com.br
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Dez milhões de brasileiros têm OA mostra pesquisa
Uma pesquisa realizada em conjunto com as Sociedades Brasileiras de Reumatologia, de Ortopedia e Traumatologia, de Medicina Física e Reabilitação e de Cirurgia do Joelho e publicada no livro Cenário Atual & Tendências da Osteoartrite no Brasil, aponta que dez milhões de brasileiros têm osteoartrite, doença conhecida popularmente como artrose, e fica logo atrás dos Estados Unidos, que tem o maior índice mundial.
Estima-se que apenas 40% dos diagnosticados com o problema estão em tratamento nos país, revela o coordenador da pesquisa, o médico Ibsen Bellini Coimbra, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Muitos pacientes ignoram o tratamento, revelam os responsáveis pelo estudo que ouviu 2.282 profissionais da área médica em no Brasil. E a expectativa é que em 2015 o número de pacientes chegue a 12,3 milhões.
A artrose é a doença caracterizada pela insuficiência da cartilagem de absorver o impacto que os joelhos recebem ao caminhar ou na prática de exercícios físicos, por exemplo. A artrose começa com uma fissura e ulceração na cartilagem, o que causa amolecimento e diminui o espaço articular, com evolução para um processo de esclerose no osso subcondral e de sinovite, além do aparecimento de cistos e osteófitos. A doença se manifesta mais cedo nos homens, principalmente nos joelhos, antes dos 60 anos e no quadril após essa idade. Nas mulheres, 5% mais acometidas que os homens, os índices aceleram após a menopausa.
Uma série de fatores podem provocar e/ou piorar a osteoartrite, como o fator genético, a presença de obesidade, diabetes, problemas no colesterol e traumas quando o indivíduo é jovem ou adulto.
Os dois principais sintomas da doença são: dores e dificuldade de movimentação das articulações. Muitas pessoas com a doença têm dificuldades, por exemplo, de levantar do sofá após algum tempo sentada.
Segundo os especialistas, o ideal seria ter o diagnóstico antes mesmo que as dores comecem a aparecer. Um exame de raios-x é suficiente para detectar alterações. A doença não tem cura, mas é possível controlar sintomas e evolução com medicação e fisioterapia e com isso melhorar e muito, a qualidade de vida dos pacientes.
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