Um novo jogo de videogame promete facilitar as sessões de fisioterapia das mulheres que retiram a mama em casos de câncer. A tecnologia desenvolvida por uma professora de fisioterapia da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos (SP), estimula movimentos a partir de um sensor que captura a imagem do corpo da paciente e projeta uma realidade virtual, o que torna o tratamento mais interativo.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Universidade Mackenzie durante o ano passado pela professora Izabela Mendes, de 24 anos, e já atendeu cerca de 20 mulheres de forma gratuita no Departamento de Fisioterapia. O objetivo da professora é colocar o jogo no mercado de forma gratuita, mas ainda não há previsão para quando isso irá ocorrer.
“Queria desenvolver algo diferente na linha de reabilitação e mulheres com câncer de mama precisam muito de um tratamento interdisciplinar”, afirmou a Izabela. O novo método também guarda em uma base de dados toda a evolução da paciente. “O jogo é dinâmico e ela [a paciente] vê a própria projeção na tela. Eu programo os movimentos e ela vai brincando”, diz.
Além do software para videogame, também foi desenvolvida uma manta de vibração complementar ao jogo. O item é envolvido no braço das pacientes e contribui para fortalecer músculos e movimentos. “As pacientes tiveram diminuição da dor, aumento na ampliação do movimento, no sinergismo muscular e força, além de melhoria na própria qualidade de vida”, explicou a professora.
Resultados
Para quem realizou as sessões de fisioterapia, o jogo já apresentou resultados positivos. A aposentada Leila Tenório de Oliveira, de 48 anos, retirou a mama após um câncer descoberto em 2008. Desde então, ela realiza fisioterapia convencional, mas foi após realizar tratamento com o software no ano passado que as dores diminuíram de vez.
“Pra mim foi muito bom em relação ao braço. Diminuiu bastante a dor e consegui até dormir melhor à noite. Temos nossos limites, mas vi que dá para ir além. O jogo ameniza muito a dor e foi melhor do que a [terapia] convencional”, afirma a paciente.
Os projetos estão em fase de registro e devem ser colocados no mercado em breve. De acordo com a Izabela, o jogo para fisioterapia está em fase de atualização da sua segunda versão, que deve ser disponibilizada para download gratuito, facilitando o tratamento em casa.
Registro
Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde estima que haverá 576.580 novos casos de câncer diagnosticados no país este ano. Entre os que devem ter maior incidência, estão os de pele, próstata e mama, segundo o ministério.
A previsão, de acordo com o governo, é que o tumor de pele não melanoma, considerado o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total.
Na sequência, segundo a previsão do ministério, são esperados, aproximadamente, 69 mil novos casos de câncer de próstata. Em relação às mulheres, segundo o estudo, o câncer de mama deve atingir mais de 57 mil casos.
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segunda-feira, 10 de março de 2014
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Idosos usam videogames para manter mente ativa
Eu apoio! Pena que a realidade do Brasil seja um pouco diferente...
Prestes a completar 86 anos, Hilda Knott adora jogar videogame e diz que os jogos a ajudam a manter sua mente ativa.
A idosa diz gostar das aventuras e das lutas, mas principalmente dos enigmas, que a fazem quebrar a cabeça para alcançar algum objetivo.
Segundo a idosa, o incrível dos games é encontrar algo novo todos dia, seja para passar para a próxima fase ou para conseguir terminar o jogo.
O caso de Hilda ilustra bem o crescente interesse de pessoas acima de 70 anos por videogames.
Andrew Oliver, cofundador da empresa Blitz Games, explica que o mercado da terceira idade está crescendo rapidamente e que cada vez mais pessoas idosas querem jogar.
Hilda que o diga. Para driblar seus problemas de visão, ela comprou uma TV de 65 polegadas. E assim ela pode continuar jogando Call of Duty, seu game favorito
Veja o vídeo:
http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2013/01/emp/130121_game_idosos_mdb.emp.xml
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130121_game_idosos_mdb.shtml
Prestes a completar 86 anos, Hilda Knott adora jogar videogame e diz que os jogos a ajudam a manter sua mente ativa.
A idosa diz gostar das aventuras e das lutas, mas principalmente dos enigmas, que a fazem quebrar a cabeça para alcançar algum objetivo.
Segundo a idosa, o incrível dos games é encontrar algo novo todos dia, seja para passar para a próxima fase ou para conseguir terminar o jogo.
O caso de Hilda ilustra bem o crescente interesse de pessoas acima de 70 anos por videogames.
Andrew Oliver, cofundador da empresa Blitz Games, explica que o mercado da terceira idade está crescendo rapidamente e que cada vez mais pessoas idosas querem jogar.
Hilda que o diga. Para driblar seus problemas de visão, ela comprou uma TV de 65 polegadas. E assim ela pode continuar jogando Call of Duty, seu game favorito
Veja o vídeo:
http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2013/01/emp/130121_game_idosos_mdb.emp.xml
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130121_game_idosos_mdb.shtml
terça-feira, 3 de abril de 2012
AACD faz parceria para criar jogos de reabilitação física
A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) firmou nesta semana um acordo com a Microsoft para o desenvolvimento de jogos de videogame especiais para reabilitação.
Os videogames com sensores de movimento, como o Wii da Nintendo e o Xbox, da Microsoft, já são usados em instituições para auxiliar atividades de fisioterapia.
O objetivo agora é criar jogos concebidos por fisioterapeutas e fisiatras da AACD e desenvolvidos com o apoio técnico da empresa.
O presidente da instituição, Eduardo Carneiro, afirma que os primeiros softwares criados nessa parceria podem começar a sair em três ou quatro meses.
A ideia é que pacientes que frequentam a AACD possam levar o aparelho e o jogo para casa e fazer os exercícios. A venda dos jogos para outras instituições no Brasil e no exterior também está no horizonte, segundo Carneiro, e pode ser mais uma fonte de renda da entidade.
Os direitos autorais serão compartilhados entre a instituição e a Microsoft. "Estamos iniciando uma nova era em reabilitação. É um processo sem volta", diz Carneiro.
Os jogos do Xbox com o sensor Kinect, que capta os movimentos do usuário sem a necessidade de controles, já são usados na instituição como parte auxiliar das terapias de reabilitação.
"É difícil que uma criança com paralisia cerebral consiga jogar tênis, mas com esse brinquedo ela consegue. As crianças gostam, saem cansadas do brinquedo, fazem esforço físico mesmo."
Bianca Helena Filippe, 7, é uma das crianças que usam o jogo como parte das sessões de fisioterapia. Ela tem paralisia cerebral e começou a frequentar a AACD com um ano e meio. Está aguardando uma operação corretiva nas pernas há dois anos.
Sua mãe, Rosana Maria Felippe, 46, diz que a menina gosta do videogame. "Quando faz pontinhos, ela fica toda alegre e quer mostrar para mim. Tenho até de sair da sala para ela não perder a concentração no jogo."
Os videogames com sensores de movimento, como o Wii da Nintendo e o Xbox, da Microsoft, já são usados em instituições para auxiliar atividades de fisioterapia.
O objetivo agora é criar jogos concebidos por fisioterapeutas e fisiatras da AACD e desenvolvidos com o apoio técnico da empresa.
O presidente da instituição, Eduardo Carneiro, afirma que os primeiros softwares criados nessa parceria podem começar a sair em três ou quatro meses.
A ideia é que pacientes que frequentam a AACD possam levar o aparelho e o jogo para casa e fazer os exercícios. A venda dos jogos para outras instituições no Brasil e no exterior também está no horizonte, segundo Carneiro, e pode ser mais uma fonte de renda da entidade.
Os direitos autorais serão compartilhados entre a instituição e a Microsoft. "Estamos iniciando uma nova era em reabilitação. É um processo sem volta", diz Carneiro.
Os jogos do Xbox com o sensor Kinect, que capta os movimentos do usuário sem a necessidade de controles, já são usados na instituição como parte auxiliar das terapias de reabilitação.
"É difícil que uma criança com paralisia cerebral consiga jogar tênis, mas com esse brinquedo ela consegue. As crianças gostam, saem cansadas do brinquedo, fazem esforço físico mesmo."
Bianca Helena Filippe, 7, é uma das crianças que usam o jogo como parte das sessões de fisioterapia. Ela tem paralisia cerebral e começou a frequentar a AACD com um ano e meio. Está aguardando uma operação corretiva nas pernas há dois anos.
Sua mãe, Rosana Maria Felippe, 46, diz que a menina gosta do videogame. "Quando faz pontinhos, ela fica toda alegre e quer mostrar para mim. Tenho até de sair da sala para ela não perder a concentração no jogo."
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