sábado, 6 de junho de 2009

Doença de Osgood-Schlatter

Nomes alternativos:

Osteocondrose

Definição:

Inflamação dolorosa do tubérculo tibial anterior (protuberância na parte frontal da tíbia).

Causas, incidência e fatores de risco:

É provável que esta doença seja causada por microtraumas (pequenas lesões, geralmente imperceptíveis, produzidas por excessiva tração) ocorridos antes do pleno amadurecimento da inserção do tubérculo tibial anterior.
O distúrbio tem como característica um inchaço doloroso logo abaixo do joelho, na face anterior do osso da perna (tíbia). Essa área é sensível à pressão e o inchaço varia de leve a muito intenso. Atividades como correr, saltar e subir escadas, causam desconforto a uma ou ambas as pernas. O distúrbio ocorre com mais freqüência entre os adolescentes ativos e que praticam esportes, afetando mais os do sexo masculino.

Sintomas:

• dor na perna ou dor no joelho;
o em um ou em ambos os joelhos;
o piora com atividade, principalmente ao correr, saltar ou subir escadas;
o piora ao aplicar pressão sobre a área;
• sensibilidade abaixo do joelho que piora ao aplicar pressão;
• inchaço na protuberância da parte frontal da perna, logo abaixo da patela; (tuberosidade anterior da tíbia).

Sinais e exames:

O exame físico permitirá confirmar o diagnóstico.
O raio X do osso pode ser normal ou pode mostrar inchaço do tecido mole, espessamento do ligamento e possivelmente fragmentos ósseos próximos à tuberosidade anterior.

Tratamento:

O tratamento inicial compreende repouso, aplicação de gelo e medicamentos antiinflamatórios não esteróides (AINES). Em geral, a condição desaparece com o repouso, medicamentos para a dor, fisioterapia e com a redução das atividades esportivas ou exercícios.
Nos poucos casos em que os sintomas não melhoram, a perna afetada dever ser imobilizada com gesso ou aparelhos ortopédicos, até a cura, que acontece em 6 a 8 semanas. Pode-se usar muletas para caminhar, a fim de evitar peso na perna afetada.
Raramente a cirurgia é um procedimento necessário se o tratamento conservador falhar.

Expectativas (prognóstico):

A maior parte dos casos melhora espontaneamente em semanas ou meses. Os adolescentes devem participar de atividades esportivas até o limite de sua capacidade, evitando excessos que podem trazer mal-estar. Entretanto, a suspensão da atividade resolve o distúrbio.

Complicações:

A complicação mais importante é a dor crônica.

Prevenção:

As pequenas lesões que podem causar este distúrbio são normalmente imperceptíveis, tornando a prevenção impossível. Evitar os excessos (por exemplo, correr em excesso em treinamento para uma maratona) pode ajudar.

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