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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Palestra sobre Fibromialgia - Dia 03/08/2013 (gratuita)



Reunião de Fibromialgia e palestra com os médicos Dr. Marcos Brioschi e Dr. Claudio Correia.

Dia 3 de agosto, às 10h.
Local: Hospital 9 de Julho, São Paulo (SP)
ENTRADA FRANCA



terça-feira, 23 de abril de 2013

Tratamento fisioterapêutico na síndrome da dor miofascial e fibromialgia - artigo



Justificativa e Objetivos: Dentre as condições dolorosas crônicas que acometem o sistema musculoesquelético destacam-se a síndrome da dor miofascial e a fibromialgia; enquanto a fibromialgia corresponde a uma condição dolorosa difusa, a síndrome da dor miofascial é caracterizada pelo envolvimento localizado. O objetivo deste estudo foi revisar os estudos da literatura, a fim de identificar e agrupar informações sobre a síndrome da dor miofascial e a fibromialgia.

Conteúdo: Foram selecionados 29 artigos de por meio da consulta aos indexadores de pesquisa nas bases de dados eletrônicas Medline, LILACS e Scielo publicados nas línguas inglesa e portuguesa, utilizando os descritores myofascial pain syndrome/ síndrome da dor miofascial, fibromyalgia/ fibromialgia, physical therapy in myofascial pain syndrome/ fisioterapia na síndrome da dor miofascial and/e physical therapy in fibromyalgia/ fisioterapia na fibromialgia, publicados no período de 1991 a 2012.

Conclusão: Os programas de fisioterapia promovem os maiores ganhos na diminuição do impacto dos sintomas da síndrome da dor miofascial e da fibromialgia na vida dos pacientes, daí a importância do trabalho multidisciplinar e educativo no qual o fisioterapeuta, participa informando e instruindo corretamente os pacientes.


Autores: Batista, Juliana Secchi; Borges, Aline Morás; Wibelinger, Lia Mara.




http://www.scielo.br/pdf/rdor/v13n2/14.pdf

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tai chi chuan: golpes suaves contra a dor



Se nas praças de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já se veem facilmente nos fins de semana grupos de pessoas fazendo exercícios sincronizados, imagine na China! A prática do tai chi chuan, um tipo de ginástica proveniente daquele país que mistura movimentos de luta e meditação — e mais parece uma dança —, é intensamente incentivada pelo governo local há pelo menos 55 anos.

Considerada uma arte marcial, ganhou um ritmo mais suave comparada às lutas milenares que lhe deram origem. Explica-se: os antigos mestres chineses já reconheciam os benefícios de suas práticas e, para torná-los mais acessíveis, criaram o tai chi chuan — tai quer dizer supremo, absoluto; chi, cumeeira; e chuan, soco. Trata-se de um embate em que não há vencido nem vencedor, mas que proporciona equilíbrio físico e mental (leia mais sobre sua origem no quadro ao lado).

Em tempo: a medicina ocidental tem levado o exercício das praças aos hospitais. Afinal, o tai chi se mostra eficaz na luta contra dores no corpo, principalmente as provocadas por doenças musculares e nas articulações. É o que atesta um estudo financiado pelo Centro Nacional da Medicina Alternativa e Complementar, nos Estados Unidos. O trabalho contou com a participação de 66 vítimas de fibromialgia, entre as quais havia praticantes de tai chi.

No final das contas, as adeptas da arte marcial apresentaram uma melhora em seu estado de saúde superior a quem se dedicou apenas a exercícios de alongamento. "Essa resposta positiva talvez se deva à natureza do próprio tai chi, que combina relaxamento, alongamento e ênfase cognitivo-comportamental", observa o reumatologista Roberto Ezequiel Reymann, do Grupo de Apoio a Pacientes com Fibromialgia da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Embora o tai chi seja coadjuvante em vários tratamentos, as pesquisas realizadas nos últimos dez anos apontam que a prática oriental se sobrepõe a muitos outros tipos de exercícios no fortalecimento de ossos, músculos e tendões, no equilíbrio do metabolismo e no bom funcionamento da capacidade pulmonar e da circulação sanguínea, entre outros aspectos. Talvez por sua relação direta com a musculatura e as articulações o método tenha se destacado no controle de doenças como a fibromialgia, conhecida por deixar o corpo todo dolorido — além de cansaço físico, dificuldade de concentração e até depressão.

"Para pacientes com quadros mais leves, o tai chi ajuda na redução das sensações dolorosas e na melhora da mobilidade e do humor", afirma o educador físico Márcio de Moura Pereira, do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física para Idosos da Universidade de Brasília. "E é na relação com o médico que se decide se o tai chi pode ser útil no tratamento ou contraindicado em algum momento."

No Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o tai chi também vem sendo empregado em indivíduos com artrose, artrite reumatoide e dores na lombar. "Ele atua diretamente nas articulações, sem causar lesão. É indicado para qualquer faixa etária devido à metodologia de ensino suave, que permite ao praticante superar seus limites aos poucos, fortalecendo todo o corpo", explica Ângela Soci, diretora da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan. Existem basicamente cinco modalidades da arte marcial, mas a yang, segunda mais antiga da história, foi a primeira a ter caráter terapêutico, e por isso é amplamente praticada no mundo.

O estilo yang de tai chi é caracterizado por movimentos lentos, leves e curvos, em ritmo homogêneo e sem interrupção, como no fluxo de um rio. "Os exercícios propõem o equilíbrio corporal e devem ser feitos usando apenas a musculatura exigida para cada postura", explica o instrutor Cláudio Montenegro, de Joinville, no interior de Santa Catarina. "Por mais que se intensifique a prática, a respiração é sempre constante e profunda." Tal maneira de respirar também é uma grande aliada na busca da paz interior. "Esse ritmo respiratório faz com que a mente se acalme e fique o tempo todo atenta aos processos internos", afirma Ângela Soci.

Por ser uma atividade realizada em grupo, o tai chi incentiva quem está por algum tempo adoentado a sair de casa. "O paciente com fibromialgia pode chegar à depressão, o que o isola dos familiares e amigos. Uma prática coletiva pode ajudar no resgate da vida social", diz o reumatologista Roberto Ezequiel Reymann. Sem contar que o encontro entre adeptos de uma mesma técnica permite compartilhar experiências físicas e emocionais. "O tai chi auxilia o praticante a dividir sua dor", afirma o professor Márcio de Moura.

Segundo os especialistas, é bem provável que, devido ao despreparo físico, os iniciantes com doenças nas articulações ou afins sintam ainda mais dor do que normalmente já sentiam ao debutarem na arte milenar. Mas vale a pena persistir. "Quem tem artrose na cervical, que costuma irradiar sensações dolorosas para a mandíbula, os ombros e a lombar, por exemplo, consegue reduzir o incômodo apenas para o local de origem da dor", diz o professor Márcio de Moura. Mesmo no epicentro do martírio o desconforto acaba sendo minorado. E, ao longo dos meses, há chances de também diminuir o uso de remédios. Assim, o aluno de tai chi se torna um herói de si mesmo, golpeando a causa de seu suplício físico e as dificuldades a cada movimento suavemente coreografado.

Raízes milenares
Há 700 anos, no monte chinês de Wudang, uma cobra teria passado horas esquivando-se do ataque insistente de uma ave, até que ela desistisse da caça e voasse para longe. A lendária cena teria sido contemplada pelo monge taoísta Chang Sanfeng, ex-discípulo do Templo de Shaolin que, inspirado na flexibilidade da cobra, criaria as 13 posturas fundamentais do tai chi chuan. Embora mais recente, o tai chi remonta uma tradição de pelo menos 2 mil anos de artes marciais chinesas, entre elas o kung fu. Outro possível criador da prática teria sido o general Chen Wangting, que, após a queda da dinastia Ming, há 300 anos, aprimoraria a arte marcial chen a fim de difundir uma sabedoria usualmente passada apenas de pai para filho.

http://saude.abril.com.br/edicoes/0336/familia/tai-chi-chuan-golpes-suaves-dor-625301.shtml

terça-feira, 21 de junho de 2011

Pesquisa apura que há dificuldade para diagnosticar a fibromialgia

A dificuldade para diagnosticar a fibromialgia, uma doença crônica que causa dor muscular generalizada e fadiga, foi o foco de uma pesquisa divulgada em maio, quando ocorreu o dia mundial da doença. Segundo o estudo, realizado pelo Instituto Harris Interactive a pedido da Pfizer, a enfermidade leva de quatro a sete anos para ser diagnosticada no Brasil. E concorre para isso o desconhecimento de pacientes e também de médicos.


A pesquisa ouviu 904 pessoas, das quais 604 médicos e 300 pacientes, no Brasil, no México e na Venezuela, tendo apurado que 63% dos pacientes brasileiros não sabiam como descrever os sintomas e que cerca de 70% dos que receberam o diagnóstico nunca tinham ouvido falar da enfermidade. Entre os médicos consultados, 84% acreditavam que muitos de seus colegas não conhecem bem a doença.

Segundo o reumatologista Eduardo Paiva, membro da Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), “é fato” que existem médicos que se sentem inseguros no momento de diagnosticar a fibromialgia, uma vez que há cuidados específicos nesse processo de investigação. “Não se trata de uma enfermidade que deve ser pesquisada com base em exames laboratoriais, mas, sim, em perguntas dos mais variados tipos ao paciente sobre sua vida cotidiana e suas queixas, em uma consulta longa”, explica Paiva. Sabe-se, por exemplo, que a doença causa fadiga e dificuldade na prática de tarefas do dia a dia, além de prejudicar o sono e produzir alto nível de ansiedade. Tudo isso, portanto, tem de ser questionado em detalhes.

Paiva conta que a necessidade de buscar esse diagnóstico de uma forma inquisitiva levou um colega seu a afirmar que a fibromialgia fez dos reumatologistas “médicos melhores”, por exigir, mais que imagens advindas de exames, uma conversa cuidadosa com o paciente – ele lembra, inclusive, que mais de 80% dos diagnósticos realizados na área médica foram conseguidos apenas com base em conversas com o doente.

O presidente da Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles da SBR, o reumatologista Roberto Heymann, concorda com Paiva: “De fato, a busca por diagnosticar uma eventual fibromialgia melhora a relação médico-paciente, já que não se baseia em exames, que, aliás, são chamados de ‘complementares’ não sem razão, pois devem ser pedidos sempre após uma ou mais consultas, caso o médico avalie que isso seja necessário”, defende.

Heymann acrescenta que o diagnóstico de fibromialgia não é um processo de exclusão, em que é preciso fazer exames para descartar outras doenças e, por consequência, deduzir que se trata mesmo da tal síndrome dolorosa. “Não é assim que funciona”, ressalta o reumatologista, até porque, frisa ele, o paciente pode estar sofrendo dessa doença e também de alguma outra.

DOR CRÔNICA

Considerando que a fibromialgia é um mal crônico, convém saber que a dor crônica é diferente da aguda: “A dor aguda age em áreas que chamamos de defesa, de fuga, no cérebro, o que faz com que o paciente com esse sintoma não fique parado, tenha muito suor e agitação”, esclarece Paiva. Inclui-se nessa categoria a cólica de rim. Já a dor crônica envolve uma resposta e um comportamento diferentes, continua o médico. A pessoa permanece mais quieta.

Existem critérios padronizados para ajudar o médico no diagnóstico da fibromialgia, surgidos em 1990 e considerados válidos até hoje, embora estejam passando por revisão: um deles é a queixa de dor generalizada por mais de três meses e o outro é a presença de 11 pontos dolorosos dos 18 apalpados durante o exame clínico. Para Heymann, esses critérios têm um tanto de subjetividade, já que podem ser igualmente positivos para outras várias doenças. “Além disso, não são apropriados para pacientes do sexo masculino”, adiciona ele, explicando que as mulheres têm um limiar de dor – a força mínima suficiente para causar sensação dolorosa – menor que a do homem. E a pressão ao apalpar, estabelecida por esses critérios, não é suficiente para que o paciente masculino sinta dor.

Entretanto, tanto Heymann quanto Paiva sustentam que esses critérios formais não são absolutos durante uma consulta e servem apenas como base. Isso significa que é possível diagnosticar a fibromialgia mesmo que eles não sejam totalmente atendidos. Por outro lado, o presidente da Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles da SBR acredita que a dificuldade nesse diagnóstico sempre irá existir. O que se busca, segundo ele, são formas de facilitar cada vez mais esse processo.

Como orientação geral, vale ressaltar que essa doença não tem cura, mas, de acordo com Paiva, seus efeitos podem ser atenuados com medicação e, principalmente, com exercícios físicos. “O paciente pode até ficar sem remédio, mas não sem atividade física”, enfatiza o reumatologista.

Do site: http://www.reumatologia.com.br/
Sociedade Brasileira de Reumatologia