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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Nível baixo de vitamina D eleva risco de demência, diz estudo


Idosos com grave deficiência de vitamina D correm maior risco de sofrer demência, de acordo com um estudo britânico.

Cientistas observaram 1.650 pessoas nos Estados Unidos com mais de 65 anos para a pesquisa, publicada na revista médica Neurology.

Este não foi o primeiro estudo a relacionar deficiência de vitamina D a demência, mas os seus autores dizem que é o mais completo e conclusivo.

Ainda assim, especialistas alertam que são necessários mais estudos para prescrever vitamina D como prevenção à demência.

A vitamina D é encontrada em peixes oleosos, comprimidos e através da exposição da pele ao sol.

No entanto, a conversão de vitamina D pela pele dos idosos pode ser menos eficiente, o que aumenta as probabilidades de sofrerem deficiência e dependerem das outras fontes.

Mais de 800 mil pessoas sofrem de demência no Reino Unido, e a expectativa é de que o número passe de 1 milhão até 2021.

'Surpreendente'

O grupo internacional de cientistas, coordenado por David Llewellyn, da universidade Médica de Exeter, observou os pacientes por seis anos.

Nenhum deles sofria de demência, doenças cardiovasculares ou derrames no início do estudo.

Ao seu final, 1.169 pacientes com níveis satisfatórios de vitamina D tinham uma chance em 10 de desenvolver demência. Setenta estavam com deficiência grave e tinham uma chance em cinco de sofrer do mal.

"Já esperávamos encontrar uma relação entre baixos níveis de vitamina D e o risco de demência e Mal de Alzheimer, mas os resultados foram surpreendentes. Descobrimos que a associação é duas vezes maior do que se esperava", afirmou o doutor Llewellyn.

Mesmo assim, ele disse que mais estudos são necessários para estabelecer com segurança que o consumo de alimentos ricos em vitamina D ou suplementos podem "retardar ou até prevenir" o início do Mal de Alzheimer e de demência.

"Precisamos ter cautela neste estágio inicial, já que os nossos últimos resultados não demonstram que baixos níveis de vitamina D causam demência."

Mas o médico disse também que "os resultados são muito encorajadores" e que mesmo que poucas pessoas possam se beneficiar disso, o impacto sobre a saúde pública poderia ser "enorme", diante do "custo devastador" da demência.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Musculação é o exercício físico mais indicado para prevenir osteoporose

http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/musculacao-e-o-exercicio-fisico-mais-indicado-para-prevenir-a-osteoporose/2255042/


Ao longo da vida, os ossos passam por um processo de destruição e construção. Antes dos 30 anos, o número de células de construção são maiores do que as destrutivas. O problema aparece após essa idade, quando essa proporção começa a se alternar e os ossos começam a ficar mais fracos e frágeis.

Para combater esses efeitos do envelhecimento e prevenir a osteoporose, os ginecologistas José Bento e Bruno Muzzi e o fisiatra José Maria Santarém deram algumas dicas no Programa Bem Estar da quinta-feira, dia 22 de novembro. Para aumentar a “poupança” de massa óssea, as recomendações principais são aumentar a ingestão de cálcio, praticar atividade física e tomar sol sem exageros, para obter vitamina D.



Segundo uma pesquisa recente feita pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), 60% das pessoas acredita que tomar apenas um copo de leite já é suficiente para evitar a doença. Porém, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), é de que a pessoa consuma no mínimo de 1.000 a 1.200 mg de cálcio por dia.

Em uma enquete feita no site do Bem Estar, 7% dos internautas respondeu que toma três copos de leite por dia. A maioria toma apenas um, dois ou não tomam a bebida - nesse caso, elas devem recorrer a outras fontes de cálcio, como queijo branco, ricota ou iogurte.


Essa indicação é ainda mais essencial para mulheres que já passaram pela menopausa, período em que a falta de estrogênio acelera a destruição do tecido interno do osso.

Estudos mostram que uma em cada três mulheres terá osteopenia depois dos 50 anos, um problema que aparece antes da osteoporose, que diminui a densidade óssea. Nesse período, no entanto, ainda é possível reverter ou estabilizar a situação com a ingestão de cálcio, vitamina D e exercícios. Porém, se não tratada, a osteopenia pode virar osteoporose.

A osteoporose não causa dor e não tem sintoma e, geralmente, a descoberta vem só após uma fratura, quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, é importante realizar exames para diagnosticar a doença antes que ela cause problemas.


A densitometria óssea mede a densidade do osso e deve ser feita a partir dos 45 anos nas mulheres e a partir dos 65 anos nos homens. Caso seja detectada a osteoporose, ela pode estar ainda no estágio inicial, o que facilita na recuperação e no tratamento. O médico pode indicar medicamentos, suplementos de vitamina D ou até mesmo a reposição hormonal, no caso das mulheres.

A atividade física sempre ajuda, principalmente aquelas que comprimem os ossos, ajudando no aumento da massa óssea. O fisiatra José Maria Santarém explicou que até mesmo ficar em pé já ajuda na prevenção e também no tratamento da osteoporose. A musculação é a melhor opção mesmo para pessoas debilitadas porque a exigência muscular ajuda na remodelagem óssea e o risco de lesões é menor.

Uma opção de exercício para realizar em casa e fortalecer a musculatura é agachar segurando e deslizando um cabo de vassoura na perna, como mostrou o fisiatra. Na hora de descer, a pessoa deve expirar e inspirar quando levantar. A dica do médico é fazer quantas vezes conseguir, até cansar. Ficar na ponta dos pés com o apoio do cabo de vassoura também traz benefícios não só para a musculatura, mas também para a circulação.





Fonte:  http://g1.globo.com/bemestar

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dia 20 de outubro - Dia Mundial de Combate à Osteoporose


A osteoporose é uma doença osteometabólica que se caracteriza pela descalcificação progressiva da densidade óssea, popularmente conhecida como ossos porosos ou ocos. Silenciosa e sem cura, a doença surge por vários motivos e interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes: pode causar fraturas e alterações na caixa torácica, causando dificuldade de respiração, dor intensa, perda de altura e até mesmo a morte.

A doença é um grande desafio para a saúde pública. Não é uma doença apenas das classes mais favorecidas; alguns fatores que predispõem à osteoporose são: menopausa, idade avançada, histórico familiar, constituição física magra, baixa ingestão de cálcio, diabetes, falta de exposição à luz solar, sedentarismo, fumo e consumo excessivo de álcool e café.

Sua maior incidência recai sobre as mulheres. Após a menopausa, as células que reabsorvem o osso, chamadas osteoclastos, são mais estimuladas devido à redução dos níveis de estrógeno no organismo. No entanto, temos observado o crescimento de casos entre os homens também;

É fundamental prevenir a primeira fratura, porque cerca de 20% dos pacientes apresentam uma segunda ocorrência no ano seguinte à primeira queda;

Nos próximos 50 anos, deve dobrar o número de fraturas de quadril em homens e mulheres devido à osteoporose. Esta vai ser a doença do século porque estamos vivendo mais.



PREVENIR É A MELHOR OPÇÃO

Hoje, a melhor ferramenta de diagnóstico para a osteoporose é o exame de densitometria óssea, que avalia o conteúdo mineral do osso. Fazem parte do grupo de risco da doença pessoas com predisposição genética, mulheres na pós-menopausa e pacientes que tenham sofrido fraturas, tenham idade avançada ou façam uso de corticosteróides, anticonvulsionantes, anticoagulantes, além dos portadores de doenças inflamatórias crônicas;

Para prevenir e tratar a osteoporose, além do uso de medicamentos, é possível investir numa dieta rica em cálcio, fazer exercícios físicos para fortalecer a musculatura e prevenir quedas, além de expor-se ao sol - o que promove a síntese da vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio e para a mineralização do osso.

No Brasil, 51 milhões de pessoas têm mais de 55 anos de idade. Desse total, 15 milhões são portadores de algum tipo de osteoporose.

Calcula-se que, após a menopausa, uma em cada três mulheres desenvolvem a doença. Entre os homens a frequência é de quase 10% após os 65 anos de idade. Segundo o Ministério da Saúde, o Governo gasta por ano quase R$ 50 milhões apenas com internações decorrentes de fraturas de fêmur, uma das principais conseqüências da osteoporose.

Além disso, de 10% a 20% dos pacientes tornaram-se incapacitados após uma fratura de quadril, enquanto de 15% a 40% foram internados e de 20% a 35% faleceram.
Abaixo vídeo da camapanha de combate à osteoporose.

 
Fontes: http://www.blog.saude.gov.br/parceiro-digital-dia-mundial-de-combate-a-osteoporose/

http://www.sbdens.org.br/
 
http://www.sejafirmeforte.com.br/sobreacampanha.html
 
http://www.caminhadaosteoporose.com.br/

domingo, 24 de maio de 2009

Osteoporose em crianças

A osteoporose não é um problema exclusivo de idosos e mulheres no período da menopausa. Pouco se fala, mas a doença atinge cerca de 25% das crianças com doenças crônicas.

As principais causas de osteoporose na infância são as enfermidades que interferem na ingestão e absorção de nutrientes e na conversão da forma inativa da vitamina D em ativa, fator que pode levar à perda de massa óssea e aumentar a fragilidade dos ossos. É o caso de doenças intestinais, reumáticas e renais crônicas, fibrose cística e anorexia.

Por não provocar sintomas é importante que todas as crianças com doenças crônicas sejam identificadas. "Só assim é possível fazer um tratamento preventivo, que pode melhorar muito a qualidade de vida", diz Maria Teresa Ramos Ascensão Terreri, reumatologista pediatra do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos.

De acordo com a médica, além dos pacientes com doenças crônicas, crianças e adolescentes que consomem baixa quantidade de cálcio, com fraturas de repetição e com histórico familiar da doença também devem ser observadas. "A conseqüência principal da osteoporose é a ocorrência de fraturas após traumas leves durante as atividades da vida diária. Por isso, é fundamental que durante a infância o consumo de leite e derivados seja diário, além da exposição moderada ao sol e a prática de atividades físicas", explica.

O diagnóstico da osteoporose pode ser feito pelo exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso e a compara com os padrões "normais" predeterminados de acordo com idade e sexo. O exame tem duração média de 20 minutos. Não exige nenhum tipo de preparo ou jejum.

O tratamento da osteoporose na infância é realizado com a reposição de cálcio e vitamina D por meio de medicamentos. "Crianças com doenças crônicas que apresentam fraturas precisam de atenção especial durante o tratamento com a ingestão de medicamentos que melhorem a densidade mineral óssea", diz a médica.

A osteoporose deve ser tratada sempre com a orientação de um especialista que fará o acompanhamento sistemático do quadro evolutivo.