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terça-feira, 15 de maio de 2012

Tratamentos pouco invasivos contra dores na coluna ganham espaço


Há muito mais entre os remédios e as cirurgias para tratar as dores nas costas, problema que, segundo pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, atinge um terço dos brasileiros adultos.

Os tratamentos pouco invasivos, feitos com agulhas ou incisões mínimas, estão ganhando espaço em consultórios e hospitais.

Segundo o médico fisiatra João Amadera, entre os 300 pacientes atendidos no centro especializado em tratamento de coluna aberto no fim do ano passado no Hospital do Coração, só um foi encaminhado para cirurgia.

Nos outros casos, fisioterapia e injeções de medicamentos diretamente no ponto de origem da dor bastam.

Outra opção é a "queima" de nervos que podem ter tido um crescimento anormal e se tornam fonte de dor. Depois disso, o paciente pode ser encaminhado para fisioterapia.
"O importante é quebrar o ciclo da dor e corrigir a postura", afirma Amadera.
Editoria de Arte/Folhapress
O exame físico detalhado e o histórico da dor dão pistas melhores sobre a origem do problema do que a análise isolada de exames de imagem, diz o neurocirurgião Joel Augusto Ribeiro Teixeira.

Para ele, ainda é comum uma visão simplista das dores da coluna. "Parece que sempre é hérnia de disco ou dor muscular. Ou se opera ou faz fisioterapia. Mas há muitos estágios intermediários", afirma o médico, coordenador do centro de terapias minimamente invasivas da coluna do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Teixeira diz que o tratamento da dor na coluna deve ser escalonado: primeiro é preciso tentar as terapias conservadoras, como o uso de remédios e fisioterapia. Os procedimentos minimamente invasivos vêm depois e, em último caso, a cirurgia.

No entanto, de acordo com o fisiatra João Amadera, muitos pacientes recebem indicação de cirurgia sem necessidade. "Menos de 5% das hérnias de disco precisam de cirurgia. Cerca de 90% são reabsorvidas sozinhas."

O comerciante de tecidos Marcos Antonio Pereira de Barros, 51, escolheu a terapia minimamente invasiva para tratar dores causadas por uma hérnia de disco que o incomoda há oito anos. "Já tinha tentado de tudo. Ficava com dor depois de ficar sentado ou em pé por mais de dez minutos do mesmo jeito."

Barros, que mora em Santa Cruz do Capibaribe (PE), se submeteu a duas sessões para receber injeções de medicamentos no HCor, em São Paulo. "O incômodo melhorou 85%. Estou fazendo pilates também."

Luís Eduardo Munhoz da Rocha, presidente do Comitê de Coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, afirma que os tratamentos pouco invasivos têm indicações pontuais, e o mais importante é mudar hábitos e fortalecer a musculatura que sustenta a coluna. "Hoje está muito em voga o minimamente invasivo. Nem tudo é resolvido assim."


terça-feira, 3 de abril de 2012

Mulher desloca duas vértebras depois de espirrar


Quase inacreditável!!

Uma mulher de 28 anos se recupera de uma cirurgia delicada no pescoço, que ela teve que fazer depois que um espirro deslocou duas de suas vértebras. As informações são do site australiano “Ninemsn”.
“Eu senti um espirro vindo e prendi a respiração, como se faz na hora de espirrar, e doeu”, contou Monique Jeffrey. “Quando eu espirrei, senti algo se mover e foi uma dor torturante. Espirrei duas vezes e, no segundo, pensei ‘ai, meu Deus!’”.
Na hora, Monique se sentiu travada e só conseguia mexer o braço direito. Tudo que conseguiu fazer foi mandar uma mensagem de celular ao marido pedindo ajuda. Ele a levou ao hospital, onde, inicialmente, disseram que ela estava com torcicolo.
Mas logo ficou claro que o problema era mais grave, quando o braço de Monique começou a formigar. Ela passou por uma tomografia e o exame mostrou que duas vértebras estavam deslocadas. Nas palavras do neurocirurgião que a atendeu, foi uma lesão “muito azarada e muito rara”.
A australiana de Melbourne precisou passar por uma cirurgia que colocou quatro pinos no seu crânio e agora terá de usar um aparelho de proteção por três meses para que o pescoço volte ao normal.
A cirurgia, que teve de ser feita sem anestesia, foi “pior que trabalho de parto”, nas palavras de Monique. Seu filho de dez meses, aliás, passará os próximos meses com os avós em Hobart, na Tasmânia, porque ela não conseguirá cuidar dele.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/mulher-desloca-duas-vertebras-depois-de-espirrar.html