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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Cão tratado com células-tronco volta a andar



Um cão de 3 anos que ficou tetraplégico foi curado graças a uma técnica com uso de células-tronco. Ele voltou a andar após ser tratado no hospital veterinário do Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Basto , em São João da Boa Vista (SP). A técnica seria capaz de curar a cinomose, doença que atingiu o animal e pode levar à morte em pouco tempo.

Quem realizou o tratamento gratuito na cachorra de nome Vilma foi a médica veterinária Michele Andrade de Barros, que trabalha com terapia celular desde 2008. O animal sofria de cinomose, altamente contagiosa e causadora de sequelas neurológicas. A chance de vida com a doença é de apenas 5%.

A cadela ficou tetraplégica e, como os cães que não se locomovem mais podem desenvolver outras doenças, nesses casos os proprietários costumam optar pela eutanásia. Foi aí que a proprietária, uma professora de Educação Física, recebeu a sugestão de tentar o novo tratamento que poderia fazê-la voltar a andar. E já na primeira aplicação de células-tronco foi detectada uma melhora na qualidade de vida do animal. Depois, com três aplicações, Vilma voltou a se locomover.

A cachorra hoje leva uma vida normal e, segundo a veterinária, está totalmente curada.

"Existem outras patologias que também podem ser tratadas com células-tronco. Pode até não haver cura total, mas a melhora na qualidade de vida do animal já é muito boa", explica.


http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,cao-tratado-com-celulas-tronco-volta-a-andar,1027388,0.htm

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Gel à base de células-tronco é esperança para joelhos artríticos


Médicos estão usando um tipo de gelatina feita com base em células-tronco para tratar de joelhos artríticos. Extraídas do sangue de cordões umbilicais doado, as células têm se mostrado aliadas na reconstrução da cartilagem danificada. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Um pequeno estudo mostrou que um único tratamento trouxe 67% de melhora na reparação da cartilagem, e os pesquisadores acreditam que isso pode se tornar uma alternativa às cirurgias. Dois ensaios clínicos estão em curso para a avaliação dos efeitos.

A cartilagem atua como uma amortecedor das juntas, e proporciona uma superfície lisa que permite que os ossos deslizem suavemente um sobre o outro. No entanto, essa camada pode quebrar com o desgaste ao longo dos anos, trazendo dor e inchaço, uma condição conhecida como osteoartrite.

Uma vez danificada, a cartilagem articular não se renova sozinha facilmente como outros tecidos, se tornando mal irrigada pelo sangue por meio de vasos e nervos. Os tratamentos tradicionais incluem analgésicos, fisioterapia e esteróides, ou, ainda, a substituição parcial ou total dos joelhos. Cerca de 40 mil destes procedimentos levam um ano, mas a esperança é que as células-tronco reduzam este tempo.

As células-tronco são como folhas em branco, e podem se transformar em uma variedade de outras células no corpo. Algumas podem ser encontradas naturalmente no joelho mas, ao mesmo tempo que podem se transformar em células de cartilagem, elas diminuem com a idade e se tornam menos eficientes, sendo incapazes de combater os danos.

Para superar isso, os cientistas extraem as células-tronco do joelho, aumentam seu número em laboratório e implantam novamente no joelho. No entanto, devido ao número limitado de células-tronco disponíveis, este procedimento parece apenas reconstruir áreas pequenas.

O tratamento mais novo nestes sentido é baseado em células-tronco extraída de sangue de cordões umbilicais doados. Elas são muito mais ativas do que células adultas, e testes feitos com animais mostram que são melhores na produção de cartilagem.

Algumas mães concordam em doar o cordão umbilical após o nascimento para ajudar outras pessoas. As células-tronco são removidas do sangue e depois crescem em laboratório e são transformadas em uma espécie de gel. Os ortopedistas usam técnicas de cirurgia minimamente invasivas para colocar o gel dentro das áreas danificada.

Os pesquisadores disseram que a técnica pode servir perfeitamente para pacientes mais velhos e também para grandes áreas danificadas.De acordo com Alan Silman, diretor médico do Arthristis Research do Reino Unido, disse que usar as células-tronco como fonte para regeneração da cartilagem tem um grande potencial. “Embora a tecnologia ainda esteja um pouco distante do uso na rotina, esta é uma área de pesquisa com atividade substancial que poderia fornecer uma alternativa para a substituição da cirurgia no futuro”, observou.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/gel-a-base-de-celulas-tronco-e-esperanca-para-joelhos-artriticos,5e2af7e1bf68c310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Paraplégico dá os primeiros passos após transplante pioneiro na Bahia

Policial militar voltou a movimentar as pernas após nove anos. Foram usadas células-tronco mesenquimais retiradas do próprio paciente.

Após seis meses do transplante de células-tronco realizado em Salvador, o major da Polícia Militar, Maurício Ribeiro, deu os primeiros passos. Ele caiu de um telhado e passou os últimos nove anos sem nenhum movimento da cintura para baixo.

"Eu dei o passo e me senti estranho, porque nove anos sem caminhar e perceber que eu estava conseguindo fazer isso sobre minhas próprias pernas. Então, foi uma sensação muito boa", emociona-se Maurício.

A cirurgia foi realizada depois de cinco anos de pesquisa. No procedimento, os médicos retiraram do osso do quadril do próprio paciente células-tronco mesenquimais, que têm grande capacidade de se transformar em diversos tipos de tecido, e injetaram diretamente no local onde a coluna foi atingida.

A técnica pioneira no país foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz, no laboratório do Hospital São Rafael, em Salvador, onde está um dos mais avançados centros de terapia celular da América Latina. Dois meses depois de operado, Maurício já se equilibrava sobre as pernas e até pedalava nas sessões de fisioterapia. Os médicos não sabem ainda se ele e os outros 19 pacientes que serão submetidos ao mesmo tratamento vão voltar a andar normalmente, mas já comemoram os resultados.

"É muito gratificante, e não somente isso, saber que isso é apenas uma ponta de iceberg, que com os resultados positivos nós podemos expandir essa técnica para um número maior de pacientes no futuro, além de continuar pesquisando formas de aprimorá-la", pontua Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.

Em entrevista, o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça dá detalhes sobre o tratamento, confira no vídeo ao lado.

A família do policial militar nunca perdeu a esperança. "Quando aconteceu essa cirurgia, eu tive certeza de que Deus estava com a gente e que ele ia conseguir andar", declara Márcia Ribeiro, esposa de Maurício.

"Para quem não tinha nenhuma perspectiva, e hoje eu já tenho uma perspectiva de estar no andador, dando os primeiros passos, já é sinal de que alguma coisa está acontecendo, e daqui para frente acho que só tende a melhorar", espera Maurício.


http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/10/paraplegico-da-primeiros-passos-apos-transplante-pioneiro-na-bahia.html