Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido desenvolveu um novo mel capaz de tratar vários tipos de feridas e infecções.
O produto, chamado 'Surgihoney', foi testado em bebês, mães, pacientes com câncer e idosos por mais de um ano em hospitais.
Os ensaios revelaram que feridas e úlceras, incluindo as infectadas com a superbactéria MRSA, foram curadas em poucos dias.
Resultados de testes mostraram ainda que o número de mulheres que sofreram infecções após o parto por cesariana caiu pela metade, quando elas foram tratadas com o produto.
Surgihoney também curou as feridas de soldados que retornaram do Afeganistão, além de ser eficaz no tratamento da acne e na proteção da pele de pacientes com câncer que receberam um cateter para a quimioterapia.
O mel tem sido utilizado devido a seus poderes de cura há milhares de anos.
Segundo os pesquisadores dos Hampshire Hospitals NHS Foundation Trust, no Reino Unido, o produto, que é armazenado em sachês de 10g, tem potencial para matar bactérias, parasitas e infecções fúngicas e, ao mesmo tempo, incentivar a cura das feridas.
O mel foi licenciado pela Autoridade Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido, mas ainda não está disponível comercialmente.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Instituto Butantan desenvolve anti-inflamatório capaz de aliviar dores crônicas
O Instituto Butantan trabalha no desenvolvimento de um potente anti-inflamatório capaz de aliviar dores de difícil controle, anunciaram pesquisadores do órgão. De acordo com Renata Giorgi, uma das integrantes da equipe envolvida no projeto, testes já comprovaram a eficácia do medicamento, que seria um avanço em relação aos produtos disponíveis no mercado atualmente e seria administrado oralmente.
"Descobrimos que algumas células dos glóbulos brancos detêm uma proteína capaz de inibir dor proveniente de processo inflamatório. Com a síntese de um pedacinho dessa proteína, a gente conseguiu que houvesse viabilidade de administração", disse a pesquisadora. Segundo ela, o tratamento de dores crônicas, de lesão de nervos, é difícil, pois algumas drogas, como morfina, perdem a efetividade com o tempo.
Ela destacou que o estudo é inovador ao sintetizar uma proteína, chamada ligante de cálcio S100A9, produzida pelo próprio organismo. "Isso demonstra que, em determinadas condições, o próprio organismo tem capacidade de controlar a dor", disse. Para fabricação do medicamento, os cientistas identificaram que apenas um pequeno pedaço da proteína é suficiente, o que viabiliza os custos de produção. "Em termos de proporção de dose, essa droga é mais potente", declarou Renata.
O Instituto Butantan, porém, fez apenas alguns testes básicos, e a pesquisa parte agora para os exames de toxicidade. "Antes de qualquer coisa, tem que ser realizado o estudo toxicológico. Estamos numa fase de programar o início desses estudos. Hoje em dia, leva algo em torno de 20 anos pra se comprovar a eficácia de uma droga e conseguir colocá-la no mercado como medicamento", destacou a pesquisadora. Os estudos, que iniciaram há dez anos, continuam ainda com testes em animais.
Serão feitos ainda levantamentos sobre o nível de tolerância do medicamento. "O paciente que é submetido à droga que tem efeito analgésico pode, à medida que vai sendo administrada, ficar tolerante ao medicamento. Então, tem que ser aumentada a dose para que se tenha o efeito desejado. Nós ainda vamos fazer esses estudos", informou a pesquisadora.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,instituto-butantan-desenvolve-anti-inflamatorio-capaz-de-aliviar-dores-cronicas,894609,0.htm
http://www.butantan.gov.br/home/laboratorio_especial_toxonologia_ampliada.php
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Protex e outros sabonetes não protegem contra bactérias, diz Proteste
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/04/11/protex-e-outros-sabonetes-nao-protegem-contra-bacterias-diz-proteste.htm
Sabonetes bactericidas prometem acabar com as bactérias e germes presentes no corpo, mas, segundo teste da Proteste, nem todos eles cumpre a promessa. Protex (em barra e líquido) e Lifebuoy líquido não eliminaram nenhuma das quatro bactérias testadas, apesar de se autointitularem bactericidas. O Dove hidratante também não eliminou bactérias.
Foram analisados dez produtos bactericidas, sendo três líquidos e sete na versão em barra, entre eles dois sabonetes hidratantes – Dove e Granado Tradicional – eleitos o melhor do teste e a escolha certa pela Proteste no ano passado.
Os três produtos mais bem avaliados são em barra. E esses produtos devem ser usados com frequência apenas nas mãos.
Oito sabonetes eliminaram a bactéria Escherichia coli, presente no intestino grosso e nas fezes humanas. "A constatação mais surpreendente foi quanto ao Protex. O sabonete, líder nesse segmento, garante acabar com 99,9% das bactérias presentes na pele. Porém, não eliminou, nem sequer reduziu, qualquer micro-organismo usado no teste", diz a publicação do instituto de proteção ao consumidor.
Dos cinco sabonetes que anunciavam proteger a pele contra o S. aures, somente o Dettol em barra confirmou sua ação. Protex e Lifebuoy, nas versões sólidas, ainda garantem eliminar aS. marcescens, o que só o Lifebuoy conseguiu. Vale ressaltar que Granado Antisséptico, Ypê, Racco e Protex não indicam em seus rótulos para quais bactérias devem agir. No entanto, fora o Protex, esses produtos demonstraram ação bactericida.
Para fazer o teste de eficácia bactericida, foi utilizada uma solução padrão, composta de sujeira "criada em laboratório" e quatro bactérias específicas. A solução foi colocada em diferentes placas e, em cada uma delas, foi aplicada uma quantidade de sabonete. Foram bem avaliados aqueles produtos que conseguiram eliminar, em um período de cinco minutos, a 20oC, a maior quantidade de bactérias.
Outro lado
A Colgate, companhia da linha Protex informa que ainda não tem um posicionamento sobre os resultados do teste. A Unilever, detentora da marca Lifebuoy, esclarece que o produto fabricado pela empresa atende a todas as normas vigentes no Brasil, tanto com relação aos processos de fabricação, quanto aos ingredientes presentes. "A empresa não recebeu da Proteste o laudo de análise do produto citado, portanto desconhece os critérios e metodologias utilizadas para se posicionar sobre tais resultados". Já sobre o Dove, a assessoria da marca afirma que o produto não divulga ter propriedades bactericidas.
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